Insuficiência hepática

A Insuficiência Hepática consiste na consequência clínica mais grave da doença hepática.Ela pode ser o resultado da necrose hepática súbita e maciça (insuficiência hepática fulminante), ou, mais frequentemente, representa o estágio final de uma lesão crônica progressiva do fígado.

A doença hepática em estágio terminal pode ocorrer por destruição insidiosa dos hepatócitos ou por ondas distintas e repetitivas de lesão parenquimatosa.

Qualquer que seja a sequência, 80% a 90% da capacidade funcional hepática deve ser perdida antes que a insuficiência hepática ocorra.

Quando o fígado já não consegue manter a homeostase corporal, o transplante hepático oferece melhor esperança de sobrevida; a mortalidade da insuficiência hepática sem transplante de fígado corresponde a aproximadamente 80%.

Categorias

  1. Insuficiência hepática aguda: definida como uma doença hepática aguda que está associada a encefalopatia dentro de 6 meses após o diagnóstico inicial. A condição é conhecida como insuficiência hepática fulminante quando a encefalopatia se desenvolve dentro de 2 semanas após o início de icterícia; e como insuficiência hepática subfulminante, quando a encefalopatia se desenvolve dentro de 3 meses após o início de icterícia. A insuficiência hepática aguda é causada por necrose hepática maciça, na
    maioria das vezes induzida por drogas ou toxinas. A ingestão acidental ou deliberada de acetaminofeno é responsável por quase 50% dos casos nos Estados Unidos. A exposição ao halotano, medicamentos antimicobacterianos (rifampicina, isoniazida), antidepressivos inibidores da enzima monoamina oxidase, agentes químicos industriais como o tetracloreto de carbono e o envenenamento por cogumelos (Amanita phalloides) coletivamente são responsáveis por outros 14% dos casos. A infecção pelo vírus da hepatite A representa um adicional de 4% dos casos, e a infecção pelo vírus da hepatite B de 8%. Hepatite autoimune e causas desconhecidas (15% dos casos) explicam os casos restantes. A infecção pelo vírus da hepatite C apenas raramente causa necrose hepática maciça. O mecanismo da necrose hepatocelular pode consistir em dano tóxico direto (p. ex., acetaminofeno, toxinas de cogumelos); porém, na maioria das vezes, consiste em uma combinação variável de toxicidade e destruição de hepatócitos mediada imunologicamente (p. ex., infecção viral).
  2. Doença hepática crônica: é a via mais comum para a insuficiência hepática e constitui o ponto final de uma hepatite crônica inexorável culminando com cirrose.
  3. Disfunção hepática sem necrose evidente (situação muito mais rara) – embora os hepatócitos sejam viáveis, encontram-se incapazes de desempenhar sua função metabólica normal; p.ex. fígado gorduroso agudo da gravidez, toxicidade pela tetraciclina.

A Hipoglicemia na Insuficiência Hepática

É uma condição em que o nível de glicose no sangue fica abaixo do normal devido à diminuição da capacidade do fígado de produzir, armazenar e liberar glicose.

O fígado é o principal órgão responsável pelo metabolismo da glicose e, quando está danificado, pode afetar a regulação da glicemia.

Pode causar sintomas como confusão mental, tremores, sudorese, palpitações e até coma. Podendo ser causada por diversas situações, como infecções virais, uso de medicamentos, cirurgia bariátrica, tumores pancreáticos ou autoimunidade.

O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue que mostram alterações nos níveis de glicose, bilirrubina, albumina, transaminases e tempo de protrombina.

O tratamento depende da causa e da gravidade da hipoglicemia e pode incluir a administração de glicose por via oral ou intravenosa, além de medidas para corrigir a insuficiência hepática.

Outros aspectos clínicos

Os sinais clínicos de insuficiência hepática são basicamente os mesmos, independentemente da causa, e são o resultado da incapacidade dos hepatócitos executarem suas funções homeostáticas.

  1. Icterícia – é um achado quase invariável;
  2. Hipoalbuminemia – predispõe ao edema periférico;
  3. Hiperamonemia – desempenha papel importante na disfunção cerebral (encefalopatia hepática);
  4. Fetor hepaticus – trata-se de um odor corporal característico descrito como “bolorento” ou “agridoce”. Está relacionado à formação de mercaptanos pela ação das bactérias gastrointestinais sobre o aminoácido metionina, que contém enxofre, e ao desvio do sangue esplâncnico da circulação portal para a sistêmica (shunt portossistêmico).
  5. Angiomas aracneiformes cutâneos e eritema palmar – reflete provavelmente o prejuízo do metabolismo estrogênico e a consequente hiperestrogenemia. Cada angioma consiste em uma arteríola dilatada, central, pulsante, a partir da qual são irradiados pequenos vasos, enquanto o eritema palmar é reflexo da vasodilatação local. No sexo masculino, a hiperestrogenemia também provoca hipogonadismo e ginecomastia.
  6. Coagulopatia – atribuída a um prejuízo da síntese hepática de vários fatores de coagulação sanguínea. Esses defeitos podem causar um sangramento gastrointestinal maciço. A absorção intestinal do sangue gera uma carga metabólica adicional para o fígado, o que agrava o grau da insuficiência hepática.

