Como abrir ampola de medicamento?

Como abrir ampola?

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 18/10/2026.

Um pequeno fragmento de vidro pode transformar um preparo rotineiro em um incidente com o paciente ou com o profissional. Por isso, abrir uma ampola exige atenção à embalagem, à técnica de ruptura e ao preparo asséptico do medicamento.

Antes de abrir, observe a ampola

Confira o nome do medicamento, a concentração, a validade, o aspecto da solução e a integridade do recipiente. Identifique a marca de abertura indicada pelo fabricante. Algumas ampolas possuem um ponto de ruptura, conhecido como OPC; outras apresentam um anel de marcação, frequentemente associado ao sistema VIBRAC. A identificação visual ajuda, mas as instruções específicas do produto devem orientar a abertura.

Antes de iniciar, higienize as mãos e organize o material em uma superfície limpa. Se houver líquido retido na parte superior, siga as orientações do fabricante para fazê-lo retornar ao corpo da ampola, sem movimentos bruscos que possam provocar respingos.

Como abrir uma ampola de vidro

Segure o corpo da ampola com firmeza, mantendo os dedos protegidos. Utilize um dispositivo próprio para abertura, quando disponível, ou a proteção recomendada pelo serviço. Em seguida, aplique pressão controlada no sentido indicado pela marcação e pelas instruções do fabricante, mantendo a abertura afastada do rosto e de outras pessoas.

Se o gargalo não romper adequadamente, não aumente a força nem improvise ferramentas. Interrompa a tentativa e siga o procedimento institucional para lidar com a embalagem defeituosa.

Na rotina do preparo, uma ampola que quebra de forma irregular exige atenção imediata. Se houver fragmentos próximos à solução ou suspeita de contaminação por vidro, não utilize o conteúdo; descarte-o conforme o protocolo e prepare uma nova unidade.

Aspiração e prevenção de partículas de vidro

Após a abertura, inspecione o conteúdo e aspire o medicamento com o dispositivo indicado para aquela preparação. Quando o protocolo ou as características do medicamento recomendarem uma agulha com filtro para aspiração, ela deve ser utilizada somente nessa etapa. Não administre o medicamento por meio da agulha com filtro: substitua-a por um dispositivo adequado à via prescrita, conforme o procedimento institucional.

Considere também a via de administração, a compatibilidade dos materiais e as orientações específicas do medicamento. A técnica asséptica deve ser mantida durante todo o preparo, evitando o contato de partes estéreis com superfícies não estéreis.

Imagine que, ao aspirar um medicamento para uso intravenoso, o profissional perceba resistência inesperada ou partículas na solução. A conduta segura é interromper o preparo, avaliar a possibilidade de contaminação e não administrar uma solução cuja integridade esteja comprometida.

Cuidados de enfermagem

Mantenha a identificação do medicamento visível durante o preparo, confira a prescrição e respeite os princípios de segurança na administração. Quando a desinfecção do gargalo estiver indicada pelo protocolo, utilize o produto recomendado e aguarde a secagem completa antes da abertura.

Descarte imediatamente as partes de vidro no coletor apropriado para perfurocortantes, sem deixá-las soltas sobre a bancada ou descartá-las no lixo comum. Se ocorrer um corte, interrompa a atividade e siga o protocolo institucional de atendimento ao acidente ocupacional.

Outro cuidado importante é não deixar o medicamento preparado sem identificação quando houver necessidade de armazenamento ou transporte. A identificação deve seguir as regras do serviço e incluir os dados exigidos para garantir a rastreabilidade e a administração correta.

A abertura segura de ampolas depende da combinação entre técnica, proteção contra cortes, prevenção de contaminação e cumprimento do protocolo institucional. A pressa não deve substituir a conferência do medicamento nem a avaliação da integridade da solução.

Os exemplos clínicos apresentados são ilustrativos e não correspondem a relatos pessoais verificados.

Resumo para salvar

Abrir Ampola com Segurança na Enfermagem

  • Confira o medicamento, a validade e a integridade da ampola
  • Proteja os dedos e siga a marcação de abertura do fabricante
  • Use agulha com filtro para aspiração quando indicada e nunca para administrar
  • Descarte o vidro em coletor de perfurocortantes e mantenha a técnica asséptica

Referências:

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos. Brasília, DF: Anvisa, [s. d.]. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/publicacoes/protocolo-de-seguranca-na-prescricao-uso-e-administracao-de-medicamentos.
  2. RIBEIRÃO PRETO (Município). Secretaria Municipal da Saúde. Manual de procedimentos operacionais padrão: preparo de medicamentos a partir de ampolas, solução e frascos contendo pó. Ribeirão Preto: Secretaria Municipal da Saúde, [s. d.]. Disponível em: https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/pdf/saude472202202.pdf.
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. Segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente/protocolos-de-seguranca-do-paciente/protocolo-seguraca-na-prescricao-uso-e-administracao-de-medicamentos.pdf/view.

Que Medicamento é Esse?: Lokelma

Lokelma é indicado para o tratamento da hipercalemia (nível elevado de potássio no sangue) em pacientes adultos.

Como Funciona?

