Câncer de Ovário

O câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero. A quase totalidade das neoplasias ovarianas (95%) é derivada das células epiteliais (que revestem o ovário).

O restante provém de células germinativas (que formam os óvulos) e células estromais (que produzem a maior parte dos hormônios femininos).

Risco de Incidência

  • Idade – A incidência de carcinoma epitelial de ovário aumenta com o avanço da idade.
  • Fatores reprodutivos e hormonais – O risco de câncer de ovário é aumentado em mulheres com infertilidade e reduzido naquelas que tomam contraceptivos orais (pílula anticoncepcional) ou que tiveram vários filhos. Por outro lado, mulheres que nunca tiveram filhos parecem ter risco aumentado para câncer de ovário.
  • A menarca (primeira menstruação) precoce (antes dos 12 anos) e a idade tardia na menopausa (após os 52 anos) podem estar associadas a risco aumentado de câncer de ovário.
  • A infertilidade é fator de risco para o câncer de ovário, mas a indução da ovulação para o tratamento da infertilidade não parece aumentar o risco de desenvolver a doença.
  • O risco de câncer de ovário com terapia hormonal pós-menopausa aparenta ser pequeno.
  • História familiar – Histórico familiar de cânceres de ovário, colorretal e de mama está associado a risco aumentado de câncer de ovário.
  • Fatores genéticos – Mutações em genes, como BRCA1 e BRCA2, estão relacionadas a risco elevado de câncer de mama e de ovário.
  • Excesso de gordura corporal – Aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de ovário.

Sinais e Sintomas

Na fase inicial, o câncer de ovário não causa sintomas específicos. À medida que o tumor cresce, pode causar pressão, dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas; náusea, indigestão, gases, prisão de ventre ou diarreia e cansaço constante.

Detecção Precoce

A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou com o uso de exames periódicos em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.

Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de ovário traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado.

Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer é possível em apenas parte dos casos, pois a maioria só apresenta sinais e sintomas em fases mais avançadas da doença. Os sinais e sintomas mais comuns e que devem ser investigados são:

  • Inchaço abdominal
  • Dor abdominal
  • Perda de apetite e de peso, fadiga
  • Mudanças no hábito intestinal e/ou urinário

Na maior parte das vezes esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados, principalmente se não melhorarem em poucos dias.

Prevenção

As mulheres devem estar atentas aos fatores de risco, manter o peso corporal saudável e consultar regularmente o seu médico, principalmente a partir dos 50 anos.

O exame preventivo ginecológico (Papanicolaou) não detecta o câncer de ovário, já que é específico para detectar o câncer do colo do útero.

Os Tipos de Câncer

Tendo como origem nas células epiteliais, os seguintes quadros são possíveis:

  • Carcinoma seroso de alto grau (70 a 80% de todos os tumores de ovário);
  • Carcinoma endometrióide;
  • Carcinoma de células claras;
  • Carcinoma mucinoso;
  • Carcinoma seroso de baixo grau;
  • Tumor borderline.

 Já os quadros que têm origem nas células germinativas são estes:

  • Coriocarcinoma;
  • Teratoma Imaturo;
  • Tumor de seio endodérmico;
  • Disgerminoma;
  • Carcinoma embrionário.

Por fim, os quadros com origem nas células estromais são estes:

  • Tumores da célula da granulosa
  • Tumores de Sertoli-Leydig

Tratamento

Cirurgia

A cirurgia tem papel fundamental no tratamento, diagnóstico e estadiamento. Na maioria dos casos, é necessário a ressecção dos dois ovários, das duas trompas, do útero, do omento (parte do peritônio) e às vezes de linfonodos.

Dependendo do volume de doença, pode haver necessidade de cirurgias ainda mais amplas. O objetivo é, sempre que possível, retirar toda doença macroscópica observada durante o ato cirúrgico.

Sabe-se que quanto menor volume de doença residual, melhor o prognóstico.

Quimioterapia

A quimioterapia pode ser utilizada de maneira complementar a cirurgia, para diminuir o risco de recidiva de doença. Ou pode ser usada com intenção de controle de doença quando essa não tem possibilidade de ressecção completa.

A classe farmacológica da platina é a mais ativa na neoplasia de ovário. Sendo utilizada tanto no tratamento adjuvante, neoadjuvante e no paliativo.

Terapia alvo

Um dos avanços recentes no tratamento do câncer de ovário, é o uso de terapia alvo com a medicação Olaparibe. Pacientes que possuam a mutação no gene BRCA1 ou BRCA 2 podem ter indicação dessa medicação, que impede as células tumorais de consertar os danos no DNA tumoral e com isso ocorre morte celular.