A insuficiência hepática envolve importante risco à vida porque, com uma função hepática gravemente prejudicada, os pacientes ficam muito susceptíveis à encefalopatia hepática e à falência de múltiplos sistemas orgânicos. Uma rápida deterioração do estado clínico é o usual, e a morte sobrevém dentro de semanas a poucos meses.

Poucos pacientes sobrevivem aos episódios agudos de insuficiência hepática, uma vez que a função hepática pode ser restaurada por meio de regeneração hepatocelular quando o fígado não apresenta fibrose avançada. O TRANSPLANTE DE FÍGADO É A ÚNICA OPÇÃO DE TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA.

Complicações Hepáticas

Três complicações particulares associadas à insuficiência hepática merecem uma consideração separada, uma vez que têm implicações graves.

ENCEFALOPATIA HEPÁTICA

Manifestada por um espectro de perturbações da consciência, variando de anormalidades comportamentais sutis, passando por confusão acentuada e estupor, até coma profundo e
morte. Essas alterações podem progredir durante horas ou dias na insuficiência hepática aguda ou mais insidiosamente numa pessoa com função hepática marginal decorrente de doença hepática crônica.

Os sinais neurológicos flutuantes associados incluem rigidez, hiperreflexia e asterixe: movimentos de extensão-flexão rápidos e não ritmados da cabeça e das extremidades, observados mais facilmente quando os braços são mantidos em extensão com os punhos em dorsoflexão. A encefalopatia hepática é compreendida como um distúrbio da neurotransmissão no sistema nervoso central e no sistema neuromuscular e parece estar associada à elevação dos níveis de AMÔNIA no sangue e no sistema nervoso central, o que prejudica a função neuronal e promove edema cerebral generalizado.

Na maioria dos casos, existem apenas alterações morfológicas mínimas no cérebro, como tumefação de astrócitos. A encefalopatia é reversível se a condição hepática subjacente puder ser corrigida.

SÍNDROME HEPATORRENAL

Refere-se ao aparecimento de insuficiência renal em indivíduos com doença hepática crônica grave, nos quais não existem causas morfológicas ou funcionais intrínsecas para a
insuficiência renal.

Retenção de sódio, prejuízo da excreção de água livre e diminuição da perfusão renal e da taxa de filtração glomerular constituem as principais anormalidades funcionais renais. A incidência desta síndrome corresponde a aproximadamente 8% por ano entre pacientes que apresentam cirrose e ascite.

Vários fatores estão envolvidos no seu desenvolvimento, incluindo diminuição da pressão de perfusão renal devido à vasodilatação sistêmica, ativação do sistema nervoso simpático renal com vasoconstrição das arteríolas renais aferentes e maior síntese de mediadores vasoativos renais, que diminuem ainda mais a filtração glomerular.

O início desta síndrome é anunciado pela queda do débito urinário associada a uma elevação dos níveis de ureia e creatinina no sangue. O prognóstico é ruim, com uma sobrevida mediana de apenas duas semanas na forma de início rápido, e de seis meses na forma de início insidioso. O tratamento de escolha é o transplante de fígado.

SÍNDROME HEPATOPULMONAR

Caracterizada pela tríade clínica: doença hepática crônica, hipoxemia e dilatações vasculares intrapulmonares (DVIP). Clinicamente, os pacientes podem apresentar redução da saturação arterial de oxigênio e aumento da dispneia ao passarem da posição supina para a ereta.

A maioria dos pacientes responde à terapia com oxigênio, embora o transplante de fígado seja o único tratamento curativo.

Referências:

  1. Robbins & Cotran, PATOLOGIA – Bases Patológicas das Doenças, 8ª ed., Editora Elsevier, 2010, 1458 p
  2. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/distúrbios-hepáticos-e-biliares/abordagem-ao-paciente-com-doença-hepática/insuficiência-hepática-aguda

Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC)

A Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) é uma condição grave e cada vez mais comum, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.

Ela ocorre quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo, levando a sintomas como falta de ar, fadiga e inchaço.

Nesta publicação, vamos explicar o que é a ICC, seus sintomas, causas e, principalmente, os cuidados de enfermagem essenciais para o manejo desses pacientes.

O Que é Insuficiência Cardíaca Congestiva?

A ICC é uma síndrome clínica caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue de forma eficiente. Isso pode acontecer porque o músculo cardíaco está fraco (insuficiência sistólica) ou porque ele não relaxa adequadamente (insuficiência diastólica).

Como resultado, o sangue pode “congestionar” nos pulmões, fígado, membros inferiores e outros órgãos, daí o termo “congestiva”.

