Que Medicamento é Esse?: Furosemida

A furosemida é um diurético, indicada nos casos de hipertensão arterial leve a moderada, inchaço devido a distúrbios cardíacos, hepáticos e renais e edema devido a queimaduras.

Como Funciona?

A furosemida apresenta efeito diurético e anti-hipertensivo, e o início da ação ocorre cerca de 60 minutos após a administração do produto.

Os Efeitos Colaterais

Distúrbios metabólico e nutricional

  • Excreção aumentada de sódio e cloreto e consequentemente de água.
  • Excreção aumentada de outros eletrólitos, em particular potássio, cálcio e magnésio.

Distúrbios eletrolíticos sintomáticos e alcalose metabólica.

  • Desidratação e hipovolemia, especialmente em pacientes idosos.
  • Aumento transitório dos níveis de creatinina e de uréia sanguíneas.
  • Aumento nos níveis séricos de colesterol e triglicérides.
  • Aumentos no nível sérico de ácido úrico e ataques de gota.
  • Diminuição da tolerância à glicose; diabetes mellitus latente pode se manifestar.

Distúrbios Vasculares

  • Hipotensão incluindo hipotensão ortostática.
  • Tendência à trombose.
  • Vasculite.

Distúrbios renal e urinário

  • Retenção aguda da urina em pacientes com obstrução parcial do fluxo urinário.
  • Nefrite intersticial.
  • Nefrocalcinose/nefrolitíase em crianças prematuras.

Distúrbios Gastrintestinais

  • Náuseas, vômitos, diarreia.
  • Pancreatite aguda.

Distúrbios hepato-biliares

  • Náuseas, vômitos, diarreia.
  • Pancreatite aguda.

Distúrbios auditivos e labirinto

  • Alterações na audição e tinido, embora geralmente de caráter transitório, particularmente em pacientes com insuficiência renal, hipoproteinemia (por exemplo: síndrome nefrótica) e/ou quando furosemida intravenosa for administrada rapidamente.

Distúrbios no tecido subcutâneo e pele

  • Coceira, urticária, outras reações como rash ou erupções bolhosas, eritema multiforme,penfigóide bolhoso, dermatite esfoliativa, púrpura, fotossensibilidade.​

Distúrbios do sistema imune

  • Reações anafilácticas ou anafilactóides graves (por exemplo, com choque).​
  • Distúrbios do sistema nervoso.
  • Parestesia.
  • Encefalopatia hepática em pacientes com insuficiência hepatocelular.​

Distúrbios do sistema linfático e sanguíneo

  • Trombocitopenia. leucopenia, agranulocitose, anemia aplástica, anemia hemolítica.
  • Eosinofilia.
  • Hemoconcentração.

Distúrbios congênito e genético/familiar

  • Risco aumentado de persistência do ducto arterioso patente quando furosemida for administrada a crianças prematuras durante as primeiras semanas de vida.​

Distúrbios gerais e condições no local da administração

  • Febre.

Quando é Contraindicado?

A furosemida não deve ser usada em pacientes com:

  • insuficiência dos rins com anúria (parada total da eliminação de urina);
  • pré-coma e coma hepático associado com encefalopatia do fígado;
  • hipopotassemia severa (diminuição importante do nível de potássio no sangue);
  • hiponatremia grave (diminuição importante do nível de sódio no sangue);
  • desidratação ou hipovolemia, com ou sem queda da pressão sanguínea;
  • alergia à furosemida, às sulfonamidas e aos componentes da fórmula.

A furosemida não deve ser utilizada por mulheres amamentando.

A furosemida não deve ser utilizada por lactantes.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.
  • Realizar balanço hídrico e peso diariamente em pacientes internados.
  • Avaliar no exame físico: hidratação da pele, sinais de astenia e cãibras musculares (hipocalemia).
  • Se o paciente apresentar sintomas de hipopotassemia orientar que faça a ingestão de alimentos ricos em potássio como a banana.
  • Monitorar cuidadosamente pacientes que apresente obstruções no trato urinário ou problemas no esvaziamento da bexiga.
  • Verificar a pressão arterial do paciente durante o tratamento com furosemida pois a mesma pode causar hipotensão.
  • Grávidas não devem tomar essa medicação.
  • Pacientes idosos e crianças devem ser monitorados cuidadosamente.
  • Informar ao paciente que esse medicamento pode influenciar na capacidade de dirigir e operar máquinas pois pode ocorrer queda da pressão sanguínea.