Referência:

  1. INCA

Salpingectomia

A salpingectomia é o procedimento cirúrgico para remoção uni ou bilateral das tubas uterinas. Fundamentais para o processo reprodutivo, as tubas uterinas são responsáveis pela captação dos óvulos – é onde normalmente ocorre a fecundação –, assim como pelo transporte deles e dos espermatozoides até o útero, após a fecundação.

Indicações

Uma das indicações da cirurgia é a gestação ectópica, ou seja, quando a gravidez se desenvolve dentro da trompa. À medida que o embrião se desenvolve, a tendência é que haja a ruptura da trompa, provocando sangramentos intensos, que configuram uma ameaça à vida da gestante.

Fazem parte do grupo de risco mulheres que desenvolvem a hidrossalpinge, um distúrbio onde a trompa perde sua função de transporte do óvulo e fica dilatada às custas do acúmulo de líquido – que pode ser sangue ou pus – o que provoca a obstrução das tubas.

Finalmente, o procedimento costuma ser indicado com frequência para pacientes que apresentam dificuldades para engravidar e estão em programação de FIV (fertilização in vitro). A salpingectomia também é necessária quando há o aparecimento de nódulos, especialmente quando a origem deles é indefinida.

Como é feito o procedimento e seus cuidados pós operatório?

Na maioria dos casos, é possível realizar o procedimento por meio de uma videolaparoscopia, ou seja, a técnica é minimamente invasiva. Sob anestesia geral, são feitas pequenas incisões na paciente, por meio da qual será inserida uma microcâmera.

No pós-operatório, pode haver alternância entre sensações de calor e frio, mas o médico tende a prescrever medicamentos para amenizar este incômodo. Caso o especialista prescreva alguma dieta, é importante que ela seja rigorosamente seguida.

É pertinente questionar o profissional sobre possíveis restrições à prática de atividade sexual. Do mesmo modo, é válido evitar a realização de grandes esforços físicos. Numa outra frente, pode ser necessário o uso de meias compressivas para prevenir a ocorrência de tromboses.

Salpingectomia e Laqueadura são a mesma coisa?

Embora ambos os procedimentos sejam realizados nas tubas uterinas, é importante ressaltar que há uma diferença entre a salpingectomia e a laqueadura ou ligadura de trompas.

Ao contrário da salpingectomia, na cirurgia de esterilização feminina não há remoção do órgão: é feito um corte ou retirado um fragmento das trompas, com o único propósito de impedir o encontro de óvulos e espermatozoides.

Referências:

  1. Dr. Luiz Flávio

Rede de Haller

A Rede de Haller é um sinal clínico que surge com a gravidez e refere-se ao aumento da circulação venosa formando uma rede visível sob a pele transparente das mamas, constituindo um sinal de presunção da gravidez.

A rede venosa de Haller decorre do aumento da vascularização mamária e representa a visualização de maior trama vascular na mama, geralmente identificada a partir de 16 semanas, ou seja, há um aumento da vascularização do tecido subcutâneo da mama que nos possibilita a visibilidade dos vasos venosos que se mostram entrelaçados em forma de malha.

Referência:

  1. Wikipedia

Miomectomia

A miomectomia é o procedimento cirúrgico de remoção de miomas uterinos (ou leiomiomas), tumores benignos que podem se formar em diferentes locais do útero e provocar sintomas na mulher, embora a doença seja, na grande maioria dos casos, assintomática.

Classificação

  • Submucosos – aqueles que se desenvolvem dentro da cavidade uterina;
  • Intramurais – acometem o miométrio, a parede do útero;
  • Subserosos – formam-se na região mais externa do útero.

Indicação

Esse procedimento cirúrgico é indicado para o tratamento conservador dos miomas uterinos, mantendo-se o útero, preservando o órgão reprodutivo feminino. Sua indicação depende do tipo de mioma, da quantidade e das dimensões dos nódulos, assim como dos sintomas descritos pela paciente.

Dentro da cirurgia minimamente invasiva, a miomectomia por laparoscopia é, de modo geral, indicada para miomas intramurais e subserosos, enquanto a miomectomia histeroscópica é indicada para os miomas submucosos.

A miomectomia abdominal por laparotomia é indicada em casos muito específicos, mas atualmente é pouco utilizada, uma vez que a laparoscopia e a histeroscopia cirúrgica permitem a operação de praticamente todos os tipos de miomas.

A cirurgia robótica pode ser uma alternativa à miomectomia laparoscópica, entretanto sem benefícios adicionais para a paciente quando comparada às laparoscopias realizadas por cirurgiões capacitados.

Técnicas cirúrgicas para remoção dos miomas

Existem três técnicas cirúrgicas que possibilitam a retirada dos miomas:

  • Miomectomia por laparoscopia;
  • Miomectomia abdominal;
  • Miomectomia histeroscópica.

