O Isolamento Empírico e a Cultura de Vigilância

O Isolamento empírico é aquela situação nas quais ainda não sabemos qual o micro-organismo envolvido, mas de acordo ao quadro clínico, existe uma suspeita de um agente causador e tomamos as medidas de precaução de acordo a essa suspeita, e também advindo de outra instituição de saúde como hospitais, clínicas, casas de repouso.

Essa medida é muito importante, pois do momento da suspeita diagnóstica até a confirmação, muitas pessoas já podem transmitir esse micro-organismo, sendo assim, institui-se a precaução de acordo à clínica do paciente.

Caso o diagnóstico seja descartado, a precaução é retirada.

É implantado Precauções de contato empírico e colhido swab nasal, axilar e anal (cultura de vigilância) para estes pacientes.

Como é realizado este cuidado de enfermagem?

Algumas observações:

  • Preencher a solicitação do impresso do laboratório, contendo: etiqueta do paciente, diagnóstico, exame a ser realizados, data, assinatura e carimbo. A solicitação do swab deve ser em um pedido separado dos demais exames e pode ser feito pelo enfermeiro/Médico. Anotar ao lado do swab cultura de vigilância (MRSA);
  • Realizar a coleta do material, providenciando encaminhamento deste o mais breve possível ao laboratório responsável pela sua instituição;
  • Analisar resultados laboratoriais de interesse específico para o isolamento;
  • Em todas as situações que houver necessidade de implantar precauções de contato, comunicar o Médico Responsável;
  • A avaliação para suspensão do isolamento será realizada pelo Médico após resultado das culturas de vigilância.

O Procedimento

  • MATERIAL: Bandeja, luvas de procedimento se indicado, equipamento de proteção individual (EPI), swab com meio stuart.
  • COLETA: Realizará higienização das mãos;
    • Posicionar paciente em decúbito dorsal (para nasal e axilar), e decúbito lateralizado (para coleta anal);
    • Abrir o invólucro do swab;
    • retirar a haste de cotonete sem contaminá-lo;
  • COLETA NASAL: Introduzir um swab estéril e flexível pelo meato nasal, paralelo ao palato superior, buscando atingir o orifício posterior das fossas nasais e tentando evitar tocar a mucosa da narina;
    • Ao sentir o obstáculo da parede posterior da nasofaringe (neste momento, há lacrimejamento), fazer um discreto movimento circular e retirar o swab, recolocando-o no tubo com meio de transporte e introduzindo-o na geleia até o fundo do tubo. Identificar o frasco do swab;
  • COLETA AXILAR: Introduzir um swab estéril e flexível na região axilar. Identificar o frasco do swab;
  • COLETA ANAL: Introduzir um swab estéril e flexível pelo orifício do ânus. Identificar o frasco do swab;
  • Deixar paciente confortável;
  • Manter a organização da unidade do paciente; Desprezar o material utilizado nos locais apropriados;
  • Retirar as luvas de procedimento;
  • Realizar higienização das mãos.

Registro de Enfermagem

  • Anotar na evolução de enfermagem a instituição do isolamento, descrevendo a origem do paciente e a cultura solicitada.

Isolamento por contato empírico

  • Manter o paciente em isolamento de precaução de contato (empírico) até que os resultados destes exames saiam e resultem como negativos para quaisquer tipo de infecções.

Referências:

  1. Guideline for Isolation Precautions: Preventing Transmission of Infectious Agents in Healthcare Settings 2007.
  2. Management of Multidrug – resistant Organisms in Healthcare Settings, CDC 2006.
  3. Guia de Utilização de Anti-Infecciosos e recomendações para a Prevenção de infecções HospitalareHC Hospital das clínicas da Faculdade de medicina da Universidade de São Paulo. 2012-2014.
  4. Diretrizes para a Prevenção e o Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde– Comissão de Epidemiologia Hospitalar – Hospital São Paulo Universidade
    Federal de São Paulo 2005- 2006.

Escova Higiênica Aspirativa

A princípio, há diversas ferramentas tecnológicas para o auxílio na higienização íntima do paciente. Porém, não é diferente no caso dos cuidados com a higiene oral do mesmo.

Do mesmo modo, o maior fator de complicação em um paciente internado, com más condições higiênicas orais independente do grau de criticidade, é a Pneumonia, onde a placa bacteriana acaba atuando como reservatório para a colonização das bactérias respiratórias, e assim ocasionando o que chamamos de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAVM), bem como outras complicações comuns como herpes Simples, dermatite de contato, queilite actínica, leucoplaquia, líquen plano, a candidíase, a estomatite aftosa, e o sarcoma de Kaposi, entre outros.

Ainda assim, foi lançado no mercado escovas higiênicas aspirativas, utilizadas principalmente em âmbito hospitalar, onde provém de dois tipos, a escova com cerdas macias e escova tipo swab.

Assim como, ambos possuem em sua extremidade uma válvula adaptada para a conexão com sistema de aspiração, seja a vácuo ou ar comprimido, onde o profissional pode realizar a escovação dentária com produtos próprios, e ao mesmo tempo aspirar conteúdo bucal como restos de comida, saliva, etc, facilitando a higienização corretamente.

Por outro lado, pacientes com disfagia, intubados, onde possuem extrema dificuldade na deglutição, são os mais indicados ao uso deste dispositivo.

Escova Higiênica Aspirativa com Cerdas Macias

Este tipo de escova aspirativa é composto por cerdas macias, alguns contém esponja livre de látex com alto absorvente de água e tubo que é plástico branco.

Escova Higiênica Aspirativa Tipo Swab

Este tipo de escova é desenvolvida com esponja de alta absorção, indicado para pacientes que usam prótese dentária, somente com gengivas expostas, evitando o lesionamento da mucosa.

Cuidados de Enfermagem

  • Esta escova é de uso único e descartável, tem como validade de 24 horas, deve ser trocado a cada banho diário;
  • Deve identificar a escova higiênica com o nome do paciente e número do leito;
  • Higienizar adequadamente a escova higiênica em água corrente, e armazenar em um ambiente limpo;
  • Atentar à escovação em cantos da boca;
  • Utilizar produtos antissépticos bucais próprios para âmbito hospitalar;
  • Por fim, ao terminar de utilizar o sistema de aspiração, lavar com soro ou água destilada o sistema de aspiração.

Veja também:

Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC)

Ventilação Mecânica

Importância da Higiene Oral em Âmbito Hospitalar