Escala Venous International Assessment Revised (VIA-R)

A Escala Venous International Assessment (VIA) é um instrumento utilizado na área da saúde para avaliar a dificuldade em estabelecer um acesso venoso periférico em pacientes. Em outras palavras, ela serve para classificar as condições das veias de um paciente e prever a facilidade ou dificuldade em inserir um cateter para a administração de medicamentos ou coleta de sangue.

Escala Venous International Assessment Revised (VIA-R)

A Escala Venous International Assessment Revised (VIA-R) é uma versão adaptada e aprimorada da Escala VIA, desenvolvida especificamente para a língua portuguesa do Brasil.

Ela serve como um instrumento fundamental para avaliar a dificuldade em estabelecer um acesso venoso periférico em pacientes, ou seja, a facilidade de inserir uma agulha ou cateter em uma veia para fins de administração de medicamentos, coleta de sangue ou outros procedimentos.

Por que a VIA-R é importante?

  • Padronização: A escala oferece um método padronizado para avaliar as condições das veias de um paciente.
  • Previsão de dificuldades: Permite prever a dificuldade do procedimento e escolher a técnica mais adequada.
  • Prevenção de complicações: Ajuda a identificar pacientes com maior risco de complicações, como flebite ou extravasamento de medicamentos.
  • Melhora da qualidade do cuidado: Contribui para a tomada de decisões mais seguras e eficazes.

Critérios de Avaliação e Graus da VIA-R

A VIA-R classifica o acesso venoso em 5 graus, considerando fatores como o número de punções anteriores, o calibre do cateter ideal e a facilidade de realizar a punção:

Escala VIA-R (Venous International Assessment – Revised)
Escala VIA Possíveis (sítios) de punção
(no mínimo)
Calibre do cateter
(no mínimo)
Risco de extravasamento Desempenho da punção venosa Terapia Intravenosa –
Medicamentos e Soluções
Grau I 6 18 G Remoto Muito fácil Infusão rápida e sem resistência
Grau II 4 20 G Baixo Fácil Infusão com resistência
Grau III 3 22 G Moderado Nem fácil nem difícil Tendência à infusão prolongada –
risco para flebite
Grau IV 1 24 G Alto Difícil Alto risco para flebite
Grau V 0 Sem possibilidades reais Muito alto Muito difícil Muito alto risco para flebite

Interpretação dos Graus:

  • Grau I: Veias em boas condições, com poucas punções e facilidade para a inserção do cateter.
  • Grau II: Veias com algumas punções, podendo apresentar maior dificuldade na inserção do cateter e maior risco de complicações.
  • Grau III: Veias com múltiplas punções, dificultando a inserção do cateter e aumentando o risco de complicações.
  • Grau IV: Veias com muitas punções ou ausentes, impossibilitando a inserção de cateteres periféricos.

O que diferencia a VIA-R da VIA original?

A VIA-R foi adaptada culturalmente para o contexto brasileiro, tornando a escala mais precisa e relevante para a prática clínica no país. Além disso, a VIA-R inclui informações mais detalhadas e claras, facilitando a compreensão e aplicação da escala por profissionais de saúde.

Referência:

  1. Lopes, M., Torre-Montero, J. C. de . la ., Peterlini, M. A. S., & Pedreira, M. da L. G.. (2022). Validation of the Brazilian Portuguese version of the Venous International Assessment Scale and proposal of revision. Revista Brasileira De Enfermagem, 75(5), e20220100. https://doi.org/10.1590/0034-7167-2022-0100
  2. COREN-SP

Aspiração de Vias Aéreas Inferiores

A aspiração de secreções das vias aéreas inferiores é um procedimento realizado para auxiliar pacientes que não conseguem eliminar a secreção dos pulmões.

Deve ser utilizadas luvas estéreis ou de procedimento?

Para executar a aspiração em vias aéreas inferiores, é importante seguir as diretrizes adequadas e utilizar luvas estéreis.

Existem dois sistemas de aspiração: o sistema aberto (com sonda conectada a um aspirador) e o sistema fechado (com adaptação ao tubo orotraqueal ou à cânula de traqueostomia).

O sistema fechado é preferível em casos de lesão pulmonar aguda.

