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O Técnico de Enfermagem em Homecare (Atendimento em Domicílio)
O Técnico de Enfermagem em home care exerce um papel fundamental na recuperação do paciente. Diferentemente de um ambiente hospitalar, em home care, o Técnico de Enfermagem passa longas horas na residência do paciente, juntamente com sua família, e desenvolve seu trabalho sem o benefício da supervisão direta contínua de um Enfermeiro. Portanto, seu trabalho […]
Técnico em Enfermagem do Trabalho
Técnico em enfermagem do trabalho, no Brasil, é todo técnico em enfermagem, que possui curso de especialização em enfermagem do trabalho, que de acordo com suas atribuições, atua em empresas públicas e privadas ou em órgãos oficiais, como integrante dos serviços especializados em engenharia de segurança e medicina do trabalho, co-participando com o enfermeiro no planejamento, programação, orientação e execução das atividades de enfermagem do trabalho, nos três níveis de prevenção, integrando a equipe de saúde do trabalhador.
Para atender às necessidades inerentes à sua função, o especialista técnico em enfermagem do trabalho participará com o enfermeiro na elaboração de projetos e aplicar análises de prevenção de doenças relacionadas ao trabalho, incluindo estratégias de controle e sugerindo mudanças necessárias para identificar riscos que possa resultar em doenças ocupacionais além de auxiliar a elaboração e execução de projetos para investigação sobre saúde do trabalhador, para promover a educação na prevenção de acidentes, de doenças ocupacionais e de treinamento relacionado à prevenção da saúde do trabalhador.
Atribuições:
- Auxiliar na observação sistemática do estado de saúde dos trabalhadores, nos levantamentos de doenças profissionais, lesões traumáticas, doenças epidemiológicas.
- Fazer visitas domiciliares e hospitalares nos casos de acidentes ou doenças profissionais
- Participar dos programas de prevenção de acidentes, de saúde e de medidas reabilitativas.
- Desempenhar tarefas relativas a campanhas de educação sanitária.
- Preencher os relatórios de atividades do ambulatório dos serviços de médico e de enfermagem do trabalho.
- Auxiliar na realização de inquéritos sanitários nos locais de trabalho.
- Auxiliar na realização de exames pré-admissionais, periódicos, demissionais, e outros determinados pelas normas da instituição.
- Atender as necessidades dos trabalhadores portadores de doenças ou lesões de pouca gravidade, sob supervisão.
- Executar tarefas pertinentes à área de atuação, utilizando-se de equipamentos e programas de informática.
- Executar e apoiar outras tarefas para o desenvolvimento das atividades do setor, inerentes à sua função
Pesquisa Salarial
Porte da Empresa Nível Profissional
| Trainee | Júnior | Pleno | Sênior | Master | |
|---|---|---|---|---|---|
| Pequena |
R$ 1628.99 |
R$ 1873.34 |
R$ 2154.34 |
R$ 2477.49 |
R$ 2849.11 |
| Média |
R$ 1954.79 |
R$ 2248.01 |
R$ 2585.21 |
R$ 2972.99 |
R$ 3418.94 |
| Grande |
R$ 2345.75 |
R$ 2697.61 |
R$ 3102.25 |
R$ 3567.59 |
R$ 4102.73 |
Fonte: Currículos cadastrados no Banco Nacional de Empregos e contribuições salariais do Salário BR nos últimos doze meses.
Instrumentação Cirúrgica
O que é?
É uma atividade de enfermagem, não sendo entretanto, ato privativo da mesma, e que o profissional de enfermagem, atuando como instrumentador cirúrgico, por força de lei, subordina-se exclusivamente, ao responsável técnico pela unidade. (Resolução nº 214/1998 do COFEN).
Tipos de Cirurgia
1.Diagnósticos : No caso de biópsia ou de uma laparotomia
2.Curativas: Remover tumoração ou removido um apêndice inflamado
3.Reparadora : Múltiplos ferimentos que precisam ser reparadoras.
4.Reconstrutora :No caso de mamoplastia ou plástica de face.
5.Paliativa : Quando precisa ser aliviada alguma dor que envolva procedimento cirúrgico.
Ex: Tubo de Gastronomia é inserido para acompanhar a capacidade de deglutir alimentos.
TEMPOS CIRÚRGICOS OU OPERATÓRIOS
São procedimentos ou manobras consecutivas realizadas pelo cirurgião, desde o início até o término da cirurgia. De um modo geral as intervenções cirúrgicas são realizadas em quatro tempos básicos.
1 ) DIÉRESE
2) HEMOSTASIA
3) CIRURGIA PROPRIAMENTE DITA
4) SÍNTESE
Obs: Algumas vezes apenas um tempo cirúrgico pode estar presente, como por exemplo, na abertura de um abscesso ou na sutura de um corte ocasionado acidentalmente.
1) Diérese : (Dividir, cortar, separar) Separação dos planos anatômicos ou tecidos para possibilitar a abordagem de um órgão ou região (cavitária ou superfície), é o rompimento da continuidade dos tecidos.
Pode ser classificada em:
-Mecânica (instrumentos cortantes)
– Física (recursos especiais)
Mecânica pode ser:
-Punção – Drenar coleções de líquidos ou coletar fragmentos de tecidos, (agulhas, trocaters)
– Secção – Dividir ou cortar tecidos com uso de material cortante (bisturi, tesouras, lâminas) = Segmentação de tecidos
– Divulsão – Afastamento dos tecidos nos planos anatômicos sem cortá-los (afastadores, tesouras com ponta romba)
– Curetagem – Raspagem da superfície do órgão (cureta)
– Dilatação – Processo para se aumentar o diâmetro de estruturas físicas anatômicas (dilatadores específicos)
– Descolamento – Separação dos tecidos de um espaço anatômico (pinças descoladoras, descoladores específicos)
Física pode ser:
– Térmica – Realizada com uso do calor, cuja fonte é a energia elétrica (bisturi elétrico)
– Crioterapia – Resfriamento brusco e intenso da área a ser realizada a cirurgia (nitrogênio líquido)
-Laser – realiza-se por meio de um feixe de radiação, ondas luminosas de raios infravermelhos concentrados e de alta potência. Há vários sistemas laser, mas, o mais utilizado na cirurgia é o laser de CO2, que pode ser facilmente absorvido pela água existente no tecido humano.
2) HEMOSTASIA: (hemo=sangue; stasis=deter) – Processo pelo qual se previne, detém ou impede o sangramento. Pode ser feito por meio de:
– Pinçamento de vasos
– Ligadura de vasos
-Eletrocoagulação
-Compressão
-Hemostasia prévia, preventiva ou pré-operatória:
Medicamentosa = baseada nos exames laboratoriais
Cirúrgica = interromper em caráter provisório o fluxo de sangue para a ferida cirúrgica para prevenir ou diminuir a perda sanguínea (garrote pneumático, faixa de smarch)
– Hemostasia temporária – Feita durante a intervenção cirúrgica para deter ou impedir temporariamente o fluxo de sangue no local da cirurgia (compressão por instrumentais – pinças, aplicação de medicações, uso de hemostáticos)
– Hemostasia definitiva – Obliteração do vaso sanguíneo em caráter permanente (sutura, bisturi – eletrocoagulação, laqueadura, uso de hemostáticos)
3) Cirurgia propriamente dita ou Exérese – Tempo cirúrgico fundamental, onde efetivamente é realizado o tratamento cirúrgico – momento em que o cirurgião realiza a intervenção cirúrgica no órgão ou tecido desejado, visando o diagnóstico, o controle ou a resolução da intercorrência, reconstituindo a área, procurando deixá-la da forma mais fisiológica possível.
4) Síntese cirúrgica (junção, união) – aproximar ou coaptar bordas de uma lesão, com a finalidade de estabelecer a contigüidade do processo de cicatrização, é a união dos tecidos. O resultado da síntese será mais fisiológico quanto mais anatômica for a dierese (separação). Pode ser classificada em:
I) Cruenta : Coaptação, aproximação, união dos tecidos realizada por meio de sutura permanente ou removível. São utilizados instrumentos apropriados : agulhas de sutura, fios de sutura etc…
II) Incruenta : Aproximação dos tecidos, a união das bordas, é feita por meio de gesso, adesivo ou atadura.
III) Imediata : Coaptação ou união das bordas da incisão é feita imediatamente após o término da cirurgia.
IV) Mediata : Aproximação dos tecidos, das bordas é feita após algum tempo de incisão ( algum tempo depois da lesão).
V) Completa : Coaptação, aproximação, união dos tecidos é feita em toda a dimensão/extensão da incisão cirúrgica.
VI) Incompleta : Aproximação dos tecidos não ocorre em toda a extensão da lesão, mantem-se uma pequena abertura para a colocação de um dreno.
O processo mais comum de síntese é a sutura que pode ser:
– Temporária – quando há necessidade de remover os fios cirúrgicos da ferida após fechamento ou aderência dos bordos desta.
– Definitiva ou permanente – quando os fios cirúrgicos não precisam ser removidos, pois, permanecem encapsulados no interior dos tecidos.
Classificação do Instrumental Cirúrgico:

Funções do instrumentador
- conferir os materiais e equipamentos necessários ao ato cirúrgico;
- paramentar-se, de acordo com técnica asséptica, cerca de 15 minutos antes do início da cirurgia;
- conhecer os instrumentos cirúrgicos por seus nomes e colocá-los sobre a mesa, de acordo com sua utilização nos tempos cirúrgicos;
- preparar agulhas e fios adequados a cada tempo; auxiliar cirurgião e assistentes na paramentação;
- auxiliar na colocação dos campos operatórios;
- prever e solicitar material complementar ao circulante de sala;
- responsabilizar-se pela assepsia, limpeza e acomodação ordenada e metódica dos instrumentais, desde o início até o fim da operação;
- entregar o instrumento com presteza, de acordo com sinal manual ou pedido verbal da equipe;
- sincronizar tempos e ações manuais com o cirurgião e o assistente;
- desprezar o material contaminado;
- observar e controlar para que nenhum material permaneça no campo operatório;
- auxiliar no curativo e no encaminhamento do paciente à devida unidade;
- conferir o material após o uso;
- retirar o material da SO e encaminhá-lo à CME.

Projeto de Lei 642/2007: Dispõe sobre a regulamentação da profissão do instrumentador Estabelece que o exercício da profissão é privativo daqueles que tenham concluído curso de Instrumentação Cirúrgica, ministrado no Brasil, por escola oficial ou reconhecida pelo governo federal; ou no exterior, desde que o diploma seja revalidado no Brasil. Também podem exercer a atividade aqueles que já atuam na Profissão há pelo menos dois anos, contados da data em que a lei entrar em vigor.
Conselho Federal de Enfermagem (COFEN – Resolução 214/98) * Instrumentação Cirúrgica → atividade de enfermagem, não sendo ato privativo do enfermeiro * Profissional de enfermagem, atuando como instrumentador cirúrgico, subordina-se diretamente ao enfermeiro da unidade (COREN – SP).
Cuidados Pré-Operatórios :
Cuidados realizados antes da cirurgia antes da cirurgia, o paciente deve ser internado com antecedência.
