Notícias da Enfermagem

Enfermeiros Capacitados Têm Autonomia para Realizar Testes Neonatais, Reafirma Cofen

Brasília, 10 de junho de 2025 – Uma decisão do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) reafirma a autonomia e a importância dos profissionais de Enfermagem na saúde neonatal. Por meio do Parecer nº 16/2025, aprovado por unanimidade, o Cofen ratificou a capacidade de enfermeiros devidamente capacitados realizarem o Teste do Coraçãozinho e o Teste do […]

Notícias da Enfermagem

Ministério da Saúde Libera Valores de Maio para o Piso Nacional da Enfermagem

Brasília, 27 de maio de 2025 – O Ministério da Saúde (MS) publicou a Portaria GM/MS nº 7.000, de 27 de maio de 2025, que dispõe sobre os valores da parcela de maio de 2025 referentes à assistência financeira complementar destinada ao Piso Nacional da Enfermagem. Esta medida garante a continuidade da transferência de recursos […]

Notícias da Enfermagem

Enfermeiros lançam livro sobre gestão de serviços

A ciência do cuidado ganhou mais um tratado de peso no Brasil. Acaba de ser publicado o livro “Gerenciamento em Serviços de Saúde e Enfermagem”, pela Freitas Barros Editora. A obra é coordenada pelas enfermeiras Elena Bohomol e Lúcia Giunta e conta com a participação de mais 18 experts em diversas especialidades da profissão. A publicação  […]

Notícias da Enfermagem

Prefeitura de Curitiba terá concurso para contratar 500 enfermeiros

A Secretaria de Administração, Gestão de Pessoal e Tecnologia da Informação (Smap) publicou no Diário Oficial do Município desta sexta-feira (24/6) os editais para o terceiro processo seletivo simplificado (PSS) da Prefeitura de Curitiba de 2022 para a contratação de 500 profissionais da enfermagem. Serão 100 vagas para enfermeiros e 400 para técnicos de enfermagem […]

Notícias da Enfermagem

Auriculoacupuntura reduz estresse e melhora qualidade de vida de enfermeiros

Muitos dos enfermeiros que trabalharam durante a fase mais crítica da pandemia sofreram impactos em sua saúde mental. Uma das terapias que vêm sendo usadas para o apoio a esses profissionais é a auriculoacupuntura, que consiste na aplicação de pequenas agulhas, sementes de mostarda ou esferas magnéticas em pontos específicos na parte externa das orelhas, a aurícula. […]

DPOC: Enfisema Pulmonar VS. Bronquite Crônica

Bronquite Crônica

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, conhecido como DPOC, é termo usado para um grupo de doenças pulmonares caracterizado por obstrução crônica das vias aéreas dentro dos pulmões.

Neste grupo, duas doenças se destacam por serem responsáveis por quase todos os casos de DPOC na prática médica:

A  Bronquite crônica e o Enfisema pulmonar.

Mas quais são as suas principais diferenças?

A Bronquite Crônica

É definida por uma tosse produtiva de pelo menos três meses de duração por ano (não necessariamente consecutivos) por 2 anos ou mais.

Outros sintomas podem incluir chiado e falta de ar, especialmente durante exercícios físicos.

A tosse é muitas vezes pior logo depois de acordar, e o catarro produzido pode ter uma cor amarela ou verde, podendo apresentar estrias de sangue.

A bronquite crônica é causada por uma lesão recorrente ou irritação do epitélio respiratório dos brônquios , resultando em crônica a inflamação , edema (inchaço), e aumento da produção de muco pelas células caliciformes.

O fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões é parcialmente bloqueada devido do muco inchaço e extra nos brônquios ou devido a reversível broncoespasmo.

Maioria dos casos de bronquite crônica são causados ​​por fumar cigarros ou outras formas de tabaco. Inalação crônica de vapores irritantes ou poeira de exposição ocupacional ou a poluição do ar também pode ser causador.

Cerca de 5% da população tem bronquite crônica, e é duas vezes mais comum em mulheres que em homens.

A Enfisema Pulmonar

É caracterizada por danos aos alvéolos pulmonares, causando oxigenação insuficiente e acúmulo de gás carbônico no sangue (hipercapnia).

