Aspiração de Secreção e sua sequência

A aspiração das Vias Aéreas consiste na remoção de secreções por meio de sucção das Vias Aéreas Superiores (VAS – cavidade nasal, laringe, faringe) e/ou Vias Aéreas Inferiores (VAI- traqueia). Tendo como finalidade remover secreções acumuladas, Prevenir infecções e obstruções respiratórias, Promover conforto, Permitir a ventilação e a oxigenação e Prevenir broncoaspiração.

Indicação

  • Presença de secreção visível na VA;
  • Presença de ruído no tubo traqueal;
  • Presença de roncos e/ou crepitações e redução dos sons pulmonares na ausculta pulmonar;
  • Desconforto respiratório;
  • Queda da SpO2;
  • Oscilações na curva de fluxo do ventilador.

Materiais Necessários

  • Equipamentos de Proteção Individual – EPI – ( luvas de procedimento, óculos protetor, gorro e máscara cirúrgica);
  • luva estéril para aspirar VAI;
  • Cateter de aspiração adequado;
  • Frascos de soro fisiológico 0,9% de 10 mL;
  • extensões de silicone/látex esterilizadas ;
  • Oxímetro de pulso ;
  • estetoscópio;
  • gazes esterilizadas;
  • Fonte de vácuo (canalizada ou portátil);
  • Papel toalha.

Etapas do Procedimento

  1. Identificar a necessidade para aspiração;
  2. Higienizar as mãos;
  3. Reunir todo o material necessário;
  4. Paramentar-se com EPI;
  5. Explicar ao paciente o procedimento e o seu propósito;
  6. Posicionar o paciente, preferencialmente em semi-Fowler;
  7. Instalar o oxímetro de pulso e observar saturação;
  8. Colocar o papel toalha sobre o tórax do beneficiário;
  9. Calçar luvas de procedimento;
  10. Abrir o vácuo e testá-lo;
  11. Abrir o pacote da sonda;
  12. Conectar a sonda no látex, segurando a sonda com a mão dominante;
  13. Interromper dieta administrada por SNE antes de proceder à aspiração, caso o beneficiário esteja fazendo uso do dispositivo;
  14. Aspirar nasofaringe introduzindo a sonda em uma das narinas, com o vácuo fechado, fazendo movimento oblíquo e para baixo, de preferência no tempo inspiratório ou durante a tosse, e aspirar liberando o vácuo de forma intermitente. O tempo entre a introdução e a retirada da sonda deve durar no máximo de 10 a 12 segundos enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
  15. Retirar a sonda devagar, com movimentos rotatórios;
  16. Imergir a sonda em SF 0,9% entre uma aspiração e outra;
  17. Aspirar nasofaringe enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
  18. Aspirar orofaringe, se necessário, utilizando a mesma sonda, introduzindo a sonda pela boca, com o vácuo fechado, fazendo movimento oblíquo e para baixo, de preferência no tempo inspiratório ou durante a tosse, e aspirar liberando o vácuo de forma intermitente;
  19. O tempo entre a introdução e a retirada da sonda deve durar no máximo de 10 a 12 segundos enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
  20. Desconectar a sonda do látex;
  21. Desprezar todo material utilizado (sonda, frasco SF, luvas, máscara, papel toalha, etc);
  22. Posicionar o paciente confortavelmente;
  23. Deixar a unidade em ordem;
  24. Retirar as luvas;
  25. Higienizar as mãos;
  26. Registrar no prontuário o procedimento realizado.

Etapas do procedimento de Vias Aéreas Invasivas

  1. Explicar o procedimento a ser realizado;
  2. Higienizar as mãos;
  3. Reunir os materiais necessários;
  4. Colocar o cliente na posição de Fowler ou semi-Fowler, se não for contraindicado;
  5. Aplique proteção facial;
  6. Calce uma luva estéril em cada uma das mãos, ou use luva não estéril na mão não dominante e luva estéril na mão dominante;
  7. Pegue a sonda com a mão dominante sem tocar nas superfícies não estéril, prenda o látex ao conector;
  8. Faça o teste do equipamento de vácuo;
  9. Se o beneficiário estiver recebendo ventilação mecânica, remova o dispositivo liberador de oxigênio ou umidade com a mão dominante;
  10. Sem aplicar aspiração, insira suave, mas rapidamente o cateter usando o polegar dominante e o dedo indicador na via aérea artificial ate encontrar resistência ou o paciente tossir, então puxe de volta 1 cm;
  11. Aplique sucção intermitente colocando e liberando o polegar não dominante sobre a abertura do cateter, retire lentamente o cateter enquanto o gira de volta e para frente entre o polegar dominante e o dedo polegar. Encoraje o beneficiário a tossir. Observe sofrimento respiratório;
  12. Se o beneficiário estiver recebendo ventilação mecânica, feche o adaptador ou substitua o dispositivo de liberação de oxigênio;
  13. Avalie o estado cardiopulmonar do beneficiário com relação à depuração de secreções e complicações. Repita as etapas do procedimento até obter melhora do padrão respiratório ou ausculta de secreções;
  14. Posteriormente, aspire nasofaringe e orofaringe nesta ordem, após esta passagem o cateter estará contaminado, não o insira novamente no tubo;
  15. Reconecte o sistema de oxigenação (se em utilização);
  16. Desconecte o cateter do sistema de vácuo, enrole o tubo na mão dominante. Retire o papel toalha e retire a luva de modo que o cateter fique nela. Descarte-as em local indicado. Desligue o sistema de sucção;
  17. Deixe o paciente em posição confortável e organize o ambiente;
  18. Higienizar as mãos;