Ele age capturando o potássio em troca de hidrogênio e sódio ao longo de todo o trato gastrointestinal, reduzindo a concentração de potássio livre no trato gastrointestinal e, desta forma, diminuindo os níveis de potássio no sangue e aumentando a eliminação de potássio nas fezes para resolver a hipercalemia.

Lokelma reduz as concentrações de potássio no sangue em apenas 1 hora após ingestão e as concentrações de potássio no sangue continuam diminuindo durante o período de tratamento de 48 horas.

Os Efeitos Colaterais

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Hipocalemia (baixa concentração de potássio no sangue), constipação e eventos relacionados a inchaço (inclui retenção de líquidos, edema generalizado, hipervolemia (aumento do volume do sangue), inchaço localizado, inchaço, inchaço periférico e inchaço periférico).

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

Quando é Contraindicado?

Não deve utilizar este medicamento se tiver alergia ao ciclossilicato de zircônio sódico hidratado.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Monitorar o apetite e o padrão alimentar.
  • Obter informações sobre medicamentos atuais e uso de substâncias.

Intervenções:

1. Monitoramento

  • Monitorizar regularmente os sinais vitais, peso e IMC.
  • Avaliar o apetite e o padrão alimentar.
  • Verificar a adesão à medicação.
  • Monitorizar os efeitos adversos, como náuseas, vômitos e tonturas.

2. Educação do Paciente

  • Educar o paciente sobre a Lokelma, incluindo mecanismo de ação e efeitos colaterais.
  • Instruir o paciente sobre a importância da adesão à medicação.
  • Fornecer estratégias para gerenciar o apetite e promover hábitos alimentares saudáveis.
  • Orientar sobre possíveis interações medicamentosas.

3. Gerenciamento de Efeitos Colaterais

  • Administrar medicamentos antieméticos para náuseas e vômitos.
  • Recomendar pequenas refeições frequentes para minimizar o desconforto gastrointestinal.
  • Aconselhar sobre hidratação adequada para reduzir tonturas.

4. Monitoramento Cardiovascular

  • Monitorizar a pressão arterial e a frequência cardíaca regularmente.
  • Ficar atento a sinais de taquicardia e hipertensão.
  • Relatar quaisquer alterações cardiovasculares ao médico.

5. Monitoramento Renal

  • Obter exames de creatinina e uréia regularmente.
  • Monitorar a função renal em pacientes com doença renal subjacente.

6. Monitoramento Hepático

  • Obter exames de função hepática regularmente.
  • Monitorar a função hepática em pacientes com doença hepática subjacente.

7. Apoio Psicológico

  • Apoiar os pacientes com perda de peso e desafios alimentares.
  • Fornecer aconselhamento sobre mudanças no estilo de vida e estratégias de enfrentamento.

8. Colaboração Interdisciplinar

  • Colaborar com médicos, nutricionistas e outros profissionais de saúde para fornecer cuidados abrangentes.
  • Encaminhar os pacientes para consultas especializadas quando necessário.

Observações:

  • A Lokelma está contraindicada em pacientes com doença cardiovascular estabelecida, insuficiência renal grave ou doença hepática grave.
  • O uso de Lokelma deve ser interrompido imediatamente se houver suspeita de toxicidade hepática.
  • Os pacientes devem ser orientados a relatar quaisquer novos ou agravantes sintomas gastrointestinais ou cardiovasculares.

Que Medicamento é Esse?: Complexo B

As vitaminas do complexo B exercem várias funções no organismo, como a produção de energia, a manutenção da saúde do sistema nervoso, da pele, dos cabelos e do intestino. Elas também são fundamentais na prevenção de anemia e para evitar a baixa do sistema imunológico.

Como Funciona?

As vitaminas do complexo B são um grupo de vitaminas hidrossolúveis (solúveis em água), que, geralmente, atuam como coenzimas (substância necessária ao funcionamento de certas enzimas). Essas vitaminas, assim como as outras existentes, devem ser incluídas em nossa dieta, e sua carência pode causar problemas de saúde.

As vitaminas do complexo B apresentam uma numeração e um nome específico. São elas: vitamina B1 (tiamina), vitamina B2 (riboflavina), vitamina B3 (niacina), vitamina B5 (ácido pantotênico), vitamina B6 (piridoxina), vitamina B7 (biotina), vitamina B9 (ácido fólico) e vitamina B12 (cobalamina).

Os Efeitos Colaterais

Diarréia, desordem da condução cardíaca, tontura, olhos secos, peles secas, piora de úlcera péptica (lesão no estômago ou duodeno), desmaios, hiperglicemia (aumento de glicose no sangue), prurido na pele (coceira na pele), hiperuricemia (altos níveis de ácido úrico no sangue), mialgia (dor muscular), vômito e náusea.

Quando é Contraindicado?

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com antecedentes de alergia a quaisquer constituintes da fórmula ou/e às vitaminas do Complexo B. O Complexo B não está indicado no tratamento de hipovitaminoses específicas (falta de vitaminas específicas).