Principais Causas da ICC

A ICC pode ser causada por diversas condições, incluindo:

Sintomas da Insuficiência Cardíaca Congestiva

Os sintomas variam de acordo com a gravidade da doença, mas os mais comuns são:

  • Falta de ar (dispneia), especialmente ao deitar (ortopneia) ou durante a noite (dispneia paroxística noturna).
  • Fadiga e fraqueza.
  • Inchaço (edema) nas pernas, pés e abdômen.
  • Tosse seca ou com secreção espumosa.
  • Ganho de peso rápido devido à retenção de líquidos.
  • Palpitações ou batimentos cardíacos irregulares.

Cuidados de Enfermagem na ICC

O manejo da ICC exige uma abordagem multidisciplinar, e a equipe de enfermagem desempenha um papel crucial. Aqui estão os principais cuidados:

Monitoramento Rigoroso

  • Sinais Vitais: Aferir pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e temperatura regularmente.
  • Peso Diário: Aumento rápido de peso pode indicar retenção de líquidos.
  • Balanço Hídrico: Controlar a ingestão e eliminação de líquidos para evitar sobrecarga de volume.

Administração de Medicamentos

  • Diuréticos: Como furosemida, para reduzir o edema e a congestão.
  • Vasodilatadores: Como nitroglicerina, para aliviar a carga sobre o coração.
  • Inibidores da ECA ou BRA: Para melhorar a função cardíaca.
  • Betabloqueadores: Para controlar a frequência cardíaca e a pressão arterial.
  • Digoxina: Para aumentar a força de contração do coração.

Oxigenoterapia

  • Administrar oxigênio suplementar conforme prescrição, especialmente em pacientes com dispneia ou saturação baixa.

Educação do Paciente e Familiares

  • Dieta Hipossódica: Orientar sobre a redução do sal na alimentação para evitar retenção de líquidos.
  • Restrição Hídrica: Ajustar a ingestão de líquidos conforme orientação médica.
  • Reconhecimento de Sinais de Alerta: Ensinar a identificar piora dos sintomas, como falta de ar ou ganho de peso rápido.
  • Adesão ao Tratamento: Reforçar a importância de tomar os medicamentos corretamente e seguir as orientações médicas.

Prevenção de Complicações

  • Mobilização Precoce: Incentivar a movimentação para evitar trombose venosa profunda.
  • Cuidados com a Pele: Prevenir úlceras por pressão em pacientes acamados ou com edema grave.
  • Monitoramento de Eletrólitos: Diuréticos podem causar desequilíbrios como hipocalemia (baixo potássio).

Suporte Emocional

  • A ICC pode ser uma condição limitante e estressante para o paciente e sua família. Ofereça suporte emocional e encaminhe para psicologia ou grupos de apoio, se necessário.

Dicas para Estudantes de Enfermagem

  1. Aprenda a Reconhecer os Sintomas: Familiarize-se com os sinais clínicos da ICC para agir rapidamente.
  2. Pratique a Comunicação: Explique de forma clara e empática os cuidados necessários ao paciente e familiares.
  3. Mantenha-se Atualizado: A ICC é uma área em constante evolução. Participe de cursos e leia artigos científicos.

A Insuficiência Cardíaca Congestiva é uma condição complexa que exige cuidados especializados e uma abordagem holística. A equipe de enfermagem desempenha um papel fundamental no manejo desses pacientes, desde o monitoramento clínico até o suporte emocional.

Com conhecimento técnico, atenção aos detalhes e empatia, você pode fazer a diferença na vida de quem convive com essa doença.

Referências:

  1. França , R. S. de, Barros, J. C. S., Silva, A. C., Rocha, A. C., Santos, J. M. B. dos, Marques, C. H. S., Gusmão, H. S. B. L. B. de, Júnior, A. J. A. C., Laurindo, J. V., Barros, M. R. de, Neto, R. D. C. A., Gama, M. E. S., Rebêlo, M. C. de A., Oliveira, S. da S., Reis, T. de L. A., & Lima, B. T. de. (2024). INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA E SUAS REPERCUSSÕES HEMODINÂMINAS: REVISÃO INTEGRATIVA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(5), 1236–1248. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n5p1236-1248
  2. Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda. Arq Bras Cardiol [Internet]. 2018Sep;111(3):436–539. Available from: https://doi.org/10.5935/abc.20180190

Insuficiência Cardíaca Descompensada e a Classificação de Stevenson

A insuficiência cardíaca descompensada (ICD) é uma condição em que o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo. Isso leva ao acúmulo de líquido nos pulmões (congestão pulmonar) e em outras partes do corpo, causando sintomas como falta de ar, inchaço nas pernas e fadiga.

A Classificação de Stevenson

Diante da complexidade da ICD, o cardiologista americano Leonard Stevenson propôs uma classificação que auxilia na identificação do perfil hemodinâmico do paciente. Essa classificação divide os pacientes em quatro grupos (A, B, C e L), cada um com características e tratamento específicos:

Perfil A: Quente e seco

  • Características: Pacientes com boa perfusão periférica (pele quente e seca), sem sinais de congestão (edema, estertores pulmonares). A pressão arterial geralmente está elevada.
  • Fisiopatologia: O coração tenta compensar a insuficiência cardíaca aumentando o débito cardíaco, mas a pré-carga (volume de sangue que retorna ao coração) está relativamente baixa.
  • Tratamento: Foca em reduzir a pré-carga (diuréticos) e o débito cardíaco (beta-bloqueadores).