Miomectomia por laparoscopia

A laparoscopia é uma cirurgia endoscópica minimamente invasiva indicada para o tratamento de diversas condições e doenças, como determinados tipos de miomas.

Na laparoscopia, fazemos algumas pequenas incisões, geralmente com tamanho máximo de 1 cm no abdômen para introduzir uma microcâmera (laparoscópio) e outros instrumentos para a retirada dos miomas.

A laparoscopia é uma técnica cirúrgica avançada realizada sob anestesia geral que permite diversos tipos de intervenções sem grandes agressões ao corpo, com menores incisões, menor tempo de internação hospitalar e retomada mais rápida das atividades habituais.

Miomectomia abdominal

A miomectomia abdominal é realizada por laparotomia. Diferentemente da laparoscopia, na laparotomia é realizada uma incisão no abdômen da mulher e o cirurgião faz a intervenção direta nos miomas, sem o auxílio do sistema ótico utilizado na laparoscopia.

A miomectomia por laparotomia também é feita sob anestesia geral.

Miomectomia histeroscópica

A miomectomia histeroscópica também é uma cirurgia minimamente invasiva, na qual a câmera e o instrumento de trabalho são introduzidos no útero pela vagina após a dilatação do colo uterino.

Feita sob sedação, em ambiente hospitalar, distende-se a cavidade endometrial com soro fisiológico, o que permite o acesso e a visualização da cavidade uterina.

Prescinde de cicatrizes, permitindo uma recuperação rápida das pacientes, exigindo uma internação rápida.

Está indicada para o tratamento dos miomas submucosos.

Cuidados no Pós-operatório

A laparoscopia e a histeroscopia são procedimentos menos invasivos. Assim sendo, a mulher recebe alta precoce, geralmente no mesmo dia ou no dia seguinte ao procedimento, e necessitando manter repouso menor quando comparado com a laparotomia, geralmente retornando às suas atividades profissionais em 10 dias e às atividades físicas após 30 dias.

Referência:

  1. Womens.es

 

Cerclagem Uterina

Vá direto ao ponto!

A Cerclagem significa sutura (costura) em forma de bolsa. Usada em outras áreas da Medicina, foi introduzida na Ginecologia e aperfeiçoado em países como França e Estados Unidos a partir de 1953.

Consiste em “costurar” o colo do útero – em sua porção vaginal, que contém a entrada para a cavidade uterina – da grávida para impedir que se abra, a bolsa fetal desça, se rompa e o feto nasça prematuro, o que coloca sua vida em risco.

A cerclagem é uma sutura cirúrgica em bolsa, realizada sob anestesia, geralmente indicada logo após o terceiro mês de gestação com objetivo de manter o colo uterino fechado até o final da gravidez. Os pontos são retirados com cerca de 37 semanas para que o parto possa ocorrer normalmente.

Como é feito?

Introduz-se um espéculo na vagina da paciente, instrumento que permite abrir o conduto para visualizar o colo do útero. “Costura-se”, então, o colo circularmente em dois locais com agulha e fio inabsorvível, que é retirado no momento em que a gravidez se completa e o bebê já pode nascer.

Mulheres que fazem cerclagem devem ficar internadas por 24 horas em observação, pois pode causar contrações uterinas, pelo fato de se interferir na região, e até infecções no local dos pontos. Os dois fenômenos são combatidos com remédios. A retirada do fio, ao final da gravidez, é feita no próprio consultório.

Os Riscos

Esse procedimento, no entanto, tem riscos. O principal deles é favorecer uma infecção intra-uterina ou a ruptura das membranas amnióticas. Nos últimos anos, tem ocorrido uma crescente ampliação das indicações para a cerclagem, nem sempre bem fundamentadas.

As melhores evidências científicas atualmente disponíveis sugerem não haver vantagens de fazer cerclagem em grávidas com baixo risco de perda gestacional. A cirurgia também não deve ser indicada somente pelo achado de um colo uterino curto durante o exame de ultrassom, principalmente em mulheres sem fatores de risco para prematuridade.

Do mesmo modo, a gravidez de gêmeos, por si só, não justifica a intervenção.

Após a realização da cerclagem é necessário permanecer em repouso por longos períodos durante toda a gestação e ficar em abstinência sexual. Este contexto pode ser muito estressante para a mulher e para toda a sua família.

O apoio psicológico profissional pode ser necessário para algumas delas e sua família deve oferecer suporte emocional, estimulando atividades intelectuais e recreativas em casa, em todos os casos.

Referências:

  1. Mattar, RosianeA cerclagem para prevenção da prematuridade: para quem indicar?. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia [online]. 2006, v. 28, n. 3 [Acessado 12 Setembro 2021] , pp. 139-142. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0100-72032006000300001&gt;. Epub 25 Ago 2006. ISSN 1806-9339. https://doi.org/10.1590/S0100-72032006000300001.