Os Cuidados de Enfermagem

  • Não administrar a vitamina B6 com a levodopa, a não ser que ela esteja associada a um inibidor da descarboxilase.
  • Administrar com cuidado em casos de úlcera péptica.
  • Não está indicado no tratamento de hipovitaminoses específicas grave.
  • Categoria C: não foram realizados estudos em animais e nem em mulheres grávidas ou então, os estudos em animais revelaram risco, mas não existem estudos disponíveis realizados em mulheres grávidas.
  • Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Medicamentos Trombolíticos

Medicamentos trombolíticos são fármacos que possuem a capacidade de dissolver coágulos sanguíneos. Esses coágulos, quando se formam em artérias ou veias, podem obstruir o fluxo sanguíneo e causar sérios problemas de saúde, como o infarto do miocárdio (ataque cardíaco) e o acidente vascular cerebral (AVC).

Ao dissolver esses coágulos, os trombolíticos ajudam a restaurar o fluxo sanguíneo para os órgãos afetados, minimizando os danos causados pela falta de oxigênio.

Principais Medicamentos Trombolíticos

  • Alteplase (rt-PA): É um dos fibrinolíticos mais utilizados, especialmente no tratamento do infarto agudo do miocárdio e do acidente vascular cerebral isquêmico. Possui alta eficácia e um perfil de segurança relativamente favorável.
  • Tenecteplase: Outro fibrinolítico de grande importância, com características semelhantes ao alteplase. Uma de suas vantagens é a possibilidade de administração em bolus único, o que simplifica o processo de infusão.
  • Estreptoquinase: Foi um dos primeiros fibrinolíticos a ser utilizado, mas seu uso tem diminuído devido à maior eficácia e menor risco de alergia associados ao alteplase e tenecteplase.
  • Reteplase: É um fibrinolítico mais recente, com propriedades semelhantes ao alteplase.

Indicações Terapêuticas

Os trombolíticos são utilizados principalmente no tratamento de:

  • Infarto agudo do miocárdio: Ao dissolver o coágulo que obstruiu a artéria coronária, os trombolíticos ajudam a limitar a área do músculo cardíaco que será necrosada.
  • Acidente vascular cerebral isquêmico: Nestes casos, o objetivo é dissolver o coágulo que obstruiu uma artéria cerebral, restaurando o fluxo sanguíneo para o cérebro e minimizando as sequelas neurológicas.
  • Embolia pulmonar: Os trombolíticos podem ser utilizados em casos de embolia pulmonar massiva, com o objetivo de dissolver o coágulo que obstruiu uma artéria pulmonar.
  • Outras condições: Em alguns casos, os trombolíticos podem ser utilizados para tratar outras condições trombóticas, como trombose venosa profunda e oclusão arterial aguda.

Importante

É fundamental ressaltar que o uso de trombolíticos exige rigorosa avaliação médica e acompanhamento, pois estes medicamentos podem causar sangramentos como efeito colateral. Além disso, existem diversas contraindicações para o uso desses fármacos, como sangramento ativo, hipertensão grave e aneurisma cerebral.

Cuidados de Enfermagem

Os medicamentos trombolíticos são ferramentas poderosas no tratamento de diversas condições médicas, mas exigem cuidados de enfermagem rigorosos devido ao risco de sangramento. O enfermeiro desempenha um papel fundamental na administração e monitorização desses fármacos, garantindo a segurança do paciente e a eficácia da terapia.

Principais Cuidados de Enfermagem:

  • Monitorização Contínua dos Sinais Vitais: A pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e saturação de oxigênio devem ser monitoradas de forma frequente, especialmente nas primeiras horas após a administração do trombolítico. Alterações nesses parâmetros podem indicar sangramento ou outras complicações.
  • Avaliação Neurológica: Em pacientes com acidente vascular cerebral, é fundamental realizar avaliações neurológicas frequentes para detectar qualquer piora no quadro clínico, como sangramento intracraniano.
  • Monitorização de Pontos de Punção: Os locais de punção venosa devem ser observados atentamente quanto ao surgimento de hematomas ou sangramentos.
  • Coleta de Exames Laboratoriais: É importante realizar exames laboratoriais para monitorar os níveis de coagulação e detectar qualquer alteração.
  • Prevenção de Quedas: O risco de quedas é aumentado em pacientes que utilizam anticoagulantes ou trombolíticos. Medidas de segurança devem ser adotadas para prevenir acidentes.
  • Educação do Paciente e da Família: É essencial orientar o paciente e seus familiares sobre os riscos e benefícios da terapia trombolítica, bem como sobre os sinais e sintomas de sangramento que devem ser comunicados à equipe de saúde.
  • Registro Minucioso: Todos os procedimentos realizados, as observações clínicas e as respostas do paciente aos medicamentos devem ser registrados de forma clara e precisa no prontuário.

Outras Considerações:

  • Contraindicações: É fundamental verificar as contraindicações para o uso de trombolíticos, como sangramento ativo, hipertensão grave, aneurisma cerebral e traumatismo craniano recente.
  • Interações Medicamentosas: A interação dos trombolíticos com outros medicamentos pode aumentar o risco de sangramento. É importante verificar a lista de medicamentos em uso pelo paciente.
  • Ambiente Seguro: O ambiente hospitalar deve ser seguro, com equipamentos adequados para a monitorização do paciente e para a realização de procedimentos de emergência.