Que Medicamento é Esse?: Metildopa

O Metildopa ou L-alfa-metildopa é um pró-fármaco anti-hipertensivo usado especialmente para hipertensão gestacional e pré-eclampsia. É um agonista alfa-adrenérgico selectivo para alfa2.

Como Funciona?

Metildopa é um medicamento que pertence a um grupo de fármacos chamado agentes simpatolíticos de ação central. Metildopa age diminuindo os impulsos do sistema nervoso central que aumentam a pressão arterial. A redução máxima da pressão arterial ocorre de quatro a seis horas após tomar o medicamento.

Os Efeitos Colaterais

As reações adversas mais comuns são sedação e sonolência, geralmente transitórias.

Observa-se com frequência menor, efeitos adversos ocasionados pelo bloqueio dos nervos simpáticos, tais como: vertigens, náuseas, fraqueza, cefaléia, bradicardia, congestão nasal e diarréia.

Outros efeitos mais raros: boca seca, diminuição da libido nos homens, depressão física, pesadelo, lactação em ambos os sexos e depressão da função hepática, ocorrendo febre, mal-estar e icterícia (anemia hemolítica reversível).

Foram relatados alguns casos de síndrome semelhante ao lúpus eritematoso, granulocitopenia ou trombocitopenia.

Quando é Contraindicado?

Pacientes portadores de: hepatopatias ativas (hepatite aguda e cirrose ativa), anemia hemolítica e aqueles que apresentaram distúrbios hepáticos durante ou após tratamento com Metildopa.

É também contra-indicada em pacientes com sensibilidade comprovada ao medicamento.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Orientar ao paciente a não ingerir bebida alcoólica.
  • Orientar ao paciente a não interromper o uso do produto abruptamente.
  • Orientar ao paciente que, antes de doar ou receber sangue, é necessário realizar testes de Coombs, direto e indireto.
  • Orientar ao paciente sobre o cuidado ao dirigir ou executar tarefas que exijam atenção.
  • Orientar ao paciente sobre o cuidado com cirurgias ou tratamentos de emergência, inclusive dentários.
  • Orientar ao paciente quanto ao cuidado ao se levantar, quando estiver deitado ou sentado.
  • Orientar ao paciente que para melhorar a secura da boca usar gomas ou chicletes sem açúcar.
  • pode ser necessário o controle do peso e da ingestão de sal.
  • suspender a medicação se ocorrer: anemia hemolítica com teste de Coombs positivo; febre, testes anormais de função do fígado ou icterícia (cor amarelada nos olhos ou pele).
  • se ocorrer queda de pressão ao mudar de posição, recomenda-se redução das doses.
  • checar periodicamente: a pressão arterial; exame de sangue antes de iniciar o tratamento para ter um guia se ocorrer anemia hemolítica; teste de Coombs (antes de iniciar o tratamento e 6 e 12 meses após); função do fígado (antes do tratamento e durante as primeiras 6 a 12 semanas e também sempre que ocorrer febre inexplicável); se ocorrerem sintomas que lembrem lupus realizar testes específicos.

 

Que Medicamento é Esse?: Bromoprida

A Bromoprida, princípio ativo de Bromoprida aumenta o tônus e amplitude das contrações gástricas e relaxa o esfíncter pilórico resultando no esvaziamento gástrico e aumento do trânsito intestinal.

Como Funciona?

A Bromoprida é uma substância que atua no estômago e na primeira porção do intestino, chamada duodeno, levando ao seu relaxamento, o que facilita o esvaziamento gástrico e melhora o trânsito intestinal, evitando o surgimento de sintomas como enjoos e vômitos.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns incluem inquietação, sonolência, cansaço, insônia, dor de cabeça, tontura, náusea, vermelhidão e coceira na pele, diarreia ou prisão de ventre.

Pode também ocorrer o aumento do tamanho das mamas e liberação de leite, nos homens, ou produção de leite fora do período de amamentação, nas mulheres.

Quando é Contraindicado?

Não se deve usar em grávidas ou durante amamentação e em caso de alergia a qualquer componente da fórmula.