Nascituro, Nativivo e Natimorto

É importante compreender a diferenciação dos termos nascituro, nativivo e natimorto .

Nascituro

Nomenclatura nascituro deriva do latim nasciturusa-um, ou seja, aquele que nascerá. ‘’ O ser humano já concebido, cujo nascimento se espera como fato futuro certo’’. ( HILDEBRAND, 2007, p. 205)

Desde a concepção o feto é tratado como ser humano, o nascituro é o ser humano que se espera num futuro que ocorrerá. Este futuro é certo, porém somente não ocorrerá por força alheia à vontade do nascituro como o aborto ou no caso do natimorto.

Nascituro já considerado como pessoa, porém que ainda não nasceu. É a pessoa que nascerá.

“Entende-se que a condição de nascituro extrapola a simples situação de expectativa de direito.” (VENOSA, 2008, p. 153).

O nascituro tem vida própria, personalidade própria, mesmo estando ligado a sua genitora ele é independente e tem seus próprios direitos preservados pelo Direito.

Nativivo

Evento em que um FETO é nascido vivo com batimentos cardíacos ou RESPIRAÇÃO indiferentemente da IDADE GESTACIONAL, sendo asssim, tal nativivo é chamado de RECÉM-NASCIDO.

Também é a expulsão ou extração completa do corpo da mãe de um produto de concepção que, independentemente da duração da gravidez, depois da separação, respire ou apresente qualquer outro sinal de vida, tal como batimentos do coração, pulsações do cordão umbilical ou movimentos efetivos dos músculos de contração voluntária, estando ou não cortado o cordão umbilical e estando ou não desprendida a placenta.

Cada produto de um nascimento que reúna essas condições se considera como uma criança viva.

Natimorto

O natimorto é aquele que nasceu morto, isto é: ‘’ Diz-se de, ou aquele que, tendo vindo à luz com sinais de vida, logo morreu’’. (HILDEBRAND, 2007, p. 205).

O natimorto já foi um nascituro, assim sendo, tinha seus direitos resguardados quando figurava como nascituro.

Seus direitos não se consolidaram, pois o indivíduo nasceu sem vida. A existência do natimorto gera diversos direitos a sua genitora, ou seja, o natimorto existiu para o Direito.

O natimorto teve vida, pois para a doutrina predominante é para o presente trabalho, a vida inicia-se com a concepção. Logo, teve personalidade jurídica enquanto nascituro e teve direitos.

Referências:

  1. DINIZ, Maria Helena. O Estado atual do biodireito. 2° ed. São Paulo: Saraiva, 2002.
  2. Curso de direito civil brasileiro. 25 ed. São Paulo: Saraiva, 2008. 1v.

  3. FREITAS, Patrícia Marques. Os fetos anencéfalos e a constituição federal de 1988. São Paulo: Ícone, 2011.

  4. GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. São Paulo: Saraiva, 2007, v. IV.HILDEBRAND, Antônio Roberto. Dicionário Jurídico. 4° ed. São Paulo: JH Mizuno, 2007.

  5. LIMA, Carolina Alves de Souza. Aborto e anencefalia: direitos fundamentais em colisão. São Paulo: Juruá, 2012.

  6. MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de Direito Civil. São Paulo: Saraiva, 1977.

  7. MORAES, Alexandre de. Direitos humanos fundamentais: teoria geral. 7° ed. São Paulo: Atlas, 2006.

  8. NEGRÃO, Theotonio; GOUVÊA, José Roberto F. Código Civil e legislação civil em vigor. 24° ed. São Paulo: Saraiva, 2005.

  9. NICOLETTI CAMILLO, Carlos Eduardo et al. Comentários ao Código Civil. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2006.

  10. VENOSA, Sílvio de Salvo. Direito civil: parte geral. 8º ed. São Paulo: Atlas, 2008.

Braxton Hicks: Contrações de Treinamento

Também conhecidas como contrações de treinamento ou falso trabalho de parto, as contrações de Braxton Hicks são contrações uterinas que podem ser percebidas no terceiro trimestre de gravidez.

Apesar de geralmente causarem ansiedade na gestante, não trazem prejuízos nem à mãe, nem ao bebê, e não indicam trabalho de parto.

Algumas mulheres descrevem as contrações de Braxton Hicks como um aperto no abdômen que vai e vem. Outras dizem que parecem cólicas menstruais leves.

Características

Diferente do que ocorre com as contrações que indicam trabalho de parto, as de Braxton Hicks:

  • Geralmente não são dolorosas;
  • Não ocorrem em intervalos regulares;
  • Não ocorrem em pequenos intervalos;
  • Podem desaparecer quando você muda de atividade ou posição;
  • Não ficam mais fortes conforme o tempo passa.