Referências:

  1. PO.ENF_.018-00-Aspiração-de-vias-aéreas.pdf (ints.org.br)
  2. parecer-coren-sp-015-2021.pdf
  3. PO.FISIO_.001-00-Aspiracao-de-Vias-Aereas.pdf (ints.org.br)

Terapia Nutricional

A terapia nutricional é a reunião de métodos terapêuticos utilizados para manter ou recuperar o estado nutricional do paciente. Ela tem capacidade de agir em pessoas com trauma, infecções, doenças em geral ou que acabaram de passar por um procedimento cirúrgico.

Seu principal objetivo é melhorar a situação nutricional do indivíduo, cuidando e evitando sua nutrição precária. Ela mantém os níveis de proteína no plasma sanguíneo e alimenta o tecido corporal, de modo a impedir a deficiência dos macro e micronutrientes.

A nutrição pode ser aplicada tanto por via oral, por meio de suplementos nutricionais, ou por um tubo alimentar, método denominado como Nutrição Enteral ou, quando o paciente não consegue ingerir pelo trato digestivo, o suporte alimentar pode ser introduzido por meio de um cateter intravenoso, colocado diretamente nas veias, forma essa chamada de Nutrição Parenteral.

A seleção do tipo de terapia nutricional ideal para o paciente dependerá muito do seu estado de saúde e necessidades. Por exemplo, uma pessoa que está sofrendo quimioterapia ou hemodiálise tem necessidades diferentes daquela que acabara de passar por um procedimento cirúrgico.

A princípio, o profissional responsável pela prescrição da terapia nutricional deverá seguir criteriosamente alguns passos para, então, definir corretamente a melhor opção para o paciente. São eles:

  • triagem nutricional;
  • análise nutricional do indivíduo desnutrido ou em risco nutricional;
  • determinação da necessidade nutricional;
  • indicação da Terapia Nutricional a ser introduzida;
  • monitoramento e acompanhamento;
  • avaliação da eficácia do procedimento por meio de indicadores de qualidade da Terapia Nutricional.

Benefícios

Garantir a qualidade da Terapia Nutricional é muito importante para assegurar a eficácia do procedimento que está sendo aplicado e, assim, garantir a recuperação dos pacientes.

Ao estabelecer a Terapia Nutricional adequada, é possível conferir melhoras na pessoa que está recebendo o procedimento. Conheça alguns dos seus principais resultados.

  • melhora na taxa de glicemia;
  • aumento nas taxas de proteínas séricas;
  • impedimento da formação de edemas;
  • manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico do paciente, o que impede a sua desidratação;
  • recuperação das células sanguíneas;
  • aumento da imunidade;
  • facilitação do ganho de peso e massa muscular etc.

Todos esses benefícios são significativos para manter a saúde do paciente. A terapia nutricional é indicada principalmente para os casos de:

  • obesidade,
  • idoso frágil com disfagia,
  • pacientes com câncer;
  • pré e pós-operatório;
  • indivíduos com insuficiência renal;
  • pancreatite;
  • síndrome do intestino curto, entre outros.

Como visto, a terapia nutricional é indicada para pessoas que sofrem por diversas enfermidades. Com ela, o sucesso da recuperação desses pacientes é muito mais rápido. A sua aplicação deve ser contínua e ascendente. Dessa forma, a qualidade da terapia é garantida.

Equipe multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN)

A equipe multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) é composta por médico coordenador, nutricionistas, enfermeira, fonoaudiólogas, farmacêutico e estagiária de enfermagem. O grupo trabalha para assegurar condições adequadas aos procedimentos de terapia nutricional, visando à manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente.

O propósito da atuação da EMTN é auxiliar os profissionais responsáveis pela assistência aos pacientes internados, na avaliação e administração de terapia enteral e parenteral, bem com na reabilitação e nas orientações ao paciente com disfagia orofaríngea.

Veja Também:

Os tipos de Dieta Enteral

Nutrição Enteral (NE)

Dietas Hospitalares

Nutrição Parenteral: As diferenças entre NPP e NPT

Nutrição Enteral: Sistemas Aberto e Fechado

A Nutrição Parenteral (NP)

Dietoterapia: Enteral e Parenteral

Via Intradérmica (ID)

A Via Intradérmica (ID) é uma via de administração de medicamentos, por ser uma via pouco distensível, é pouco utilizada – somente para casos de testes alérgicos, vacinas e doses pequenas de fármacos, como adrenalina.