Complicações:

A principal complicação da terapia trombolítica é o sangramento, que pode ocorrer em diferentes locais do corpo. Outros possíveis efeitos adversos incluem:

  • Edema cerebral
  • Reações alérgicas
  • Arritmias cardíacas

Referências:

  1. Wardlaw JM, Koumellis P, Liu M. Thrombolysis (different doses, routes of administration and agents) for acute ischaemic stroke. Cochrane Database of Systematic Reviews 2013, Issue 5. Art. No.: CD000514. DOI: 10.1002/14651858.CD000514.pub3. Accessed 11 November 2024.
  2. Uso de trombolíticos e alternativas terapêuticas no paciente grave. (2010). Uso de trombolíticos e alternativas terapêuticas no paciente grave. Jornal Brasileiro De Pneumologia, 36, 35–38. https://doi.org/10.1590/S1806-37132010001300012
  3. Fochesatto, Michele Marcon; Salbego, Cléton; Pacheco, Tamiris Ferreira; Toscani Greco, Patrícia Bitencourt; Bertelli, Samuele Verza; Tedesco, Letícia Bibiana de Oliveira; Borges, Leonardo. Competências do enfermeiro no cuidado a pacientes com acidente vascular cerebral elegíveis à terapia trombolítica. Enfermería Actual de Costa Rica, v. 46, n. 1, p. 1-15, jan./jun. 2024. DOI: https://dx.doi.org/10.15517/enferm.actual.cr.i46.54196.

Medicamentos para o Manejo da Bradicardia

A bradicardia é uma condição caracterizada por uma frequência cardíaca anormalmente baixa. O tratamento medicamentoso visa aumentar a frequência cardíaca e restaurar o ritmo cardíaco normal. Os medicamentos mais comumente utilizados para o manejo da bradicardia incluem atropina, dopamina, epinefrina e isoproterenol.

Medicamentos para o Manejo da Bradicardia

Atropina

Bloqueia os receptores muscarínicos, aumentando a frequência cardíaca ao inibir a ação do nervo vago.

  • Indicações: Bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular (BAV) de primeiro grau e alguns casos de BAV de segundo grau.
  • Efeitos colaterais: Taquicardia, boca seca, visão turva, retenção urinária.

Dopamina

Estimula os receptores alfa e beta-adrenérgicos, aumentando a força de contração do coração e a frequência cardíaca.

  • Indicações: Bradicardia sintomática, hipotensão e choque.
  • Efeitos colaterais: Taquicardia, arritmias, hipertensão, náuseas, vômitos.

Epinefrina

Estimula os receptores alfa e beta-adrenérgicos, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial.

  • Indicações: Bradicardia sintomática, parada cardíaca, reanimação cardiopulmonar.
  • Efeitos colaterais: Taquicardia, arritmias, hipertensão, angina, edema pulmonar.

Isoproterenol

Estimula os receptores beta-adrenérgicos, aumentando a frequência cardíaca e a força de contração do coração.

  • Indicações: Bradicardia sintomática refratária a outros tratamentos.
  • Efeitos colaterais: Taquicardia, arritmias, angina, hipertensão.

Cuidados de Enfermagem

Os cuidados de enfermagem em pacientes com bradicardia são cruciais para monitorar a condição do paciente, prevenir complicações e garantir a segurança durante o tratamento. A bradicardia, caracterizada por uma frequência cardíaca anormalmente baixa, pode levar a sintomas como tontura, fadiga e, em casos mais graves, síncope.

Monitorização Contínua

  • Eletrocardiograma (ECG): Monitorar o ritmo cardíaco continuamente para detectar alterações e identificar possíveis arritmias.
  • Sinais vitais: Aferir frequentemente a pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura.
  • Saturação de oxigênio: Monitorar os níveis de oxigênio no sangue através da oximetria de pulso.

Avaliação Clínica

  • Sintomas: Perguntar ao paciente sobre a presença de sintomas como tontura, vertigem, falta de ar, dor no peito e síncope.
  • Nível de consciência: Avaliar o nível de alerta e orientação do paciente.
  • Perfusão periférica: Observar a coloração da pele, temperatura e tempo de enchimento capilar para avaliar a perfusão tecidual.

Intervenções de Enfermagem

  • Repouso: Manter o paciente em repouso para diminuir a demanda cardíaca.
  • Posição de Trendelenburg: Em casos de hipotensão, elevar os membros inferiores para aumentar o retorno venoso.
  • Oxigenoterapia: Administrar oxigênio suplementar conforme prescrição médica.
  • Medicamentos: Administrar medicamentos antiarrítmicos conforme prescrição médica e monitorar os efeitos colaterais.
  • Monitoramento de líquidos: Avaliar o balanço hídrico e ajustar a infusão de líquidos conforme necessário.
  • Educação ao paciente: Explicar a condição, a importância do tratamento e as medidas de autocuidado.

Prevenção de Complicações

  • Prevenção de quedas: Adotar medidas para prevenir quedas, como auxiliar o paciente na deambulação e utilizar dispositivos de segurança.
  • Identificação de causas subjacentes: Colaborar com a equipe médica para identificar e tratar as causas subjacentes da bradicardia.

Colaboração com a Equipe Multidisciplinar

  • Cardiologista: Informar ao cardiologista sobre qualquer alteração no estado clínico do paciente.
  • Nutricionista: Orientar o paciente sobre a importância de uma dieta equilibrada para manter a saúde cardiovascular.
  • Fisioterapeuta: Indicar a fisioterapia para melhorar a capacidade funcional do paciente.