Qual a ordem da aspiração da via aérea?

  1. VAI ( tubo endotraqueal ou cânula de traqueostomia);
  2. Cavidade nasal;
  3. Cavidade oral.

Por que essa sequência?

Se o paciente estiver com a ventilação aérea invasiva ou aérea avançada (VAI OU VAA), conforme BALBINO (2016), deve-se seguir a sequência pois se justifica pela utilização de uma mesma sonda para aspirar a área ESTÉRIL para a área LIMPA, sendo então, a utilização de luvas estéreis no caso de aspiração em TOT ou TQT.

Técnico em enfermagem pode realizar aspiração de Via Aérea?

Sim, desde que se enquadre nas considerações descritas na resolução abaixo, artigos 4 e 5:

De acordo COFEN Nº 557/2017 RESOLVE:

Art. 2º Os pacientes graves, submetidos a intubação orotraqueal ou traqueostomia, em unidades de emergência, de internação intensiva, semi intensivas ou intermediárias, ou demais unidades da assistência, deverão ter suas vias aéreas privativamente aspiradas por profissional Enfermeiro, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem.

Art. 3º Os pacientes atendidos em Unidades de Emergência, Salas de Estabilização de Emergência, ou demais unidades da assistência, considerados graves, mesmo que não estando em respiração artificial, deverão ser aspirados pelo profissional Enfermeiro, exceto em situação de emergência, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem e Código de Ética do Profissional de Enfermagem – CEP.

Art. 4º Os pacientes em unidades de repouso/observação, unidades de internação e em atendimento domiciliar, considerados não graves, poderão ter esse procedimento realizado por Técnico de Enfermagem, desde que avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.

Art. 5º Os pacientes crônicos, em uso de traqueostomia de longa permanência ou definitiva em ambiente hospitalar, de forma ambulatorial ou atendimento domiciliar, poderão ter suas vias aéreas aspirada pelo Técnico de Enfermagem, desde que devidamente avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.

Referências:

  1. BALBINO, Carlos Marcelo et al. Avaliação da técnica de aspiração de paciente em ventilação mecânica realizada pela enfermagem. Revista de Enfermagem UFPE on line, [S.l.], v. 10, n. 6, p. 4797-4803, nov. 2016. ISSN 1981-8963. Disponível em: <https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/11258>. Acesso em: 28 out. 2022. doi:https://doi.org/10.5205/1981-8963-v10i6a11258p4797-4803-2016.
  2. TIMBY, Barbara Kuhn. Conceitos e Habilidades Fundamentais no Atendimento de Enfermagem. 8ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.
  3. FURTADO, Érida Zoé Lustosa et al. Aspiração endotraqueal: práticas da equipe de saúde no cuidado ao paciente crítico. Rev enferm UFPE. Recife, dez., 2013.
  4. FAVRETTO, Débora Oliveira et al. Aspiração endotraqueal em pacientes adultos com via aérea artificial: revisão sistemática. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v. 20, n. 5, set.
    /out. 2012.

Terapia Nutricional

A terapia nutricional é a reunião de métodos terapêuticos utilizados para manter ou recuperar o estado nutricional do paciente. Ela tem capacidade de agir em pessoas com trauma, infecções, doenças em geral ou que acabaram de passar por um procedimento cirúrgico.

Seu principal objetivo é melhorar a situação nutricional do indivíduo, cuidando e evitando sua nutrição precária. Ela mantém os níveis de proteína no plasma sanguíneo e alimenta o tecido corporal, de modo a impedir a deficiência dos macro e micronutrientes.

A nutrição pode ser aplicada tanto por via oral, por meio de suplementos nutricionais, ou por um tubo alimentar, método denominado como Nutrição Enteral ou, quando o paciente não consegue ingerir pelo trato digestivo, o suporte alimentar pode ser introduzido por meio de um cateter intravenoso, colocado diretamente nas veias, forma essa chamada de Nutrição Parenteral.