Área de Aplicação

  • Parte ventral do antebraço e ventral superior do tórax;
  • Parte superior das costas;
  • Parte superior dorsal dos braços;
  • Face interna do antebraço.

Por exemplo, a vacina de BCG é aplicada na área de inserção inferior do músculo deltoide direito.

Volume Máximo de Aplicação

O volume máximo de administração é 0,5 ml.

Cuidados de Enfermagem

Materiais:

  • Bandeja para apoiar o material e o medicamento;
  • Seringa de 1 ml ou insulina;
  • Agulha para aspiração: 40 x 12;
  • Agulha para administrar: 13 x 4,5;
  • Algodão com álcool.

Técnica:

  • Reunir a medicação seguindo a regra dos 9 Certos;
  • Separar o material necessário;
  • Lavar as mãos;
  • Preparar o medicamento;
  • Orientar o paciente e higienizar as mãos;
  • Escolher o local de acesso, normalmente membros superiores (MMSS), na face interior;
  • Fazer antissepsia com álcool a 70%;
  • Introduzir a agulha com bisel para cima, em ângulo de 15º;
  • Introduzir a medicação até que uma pápula seja formada;
  • Retirar a agulha e não massagear;
  • Deixar o paciente confortável;
  • Desprezar o material;
  • Lavar as mãos;
  • Anotar no prontuário.

 Observar continuamente alterações orgânicas que possam estar relacionadas ao fármaco administrado.

Referências:

  1. ARAÚJO, M.J.B.de. Técnicas fundamentais de enfermagem. 9 Ed. Rio de Janeiro: MJB de Araújo, 1996.
  2. FIGUEIREDO,N.M.A.; VIANA,D.L; MACHADO,W.C.A.Tratado prático de enfermagem. 2 Ed. v.2. São Caetano do Sul: Yedis Editora, 2008.
  3. MOZACHI, NELSON. O Hospital: manual do ambiente hospitalar. Ed.10. Curitiba: Os Autores, 2005.

Via Intravítrea

A Via ou Injeção Intravítrea, se faz quando a medicação é aplicada diretamente no vítreo (região interna e posterior do olho), para o tratamento de várias doenças vítreorretinianas e, em especial, no tratamento de doenças retinianas como Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).

Como funciona?

A injeção intravítrea é realizada em ambiente cirúrgico, obedecendo-se todos os princípios de antissepsia e assepsia, com anestesia tópica e uso de colírio de iodo, para a prevenção da rara porém muito grave complicação denominada endoftalmite (infecção intraocular disseminada).

Outras complicações, também raras, durante e após o procedimento são as hemorragias intraoculares e o descolamento de retina.

O paciente chega ao hospital ou clínica, entre 30 e 60 minutos de antecedência, para fazer a dilatação da pupila e a aplicação de colírio anestésico. Não é necessário usar a anestesia geral, apenas local (gel ou colírio). Em seguida, o médico realiza a aplicação, com procedimento rápido e indolor.

Dentro de poucos dias, a pessoa pode voltar às atividades cotidianas mais leves. Os exercícios físicos mais intensos devem ser praticados somente após uma semana contada a partir da data do procedimento. A única contraindicação para a realização da injeção intravítrea é a presença de infecção ocular, que deve ser tratada antes do procedimento.

Indicações da Via Intravítrea

  • Degeneração Macular relacionada à Idade (DMRI);
  • Retinopatia Diabética;
  • Membranas Neovasculares e edemas retinianos por outras etiologias, como oclusões vasculares;
  • Edema Macular Diabético;
  • Oclusão da veia da retina.

Tipos de Medicamentos que podem ser administrados

Existem 2 tipos principais de medicamentos que podem ser injetados: os antiangiogênicos (que impedem a formação de novos vasos ou neovasos) e os corticoides (anti-inflamatórios).

Também podem ser aplicados antibióticos, bactericidas e fungicidas, de acordo com o tipo de infecção.

Tanto os corticoides quanto os antiangiogênicos são aplicados para o controle de doenças que levam ao edema ou hemorragia da mácula (região central da retina). O procedimento dura poucos minutos.

