Bolha de Respiração Individual Controlada (BRIC®)

A fim de evitar o agravamento do quadro respiratório de doentes internados com Covid-19, pesquisadores brasileiros correm para desenvolver um novo aparelho de respiração assistida.

A Bolha de Respiração Individual Controlada (BRIC®), é o único produzido inteiramente no Brasil e aprovado pela Anvisa, é frequentemente utilizada com um ventilador mecânico, comumente presente nas UTIs.

Além das vantagens da Ventilação Não Invasiva (VNI) como menor tempo de internação, essa interface não expõe os profissionais à aerossóis e facilita a comunicação do paciente com a equipe. Portanto, A BRIC se torna uma aliada no combate ao COVID-19, e também pode ser utilizada no tratamento de outros doenças respiratórias.

Características

O BRIC® é uma bolha impermeável de uso individual, com conexões respiratórias. Não é um ventilador nem respirador, trata-se de uma interface entre paciente e ventilador mecânico ou outro dispositivo gerador de fluxo e pressão.

  • Impede a propagação do vírus nas instalações de tratamento;
  • Compatível com ventiladores de Ventilação Não Invasiva – VNI;
  • Protege a equipe multidisciplinar da saúde e pacientes com riscos de contaminação;
  • Pode ser utilizado em qualquer ambiente intra-hospitalar;
  • Permite oferta de O2 variado de 21% a 100% de acordo com a necessidade clínica;
  • Possui 04 válvulas de acesso para instalação de circuitos e filtros;
  • É possível instalar entrada e saída, conforme indicação do profissional;
  • As válvulas vêm com sistema para passagem de sonda e cateter intravenoso;
  • Janela de acesso ao paciente em caso de emergência;
  • 5 ilhoses para fixação de alças;
  • Almofada para conforto do paciente;
  • Sistema de Vedação “Estanque”.

O uso desse tipo  de interface melhora a oxigenação e diminui o esforço do paciente, uma vez que o mesmo se  encaixe em algumas indicações específicas, pode se beneficiar com esse tipo de terapia de ventilação não invasiva, ou seja, respirar com a ajuda do ventilador mecânico, mas sem a necessidade de ser intubado.

Referência:

  1. LifeTech Engenharia Hospitalar

Capacete ou Tenda HOOD: Para que serve?

A Tenda, Capacete ou Hood é um equipamento de acrílico ou de plástico, projetado com o objetivo de aumentar a concentração de oxigênio em torno da cabeça da criança e consequentemente oferecer uma maior concentração de oxigênio inspirado, devendo sempre permitir a saída de CO2 expirado, através da difusão pelas aberturas ou com uso de altos fluxos de gases.

Existem vários modelos de hood, com diferentes tamanhos e formas, os quais são selecionados conforme o peso do recém-nascido.

O hood pequeno é indicado para recém-nascidos com menos de 1000 gramas, o hood médio é indicado para recém-nascidos de 1000 a 3600 gramas, e o hood grande é usado em recém nascidos com mais de 3600 gramas.

Sua Utilização

A partir da década de 60, o hood passou a ser um equipamento de administrar oxigênio suplementar muito utilizado nas unidades de cuidado intensivo, berçários e unidades de internação de pediatria, com eficiência clínica variada, pois o oxigênio, por ser uma droga que melhorava a hipoxemia, apresentava vários efeitos colaterais, devendo ser realizada uma frequente monitorização da concentração de oxigênio, da umidade e da temperatura dentro deste microambiente.

Ainda hoje, quando se deseja valores estáveis de FiO2 e uma fração parcial de oxigênio inspirado (FiO2) acima de 21% e até 90%, os hoods são frequentemente indicados para lactentes, recém-nascidos a termo e prematuros.

As Desvantagens

O uso do hood como sistema fornecedor de oxigênio apresenta algumas desvantagens como a necessidade de um adequado posicionamento do paciente dentro do hood e deste dentro da incubadora, para que receba a concentração de oxigênio prevista.