A seleção do tipo de terapia nutricional ideal para o paciente dependerá muito do seu estado de saúde e necessidades. Por exemplo, uma pessoa que está sofrendo quimioterapia ou hemodiálise tem necessidades diferentes daquela que acabara de passar por um procedimento cirúrgico.

A princípio, o profissional responsável pela prescrição da terapia nutricional deverá seguir criteriosamente alguns passos para, então, definir corretamente a melhor opção para o paciente. São eles:

  • triagem nutricional;
  • análise nutricional do indivíduo desnutrido ou em risco nutricional;
  • determinação da necessidade nutricional;
  • indicação da Terapia Nutricional a ser introduzida;
  • monitoramento e acompanhamento;
  • avaliação da eficácia do procedimento por meio de indicadores de qualidade da Terapia Nutricional.

Benefícios

Garantir a qualidade da Terapia Nutricional é muito importante para assegurar a eficácia do procedimento que está sendo aplicado e, assim, garantir a recuperação dos pacientes.

Ao estabelecer a Terapia Nutricional adequada, é possível conferir melhoras na pessoa que está recebendo o procedimento. Conheça alguns dos seus principais resultados.

  • melhora na taxa de glicemia;
  • aumento nas taxas de proteínas séricas;
  • impedimento da formação de edemas;
  • manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico do paciente, o que impede a sua desidratação;
  • recuperação das células sanguíneas;
  • aumento da imunidade;
  • facilitação do ganho de peso e massa muscular etc.

Todos esses benefícios são significativos para manter a saúde do paciente. A terapia nutricional é indicada principalmente para os casos de:

  • obesidade,
  • idoso frágil com disfagia,
  • pacientes com câncer;
  • pré e pós-operatório;
  • indivíduos com insuficiência renal;
  • pancreatite;
  • síndrome do intestino curto, entre outros.

Como visto, a terapia nutricional é indicada para pessoas que sofrem por diversas enfermidades. Com ela, o sucesso da recuperação desses pacientes é muito mais rápido. A sua aplicação deve ser contínua e ascendente. Dessa forma, a qualidade da terapia é garantida.

Equipe multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN)

A equipe multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) é composta por médico coordenador, nutricionistas, enfermeira, fonoaudiólogas, farmacêutico e estagiária de enfermagem. O grupo trabalha para assegurar condições adequadas aos procedimentos de terapia nutricional, visando à manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente.

O propósito da atuação da EMTN é auxiliar os profissionais responsáveis pela assistência aos pacientes internados, na avaliação e administração de terapia enteral e parenteral, bem com na reabilitação e nas orientações ao paciente com disfagia orofaríngea.

Veja Também:

Os tipos de Dieta Enteral

Nutrição Enteral (NE)

Dietas Hospitalares

Nutrição Parenteral: As diferenças entre NPP e NPT

Nutrição Enteral: Sistemas Aberto e Fechado

A Nutrição Parenteral (NP)

Dietoterapia: Enteral e Parenteral

Terapia de Reidratação Oral (TRO)

terapia de reidratação oral (TRO) é um tipo de reposição fluida usado para prevenir e tratar desidratação, especialmente devido à diarreia.

Envolve beber água com quantidades modestas de açúcar e sais, especificamente [sódio] e potássio. A terapia de reidratação oral também pode ser dada por sonda nasogástrica.

Reposição de água e eletrólitos por via oral, para crianças ou adultos em situações de perdas de grandes volumes de líquidos em curto espaço de tempo realizado em serviços de saúde e no ambiente domiciliar.

A reidratação oral é um passo muito importante no tratamento dos vômitos e da diarreia, já que evita a desidratação, que pode ter consequências graves para o organismo.

Importância

Diminui a mortalidade de crianças por distúrbios eletrolíticos (60% das crianças morrem por desidratação), sendo mais acessível que a Reidratação EV, possui menos riscos e é mais barata.

Objetivo

Tem por objetivo corrigir o desequilíbrio hidroeletrolítico pela reidratação, manter e recuperar o estado nutricional. Essa terapêutica é feita com os sais de reidratação, (SRO) que são distribuídos pela OMS ou os fabricados pela indústria farmacêutica.

Vantagens

  • Mais segura;
  • Menos dolorosa;
  • Mais eficaz;
  • De fácil aplicação;
  • Menor custo;
  • Favorece realimentação precoce.

Referências:

  1. CARMO LF ET AL.. Concentração de sódio e glicose em soro de reidratação oral preparado por Agentes Comunitários de Saúde. 2010. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/csc/v17n2/a17v17n2.pdf >;
  2. SENA, Lauro Virgílio. Avaliação do conhecimento de mães sobre terapia de reidratação oral e concentração de sódio em soluções sal-açúcar de preparo domiciliar. Jornal de Pediatria . Vol.77. 6.ed; 2001

Suplemento Nutricional Oral: Para que serve?