Principal Cuidado Pós Operatório

Deve seguir com o uso de colírio antibiótico nos primeiros três dias, prescrito pelo médico, no qual reduzem significativamente o surgimento de complicações.

Referências:

  1. IOC

Introdutor Bougie: Via Aérea Difícil

O Bougie, também conhecido como Frova e Gum Elastic Bougie, consiste de dispositivo auxiliar para intubação traqueal tipo introdutor, destinam-se a facilitar a introdução e/ou troca de tubos endotraqueais e cânulas, fazendo a função de guia/orientador, na fase pré-intubação no casos das Vias Aéreas Difíceis.

O primeiro uso do bougie para auxiliar na intubação traqueal foi descrito por Macintosh em 1949, com a utilização de um cateter de dilatação uretral, sendo empregado desde então para diversos fins. Em 1970 o introdutor foi modificado por Venn com a angulação da extremidade distal entre 35 e 40 º (formato conhecido como coudé),criando conformação característica que persiste até hoje.

Tipos de Introdutores

Atualmente vários tipos de introdutores são chamados de bougie, com destaque para o descartável (single-use), o reutilizável (multiple-use) e o caseiro. O bougie reutilizável é feito com material mais flexível, possui ponta globosa e arredondada e pode ser utilizado até cinco vezes.

Já o dispositivo descartável é feito com material mais rígido, com ponta reta e possui canal central que pode ser usado para aspiração ou fornecimento de oxigênio.

O introdutor caseiro pode ser feito com pedaço de aproximadamente 60 cm de comprimento de passador de fio, material este encontrado em casas de material elétrico, muito similar a fio de energia elétrica, mas sem o metal em seu interior. Feito basicamente de nylon, pode ser cortado e lixado em sua extremidade para torná-lo menos traumático.

As Indicações para o uso

Múltiplos usos do bougie têm sido descritos na literatura, dentre os quais podem ser destacados intubação em via aérea difícil inesperada, troca de cânulas traqueais, orientação de broncoscópio rígido, auxiliar na locação de cânulas traqueais de duplo lúmen e auxiliar na locação de máscara laríngea.

Complicações

As complicações podem ser divididas em três grupos: falhas do material, traumáticas e biológicas.

Dentre as complicações relacionadas ao material, a literatura revela relatos de quebra do bougie com ou sem perda de fragmentos na via aérea. Em 2002, Gardner 28 descreveu a desconexão da extremidade distal durante a manobra de intubação, sendo necessária realização de broncoscopia para retirar o fragmento da via aérea.

Fato semelhante já havia ocorrido em 1999 e 1995 chamando a atenção para a necessidade de inspeção do material, principalmente do dispositivo multiuso, antes do seu uso. O introdutor reutilizável deve ser empregado apenas cinco vezes devido ao ressecamento do material, que leva ao enfraquecimento e a possibilidade de fraturas.

Dentre as complicações traumáticas merece destaque a ocorrência de sangramento intenso na via aérea após o emprego do bougie. Mais graves, porém, são os relatos de perfuração de faringe, lacerações de esôfago e pulmão com pneumotórax.

Durante a confecção do dispositivo caseiro, sua extremidade pode apresentar-se áspera e com protuberâncias, potencial causadora de traumatismos. Portanto, apesar de ser simples, seu uso deve ser criterioso. O dispositivo descartável também parece ser potencialmente mais lesivo e menos efetivo  que o reutilizável por não apresentar a ponta arredondada e exercer maiores pressões nas paredes das vias aéreas.

Transmissão de doenças e infecções são descritas sobretudo com o uso de introdutores reutilizáveis, suscitando cuidados adequados quanto a armazenagem e desinfecção.

