O que faz um Maqueiro Hospitalar?

Maqueiro

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 24/09/2026.

O trabalho do maqueiro começa antes de empurrar uma maca pelo corredor. Escolher o meio de transporte adequado, conferir as condições do equipamento e conduzir o paciente com segurança fazem parte de uma rotina que interfere diretamente no fluxo hospitalar.

O maqueiro hospitalar atua no transporte e na movimentação de pacientes dentro da instituição, levando-os para exames, consultas, centro cirúrgico, unidades de internação, alta e outros setores, conforme a organização do serviço. A ocupação consta na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) sob o código 5151-10, com as denominações maqueiro hospitalar e maqueiro de hospital.

O que faz um maqueiro hospitalar

As atividades podem variar conforme o hospital, mas normalmente envolvem:

  • conduzir macas e cadeiras de rodas;
  • transportar pacientes entre setores;
  • auxiliar na movimentação e transferência do paciente, quando solicitado e dentro de sua função;
  • posicionar e acomodar o paciente no meio de transporte;
  • acompanhar o deslocamento até o setor de destino;
  • verificar condições básicas da maca ou cadeira e comunicar problemas;
  • colaborar com a equipe assistencial durante a movimentação;
  • seguir normas de segurança, higiene, ergonomia e biossegurança.

A rotina institucional pode incluir também apoio em admissões, altas, transferências e transporte para procedimentos externos. Em hospitais públicos, documentos de descrição de cargo mostram que essas atribuições são organizadas de acordo com os protocolos e fluxos de cada instituição.

Maqueiro não substitui a enfermagem

Essa diferença é importante. O maqueiro realiza o transporte e apoio à movimentação, enquanto a assistência de enfermagem durante o deslocamento é definida conforme a condição clínica e a complexidade do paciente.

A Resolução Cofen nº 588/2018 estabelece normas para o transporte interno e determina que a assistência necessária durante o transporte seja realizada pela equipe de enfermagem conforme o grau de complexidade. O Cofen também diferencia a assistência ao paciente da condução do meio de transporte.

Por exemplo, um paciente estável que precisa ir da enfermaria para uma radiografia pode ser transportado em cadeira de rodas, conforme o protocolo do hospital. Já um paciente dependente de monitorização, oxigênio, infusões ou com risco de instabilidade necessita de equipe assistencial compatível com sua condição, e o maqueiro não deve assumir funções clínicas que não lhe competem.

Segurança começa antes do deslocamento

Antes de sair, é necessário conferir se a maca ou cadeira é adequada ao paciente, se possui condições de uso e se o caminho está livre. Freios, grades, rodas e acessórios devem estar em condições seguras, conforme o equipamento e o protocolo institucional.

A Anvisa destaca diferentes tipos de macas hospitalares e seus dispositivos de segurança, incluindo freios, grades laterais, sistemas de ajuste e suportes específicos.

Imagine um paciente que precisa ser levado para a tomografia e está conectado a um acesso venoso. Antes de movimentá-lo, a equipe precisa verificar como os dispositivos serão transportados e quem ficará responsável pela assistência. O maqueiro conduz o equipamento, enquanto a equipe assistencial mantém o controle dos cuidados clínicos necessários.

O transporte também exige comunicação

Um dos erros mais fáceis de evitar é sair com o paciente sem confirmar o destino, o setor receptor ou as condições necessárias para recebê-lo.

Em protocolos hospitalares atuais, o maqueiro pode ter entre suas atribuições comunicar sua chegada, conduzir maca ou cadeira após liberação da equipe assistencial, auxiliar na movimentação e comunicar problemas de manutenção. A definição exata das tarefas deve seguir o protocolo institucional.

Na prática, uma transferência pode envolver mais de uma etapa: retirar o paciente do leito, posicioná-lo na maca, deslocá-lo pelo elevador, entregar no setor de destino e depois retornar o equipamento. Se houver queda, instabilidade, dificuldade de movimentação ou qualquer intercorrência, o profissional deve interromper o processo quando necessário e acionar a equipe responsável.

