
O Metildopa ou L-alfa-metildopa é um pró-fármaco anti-hipertensivo usado especialmente para hipertensão gestacional e pré-eclampsia. É um agonista alfa-adrenérgico selectivo para alfa2.
Como Funciona?
Metildopa é um medicamento que pertence a um grupo de fármacos chamado agentes simpatolíticos de ação central. Metildopa age diminuindo os impulsos do sistema nervoso central que aumentam a pressão arterial. A redução máxima da pressão arterial ocorre de quatro a seis horas após tomar o medicamento.
Os Efeitos Colaterais
As reações adversas mais comuns são sedação e sonolência, geralmente transitórias.
Observa-se com frequência menor, efeitos adversos ocasionados pelo bloqueio dos nervos simpáticos, tais como: vertigens, náuseas, fraqueza, cefaléia, bradicardia, congestão nasal e diarréia.
Outros efeitos mais raros: boca seca, diminuição da libido nos homens, depressão física, pesadelo, lactação em ambos os sexos e depressão da função hepática, ocorrendo febre, mal-estar e icterícia (anemia hemolítica reversível).
Foram relatados alguns casos de síndrome semelhante ao lúpus eritematoso, granulocitopenia ou trombocitopenia.
Quando é Contraindicado?
Pacientes portadores de: hepatopatias ativas (hepatite aguda e cirrose ativa), anemia hemolítica e aqueles que apresentaram distúrbios hepáticos durante ou após tratamento com Metildopa.
É também contra-indicada em pacientes com sensibilidade comprovada ao medicamento.
Os Cuidados de Enfermagem
- Orientar ao paciente a não ingerir bebida alcoólica.
- Orientar ao paciente a não interromper o uso do produto abruptamente.
- Orientar ao paciente que, antes de doar ou receber sangue, é necessário realizar testes de Coombs, direto e indireto.
- Orientar ao paciente sobre o cuidado ao dirigir ou executar tarefas que exijam atenção.
- Orientar ao paciente sobre o cuidado com cirurgias ou tratamentos de emergência, inclusive dentários.
- Orientar ao paciente quanto ao cuidado ao se levantar, quando estiver deitado ou sentado.
- Orientar ao paciente que para melhorar a secura da boca usar gomas ou chicletes sem açúcar.
- pode ser necessário o controle do peso e da ingestão de sal.
- suspender a medicação se ocorrer: anemia hemolítica com teste de Coombs positivo; febre, testes anormais de função do fígado ou icterícia (cor amarelada nos olhos ou pele).
- se ocorrer queda de pressão ao mudar de posição, recomenda-se redução das doses.
- checar periodicamente: a pressão arterial; exame de sangue antes de iniciar o tratamento para ter um guia se ocorrer anemia hemolítica; teste de Coombs (antes de iniciar o tratamento e 6 e 12 meses após); função do fígado (antes do tratamento e durante as primeiras 6 a 12 semanas e também sempre que ocorrer febre inexplicável); se ocorrerem sintomas que lembrem lupus realizar testes específicos.

A Bromoprida, princípio ativo de Bromoprida aumenta o tônus e amplitude das contrações gástricas e relaxa o esfíncter pilórico resultando no esvaziamento gástrico e aumento do trânsito intestinal.
Como Funciona?
A Bromoprida é uma substância que atua no estômago e na primeira porção do intestino, chamada duodeno, levando ao seu relaxamento, o que facilita o esvaziamento gástrico e melhora o trânsito intestinal, evitando o surgimento de sintomas como enjoos e vômitos.
Os Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais mais comuns incluem inquietação, sonolência, cansaço, insônia, dor de cabeça, tontura, náusea, vermelhidão e coceira na pele, diarreia ou prisão de ventre.
Pode também ocorrer o aumento do tamanho das mamas e liberação de leite, nos homens, ou produção de leite fora do período de amamentação, nas mulheres.
Quando é Contraindicado?
Não se deve usar em grávidas ou durante amamentação e em caso de alergia a qualquer componente da fórmula.
Caso exista histórico de epilepsia, perfuração do intestino, úlcera gástrica ou feocromocitoma não se deve tomar este medicamento.
Os Cuidados de Enfermagem
-
Verificar sempre o prazo de validade do produto consta na embalagem externa.
-
Nunca usar medicamentos com prazo de validade esgotado.
-
O medicamento deverá ser administrado segundo a prescrição médica e de acordo com a posologia recomendada, seguindo- se os cuidados dos cinco certos
-
Informar a ocorrência de reações desagradáveis de maior importância ou reações intensas como alergias do cliente para com o medicamento ao médico
-
Recomende ao paciente que evite consumo de álcool durante o tratamento
-
As reações extrapiramidais (inquietude, movimentos involuntários, fala enrolada, etc.) podem ser mais frequentes em crianças e adultos jovens, enquanto que movimentos anormais ou perturbados são comuns em idosos sob tratamentos prolongados. Informar ao médico qualquer um desses sintomas.
-
A bromoprida é excretada pelo leite materno. Por isso, não deve ser administrada a mulheres grávidas ou que amamentam, a menos que, a juízo do médico os benefícios potenciais para o paciente superem os possíveis riscos para o feto ou recém- nascido.
-
A bromoprida não deve ser administrada a pacientes com história prévia de depressão, a menos que os benefícios esperados superem os possíveis riscos.
-
A bromoprida pode aumentar os níveis séricos de prolactina, o que pode ser contra- indicado em pacientes com câncer de seio.
-
A injeção endovenosa de bromoprida deve ser feita lentamente, durante 1 a 2 minutos, para evitar o aparecimento de ansiedade e agitação, seguidos de sonolência.
-
Os pacientes deverão ser advertidos sobre atuações em atividades que requerem alerta mental durante poucas horas após a administração da droga.
-
Considerando- se que a excreção da bromoprida é principalmente renal, em pacientes com “clearance” de creatinina inferior a 40 ml/min, a terapêutica deve ser iniciada com a metade da dose recomendada. Dependendo da eficácia clínica e condições de segurança do paciente, a dose pode ser ajustada a critério médico.