Perfil B: Quente e úmido

  • Características: Pacientes com boa perfusão periférica, mas com sinais de congestão pulmonar e sistêmica (edema, estertores, hepatomegalia).
  • Fisiopatologia: O coração tenta compensar a insuficiência cardíaca aumentando o débito cardíaco, mas a pré-carga está elevada, levando à congestão.
  • Tratamento: Foca em reduzir a pré-carga (diuréticos) e o débito cardíaco (beta-bloqueadores), além de vasodilatadores para diminuir a pós-carga.

Perfil L: Frio e seco

  • Características: Pacientes com baixa perfusão periférica (pele fria e pálida), sem sinais de congestão. A pressão arterial geralmente está baixa.
  • Fisiopatologia: O coração não consegue gerar débito cardíaco suficiente, levando à má perfusão dos órgãos.
  • Tratamento: Foca em aumentar o volume intravascular (fluidoterapia) e o débito cardíaco (inotrópicos).

Perfil C: Frio e úmido

  • Características: Pacientes com baixa perfusão periférica e sinais de congestão pulmonar e sistêmica.
  • Fisiopatologia: Representa um quadro mais grave, com choque cardiogênico.
  • Tratamento: Requer tratamento intensivo, com suporte hemodinâmico (vasopressores, inotrópicos), correção de distúrbios eletrolíticos e otimização da oxigenação.

A Importância da Classificação de Stevenson

A classificação de Stevenson é uma ferramenta valiosa para o médico, pois permite:

  • Individualizar o tratamento: Cada perfil exige um tratamento específico, o que otimiza a resposta terapêutica e minimiza os efeitos adversos.
  • Aumentar a segurança do paciente: A identificação correta do perfil hemodinâmico evita o uso de medicamentos inadequados, que podem agravar o quadro clínico.
  • Melhorar o prognóstico: O tratamento adequado da ICD, baseado na classificação de Stevenson, pode prolongar a vida e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Fatores que levam à descompensação da insuficiência cardíaca

  • Não adesão ao tratamento medicamentoso;
  • Infecções;
  • Sobrecarga hídrica e salina;
  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Arritmias cardíacas;
  • Tromboembolismo pulmonar;
  • Piora da insuficiência mitral;
  • Doença valvar não diagnosticada.

Tratamento da Insuficiência Cardíaca Descompensada

O tratamento da ICD é complexo e envolve diversas medidas, como:

  • Oxigenoterapia: Para melhorar a oxigenação do sangue.
  • Diuréticos: Para reduzir o excesso de líquido no organismo.
  • Vasodilatadores: Para diminuir a pressão arterial e facilitar o trabalho do coração.
  • Inotrópicos: Para aumentar a força de contração do coração.
  • Tratamento das causas subjacentes: Como hipertensão, diabetes e doenças valvares.

Cuidados de Enfermagem

Monitorização

    • Sinais vitais: Frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória e temperatura devem ser monitorados regularmente para identificar qualquer alteração que possa indicar deterioração clínica.
    • Saturação de oxigênio: A oximetria de pulso é fundamental para avaliar a oxigenação do paciente e identificar a necessidade de oxigênio suplementar.
    • Balanço hídrico: O controle rigoroso do balanço hídrico é essencial para evitar sobrecarga hídrica e prevenir o edema.
    • Diurese: A diurese deve ser monitorada para avaliar a eficácia da terapia diurética.
    • Ruídos cardíacos e pulmonares: A ausculta cardíaca e pulmonar permite identificar alterações como sopros cardíacos, estertores e roncos, que podem indicar congestão.

Administração de medicamentos

    • Diuréticos: A administração precisa e segura de diuréticos é fundamental para controlar o edema e a congestão pulmonar.
    • Inotrópicos: A administração de inotrópicos requer monitorização rigorosa da pressão arterial e da frequência cardíaca.
    • Vasodilatadores: A administração de vasodilatadores deve ser feita com cautela, monitorando a pressão arterial e a frequência cardíaca.

Educação em saúde

    • Restrição hídrica e salina: O paciente deve ser orientado sobre a importância de restringir a ingestão de líquidos e sódio para controlar o edema.
    • Uso correto dos medicamentos: É fundamental que o paciente conheça os medicamentos prescritos, a dosagem correta e os possíveis efeitos colaterais.
    • Sintomas de alerta: O paciente deve ser orientado sobre os sintomas de alerta da descompensação cardíaca, como aumento de peso, falta de ar, tosse, edema e fadiga.

Promoção da atividade física

    • Exercícios: A atividade física regular, sob orientação médica, é importante para melhorar a capacidade funcional e a qualidade de vida.