Caso exista histórico de epilepsia, perfuração do intestino, úlcera gástrica ou feocromocitoma não se deve tomar este medicamento.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Verificar sempre o prazo de validade do produto consta na embalagem externa.
  • Nunca usar medicamentos com prazo de validade esgotado.
  • O medicamento deverá ser administrado segundo a prescrição médica e de acordo com a posologia recomendada, seguindo- se os cuidados dos cinco certos
  • Informar a ocorrência de reações desagradáveis de maior importância ou reações intensas como alergias do cliente para com o medicamento ao médico
  • Recomende ao paciente que evite consumo de álcool durante o tratamento
  • As reações extrapiramidais (inquietude, movimentos involuntários, fala enrolada, etc.) podem ser mais frequentes em crianças e adultos jovens, enquanto que movimentos anormais ou perturbados são comuns em idosos sob tratamentos prolongados. Informar ao médico qualquer um desses sintomas.
  • A bromoprida é excretada pelo leite materno. Por isso, não deve ser administrada a mulheres grávidas ou que amamentam, a menos que, a juízo do médico os benefícios potenciais para o paciente superem os possíveis riscos para o feto ou recém- nascido.
  • A bromoprida não deve ser administrada a pacientes com história prévia de depressão, a menos que os benefícios esperados superem os possíveis riscos.
  • A bromoprida pode aumentar os níveis séricos de prolactina, o que pode ser contra- indicado em pacientes com câncer de seio.
  • A injeção endovenosa de bromoprida deve ser feita lentamente, durante 1 a 2 minutos, para evitar o aparecimento de ansiedade e agitação, seguidos de sonolência.
  • Os pacientes deverão ser advertidos sobre atuações em atividades que requerem alerta mental durante poucas horas após a administração da droga.
  • Considerando- se que a excreção da bromoprida é principalmente renal, em pacientes com “clearance” de creatinina inferior a 40 ml/min, a terapêutica deve ser iniciada com a metade da dose recomendada. Dependendo da eficácia clínica e condições de segurança do paciente, a dose pode ser ajustada a critério médico.

Via Intradérmica (ID): Como Fazer a Técnica

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 12/09/2026.

Na via intradérmica, poucos milímetros fazem diferença. Se a agulha ultrapassa a derme e chega ao tecido subcutâneo, a aplicação deixa de ser intradérmica e pode comprometer o objetivo do procedimento, especialmente em testes e imunobiológicos que dependem dessa via.

O que é a via intradérmica?

A via intradérmica (ID) consiste na introdução de uma pequena quantidade de solução dentro da derme, camada localizada entre a epiderme e o tecido subcutâneo. Como a derme comporta volumes reduzidos, essa via é utilizada para aplicações específicas, como algumas vacinas, testes diagnósticos e procedimentos definidos por protocolo.

O volume não deve ser tratado como um número único para todos os medicamentos. Ele depende da finalidade, do produto e da recomendação do fabricante ou protocolo institucional. Nas vacinas administradas por via intradérmica, por exemplo, o volume é definido especificamente para cada imunobiológico.

Onde aplicar?

Para aplicações intradérmicas em geral, a face anterior do antebraço é um local tradicionalmente utilizado, principalmente quando é necessária posterior observação ou leitura da reação. Outros locais podem ser empregados conforme o procedimento e o protocolo.

Na vacinação BCG, existe uma particularidade importante: o local de escolha é a região da inserção inferior do músculo deltoide, no braço direito, conforme as orientações do Programa Nacional de Imunizações. Portanto, não é correto ensinar que toda aplicação intradérmica deve ser feita no antebraço.

Materiais Necessários

  • Bandeja para apoiar o material e o medicamento;
  • Seringa de 1 ml ou insulina;
  • Agulha para aspiração: 40 x 12;
  • Agulha para administrar: 13 x 4,5;
  • Algodão com álcool.

Técnica de aplicação

A técnica precisa ser superficial e controlada. Após conferir paciente, medicamento ou imunobiológico, dose, via, validade e demais requisitos de segurança, higienize as mãos e prepare o material conforme o protocolo do serviço.

Com a pele adequadamente posicionada, mantenha o bisel voltado para cima e introduza a agulha quase paralelamente à pele, formando aproximadamente 15°. Avance apenas até que o bisel desapareça e injete lentamente a solução.

A formação de uma pequena pápula no local é um importante sinal de que a aplicação ocorreu na derme. Após retirar a agulha, não massageie nem faça compressão no local quando se tratar da administração de vacina por essa via.

