Que Medicamento é Esse?: Furosemida

A furosemida é um diurético, indicada nos casos de hipertensão arterial leve a moderada, inchaço devido a distúrbios cardíacos, hepáticos e renais e edema devido a queimaduras.

Como Funciona?

A furosemida apresenta efeito diurético e anti-hipertensivo, e o início da ação ocorre cerca de 60 minutos após a administração do produto.

Os Efeitos Colaterais

Distúrbios metabólico e nutricional

  • Excreção aumentada de sódio e cloreto e consequentemente de água.
  • Excreção aumentada de outros eletrólitos, em particular potássio, cálcio e magnésio.

Distúrbios eletrolíticos sintomáticos e alcalose metabólica.

  • Desidratação e hipovolemia, especialmente em pacientes idosos.
  • Aumento transitório dos níveis de creatinina e de uréia sanguíneas.
  • Aumento nos níveis séricos de colesterol e triglicérides.
  • Aumentos no nível sérico de ácido úrico e ataques de gota.
  • Diminuição da tolerância à glicose; diabetes mellitus latente pode se manifestar.

Distúrbios Vasculares

  • Hipotensão incluindo hipotensão ortostática.
  • Tendência à trombose.
  • Vasculite.

Distúrbios renal e urinário

  • Retenção aguda da urina em pacientes com obstrução parcial do fluxo urinário.
  • Nefrite intersticial.
  • Nefrocalcinose/nefrolitíase em crianças prematuras.

Distúrbios Gastrintestinais

  • Náuseas, vômitos, diarreia.
  • Pancreatite aguda.

Distúrbios hepato-biliares

  • Náuseas, vômitos, diarreia.
  • Pancreatite aguda.

Distúrbios auditivos e labirinto

  • Alterações na audição e tinido, embora geralmente de caráter transitório, particularmente em pacientes com insuficiência renal, hipoproteinemia (por exemplo: síndrome nefrótica) e/ou quando furosemida intravenosa for administrada rapidamente.

Distúrbios no tecido subcutâneo e pele

  • Coceira, urticária, outras reações como rash ou erupções bolhosas, eritema multiforme,penfigóide bolhoso, dermatite esfoliativa, púrpura, fotossensibilidade.​

Distúrbios do sistema imune

  • Reações anafilácticas ou anafilactóides graves (por exemplo, com choque).​
  • Distúrbios do sistema nervoso.
  • Parestesia.
  • Encefalopatia hepática em pacientes com insuficiência hepatocelular.​

Distúrbios do sistema linfático e sanguíneo

  • Trombocitopenia. leucopenia, agranulocitose, anemia aplástica, anemia hemolítica.
  • Eosinofilia.
  • Hemoconcentração.

Distúrbios congênito e genético/familiar

  • Risco aumentado de persistência do ducto arterioso patente quando furosemida for administrada a crianças prematuras durante as primeiras semanas de vida.​

Distúrbios gerais e condições no local da administração

  • Febre.

Quando é Contraindicado?

A furosemida não deve ser usada em pacientes com:

  • insuficiência dos rins com anúria (parada total da eliminação de urina);
  • pré-coma e coma hepático associado com encefalopatia do fígado;
  • hipopotassemia severa (diminuição importante do nível de potássio no sangue);
  • hiponatremia grave (diminuição importante do nível de sódio no sangue);
  • desidratação ou hipovolemia, com ou sem queda da pressão sanguínea;
  • alergia à furosemida, às sulfonamidas e aos componentes da fórmula.

A furosemida não deve ser utilizada por mulheres amamentando.

A furosemida não deve ser utilizada por lactantes.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.
  • Realizar balanço hídrico e peso diariamente em pacientes internados.
  • Avaliar no exame físico: hidratação da pele, sinais de astenia e cãibras musculares (hipocalemia).
  • Se o paciente apresentar sintomas de hipopotassemia orientar que faça a ingestão de alimentos ricos em potássio como a banana.
  • Monitorar cuidadosamente pacientes que apresente obstruções no trato urinário ou problemas no esvaziamento da bexiga.
  • Verificar a pressão arterial do paciente durante o tratamento com furosemida pois a mesma pode causar hipotensão.
  • Grávidas não devem tomar essa medicação.
  • Pacientes idosos e crianças devem ser monitorados cuidadosamente.
  • Informar ao paciente que esse medicamento pode influenciar na capacidade de dirigir e operar máquinas pois pode ocorrer queda da pressão sanguínea.