Outras desvantagens estão associadas à:

  • Dificuldade de visualização da face da criança quando se usa elevada umidificação;
  • Altos níveis de ruídos devido ao uso de altos fluxos de gases;
  • Risco de infecção devido à constante umidade e condensação dos gases principalmente quando é usado por longos períodos; risco teórico de acúmulo de CO2 se o hood estiver todo fechado.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Higienizar as mãos;
  • Instalar o ventilador e o umidificador aquecido (entre 32°- 36°);
  • Adequar o fluxo de mistura gasosa aquecida e umidificada na concentração adequada à necessidade do recém-nascido;
  • Ajustar o fluxo;
  • Colocar a traqueia da saída inspiratória no oxy-hood, tenda ou capacete;
  • Aspirar as vias aéreas superiores quando necessário;
  • Posicionar o Recém-nascido com ajuda de coxins, acomodando sua cabeça no interior do capacete;
  • Lavar as mãos;
  • Registrar na evolução

Alguns Pontos Importantes

  • O fluxo deverá ser ajustado de acordo com o tamanho do hood, podendo variar de 5l/min. a 15/lmin;
  • Quando retirar o recém-nascido do capacete para realização de outras técnicas ou cuidados, manter a traqueia de saída inspiratória de oxigênio próximo a narina.

Referências:

  1. LAHÓZ, A.L.C. et al. Fisioterapia em UTI pediátrica e neonatal. Baueri; São Paulo: Manole, 2009;
  2. TAMEZ, R.N.; SILVA, M.J.P. Enfermagem na UTI-neonatal: assistência ao recém-nascido de alto risco. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.
  3. MARTIN, Sandra Haueisen. O uso do hood na oxigenoterapia e o risco de acúmulo de dióxido de carbono. 2003. 109 p. Dissertação (Mestrado). Enfermagem. Escola de Enfermagem da UFMG, Belo Horizonte, 2003;
  4. PROCIANOY, R. S. Oxigenoterapia inalatória, in: MIYOSHI, M. H.; GUINSBURG, R.; ISRAEL, B. Distúrbios no Período neonatal. São Paulo: Ed. Atheneu, 1998, cap. 37, p. 397-399.

Como funciona um Cardioversor?

Para o uso do cardioversor, primeiro é preciso detectar o local de origem da arritmia:

  • As atriais acontecem na área superior do coração;
  • As ventriculares na parte inferior do coração;
  • E as juncionais entre os átrios e os ventrículos.

Quando o defeito no coração acontece nos ventrículos se configura um caso mais grave. E, se não houver cuidado constante ou socorro imediato, tem alta porcentagem de morte.

O que causa a batida descompassada do coração é a falha na pulsação elétrica dele, oriundos de questões hereditárias, genéticas ou agravamentos decorrentes do sedentarismo e da má alimentação.

O cardioversor age como uma terapia elétrica, interrompendo a arritmia e devolvendo o ritmo normal de pulsações. Importante salientar que o uso do cardioversor, diferentemente do desfibrilador, somente deve ser administrado por um profissional de saúde responsável.

Como diferenciar o CARDIOVERSOR do DESFIBRILADOR?

Para diferenciar os usos do desfibrilador e do cardioversor é preciso ter um olhar mais atento à aplicação de cada um.

O primeiro (DESFIBRILADOR) é sempre um procedimento feito em casos de emergência, em que há a iminência de morte. Ele dá choques elétricos, que não são sincronizados, sobre o tórax ou diretamente no coração. Assim, retornando o funcionamento dele como se o tivesse reiniciado.

O aparelho de cardioversão também pode ser usado em emergências, mas é mais comum em uso eletivo. A indicação é para as situações em que arritmia é criticamente instável ou então por escolha médica. Em sua aplicação o choque produzido despolariza todas as fibras cardíacas ao mesmo tempo, reparando o funcionamento correto do coração.

Importante destacar que a cardioversão elétrica deve ser realizada com o paciente em jejum, além de que sob anestesia ou sedação profunda.

Tipos de Cardioversores

Existem diversos tipos de aparelhos cardioversores disponíveis para uso hospitalar.

Os manuais são os que  precisam que um operador administre o reconhecimento do ritmo dos batimentos, bem como aplique o choque.

Os semiautomáticos têm o ritmo cardíaco reconhecido automaticamente, porém a aplicação do choque é feito por um operador. Quanto aos externos, eles são usados através da aplicação dos eletrodos adesivos sobre o tórax. Enquanto o interno tem os cabos eletrodos implantados pelo sistema venoso.

O choque elétrico é feito no músculo cardíaco através de ondas que podem ter dois formatos: monofásico e bifásico.