É justamente nessa hora que um detalhe observado durante a prática faz diferença: quando a agulha entra profundamente, a pápula característica pode não aparecer e a solução pode ser depositada no tecido subcutâneo. Por isso, não basta saber o ângulo de 15°; é preciso controlar a profundidade e observar a resposta da pele durante a aplicação.

BCG: o exemplo mais conhecido

A BCG é administrada por via intradérmica, mas sua dose não deve ser decorada sem considerar a apresentação utilizada. O Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação do Ministério da Saúde, edição revisada de 2024, apresenta 0,1 mL para a apresentação da FAP e 0,05 mL para crianças até 11 meses e 29 dias na apresentação do Serum Institute of India, passando para 0,1 mL a partir de 1 ano nessa apresentação.

Na BCG, a formação da pápula durante a aplicação ajuda a verificar a execução correta da técnica. A vacina também possui particularidades próprias quanto a indicação, conservação, registro e acompanhamento da cicatriz, que não devem ser generalizadas para todas as aplicações intradérmicas.

O que pode dar errado?

O erro mais comum que merece atenção é aplicar a solução em uma camada mais profunda do que a derme. Isso pode acontecer quando a agulha é inserida com ângulo inadequado, profundidade excessiva ou sem controle suficiente da introdução.

Outro cuidado é não transformar a formação da pápula em uma regra isolada para qualquer produto. A interpretação depende do procedimento realizado e do protocolo correspondente. Em vacinas intradérmicas, especialmente na BCG, a pápula é um parâmetro técnico esperado durante a aplicação.

Em uma situação de vacinação, por exemplo, se a equipe percebe que a técnica não produziu a resposta cutânea esperada, não é adequado simplesmente improvisar uma nova dose. A conduta diante de uma aplicação incorreta depende do imunobiológico, do fabricante e das normas vigentes; por isso, deve-se consultar imediatamente o protocolo específico.

Cuidados de enfermagem

Antes da aplicação, confira cuidadosamente paciente, produto, dose, via, local, validade, conservação e indicação, além das demais etapas de segurança estabelecidas pelo serviço.

Durante o procedimento, mantenha o bisel para cima, introduza a agulha de forma superficial e observe a formação da pápula quando ela for esperada para aquela aplicação. Após o procedimento, descarte imediatamente o perfurocortante em recipiente apropriado e registre a administração e eventuais intercorrências.

No caso de vacinação, observe também o paciente para eventos adversos imediatos e siga as orientações específicas do Programa Nacional de Imunizações. O Manual do Ministério da Saúde recomenda, quando aplicável, que o usuário permaneça sentado por 15 minutos após a vacinação para reduzir o risco de queda relacionada a reação psicogênica, especialmente entre adolescentes.

Para memorizar na prova

✓ Decore para a Prova

Via intradérmica = derme + pequeno volume + bisel para cima + aproximadamente 15° + inserção superficial + pápula quando esperada.

A BCG é intradérmica, mas seu local e volume seguem regras próprias. E atenção: não existe um único volume máximo que possa ser aplicado indistintamente em toda situação de via intradérmica; sempre prevalecem a indicação, o produto e o protocolo correspondente.

Resumo para salvar

Via Intradérmica

  • A via intradérmica deposita a solução na derme
  • A técnica utiliza o bisel para cima e aproximadamente 15°
  • A formação de pápula é esperada em aplicações nas quais o protocolo a prevê
  • BCG é administrada por via intradérmica, com dose e local específicos

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Manual de normas e procedimentos para vacinação. 2. ed. rev. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: Biblioteca do Ministério da Saúde.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Manual de normas e procedimentos para vacinação. 2. ed. rev. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: Ministério da Saúde.
  3. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Parecer de Câmara Técnica nº 4/2023/CREE/Cofen. Brasília, DF: Cofen, 2023. Disponível em: Cofen.
  4. SANTANA, Júlio César Batista et al. Administração de medicamentos por via intradérmica. In: MOTA, Ana Paula de Freitas et al. Guia prático de técnicas de enfermagem. Brasília, DF: Conselho Federal de Enfermagem, 2022. Disponível em: Biblioteca do Cofen. 

Extremidades Distais de Equipos: Nutricional Vs Medicamentoso

Foram feitos diversas modificações quanto a segurança da terapia nutricional, sendo adaptado cores padronizadas para equipos de dieta enteral, extremidades proximais e distais destes equipos e também quanto ao calibre em FR destes, adequando-os para não serem permitidas as instalações em dispositivos endovenosos, o que foi um marco problemático anos atrás, quanto a administração em via errada.