1.Observar o estado do paciente , se tem secreção , se está com tosse , ou sinal de infecção, no caso de contactar o enfermeiro ou o Médico;
2.Pedir ao paciente que deixe de fumar nos dias anteriores da cirurgia , explicar o efeito que causa nas vias respiratórias , é possível de infecção;
3.Observar o surgimento de febre ou qualquer alteração dos sinais vitais
4.Orientar o paciente a realizar exercícios respiratórios para aumentar a ventilação , isso ajudanos cuidados pós-cirúrgicos, após recuperar da anestesia.
5.Coletar e encaminhar exames laboratoriais
6.Acompanhar o paciente quando forem fazer exames tais como Radiografia ou Eletrocardiogramas;
7.Observar a atitude do paciente , no caso de estar abatido, ou em estado de agitação informar ao Enfermeiro ou ao Médico;
8.Orientar o acompanhante ,isso contribui para que fique mais tranqüilo e relaxado
9.Anotar no prontuário qualquer anormalidade
Cuidados Pré-Operatórios Imediatos:
São os cuidados realizados doze horas de antecedência da Cirurgia
1.Jejum por doze horas antes cirurgia , o cartaz ,deverá ser colocado visível indicando o jejum;
2.Banho na noite anterior , ou pela manhã
3.Clister na noite anterior
4.Ministrar medicamento Pré- Operatório
5.Colher amostra de sangue e urina para controlar evolução dos procedimentos cirúrgicos realizados no paciente
6.Retirar próteses não fixas , óculos ,jóias , adornos ,guardando-os de maneira adequada e indicando a localização dos pacientes e de seus familiares
7.Caso o paciente use lente , orientar limpeza , caso não traga orientar limpeza com S.F ,indicando qual corresponde ao olho D e E;
8.Necessidade Espiritual devemos atender conforme o pedido do paciente
9.Preparo da pele com tricomia do local a ser operado e limpeza com antiséptico em região definida;
Tricotomia
1.Material :
Aparelhos descartáveis, água morna com sabão esponja, a região ser depilada toalha para secar, e toalha grande para evitar que se molhe a cama;
Primeiramente ensaboar a região e em seguida passar o aparelho no sentido contrário do pelo, pelôs longos, corta-se primeiramente com a tesoura.
Verificar arranhão na pele
Limpeza com anti-séptica em geral iodo , deixar agire depois agir e depois cobrir com campo estéril
14.Transoperatórios :
Durante a cirurgia os membros da Equipe que já se escovaram deverão manusear apenas os objetos esterilizados
A pele do paciente deverá ser meticulosamente limpa , o restante do corpo deverá ser coberta por lençóis estéries e permanece estéries ;
Os artigos estéries não utilizados devem ser descartados ou reesterelizados



Enfermagem e Fisioterapia: Em prol de pacientes terminais
A dor é o sintoma mais frequente nos pacientes terminais, e o alívio da dor tem um papel de destaque, buscando, acima de tudo, o bem-estar e o conforto do paciente, e o seu controle propicia melhora da qualidade de vida do paciente até a sua morte.
A enfermagem é preponderante no tratamento da dor, tendo como foco principal o cuidado e a manutenção da qualidade de vida em todas as fases do processo da doença, ou seja, diagnóstico, tratamento, reabilitação. E a fisioterapia possui um grande arsenal de técnicas que complementam o tratamento de dor em pacientes terminais, muitas delas já comprovadas, porém outras precisam de mais estudos aprofundados.
O paciente terminal é aquele que se encontra além da possibilidade de terapêutica curativa e que necessita de um tratamento paliativo visando ao alívio de inúmeros sintomas que o atormentam, sempre levando em consideração a melhoria da qualidade de vida de uma maneira global, ou seja, biológica, espiritual, social e psicologicamente. Dentro da geriatria, a presença do paciente terminal se torna cada vez mais frequente pela grande quantidade de doenças crônicas nesses pacientes, junto com as alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas que vão alterando progressivamente o organismo, tornando-o mais suscetível às agressões intrínsecas e extrínsecas .
Entre os sintomas, a dor é considerada um dos mais temidos no final da vida. O sofrimento causado pela dor incessante toca todos os aspectos da qualidade de vida (atividade, apetite, sono, entre outros). A Agência Americana de Pesquisa e Qualidade em Saúde Pública e a Sociedade Americana de Dor classificaram a dor como o quinto sinal vital, que deve ser avaliado com os outros sinais vitais como temperatura, pulso, frequência respiratória e pressão arterial. A avaliação da dor é extremamente importante no ambiente clínico, tornando possível a adoção de uma medida de tratamento ou conduta terapêutica, porém muitas vezes a avaliação é subjetiva e de difícil aplicação. Em outras palavras, não existe um instrumento padrão para tal há algumas escalas que podem ser usadas como escala verbal descritiva, escala visual analógica, escala numérica e escala das faces.
O alívio da dor tem um papel de destaque em pacientes terminais, buscando, acima de tudo, o bem-estar e o conforto deles. A fisioterapia possui um grande arsenal de técnicas que complementam o tratamento de dor em pacientes terminais, muitas delas já comprovadas, porém outras precisam de mais estudos aprofundados. A equipe de enfermagem convive mais tempo com os pacientes, já que estes se tornam dependentes dos seus cuidados, que vão dos mais simples até os mais complexos. Dessa forma, o enfermeiro deve implementar estratégias de alívio da dor, utilizando diversas técnicas, que podem ser desenvolvidas de forma direta ou indireta. A abordagem multidisciplinar é de suma importância a esses pacientes por causa de sua alta complexidade, pois implica demonstrar que nenhuma profissão consegue abranger todos os aspectos envolvidos no tratamento da dor, o que faz destacar a significância do trabalho coletivo, permitindo a sinergia de habilidades para promover uma assistência completa. Na literatura, há descrições de tratamentos terapêuticos da dor em pacientes terminais, porém não existem muitos relatos específicos da abordagem da fisioterapia e da enfermagem diferenciada em pacientes geriátricos terminais.
O aprofundamento, a busca de novos tratamentos, condutas terapêuticas e a adequada avaliação da dor nesses pacientes são importantes, assim como admitir o significado do alívio da dor desde o início do tratamento de uma doença até as últimas horas de vida, tornando uma condição fundamental para que todas as especialidades possam trabalhar da melhor forma possível com o paciente e seus familiares.
A DOR NO PACIENTE IDOSO TERMINAL
A dor de um paciente portador de uma doença fora de possibilidade de cura pode ter uma conotação terrível pelo fato de anunciar-lhe de certa forma que a sua morte está a caminho. O sintoma mais comum em doenças avançadas é a dor (60%- 75%), podendo aumentar em até 80% em pacientes institucionalizados e ser ainda maior em pacientes hospitalizados. Os idosos que estavam em hospice em cuidados paliativos apontaram a dor como sintoma mais prevalente e angustiante (92%). Em pacientes geriátricos, a dor pode vir acompanhada de peculiaridades como o efeito cumulativo da progressão de doenças crônicas dolorosas e o aumento na incidência de condições associadas à dor. Além disso, é comum a ocorrência de múltiplas complicações médicas e mais efeitos colaterais de diferentes tratamentos durante a velhice.
As principais causas de dor no idoso (especialmente a dor crônica) são: doenças osteoarticulares (principalmente degenerativas), fraturas, doenças vasculares periféricas, neuropatia diabética, neuralgia pós-hérpica, síndrome dolorosa pós-acidente vascular encefálico (AVE), neuropatias periféricas, polimialgia reumática e, principalmente, doenças neoplásicas13. Diversos autores afirmam que os níveis de sensibilidade da dor aumentam regularmente com a idade. É necessário recordar que isso não significa ausência de dor e, portanto, o paciente geriátrico com dor precisa de um adequado tratamento. Os princípios do tratamento da dor (procedimentos paliativos em geral) são similares em adultos e nos idosos, porém deve-se conhecer as peculiaridades dessa etapa da vida e fazer um enfoque terapêutico mais adequado e racional. Os aspectos precisos sobre o que a idade altera nos mecanismos de dor não estão bem esclarecidos.
O PAPEL DA ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DA DOR
O papel da enfermagem é preponderante no tratamento da dor, tendo como foco principal o cuidado e a manutenção da qualidade de vida em todas as fases do processo da doença, ou seja, diagnóstico, tratamento, reabilitação. Por meio da compreensão dos múltiplos fatores envolvidos na dor, o enfermeiro/técnico/auxiliar pode atuar em relação ao paciente e à família objetivando uma assistência eficaz do ponto de vista técnico, científico, humano e ético. Para isso, é necessário estar disponível para ouvir, compreender e fornecer as orientações quantas vezes for necessário, estabelecendo uma relação de empatia com o paciente.
A Sistematização do Atendimento de Enfermagem (SAE) envolve uma abordagem sistemática e científica na assistência ao indivíduo com dor e suas famílias. O enfermeiro coleta dados, identifica problemas, planeja, implementa e avalia intervenções (farmacológicas e não farmacológicas), bem como propõe alterações baseadas nas avaliações. O paciente com dor pode ser incapaz de participar das atividades habituais da vida cotidiana ou de realizar seu costumeiro autocuidado. Cabe à equipe de enfermagem atender às necessidades físicas e de autocuidado do paciente, como cuidados na higiene, conforto e alimentação, intervenções na vigência de tratamento farmacológico, intervenções não farmacológicas, monitorização de sinais vitais e medidas educativas para o doente e a família.
Em suma, a enfermagem pode realizar diversas ações para o alívio da dor e a manutenção da qualidade de vida do paciente idoso terminal, entre as quais se destacam:
• Posicionamento confortável: frequentes mudanças de posição são necessárias para aliviar e redistribuir a pressão sobre a pele do paciente. Nos idosos, a pele apresenta alterações, como a diminuição dos fosfolipídios, em que os músculos sofrem atrofia e as estruturas ósseas ficam proeminentes, fazendo com que os idosos se tornem mais suscetíveis a úlceras por pressão, as quais provocam dor e sofrimento.
• Controle dos fatores ambientais: criar um ambiente calmo, diminuindo estímulos luminosos e sonoros, podendo ser criado um espaço para que os entes queridos permaneçam com os idosos, se desejável.
• Controle da ansiedade relacionada com a dor: o paciente ansioso a respeito da dor pode ser menos tolerante a ela. A ansiedade pode ser reduzida mediante explicações que indicam o grau de alívio da dor esperado a partir de cada medida. Existem estratégias que podem ser utilizadas pela enfermagem como a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a técnica de orientação educativa. As TCC são utilizadas, principalmente, para controlar a dor, o medo e a ansiedade. Os princípios norteadores do seu uso são que os comportamentos humanos são socialmente aprendidos – o indivíduo pode aprender ou reaprender comportamentos que lhe tragam melhor funcionalidade e bem-estar.
São utilizadas técnicas de relaxamento, distração e imaginação dirigida. A atuação educativa do enfermeiro é realizada por meio de consultas individuais, demonstração, filmes, folhetos e manuais e pode ocorrer em diferentes contextos. O objetivo é tornar os pacientes e familiares agentes de autocuidado e participantes ativos do processo terapêutico. No tratamento farmacológico, observa-se no idoso a predisposição para desenvolver sedação e confusão mental quando faz uso de diferentes drogas .
O enfermeiro deverá conhecer a farmacocinética e a farmacodinâmica das drogas utilizadas para uma correta monitorização, que determinará a eficiência da analgesia, o ajuste das doses e o manejo dos efeitos colaterais.