Que Medicamento é Esse?: Metildopa

O Metildopa ou L-alfa-metildopa é um pró-fármaco anti-hipertensivo usado especialmente para hipertensão gestacional e pré-eclampsia. É um agonista alfa-adrenérgico selectivo para alfa2.

Como Funciona?

Metildopa é um medicamento que pertence a um grupo de fármacos chamado agentes simpatolíticos de ação central. Metildopa age diminuindo os impulsos do sistema nervoso central que aumentam a pressão arterial. A redução máxima da pressão arterial ocorre de quatro a seis horas após tomar o medicamento.

Os Efeitos Colaterais

As reações adversas mais comuns são sedação e sonolência, geralmente transitórias.

Observa-se com frequência menor, efeitos adversos ocasionados pelo bloqueio dos nervos simpáticos, tais como: vertigens, náuseas, fraqueza, cefaléia, bradicardia, congestão nasal e diarréia.

Outros efeitos mais raros: boca seca, diminuição da libido nos homens, depressão física, pesadelo, lactação em ambos os sexos e depressão da função hepática, ocorrendo febre, mal-estar e icterícia (anemia hemolítica reversível).

Foram relatados alguns casos de síndrome semelhante ao lúpus eritematoso, granulocitopenia ou trombocitopenia.

Quando é Contraindicado?

Pacientes portadores de: hepatopatias ativas (hepatite aguda e cirrose ativa), anemia hemolítica e aqueles que apresentaram distúrbios hepáticos durante ou após tratamento com Metildopa.

É também contra-indicada em pacientes com sensibilidade comprovada ao medicamento.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Orientar ao paciente a não ingerir bebida alcoólica.
  • Orientar ao paciente a não interromper o uso do produto abruptamente.
  • Orientar ao paciente que, antes de doar ou receber sangue, é necessário realizar testes de Coombs, direto e indireto.
  • Orientar ao paciente sobre o cuidado ao dirigir ou executar tarefas que exijam atenção.
  • Orientar ao paciente sobre o cuidado com cirurgias ou tratamentos de emergência, inclusive dentários.
  • Orientar ao paciente quanto ao cuidado ao se levantar, quando estiver deitado ou sentado.
  • Orientar ao paciente que para melhorar a secura da boca usar gomas ou chicletes sem açúcar.
  • pode ser necessário o controle do peso e da ingestão de sal.
  • suspender a medicação se ocorrer: anemia hemolítica com teste de Coombs positivo; febre, testes anormais de função do fígado ou icterícia (cor amarelada nos olhos ou pele).
  • se ocorrer queda de pressão ao mudar de posição, recomenda-se redução das doses.
  • checar periodicamente: a pressão arterial; exame de sangue antes de iniciar o tratamento para ter um guia se ocorrer anemia hemolítica; teste de Coombs (antes de iniciar o tratamento e 6 e 12 meses após); função do fígado (antes do tratamento e durante as primeiras 6 a 12 semanas e também sempre que ocorrer febre inexplicável); se ocorrerem sintomas que lembrem lupus realizar testes específicos.

 

Que Medicamento é Esse?: Bromoprida

A Bromoprida, princípio ativo de Bromoprida aumenta o tônus e amplitude das contrações gástricas e relaxa o esfíncter pilórico resultando no esvaziamento gástrico e aumento do trânsito intestinal.

Como Funciona?

A Bromoprida é uma substância que atua no estômago e na primeira porção do intestino, chamada duodeno, levando ao seu relaxamento, o que facilita o esvaziamento gástrico e melhora o trânsito intestinal, evitando o surgimento de sintomas como enjoos e vômitos.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns incluem inquietação, sonolência, cansaço, insônia, dor de cabeça, tontura, náusea, vermelhidão e coceira na pele, diarreia ou prisão de ventre.

Pode também ocorrer o aumento do tamanho das mamas e liberação de leite, nos homens, ou produção de leite fora do período de amamentação, nas mulheres.

Quando é Contraindicado?

Não se deve usar em grávidas ou durante amamentação e em caso de alergia a qualquer componente da fórmula.