Entenda as novas Características

Para infusão da Terapia Nutricional Enteral, através de bombas, alguns equipos sofreram algumas modificações nos últimos anos. A primeira modificação foi quanto à coloração alterada do incolor para o lilás (seja em toda sua extensão, quanto nas extremidades) ou azul, adotada no mercado nacional, seguida da retirada do filtro no conta-gotas.

Adoção de presilhas mais precisas no controle do gotejamento e, também, mais recentemente, as pontas no formato em cruz, para extremidade distal (que se conecta ao frasco da dieta) e, na ponta proximal, o formato em cone ou “árvore de natal”, procurando adequar-se aos diferentes acessos enterais e impedir o uso nos cateteres intravenosos.

A mudança na configuração da saída dos frascos das dietas enterais e da extremidade distal dos equipos de administração da dieta enteral foram outras alterações exibidas por algumas indústrias farmacêuticas.

A ponta dos equipos de administração anteriormente se caracterizava pelo formato pontiagudo e, no modelo atual, o formato é em “cruz”. Este formato em cruz foi elaborado a fim de impedir a conexão com os equipos intravenosos tradicionais (pontiagudos).

Estas mudanças contribuíram para a identificação e reconhecimento dos materiais relacionados à TNE, procurando impedir o uso acidental como via de acesso intravenoso.

Além das alterações nas diferentes partes do sistema da dieta enteral, iniciativas concretas para minimizar os riscos de conexão acidental surgiram a partir de 2011 com os primeiros padrões recomendados pela Organização Internacional de Padronização (ISO 80369-1).

Estes incluíam a elaboração de conectores de pequeno calibre (com diâmetro menor do que 8,5 mm) para dispositivos respiratórios, enterais, pressão arterial não invasiva, sistema neuro-axiais, urológicos e conectores intravasculares, cujas características deveriam ser: de material rígido ou semirrígido, não conectável com luer ou pontos sem conexão e testado em várias situações de risco.

Os conectores são peças ou dispositivos que unem duas peças, distintas ou não, se ajustando ao frasco da dieta enteral, ao equipo, à seringa e à sonda enteral. A reconfiguração do conector para o sistema da dieta enteral objetivou garantir a incompatibilidade com outros dispositivos de infusão, defendido e recomendado por grupos de especialistas.

Em 2015, as normas foram direcionadas para o conector do sistema de dieta enteral (ISO 80369-3) e uma das mais importantes foi registrado como conector ENFit®.Este é configurado como um conector em “parafuso”, que confere segurança a todos os dispositivos da TNE22. Sua aplicação estendeu-se, também, para seringas e acesso enteral em todos os Estados Unidos, sendo regulamentado pelo FDA.

Cabe destacar que, além dos aspectos relacionados à modificação e reconfiguração dos dispositivos, o educativo é essencial para a segurança do paciente na administração da TNE e para equipe multidisciplinar.

Referências:

  1. Pedreira MLG, Harada MJCS. Enfermagem dia a dia: segurança do paciente. São Caetano do Sul: Yendis; 2009. 214p;
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária-Núcleo de Gestão do Sistema Nacional de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária e Unidade de Tecnovigilância. Alertas de Tecnovigilância;
  3. Brasil. Ministério da Saúde. Relatórios dos Estados- Eventos Adversos. [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2017;

Administração “In Bolus” ou “Push” de Medicamentos: O que é?

Na Terapia Medicamentosa, a administração in bolus ou push é importante, quando referimos ao tempo de administração e o efeito quase que imediato de um certo medicamento.

Segundo Ritschel* (1992), qualquer administração com tempo superior a 1 minuto é denominada infusão. Quando inferior a 1 minuto chama-se push (ou bolus).

Portanto, Bolus refere-se à administração de uma medicação, com objetivo de aumentar rapidamente a sua concentração no sangue para um nível eficaz. A administração pode ser efetuada por via intravenosa, via intramuscular, subcutânea ou intraretal.

Bombas de Infusão também possuem Sistema In Bolus!

Algumas marcas de bombas de infusão possuem programações para administração de medicamentos in bolus em casos de drogas controladas, que necessitam de controle rigoroso.