O que pode fazer para aliviar as contrações?

  • Dar uma volta, pois as falsas contrações geralmente param quando você muda de posição ou se locomove;
  • Dormir ou descansar um pouco;
  • Relaxar tomando um banho quente ou ouvindo música;
  • Receber uma massagem.

Diferença entre a Contração de Treinamento Vs. Trabalho de Parto

Umas das diferenças mais marcantes entre as contrações de Braxton Hicks e as contrações do parto é o fato da primeira ser habitualmente indolor e de frequência irregular.

As contrações de treinamento podem até ser incômodas em alguns casos, mais elas são bem diferentes das intensas e dolorosas contrações do trabalho de parto.

A forma de descrever as contrações de treinamento pode ser diferente de mulher para mulher:

  • Há algumas grávidas que descrevem as contrações de treinamento como algo semelhante a leves cólicas menstruais ou cólicas intestinais, apesar desta não ser apresentação mais comum;
  • Na maioria dos casos, o que as mulheres descrevem mesmo são apenas contrações uterinas indolores.

Como já referido, as contrações de Braxton Hicks são irregulares, os seus intervalos são imprevisíveis e elas não vão se tornando cada vez mais fortes e frequentes com o passar das horas, que é exatamente o comportamento das contrações do parto.

Outra fato que é típico das contrações de treinamento é o alívio das contrações após uma simples mudança de posição. Se a mulher está em pé, muitas vezes basta ela sentar-se ou deitar-se para que as contrações desapareçam. Deitar de lado também costuma ajudar.

De maneira oposta, durante o trabalho de parto, mudar de posição não tem nenhum efeito sobre as contrações. Quando iniciam-se as contrações expulsivas, nada funciona para aliviá-las.

QUANDO ENTRAR EM CONTATO COM O OBSTETRA?

As maioria das mulheres consegue distinguir facilmente as contrações de Braxton Hicks das contrações do parto.

No entanto, se você estiver insegura ou se o padrão das contrações tiver mudado recentemente, entre em contato com o seu obstetra.

Alguns sinais de alerta que não devem ser ignorados, mesmo que as contrações não tenham as características de trabalho de parto descritas acima. São eles:

  • Perda de sangue vaginal;
  • Perda de líquidos pela vagina;
  • Contrações muito dolorosas de início súbito;
  • Redução clara dos movimentos do bebê.

Referências:

  1. Braxton Hicks Contractions – American Pregnancy Association.
  2. Latent phase of labor – UpToDate.
  3. Williams Obstetrics, 25e F. Gary Cunningham, Kenneth J. Leveno, Steven L. Bloom, Jodi S. Dashe, Barbara L. Hoffman, Brian M. Casey, Catherine Y. Spong.

Capurro na Prática: Saiba Calcular a Idade Gestacional

capurro

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 22/09/2026.

Na neonatologia, alguns minutos de avaliação podem ajudar a responder uma pergunta importante: qual é a idade gestacional aproximada deste recém-nascido? O método de Capurro faz essa estimativa observando sinais de maturidade física e, em uma de suas versões, também sinais neurológicos.

O método é especialmente útil quando a idade gestacional obstétrica não está disponível ou precisa ser complementada. Entretanto, quando existe uma datação obstétrica confiável, principalmente obtida por ultrassonografia no primeiro trimestre, ela continua sendo uma referência importante para estabelecer a idade gestacional.

O que o método de Capurro avalia

Existem duas formas principais:

Capurro somático: avalia cinco características físicas:

  • forma do pavilhão auricular;
  • tamanho da glândula mamária;
  • formação do mamilo;
  • textura da pele;
  • pregas plantares.

Capurro somático-neurológico: utiliza quatro características somáticas — excluindo a formação do mamilo — e acrescenta dois sinais neurológicos: sinal do xale e posição da cabeça ao levantar o recém-nascido.

O método foi desenvolvido como uma simplificação da avaliação de maturidade neonatal e continua sendo utilizado como ferramenta clínica. Sua aplicação é tradicionalmente indicada para recém-nascidos com 29 semanas ou mais; para prematuros muito pequenos, outros métodos, como o New Ballard, podem ser mais apropriados conforme o protocolo neonatal.

Como fazer o cálculo?

No Capurro somático, soma-se a pontuação dos cinco parâmetros e acrescenta-se a constante 204. O resultado corresponde à idade gestacional em dias.

Fórmula:

IG = (soma dos pontos + 204) ÷ 7

No Capurro somático-neurológico, utiliza-se a soma dos quatro parâmetros somáticos e dos dois neurológicos, acrescentando a constante 200.