Caso exista histórico de epilepsia, perfuração do intestino, úlcera gástrica ou feocromocitoma não se deve tomar este medicamento.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Verificar sempre o prazo de validade do produto consta na embalagem externa.
  • Nunca usar medicamentos com prazo de validade esgotado.
  • O medicamento deverá ser administrado segundo a prescrição médica e de acordo com a posologia recomendada, seguindo- se os cuidados dos cinco certos
  • Informar a ocorrência de reações desagradáveis de maior importância ou reações intensas como alergias do cliente para com o medicamento ao médico
  • Recomende ao paciente que evite consumo de álcool durante o tratamento
  • As reações extrapiramidais (inquietude, movimentos involuntários, fala enrolada, etc.) podem ser mais frequentes em crianças e adultos jovens, enquanto que movimentos anormais ou perturbados são comuns em idosos sob tratamentos prolongados. Informar ao médico qualquer um desses sintomas.
  • A bromoprida é excretada pelo leite materno. Por isso, não deve ser administrada a mulheres grávidas ou que amamentam, a menos que, a juízo do médico os benefícios potenciais para o paciente superem os possíveis riscos para o feto ou recém- nascido.
  • A bromoprida não deve ser administrada a pacientes com história prévia de depressão, a menos que os benefícios esperados superem os possíveis riscos.
  • A bromoprida pode aumentar os níveis séricos de prolactina, o que pode ser contra- indicado em pacientes com câncer de seio.
  • A injeção endovenosa de bromoprida deve ser feita lentamente, durante 1 a 2 minutos, para evitar o aparecimento de ansiedade e agitação, seguidos de sonolência.
  • Os pacientes deverão ser advertidos sobre atuações em atividades que requerem alerta mental durante poucas horas após a administração da droga.
  • Considerando- se que a excreção da bromoprida é principalmente renal, em pacientes com “clearance” de creatinina inferior a 40 ml/min, a terapêutica deve ser iniciada com a metade da dose recomendada. Dependendo da eficácia clínica e condições de segurança do paciente, a dose pode ser ajustada a critério médico.

Via Intradérmica (ID)

A Via Intradérmica (ID) é uma via de administração de medicamentos, por ser uma via pouco distensível, é pouco utilizada – somente para casos de testes alérgicos, vacinas e doses pequenas de fármacos, como adrenalina.

Área de Aplicação

  • Parte ventral do antebraço e ventral superior do tórax;
  • Parte superior das costas;
  • Parte superior dorsal dos braços;
  • Face interna do antebraço.

Por exemplo, a vacina de BCG é aplicada na área de inserção inferior do músculo deltoide direito.

Volume Máximo de Aplicação

O volume máximo de administração é 0,5 ml.

Cuidados de Enfermagem

Materiais:

  • Bandeja para apoiar o material e o medicamento;
  • Seringa de 1 ml ou insulina;
  • Agulha para aspiração: 40 x 12;
  • Agulha para administrar: 13 x 4,5;
  • Algodão com álcool.

Técnica:

  • Reunir a medicação seguindo a regra dos 9 Certos;
  • Separar o material necessário;
  • Lavar as mãos;
  • Preparar o medicamento;
  • Orientar o paciente e higienizar as mãos;
  • Escolher o local de acesso, normalmente membros superiores (MMSS), na face interior;
  • Fazer antissepsia com álcool a 70%;
  • Introduzir a agulha com bisel para cima, em ângulo de 15º;
  • Introduzir a medicação até que uma pápula seja formada;
  • Retirar a agulha e não massagear;
  • Deixar o paciente confortável;
  • Desprezar o material;
  • Lavar as mãos;
  • Anotar no prontuário.

 Observar continuamente alterações orgânicas que possam estar relacionadas ao fármaco administrado.

Referências:

  1. ARAÚJO, M.J.B.de. Técnicas fundamentais de enfermagem. 9 Ed. Rio de Janeiro: MJB de Araújo, 1996.
  2. FIGUEIREDO,N.M.A.; VIANA,D.L; MACHADO,W.C.A.Tratado prático de enfermagem. 2 Ed. v.2. São Caetano do Sul: Yedis Editora, 2008.
  3. MOZACHI, NELSON. O Hospital: manual do ambiente hospitalar. Ed.10. Curitiba: Os Autores, 2005.

Extremidades Distais de Equipos: Nutricional Vs Medicamentoso

Foram feitos diversas modificações quanto a segurança da terapia nutricional, sendo adaptado cores padronizadas para equipos de dieta enteral, extremidades proximais e distais destes equipos e também quanto ao calibre em FR destes, adequando-os para não serem permitidas as instalações em dispositivos endovenosos, o que foi um marco problemático anos atrás, quanto a administração em via errada.

Entenda as novas Características

Para infusão da Terapia Nutricional Enteral, através de bombas, alguns equipos sofreram algumas modificações nos últimos anos. A primeira modificação foi quanto à coloração alterada do incolor para o lilás (seja em toda sua extensão, quanto nas extremidades) ou azul, adotada no mercado nacional, seguida da retirada do filtro no conta-gotas.