Suplementos nutricionais orais (SNO) são geralmente destinados a indivíduos que não conseguem atingir os requerimentos dietéticos pela alimentação convencional ou modificada, ou também no gerenciamento de necessidades específicas associadas a certas doenças. Além disso, são úteis para prevenção e tratamento da desnutrição.

Indicação de Uso

Os Suplementos Nutricionais Orais são recomendados quando a alimentação habitual do paciente é incapaz de satisfazer os requerimentos nutricionais que ele precisa. Entretanto, devem ser associados a uma alimentação balanceada e monitorada. De modo geral, os Suplementos Nutricionais Orais não devem substituir as refeições, porém complementá-las.

Conheça os Tipos de Suplementos Nutricionais Orais

Suplemento Proteico

A proteína é um macronutriente necessário para um corpo saudável. Por ser crucial na cicatrização, a suplementação é geralmente indicada para pacientes em recuperação de traumas e lesões. Também é recomendada para recuperação ou manutenção da massa muscular, quadros de desnutrição proteica e sarcopenia, muito comum em idosos.

Entre as opções de suplementos proteicos, estão:

  • Proteína do soro do leite (whey protein): possui alto valor nutricional e a absorção pelo organismo acontece de forma fácil e rápida. Quem tem intolerância à lactose deve optar pelas versões isoladas ou hidrolisadas;
  • Caseinato de cálcio: proteína de lenta absorção, que ajuda a retardar o ritmo da perda muscular. Pode ser consumido por intolerantes à lactose;
  • Albumina: suplemento à base de clara de ovo desidratada. Rico em vitaminas do complexo B. Pode ser consumido por intolerantes à lactose e com sensibilidade ao leite num geral.

Suplemento Hipercalórico

Suplementos com densidade calórica superior a 1,2 kcal/ml são considerados hipercalóricos. Ricos em carboidratos, são indicado para o tratamento nutricional de pacientes oncológicos, pacientes em risco/com desnutrição, com déficit energético, perda de peso causada por doenças, entre outros. Também são compostos de proteínas de alto valor biológico e gorduras. Além de auxiliar na recuperação do peso, os suplementos hipercalóricos melhoram o apetite e a atividade gastrointestinal. São contra-indicados para pacientes com taxas elevadas de glicemia, problemas hepático e renais.

Suplemento Para Controle Glicêmico

Pacientes diabéticos podem ter o risco nutricional aumentado devido às suas restrições alimentares. Os suplementos especializados são os mais indicados para recuperar ou manter o estado nutricional, pois possuem carboidratos de baixo índice glicêmico e maior concentração de ácidos graxos monoinsaturados, que reduzem a resistência à ação da insulina.

Suplemento Imunomodulador

Possui fórmula rica em nutrientes que fortalecem a imunidade, como a arginina, glutamina e cisteína. É geralmente indicado para pacientes oncológicos, situações de pré e pós-operatório, entre outros. Os suplementos imunomoduladores fortalecem as células de defesa do organismo, diminuindo o risco de infecções, aceleram a cicatrização de feridas, escaras e úlceras por pressão.

Suplemento já Espessado/Creme

Suplemento nutricional oral já espessado pronto para uso, nutricionalmente completo, hipercalórico (2,0 Kcal/g), indicado para idosos e pacientes com disfagia, como complicações nutricionais e respiratórias associadas à disfagia orofaríngea em pacientes idosos e distúrbio da deglutição associado a desordens neurológicas, mecânica e envelhecimento, sendo assim isento de lactose e glúten. Atende à recomendação de uma textura C (pudim/purê): pastoso grosso, homogêneo e liso, sem presença de grumos ou pedaços de alimentos.

Referências:

  1. Ministério da Saúde

 

Bonequinha para Higiene Oral: Como montar?

A Higienização Oral de um paciente é fundamental para seu tratamento contínuo. Pois proporciona prevenção de infecções endógenas e nosocomiais. É recomendável a todos os tipos de pacientes:

  • Tanto quando pacientes conscientes, torporosos quanto a inconscientes.

Mas, se o paciente não obter material pessoal de higiene, como escovas de dentes e creme dental, ou há desfalque de materiais de higiene oral hospitalar, ou o familiar não possui condições de adquirir materiais para a higiene oral (escova dental, escova de aspiração, antissépticos bucais), a enfermagem pode entrar com outro recurso ou alternativa.

Há diversos métodos alternativos para a realização da higiene oral no paciente, mas existe um método simples e comum de se realizar: A Bonequinha para Higiene oral.

A Bonequinha para higiene oral tem esse nome pois tem uma semelhança a pequenos bonecos, devido o formato oval que a gaze se forma quando junta com uma espátula/abaixador de língua.

Podemos improvisar com uma espátula/abaixador de língua com uma gaze III fios não estéril envolvida, embebida com solução de antisséptico bucal como por exemplo, o gluconato de clorexidina.