No monofásico a energia é aplicada em um único sentido, enquanto no bifásico a tensão parte de dois pontos diferentes, em inversão de polaridade sendo a tecnologia bifásica mais segura e eficaz para o paciente.

Veja também:

Para que serve o Gel Condutor?

Cardioversão VS Desfibrilação: Quais são as diferenças?

Cardioversão Elétrica e Farmacológica

Circuito para Ventilação Mecânica: Entenda sua Função!

ventilação mecânica ou suporte ventilatório, consiste em um método de suporte para pacientes com insuficiência respiratória aguda ou crônica agudizada.

circuito de ventilação mecânica é uma tubulação que fica conectada ao aparelho de suporte ventilatório, para levar ar aos pacientes incapazes de realizar uma respiração independente e natural.

Circuito Para Ventilação Invasiva

Os circuitos de ventilação invasiva, comumente são chamados de circuito ativo ou circuito de ramo duplo. Isso porque especificamente, este circuito contém duas tubulações, sendo um para administrar o fluxo de ar da inspiração e outro para administrar o fluxo de ar da expiração.

Seu funcionamento é destinado ao uso em pacientes entubados ou com traqueostomia, cujo todo o ciclo respiratório é desenvolvido pelo aparelho de ventilação mecânica, a fim de manter a estabilidade da oxigenação do paciente, e a vitalidade do organismo.

Alguns modelos de ventilação mecânica, contém encaixes específicos, por isso, é preciso ficar atento quanto a compatibilidade da tubulação com o tipo de circuito para ventilação invasiva.

Componentes do Circuito

O circuito respiratório se diferencia por sua estrutura, porém, os equipamentos básicos que o compõe são os são:

  • Traqueia de silicone (Ou Ramo para Inspiração/Expiração);
  • Dreno coletor de água para circuito;
  • Conector Y para o circuito escolhido.

Ao escolher um circuito respiratório é necessário conferir a compatibilidade com o ventilador, uma vez que os encaixes podem ser diferentes em cada modelo ou marca de aparelho de ventilação mecânica.

Troca e Montagem do Circuito: Reponsabilidades dentro da Equipe de Enfermagem

A equipe de enfermagem, desde que devidamente capacitada, pode realizar a montagem do VM, o teste do equipamento, a troca de circuito e o desmonte do dispositivo ventilatório. Estes procedimentos não são exclusivos da equipe de enfermagem, podendo ser realizados por outros profissionais da equipe multiprofissional em conformidade com sua legislação profissional.

Para padronização das práticas dos profissionais que compõe a equipe multiprofissional nos setores de cuidados aos pacientes graves/críticos e para sua segurança, reforça-se que as instituições de saúde programem as ações de enfermagem com base na Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), conforme resolução nº 358/2009 e atualizem os protocolos específicos para tal procedimento, o qual deverá seguir os processos institucionais de apreciação e validação.

Cuidados de Enfermagem

Material Necessário:

  • 01 respirador completo;
  • 01 circuito para respirador;
  • 01 copo de umidificação e extensão;
  • 01 ambú com bag;
  • 01 fluxômetro de O2;
  • 02 águas destilada  250ml;
  • 01 equipo simples (para pediatria);
  • 01 luva esterilizada;
  • 01 pacote de gaze estéril;
  • 01 manômetro de oxigênio;
  • 01 manômetro de ar comprimido;
  • 01 filtro HME( adultos);
  • 01 etiqueta para identificação da data de montagem / troca.

Pré – Execução:

  • Lavar as mãos;
  • Reunir material necessário e colocar em bandeja.

Execução:

  • Identificar-se para o paciente e/ou acompanhante;
  • Confirmar o nome e o leito do paciente;
  • Orientar o paciente e/ou acompanhante quanto ao procedimento;
  • Calçar as luvas;
  • Montar o circuito de forma asséptica, protegendo a saída do paciente com gaze estéril;
  • Colocar água no copo umidificador até o limite ideal de uso;
  • Ligar o respirador e realizar teste de funcionamento;
  • Ajustar os alarmes de acordo com os parâmetros a serem utilizados pelo paciente (caso paciente novo solicitar médico plantonista ou fisioterapeuta ) ;
  • Conectar o circuito à cânula do paciente de forma adequada;
  • Identificar data, hora e pessoa que realizou a montagem em etiqueta específica ;
  • Promover monitorização cardíaca e oximetria constantes;
  • Manter o paciente confortável e o ambiente organizado;
  • Trocar extensões seguindo tabela de orientação do SCIH.