Fórmula:

IG = (soma dos pontos + 200) ÷ 7

A divisão por 7 transforma o resultado em semanas. O desvio padrão descrito para o método é de aproximadamente ±8,4 dias, portanto o resultado deve ser interpretado como uma estimativa clínica, e não como uma datação exata.

Exemplo rápido

Imagine um recém-nascido avaliado pelo Capurro somático com 43 pontos.

43 + 204 = 247 dias

247 ÷ 7 = 35 semanas

Nesse caso, a estimativa pelo método é de aproximadamente 35 semanas de idade gestacional.

Atenção à escolha da versão

Esse é um detalhe que costuma aparecer em provas e também faz diferença na assistência. A versão somática utiliza cinco sinais físicos e pode ser usada quando a avaliação neurológica não é adequada. Já a versão somático-neurológica acrescenta informações relacionadas ao tônus e à maturidade neurológica.

Por isso, não é correto simplesmente aplicar uma fórmula única a todos os recém-nascidos. A escolha deve considerar as condições clínicas do bebê e o protocolo utilizado no serviço. O Ministério da Saúde descreve o Capurro somático como uma alternativa particularmente útil quando a DUM não é conhecida.

Na rotina neonatal, um recém-nascido que acabou de nascer e apresenta depressão importante pode não ser o melhor candidato para uma avaliação que dependa de respostas neurológicas confiáveis. Nessa situação, a equipe precisa considerar a condição clínica antes de escolher o método de estimativa.

Capurro não substitui uma boa datação obstétrica

É importante não inverter a lógica. O exame físico do recém-nascido é uma estimativa pós-natal da maturidade, enquanto a idade gestacional já determinada durante o pré-natal pode oferecer uma referência mais adequada.

A ultrassonografia realizada no primeiro trimestre, especialmente pela medida do comprimento cabeça-nádega, é considerada o método mais preciso para estabelecer ou confirmar a idade gestacional quando disponível.

Quando a DUM é desconhecida ou pouco confiável e não existe uma ultrassonografia precoce, o Capurro pode assumir maior importância na avaliação neonatal. Estudos brasileiros também demonstraram que diferentes métodos de estimativa podem produzir resultados diferentes, reforçando a necessidade de interpretar o valor dentro do contexto clínico.

Cuidados de enfermagem

Durante a avaliação do recém-nascido, a enfermagem deve:

  • realizar o exame em ambiente aquecido e com o mínimo de manipulação necessária;
  • observar cuidadosamente pele, orelhas, mamas, mamilo e pregas plantares;
  • realizar as manobras neurológicas somente quando indicadas e de acordo com a técnica;
  • registrar a pontuação e o método utilizado;
  • conferir se o resultado é compatível com a idade gestacional obstétrica disponível;
  • comunicar discrepâncias relevantes à equipe;
  • evitar interpretar o Capurro isoladamente para definir condutas clínicas.

O registro correto é particularmente importante. Não basta anotar apenas “Capurro = 35 semanas”; o método utilizado e a pontuação devem permitir compreender como aquela estimativa foi obtida.

O que memorizar para a prova

Capurro somático: 5 sinais físicos + 204.

Capurro somático-neurológico: 4 sinais físicos + sinal do xale + posição da cabeça + 200.

E um detalhe que evita muita confusão: o resultado é calculado primeiro em dias e depois convertido para semanas dividindo por 7.

Resumo para salvar

Capurro na Prática Saiba Calcular

  • Capurro estima a idade gestacional do recém-nascido
  • O método somático usa cinco características físicas
  • O somático-neurológico acrescenta dois sinais neurológicos
  • A fórmula utiliza as constantes 204 ou 200

Referências:

  1. CAPURRO, H. et al. A simplified method for diagnosis of gestational age in the newborn infant. The Journal of Pediatrics, v. 93, n. 1, p. 120-122, 1978. Disponível em: PubMed – Capurro et al.. 
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde. Volume I – Cuidados gerais. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: Ministério da Saúde – Atenção à Saúde do Recém-Nascido. 
  3. DA POIAN, V. et al. Estimation of the gestational age of the newborn infant by Capurro’s method by the nurses and physicians working in the Neonatology Unit of Porto Alegre Clinical Hospital. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 5, n. 2, p. 287-298, 1984. Disponível em: PubMed – Estimation of gestational age by Capurro. 
  4. AMERICAN COLLEGE OF OBSTETRICIANS AND GYNECOLOGISTS. Methods for Estimating the Due Date. Washington, DC: ACOG. Disponível em: ACOG – Methods for Estimating the Due Date. 

Sulfato de Magnésio na Pré Eclâmpsia

sulfatação gestante

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 18/09/2026.