É importante ressaltar que os cuidados de enfermagem em pacientes com bradicardia devem ser individualizados e adaptados às necessidades de cada paciente.

Referências:

  1. Kawabata M, Yokoyama Y, Sasaki T, Tao S, Ihara K, Shirai Y, Sasano T, Goya M, Furukawa T, Isobe M, Hirao K. Severe iatrogenic bradycardia related to the combined use of beta-blocking agents and sodium channel blockers. Clin Pharmacol. 2015 Feb 16;7:29-36. doi: 10.2147/CPAA.S77021. PMID: 25733934; PMCID: PMC4337503.
  2. negto; Maria Lícia Ribeiro Cury Pavão; Carlos Henrique Miranda. Bradiarritmias. Revista Qualidade HC, v. 23, n. 1, p. 1-5, 2017.
  3. WAGNER, Maegan. Bradycardia: Nursing Diagnoses & Care Plans. NurseTogether, 6 mai. 2023. Disponível em: <https://www.nursetogether.com/bradycardia-nursing-diagnosis-care-plan/&gt;
  4. Araújo AA, Nóbrega MML, Garcia TR. Diagnósticos e intervenções de enfermagem para pacientes portadores de insuficiência cardíaca congestiva utilizando a CIPE®. Rev Esc Enferm USP. 2011;47(2):385-92. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reeusp/a/pyFqL75rsL6NZVBspdstGys/?format=pdf

Por que colocar certos medicamentos em bomba de infusão?

A bomba de infusão é um dispositivo médico utilizado para administrar medicamentos intravenosos (IV) de forma controlada e precisa. Ela é amplamente utilizada em hospitais e clínicas para tratar uma variedade de condições médicas, como dor, infecções, câncer e problemas cardíacos.

Por que usar uma bomba de infusão?

Existem várias razões pelas quais os médicos podem optar por administrar medicamentos em bomba de infusão. Algumas das razões mais comuns incluem:

Precisão

 A bomba de infusão permite que os médicos administrem medicamentos com precisão milimétrica, o que é importante para garantir que o paciente receba a dose correta.

Segurança

A bomba de infusão ajuda a evitar erros de dosagem, que podem ser perigosos ou até mesmo fatais.

Conforto

A bomba de infusão é uma maneira confortável e indolor de administrar medicamentos.

Conveniência

 A bomba de infusão permite que os pacientes recebam medicamentos por um longo período de tempo, sem a necessidade de frequentes visitas ao hospital.

Existem vários tipos diferentes de bombas de infusão disponíveis, cada uma com suas próprias vantagens e desvantagens. A escolha da bomba de infusão certa depende do tipo de medicamento que está sendo administrado, da dose e da frequência da administração.

Por que alguns medicamentos são administrados em bomba de infusão?

Alguns medicamentos são administrados em bomba de infusão porque são irritantes para as veias ou porque precisam ser administrados em doses muito pequenas. Outros medicamentos são administrados em bomba de infusão porque precisam ser administrados por um longo período de tempo.

Exemplos de medicamentos que podem ser administrados em bomba de infusão

  • Antibióticos: Os antibióticos são frequentemente administrados em bomba de infusão para tratar infecções graves.
  • Drogas Vasoativas e Sedativas: estes medicamentos são amplamente utilizados em setores de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico e unidades de sala de emergência, com dosagem controlada.
  • Quimioterapia: A quimioterapia é um tipo de tratamento para o câncer que pode ser administrado em bomba de infusão.
  • Analgésicos: Os analgésicos são medicamentos usados para aliviar a dor. Eles podem ser administrados em bomba de infusão para controlar a dor crônica.
  • Insulina: A insulina é um hormônio que ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue. Ela pode ser administrada em bomba de infusão para pessoas com diabetes tipo 1.

Como a bomba de infusão funciona?

A bomba de infusão é programada para administrar uma determinada dose de medicamento em um determinado período de tempo. A bomba monitora continuamente a taxa de infusão e ajusta a velocidade de infusão conforme necessário para garantir que a dose correta seja administrada.

Quais são os riscos da bomba de infusão?

A bomba de infusão é um procedimento seguro, mas existem alguns riscos associados, como:

Infecção

Existe um pequeno risco de infecção no local da infusão.

Extravasamento

 O medicamento pode extravasar para fora da veia, causando dor e irritação.

Reações alérgicas

 Algumas pessoas podem ter reações alérgicas ao medicamento administrado em bomba de infusão.

Cuidados de Enfermagem

O profissional de enfermagem desempenha um papel crucial na monitorização e manejo desse dispositivo, garantindo a segurança do paciente e a eficácia da terapia.