Adoção de presilhas mais precisas no controle do gotejamento e, também, mais recentemente, as pontas no formato em cruz, para extremidade distal (que se conecta ao frasco da dieta) e, na ponta proximal, o formato em cone ou “árvore de natal”, procurando adequar-se aos diferentes acessos enterais e impedir o uso nos cateteres intravenosos.

A mudança na configuração da saída dos frascos das dietas enterais e da extremidade distal dos equipos de administração da dieta enteral foram outras alterações exibidas por algumas indústrias farmacêuticas.

A ponta dos equipos de administração anteriormente se caracterizava pelo formato pontiagudo e, no modelo atual, o formato é em “cruz”. Este formato em cruz foi elaborado a fim de impedir a conexão com os equipos intravenosos tradicionais (pontiagudos).

Estas mudanças contribuíram para a identificação e reconhecimento dos materiais relacionados à TNE, procurando impedir o uso acidental como via de acesso intravenoso.

Além das alterações nas diferentes partes do sistema da dieta enteral, iniciativas concretas para minimizar os riscos de conexão acidental surgiram a partir de 2011 com os primeiros padrões recomendados pela Organização Internacional de Padronização (ISO 80369-1).

Estes incluíam a elaboração de conectores de pequeno calibre (com diâmetro menor do que 8,5 mm) para dispositivos respiratórios, enterais, pressão arterial não invasiva, sistema neuro-axiais, urológicos e conectores intravasculares, cujas características deveriam ser: de material rígido ou semirrígido, não conectável com luer ou pontos sem conexão e testado em várias situações de risco.

Os conectores são peças ou dispositivos que unem duas peças, distintas ou não, se ajustando ao frasco da dieta enteral, ao equipo, à seringa e à sonda enteral. A reconfiguração do conector para o sistema da dieta enteral objetivou garantir a incompatibilidade com outros dispositivos de infusão, defendido e recomendado por grupos de especialistas.

Em 2015, as normas foram direcionadas para o conector do sistema de dieta enteral (ISO 80369-3) e uma das mais importantes foi registrado como conector ENFit®.Este é configurado como um conector em “parafuso”, que confere segurança a todos os dispositivos da TNE22. Sua aplicação estendeu-se, também, para seringas e acesso enteral em todos os Estados Unidos, sendo regulamentado pelo FDA.

Cabe destacar que, além dos aspectos relacionados à modificação e reconfiguração dos dispositivos, o educativo é essencial para a segurança do paciente na administração da TNE e para equipe multidisciplinar.

Referências:

  1. Pedreira MLG, Harada MJCS. Enfermagem dia a dia: segurança do paciente. São Caetano do Sul: Yendis; 2009. 214p;
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária-Núcleo de Gestão do Sistema Nacional de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária e Unidade de Tecnovigilância. Alertas de Tecnovigilância;
  3. Brasil. Ministério da Saúde. Relatórios dos Estados- Eventos Adversos. [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2017;

Administração “In Bolus” ou “Push” de Medicamentos: O que é?

Na Terapia Medicamentosa, a administração in bolus ou push é importante, quando referimos ao tempo de administração e o efeito quase que imediato de um certo medicamento.

Segundo Ritschel* (1992), qualquer administração com tempo superior a 1 minuto é denominada infusão. Quando inferior a 1 minuto chama-se push (ou bolus).

Portanto, Bolus refere-se à administração de uma medicação, com objetivo de aumentar rapidamente a sua concentração no sangue para um nível eficaz. A administração pode ser efetuada por via intravenosa, via intramuscularsubcutânea ou intraretal.

Bombas de Infusão também possuem Sistema In Bolus!

Algumas marcas de bombas de infusão possuem programações para administração de medicamentos in bolus em casos de drogas controladas, que necessitam de controle rigoroso.

Mas em algumas situações o médico pode solicitar que seja feita, por exemplo, uma dosagem bolus de um sedativo em um paciente que já está recebendo este medicamento por via de bomba de infusão, que seja programa na própria bomba sem necessitar administrar com seringas.

Portanto, deve-se também atentar ao fluxo de infusão e o tempo que o médico solicita a administrar estes bolus nas bombas, o que geralmente é programado padrão pelos fabricantes a 1200ml/h , podendo ser alterado posteriormente juntamente com o tempo de infusão pelo plantonista.

O que devo me atentar quanto a administração in bolus?