Na obstetrícia, o detalhe que mais importa durante a “sulfatação” não está apenas na dose do medicamento, mas no que acontece ao redor dela. Enquanto o sulfato de magnésio reduz o risco de convulsões, a equipe precisa acompanhar respiração, reflexos, diurese e pressão arterial, porque a mesma medicação que protege contra a eclâmpsia pode causar toxicidade quando não é monitorizada adequadamente.

O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha para prevenção e tratamento da eclâmpsia e pode ser indicado em situações de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade, conforme avaliação clínica e protocolo institucional. Ele não substitui o tratamento da hipertensão arterial grave. A Organização Mundial da Saúde destaca que o medicamento reduz substancialmente o risco de eclâmpsia.

O que significa “sulfatar”

“Sulfatar” é uma expressão usada na prática para indicar a administração de sulfato de magnésio à gestante ou puérpera com indicação obstétrica. O objetivo é anticonvulsivante: prevenir uma primeira convulsão em situações de risco ou evitar recorrência após um episódio de eclâmpsia.

Por isso, não é correto explicar a sulfatação como uma forma de “baixar a pressão”. A pressão arterial grave precisa ser tratada com anti-hipertensivos apropriados, enquanto o sulfato de magnésio atua principalmente na prevenção e controle das convulsões.

Esquemas mais utilizados

Os protocolos brasileiros apresentam principalmente dois esquemas: Pritchard, que combina administração intravenosa e intramuscular, e Zuspan, exclusivamente intravenoso.

No esquema de Pritchard, a dose de ataque é de 4 g IV lentamente, seguida de 10 g IM, sendo 5 g em cada nádega. A manutenção é de 5 g IM a cada 4 horas. No esquema de Zuspan, a dose de ataque é de 4 g IV lentamente, seguida de manutenção de 1 g/h em infusão intravenosa contínua, geralmente em bomba de infusão. A escolha deve seguir o protocolo do serviço e a apresentação disponível do medicamento.

Um ponto que costuma gerar erro na prática é olhar apenas para “8 mL” e esquecer a concentração. Uma ampola de sulfato de magnésio a 50% com 10 mL contém 5 g; portanto, a quantidade em mililitros depende diretamente da concentração disponível. A conferência deve ser feita antes da administração, e a diluição e velocidade precisam seguir a prescrição e o protocolo institucional.

Monitorização durante a sulfatação

A segurança depende de observar sinais clínicos antes e durante a manutenção. Entre os parâmetros mais importantes estão:

  • frequência respiratória;
  • reflexos patelares;
  • débito urinário;
  • nível de consciência;
  • pressão arterial e demais sinais vitais.

A redução ou ausência do reflexo patelar, depressão respiratória e oligúria são sinais de alerta para toxicidade e exigem avaliação imediata da equipe. A eliminação do magnésio ocorre principalmente pelos rins, por isso a diurese é particularmente importante durante o tratamento.

Em um cenário de emergência obstétrica, não basta saber que a paciente está “sulfatando”. Antes de iniciar ou manter a infusão, é necessário conferir concentração, dose prescrita, acesso venoso, bomba quando indicada e condições clínicas para continuidade. Esse cuidado evita um erro muito comum: tratar a administração do medicamento como se fosse apenas mais uma infusão de rotina.

Gluconato de cálcio: deixe preparado

O gluconato de cálcio é utilizado como antagonista nos casos de toxicidade pelo sulfato de magnésio. Por isso, o material deve estar disponível conforme o protocolo do serviço, principalmente quando a paciente está recebendo manutenção intravenosa.

Se surgirem sinais compatíveis com toxicidade, a administração do magnésio deve ser interrompida e a equipe médica deve ser acionada imediatamente, com suporte das medidas de emergência previstas no protocolo. O gluconato de cálcio não deve ser confundido com um medicamento administrado rotineiramente junto ao sulfato de magnésio; ele fica disponível para uma eventual situação de intoxicação.

E se ocorrer uma convulsão?

Durante uma crise convulsiva, a prioridade é proteger a paciente, manter a via aérea e reduzir o risco de trauma. A gestante deve ser posicionada de forma segura, com atenção à oxigenação, acesso venoso e monitorização, enquanto o sulfato de magnésio é utilizado para tratamento da eclâmpsia conforme protocolo.

Não se deve colocar objetos ou medicamentos dentro da boca durante a convulsão. Depois da estabilização inicial, a equipe deve investigar complicações maternas e avaliar as condições fetais, além de conduzir a resolução obstétrica conforme o caso.

Na prática, é justamente nesse momento que a preparação anterior faz diferença: acesso venoso funcionando, sulfato de magnésio disponível, gluconato de cálcio acessível, material de oxigenoterapia e equipamentos de emergência próximos reduzem atrasos quando a situação muda rapidamente. Um POP obstétrico atualizado de 2025 também orienta manter materiais de suporte e reanimação disponíveis diante de crises convulsivas.