Referências:

  1. Latto IP, Stacey M, Mecklenburgh J et al. – Survey of the gum elastic bougie in clinical practice. Anaesthesia, 2002;57:379-384.
  2. Hames KC, Pandit JJ, Marfin AG et al. – Use of the bougie in simulated difficult intubation. 1. Comparison of the single-use bougie with the fibrescope. Anaesthesia, 2003:58:846-851.
  3.  Gataure PS, Vaughan RS, Latto IP – Simulated difficult intubation: comparison of the gum elastic bougie and the stylet. Anaesthesia, 1996;51:935-938.
  4.  S.I.A.A.R.T.I Linee Guida On-Line – Per l’intubazione difficile e la difficolta’ di controllo delle vie aeree, 1998.
  5.  Braun U, Goldmann K, Hempel V et al. – Practice guideline: airway management. Anästh Intensivmed, 2004;45:302-306.
  6.  Henderson JJ, Popat MT, Latto IP et al. – Difficult Airway Society guidelines for management of the unanticipated difficult intubation. Anaestesia, 2004;59:675-694.
  7. Henderson JJ – Development of the “gum elastic bougie”. Anaesthesia, 2003;58:103-104.
  8. Macintosh RR – An aid to oral intubation. BMJ, 1949;1:28.
  9.  El-Orbany MI, Salem MR, Joseph NJ – The Eschmann tracheal tube introducer is not gum, elastic, or a bougie. Anesthesiology, 2004;101:1240.
  10.  Cupitt JM – Microbial contamination of gum elastic bougies. Anaesthesia, 2000;55:466-468.
  11. Latto P – Fracture of the outer varnish layer of a gum elastic bougie. Anaesthesia, 1999;54:497-498.
  12.  Morton G, Chileshe B, Baxter P – Gum elastic bougie in the hole technique. Anaesthesia, 2002;57:1037-1038.
  13. Weisenberg M, Warters RD, Medalion B et al. – Endotracheal intubation with a gum-elastic bougie in unanticipated difficult direct laryngoscopy: a comparison of a blind technique versus indirect laryngoscopy with a laryngeal mirror. Anesth Analg, 2002;95:1090-1093.
  14. Orelup CM, Mort T – Airway rescue with the bougie in the difficult emergent airway. Crit Care Med, 2004,32:A118
  15.  Nekhendzy V, Simmonds PK – Rigid bronchoscope-assisted endotracheal intubation: yet another use of the gum elastic bougie. Anesth Analg, 2004;98:545-547.
  16.  Baraka A – Gum elastic bougie for difficult double-lumen intubation. Anaesthesia, 1997;52:929.
  17.  Weller RM – Gum elastic bougie for difficult double-lumen intubation. Anaesthesia, 1998;53:311.
  18. Gajraj NM – Tracheal intubation through the laryngeal mask using a gum elastic bougie. Anaesthesia, 1996;51:796.
  19. Lopez-Gil M, Brimacombe J, Barragan L et al. – Bougie-guided insertion of the ProSealtm laryngeal mask airway has a higher first attempt success rate than the digital technique in children. Br J Anaesth, 2006;96:238-241.
  20. Evans A, Morris S, Petterson J et al. – A comparison of Seeing Optical Stylet and the gum elastic bougie in simulated difficult intubation: a manikin study. Anaesthesia, 2006;61:478-481.
  21.  Hammarskjöld F, Lindskog G, Blomqvist P – An alternative method to intubate with laryngeal mask and see-through-bougie. Acta Anaesthesiol Scand, 1999;43:634-636.
  22. Dagg LE, Jefferson P, Ball DR – “Hold up” and the gum elastic bougie. Anaesthesia, 2003;58:103.
  23.  McNelis U, Syndercombe A, Harper I et al. – The effect of cricoid pressure on intubation facilitated by the gum elastic bougie. Anaesthesia, 2007;62:456-459.
  24. Hodzovic I, Wilkes AR, Latto IP – Bougie -assisted difficult airway management in a manikin – the effect of position held on placement and force exerted by the tip. Anaesthesia, 2004;59:38-43.
  25. Brimacombe J, Howath A, Keller C – A more “failsafe” approach to difficult intubation with the gum elastic bougie. Anaesthesia, 2002;57:292.
  26.  Murdoch JAC – Emergency tracheal intubation using a gum elastic bougie through a laryngeal mask airway. Anaesthesia, 2005;60:626-627.
  27. Sarma J – Intubating using an LMA and gum elastic bougie. Anesth Analg, 2006;102:975.
  28.  Gardner M, Janokwski S – Detachment of the tip of a gum-elastic bougie. Anaesthesia, 2002;57:88-89.
  29. Robbins PM, Hack H – Critical incident with gum elastic bougie. Anaesth Intensive Care, 1995;23:654.
  30. Prabhu A, Pradhan P, Sanaka R et al. – Bougie trauma: it is still possible. Anaesthesia, 2003;58:811-813.
  31.  Heidemann BH, Clark VA – Tracheal trauma secondary to the use of a Portex single-use bougie. Anaesthesia, 2004;59:1043-1044.
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  33.  Hodzovic I, Latto IP, Henderson JJ – Bougie trauma – what trauma? Anaesthesia, 2003;58:192-193.
  34.  Lima LG, Bishop MJ – Lung laceration after tracheal extubation over a plastic tube changer. Anesth Analg, 1991;73:350-351.
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  36. Annamaneni R, Hodzovic I, Wilkes AR et al. – Comparison of simulated difficult intubation with multiple-use and singe-use bougies in manikin. Anaesthesia, 2003;58:45-49.