Mas em algumas situações o médico pode solicitar que seja feita, por exemplo, uma dosagem bolus de um sedativo em um paciente que já está recebendo este medicamento por via de bomba de infusão, que seja programa na própria bomba sem necessitar administrar com seringas.

Portanto, deve-se também atentar ao fluxo de infusão e o tempo que o médico solicita a administrar estes bolus nas bombas, o que geralmente é programado padrão pelos fabricantes a 1200ml/h , podendo ser alterado posteriormente juntamente com o tempo de infusão pelo plantonista.

O que devo me atentar quanto a administração in bolus?

Devemos nos atentar quanto a:

  • Ocorrência de potenciais efeitos colaterais dos medicamentos;
  • Desconforto no local da infusão o mais rapidamente possível;
  • Obtenção de todos os sinais vitais necessários.

Como eu administro um medicamento in bolus?

Devo primeiramente separar e estar em mãos os materiais necessários para este procedimento:

  • Relógio com ponteiros de segundos;
  • Prescrição do paciente;
  • Luvas de procedimentos;
  • Chumaço de algodão com antisséptico;
  • Medicação em frasco ou ampola;
  • Fluido para diluição, se necessário;
  • Seringa para a preparação de medicamentos;
  • Solução de soro fisiológico a 0,9% para lavagem ou fluido.

E então:

  1. Faça a higiene das mãos. Prepare a medicação prescrita a partir do frasco ou ampola usando técnicas assépticas. Verifique o rótulo da medicação com a prescrição, cuidadosamente por duas vezes;
  2. Leve o(s) medicamento(s) ao paciente no horário estipulado, de forma imediata, sem demora;
  3. Identifique o paciente;
  4. Compare os dados do paciente com a prescrição médica (se caso necessário dupla checagem com medicamentos MAV);
  5. Explique o procedimento ao paciente. Encoraje-o a relatar qualquer sinal de desconforto;
  6. Calce as luvas;
  7. Administre a medicação por bolus: limpe a porta da injeção com chumaço de algodão, antisséptico e deixe secar; conecte a seringa; puxe suavemente para trás o êmbolo da seringa para aspirar o retorno de sangue; injete a medicação dentro do tempo recomendado (use o relógio para marcar o tempo de administração); retire a seringa; conecte a seringa com a solução salina na porta da injeção ou fluido, conforme a prescrição médica;
  8. Descarte corretamente o material utilizado;
  9. Realize a higiene das mãos.
  10. Relate na anotação de enfermagem a administração ou recusa do medicamento, e possíveis sinais de reações adversas após a infusão.

Lembrando sempre, que:

  • Observe o paciente para reações adversas durante a administração do(s) medicamento(s) e vários minutos após;
  • Relate qualquer efeito adverso imediatamente ao profissional de saúde responsável pelo paciente, uma vez que esses efeitos podem ser fatais;
  • Registre medicação, dose, hora, data, via de administração e resposta do paciente à medicação nos registros de enfermagem.

Veja também:

O que é “Flushing” em um Cateter?

O que é “Salinizar” um Cateter?

As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) e a Padronização de Cores para a gravação nas embalagens primárias

Administração Segura de Medicamentos

Administração de Medicamentos em “Dripping”: O que é isso?

A Administração Segura de Medicamentos: O uso do protocolo

Referências:

  1. Life Med
  2. Samtronic
  3. B.Braun
  4. Fresenius-Kabi
  5. POP EBSERH “Administração de Medicamentos por via Endovenosa”, Hospital Universitário Lauro Wanderley
  6. * Wolfgang A. Ritschel, Gregory L. Kearns, American Pharmaceutical Association

Segurança do Paciente: Rotulando um Medicamento Endovenoso (EV)

O processo de administração de medicamentos é propenso a erros e são diversas as razões para a ocorrência desse evento adverso, podendo ocorrer em qualquer fase do sistema de medicação e envolver qualquer um dos inúmeros medicamentos disponíveis, inclusive aqueles classificados como de alta vigilância (MAV).

A Rotulagem de um Medicamento Endovenoso Contínuo ou Intermitente faz parte da Administração Segura de Medicamentos, e cada Instituição deve prover de um padrão estabelecido pela equipe de enfermagem responsável.