Devemos nos atentar quanto a:

  • Ocorrência de potenciais efeitos colaterais dos medicamentos;
  • Desconforto no local da infusão o mais rapidamente possível;
  • Obtenção de todos os sinais vitais necessários.

Como eu administro um medicamento in bolus?

Devo primeiramente separar e estar em mãos os materiais necessários para este procedimento:

  • Relógio com ponteiros de segundos;
  • Prescrição do paciente;
  • Luvas de procedimentos;
  • Chumaço de algodão com antisséptico;
  • Medicação em frasco ou ampola;
  • Fluido para diluição, se necessário;
  • Seringa para a preparação de medicamentos;
  • Solução de soro fisiológico a 0,9% para lavagem ou fluido.

E então:

  1. Faça a higiene das mãos. Prepare a medicação prescrita a partir do frasco ou ampola usando técnicas assépticas. Verifique o rótulo da medicação com a prescrição, cuidadosamente por duas vezes;
  2. Leve o(s) medicamento(s) ao paciente no horário estipulado, de forma imediata, sem demora;
  3. Identifique o paciente;
  4. Compare os dados do paciente com a prescrição médica (se caso necessário dupla checagem com medicamentos MAV);
  5. Explique o procedimento ao paciente. Encoraje-o a relatar qualquer sinal de desconforto;
  6. Calce as luvas;
  7. Administre a medicação por bolus: limpe a porta da injeção com chumaço de algodão, antisséptico e deixe secar; conecte a seringa; puxe suavemente para trás o êmbolo da seringa para aspirar o retorno de sangue; injete a medicação dentro do tempo recomendado (use o relógio para marcar o tempo de administração); retire a seringa; conecte a seringa com a solução salina na porta da injeção ou fluido, conforme a prescrição médica;
  8. Descarte corretamente o material utilizado;
  9. Realize a higiene das mãos.
  10. Relate na anotação de enfermagem a administração ou recusa do medicamento, e possíveis sinais de reações adversas após a infusão.

Lembrando sempre, que:

  • Observe o paciente para reações adversas durante a administração do(s) medicamento(s) e vários minutos após;
  • Relate qualquer efeito adverso imediatamente ao profissional de saúde responsável pelo paciente, uma vez que esses efeitos podem ser fatais;
  • Registre medicação, dose, hora, data, via de administração e resposta do paciente à medicação nos registros de enfermagem.

Veja também:

O que é “Flushing” em um Cateter?

O que é “Salinizar” um Cateter?

As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) e a Padronização de Cores para a gravação nas embalagens primárias

Administração Segura de Medicamentos

Administração de Medicamentos em “Dripping”: O que é isso?

A Administração Segura de Medicamentos: O uso do protocolo

Referências:

  1. Life Med
  2. Samtronic
  3. B.Braun
  4. Fresenius-Kabi
  5. POP EBSERH “Administração de Medicamentos por via Endovenosa”, Hospital Universitário Lauro Wanderley
  6. * Wolfgang A. RitschelGregory L. KearnsAmerican Pharmaceutical Association

Segurança do Paciente: Rotulando um Medicamento Endovenoso (EV)

O processo de administração de medicamentos é propenso a erros e são diversas as razões para a ocorrência desse evento adverso, podendo ocorrer em qualquer fase do sistema de medicação e envolver qualquer um dos inúmeros medicamentos disponíveis, inclusive aqueles classificados como de alta vigilância (MAV).

A Rotulagem de um Medicamento Endovenoso Contínuo ou Intermitente faz parte da Administração Segura de Medicamentos, e cada Instituição deve prover de um padrão estabelecido pela equipe de enfermagem responsável.

Informações Importantes em um Rótulo de Medicamento Endovenoso (Bolsas)

  • Nome Completo do Paciente (Evitar Abreviaturas);
  • Data de Nascimento;
  • Data do Preparo;
  • Quarto, Leito ou Box onde se encontra o paciente;
  • Setor Alojado;
  • Associação (Composição dos Medicamentos diluídos);
  • Volume (total a ser administrado);
  • Vazão (valor em ML/H, gotas/min ou MCGTS/MIN;
  • Início da Infusão;
  • Término da Infusão;
  • Tempo total a ser infundido (aprazamento);
  • Nome completo do profissional e carimbo.