Cuidados Essenciais

  1. Verificação da Prescrição Médica:
    • Confirmar a prescrição médica quanto ao medicamento, dose, tempo de infusão e via de administração.
    • Comparar a prescrição com a bula do medicamento para garantir a compatibilidade.
  2. Preparo da Solução:
    • Realizar a higienização das mãos antes e após o preparo da solução.
    • Verificar a integridade do frasco ou bolsa, a data de validade e a compatibilidade da solução com o equipo e a bomba.
    • Calcular a taxa de infusão, utilizando a fórmula adequada.
  3. Conexão da Bomba:
    • Conectar a bomba de infusão ao equipo, seguindo as instruções do fabricante.
    • Verificar se todas as conexões estão seguras e livres de vazamentos.
    • Programar a bomba com a taxa de infusão correta e o volume total a ser infundido.
  4. Monitorização do Paciente:
    • Monitorar o local da punção quanto a sinais de infiltração, extravasamento ou infecção.
    • Observar a presença de reações adversas ao medicamento, como vermelhidão, dor, coceira ou febre.
    • Acompanhar os sinais vitais do paciente regularmente.
    • Avaliar a eficácia da terapia e ajustar a dose ou a taxa de infusão, conforme necessário.
  5. Manutenção da Bomba:
    • Limpar a bomba de infusão de acordo com as instruções do fabricante.
    • Verificar o funcionamento da bomba antes de cada uso.
  6. Documentação:
    • Registrar na prescrição de enfermagem todos os procedimentos realizados, incluindo a hora do início e término da infusão, qualquer ajuste na taxa de infusão e as reações adversas observadas.

Cuidados Específicos

Prevenção de Complicações

  • Obstrução do Equipo:
    • Verificar regularmente se o equipo está obstruído.
    • Trocar o equipo, se necessário.
  • Desconexão Acidental:
    • Fixar bem o equipo ao braço do paciente.
    • Evitar que o paciente puxe o equipo.
  • Alarmes da Bomba:
    • Responder prontamente aos alarmes da bomba e identificar a causa.

Referências:

  1. https://www.ivenix.com/
  2. https://wtcs.pressbooks.pub/nursingskills/chapter/15-2-basic-concepts-of-administering-medications/
  3. https://www.ivwatch.com/2020/05/27/iv-infiltrations-and-extravasations-causes-signs-side-effects-and-treatment/
  4. https://www.researchgate.net/figure/Flowchart-of-nursing-care-with-patient-controlled-analgesia-epidural-IV-and-epidural_fig2_384634142

Curiosidades sobre a Adrenalina

A adrenalina, também conhecida como epinefrina, é um medicamento de extrema importância em ambientes hospitalares, especialmente em situações de emergência. Sua ação rápida e potente a torna uma ferramenta essencial para salvar vidas.

Curiosidades sobre a adrenalina

  • Nome científico vs. nome popular: A adrenalina é o nome popular, enquanto epinefrina é o nome químico utilizado em ambientes médicos.
  • Origem: A adrenalina é produzida naturalmente pelas glândulas adrenais, mas a utilizada em medicamentos é sintetizada em laboratório.
  • Múltiplas ações: A adrenalina age em diversos sistemas do corpo, como o cardiovascular, respiratório e nervoso.
  • Efeitos rápidos: Seus efeitos começam a ser percebidos em poucos minutos após a administração.
  • Uso em emergências: É utilizada em situações de choque anafilático, parada cardíaca, asma grave e reações alérgicas severas.
  • Autoinjetor: Pessoas com alergias graves podem carregar um autoinjetor de adrenalina para uso em caso de emergência.
  • Nome comercial: A adrenalina pode ser encontrada em diferentes apresentações e nomes comerciais, dependendo do fabricante.
  • Armazenamento: Devido à sua instabilidade, a adrenalina deve ser armazenada em condições específicas para garantir sua eficácia.
  • Efeitos colaterais: A adrenalina pode causar taquicardia, aumento da pressão arterial, tremores e ansiedade.
  • Pesquisas contínuas: A adrenalina continua sendo objeto de pesquisas para aprimorar seu uso e desenvolver novas aplicações.

Como a adrenalina age no organismo?

A adrenalina age como um hormônio do “luta ou fuga”, preparando o corpo para enfrentar situações de perigo. Ela:

  • Aumenta a frequência cardíaca e a força de contração do coração: Melhorando a circulação sanguínea.
  • Constringe os vasos sanguíneos: Aumentando a pressão arterial e direcionando o sangue para órgãos vitais.
  • Dilata as vias aéreas: Facilitando a respiração.
  • Aumenta a glicose no sangue: Fornecendo energia para as células.

Quais as principais indicações da adrenalina em ambiente hospitalar?

  • Choque anafilático: Reação alérgica grave que pode levar ao fechamento das vias aéreas e queda da pressão arterial.
  • Parada cardíaca: Utilizada na reanimação cardiopulmonar (RCP) para estimular o coração.
  • Asma grave: Pode ser utilizada em casos de crise asmática severa que não respondem a outros tratamentos.
  • Reações alérgicas severas: Pode ser utilizada para tratar reações alérgicas graves a medicamentos, picadas de insetos, alimentos, etc.

Referência:

  1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA. 10 coisas que você precisa saber sobre adrenal. Disponível em: https://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-adrenal/
Notícias da Enfermagem

Não é competência da Enfermagem buscar medicamentos na farmácia

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) emitiu recentemente um Parecer Técnico esclarecendo as atribuições da equipe de Enfermagem em relação à busca de medicamentos e materiais nas farmácias das unidades assistenciais de saúde. A Câmara Técnica de Legislação e Normas (CTLN) do Cofen reforçou que essa função não faz parte da competência da Enfermagem, conforme […]

Medicamentos Antituberculosos

Os medicamentos antituberculosos são essenciais no combate à tuberculose, uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis.