Informações Importantes em um Rótulo de Medicamento Endovenoso (Bolsas)

  • Nome Completo do Paciente (Evitar Abreviaturas);
  • Data de Nascimento;
  • Data do Preparo;
  • Quarto, Leito ou Box onde se encontra o paciente;
  • Setor Alojado;
  • Associação (Composição dos Medicamentos diluídos);
  • Volume (total a ser administrado);
  • Vazão (valor em ML/H, gotas/min ou MCGTS/MIN;
  • Início da Infusão;
  • Término da Infusão;
  • Tempo total a ser infundido (aprazamento);
  • Nome completo do profissional e carimbo.

O que DEVE sempre fazer:

  • Conferir os dados do paciente juntamente com o prontuário médico e a pulseira de identificação do paciente;
  • Caso haja dois pacientes com nome e nome composto/sobrenome parecidos, conferir juntamente com o paciente, pedindo para repetir o nome completo e a data de nascimento, antes de administrar quaisquer medicamentos;
  • Ler a prescrição cuidadosamente;
  • Identifique o medicamento pelo rótulo, nunca pela aparência;
  • Leia o rotulo três vezes antes de administrar no paciente;
  • Orientar ao paciente sobre que medicamento que o mesmo está recebendo;
  • Relatar a administração, se houve recusa, ou algum efeito indesejado no paciente

O que JAMAIS deve fazer:

  • NUNCA administre um medicamento sem o seu devido rótulo de identificação!
  • NUNCA administre quaisquer medicamentos com DÚVIDAS!
  • NUNCA administre um medicamento sem antes de realizar checagem com prontuário médico e a pulseira do paciente, e em casos de medicamentos de alta vigilância, com a dupla checagem!
  • NUNCA administrar medicamento preparado por outra pessoa!
  • EVITAR distrações durante o preparo do medicamento!

Referências:

Administração de Medicamentos em “Dripping”: O que é isso?

O termo “Dripping” é a forma de administrar um medicamento muito forte ou irritante de Forma suave e lenta, em forma contínua.

A própria palavra já demonstra seu contexto “dripping”, ou seja, “gotejamento”.

Então, não passa da Forma de administração de solução intravenosa através de um equipo com gotejador, se não houver uma bomba infusora para calcular a quantidade de administração do medicamento, aprendendo então a realizar o cálculo da solução por tempo de gotejamento.

Exemplos de Drippings mais utilizados em UTI:

  • Solução de Dormonid;
  • Solução de Fentanil;
  • Solução de Reposição de Cloreto de Potássio;
  • Solução de Reposição de Sulfato de Magnésio;
  • Solução de Reposição de Gluconato de Cálcio;
  • Solução de Noradrenalina;
  • Solução de Nipride;
  • Solução de Tridil;
  • Solução de Dobutamina;
  • Entre outros.

OBSERVAÇÃO: As soluções citadas acima necessitam obrigatoriamente serem infundidas de forma controlada pela Bomba de Infusão!

Veja também:

Analgésicos e Sedativos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

Cálculo de Gotejamento

Aprazamento de Medicamentos e as Mudanças na Enfermagem

Aprazamento

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 16/09/2026.

O aprazamento não é simplesmente colocar horários ao lado dos medicamentos. É uma etapa da terapia medicamentosa que organiza quando cada medicamento será administrado e pode interferir diretamente na segurança do tratamento.

O que é aprazamento?

Aprazar uma prescrição significa planejar os horários e intervalos de administração dos medicamentos prescritos, respeitando as orientações da prescrição, características dos medicamentos, possíveis interações e os protocolos do serviço.

Por isso, não existe uma regra universal dizendo que todo medicamento de 24/24 horas deve ser administrado às 10h ou às 22h. O horário deve seguir a prescrição, a rotina institucional e, quando necessário, critérios farmacológicos e clínicos. O Cofen também orienta que o processo seja respaldado por POP atualizado e educação permanente da equipe.

Quem pode fazer o aprazamento?

Essa é uma das principais atualizações desta página.

O Parecer Cofen nº 211/2025 concluiu que o aprazamento pode ser realizado pelo enfermeiro e pelo técnico de enfermagem, sob supervisão do enfermeiro. O parecer também recomenda que o enfermeiro organize os procedimentos operacionais padrão e a educação permanente para que a equipe realize essa atividade com conhecimento científico e segurança.