O PAPEL DA FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DA DOR
O fisioterapeuta tem um papel fundamental no controle da dor de pacientes sem possibilidade de cura, podendo utilizar métodos e recursos não invasivos exclusivos de sua profissão, que são imensamente úteis no controle da dor, fazendo com que sua atuação colabore com o tratamento multiprofissional, necessário para o atendimento desses pacientes. A literatura científica demonstra a efetividade das técnicas e recursos fisioterapêuticos utilizados por idosos que se encontram restritos ao leito por tempo prolongado.
No entanto, não há muitos artigos de revisão bibliográfica que compilem todos os dados referentes à abordagem que a fisioterapia pode desenvolver com esse paciente, dentro da equipe multidisciplinar, do contexto da dor. É muito importante deixar claros os objetivos da fisioterapia tanto para a equipe como para os familiares e o paciente a ser tratado, facilitando, assim, a aceitação e a adesão ao tratamento proposto. Entre os métodos analgésicos, há os meios físicos e a terapia manual. A eletroestimulação traz resultados rápidos, no entanto esse alívio é variável entre os pacientes. A estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) é um método que utiliza a corrente elétrica para induzir analgesia.
Alguns autores já demonstraram que a TENS de baixa e alta frequência, aplicada em animais e humanos, induziu analgesia principalmente por liberação de opioides endógenos. Já outros estudos de experimentação mostraram que a TENS de baixa frequência é menos efetiva em animais tolerantes à morfina, quando comparada à TENS de alta frequência. A partir desses estudos, é possível observar que pacientes em uso crônico de morfina podem não se beneficiar da analgesia induzida pela TENS de baixa frequência, sendo mais indicada a de alta frequência (maior que 50 Hz), por apresentar outro mecanismo de analgesia.
O estudo de Hamza et al.37 comparou o uso de TENS (Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation), constatando uma diminuição no escore da escala aná- loga visual (VAS) e a incidência de náuseas e de prurido local de forma significativa37. McQuay et al.38, numa ampla revisão sistemática, não encontraram evidências para o uso de TENS em dor em fase aguda, porém encontraram efeitos analgésicos em dor crônica.
A TENS, se bem indicada, pode trazer inúmeros benefícios no controle da dor.
O uso da corrente interferencial é bem estabelecido para diminuição da dor, no entanto ainda não há consenso sobre qual variação da amplitude modulada de frequência (AMF) é mais eficaz. Não foram encontradas diferenças na analgesia em grupos com AMF de 5, 40, 80, 120, 160, 200, 240 Hz. Talvez essa diferença esteja relacionada com as características individuais de tecidos da pele e músculos durante passagem da corrente; variações de lípides, água e íons interferem na geração da corrente interferencial, não sendo possível definir o quão é reprodutível o fenômeno no interior dos tecidos.
A termoterapia superficial (bolsa térmica e compressa de parafina) também pode ser utilizada para aliviar a dor de pacientes geriátricos em controle paliativo, tendo como objetivo promover relaxamento muscular, interferindo no ciclo dor-espasmo-dor, tomando apenas o cuidado com a pele desses pacientes que estão mais fragilizados.
Mense40 demonstrou que o aquecimento da pele, por meio do calor superficial, é capaz de reduzir a atividade dos motoneurônios gama, na medula espinhal, e a atividade elétrica das fibras intrafusais, reduzindo o espasmo muscular e a dor40. O calor superficial possibilita, também, a remoção de produtos do metabolismo, bem como de mediadores químicos responsáveis pela indução da dor e, consequentemente, do espasmo muscular reflexo. O uso do calor superficial é bem semelhante ao da crioterapia, em que o tempo recomendado é de 15 a 20 minutos, sempre reforçando a proteção do local exposto ao calor.
A crioterapia provoca vasoconstrição por aumento da atividade simpática, após estimulação dos receptores de frio na pele. Essa ação vasoconstritora reduz os mediadores químicos que são liberados no local da lesão e, dessa forma, controlam o contato desses mediadores inflamatórios com os nociceptores, reduzindo, assim, a dor.
A crioterapia tem um histórico expressivo como tratamento de dor, com eficácia comprovada, baixo custo e fácil aplicação. Porém, por sua simplicidade, deixou de ser utilizada e seu uso ficou reduzido a apenas alguns casos, como torções e contusões. Não há estudos sobre a diminuição de dor em pacientes em fase terminal por meio de crioterapia, mas sua aplicação pode ser útil para dores musculoesqueléticas, sendo realizada por bolsas ou imersão em água gelada duas a três vezes ao dia durante 15 a 20 minutos.
Os métodos como mobilizações articulares, alongamentos e massoterapia também podem ser utilizados para complementar o tratamento da dor, diminuindo a tensão muscular, melhorando a circulação tecidual, prevenindo rigidez e deformidades articulares e agindo também para diminuir a ansiedade, muito comum nesses pacientes.
O alongamento é eficaz e pode ser utilizado com relativa facilidade e baixo custo, sempre com orienta- ção de um fisioterapeuta ou fisiatra. A queixa de uma dor muscular pode ser devida à perda da flexibilidade, que leva a um encurtamento da musculatura. O alongamento mostra ser eficaz na diminuição da dor e na melhora de outros sintomas, como a ansiedade, em comparação ao condicionamento físico.
A massoterapia também é uma técnica comumente utilizada como terapia complementar nos pacientes, com o objetivo de analgesia.
A massoterapia é definida como a manipulação dos tecidos moles do corpo, executada com as mãos, com o propósito de produzir efeitos benéficos sobre os sistemas vascular, muscular e nervoso. A massoterapia produz a estimulação mecânica dos tecidos, mediante a aplicação rítmica de pressão e estiramento. A pressão comprime os tecidos moles e estimula os receptores sensoriais, produzindo sensação de prazer ou bem-estar, e pode ser utilizada com o objetivo de induzir o relaxamento muscular e o alívio da dor.
Em um estudo feito por um estudioso, que utilizou massoterapia para alívio da dor e melhora da qualidade de vida em pacientes oncológicos sob cuidados paliativos, conclui-se que a realização de 10 dias subsequentes de massagem padronizada em pacientes com dor oncológica resultou em menor consumo diário de morfina, melhor qualidade de vida, sem, contudo, aumentar a incidência dos efeitos adversos, revelando-se uma técnica adjuvante alternativa para o tratamento da dor oncológica.
Muitos profissionais tendem a evitar tocar em pacientes idosos, especialmente os que sofrem de doenças em fase terminal, porém o toque e a proximidade física podem ser a maneira mais importante de entrar em comunicação com uma pessoa na terminalidade, transmitindo-lhe a noção de que é importante como ser humano.
É importante ressaltar que, antes de utilizar qualquer técnica, se deve avaliar e levar em conta a contraindicação de cada recurso fisioterápico, respeitando a individualidade de cada paciente, observando e analisando as patologias apresentadas por eles.
O moderno enfoque do tratamento da dor com equipe multidisciplinar (união de diversos profissionais como médico, psicólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, enfermeira, técnico de enfermagem, auxiliar de enfermagem, assistente social e outros) permite abranger muitos dos aspectos que afetam o paciente em fase terminal, que na geriatria se torna mais complexo pelas comorbidades apresentadas.
Dentro da abordagem dos pacientes geriátricos terminais com dor, a identificação à primeira vista pode ser difícil. Com isso, um bom preparo dos profissionais para a escolha da ferramenta adequada a ser utilizada e saber identificar o sintoma são de suma importância para que sejam estabelecidos objetivos e condutas adequados para cada paciente, sempre respeitando sua individualidade.
Isso tende a tornar as terapias mais eficazes. A fisioterapia e a enfermagem possuem vários recursos para redução de dor, tendo como objetivo principal a melhora da qualidade de vida dos pacientes sem possibilidades curativas. É de vital importância que, além da equipe multidisciplinar, o próprio paciente e as pessoas que cuidam dele ou convivem com ele estejam empenhados em seu tratamento.
Enfermagem: Nutrição e Dietética
O nosso organismo pode ser comparado a uma máquina, assim como esta requer para o seu funcionamento, óleos e graxos, à nossa máquina humana exige o seu combustível o alimento.
Entretanto, este tem que ser de boa qualidade, variedade e fornecido em quantidades adequadas. Um pequeno descontrole nesses fatores é suficiente para que o organismo não funcione bem, ocasionando sérias perturbações.
Sem alimento não há vida, uma alimentação inadequada ou deficiente, traz inúmeros prejuízos a sua saúde.
NUTRIÇÃO
É a ciência que estuda as necessidades nutricionais de diferentes tipos de organismos, as transformações impostas aos alimentos pelo organismo com a finalidade de utilizar os nutrientes neles contidos como fonte de energia e substrato para a formação de tecido.
ALIMENTOS
È toda substância que introduzida no organismo, transformada e aproveitada, fornece material para o crescimento e a reparação dos tecidos, calor e energia para o trabalho.
NUTRIENTES
São compostos específicos encontrados nos alimentos, no solo e nos fertilizantes, e são importantes para o crescimento e sobrevivência dos seres vivos. Os nutrientes, de acordo com a natureza das funções que desempenham no organismo, são agrupados em diferentes categorias, a saber.
1.Reguladores: exercem função no controle ou no equilíbrio do metabolismo. Ex: vitaminas e sais minerais.
2.Energéticos: fornecem energia. Ex:carboidratos e gorduras.
É variável a quantidade destas substâncias nos diversos alimentos. Assim temos alimentos mais ricos que outros em proteínas, glicídios, lipídios, vitaminas, sais minerais e água.
A riqueza de um alimento em um destes fatores faz com que o mesmo seja fonte principal desse alimento.
PROTEÍNAS
São substâncias nitrogenadas e complexas, compostas por carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, constituídas de aminoácidos. Sua principal função é atuar na formação de tecidos orgânicos, no processo de renovação dos mesmos, e, principalmente no crescimento. Por isso são chamados de alimentos de construção.
São principais fontes de proteínas:
- Alimentos de origem animal. Carnes em geral, peixe, leite e seus derivados, ovos.
- Alimentos de origem vegetal, os melhores são as leguminosas como soja, lentilha, feijão, ervilha, amendoim, grão de bico.
A dieta pobre em proteínas é incapaz de promover o crescimento e manter uma vida.
A carência de proteínas leva ao crescimento retardado e menor desenvolvimento da musculatura, provocando defeitos na postura, ficando os indivíduos com ombros caídos, cabeça pendida para frente e os braços caídos ao longo do corpo.
Sintomas da falta de proteínas na alimentação:
- Cansaço fácil
- Palidez e desânimo
- Falta de resistência contra doenças
- Difícil cicatrização
- Síndrome de Kwashiorkor
HIDRATOS DE CARBONO, CARBOHIDRATOS OU GLICÍDIOS
São substâncias, que introduzidas no nosso organismo, fornecem calor e energia. Por esse motivo são chamados de alimentos energéticos. Constitui a maior fonte de alimentos dos povos mundiais.
Os hidratos de carbono, depois de ingeridos, são absorvidos sob a forma de um açúcar simples, a glicose. A glicose é transformada e reservada no fígado. Conforme as necessidades do organismo, ele transforma parte da reserva em glicose novamente, a qual é quebrada, produzindo calor para a locomoção e trabalho muscular.