O tratamento da tuberculose envolve o uso de uma combinação de medicamentos por um período prolongado, geralmente seis meses ou mais. Essa combinação visa eliminar a bactéria e prevenir o desenvolvimento de resistência.

Por que a combinação de medicamentos?

  • Aumentar a eficácia: Diferentes medicamentos atuam em diferentes etapas do ciclo de vida da bactéria, aumentando a chance de eliminá-la completamente.
  • Diminuir o risco de resistência: A combinação dificulta a bactéria de desenvolver resistência a um único medicamento.

Principais medicamentos antituberculosos

Os medicamentos mais comumente utilizados no tratamento da tuberculose são divididos em duas linhas:

  • Primeira linha:
    • Isoniazida (H): Um dos medicamentos mais antigos e eficazes, atua inibindo a síntese de ácidos micólicos, essenciais para a parede celular da bactéria.
    • Rifampicina (R): Inibe a síntese de RNA, impedindo a multiplicação da bactéria. Conhecida por causar coloração avermelhada na urina, suor e lágrimas.
    • Pirazinamida (Z): Ativa em pH ácido, sendo mais eficaz dentro das células infectadas.
    • Etambutol (E): Interfere na síntese de ácidos micólicos, causando alterações na parede celular da bactéria.
  • Segunda linha:
    • Utilizados quando a bactéria desenvolve resistência aos medicamentos de primeira linha. Exemplos: fluoroquinolonas (Levofloxacino, Moxifloxacino, Ofloxacino), aminoglicosídeos (Estreptomicina,Amicacina,Canamicina), capreomicina e etaionamida.

Esquemas terapêuticos

A escolha do esquema terapêutico depende de diversos fatores, como a localização da tuberculose, a presença de outras doenças, o histórico de tratamento anterior e a susceptibilidade da bactéria aos medicamentos.

Esquema Fase Medicamentos Duração Observações
Básico Intensiva Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida, Etambutol (RHZE) 2 meses Mais utilizado para casos novos e sem resistência.
Manutenção Rifampicina, Isoniazida (RH) 4 meses
Para casos com resistência Variável Fluoroquinolonas, aminoglicosídeos, capreomicina, etaionamida e outros Variável Esquemas mais complexos e de longa duração.
Para infecção latente Única Isoniazida ou Rifampicina associada à Isoniazida (3HP) 9 meses (isoniazida) ou 4 meses (3HP) Visa prevenir o desenvolvimento da doença ativa.

Efeitos colaterais

Os medicamentos antituberculosos podem causar diversos efeitos colaterais, como:

  • Náuseas e vômitos
  • Perda de apetite
  • Febre
  • Manchas na pele
  • Aumento das enzimas hepáticas
  • Neuropatia periférica

Importância do tratamento

É fundamental que o tratamento seja realizado corretamente, seguindo as orientações médicas e tomando todos os medicamentos prescritos. A interrupção precoce do tratamento pode levar ao desenvolvimento de resistência e ao agravamento da doença.

Cuidados de Enfermagem

Os Objetivos dos cuidados de enfermagem

  • Promover a adesão ao tratamento: Incentivar o paciente a tomar todos os medicamentos nas doses e horários corretos.
  • Monitorar os efeitos colaterais: Identificar precocemente os efeitos adversos e tomar as medidas necessárias.
  • Educar o paciente: Informar sobre a doença, o tratamento e as medidas de prevenção.
  • Prevenir a transmissão: Orientar sobre as medidas de higiene e isolamento, quando necessário.

Cuidados específicos

  • Administração dos medicamentos:
    • Verificar a prescrição médica e a identificação do paciente antes da administração.
    • Explicar ao paciente a importância de cada medicamento e a forma correta de tomá-los.
    • Observar a ingestão dos medicamentos, especialmente no início do tratamento.
    • Monitorar os níveis séricos dos medicamentos, quando indicado.
  • Monitoramento dos efeitos colaterais:
    • Acompanhar o aparecimento de náuseas, vômitos, perda de apetite, hepatotoxicidade, neuropatia periférica, reações alérgicas e outros efeitos adversos.
    • Orientar o paciente sobre os sinais e sintomas de alerta e a importância de comunicar qualquer alteração ao profissional de saúde.
  • Educação em saúde:
    • Explicar a importância do tratamento completo e prolongado.
    • Informar sobre a importância da higiene das mãos e dos alimentos.
    • Orientar sobre as medidas de isolamento, quando necessário.
    • Esclarecer as dúvidas do paciente e de seus familiares.
  • Promoção da adesão ao tratamento:
    • Estabelecer um vínculo de confiança com o paciente.
    • Oferecer suporte emocional e social.
    • Agendar consultas de acompanhamento regularmente.
    • Utilizar estratégias para facilitar a adesão ao tratamento, como o tratamento diretamente observado (TDO).
  • Prevenção da transmissão:
    • Orientar o paciente sobre a importância de cobrir a boca ao tossir ou espirrar.
    • Incentivar a utilização de lenços descartáveis.
    • Orientar sobre a importância da ventilação dos ambientes.
    • Informar os contatos do paciente sobre a necessidade de realizar o exame baciloscópico.