Suporte psicológico

    • Escuta ativa: É importante ouvir o paciente e seus familiares, oferecendo apoio emocional e esclarecendo suas dúvidas.
    • Enfrentamento: Ajudar o paciente a lidar com as limitações impostas pela doença e a desenvolver estratégias de enfrentamento.

Outros cuidados importantes

  • Posicionamento: Elevar a cabeceira da cama pode facilitar a respiração e reduzir o edema pulmonar.
  • Higiene: A higiene corporal adequada é importante para prevenir infecções.
  • Nutrição: Uma dieta equilibrada, com baixo teor de sódio, é essencial para controlar o edema.

Diagnósticos de enfermagem comuns na ICD

  • Troca de gases prejudicada: Relacionada à congestão pulmonar.
  • Volume de líquidos excessivo: Relacionado à retenção hídrica.
  • Intolerância à atividade: Relacionada à fadiga e dispneia.
  • Conhecimento deficiente: Relacionado à falta de informação sobre a doença e o tratamento.

Referências:

  1. Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda
  2. Mangini, S., Pires, P. V., Braga, F. G. M., & Bacal, F.. (2013). Insuficiência cardíaca descompensada. Einstein (são Paulo), 11(3), 383–391. https://doi.org/10.1590/S1679-45082013000300022
  3. Barbosa, C. C., Perinote, L. C. S. C., Gomes, R. C., Oliveira, F. T., & Costa, J. S. (2024). Cuidados de enfermagem no paciente com insuficiência cardíaca congestiva descompensada. Brazilian Journal of Health Review, 7(2), 1-12. https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/69175

Turgência ou Estase Jugular

A turgência jugular (TJ) ou estase jugular tem alto valor diagnóstico para confirmar ou excluir congestão sistêmica.

A Turgência Jugular reflete a elevação das pressões de enchimento das câmaras direitas, o que, por sua vez, frequentemente se correlaciona com as pressões de enchimento do ventrículo esquerdo, é  um dado importante que deve ser avaliado em pacientes portadores de insuficiência cardíaca.

Pode ser um  marcador de pior prognóstico, considerando que sua presença é um marcador de re-hospitalização, de hospitalização e morte por insuficiência cardíaca e de morte por falência cardíaca.

No exame físico, é verificada com paciente a 45° de inclinação

Causas

Pode ocasionar devido:

  • Cor pulmonale;
  • Tromboembolismo pulmonar com hipertensão pulmonar;
  • Insuficiência tricúspide importante;
  • Insuficiência Cardíaca Direita ou Biventricular;
  • Tamponamento Cardíaco.

Referências:

  1.   Brasil. Ministério da Saúde. DATASUS. Morbidade hospitalar do SUS [Internet]. Brasília: MS; 2008. Disponível em: www.datasus.gov.br.
  2. Almeida Junior, Gustavo Luiz et al. Avaliação hemodinâmica na insuficiência cardíaca: papel do exame físico e dos métodos não invasivos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2012, v. 98, n. 1 [Acessado 9 Novembro 2021] , pp. e15-e21. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0066-782X2012000100020&gt;. Epub 08 Fev 2012. ISSN 1678-4170. https://doi.org/10.1590/S0066-782X2012000100020.

Cor Pulmonale

Cor Pulmonale é uma forma de insuficiência cardíaca, onde há diminuição da capacidade de funcionamento das câmaras direitas do coração, por doença pulmonar.

A metade direita do coração recebe o sangue venoso do organismo e o envia aos pulmões para oxigenação. Quando existe um tipo de doença pulmonar que leva a aumento da resistência ao fluxo de sangue e Hipertensão pulmonar, progressivamente o coração direito, (ventrículo direito e átrio direito), vão sendo sobrecarregados.

O que pode levar a Cor Pulmonale?

Existem diversos mecanismos que levam à hipertensão pulmonar e cor pulmonale:

  • Vasoconstrição pulmonar;
  • Mudanças anatômicas na vascularização;
  • Aumento da viscosidade sanguínea;
  • Hipertensão pulmonar primária ou idiopática.

As Suas Causas

  • Agudas:
  • Crônicas:
    • DPOC
    • Perda de tecido pulmonar após trauma ou cirurgia
    • Síndrome de Pierre Robin
    • Fibrose Cística

Sinais e Sintomas

Inicialmente, cor pulmonale é assintomático, embora os pacientes geralmente tenham sintomas significativos decorrentes da pneumopatia subjacente (p. ex., dispneia e fadiga durante esforço).

Posteriormente, à medida que aumenta a pressão do ventrículo direito, os sinais físicos geralmente envolvem o impulso sistólico paraesternal esquerdo, a hiperfonese do componente pulmonar de B2 e os sopros funcionais de insuficiências tricúspide e pulmonar.

Mais tardiamente, é possível evidenciar ritmo de galope no ventrículo direito (B3 ou B4), o qual se intensifica durante inspiração, distensão de veias jugulares (com onda a dominante, a menos que exista regurgitação tricúspide), hepatomegalia e edema dos membros inferiores.

Como é diagnosticado?