Cuidados de enfermagem

Durante a administração do sulfato de magnésio, a enfermagem deve conferir cuidadosamente a prescrição, concentração, via, diluição e velocidade de infusão; monitorar frequência respiratória, reflexos, diurese e sinais vitais; manter o acesso venoso em condições adequadas; observar alterações neurológicas e respiratórias; e garantir que o gluconato de cálcio esteja disponível conforme o protocolo institucional.

Também é importante registrar horário, dose, via, resposta da paciente e alterações observadas. Em caso de deterioração clínica, a comunicação rápida com a equipe é parte essencial da segurança.

Para guardar

Sulfato de magnésio previne e trata convulsões. Não é o medicamento usado para controlar diretamente a pressão arterial.

Na pré-eclâmpsia e na eclâmpsia, administrar corretamente é apenas uma parte do cuidado. A outra é reconhecer rapidamente os sinais de toxicidade e manter a paciente sob vigilância contínua.

Resumo para salvar

Sulfato de Magnésio na Pré-Eclâmpsia

  • Sulfato de magnésio previne e trata convulsões
  • Pritchard e Zuspan são esquemas utilizados na prática
  • Monitore respiração reflexos e diurese
  • Mantenha gluconato de cálcio disponível conforme protocolo

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Pré-natal de baixo risco: situações de urgência – síndromes hipertensivas na gestação. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Acessar protocolo do Ministério da Saúde
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Gestação de alto risco: manual técnico. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Acessar manual do Ministério da Saúde
  3. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Pre-eclampsia. Geneva: WHO, 2025. Acessar publicação da OMS
  4. HOSPITAL UNIVERSITÁRIO LAURO WANDERLEY. POP.UMUL.001 – Administração de sulfato de magnésio a 50% na pré-eclâmpsia, eclampsia e síndrome HELLP. João Pessoa: HULW/Ebserh, 2025. Acessar POP atualizado

Fator Rh na Gestação: A Vacina ROGAN

A imunoglobulina anti Rh(D) (conhecida como vacina Rogan) é utilizada para prevenir a sensibilização materna ao fator sanguíneo de um bebê Rh positivo quando a mãe possui o fator Rh negativo. Esta condição também é conhecida por incompatibilidade sanguínea.

Com a vacina, que contém anticorpos IgG específicos contra antígenos Rh(D) de eritrócitos humanos, a gestante de fator sanguíneo Rh negativo, previne a produção de anticorpos que combatem o Rh positivo do feto e a gravidez transcorre normalmente sem risco para a mãe e para o bebê.

O fator Rh pode afetar o curso da primeira gestação?

O Rh negativo da mãe não vai gerar doenças genéticas no bebê ou aborto durante a primeira gravidez. A maioria dos abortos do primeiro trimestre ocorrem devido a uma alteração cromossômica, por isso, é importante analisar o material de aborto e conversar com o médico de sua confiança sobre outros exames para auxiliá-la a prevenir a repetição da perda em uma próxima gestação.

Indicações para a vacina Rogan

A administração da imunoglobulina anti Rh(D) em mulheres Rh(D)negativas é indicada nos seguintes casos:

  • Gravidez/parto de criança Rh(D) positiva;
  • Aborto /ameaça de aborto, gravidez ectópica ou mola hidatiforme;
  • Hemorragia transplacentária resultante de hemorragia anteparto, amniocentese, biópsia coriônica, procedimentos de manipulação obstétrica, por exemplo, versão externa ou trauma abdominal;
  • Tratamento de pessoas Rh(D)negativas após transfusões incompatíveis de sangue Rh(D)positivo ou outros produtos contendo células vermelhas do sangue.

Rogan e interações com medicamentos

A imunoglobulina anti Rh(D) não apresenta interações com outros medicamentos conhecidos até o momento, porém sabe-se que ela pode prejudicar a eficácia de vacinas de vírus vivos atenuados, tais como: sarampo, rubéola, caxumba e catapora, por períodos de 6 semanas a 3 meses. Com o uso de altas doses, este efeito pode persistir por mais de um ano.

Reações adversas

Como geralmente ocorre na administração de preparações de imunoglobulina, reações alérgicas moderadas e passageiras, incluindo as sensações de calor, dor de cabeça, calafrios e náuseas, podem ocorrer ocasionalmente. É importante avisar seu médico sobre qualquer mal-estar.

Referência:

  1. DE MEDEIROS, Raquel Trovão et al. USE OF ROGAN VACCINE DURING PRENATAL CARE IN RH NEGATIVE WOMEN: THE HEALTHCARE PROFESSIONALS’KNOWLEDGE. Journal of Nursing UFPE/Revista de Enfermagem UFPE, v. 5, n. 6, 2011.

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