CLASSIFICAÇÃO
1.MONOSSACARÍDEOS: Aqueles que através do processo digestivo não podem ser desdobrados em unidades menores. Ex: glicose, frutose e lactose
2.DISSACARÍDEOS: Formados por dois monossacarídeos podem ser desdobrados em seus componentes. São os açucares: sacarose ( glicose + frutose); lactose ( glicose + galactose ); e maltose ( 2 unidades de glicose).
- POLISSACARÍDEOS: Carboidratos mais complexos compostos por grande número de monossacarídeos que podem ser desdobrados em seus componentes. São o amido e o glicogênio. Ex: batata, arroz, fubá, trigo.
As principais fontes de hidrato de carbono são:
- Açúcar, mel, melado, rapadura
- Cereais e suas farinhas: trigo, arroz, centeio, aveia, cevada e milho
- Leguminosas: feijão, lentilha, soja, fava, amendoim
- Os tubérculos: batata, batata doce, mandioca, inhame, cará
A falta de hidratos de carbono no organismo manifesta-se por sintomas de fraqueza, tremores, mãos frias, nervosismo, tonturas e desmaios.
O excesso de hidratos de carbono transforma-se em gordura provocando a obesidade.
GORDURAS E LIPÍDEOS
Os lipídeos são considerados nutrientes energéticos, devido ao elevado potencial calórico, fornecem calor e energia com o dobro de intensidade e ainda tem propriedades que conduzem as vitaminas lipossolúveis ( A, D, E K ).
Os organismos têm grande capacidade de armazenar gorduras e os principais depósitos são no tecido conjuntivo subcutâneo. Esta reserva funciona como isolante térmico, protegendo o organismo contra mudanças bruscas de temperatura do meio ambiente.
As fontes de gordura podem ser de origem animal e vegetal.
- Origem animal: manteiga, creme de leite, banha de porco, toucinho, carnes gordas, gema de ovo. Etc.
- Origem vegetal: óleos extraídos do milho, soja, semente de girassol, caroço do algodão, coco, nozes, castanhas, abacates, etc.
A carência de gorduras, nas crianças pode provocar o aparecimento de lesões na pele e em adultos, altera a quantidade de ácidos graxos essenciais no plasma sanguíneo.
O excesso de gordura causa:
- Aumento do colesterol
- Diarréia
- Aumento do peso corpóreo
- Fermentações que irritam as mucosas do aparelho digestivo, causando colites ou outras patologias.
VITAMINAS
As vitaminas são substâncias indispensáveis à vida em quantidades reduzidas.
As vitaminas são classificadas em:
- Lipossolúveis: solúveis em gorduras ou solventes de gordura. São as vitaminas A, D, K e E.
- Hidrossolúveis: solúveis em água. São as vitaminas do complexo B e a vitamina C.
VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS
Vitamina A ( retinol )
Indispensável para a integridade da visão noturna, à formação dos tecidos epiteliais e da estrutura óssea.
São fontes de vitamina A: fígado, manteiga, gema, leite integral, creme de leite, vegetais pigmentados na forma de caroteno, principalmente na cenoura, mandioquinha, folhas verdes em geral e alguns frutos ( mamão e melão ).
A deficiência da vitamina A causa principalmente um distúrbio visual conhecido como cegueira noturna ( nictalopia ), que se caracteriza pela diferença de luminosidade. Deficiências mais severas e prolongadas podem causar ulcerações da córnea e cegueira total ( xeroftalmia ).
No tecido epitelial, a deficiência de vitamina A altera as células epiteliais da membranas da garganta e nariz.
Vitamina D ( calciferol )
É essencial para o desenvolvimento normal do ser humano. É importante para a formação de ossos e dentes, previne e cura o raquitismo.
É encontrada na luz solar, óleo de fígado de peixe, leite fortificado e ovos.
A carência de vitamina D, na infância, provoca o raquitismo, que se caracteriza por uma ossificação deficiente de mineralização durante a formação dos ossos mais longos.
Nos adultos, a deficiência de vitamina D causa a osteomalácia, por enfraquecimento dos ossos devido a uma desmineralização do mesmo, resultando em deformações ósseas, fraqueza e dificuldade de locomoção.
Vitamina E ( tocoferol )
É conhecida como a vitamina antiesterilidade. Seu modo de ação não se encontra bem esclarecido, existindo várias teorias para explicar sua atividade. Dentre elas destaca-se a teoria da função antioxidante lipídico ( previne a formação de produtos tóxicos e oxidação.
São boas fontes de vitamina E, gérmem de cereais, vísceras, músculos, ovos e leite.
A deficiência de vitamina E no homem é rara.
Vitamina k ( menadiona ou minaquona )
É conhecida como vitamina anti-hemorragia por ter sua principal ação no fenômeno de coagulação do sangue. É imprescindível na síntese de protombina no fígado.
As melhores fontes de vitamina K são folhas verdes das hortaliças ( espinafre, couve, repolho ), ervilha, soja, tomate e em alimentos de origem animal.
É comum o aparecimento de equimoses, epistaxes, hematúrias, hemorragias intestinais no pós-operatório.
A carência de vitamina K ocorre por falha na absorção pelo fígado, reduzindo a capacidade de coagulação sanguínea e aumentando a tendência a hemorragias.
VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS
Vitaminas do complexo B
Fazem parte desse grupo, as vitaminas B1 ( tiamina ), B2 ( riboflavina ), B6 ( piridoxina ), B12 ( cianocobalamina ), niacina, folacina, ácido pantotênico, biotina entre outros fatores.
Vitamina B1 ( tiamina ) Interfere no metabolismo dos carboidratos, como integrante de uma enzima essencial a degradação da glicose e produção de energia. É absorvida no intestino delgado.
As principais fontes são: levedo de cerveja, vísceras grãos integrais de cereal.
A manifestação clinica da deficiência de tiamina é o beribéri. O beribéri pode apresentar, se em crianças, anormalidades cardíacas , afonia e pseudomeningite e em adultos polineurite que é a alteração dos nervos periféricos ou afetar o sistema nervoso central.
Vitamina B2 ( riboflavina )
É essencial para o crescimento e importante na conservação dos tecidos e na fisiologia ocular. As principais fontes são: leite, ovos, vísceras, queijos, vegetais folhosos, levedo de cerveja e integrais.
A carência de riboflavina manifesta-se por lesões na língua ( glossite ), lábios ( quilose ), nariz e olhos ( blefarite ), pois há impedimento da oxidação celular. A este conjunto de sintomas dá-se o nome de arriboflavinose.
Vitamina B6 ( piridoxina )
É indispensável em muitos processos químicos complexos, onde os nutrientes são metabolizados no organismo, principalmente no caso das proteínas.
As principais fontes de vitamina B6 são sementes de cereais, levedo de cerveja, sementes de girassol, carne, fígado e peixes.
Sua carência ocasiona problemas de pele, sistema nervoso central, lesões seborréicas nos olhos, nariz e boca acompanhadas de glossite e estomatite.
Vitamina B12 ( cianocobalamina )
Sua função mais importante é relativa a medula óssea, onde são formadas as hemácias.
As melhores fontes de vitamina B12 são: fígado, rim, coração, ostras, carnes em geral, peixe, ovos e leite.
A deficiência de vitamina B12 causa a chamada anemia perniciosa e profundas alterações ao sistema nervoso, que se caracterizam por uma desmineralização dos nervos.
Niacina ou ácido nicotínico
Atua no metabolismo energético, ou seja, na produção de energia, através dos hidratos de carbono, gorduras e proteínas. Pode ser sintetizada pelo aminoácido triptofano.
As principais fontes são: fígado, carnes em geral, leguminosas e cereais. A carência provoca a pelagra que se caracteriza por: pele vermelha e áspera ( rosto e pescoço ), língua vermelha e lisa, estomatites, diarréias, anorexia, fadiga, alterações mentais e cefaléia.
Vitamina C ( ácido ascórbico )
A vitamina C é essencial para manutenção da integridade capilar e dos tecidos, ajuda a manter a defesa contra infecções e estimula a cicatrização e consolidação de fraturas, reduzindo a tendência a infecção.
As principais fontes de vitamina C são frutas cítricas, laranja, limão, tangerina, abacaxi, caju e vegetais ( pimentão e repolho ). A doença típica de falta de vitamina C é o escorbuto.
Os principais sintomas do escorbuto são: alterações nas gengivas ( hemorragias ), dores articulares, dificuldade de cicatrização, anemia, dificuldades respiratórias, diminuição da excreção urinária.
SAIS MINERAIS
Os minerais formam as cinzas dos materiais biológicos após completa oxigenação da matéria orgânica.
São sais inorgânicos indispensáveis como componentes estruturais e em muitos processos vitais.
Estão presentes nos tecidos duros ( ossos e dentes ) e também nos fluidos corporais e tecidos moles. Classificam-se em:
Macronutrientes: são indispensáveis a nutrição. São eles: cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, cloro e magnésio.
Micronutrientes: ferro, zinco, selênio, manganês, cobre, iodo, e outros. No organismo são encontrados apenas traços desses minerais.
Cálcio e fósforo
O cálcio é essencial na formação de ossos e dentes, estando presente no organismo em grandes quantidades.
Uma pequena quantidade esta presente na circulação sanguínea e nos tecidos moles e são de vital importância para o metabolismo, controle cardíaco e exatabilidade de músculos e nervos, e a coagulação sanguínea.
O fósforo ocorre em todos os tecidos biológicos sob a forma de fosfato. Nos ossos e dentes, estão presentes 80% do fósforo contido no organismo, enquanto 10% encontram-se nos músculos e 10% no sistema nervoso. É essencial para a célula, participando ativamente no seu metabolismo e funções.
É importante a relação cálcio-fósforo na alimentação para a absorção dos dois. O excesso de um ou de outros no cardápio resulta em absorção pobre de ambos e em excreção aumentada de um ou de outro.
São fontes desses minerais: leite, queijos, coalhada, pescados e folhas verdes.
O fósforo é encontrado em maior quantidade nos alimentos de origem animal, como: carnes, vísceras, pescados, ovos e de origem vegetal as leguminosas, especialmente a soja.
A ausência de cálcio perturba a função condutora dos nervos e a contração muscular, além de causar descalcificação óssea e fraturas freqüentes, caries dentárias, atraso no crescimento, demora na coagulação sanguínea, nervosismo, irritabilidade, insônia.
Potássio
É indispensável ao crescimento e a vida, pois mantém o equilíbrio acido básico no organismo, a pressão osmótica e a irritabilidade dos nervos e músculos.
Suas fontes são: frutas, carnes, leite, cereais, verduras, legumes e etc.
Deficiências de potássio podem resultar em severas diarréias, mau funcionamento dos rins, e acidose diabética, manifestando-se por: fraqueza muscular, irritabilidade nervosa, irregularidade cardíaca e desequilíbrio mental.
Sódio
O sódio é o principal elemento encontrado nos fluidos extra celulares tendo função muito importante na regulação da osmolaridade ( pressão osmótica ), do pH e do equilíbrio eletrostático.
A principal fonte de sódio é o sal de cozinha ( cloreto de sódio NaCI ), também é encontrado nos elementos de origem animal, especialmente no leite e em ovos.