Ela geralmente é causada pela inalação de produtos químicos tóxicos, como fumaça de tabaco, queimadas e poluição do ar.

Os danos às paredes dos alvéolos reduzem o espaço capaz de fazer troca de ar.

A inflamação que ocorre nos pulmões acontece também em outras partes do organismo como por exemplo o coração, e por isso atualmente a DPOC também é considerada uma doença sistêmica.

Também afeta outros animais, especialmente cavalos expostos a feno com fungos e cachorros e gatos expostos a fumaça de cigarro por muitos anos.

As principais causas de enfisema são:

  • Tabagismo (cerca de 80 a 90% dos pacientes com enfisema foram ou são fumantes)
  • Exposição a gases tóxicos no local de trabalho (cerca de 10 a 20% dos casos) 
  • Genética (responsável por 1 a 5% dos casos)

E as diferenças entre as duas patologias?

Na prática clínica o que encontramos, na verdade, é um sobreposição entre as duas doenças:

O doente com DPOC pode ter um quadro com mais características de bronquite crônica, mas apresenta sempre algum grau de destruição dos alvéolos e hiperinsuflação.

O mesmo ocorre no enfisema, que costuma ter também algum grau de produção de muco e tosse crônica. Por isso, o termo DPOC é mais adequado para definir a doença destes pacientes.

É comum o paciente ter as duas doenças ao mesmo tempo. Ambas apresentam sintomas como falta de ar, secreção, deficiência respiratória mediante esforços. A bronquite provoca ainda tosse e expectoração.

Portanto, a Bronquite Crônica pode afetar pessoas entre 40 a 50 anos, já o Enfisema Pulmonar afeta pessoas entre 50 a 75 anos.

O “Tossidor Azul” e o “Soprador Rosado”

Tendo em conta o aspecto geral dos pacientes com DPOC, o que chama a atenção em um grupo de doentes com DPOC são as características de pessoas emagrecidas e outros com sobrepeso.

Baseando-se nesta característica, Dornhost e Filley classificaram estes pacientes em dois tipos: o Pink Puffer (soprador rosado), que é o emagrecido, e o Blue Bloater (tossidor azul), que é a pessoa em sobrepeso, devido ao aumento da retenção que esses pacientes desenvolvem , há sinais de insuficiência direita do coração.

Os “Sopradores Rosados” recebem esse nome, porque esses pacientes tem uma tendência a serem rosados, devido a um aumento da produção de células sanguíneas, principalmente hemácias, esse paciente adotará uma atitude de respiração em que ele fica soprando, ele permanece com os lábios entre abertos, tentando vencer a resistência das vias aéreas, tendo assim este nome.

Já os “Tossidores Azuis” recebem este nome, porque os pacientes entram em um quadro de hipoventilação, ou seja, a respiração fica muito curta ou lenta, assim entrando em hipercapnia, que é decorrente da hipoventilação, provocando uma acidose respiratória e hipoxemia, sendo assim, responsável por um estado de confusão com sensação de obnubilação ou até perda de consciência, e sua hemoglobina não estando devidamente oxigenada, levando o paciente a uma leve coloração azulada, ou cianótica.

Ventilação Mecânica: 10 Cuidados Essenciais

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 06/10/2026.

Um paciente conectado ao ventilador pode parecer estável enquanto um detalhe pequeno já está comprometendo a assistência: secreção acumulada, tubo deslocado, circuito desconectado, sedação excessiva ou uma curva que mudou. Por isso, cuidar do paciente em ventilação mecânica exige acompanhar o paciente e o ventilador ao mesmo tempo.

Mantenha a higiene oral

A higiene oral faz parte da prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica. Atualmente, a recomendação é realizar higiene oral com escovação dos dentes, sem usar clorexidina de rotina como estratégia universal de prevenção da PAV. A frequência e os produtos utilizados devem seguir o protocolo institucional e a condição da cavidade oral.

Avalie as secreções antes de aspirar

Aspiração não deve ser feita apenas porque “está na hora”. Observe presença de secreção, ruídos respiratórios, padrão ventilatório, saturação e alterações na mecânica respiratória. Quando a aspiração for necessária, utilize técnica adequada, evitando manipulação desnecessária e interrupções prolongadas da ventilação.