Pós – Execução:

  • Lavar as mãos;
  • Encaminhar o material para local pré-determinado;
  • Manter o circuito do respirador, após o procedimento de extubação, protegido com gaze estéril ao lado do leito por 24 horas;
  • Realizar as anotações necessárias.

Avaliação:

  • Estabilização dos gazes sanguíneos e dos parâmetros de monitorização de oximetria;
  • Manter ventilação de acordo com quadro clínico do paciente e que proporcione conforto ao mesmo.

Riscos / Tomada de Decisão:

  • Barotrauma: conferir alarmes do respirador sempre que o mesmo disparar, checando todos os parâmetros;
  • Contaminação do circuito: realizar troca de circuitos;
  • Alteração na rede elétrica ou rede de gazes:  manter aparelho conectado a rede elétrica, mesmo quando não estiver em uso, realizar ventilação manual até estabilização da rede elétrica ou de gazes;
  • Desconexão acidental com perda da ventilação e risco de hipoxemia: conferir alarmes do respirador sempre que o mesmo disparar, checando todos os parâmetros.

Referências:

  1. PARECER TÉCNICO COREN-DF Nº 11/2019;
  2. Portal da Enfermagem;
  3. Blog CPAPS

Ressuscitador Manual (AMBU) e os Cuidados de Enfermagem

O Ressuscitador Manual , conhecido popularmente por causa da marca “Ambu” tem o objetivo de fornecer ventilação artificial durante manobras de ressuscitação de pacientes em parada cardiorrespiratória.

Pode ser utilizado em primeiros socorros, salas de emergências, unidade de terapia intensiva, anestesia e outras aplicações.

Como funciona o Ressuscitador Manual?

Quando o centro do balão é comprimido, o fluxo de ar força a abertura da membrana da válvula de não reinalação, permitindo a saída de ar e impedindo a fuga do mesmo pela válvula de entrada, de maneira a garantir a passagem do ar do ressuscitador para a máscara e, em seguida, para as vias aéreas do paciente com pressão necessária para auxiliar e reativar a função respiratória.

A válvula de alívio de pressão (POP-OFF), quando aberta, permite que haja uma fuga contida do ar do sistema antes de passar pela válvula de não reinalação, evitando a elevação da pressão das vias aéreas do paciente.

Ao suspender a pressão exercida pelo balão, permite-se que este infle e feche a membrana da válvula de não reinalação, impedindo que o ar expirado pelo paciente retorne para o interior do produto, liberando-o ao meio ambiente.

A pressão negativa criada no balão do ressuscitador durante sua expansão provoca a abertura da válvula de entrada permitindo seu reenchimento.

Se adotado a reanimação com enriquecimento de oxigênio, o produto conectado a uma fonte de oxigênio pela extensão de oxigênio e com fluxo ajustado, enche o reservatório de oxigênio.

Quando empregado a válvula de PEEP ao sistema, esta é conectada por meio do adaptador de válvula PEEP e proporciona resistência a saída do ar na fase expiratória.

A inspiração e expiração são mantidas de acordo com a forma ritmada que o balão do ressuscitador for pressionado.

As válvulas são utilizadas como conectores entre a extensão e reservatório de oxigênio, balão e máscara respiratória com a finalidade de controlar o fluxo de oxigênio fornecido ao paciente.

Cuidados de Enfermagem

  • Se necessário reanimação com enriquecimento de oxigênio, conectar uma extremidade da extensão de oxigênio à fonte de alimentação e a outra extremidade na válvula de entrada da base do balão do ressuscitador;
  • Ajustar o fluxo de oxigênio de modo que o reservatório acoplado ao ressuscitador se expanda completamente durante a inspiração e se comprima enquanto o balão se recarrega na expiração;
  • Verificar se as vias aéreas estão desobstruídas;
  • Acomodar a máscara facial de forma a cobrir a boca e nariz do paciente, fixando-a firmemente;
  • Para pacientes traqueostomizados, retirar a máscara e encaixar o conector no espaço morto ou diretamente na traqueostomia;
  • Comprimir o balão para realizar uma insuflação. Observe o tórax do paciente expandir para confirmar a inspiração;
  • Soltar o balão para aliviar a pressão e permitir a expiração.