Isso é diferente de simplesmente reproduzir horários já utilizados na unidade. Ao encontrar uma prescrição com vários medicamentos, o profissional precisa reconhecer situações que mereçam atenção, como intervalos inadequados, possíveis interações, duplicidades ou informações incompletas, acionando o enfermeiro, médico ou farmacêutico conforme o fluxo institucional.

Na prática, um detalhe que costuma aparecer durante o plantão é o paciente receber dois medicamentos em horários muito próximos, embora exista uma razão clínica ou farmacológica para avaliar esse intervalo. É justamente nesse momento que o aprazamento deixa de ser uma tarefa mecânica e passa a exigir conhecimento sobre a terapia medicamentosa.

Cores e horários: o que realmente é regra?

A utilização de caneta azul, preta ou vermelha para identificar determinados turnos não é uma regra nacional do Cofen. A forma de registrar o aprazamento deve seguir o sistema adotado pela instituição.

O mesmo vale para os horários padronizados. Um hospital pode organizar determinados medicamentos em horários fixos para facilitar o fluxo da assistência, mas essa padronização não deve ignorar a prescrição, as características do medicamento ou as necessidades do paciente.

Outro ponto importante: em ambiente hospitalar, a Resolução Cofen nº 689/2022 estabelece validade de 24 horas para prescrições hospitalares, sendo vedada a execução de prescrição fora da validade.

Antes de aprazar, confira

O profissional deve analisar a prescrição antes de simplesmente distribuir os horários. Identificação do paciente, medicamento, dose, via, posologia, intervalo, duração do tratamento e demais informações necessárias precisam estar claras.

Se houver dúvida ou inconsistência, não se deve “corrigir” a prescrição por conta própria. A situação deve seguir o fluxo institucional para esclarecimento com o profissional responsável.

Em uma rotina de unidade de internação, por exemplo, uma prescrição pode chegar com um medicamento de uso contínuo e outro recém-incluído após uma mudança clínica. Se o novo horário for lançado sem conferir a prescrição atualizada, a equipe pode trabalhar com informação diferente daquela validada pelo prescritor. A conferência antes do aprazamento é uma barreira de segurança.

Cuidados de enfermagem

Durante o aprazamento, a equipe deve:

  • conferir a prescrição vigente e a identificação do paciente;
  • respeitar dose, via, frequência e intervalo prescritos;
  • observar possíveis interações e incompatibilidades conforme protocolos e referências disponíveis;
  • esclarecer dúvidas antes da administração;
  • seguir o POP da instituição e os sistemas de registro adotados;
  • manter atenção especial aos medicamentos potencialmente perigosos ou de alta vigilância;
  • registrar e comunicar alterações, recusas, omissões ou incidentes conforme o protocolo do serviço.

A segurança começa antes do medicamento chegar à bandeja ou à seringa. Prescrição, aprazamento, dispensação e administração fazem parte de um mesmo processo e devem estar integrados.

Um cuidado que faz diferença

Aprazamento não deve ser confundido com autorização para alterar a prescrição. O profissional organiza os horários de administração dentro das informações prescritas e dos protocolos aplicáveis. Quando o horário ou intervalo não estiver adequado ou houver dúvida clínica, é necessário buscar esclarecimento, e não simplesmente escolher outro horário.

Além disso, a prescrição eletrônica também pode ser válida: a Resolução Cofen nº 689/2022 permite o cumprimento de prescrições eletrônicas validadas por assinatura digital ou eletrônica, observados os requisitos previstos na norma.

Resumo para salvar

Aprazamento de Medicamentos

  • Organiza os horários e intervalos dos medicamentos prescritos
  • Enfermeiro e técnico podem aprazar sob supervisão do enfermeiro
  • Horários e cores seguem protocolos institucionais e não uma regra nacional
  • Dúvidas na prescrição devem ser esclarecidas antes da administração

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Referências:

  1. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos. Brasília, DF: Anvisa, 2020.
  2. COFEN – CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Parecer nº 211/2025/Plenário: competência legal e ética para o aprazamento de prescrição médica por profissionais de Enfermagem. Brasília, DF, 2025.
  3. COFEN – CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 689, de 3 de fevereiro de 2022. Normatiza a atuação da equipe de enfermagem no cumprimento de prescrições à distância, através de meios eletrônicos. Brasília, DF, 2022.
  4. COFEN – CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 801, de 14 de janeiro de 2026. Estabelece diretrizes para a prescrição de medicamentos pelo enfermeiro. Brasília, DF, 2026.