Em um paciente que começa a apresentar aumento da pressão de pico acompanhado de roncos e queda da expansão torácica, por exemplo, a secreção pode ser uma das hipóteses a investigar. O alarme não deve simplesmente ser silenciado; é preciso procurar a causa.

Avalie paciente, tubo e ventilador juntos

Nível de consciência, dor, agitação, sincronia, frequência respiratória, SpO₂, sinais de esforço e mudanças nas configurações do ventilador precisam ser acompanhados continuamente. Uma alteração no monitor pode representar problema clínico, do tubo, do circuito ou da própria ventilação.

A equipe também deve reconhecer mudanças importantes de volume, pressão, frequência e alarmes, comunicando alterações persistentes ou inesperadas.

Mantenha a cabeceira elevada

Quando não houver contraindicação, manter a cabeceira entre 30° e 45° ajuda a reduzir o risco de aspiração e faz parte das estratégias de prevenção da PAV. A posição precisa ser reavaliada durante mudanças de decúbito, procedimentos e cuidados à beira-leito.

Não é necessário transformar “45°” em um número absoluto para todos os pacientes. O importante é manter uma posição segura, respeitando limitações hemodinâmicas, neurológicas, cirúrgicas e outras condições clínicas.

Reduza o risco de aspiração de secreções subglóticas

Em pacientes nos quais se prevê ventilação mecânica por mais de 48–72 horas, tubos endotraqueais com porta para drenagem de secreções subglóticas podem ser considerados como estratégia de prevenção da PAV. Isso não significa aspirar continuamente todos os pacientes nem trocar o tubo apenas para obter essa característica.

No plantão, a atenção também passa pelo posicionamento e pela fixação do tubo, pela presença de secreções e pela necessidade de manter o sistema íntegro, evitando manipulações desnecessárias.

Favoreça mobilização e reabilitação precoces

A imobilidade prolongada contribui para fraqueza adquirida na UTI e perda funcional. Quando o quadro clínico permite, mobilização e reabilitação devem ser incorporadas progressivamente, com avaliação da segurança antes e durante a atividade.

A atualização PADIS de 2025 sugere mobilização e reabilitação aprimoradas em comparação ao cuidado habitual para adultos internados em UTI.

Não ignore os alarmes do ventilador

Alarme não é sinônimo de “problema do aparelho”. Pressão elevada, volume reduzido, baixo volume-minuto ou desconexão podem indicar alterações clínicas ou mecânicas.

Quando o ventilador alarma, observe primeiro o paciente. Depois, verifique tubo, circuito, conexões, secreções, posicionamento e os parâmetros envolvidos. Em uma situação de queda súbita do volume corrente, por exemplo, uma desconexão simples pode produzir um alarme semelhante ao de outras alterações, e a avaliação sistemática evita perder tempo procurando uma causa errada.

Evite sedação excessiva

A sedação deve ter objetivo definido e ser reavaliada de acordo com a condição do paciente. Sedação profunda e prolongada pode dificultar mobilização, avaliação neurológica e liberação da ventilação mecânica.

As recomendações PADIS atuais reforçam estratégias de sedação individualizada e, quando prioridade é sedação leve ou redução de delirium, sugerem dexmedetomidina em vez de propofol em determinadas situações. A escolha continua dependendo do quadro clínico e do objetivo terapêutico.

Prepare o paciente para sair do ventilador

O cuidado não termina enquanto o paciente ainda está conectado ao ventilador. Todos os dias deve existir uma avaliação de possibilidade de liberação, conforme protocolo e condição clínica.

O teste de respiração espontânea (TRE/SBT) é uma ferramenta importante para avaliar se o paciente consegue sustentar respiração espontânea. A diretriz AARC de 2024 destaca que o índice de respiração rápida e superficial não é obrigatório para decidir a realização do teste, que o SBT pode ser conduzido com ou sem suporte pressórico e que a FiO₂ não deve ser aumentada durante o teste apenas para facilitar sua realização.

Proteja o pulmão e evite desconexões desnecessárias

O ventilador deve ser acompanhado pela sua mecânica, não apenas pelos números isolados. Pressões, volumes, PEEP, FiO₂, curvas e sincronia precisam ser interpretados em conjunto com a situação clínica.