Como Monto uma Bonequinha?

1. Reservo um pedaço de fita crepe ou esparadrapo, para prender a base na espátula;
2. Reservo uma espátula ou abaixador de língua para o uso;
3. Disponho de duas ou três gazes para prender na espátula (quanto mais gaze, mais macio a bonequinha fica, a fim de evitar lesionar a mucosa oral do paciente), e a gaze não precisa ser estéril, mas limpa;
4. Separo as gazes que irei utilizar;
5. Coloco a espátula centralizada a gaze;

6. Dobro a ponta maior na parte de cima, em direção da espátula, para dentro;
7. Em seguida faço a segunda e a terceira dobra das pontas menores superiores da gaze, para dentro em direção da espátula;


8. Envolvendo uma ponta da espátula, seguro as pontas dobradas, e coloco a fita crepe ou esparadrapo em direção da base da espátula com a gaze;
9. Certifico sempre se a gaze está bem fixada a espátula, antes de utilizar;
10. Posso estar fazendo quantas bonequinhas necessárias para uma boa higienização bucal.

Em que pacientes posso utilizar a Bonequinha?

  • Pacientes intubados;
  • Pacientes acamados (Âmbito domiciliar e hospitalar);
  • Pacientes com dificuldade de realizarem a higienização sozinhas.

Veja também:

Gluconato de Clorexidina

Assepsia Vs Antissepsia: Entenda as diferenças!

Escova Higiênica Aspirativa

Importância da Higiene Oral em Âmbito Hospitalar

Escova Higiênica Aspirativa

A princípio, há diversas ferramentas tecnológicas para o auxílio na higienização íntima do paciente. Porém, não é diferente no caso dos cuidados com a higiene oral do mesmo.

Do mesmo modo, o maior fator de complicação em um paciente internado, com más condições higiênicas orais independente do grau de criticidade, é a Pneumonia, onde a placa bacteriana acaba atuando como reservatório para a colonização das bactérias respiratórias, e assim ocasionando o que chamamos de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAVM), bem como outras complicações comuns como herpes Simples, dermatite de contato, queilite actínica, leucoplaquia, líquen plano, a candidíase, a estomatite aftosa, e o sarcoma de Kaposi, entre outros.

Ainda assim, foi lançado no mercado escovas higiênicas aspirativas, utilizadas principalmente em âmbito hospitalar, onde provém de dois tipos, a escova com cerdas macias e escova tipo swab.

Assim como, ambos possuem em sua extremidade uma válvula adaptada para a conexão com sistema de aspiração, seja a vácuo ou ar comprimido, onde o profissional pode realizar a escovação dentária com produtos próprios, e ao mesmo tempo aspirar conteúdo bucal como restos de comida, saliva, etc, facilitando a higienização corretamente.

Por outro lado, pacientes com disfagia, intubados, onde possuem extrema dificuldade na deglutição, são os mais indicados ao uso deste dispositivo.

Escova Higiênica Aspirativa com Cerdas Macias

Este tipo de escova aspirativa é composto por cerdas macias, alguns contém esponja livre de látex com alto absorvente de água e tubo que é plástico branco.

Escova Higiênica Aspirativa Tipo Swab

Este tipo de escova é desenvolvida com esponja de alta absorção, indicado para pacientes que usam prótese dentária, somente com gengivas expostas, evitando o lesionamento da mucosa.

Cuidados de Enfermagem

  • Esta escova é de uso único e descartável, tem como validade de 24 horas, deve ser trocado a cada banho diário;
  • Deve identificar a escova higiênica com o nome do paciente e número do leito;
  • Higienizar adequadamente a escova higiênica em água corrente, e armazenar em um ambiente limpo;
  • Atentar à escovação em cantos da boca;
  • Utilizar produtos antissépticos bucais próprios para âmbito hospitalar;
  • Por fim, ao terminar de utilizar o sistema de aspiração, lavar com soro ou água destilada o sistema de aspiração.

Veja também:

Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC)

Ventilação Mecânica

Importância da Higiene Oral em Âmbito Hospitalar

 

The Importance of Oral Hygiene in Hospital Scope

Oral Hygiene

Oral Hygiene in the hospital setting is much more important than you might think. Think of one day, of those corridos, that a professional correctly sanitizes the patient, but forgets the most important: The oral cleaning. Yes! Unfortunately it is still a reasonable number of situations in which several professionals fail to perform this simple act when giving that bath or intimate hygiene in the patient.

Did you know that the lack of oral hygiene of bedridden patients creates an environment conducive to the proliferation of bacteria in the oral cavity? The bacterial plaque ends up acting as a reservoir for the colonization of respiratory bacteria. In cases of incidence in Intensive Care Units, for example in a certain Institution, there were 33.3% of incidences due to Mechanical Ventilation-Associated Pneumonia. After the implementation of the Prevention Bundle by the CCIH, there was a sudden drop in infections, to 3.5%.