São raros os sinais de deficiência de sódio em indivíduos normais. Quando há transpiração excessiva, ocorre perdas significativas de sódio.
Cloro
É encontrado nos tecidos biológicos como íon de cloreto combinado com sódio ( cloreto de sódio ) e com potássio nas células. Participa juntamente com o potássio e o sódio no equilíbrio osmótico e ácido básico e conservação do tônus muscular.
A principal fonte é o sal de cozinha, mas também pode ser encontrado no leite, carne, ovos e mariscos.
A carência de cloro provoca desequilíbrio ácido básico dos líquidos orgânicos, como por exemplo, no vomito, diarréia ou sudorese intensa.
Ferro
Sua principal função é a de transportar e ceder oxigênio. Faz parte dos glóbulos vermelhos. O ferro não depositado pelo organismo deposita-se no fígado e no baço e quando necessário é liberado para formar mais glóbulos vermelhos.
O organismo necessita de mais ferro durante a gestação, o aleitamento e o crescimento, quando o consumo é maior. É no final da gestação que o feto recebe mais ferro do organismo materno.
São fontes de ferro: fígado, gema de ovo, rim, feijão, espinafre, frutas secas, tomate, cenoura, agrião, cereais integrais, brócolis e couve.
A deficiência ou falta de ferro na alimentação leva a anemia, pois não é possível a produção de glóbulos vermelhos.
São sintomas da anemia: palidez, desânimo, incapacidade de concentração e vertigens.
Iodo A função do iodo no organismo é a de participar da estrutura dos hormônios da tireóide. As principais fontes de iodo são: frutos do mar ( peixes, ostras, camarões, algas marinhas, lagosta ), sal bruto, cebola, alho e agrião.
A diminuição prolongada de iodo na dieta leva ao bócio, A deficiência grave de iodo na gestação pode levar ao cretinismo congênito ( hipotiroidismo infantil ).
Água
A água é o nutriente mais importante do nosso organismo. Nosso organismo é composto de 60% a 70% do peso corporal do adulto.
Faz parte de todos os líquidos e células do corpo e funciona na digestão, absorção, circulação e excreção.
Embora a água forneça calorias, é essencial para produção de energia, já que nenhuma célula funciona sem a presença de água. A água dos tecidos se origina de três fontes distintas:
- Água liquida ingerida como bebida;
- Água ingerida como constituinte dos alimentos;
- Água de origem metabólica.
As vias pelas quais o organismo pode perder água são:
- Pêra insensível através da pele e pulmões;
- Excreção urinaria e intestinal;
- Suor
A falta de água no organismo pode causar a desidratação, que é a perda de água, principalmente através do vomito e diarréia.
Seus sintomas são sede, náuseas, vômitos, corpo quente e seco, língua seca, perda de peso, confusão mental, delírio, abatimento e etc.
DIETOTERAPIA
Conceito
É o tratamento do paciente através da ingestão de alimentos ajustados as exigências especificas de cada caso, em relação aos componentes nutritivos, valor calórico, quantidade, apresentação e consistência dos alimentos na dieta.
É aplicada nas áreas das enfermidades agudas ou crônicas, transmissíveis ou não, na clinica cirúrgica e no preparo para exames.
Finalidade
- Curar o paciente;
- Prevenir as alterações da nutrição. Ex: pré e pós operatório;
- Restabelecer as condições de nutrição quando se encontram alteradas.
DIETAS HOSPITALARES
- De acordo com o valor nutritivo
- Dieta normal ou geral: usada quando o paciente pode receber qualquer tipo de alimento. É normal em calorias e nutrientes. Ex: dieta geral
- Dieta carente: apresenta taxa de nutrientes e calorias abaixo dos padrões normais. Seu prefixo é hipo. Ex: dieta hipocalórica
- Dieta excessiva: apresenta taxa de nutrientes e calorias acima dos padrões normais. Seu prefixo é hiper. Ex: dieta hiperprotéica
- Super alimentação: Usada para indivíduos desnutridos ou que necessitem de um considerável aumento no valor calórico da dieta.
- Dietas com aumento parcial de nutrientes ou calorias: Usadas em casos específicos onde é necessário a elevação da taxa normal de nutrientes.
- Dieta hiperprotéica: Com elevada taxa de proteínas, indicada em qualquer situação onde ocorra aumento das necessidades de proteínas. Ex: pós operatório, doenças infecciosas na convalescença.
- Dieta hipercalórica: Dieta com valor calórico total acima de 3000 calorias diárias. É indicada nos casos de anorexia severa.
- Dieta hiperglicídica ou hiperhidrocarbonada: Dieta com taxa elevada de glicídios ou carboidratos. É usada em situações que exijam taxas de glicídios abaixo dos padrões de normalidade.
- dietas com diminuição parcial de nutrientes e calorias: Usadas em casos específicos, cuja indicação seja diminuição da taxa normal de nutrientes ( proteínas, carboidratos e gorduras, sais minerais e etc ).
- Dieta hipoprotéica: Dieta com taxa reduzida de proteínas, indicada para evitar progressão de lesões renais.
- Dieta hipocalórica: Dieta com valor calórico total abaixo dos padrões de normalidade, indicada em obesidade e programas de redução de peso.
- Dieta hipogordurosa ou hipolipídica: Dieta com taxa reduzida de gorduras. Usada em casos de hepatite, colecistite, pancreatite, colelitíase e etc.
- Dieta hipossódica: Dieta com taxa reduzida de sódio, utilizada em casos de edema cardíaco e renal, hipertensão arterial, cirrose hepática acompanhada de ascite, toxemia gravídica.
- Dietas com omissão de algum componente. São indicadas quando há necessidade de retirada total de algum componente do cardápio.
- Dieta assódica: Dieta sem sódio, ou seja, sem sal. Geralmente utilizada em casos de hipertensos graves e doenças renais.
- De acordo com a consistência dos alimentos, as dietas hospitalares são:
- Dieta hídrica: chá, água, caldo de legumes coado.
- Dieta liquida: alimentos de consistência liquida normal em calorias e nutrientes, requerendo o mínimo de trabalho digestivo. Ex: chá, leite, café, sopas coadas, gelatinas, suco de frutas.
- Dieta Leve: alimentos de consistência semi liquida e bem cozidos liquidificados e peneirados. É usado em pré e pós operatório, em situações em que se devem poupar o trabalho gastrointestinal, doenças infecciosas e febris, pacientes com dificuldade de mastigação e deglutição de alimentos sólidos.
- Dieta pastosa: alimentos de consistência cremosa, minimizando assim o trabalho digestivo. É indicada nas doenças gastrointestinais, favorecendo assim os processos digestivos, no pos operatório em transição para uma dieta normal, para pacientes com dificuldades na mastigação e deglutição.
- Dieta branda: é normal em calorias e nutrientes, com condimentação suave. São evitados alimentos que promovem, excessiva fermentação e também as frituras e alimentos crus. São indicadas em patologias do aparelho digestivo, em pos operatório na transição para dieta normal e para convalescentes pela facilidade de digestão.
NUTRIÇÃO ENTERAL

O trato gastrointestinal tem a função de decompor as nutrientes pelo processo da digestão. O transito do alimento ocorre através do trato digestivo, passando pela boca, esôfago, estômago, intestinos e ânus.
É realizado por via nasogástrica ou nasoenteral, através de uma sonda que passa pelo nariz, estômago e vai até o duodeno e jejuno.
Esse método é empregado quando os pacientes apresentam: anorexia extrema, lesões na boca, esôfago, pacientes inconscientes, disfágicos, com reflexo gastesofágico e outros casos.
NUTRIÇÃO PARENTERAL

É a alimentação ministrada ao pacientes utilizando outras vias de administração que não seja a do trato digestivo. Via endovenosa é a mais utilizada.
Quando a alimentação enteral é contra indicada, a alimentação parenteral se apresenta como um método rápido e controlado de repor líquidos e nutrientes no organismo. Ela é usada como medida de emergência ate que a alimentação oral possa ser restabelecida.
PAPEL DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM DA DIETOTERAPIA.
O técnico de enfermagem deve administrar a dieta aos pacientes impossibilitados de fazê-lo por si próprio. Após anotar no prontuário a aceitação alimentar do paciente.
Deverá também, na ausência do enfermeiro, notificar ao serviço de nutrição e dietética, as admissões e transferências, altas e óbitos de pacientes, bem como as alterações dietéticas prescritas pelo médico.
Terminologia própria de cada Sistema de Organismo
Vá direto ao ponto!