Também não se recomenda trocar o circuito rotineiramente apenas pelo tempo de uso. A orientação atual é substituí-lo quando estiver visivelmente sujo, apresentar mau funcionamento ou conforme instrução do fabricante.

Cuidados de enfermagem

Na assistência ao paciente em ventilação mecânica, a enfermagem deve conferir fixação e posição do tubo, avaliar pele e mucosas, acompanhar secreções, manter higiene oral, observar alarmes e curvas, reduzir desconexões desnecessárias, manter posicionamento seguro e comunicar rapidamente alterações respiratórias ou hemodinâmicas.

Também é essencial registrar mudanças relevantes, resposta aos cuidados, características das secreções, condições do dispositivo e intercorrências. O cuidado seguro não depende de decorar os parâmetros do ventilador, mas de reconhecer quando algo mudou e investigar o motivo.

O que vale guardar

Os dez pontos podem ser resumidos assim: higiene oral, secreções, avaliação contínua, cabeceira elevada, controle de secreções subglóticas, mobilização, atenção aos alarmes, sedação adequada, avaliação diária para liberação e proteção pulmonar.

Mais importante do que memorizar uma lista é entender a lógica: prevenir complicações, manter o sistema seguro e identificar cedo quando o paciente está deixando de tolerar a ventilação.

Resumo para salvar

Ventilação Mecânica: 10 Cuidados Essenciais

  • Higiene oral e prevenção da PAV
  • Avaliação de secreções, tubo e alarmes
  • Sedação, mobilização e segurança do paciente
  • Avaliação diária para liberação da ventilação

Referências:

  1. KLOMPAS, Michael et al. Strategies to prevent ventilator-associated pneumonia, ventilator-associated events, and nonventilator hospital-acquired pneumonia in acute-care hospitals: 2022 Update. Infection Control & Hospital Epidemiology, v. 43, n. 6, p. 687–713, 2022. SHEA/IDSA/APIC — Estratégias para prevenção de PAV
  2. LEWIS, J. Matthew et al. A focused update to the clinical practice guidelines for the prevention and management of pain, anxiety, agitation/sedation, delirium, immobility, and sleep disruption in adult patients in the ICU. Critical Care Medicine, v. 53, n. 3, p. e711–e727, 2025. SCCM — PADIS Focused Update 2025
  3. ROBERTS, Karsten J. et al. AARC Clinical Practice Guideline: Spontaneous Breathing Trials for Liberation From Adult Mechanical Ventilation. Respiratory Care, v. 69, n. 7, p. 891–901, 2024. AARC — Clinical Practice Guideline 2024
  4. O’BRIEN, James M. et al. Liberation from mechanical ventilation in critically ill adults: an official ATS/ACCP clinical practice guideline. American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, 2017. American Thoracic Society — Guideline on Liberation from Mechanical Ventilation

Fatos que talvez não saiba sobre a Florence Nightingale

Pouca gente se lembra de seu nome fora da área que está ligada intimamente a ela, mas o fato é que todo mundo já teve a vida em algum momento entregue aos cuidados de um profissional da enfermagem.

Hoje nós vamos conhecer um pouco mais sobre Florence Nightingale, a mulher que é considerada por muitos como sendo a verdadeira mãe da chamada enfermagem moderna.

De Origem Rica

Nascida no Grão-ducado da Toscana, em 12 de maio de 1820, Florence Nightingale recebeu seu nome em homenagem à cidade em que nasceu: a bela e histórica Florença.

Rebelde e brilhante, Florence rapidamente se voltou contra os moldes da sociedade em que vivia, que dizia que mulheres de seu status social deveriam ser apenas esposas dedicadas e nada mais.

Pois ela logo jogou tudo para o alto para buscar na caridade, mais precisamente na enfermagem, a sua verdadeira vocação, que fez dela uma das mulheres mais fortes e icônicas de todos os tempos.

A decisão difícil

Depois de perceber que o trabalho de enfermeira era feito por mulheres ajudantes, em sua maioria cozinheiras sem preparou ou até mesmo prostitutas que recebiam a tarefa como punição, Florence decidiu-se por se tornar ela própria uma enfermeira.