But it’s not just pneumonia that prevails! There are several changes, such as: Lip changes such as Simple Herpes, contact dermatitis, actinic cheilitis, in cases of mouth changes such as leukoplakia, lichen planus, candidiasis, aphthous stomatitis, and Kaposi’s sarcoma ; and in cases of gum changes, we have gingivitis and periodontitis.

Patients with certain heart problems or an artificial joint are considered at high risk for the development of a heart infection called infective endocarditis (IE), and receive preventive antibiotics before a dental procedure. Poor oral hygiene leads to chronic and acute infections such as abscesses. The patient is at risk of frequent bacteremia and presumed endocarditis if he has a heart problem or other condition that puts him at risk.

Complications of Oral Hygiene: Alternative Methods

Due to the variation of the level of dependence of the patient, and to the problems in the oral cavity, some special methods are used for the oral hygiene by the nursing technician. In cases of patients admitted to hospital beds, toothpaste and brush can be used, and in cases where the patient can help, it is easier to expel the buccal contents in a kidney tub. When the patient is totally dependent, one can use the aspiration brushing method (there are special brushes), or the method of dolls for oral hygiene, as non-alcoholic antiseptic products, and using chlorhexidine.

In cases of critical patients in ITU beds (most are intubated and unconscious), the method of brushing with aspiration is very used, and the oral antiseptic with chlorhexidine is used. Because they are in situations where intubation makes swallowing difficult, saliva accumulates in the oral cavity, thus increasing the chances of getting a respiratory tract infection.

Saliva contains certain enzymes, such as lactoferrin, lysozyme and the peroxidase system, which strengthen the immune system of the mouth. Microorganisms present on the bacterial plaque can be released into the salivary secretions and then aspirated into the lower respiratory tract (lung). Therefore, the use of mouthwashes with these enzymes will reinforce the oral hygiene of bedridden patients, and perform aspiration whenever necessary.

CARIES

The first thing that comes to mind when we think of diseases caused by lack of hygiene are caries. They arise from food residues that remain in contact with the teeth, attracting bacteria and causing acid production that can destroy the structures of the teeth.

If not treated quickly, caries can evolve and cause tooth pulp death, abscess formation or even infection. Remember that poor diet (high sugar intake) and some medicines used as antibiotics can make teeth more vulnerable to cavities.

HALITOSIS

Bad breath is related to poor oral hygiene, dry mouth and the ingestion of certain foods. Usually this problem worsens in the morning, due to the lower production of saliva during the sleep period.

CANKER SORES

Although there is no specific cause for the onset of canker sores, it is well known that poor oral hygiene can contribute to its appearance and make healing difficult. Injuries to the mucous membrane of the mouth have a white and reddish color around them and often cause pain and discomfort, especially at feeding time.

GINGIVITIS

An oral problem also very common in the population, which can progress to periodontitis if not treated correctly. Gingivitis arises when there is plaque buildup, causing inflammation of the gums, which can result in redness, swelling and bleeding. If the plaque is not removed, it begins a hardening process, forming the tartar, which adheres to the tooth and can progressively destroy the structures that support the teeth.

PERIODONTITIS

The inflammation caused by the evolution of untreated gingivitis is called periodontitis, and has symptoms like bleeding, tenderness, bad breath, receding gums and can result in tooth loss.

BACTERIAL ENDOCARDITE

One of the most serious problems stemming from lack of oral hygiene, bacterial endocarditis is an infection that directly affects the heart, and can lead to death. A simple bleeding in the mouth can allow mouth bacteria to enter the blood system and reach for valves or tissues, causing damage to the lining of the heart.

Nursing Care with Oral Hygiene

Materials to be used:

  • Toothbrush;
  • Dentifrice;
  • Disposable cup with water;
  • Face towel;
  • Kidney bowl;
  • Spatula;
  • Straw;
  • Lubricant for lips;
  • Oral antiseptic;
  • Procedure glove;
  • Gauze.

Patient procedure with little limitation:

  • In Fowler’s position and with the lateralized head;

  • Protect the chest with the face towel;
  • Put the kidney bowl under the cheek;
  • Ask her to open her mouth or open it with the aid of the spatula;
  • Use the brush with root movements towards the end of the teeth. Do about 6 to 10 movements on each tooth surface, with constant brush pressure;
  • Repeat this movement on the buccal and lingual surface, tractioning the tongue with a spatula protected with gauze;
  • Offer glass with water to rinse the mouth;
  • Use straw.

Procedure in patient with prosthesis:

  • Request that you remove the prosthesis or make it through the gauze;
  • Put it in the kidney bowl;
  • Brush the gingiva, palate and tongue if the patient can not do it;
  • Offer it for the patient to put still wet.