Tratamento Diretamente Observado (TDO)

O TDO consiste na administração dos medicamentos sob a observação de um profissional de saúde ou de outro observador capacitado. Essa estratégia é fundamental para garantir a adesão ao tratamento, especialmente em pacientes com dificuldades de adesão.

Outras ações importantes:

  • Avaliação nutricional: Monitorar o estado nutricional do paciente e oferecer orientações nutricionais adequadas.
  • Avaliação psicológica: Identificar e tratar possíveis problemas psicológicos que possam interferir no tratamento.
  • Monitoramento da função hepática: Realizar exames periódicos para avaliar a função hepática, especialmente em pacientes com uso prolongado de medicamentos hepatotóxicos.
  • Registro dos dados: Manter um registro completo das informações sobre o paciente, o tratamento e os efeitos colaterais.

Referências:

  1. Rabahi, M. F., Silva, J. L. R. da ., Ferreira, A. C. G., Tannus-Silva, D. G. S., & Conde, M. B.. (2017). Tuberculosis treatment. Jornal Brasileiro De Pneumologia, 43(6), 472–486. https://doi.org/10.1590/S1806-37562016000000388
  2. PROCÓPIO, M. A. et al.. Pesquisa em Saúde: Fundamentos e Aplicações. São Paulo: Editora Fiocruz, 2021. p. 123-145. Disponível em: https://books.scielo.org/id/zyx3r/pdf/procopio-9788575415658-10.pdf
  3. Arbex, M. A., Varella, M. de C. L., Siqueira, H. R. de ., & Mello, F. A. F. de .. (2010). Drogas antituberculose: interações medicamentosas, efeitos adversos e utilização em situações especiais – parte 1: fármacos de primeira linha. Jornal Brasileiro De Pneumologia, 36(5), 626–640. https://doi.org/10.1590/S1806-37132010000500016

Medicamenos Corticoides

Os corticoides são medicamentos derivados do hormônio cortisol, produzido naturalmente pelas glândulas adrenais. Eles possuem poderosas propriedades anti-inflamatórias e imunossupressoras, sendo amplamente utilizados no tratamento de diversas doenças, como doenças autoimunes, alergias, doenças reumáticas e inflamações agudas.

Como os corticoides funcionam?

Ao se ligar a receptores específicos nas células, os corticoides desencadeiam uma série de eventos que resultam na diminuição da inflamação. Eles atuam inibindo a produção de substâncias que causam inflamação, como prostaglandinas e leucotrienos, e também diminuem a atividade de células do sistema imunológico.

Classificação dos corticoides

Os corticoides podem ser classificados de acordo com sua duração de ação e potência. Essa classificação é importante para a escolha do medicamento mais adequado para cada paciente, considerando a gravidade da doença, os efeitos colaterais e a necessidade de tratamento de longo prazo.

Corticoides de Curta Duração (Baixa Potência)

Medicamento Tempo de ação Observações
Hidrocortisona 8-12 horas Equivalente ao cortisol endógeno, utilizado em situações agudas.
Cortisona 8-12 horas Menos potente que a hidrocortisona.

Corticoides de Duração Intermediária (Média Potência)

Medicamento Tempo de ação Observações
Prednisona 12-36 horas Um dos corticoides mais utilizados, com boa relação custo-benefício.
Prednisolona 12-36 horas Metabolito ativo da prednisona.
Metilprednisolona 12-36 horas Potente anti-inflamatório, utilizado em doses altas para tratamento de doenças graves.
Triancinolona 12-36 horas Utilizada principalmente em preparações tópicas.

Corticoides de Alta Duração (Alta Potência)

Medicamento Tempo de ação Observações
Dexametasona 36-72 horas Muito potente, utilizado em doses baixas para obter o mesmo efeito de outros corticoides.
Betametasona 36-72 horas Potente e de longa duração, utilizada em diversas condições inflamatórias.

Importante: A escolha do corticoide e a definição da dose devem ser feitas por um médico, pois o tratamento com corticoides requer acompanhamento médico rigoroso devido aos seus potenciais efeitos colaterais.

Efeitos colaterais dos corticoides

Os corticoides podem causar diversos efeitos colaterais, que variam de acordo com a dose, a duração do tratamento e a susceptibilidade individual do paciente. Alguns dos efeitos colaterais mais comuns incluem:

  • Aumento de peso
  • Retenção de líquidos
  • Hipertensão
  • Diabetes mellitus
  • Osteoporose
  • Catarata
  • Glaucoma
  • Imunossupressão
  • Alterações de humor

Quando procurar um médico

Se você está tomando corticoides, é importante procurar um médico se você apresentar algum dos seguintes sintomas:

  • Aumento significativo de peso
  • Inchaço nas pernas ou pés
  • Aumento da pressão arterial
  • Aumento da sede ou da necessidade de urinar
  • Fadiga excessiva
  • Visão turva
  • Feridas que demoram para cicatrizar
  • Fraqueza muscular
  • Osteoporose

Referência:

  1. MSD MANUALS. Corticosteroides: usos e efeitos colaterais. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/multimedia/table/corticosteroides-usos-e-efeitos-colaterais