O que DEVE sempre fazer:

  • Conferir os dados do paciente juntamente com o prontuário médico e a pulseira de identificação do paciente;
  • Caso haja dois pacientes com nome e nome composto/sobrenome parecidos, conferir juntamente com o paciente, pedindo para repetir o nome completo e a data de nascimento, antes de administrar quaisquer medicamentos;
  • Ler a prescrição cuidadosamente;
  • Identifique o medicamento pelo rótulo, nunca pela aparência;
  • Leia o rotulo três vezes antes de administrar no paciente;
  • Orientar ao paciente sobre que medicamento que o mesmo está recebendo;
  • Relatar a administração, se houve recusa, ou algum efeito indesejado no paciente

O que JAMAIS deve fazer:

  • NUNCA administre um medicamento sem o seu devido rótulo de identificação!
  • NUNCA administre quaisquer medicamentos com DÚVIDAS!
  • NUNCA administre um medicamento sem antes de realizar checagem com prontuário médico e a pulseira do paciente, e em casos de medicamentos de alta vigilância, com a dupla checagem!
  • NUNCA administrar medicamento preparado por outra pessoa!
  • EVITAR distrações durante o preparo do medicamento!

Referências:

Administração de Medicamentos em “Dripping”: O que é isso?

O termo “Dripping” é a forma de administrar um medicamento muito forte ou irritante de Forma suave e lenta, em forma contínua.

A própria palavra já demonstra seu contexto “dripping”, ou seja, “gotejamento”.

Então, não passa da Forma de administração de solução intravenosa através de um equipo com gotejador, se não houver uma bomba infusora para calcular a quantidade de administração do medicamento, aprendendo então a realizar o cálculo da solução por tempo de gotejamento.

Exemplos de Drippings mais utilizados em UTI:

  • Solução de Dormonid;
  • Solução de Fentanil;
  • Solução de Reposição de Cloreto de Potássio;
  • Solução de Reposição de Sulfato de Magnésio;
  • Solução de Reposição de Gluconato de Cálcio;
  • Solução de Noradrenalina;
  • Solução de Nipride;
  • Solução de Tridil;
  • Solução de Dobutamina;
  • Entre outros.

OBSERVAÇÃO: As soluções citadas acima necessitam obrigatoriamente serem infundidas de forma controlada pela Bomba de Infusão!

Veja também:

Analgésicos e Sedativos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

Cálculo de Gotejamento

O Aprazamento da Prescrição Médica

Aprazamento

Certamente, você irá ouvir falar muito sobre o aprazamento de medicamentos em prescrições médicas, em hospitais. É um fator muito importante para a equipe de enfermagem, e faz parte da rotina na administração de medicamentos.

Aprazar medicamentos dos pacientes nada mais é que marcar um prazo para que eles sejam administrados em seus devidos horários. Por via de regra, cada aprazamento tem validade de 24 horas.

Quem pode aprazar a prescrição médica?

Há algumas controvérsias em algumas respostas técnicas e pareceres do COREN, como  PARECER COREN-SP 036/2013, que na qual conclui que “…Considerando a responsabilidade envolvida no aprazamento das prescrições médicas, diante da possibilidade de ocorrência de interações medicamentosas, as quais podem vir a prejudicar o processo terapêutico instituído ao paciente, entendemos que compete somente ao Enfermeiro realizar tal ação.”, já diferentemente descrito na RESPOSTA TÉCNICA COREN/SC Nº 063/CT/2017 onde situa que: “… Ante ao exposto o COREN SC conclui que: o aprazamento é competência da equipe de Enfermagem e recomenda que o Enfermeiro organize educação permanente para que a equipe de Enfermagem apraze com segurança e conhecimento científico.”, sendo assim, um fator que irá depender muito dos protocolos institucionais.

Os horários descritos de acordo com as cores

De acordo com o protocolo de cada Instituição, é determinado o uso das cores padrão de canetas como azul ou preto para o plantão diurno, e vermelho para o plantão noturno. Não há uma regra, mas é determinado de cada hospital o uso das mesmas. Portanto, algumas instituições utilizam as cores azul ou somente preto para o aprazamento dos horários tanto diurnos quanto noturnos, ou o vermelho para o noturno, e vice-versa.

Os medicamentos com a frequência de 24/24 horas

Geralmente, é escolhido um horário entre o de 10h ou 22h para realizar a administração dependendo das recomendações do fármaco. Isso também são protocolos individuais que na qual podem mudar de acordo com a instituição.

Tem dúvidas de certos medicamentos? Leia a bula sempre antes de administrar! Não administre medicamento sem conhecer todas as recomendações e precauções necessárias!

Vale lembrar que o horário para administrar os medicamentos ao longo do dia pode ser estimado.

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