Procedure in an intubated or unconscious patient:

  • For an unconscious patient, the best position is lateralized with the patient’s head facing the side where you are, semi Fowler or with the head of the bed at normal level. Placing the patient in one of these positions allows fluids or any oral secretions to accumulate on the dependent side of the mouth and flow out;
  • Use a soft bristled brush and antiseptic solution to brush your patient’s teeth and remove any buildup of dirt and plaque;
  • A doll made of gauze or gauze soaked in antiseptic can also be used to clean the patient’s tongue and gums. Remove possible crusts and dirt;
  • Perform aspiration of the contents of the oral cavity with a smaller caliber aspiration probe to prevent injury to the oral mucosa;
  • Because the unconscious patient can not report pain or discomfort, perform a thorough assessment of the oral cavity each time you perform oral hygiene;
  • Enjoy the oral care to observe the presence of inflammations, infections, ulcerations or bleeding. Communicate to the nurse responsible and the doctor for immediate treatment, since oral health problems can affect the overall health of the patient.

La importancia de la Higiene Oral en Hospitales

Higiene Oral

La Higiene Oral en el ámbito hospitalario es mucho más importante de lo que usted se imagina. Piensa en un día, de aquellos corridos, que un profesional higieniza correctamente al paciente, pero olvida lo más importante: La limpieza bucal. Sí! Desafortunadamente todavía es un número razonable de situaciones que en la que varios profesionales dejan de ejecutar este simple acto a la hora de dar ese baño o higiene íntima en el paciente.

¿Sabía usted que la falta de higiene oral de los pacientes acamados crea un ambiente propicio para la proliferación de bacterias en la cavidad bucal? La placa bacteriana acaba actuando como reservorio para la colonización de las bacterias respiratorias. Veamos en casos de incidencia en Unidades de Terapia Intensiva, por ejemplo en una cierta Institución, hubo 33.3% de incidencias por Neumonía asociada a la Ventilación Mecánica. Después de la implementación del Bundle de Prevención por la CCIH, hubo una caída brusca de infecciones, para el 3,5%.

Pero no es sólo la neumonía que prevalece. Hay varias alteraciones, como por ejemplo: las alteraciones de los labios como Herpes Simple, dermatitis de contacto, queilitis actínica, en casos de alteraciones de la boca, como la leucoplaquia, liquen plano, la candidiasis, la estomatitis aftosa, y el sarcoma de Kaposi ; y en casos de alteraciones de las encías, tenemos la gingivitis y la periodontitis

Los pacientes con ciertos problemas cardiacos o una articulación artificial se consideran de alto riesgo para el desarrollo de una infección cardiaca llamada endocarditis infecciosa (EI), y reciben antibióticos preventivos antes de un procedimiento odontológico. La mala higienización bucal lleva a infecciones crónicas y agudas como los abscesos. El paciente está en riesgo de bacteriemia frecuente y presumible endocarditis si tiene un problema cardiaco u otra condición que lo pone en riesgo.

Complicaciones a la falta de higiene oral: Métodos Alternativos

Debido a la variación del nivel de dependencia del paciente, ya los problemas en la cavidad oral, se utilizan algunos métodos especiales para la higienización bucal por el técnico de enfermería. En casos de pacientes internados en lechos de enfermería, pueden usarse de la crema dental y el cepillo, y en casos cuando el paciente puede ayudar, es más fácil de expulsar el contenido bucal en una cuba rim. Cuando el paciente es totalmente dependiente, se puede utilizar el método de cepillado con aspiración (hay cepillos especiales), o el método de muñequitos para la higiene oral, como productos antisépticos sin alcohol, y que utilicen clorexidina.

En casos de pacientes críticos en lechos de UCI (mayoría son intubados e inconscientes), es muy utilizado el método de cepillado con la aspiración, y utilizando el antiséptico bucal con clorexidina. Por estar en situaciones, donde la intubación dificulta la deglución, la saliva queda acumulada en la cavidad oral, así aumentando las posibilidades de adquirir una infección por tracto respiratorio.

La saliva contiene ciertas enzimas, como la lactoferrina, lisozima y el sistema de peroxidasa, que refuerzan el sistema inmunológico de la boca. Los microorganismos presentes en la placa bacteriana pueden ser liberados para las secreciones salivales y luego ser aspiradas alojándose en el tracto respiratorio inferior (pulmón). Por lo tanto, el uso de enjuagantes bucales con estas enzimas reforzará la higiene oral de pacientes acamados, y realizando la aspiración siempre que sea necesario.

CARIES

La primera cosa que viene a la mente cuando pensamos en enfermedades causadas por falta de higiene son las caries. Ellas surgen a partir de los residuos de alimentos que permanecen en contacto con los dientes, atrayendo bacterias y causando la producción de ácidos que pueden destruir las estructuras de los dientes.