Humanização também faz parte do trabalho

O paciente pode estar com dor, medo, confuso ou simplesmente desconfortável por depender de outra pessoa para se locomover. Por isso, comunicação respeitosa, privacidade e explicação simples do que será feito não são detalhes.

O Cofen orienta que o maqueiro transporte os pacientes de maneira adequada, respeitando cada situação, princípios de humanização, biossegurança e relação respeitosa com pacientes e familiares.

Cuidados de enfermagem no transporte

A enfermagem deve avaliar a necessidade de assistência durante o transporte e definir os profissionais envolvidos conforme a complexidade do paciente. Durante o deslocamento, devem ser observados os dispositivos, o estado clínico e eventuais intercorrências, com comunicação e registro quando indicado.

Para o maqueiro, os principais cuidados relacionados à segurança incluem conhecer o protocolo institucional, utilizar corretamente maca ou cadeira, evitar movimentações desnecessárias, respeitar os limites de carga do equipamento, manter atenção aos acessos e dispositivos do paciente e comunicar imediatamente qualquer condição insegura.

Uma função que mantém o hospital em movimento

Exames, cirurgias, altas e transferências dependem de um transporte organizado. Quando o paciente chega ao destino correto, no equipamento adequado e com a assistência necessária, o trabalho do maqueiro contribui para que toda a cadeia do cuidado funcione melhor.

Por isso, maqueiro hospitalar não é apenas quem empurra a maca. É um profissional de apoio essencial para o fluxo institucional, com responsabilidade sobre a condução segura do paciente dentro dos limites de sua função e dos protocolos do hospital.

Resumo para salvar

Maqueiro Hospitalar Saiba o Que Faz

  • Transporta pacientes com segurança
  • Conduz macas e cadeiras de rodas
  • Auxilia na movimentação conforme protocolo
  • Atua em conjunto com a equipe assistencial

Referências:

  1. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Classificação Brasileira de Ocupações – CBO 2002. Brasília, DF: Ministério do Trabalho e Emprego. Disponível em: CBO – Ministério do Trabalho e Emprego.
  2. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 588/2018. Atualiza e normatiza a atuação da equipe de Enfermagem no processo de transporte de pacientes em ambiente interno aos serviços de saúde. Brasília, DF: Cofen, 2018. Disponível em: Resolução Cofen nº 588/2018.
  3. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Parecer de Câmara Técnica nº 05/2019/CTLN/COFEN. Brasília, DF: Cofen, 2019. Disponível em: Parecer Cofen nº 05/2019.
  4. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Parecer de Câmara Técnica nº 0034/2022 – DGEP/COFEN. Brasília, DF: Cofen, 2022. Disponível em: Parecer Cofen nº 0034/2022.
  5. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Cartilha de Segurança e Desempenho – Maca hospitalar. Brasília, DF: Anvisa, 2026. Disponível em: Cartilha de Segurança e Desempenho – Maca Hospitalar.
  6. EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES. Transporte seguro no Hospital Universitário Walter Cantídio. Fortaleza: Ebserh, 2024. Disponível em: Protocolo de Transporte Seguro. 

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Christiane Ribeiro
SOBRE A AUTORA

Christiane Ribeiro

Técnica de Enfermagem Intensivista
✓ 16 anos de experiência em UTI

Profissional de enfermagem com experiência na assistência ao paciente crítico adulto em ambiente de terapia intensiva, contribuindo também para a produção de conteúdos educativos voltados à enfermagem.

É responsável pelo projeto Enfermagem Ilustrada, plataforma de educação em enfermagem criada para facilitar o acesso a conteúdos, conceitos, procedimentos, cálculos e informações úteis para estudantes e profissionais da área.

EXPERIÊNCIA E ÁREAS DE CONHECIMENTO
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