Deve-se presumir a existência de cor pulmonale em todos os portadores de uma de suas causas. A radiografia de tórax revela dilatação ventrículo direito e artéria pulmonar proximal, com atenuação arterial distal. A evidência em ECG de hipertrofia ventrículo direito (p. ex., desvio do eixo para a direita, complexo QR na derivação V1 e onda R dominante nas derivações de V1 a V3) correlacionam-se bem com o grau de hipertensão pulmonar.

Entretanto, como a hiperinsuflação pulmonar e as bolhas na DPOC provocam o realinhamento do coração, exame físico, radiografia e ECG podem ser relativamente insensíveis.

Faz-se ecocardiografia ou cintilografia para avaliar a função VE e ventrículo direito; ecocardiografia pode avaliar a pressão sistólica do ventrículo direito, mas geralmente é tecnicamente limitada por doença pulmonar; RM cardíaca pode ser útil em alguns pacientes para avaliar a função e as câmaras cardíacas. Pode ser necessário o cateterismo cardíaco direito para a confirmação.

Como é tratado?

O tratamento é difícil, direcionado à causa (ver em outra seção deste Manual), particularmente para alívio ou atenuação da hipóxia. Identificação e tratamento precoce são importantes antes de mudanças estruturais se tornarem irreversíveis.

Se houver edema periférico, a prescrição de diuréticos pode ser apropriada, mas eles só são úteis se também houver insuficiência VE e sobrecarga de líquido nos pulmões. Diuréticos podem ser prejudiciais porque pequenas diminuições na pré-carga muitas vezes pioram o cor pulmonale.

Vasodilatadores pulmonares (p. ex., hidralazina, bloqueadores dos canais de cálcio, óxido nítrico, prostaciclina, inibidores da fosfodiesterase), embora benéficos para a hipertensão pulmonar primária, não são efetivos. Bosentana, um bloqueador dos receptores de endotelina, também pode beneficiar os pacientes com hipertensão pulmonar primária, mas seu uso não é bem estudado em cor pulmonale.

A digoxina é efetiva somente se o paciente tiver disfunção do VE concomitante, mas é necessário cautela, pois os portadores de DPOC são sensíveis aos efeitos da digoxina.

Sugere-se flebotomia para cor pulmonale hipóxico, mas os benefícios da diminuição da viscosidade sanguínea provavelmente não superam os malefícios da redução da capacidade de transporte de oxigênio, a menos que exista policitemia significativa. Para os portadores de cor pulmonale crônica, anticoagulantes a longo prazo reduzem o risco de tromboembolia venosa.

Referências:

  1. Ota, Jaquelina S., and Carlos Alberto de Castro Pereira. “Cor pulmonale.” Medicina (Ribeirão Preto) 31.2 (1998): 241-246.

Insuficiência Renal Aguda: Classificação Clínica

A IRA é definida como a redução aguda da função renal em horas ou dias. Refere-se principalmente a diminuição do ritmo de filtração glomerular e/ou do volume urinário, porém, ocorrem também distúrbios no controle do equilíbrio hidro-eletrolítico e ácido básico.

Existem na literatura mais de 30 definições de IRA. A utilização de diferentes definições dificulta a comparação de estudos, a análise da evolução destes pacientes, bem como, a comparação de diferentes estratégias terapêuticas e de tratamentos dialíticos.

Recentemente, uma rede internacional de especialistas propôs uma nova definição e classificação de IRA, a fim de uniformizar este conceito para efeitos de estudos clínicos e principalmente, prevenir e facilitar o diagnóstico desta síndrome, na tentativa de diminuir a alta morbidade e mortalidade ainda encontrada nos dias atuais.

Um grupo multidisciplinar internacional (AKIN) propõe a seguinte classificação baseada na dosagem sérica da creatinina e no volume urinário:

Definição e Classificação da IRA

Estágios Creatinina sérica Diurese
Estágio 1 Aumento de 0,3 mg/dl ou aumento de
150-200% do valor basal (1,5 a 2 vezes)
< 0,5 ml/Kg/h por 6 horas
Estágio 2 Aumento > 200-300% do valor basal (> 2-
3 vezes)
< 0,5 ml/Kg/h por > 12
horas
Estágio 3 Aumento > 300% do valor basal ( > 3
vezes ou Cr sérica ≥ 4,0 mg/dl com
aumento agudo de pelo menos 0,5 mg/dl)
< 0,3 ml/Kg/h por 24 horas
ou anúria por 12 horas

Somente um dos critérios (Cr ou diurese) pode ser utilizado para inclusão no estágio. Pacientes que necessitem de diálise são considerados estágio 3, independente do estágio em que se encontravam no início da terapia dialítica.

CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA DA IRA

1. IRA PRÉ-RENAL – Este quadro ocorre devido à redução do fluxo plasmático renal e do ritmo de filtração glomerular. Principais causas: hipotensão arterial, hipovolemia (hemorragias, diarréias, queimaduras).