Quanto a limpeza e esterilização:

Para limpeza e esterilização o produto, proceder conforme abaixo:

  • Desconectar cuidadosamente as partes do ressuscitador e lavar com água e sabão neutro. Em seguida, enxaguar abundantemente;
  • Após seco, acondicionar as partes em embalagem apropriada para esterilização em autoclave, preferencialmente embalagem tipo envelope de papel grau cirúrgico;
  • Proceder com a esterilização a vapor em Autoclave a 121°C de 12 a 15 minutos ou a 134°C por 5 minutos;
  • Deixar esfriar e o produto está pronto para o uso.

Referência:

  1. AMBU BRAZIL

Filtro Respiratório Umidificador: Entenda sua importância

Os Filtros Respiratórios Umidificadores,  são dispositivos utilizados em conjunto com ventiladores mecânicos e aparelhos de anestesia, para pacientes sob ventilação mecânica artificial, cuja função é aquecer e umidificar os gases medicinais, protegendo assim o sistema respiratório do paciente, além de atuar como barreira, filtrando bactérias e vírus, sendo então, indicado para controlar a disseminação infecciosa pois evita a infecção cruzada paciente – ventilador.

A Importância da Utilização

Nas Unidades de Terapia Intensiva e no Centro Cirúrgico, durante anestesia, é comum pacientes estarem submetidos à ventilação mecânica, nesse momento o risco de lesões do sistema respiratório se eleva, pois as funções fisiológicas de aquecimento e umidificação não estão sendo realizadas.

Os gases medicinais são totalmente desprovidos de calor e umidade e a ação exercida por eles ao paciente pode não ser tão benéfica, sendo assim, estes filtros são eficazes na preservação da temperatura do sistema respiratório e umidade da via aérea, além de diminuir o acúmulo de liquido no circuito e desta forma reduzir a contaminação do sistema respiratório, combinando propriedades de umidificação com propriedades de retenção bacteriana através de membranas que, desta forma, protegem pacientes mecanicamente ventilados.

Os Tipos de Filtros

Os Filtros HME (Heat and moisture exchanger/Trocador de calor e umidade)

São definidos pela American Society for Testing and Materials, como umidificadores passivos, todavia os filtros HME, segundo a literatura médica mundial, são agrupados em três grandes categorias:

  • Umidificadores com condensadores higroscópicos sem propriedades de filtração antimicrobiana, apenas realizam a troca de calor e umidade;
  • Umidificadores hidrofóbicos que atuam como barreira, mas com pobre poder de produção de umidificação;
  • Umidificadores mistos, ou seja, higroscópico e hidrofóbico possuem adequada propriedade de produção de umidade e calor e ótima ação de barreira microbiológica exercida por membrana eletrostática. Esta categoria acaba recebendo, por alguns autores, a nomenclatura HMEF, ou seja, trocador de calor e umidade com poder de filtração.

Os Filtros HEPA (High Efficiency Particulate Air/Ar em partículas de alta eficiência)

O dispositivo de filtragem de alta eficiência de partículas adentra à categoria dos filtros hidrofóbicos, pois em geral são constituídos por membranas de fibra de vidro ou cerâmica, atuando como barreira mecânica, sendo destinado à proteção do equipamento ventilatório, a fim de garantir que o mesmo não seja contaminado e, internamente, que seus componentes funcionem adequadamente.

Em que situações ambos são utilizados?

Os Filtros HME em todas suas versões (adulto, pediátrico e neonatal), são filtros MISTOS, bidirecional, sua membrana filtrante é eletrostática, com poro de 0,02µm, garantindo assim bloqueio de aerossóis, podem ser utilizados de maneira tranquila e segura em pacientes suspeitos e/ou confirmados com coronavírus, sua eficácia de filtragem BFE é de 99,9999% e a VFE de 99,9998%.

Os Filtros HEPA, possuem volumetria ampla (150 a 1500 ml), dessa forma atende de forma vasta o público pediátrico e adulto. Sua membrana filtrante é constituída por fibra de vidro plissada com poro de 0,02µm, que de maneira mecânica bloqueia a passagem de aerossóis, a BFE é de 99,9999% e a VFE de 99,9998%.