Sistema Respiratório
| ¨ Aerofagia: deglutição anormal de ar, provocando eructação freqüente |
| ¨ Anoxia: redução do suprimento de oxigênio nos tecidos |
| ¨ Apnéia: parada dos movimentos respiratórios |
| ¨ Asfixia: sufocação, dificuldade da passagem do ar |
| ¨ Binasal: referente a ambos os campos visuais nasais |
| ¨ Cianose: coloração azulada por falta de oxigênio |
| ¨ Dispnéia: dificuldade respiratória |
| ¨ Estertorosa: respiração ruidosa |
| ¨ Expectoração: expelir secreção pulmonar (escarro) |
| ¨ Hemoptise: hemorragia de origem pulmonar, escarro com sangue |
| ¨ Hemotórax: coleção de sangue na cavidade pleural |
| ¨ Hiperpnéia: respiração anormal, acelerada, com movimentos respiratórios exagerados |
| ¨ Ortopnéia: acentuada falta de ar em decúbito dorsal |
| ¨ Taquipnéia: movimentos respiratórios acelerados |
Sistema Digestivo
| ¨ Anorexia: perda do apetite; |
| ¨ Afagia: impossibilidade de deglutir; |
| ¨ Azia: sensação de ardor estomacal, eructação azeda e ácida. |
| ¨ Bilioso: referente a bile; peculiar a transtornos causados por excesso de bile; |
| ¨ Bulimia: fome exagerada; |
| ¨ Cólica: dor espasmódica: |
| ¨ Colostomia: abertura artificial para saída de fezes a nível do colo. |
| ¨ Constipação: demora anormal na passagem das fezes; |
| ¨ Coprólito: massa endurecida de matéria fecal nos intestinos; |
| ¨ Desidratação: perda exagerada de líquido no organismo; |
| ¨ Diarréia: evacuações freqüentes e líquidas; |
| ¨ Disfagia: dificuldade de deglutir; |
| ¨ Distensão: estiramento de alguma fibra muscular, entumecimento ou expansão; |
| ¨ Êmese: ato de vomitar; |
| ¨ Enema: clister, lavagem, introdução de líquidos no reto; |
| ¨ Enteralgia: dor intestinal; |
| ¨ Eventração: saída total ou parcial de vísceras na parede abdominal, mas a pele continua íntegra; |
| ¨ Evisceração: saída das vísceras de sua situação normal; |
| ¨ Flatulência: distensão do intestino pelo acúmulo de fezes e gazes; |
| ¨ Gastralgia: dor de estômago; |
| ¨ Halitose: mau hálito; |
| ¨ Hematêmese: vômitos com sangue; |
| ¨ Hiperemese: vômitos excessivos ou incoercíveis; |
| ¨ Inapetência: falta de apetite, anorexia; |
| ¨ Melena: fezes escuras e brilhantes, com presença de sangue; |
| ¨ Náuseas: desconforto gástrico com impulsão para vomitar; |
| ¨ Pirose: sensação de ardência do estômago à garganta; |
| ¨ Plenitude gástrica: sensação de ardência do estômago à garganta. |
| ¨ Polidipsia: sede excessiva; |
| ¨ Regurgitação: volta de comida do estômago à boca; |
| ¨ Sialorreia: salivação excessiva; |
| ¨ Sialosquiese: salivação deficiente (boca seca); |
Sistema Nervoso
| ¨ Apalestesia: perda do sentido das vibrações |
| ¨ Astasia: incapacidade de permanecer em pé por incoordenação motora |
| ¨ Coma: estado de inconsciência |
| ¨ Convulsão: contrações violentas e involuntárias do músculo, agitação desordenada |
| ¨ Diplegia: paralisia bilateral |
| ¨ Ecopraxia: repetição dos movimentos ou maneirismo de outra pessoa |
| ¨ Estutor: inconsciência total ou parcial |
| ¨ Estupor: inconsciência total ou parcial, mutismo sem perda da percepção sensorial |
| ¨ Hemiplegia: paralisia dos MMII |
| ¨ Hemicrância: enxaqueca, dor (em metade do crânio) |
| ¨ Hemiparesia: fraqueza muscular em um lado do corpo |
| ¨ Hiperalgesia: sensibilidade exagerada à dor |
| ¨ Hipersônia: sonolência excessiva |
| ¨ Hipoestesia: diminuição da sensibilidade |
| ¨ Hipotonia: tonicidade muscular diminuída |
| ¨ Parestesia: alteração da sensibilidade, desordem nervosa, com sensações anormais |
| ¨ Paresia: paralisia incompleta |
| ¨ Paralisia: diminuição ou desaparecimento da sensibilidade e movimentos |
| ¨ Reflexo: contração muscular, resposta involuntária a um estímulo |
| ¨ Tetraplegia: paralisação dos quatro membros |
Sistema Tegumentar
| ¨ Acromia: falta de melanina, falta de pigmentação, albinismo; |
| ¨ Apelo: 1) sem pele, não cicatrizado, aplicado a feridas. 2) desprovido de prepúcio, circuncidado; |
| ¨ Cloasma: manchas escuras na pele, principalmente na face da gestante; |
| ¨ Dermatite: inflamação da pele; |
| ¨ Dermatose: doença de pele; |
| ¨ Equimose: extravasamento de sangue por baixo dos tecidos, manchas escuras ou avermelhadas; |
| ¨ Eritema: vermelhidão na pele; |
| ¨ Erupção na pele: vermelhamento de sangue por baixo dos tecidos, manchas escuras ou avermelhadas; |
| ¨ Erupção: lesões visíveis na pele; |
| ¨ Escabiose: moléstia cutânea contagiosa, caracterizada por lesão multiformes, acompanhadas por prurido intenso. |
| ¨ Esclerodermia: afecção cutânea com endurecimento da pele; |
| ¨ Esclerose: endurecimento da pele, devido a uma proliferação exagerada de tecido conjuntivo. Alteração de tecido ou órgão caracterizado pela formação de tecido fibroso; |
| ¨ Escoriações: perda superficial de tecidos; |
| ¨ Estrófulo: dermatose benigna comum no recém-nascido; |
| ¨ Exantema: deflorência cutânea, qualquer erupção cutânea; |
| ¨ Fissura: ulceração de mucosa; |
| ¨ Flictema: levantamento da epiderme, formando pequenas bolhas; |
| ¨ Mácula: mancha rósea da pele sem elevação; |
| ¨ Petéquias: pequenas hemorragias puntiformes; |
| ¨ Pústula: vesícula cheia de pus. |
| ¨ Úlcera: necrose parcial do tecido com perda de substâncias; |
| ¨ Urticária: erupção eritematosa da pele com prurido; |
| ¨ Vesículas: bolhas; |
Sistema Locomotor
| ¨ Ancilose: imobilidade de uma articulação; |
| ¨ Acinesia: lentidão dos movimentos ou paralisia parcial; |
| ¨ Agrafia: não consegue escrever; |
| ¨ Ambidestro: habilidade de usar as duas mãos. |
| ¨ Ataxia: Não coordena os músculos e a locomoção; |
Sistema Urinário
| ¨ Anúria: Ausência de eliminação urinária |
| ¨ Colúria: Presença de bilirrubina ou bílis na urina |
| ¨ Diurese: volume de urina coletado |
| ¨ Enurese: incontinência urinária |
| ¨ Hematúria: presença de sangue na urina |
| ¨ Micção: ato de urinar |
| ¨ Mictúria: micção freqüente à noite |
| ¨ Oligúria: deficiência de eliminação urinária, escassêz |
| ¨ Piúria: presença de pus na urina |
| ¨ Polagiúria: eliminação freqüente da urina |
| ¨ Poliúria: excessiva eliminação urinária |
| ¨ Retenção urinária: incapacidade de eliminar a urina |
| ¨ Xantorréia: corrimento vaginal |
Órgãos dos Sentidos
Boca
| ¨ Afasia: impossibilidade de falar ou entender a palavra falada |
| ¨ Afagia: impossibilidade de deglurir |
| ¨ Afonia: perda mais ou menos acentuada da voz |
| ¨ Anodontia: ausência congênita ou adquirida dos dentes |
| ¨ Aposia: Ausência de sede. Adipsia |
| ¨ Aptialismo: deficiência ou ausência de saliva |
| ¨ Sialorréia: salivação excessiva |
Olhos
| ¨ Anisocoria: desigualdade de diâmetro das pupilas |
| ¨ Ablepsia: cegueira |
| ¨ Ambliopia: diminuição da acuidade visual |
| ¨ Aniridia: ausência ou falha da íris |
| ¨ Blefarite: inflamação das pálpebras |
| ¨ Diplepia: visão dupla |
| ¨ Midríase: dilatação da pupila |
| ¨ Miose: contração da pupila |
| ¨ Ptose palpebral: queda das pálpebras |
Terminologias
A
| ¨ Algia: dor em geral |
| ¨ Abcesso: coleção de pus externa ou internamente |
| ¨ Abdução: afastamento de um membro do eixo do corpo |
| ¨ Abrasão: esfoladura, arranhão |
| ¨ Absorção: penetração de líquido pela pele ou mucosa |
| ¨ Abstinência: contenção, ato de evitar |
| ¨ Acesso: repetição periódica de um fenômeno patológico |
| ¨ Acinésia: impossibilidade de movimentos voluntários, paralisia |
| ¨ Acne: doença inflamatória das glândulas sebáceas |
| ¨ Adenosa: tumor de uma glândula e que reproduz a estrutura dela |
| ¨ Adiposo: gordura |
| ¨ Adução: mover para o centro ou para a linha mediana |
| ¨ Afebril: sem febre, apirético |
| ¨ Afluxo: vinda para determinado lugar |
| ¨ Algidez: resfriamento das extermidades |
| ¨ Algido: frio |
| ¨ Alopécia: queda total ou parcial dos cabelos |
| ¨ Aloplasia: (prótese) substituto de uma parte do corpo por material estranho |
| ¨ Alucinação: percepção de um objeto que na realidade não existe |
| ¨ Amenorréia: falta de menstrução |
| ¨ Analgesia: abolição da sensibilidade à dor |
| ¨ Anasarca: edema generalizado |
| ¨ Anemia: diminuição dos número de hemáceas |
| ¨ Aniantrose: articulação que se movimenta muito pouco. Ex.: Falange |
| ¨ Anoretal: região referente ao ânus e reto |
| ¨ Anorexia: falta de apetite, inapetência |
| ¨ Anosmia: diminuição ou perda completa do olfato |
| ¨ Anoxia: falta de oxigênio nos tecidos |
| ¨ Anquitose: diminuição ou supressão dos movimentos de uma articulação |
| ¨ Anterior: a parte da frente |
| ¨ Anuperineal: região referente ao ânus e períneo |
| ¨ Anúria: ausência de urina |
| ¨ Ânus: orifício de saída retal |
| ¨ Apático: sem vontade ou intersse em efetuar qualquer esforço físico ou mental |
| ¨ Apeplexia: perda súbita dos sentidos, com elevação da temperatura, mas sem hemiplegia |
| ¨ Apirético: sem febre |
| ¨ Apirexia: ausência de frebre |
| ¨ Apnéia: ausência de movimentos respiratórios |
| ¨ Astasia / Abasia: impossibilidade de ficar em pé e andar |
| ¨ Astasia: incoordenação motora que torna impossível ao paciente permanecer em pé |
| ¨ Astenia: enfraquecimento, fraqueza, cansaço. |
| ¨ Astice: edema localizado na cavidade peritonial com acúmulo de líquidos |
| ¨ Ataxia: incoordenação motora |
| ¨ Atresia: ausência ou fechamento de um orifício natural |
| ¨ Atrofia: diminuição do tamanho ou peso natural de um órgão ou tecido |
| ¨ Auricular: referente a orelha |
B
| ¨ Belanice: inflamação da glande ou da cabeça do pênis |
| ¨ Balanopostite: inflamação da glande e do prepúcio |
| ¨ Bandagem: enfaixe. |
| ¨ Benigno: que não ameaça a saúde nem a vida; não maligno como certos tumores, inócuo |
| ¨ Bilateral: relativo a ambos os lados |
| ¨ Biópsia: extirpação de um fragmento de tecido vivo com a finalidade diagnóstica; a peça extirpada desta maneira |
| ¨ Blenoftalmia: secreção mucosa dos olhos |
| ¨ Blenorréia: secreção abundante das mucosas, especialmente da vagina e uretra |
| ¨ Bócio: hiperplasia da glândula tireóide |
| ¨ Borra de café: aspecto do vômito ou da defecação que contém sangue |
| ¨ Bradicardia: diminuição dos batimentos cardíacos |
| ¨ Braquialgia: dor no braço |
| ¨ Bucal: oral, referente a boca |
| ¨ Bulimia: fome excessiva e patológica |