Observações complementares no diagnóstico de IRA pré-renal:

a) oligúria não é obrigatória;
b) idosos podem ter a recuperação após 36h da correção do evento – aguardar 48h;
c) NTA por sepse, mioglobinúria e por contraste podem ser não-oligúricas e nos casos de oligúria, podem apresentar FENa < 1% e/ou FEU < 35%;
d) diuréticos podem aumentar a FENa na IRA pré renal – usar FEU < 35%;

2. IRA RENAL (Intrínseca ou estrutural) – A principal causa é a necrose tubular aguda (NTA isquêmica e/ou tóxica). Outras causas: nefrites tubulo-intersticiais (drogas, infecções), pielonefrites, glomerulonefrites e necrose cortical (hemorragias ginecológicas, peçonhas).

Situações especiais comuns:

a) NTA SÉPTICA (associada a duas ou mais das seguintes condições de SIRS):

– temperatura > 38o C ou < 36o C;
– frequência cardíaca > 90 bpm;
– frequência respiratória > 20 ipm;
– PaCO2 < 32 mmhg;
– leucócitos > 12.000 ou < 4.000 mm3 mais de 10% de bastões ou metamielócitos, foco infeccioso documentado ou hemocultura positiva.

b) NTA NEFROTÓXICA
Uso de nefrotoxina em tempo suficiente níveis séricos nefrotóxicos precedendo a ira ausência de outras causas possíveis reversão após a suspensão da nefrotoxina recidiva após a reinstituição e.g. são não-oligúricas.

c) IRA POR GLOMERULOPATIAS

– Exame de urina I com proteinúria e proteinúria acima de 1g/dia;
– Hematúria com dismorfismo eritrocitário positivo ou cilindros hemáticos no sedimento urinário;
– Biópsia renal positiva;

d) IRA POR NEFRITE INTERSTICIAL AGUDA

Manifestações periféricas de hipersensibilidade, febre e rash cutâneo ou eosinofilia;
– Uso de droga associada a NIA – Por ex., penicilinas, cefalosporinas, quinolonas, alopurinol, cimetidina, rifampicina forte suspeita clínica;
– Patologias frequentemente associadas: leptospirose, legionella, sarcoidose biópsia renal positiva.

e) IRA VASCULAR

– Dor lombar;
– Hematúria macroscópica;
– Contexto clínico predisponente;
– ICC, estados de hipercoagulação, vasculites, síndrome nefrótica, evento cirúrgico precipitante com confirmação com exame de imagem de cintilografia compatível;
– Tomografia ou angioressonância magnética;
– arteriografia compatível

f) EMBOLIZAÇÃO POR COLESTEROL

– Evento precipitante até 30 dias, da manipulação de grandes vasos;
– Cateterismo arterial;
– Trauma;
– Anticoagulação, petéquias, livedo reticularis, eosinofilia, hipocomplementemia.

g) IRA HEPATORENAL

Critérios Maiores – todos devem estar presentes para o diagnóstico:

– Perda de função renal (ClCr < 60 ml/min ou Cr > 1,5 mg/dL);
– Ausência de outras causas de IRA;
– Ausência de melhora após expansão plasmática;
– Ausência de melhora após suspensão de diuréticos;
– Proteinúria < 500 mg/dia;
– Ausência de obstrução urinária;
– Ausência de IRA parenquimatosa;

Critérios Menores – podem estar presentes ou não:
– Diurese < 500 ml/dia;
– Sódio urinário < 10 meq/l;
– Osmolalidade urinária > plasmática;
– Sódio sérico < 130 meq/l;
– Hemácias na urina < 50 p/c.

3. IRA PÓS-RENAL (OBSTRUTIVA)

Secundárias a obstrução intra ou extra-renal por cálculos, traumas, coágulos, tumores e fibrose retroperitoneal.

a) obstrução urinária;
b) dilatação pielocaliceal ao exame ultrasonográfico;
c) diâmetro antero-posterior da pelve renal maior que 30 mm ou;
d) diâmetro ap da pelve maior que diâmetro ap do rim;
e) evidência clínica de iatrogenia intra-operatória;
f) anúria total.


Referência: SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA

Insuficiência Cardíaca

Insuficiência Cardíaca

A insuficiência cardíaca (IC), também conhecida como insuficiência cardíaca congestiva (ICC), é uma condição ou um conjunto de sintomas em que o coração não bombeia sangue suficiente para satisfazer as necessidades do seu corpo.

A insuficiência cardíaca geralmente se desenvolve gradativamente após uma lesão no coração. Algumas lesões podem incluir um ataque cardíaco, muito esforço para o coração devido a anos de pressão arterial alta e não tratada ou uma válvula cardíaca doente.

As causas comuns da insuficiência cardíaca incluem:

  • Doença arterial coronariana
  • Ataque cardíaco anterior (enfarte do miocárdio)
  • Pressão arterial alta (hipertensão)
  • Doença de válvula cardíaca
  • Doença cardíaca congênita (problema com o qual você nasce)
  • Cardiomiopatia (coração aumentado)
  • Endocardite
  • Miocardite (infecção do coração)
  • Diabetes

Os sintomas da insuficiência cardíaca nem sempre são óbvios. Algumas pessoas nos primeiros estágios da insuficiência cardíaca podem não ter nenhum sintoma. Outras podem atribuir sintomas como fadiga ou falta de ar a sinais de seu envelhecimento.