A Cânula Orofaríngea: Guedel

Cânula Guedel

A Cânula Orofaríngea, também conhecida como Cânula de Guedel, é um dispositivo destinado a manter pérvia a via aérea superior em pacientes inconscientes ou com rebaixamento do nível de consciência.

É um dispositivo utilizado para o manejo das vias aéreas. Ela evita que a base da língua de pacientes com depressão do sensório obstrua a orofaringe e, consequentemente, permite uma melhor oxigenação.

Por ser um dispositivo considerado invasivo no manejo das vias aéreas, deve-se somente usar em pacientes inconscientes, devido ao potencial de induzir náuseas, vômitos e uma possível bronco aspiração.

Não devemos colocar o dispositivo ou devemos retirá-lo caso o paciente tenha o reflexo do vômito presente!

Atentar ao cuidado na inserção!

É necessário cuidado na colocação da cânula, porque a inserção incorreta pode empurrar a língua para trás, na faringe, e produzir obstrução de via aérea, manifestada por troca insuficiente de ar, indicada por tosse ineficaz e fraca, ruídos respiratórios estridentes, dificuldade respiratória acentuada e até mesmo cianose (cor azulada de pele, unhas e lábios).

A cânula orofaríngea está disponível em medidas para recém-natos, crianças e adultos.

Cada fabricante disponibiliza um sistema de cores para a identificação dos tamanhos (os fabricados mais modernos), e também para identificar o tamanho certo é visualizar numeração acoplada ao dispositivo, e também há um outro método melhor para identificar o tamanho adequado da cânula: Segurá-la ao lado da face da vítima, com a extremidade inferior tocando o ângulo da mandíbula, logo abaixo do lóbulo da orelha e estender a outra extremidade até a comissura labial.

A Cânula Orofaríngea e os Pacientes Intubados

Você sabia? Além do uso em vítimas de rebaixamento de nível de consciência (RNC), este dispositivo é muito utilizado em UTI para pacientes intubados no manejo da ventilação mecânica, pois previne a mordedura do tubo endotraqueal em pacientes intubados, e também a prevenir fissuras e lesões orais, principalmente lesões na língua dos pacientes intubados, como a troca e adequação do tamanho da cânula de Guedel.

COMO COLOCÁ-LA?

Há dois métodos:

  1. (Método 1): Deprima a língua com um abaixador de língua;
  2. (Método 1): Insira o dispositivo com a concavidade para baixo com cuidado para não empurrar a língua para trás, o que poderia bloquear a via aérea;
  3. (Método 2): Uma forma alternativa e uma das mais utilizadas é colocar de maneira invertida, ou seja, com a concavidade voltada para cima. Após a inserção até o véu palatino, devemos girar o dispositivo 180°, colocando a concavidade para baixo e inserindo-o na cavidade oral.

Alguns cuidados:

– Não inserir a Guedel invertida em crianças, devido a um potencial dano ao palato;

– Cuidar para não empurrar a língua para trás e provocar uma obstrução da via aérea;

– Cuidar para não causar trauma nos lábios e dentes do paciente;

– Não usar esse dispositivo em pacientes acordados!

É importante ressaltar que a cânula de Guedel é usada para auxiliar na ventilação mas não protege a via aérea, e só deve permanecer enquanto não se obtêm uma via aérea definitiva.

REFERÊNCIA

  1. Baskett, T. F. (2004). Arthur Guedel and the oropharyngeal airway, 63, 3–5.http://doi.org/10.1016/j.resuscitation.2004.07.004

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