| ¨ Bursite: inflamação da bolsa sinovial |
C
| ¨ Calafrio: contrações involuntárias da musculatura esquelética com tremores e bater dos dentes; |
| ¨ Cacofonia: voz anormal e desagradável; |
| ¨ Cãibra: contração muscular, espasmódica e dolorosa; |
| ¨ Caquexia: desnutrição adiantada, emagrecimento severo; |
| ¨ Cefaléia: dor de cabeça; |
| ¨ Choque: síndrome que se manifesta com pele fria, queda de temperatura, cianose e morte; |
| ¨ Cianose: cor azulada da pele por falta de oxigênio no sangue; |
| ¨ Cianótico: com cianose; |
| ¨ Cirrose: fibrose com destruição do tecido; |
| ¨ Cistite: inflamação da bexiga; |
| ¨ Cistocéle: hérnia da bexiga; |
| ¨ Cistostomia: abertura de comunicação da bexiga com o exterior; |
| ¨ Claudicação: fraqueza momentânea de um membro; |
| ¨ Clister: introdução de pequena quantidade de água, medicamento ou alimentação no intestino; |
| ¨ Coagulação: espessamento de um líquido formando coágulo; |
| ¨ Colecistectomia: remoção da vesícula biliar; |
| ¨ Colecistite: inflamação da vesícula biliar; |
| ¨ Cólica: dor abdominal; |
| ¨ Colpoperineorrafia: operação reparadora em torna da vagina e do períneo; |
| ¨ Congênito: doença herdada no nascimento; |
| ¨ Congestão: acúmulo anormal ou excessivo de sangue numa parte do organismo; |
| ¨ Constipação: retenção de fezes ou evacuação insuficiente; |
| ¨ Contaminação: presença de micróbios vivos; |
| ¨ Contratura: rigidez muscular; |
| ¨ Convalescente: caminha para o reestabelecimento. |
| ¨ Cordialgia: dor no coração; |
| ¨ Costal: relativo às costelas; |
| ¨ Coxa: parte do membro inferior acima do joelho; |
| ¨ Curativo compressivo: curativos nas feridas que sangram. |
| ¨ Curativo frouxo: curativo em feridas que suturam; |
| ¨ Curativo seco: feito apenas com gaze; |
| ¨ Curativo úmido: quando há aplicação de medicamentos líquidos ou úmidos; |
| ¨ Cutâneo: referente a pele; |
| ¨ Cútis: derma; |
D
| ¨ Dactilite: inflamação de um dedo ou artelho |
| ¨ Debilidade: fraqueza, falta de forças |
| ¨ Debridamento: limpeza de um tecido infectado ou necrótico de um ferimento |
| ¨ Decúbito: posição deitada |
| ¨ Deglutir: engolir |
| ¨ Deltóide: músculo do braço onde se aplicam injeções intramusculares |
| ¨ Dentro: cito à direita |
| ¨ Desidratação: diminuição anormal dos tecidos do organismo |
| ¨ Desmaio: lipotinea, ligeira perda dos sentidos |
| ¨ Diaforese: sudorese excessiva |
| ¨ Disfagia: dificuldade na deglutição |
| ¨ Disfonia: distúrbio na voz |
| ¨ Dismenorréia: menstruação difícil e dolorosa |
| ¨ Dispnéia: falta de ar, dificuldade para respirar |
| Dispnéico: com dispnéia |
E
| ¨ Edema: Retenção ou acúmulo de líquido no tecido celular; |
| ¨ Entérico: relativo ao intestino; |
| ¨ Enurese: incontinência de urina; |
| ¨ Enxaqueca: dor de cabeça unilateral; |
| ¨ Epigastralgia: dor no epigastro; |
| ¨ Epigastro: porção média e superior do abdome; |
| ¨ Episiorrafia: sutura no períneo ou dos grandes lábios; |
| ¨ Episiotomia: incisão lateral do orifício vulvar para facilitar o parto; |
| ¨ Epistaxe: hemorragia nasal; |
| ¨ Epistótomo: contrações musculares generalizadas com encurvamento do corpo para a frente; |
| ¨ Eplancnoptose: queda de uma ou mais vísceras; |
| ¨ Equimose: pequeno derrame de sangue debaixo da pele; |
| ¨ Eructação: emissão de gases estomacais pela boca, arroto; |
| ¨ Erupção: lesão amarela ou enegrecida que se forma nas queimaduras ou feridas infectadas; |
| ¨ Escara de decúbito: úlcera perfurante entre a reião de proeminências ósseas; |
| ¨ Esclerose: endurecimento dos vasos ou perda de elasticidade; |
| ¨ Escoriações: abrasão, erosão, perda superficial dos tecidos; |
| ¨ Escótomo cintilante: pontos luminosos no campo visual, na hipertensão arterial. |
| ¨ Escótomo: ponto cego no campo visual; |
| ¨ Escrotal: relativo ao escroto; |
| ¨ Escrotite: inflamaçãso do escroto; |
| ¨ Escroto: saco de pele suspenso na região do períneo e que aloja os testículos e os epidídimos; |
| ¨ Escrotocele: hérnia do escroto; |
| ¨ Esfacelo: necrose, gangrena; |
| ¨ Esfacelodermia: gangrena da pele; |
| ¨ Esfenoidal: referente ao esfenóide; |
| ¨ Esfenóide: osso situado no centro do assoalho do crânio; |
| ¨ Esficterosplastia: reparação cirúrgica de um esfíncter; |
| ¨ Esfigmico: relativo ao pulso; |
| ¨ Esfigmocardiológrafo: aparelho que registra graficamente os movimentos do pulso e do coração; |
| ¨ Esfignomanômetro: aparelho para verificar a pressão arterial; |
| ¨ Esfimógrafo: aparelho que registra graficametne os movimentos do pulso; |
| ¨ Esfincter: músculo circular que constrói o orifício de um órgão; |
| ¨ Esfregaço cervical: esfregaço das secreções mucosas do colo do útero; |
| ¨ Esfregaço: material espalhado numa lâmina de vidro para exame; |
| ¨ Esmalte: camada externa dos dentes; |
| ¨ Esmegma: secreção caseosa em redor do preúcio uo dos pequenos lábios. |
| ¨ Esofagismo: espasmo do esôfago; |
| ¨ Esôfago: tudo longo situado atrás da traquéia e pelo qual caminham os alimentos para irem ao estômago; |
| ¨ Esofagocele: hérnia do esôfago; |
| ¨ Esofagomalácia: amolecimento do esôfago; |
| ¨ Esofagoptose: prolapso do esôfago; |
| ¨ Esofagoscópio: instrumento para exame visual do esôfago; |
| ¨ Esofagostenose: estreitamento do esôfago; |
| ¨ Esofagostomia: abertura de cmunicação entre o esôfago e o exterior. Formação de uma fistula esofagiana; |
| ¨ Esofagotomia: incisão do esôfago; |
| ¨ Espasmo: contrações involuntárias e brusca dos músculos lisos, violenta e repentina de um músculo ou grupo de músculos; pode acometer as vísceras ocas como estômago e os intestinos; |
| ¨ Espasmódico: rígido, com espasmos; |
| ¨ Espasmofilia: tendência aos espasmos e às convulsões; |
| ¨ Espasmolítico: medicamento que combate o espasmo; |
| ¨ Espasticidade: capacidade de entrar em espasmo; |
| ¨ Espástico: em estado espasmódico; |
| ¨ Específico: Remédio que age de maneira especial, curando determinada doença; |
| ¨ Espéculo: instrumento para examinar o interior de cavidades como a vgina, reto, nariz, ouvido. |
| ¨ Esperma: líquido especulado durante o ato sexual pelos animais machos; |
| ¨ Espermatite: inflamação do canal eferente; |
| ¨ Espermatocele: cisto em uma parte do epidídimo; |
| ¨ Espermatocistite: inflamação da vesícula seminal; |
| ¨ Espermatorréia: incontinência de esperma; |
| ¨ Espermatúria: presença de esperma na urina; |
| ¨ Espermicida: que destrói o espermatozóide; |
| ¨ Espirômetro: aparelho que mede a capacidade respiratória dos pulmões; |
| ¨ Esplâncnico: relativo às vísceras; |
| ¨ Esplâncnocele: hérnia de uma víscera ou de parte dela. |
| ¨ Esplenectopia: queda do baço; |
| ¨ Esplenelcose: úlcera do baço; |
| ¨ Esplênico: relativo ao baço; |
| ¨ Esplenite: inflamação do baço; |
| ¨ Esplenocele: hérnia de baço; |
| ¨ Esplenocmegalia: aumento do volume do baço; |
| ¨ Esplenoctomia: extirpação de baço; |
| ¨ Esplenodimia: dor no baço; |
| ¨ Esplenomalácia: amolecimento do baço; |
| ¨ Esplenopatia: afecção do baço; |
| ¨ Esplenopexia: fixação cirúrgica do baço; |
| ¨ Esplenoptose: queda do baço; |
| ¨ Esplenotomia: incisão no baço; |
| ¨ Espondilalgia: dor nas vértebras; |
| ¨ Espondilartrite: inflamação das articulações vertebrais; |
| ¨ Espondilite: inflamação de uma ou mais vértebras; |
| ¨ Esprometria: medida da capacidade respiratória dos pulmões; |
| ¨ Esputo: escarro, material expectorado, pode ser mucótico, mucopurulento, henorrágico, espumoso; |
| ¨ Esqueleto: o arcabouço ósseo do corpo. |
| ¨ Esquinência: qualquer doença inflamatória da garganta; |
| ¨ Estado de mal asmático: ataque severo de asma, que dura mais de 24 horas e quase impede a respiração; |
| ¨ Estado de mal: crises contínuas, uma se emendando na outra; |
| ¨ Estado epiléptico: uma sucessão de ataques epilépticos graves; |
| ¨ Estado: período, fase; |
| ¨ Estafiledema: edema da úvula; |
| ¨ Estafilete: inflamação da úvula; |
| ¨ Estafilococemia: presença de estafilococus no sangue; |
| ¨ Estafilococos: bactérias em forma de cachos de uva; |
| ¨ Estafiloma: protusão da córnea ou da esclerótica em caso de inflamação; |
| ¨ Estafiloplastia: cirurgia plástica da úvula; |
| ¨ Estafilorrafia: sutura da úvula; |
| ¨ Estase intestinal: demora excessiva das fezes no intestino; |
| ¨ Estase: estagnação de um líquido anteriormente circulante; |
| ¨ Esteatoma: lipoma, tumor de tecido gorduroso; |
| ¨ Esteatorréia: evacuação das vezes descoradas, contendo muita gordura; |
| ¨ Esteatose: degeneração gordurosa; |
| ¨ Estenose do piloro: estreitamento do piloro; |
| ¨ Estenose: estreitamento; |
| ¨ Estercólito: fecólito, massa dura e compacta de fezes. Cíbalo; |
| ¨ Estereognose: reconhecimento de um corpo pelo tato; |
| ¨ Estéril: incapaz de conceber ou fecundar em cirurgia, livre de qualquer micróbio; |
| ¨ Esterilidade: a condição de ser estéril; |
| ¨ Esterilização: operação pela qual uma substância ou um objeto passa a não conter nenhum micróbio; |
| ¨ Estermal: relativo ao osso esterno; |
| ¨ Esternalgia: dor no esterno; |
| ¨ Esterno: o osso chato do peito; |
| ¨ Esternutação: espirro; |
| ¨ Esternutatório: que provoca espirro; |
| ¨ Estertor: ruído respiratório que não se ouve à auscultação no estado de saúde. Sua existência indica um estado mórbito; |
| ¨ Estetoscópio: aparelho para escuta, ampliando os sons dos órgãos respiratórios ou circulatórios; |
| ¨ Estomacal: estimulante do estômago; |
| ¨ Estômago: a porção dilatada do canal digestivo onde vão ter os alimentos que passam pelo esôfago; |
+ É importante dizer, como prefácio deste diagnóstico, que o ajustamento para paternidade ou maturidade, em geral é um processo de amadurecimento normal que evidência comportamentos de enfermagem de prevenção de problemas potenciais e promoção da saúde.
+ Boa condição de saúde é definida como idade apropriada para atingir medidas de prevenção de doença. O cliente relata boa ou excelente saúde. Sinais e sintomas de doença, se estão presentes, estão controlados.
+ Esta síndrome inclui os três seguimentos subcomponentes: trauma do estupro, reação composta e reação silenciosa. No texto, cada um aparece como um diagnóstico distinto.