Si no se trata rápidamente, la caries puede evolucionar y causar la muerte de la pulpa del diente, la formación de abscesos o incluso la infección. Es importante recordar que la mala alimentación (alta ingestión de azúcar) y algunos medicamentos utilizados como antibióticos pueden hacer que los dientes sean más vulnerables a la acción de las caries.

LA HALITOSA

El mal aliento está relacionado con la mala higiene bucal, la boca seca y la ingesta de determinados alimentos. Generalmente este problema se agrava en el período de la mañana, debido a la menor producción de saliva durante el período del sueño.

AFTA

A pesar de que no existe una causa específica para la aparición de aftas, es sabido que la mala higiene bucal puede contribuir a su surgimiento y dificultar la curación. Las heridas en la mucosa de la boca tienen coloración blanca y rojiza alrededor y suelen causar dolor e incomodidad, especialmente a la hora de la alimentación.

GINGIVITIS

Un problema bucal también muy común en la población, que puede evolucionar a periodontitis si no se trata correctamente. La gingivitis surge cuando hay acumulación de placa bacteriana, causando inflamación de la encía, que puede resultar en enrojecimiento, hinchazón y sangrados. Si la placa bacteriana no se retira, comienza un proceso de endurecimiento, formando el tártaro, que se adhiere al diente y puede destruir progresivamente las estructuras que sostienen los dientes.

PERIODONTITIS

La inflamación causada por la evolución de la gingivitis no tratada se llama periodontitis, y tiene como síntomas sangrado, sensibilidad, mal aliento, retracción de la encía y puede resultar en la pérdida del diente.

ENDOCARDITE BACTERIANA

Uno de los problemas más serios originados por la falta de higiene bucal, la endocarditis bacteriana es una infección que afecta directamente al corazón, y puede llevar a la muerte. Un simple sangrado en la boca puede permitir que las bacterias bucales entren en el sistema sanguíneo y alcancen válvulas o tejidos, causando daños al revestimiento interno del corazón.

Los Cuidados de Enfermería con la Higienización Oral

Materiales a utilizar:

  • Cepillo de dientes;
  • Pasta de dientes;
  • Vaso desechable con agua;
  • Toalla de cara;
  • Tina riñón;
  • Espátula;
  • Pajilla;
  • Lubricante labial;
  • Antiséptico oral;
  • Guante de procedimiento;
  • Gasa.

Procedimiento en paciente con poca limitación:

  • En posición de Fowler y con la cabeza lateralizada;
  • Proteger el tórax con la toalla de cara;
  • Colocar la tina riñón bajo la mejilla;
  • Solicitar para que abra la boca o abrirla con ayuda de la espátula;
  • Utilizar el cepillo con movimientos de la raíz hacia el extremo de los dientes. Hacer alrededor de 6 a 10 movimientos en cada superficie dental, con presión constante del cepillo;;
  • Repetir ese movimiento en la superficie vestibular y lingual, traicionando la lengua con espátula protegida con gasa;
  • Ofrecer vaso con agua para enjuagar la boca;
  • Uso pajilla;

Procedimiento en paciente con prótesis:

  • Solicitar que retire la prótesis o hacer por él, utilizando la gasa;
  • Colocarla en la tina riñón;
  • Cepillar la encía, el paladar y la lengua si el paciente no puede hacerlo;
  • Ofrecerla para que el paciente la coloque todavía mojada.

Procedimiento en paciente intubado o inconsciente:

  • Para un paciente inconsciente, la mejor posición es la lateralizada con la cabeza del paciente orientada hacia el lado donde usted está, en semi Fowler o con la cabecera del lecho a nivel normal. Colocar al paciente en una de estas posiciones permite que fluidos o cualquier secreción oral se acumulen en el lado dependiente de la boca y se escurren hacia fuera;
  • Utilice un cepillo con cerdas suaves y solución antiséptica para cepillarse los dientes de su paciente y eliminar cualquier acumulación de suciedad y placa;
  • Una muñeca hecha con gasa o una gasa embebida en antiséptico pueden ser usados ​​para limpiar también la lengua y las encías del paciente. Retire posibles costras y suciedad;
  • Realizar la aspiración del contenido de la cavidad oral con una sonda de aspiración de calibre menor, para evitar que lesione la mucosa oral;
  • Como el paciente inconsciente no consigue relatar dolor o incomodidad, realice una evaluación completa de la cavidad oral cada vez que realice la higiene oral;
  • Aproveche el cuidado oral para observar la presencia de inflamaciones, infecciones, ulceraciones o sangrados. Comunique al enfermero responsable y al médico para iniciar inmediatamente el tratamiento, teniendo en cuenta que problemas en la salud oral pueden afectar el estado general de salud del paciente.

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