Ela se mostrou muito preocupada com a situação do tratamento médico que era dispensado às pessoas mais pobres, que quase sempre ficavam em segundo plano dentro dos hospitais.

Com isto, ela comunicou sua família que iria se tornar enfermeira, o que causou extrema raiva e também muito ressentimento, especialmente por parte de sua mãe, que não entendeu a decisão nobre de sua filha.

Trabalho importante

Foi em dezembro de 1846, em virtude da morte de um mendigo dentro de uma enfermaria de Londres, que Florence se tornou defensora pública dos pobres e das melhorias nas condições de tratamento médico para eles.

Com isto, ela conseguiu o apoio do ilustre presidente do Comitê de Lei para os Pobres (Poor Law Board), Charles Villiers, conseguindo mudar a legislação, que culminou na chamada Reforma das Leis dos Pobres.

Guerra da Criméia

No entanto, foi durante a Guerra da Criméia, que Florence Nightingale teve seu papel mais decisivo e que a tornou mais famosa.

Neste conflito, as notícias sobre as más condições de tratamento para os feridos chegaram até a Inglaterra, e Florence rapidamente formou uma equipe de 38 voluntárias para ir até o front.

Rapidamente, ela se tornou a figura mais importante e famosa da Era Vitoriana, retornando à Inglaterra como heroína, e entrando para a História como a mãe da enfermagem moderna.

Livro

Para explicar a eficácia e eficiência de seus métodos de uma forma clara aos que não entendiam as percentagens, foi pioneira utilizando um gráfico – Diagrama Polar de Área – , o precursor do que hoje conhecemos como gráfico na forma de  pizza.  Em 1858, usando a sua experiência na guerra da Criméia publica “Notas sobre Enfermagem (Notes on Nursing)”, um livro que lança as bases definitivas da enfermagem moderna, abordando a recuperação dos pacientes e introduzindo novos conceitos. Dois anos depois, fundou a primeira escola de enfermagem do mundo no Hospital St.Thomas, em Londres, que funciona até hoje, atualmente como parte do King’s College.

Cruz Vermelha

Foi uma pessoa muito à frente de seu tempo e virou um exemplo para outras mulheres, se impondo numa sociedade preconceituosa. Somente quando ficou totalmente cega, já no fim da vida, é que parou de trabalhar. O texto do juramento da profissão da enfermagem é de sua autoria e o Dia Internacional da Enfermagem é comemorado no mundo inteiro no seu aniversário. O francês Henry Dunant reconheceu que sofreu influência das ideias e do trabalho de Florence para a criação da Cruz Vermelha, entidade que presta serviços humanitários em todo o mundo, principalmente em áreas de conflito.

Em 1912, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha instituiu a medalha Florence Nightingale concedida a cada dois anos para enfermeiros, técnicos de enfermagem ou auxiliares de enfermagem que se destacam na profissão.  Em 1859, Florence foi eleita o primeiro membro feminino da Royal Statistical Society e,  logo depois, ela se tornou um membro honorário da  Associação Americana de Estatística. Em 1883, a Rainha Vitória concedeu-lhe a Cruz Vermelha Real, e em 1907, foi a  primeira mulher a receber a Ordem do Mérito.

Florence Nightingale morreu em 13 de agosto de 1910, aos noventa anos de idade. A família recusou o jazigo na famosa Abadia de Westminster, onde estão enterrados reis, rainhas e celebridades ingleses, e Florence foi enterrada no cemitério da Igreja de St. Margaret em Hampshire. Em frente ao Hospital St.Thomas,em Londres existe o Museu Florence Nightingale, criado em 2010, ano do centenário de sua morte . Nele há  objetos pessoais, livros e  réplicas de roupas, filmes, fotos da famosa enfermeira e de sua obra.

Ordem de Mérito e a Cruz Vermelha Real

Para esclarecer a opinião pública, e mobilizá-la em seu favor, em 1858, Florence escreveu dois livros: “Administração Hospitalar do Exército” e “Comentários sobre Questões Relativas à Saúde”. Com as contribuições necessárias, as reformas foram realizadas e um hospital foi construído. Com o trabalho reconhecido, em 1883, Florence recebeu da rainha Vitória, a Cruz Vermelha Real, e em 1901, se tornou a primeira mulher a receber a Ordem do Mérito.

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