Dez Passos para a Segurança do Paciente
É importante que os profissionais de enfermagem tenham sempre a mão e que consultem constantemente a cartilha Os Dez Passos para a Segurança do Paciente, desenvolvida pelo COREN em parceria com a Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente (REBRAENSP).
O material, elaborado no sentido de contemplar os principais pontos de impacto direto na prática assistencial de enfermagem, capazes de serem implementados em diversos ambientes de cuidado, está disponível no link aqui.
A cartilha traz detalhes sobre estes dez tópicos. Relembre:
1. Identificação do paciente;
2. Cuidado limpo e cuidado seguro – higienização das mãos;
3. Cateteres e sondas – conexões corretas;
4. Cirurgia segura;
5. Sangue e hemocomponentes – administração segura;
6. Paciente envolvido com sua própria segurança;
7. Comunicação efetiva;
8. Prevenção de queda;
9. Prevenção de lesão por pressão;
10. Segurança na utilização de tecnologia.

Principais Soluções Utilizadas na UTI
É de fundamental importância o técnico de enfermagem ter conhecimentos aprofundados de todas as soluções e drogas utilizadas no ambiente de UTI. É necessário devido à complexidade e a gravidade dos pacientes para restabelecer o transporte de oxigênio para os tecidos, de forma a satisfazer as necessidades metabólicas globais e regionais. A restauração do fluxo sanguíneo, mediante uma adequada reposição polêmica, é uma modalidade terapêutica essencial e prioritária no controle das diversas patologias causadas por hipovolemia (hemorragia, sepse, grandes queimados, politraumatismos e grandes cirurgias). Para tanto, são administradas ao paciente soluções de compostos com ions inorgânicos que se distribuem em todo espaço extracelular, equivalendo a três vezes o volume intravascular. Essas soluções contem água e eletrólitos em concentrações variáveis, podendo ser consideradas hipotéticas, isotônicas ou hipertônicas em relação ao plasma. São soluções indicadas na ressuscitado volêmica de pacientes graves.
A solução ideal para o tratamento do paciente grave é aquela que proporciona expansão rápida e espanara do volume plasmático, otimizando as variáveis hemodinâmicas, o transporte e o consumo de oxigênio, normalizando os níveis de lactato e corrigindo a acidose intracelular, sem acarretar complicações em outros órgãos já eventualmente comprometidos no doente grave (coração, pulmão, sistema nervoso central e rins).
Tipos de Soluções
Podem ser de pequenas partículas, irônicas ou aniônicas. São classificadas em hipotônicas, (SGl 5%); isotônicas (Ringer, SF 0,9%) ou hipertônicas (NaCl 7,5%). Distribuem-se livremente no meio extracelular pois atravessam a membrana vascular.
Soluções cristalóides ou isotônicas (SF 0,9%, Ringer Simples e Ringer Lactato)
As moléculas da solução cristalóide são de pequeno tamanho e, como conseqüência, cruzam livremente o endotélio vascular, equilibrando-se em poucos minutos com o líquido intravascular, provocando o aumento de líquido no espaço intersticial. Portanto, ao final da infusão da solução, tais soluções não produzem efeitos duradouros sobre o sistema cardiovascular, pois somente ¼ do volume infundido no paciente permanece na região intravascular após 1 hora, sendo necessária nova administração da solução para a manutenção dos parâmetros.
Os cristalóides isotônicos produzem efeitos hemodinâmicos, ocasionando o aumento da pressão arterial e melhorando o débito cardíaco. Para o monitoramento da infusão, esta deve ser controlada em pacientes com insuficiência renal aguda.
Cristalóides: soluções isotônicas
|
Eletrólito (mEq/mL) |
SF 0,9% |
Ringer |
Ringer Lactato |
Plasma Lyte |
Plasma |
|
Sódio |
154,0 |
147,5 |
130,0 |
140,0 |
136 – 145 |
|
Potássio |
– |
4,0 |
4,0 |
5,0 |
3,5 – 5,0 |
|
Cálcio |
– |
4,5 |
3,0 |
– |
4,4 – 5,2 |
|
Cloreto |
154,0 |
156,0 |
109,0 |
98,0 |
98 – 106 |
|
Magnésio |
– |
– |
– |
3,0 |
1,6 – 2,4 |
|
Lactato |
– |
– |
28 |
– |
– |
|
Acetato |
– |
– |
– |
27 |
– |
|
Gluconato |
– |
– |
– |
23 |
– |
|
Osmolaridade (mOsm/L) |
309 |
309 |
272 |
294 |
290 – 303 |
|
pH |
5,5 – 6,2 |
5,0 – 7,5 |
6,0 – 7,5 |
7,4 (6,5 – 8,0) |
7,4 |
Soluções Hipertônicas ou solução salina hipertônica a 7,5% (2.400 mOm/l)
A solução hipertônica propicia o aumento do volume intravascular de forma rápida, pois aumenta a osmolaridade plasmática, restaurando o volume intravascular por meio de redistribuição de água a partir do comportamento intracelular para os compartimentos intersticial e intravascular.
Após a infusão de solução hipertônica, verifica-se o aumento do débito cardíaco em virtude de um efeito direto sobre a contratilidade ou por redução pós-carga mediada por vasodilatação pré-capilar generalizada.
Estas soluções são indicadas em casos de hipertensão intracraniana e síndromes compartimentais e nos estados de choque, pois melhoram o desempenho miocárdico.
Soro fisiológico:
Vantagens:
- Baixo risco de eventos adversos
- Baixo custo
- Indicada para pacientes com comprometimento da barreira hemato-encefálica (BHE). Ex: TCE – alcalose metabólica hiperclorêmica e hiponatremia.
Desvantagens:
- Acidose metabólica hiperclorêmica
- Hipernatremia
Ringer, Ringer Lactato e Plasma Lyte:
Vantagens:
- Composição balanceada de eletrólitos
- Capacidade tampão
- Baixo risco de eventos adversos
- Sem distúrbios de coagulação
- Efeito diurético
- Baixo custo
Desvantagens:
- Amplas quantidades necessárias
- Redução de pressão colóido-osmótica
- Risco de super-hidratação
- Edema e hiponatremia
Cristalóides: soluções hipertônicas
Cloreto de sódio 7,5%, 10% e 20%
|
Eletrólito (mEq/L) |
NaCl 7,5% |
NaCl 10% |
NaCl 20% |
|
Sódio |
1275 |
1700 |
3400 |
|
Cloreto |
1275 |
1700 |
3400 |
|
Osmolaridade (mOsm/L) |
2566 |
3422 |
6845 |
|
pH |
4,5 – 7,0 |
4,5 – 7,0 |
4,5 – 7,0 |
Cloreto de sódio 7,5%, 10% e 20%
Pequenos volumes → Expandem o volume intravascular, elevam a pressão arterial e o débito cardíaco → favorecem o fluxo de água do interstício para o intravascular
Podem expandir a volemia em áte 10 vezes mais do que a solução de Ringer lactato.
Principais indicações:
• Choque hemorrágico
• Politrauma
• Hipertensão intracraniana
Cloreto de sódio 7,5%, 10% e 20%
Vantagens:
- Baixo custo
- Necessidade de pouco volume
Desvantagens:
- Efeito benéfico temporário
- Flebite em vasos de pequeno calibre
- Hipertensão se infusão rápida (< 5min)
- Hipernatremia, hipercloremia e hiperosmolaridade → risco de mielinólise e convulsões
Soluções Colóides Protéicas
Albumina (5%/500ml; 25%50ml)
A Albumina é uma proteína plasmática obtida a partir do plasma de doadores. É sintetizada pelo fígado e sua concentração plasmática corresponde a uma taxa que varia de 60% a 80% da pressão coloidosmótica do plasma. Cerca de 40% da albumina endógena está distribuída no volume intravascular, e os 60% restantes, no espaço intersticial (extravascular e no extracelular). A albumina possui meia-vida de 15 a 20 horas, mas, após a infusão, somente 10% da albumina permanecem na circulação depois de 2 horas. A albumina transporta substâncias como drogas e hormônios além de remover radicais livres.
Os efeitos hemodinâmicos favoráveis verificados após a administração de albumina, são o aumento da pressão arterial média, do índice cardíaco, do trabalho sistólico, da pressão capilar pulmonar e do consumo de O2, a persistência da melhora hemodinâmica e o aumento da pressão colodoismótica. Está indicada em grandes queimados, sepse grave, cirurgias de grande porte com perda sanguínea e perda de líquido para o terceiro espaço.
Os efeitos indesejáveis observados após a administração de albumina são a diminuição da excreção de sódio e água pelo rim, a oligúria em pacientes politraumatizados, a hipocalcemia iônica (e subsequente depressão miocárdica), além de alterações na coagulação, notada redução do fibrinogênio plasmático, aumento no tempo de protombina e maior necessidade do uso de plasma fresco congelado, como fonte de fatores de coagulação.
Plasma Fresco Congelado
O plasma fresco congelado é definido como a porção líquida de uma unidade de sangue humano, que foi centrifugada, separada e congelada a 18 °C, dentro das primeiras seis horas da coleta. Contém componentes da coagulação, dos sistemas fibrinolíticos e do complemento, proteínas que geram a pressão oncótica e mantém a imunidade, bem como gordura, carboidratos e minerais em concentração semelhante à do plasma normal.
Soluções não protéicas
Para que um expansor do plasma seja utilizado como seu substituto, deve ter as seguintes propriedades: Pressão coloidosmótica definida, propriedades físicas que permitam infusão endovenosa, ausência de efeitos antigênicos, alergênicos e pirogênicos, estabilidade de armazenamento, tolerância às variações de temperatura e fácil esterilização.
Hidroxietilamido (Voluven®6%)
Vantagens sugeridas:
- Atenuação da resposta inflamatória
- Redução da permeabilidade capilar
- Diminuição da lesão/ativação endotelial
Desvantagens:
- Distúrbios de coagulação → diminuição do fator VIII e complexo de Von Willebrand
- Disfunção renal
- Reações anafiláticas
- Prurido (depósito de amido)
Recomendações para o uso:
- Monitorar função renal e coagulação
- Observar doses usuais
- Não utilizar por mais de 5 dias consecutivos
- Evitar o uso em pacientes com risco de sangramento
Dose diária máxima: 50mL/kg
Não há evidências de que uma solução colóide seja superior a outra.
Gelatinas
Produzidas a partir de colágeno hidrolizado de bovinos, com efeito expansor entre 4 e 6 horas.
Existem diferentes preparações e diferentes concentrações de eletrólitos.
Desvantagens:
- Reações anafiláticas
- Distúrbios de coagulação
- Insuficiência renal aguda
Dextran
Polímeros de glicose produzidos a partir de bactérias cultivadas em meio de sacarose.
São descritos pelos seus pesos moleculares: Dextran 40 (40.000Da)
Dextran 70 (70.000Da)
Associados a soluções fisiológicas hipertônicas, isotônicas e de glicose.
- Reações anafiláticas
- Distúrbios de coagulação → podem induzir a síndrome de Von Willebrand adquirida, aumentar a fibrinólise e diminuir a agregação plaquetária
- Insuficiência renal aguda
Não há benefícios clínicos comprovados em comparação a reposição volêmica com soluções cristalóides. Não há recomendações para uso.





















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