Às vezes, entretanto, os sintomas de insuficiência cardíaca são mais óbvios. Devido à incapacidade do seu coração bombear o sangue eficientemente para suprir seus órgãos (como os rins e o cérebro), você pode sentir vários sintomas, incluindo:

  • Falta de ar
  • Inchaço dos pés e pernas
  • Falta de energia e cansaço
  • Dificuldade de dormir à noite devido a problemas respiratórios
  • Abdômen inchado ou mole, perda de apetite
  • Tosse com muco “espumante” ou catarro
  • Aumento de micção à noite
  • Confusão mental
  • Memória fraca

Algumas pessoas estão mais sujeitas que outras a desenvolverem insuficiência cardíaca. Ninguém pode prever com certeza quem irá desenvolvê-la, mas existem fatores de risco conhecidos. Estar ciente dos fatores de risco e visitar um médico para obter tratamento antecipado são boas estratégias para se tratar a insuficiência cardíaca. Os fatores de risco da insuficiência cardíaca incluem:

  • Pressão arterial alta (hipertensão)
  • Ataque cardíaco (infarto do miocárdio)
  • Válvulas cardíacas anormais
  • Aumento do coração (cardiomiopatia)
  • Histórico familiar de doença cardíaca
  • Diabetes

Conheça os 12 sinais que podem indicar problemas no coração

Saber quais os sinais que podem indicar problemas no coração pode ajudar a prevenir um ataque cardíaco, por exemplo, ou facilitar o diagnóstico de alguma doença do coração como insuficiência cardíaca.

Assim, 12 sinais que podem indicar problemas no coração são:

  1. Ansiedade: um ataque cardíaco pode causar muita ansiedade e medo da morte, momentos antes de ocorrer;
  1. Desconforto no peito: sintoma clássico de um ataque cardíaco;
  1. Tosse persistente: pode ser o resultado do acúmulo de líquidos nos pulmões, devido à insuficiência cardíaca;
  1. Tontura: sentir-se tonto e chegar a desmaiar pode ocorrer momentos antes de um ataque cardíaco ou em casos como arritmia ou hipotensão;
  1. Fadiga: sentir-se muito cansado o tempo todo pode indicar insuficiência cardíaca;
  1. Náusea ou falta de apetite: pode estar relacionada com o inchaço abdominal causado pela retenção de líquidos ou associada à dor do infarto;
  1. Dor em outras partes do corpo: a dor pode começar no peito e se espalhar para os ombros, braços, cotovelos, costas, pescoço, mandíbula ou abdômen ou estar relacionada a um ataque cardíaco;
  1. Pulso rápido e irregular: quando acompanhado de fraqueza, tonturas ou dificuldade em respirar pode ser evidência de um ataque cardíaco, insuficiência cardíaca ou uma arritmia;
  1. Falta de ar: pode indicar também o início de um ataque cardíaco;
  1. Suor frio repentino:pode indicar um infarto, hipotensão, hipertensão ou arritmia;
  1. Inchaço:o inchaço das pernas e dos pés pode ser sinal de insuficiência cardíaca, pois esta doença pode causar retenção de líquidos;
  1. Fraqueza extrema:pode ocorrer nos dias que antecedem um ataque cardíaco ou associada a insuficiência cardíaca ou hipotensão;

Indivíduos que possuem maiores chances de sofrer com doenças do coração são aqueles que têm antecedentes familiares com problemas de coração, os que estão acima do peso ideal, fumam e possuem outras doenças associadas, como diabetes e hipertensão. Nestes casos, todo o cuidado é pouco.

Cuidados de Enfermagem com Pacientes em IC

  1. Administrar medicamentos e avaliar resposta do paciente ao regime farmacológico;
  2. Avaliar o balanço hídrico (ingestão e débito);
  3. Pesar o paciente diariamente na mesma balança;
  4. Auscultar sons pulmonares, detectar um aumento ou diminuição nos estertores pulmonares (pelo enfermeiro);
  5. Determinar o grau de distenção venosa jugular (DVJ);
  6. Identificar e avaliar a gravidade do edema dependente;
  7. Monitorar a frequência de pulso e a pressão arterial, verificando se ha hipotensão postural decorrente a desidratação;
  8. Examinar turgor da pele e mucosa observando sinais de desidratação;
  9. Avaliar sintomas de sobrecarga hídrica;
  10. Avaliação Sistêmica identificando cianose, edemas.

Prescrição de Enfermagem

  1. Manter o paciente confortável em seu leito;
  2. Manter cabeceira elevada;
  3. Manter oxigênio terapia;
  4. Manter o paciente monitorizado;
  5. Controlar sinais vitais;
  6. Anotar balanço hídrico;
  7. Fazer as medicações nos horários prescritos pelo médico;
  8. Manter higienização oral e corporal

 

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Compreendendo os Rins

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