O uso associado do Filtro HME, na conexão Y, com o Filtro HEPA, na saída exalatória, aumenta ainda mais a proteção contra a disseminação de aerossóis, sendo recomendado o uso, em concordância com diversas recomendações mundiais.

O Espaço Morto

A Traqueia corrugada ou Espaço Morto fornece uma mobilidade melhorada ao manuseio do circuito ventilatório acoplado ao sistema de filtragem juntamente com o tubo orotraqueal, diminuindo riscos de exteriorização acidental do tubo e do sistema ventilatório acoplado ao paciente, além de que, o, possibilita visualização de obstruções, permite acompanhar o funcionamento do filtro através do contato visual do condensado e conectores ISO cônicos.

Alguns Cuidados com os filtros que são recomendados:

  • Manter o produto em ambiente limpo, seco e arejado;
  • Proteger da umidade e da luz solar direta;
  • Recomendado uso máximo de 48 horas;
  • Caso haja sujidade antes do tempo máximo de uso, deverá ser descartado e instalado um novo sistema de filtragem;
  • Descartar preferencialmente em lixo hospitalar infectante.

Referências:

  1.  Esquinas A., 2012 – Humidicication in the Intensive Care Unit – The essentials. Springer;
  2. Galvão A. M. et al 2006 – Estudo comparativo entre os sistemas de umidificação aquoso aquecido e trocador de calor e de umidade na via aérea artificial de pacientes em ventilação mecânica invasiva. Rev. bras. fisioter., São Carlos, v. 10, n. 3, p. 303-308, jul./set. 2006;
  3. Gatiboni S. et al, – Umidificação dos gases inspirados na ventilação mecânica em crianças. – Scientia Medica, Porto Alegre, v. 18, n. 2, p. 87-91, abr./jun. 2008.;
  4. Lucato J., 2005 – Avaliação e comparação dos diferentes tipos de trocadores de calor e umidade. – Tese de Doutorado, Faculdade de Medicina de Universidade de São Paulo. / Sociedade Argentina de Terapia Intensiva / Sociedade Chilena de Medicina Intensiva / Federação Mundial das Sociedades de Anestesiologistas

Bomba de PCA/ACP: Analgesia Controlada pelo Paciente

Do Inglês “PCA – Patient Controlled Analgesia”, a ACP – Bomba de Infusão de Analgesia Controlada pelo Paciente  é utilizada para a infusão controlada da analgesia com narcóticos, dando ao paciente a possibilidade de comandar e realizar a auto-injeção de uma determinada droga prescrita e instalada na Bomba de PCA, em volumes e tempo pré programado pela equipe multidisciplinar de controle da dor, quando o paciente julgar ser necessário ou sentir dor.

Indicações de uso

É indicada para administração intravenosa, intra-arterial, subcutânea, intraperitoneal, espaço epidural ou espaço de infusão subaracnóide. Fornece um controle de infusão exata pois possui um mecanismo microperistáltico que é projetado para obter uma dosagem mínima, em quantidades muito pequenas de solução.

Como funciona?

As bombas de PCA são equipamentos de infusão que permitem grande número de modalidades de programação e administram o medicamento via venosa ou peridural, continuamente ou por meio de dispositivo para solicitação de doses intermitentes (bolus) de demanda.

O paciente o aciona em caso de necessidade. Essa técnica de analgesia é frequentemente usada em casos de dores agudas, como em pós-operatórios de cirurgias ortopédicas, ou em dores crônicas, como em portadores de neoplasias malignas avançadas, em fase de cuidados paliativos.

Com a Bomba de PCA pode-se programar:

  • Tipo de analgesia: peridural ou venosa;
  • Modo: Contínuo, Contínuo + Bolus, somente Bolus;
  • Bloqueio de tempo: estabelece o intervalo entre as doses efetivas;
  • Limite de 04 horas: limita a dosagem máxima que poderá ser infundida.

Indicações de Pacientes

Quanto ao cateter peridural, depreendemos que este cateter é utilizado para pacientes em pós-operatório ou doentes com dores crônicas de segmento inferior para analgesia, que receberam avaliação criteriosa do médico anestesiologista para este procedimento e quando não necessitam mais deste tipo de suporte, devem novamente serem reavaliados por esse profissional e a retirada do mesmo realizada.

Para tal ato, é necessário que o paciente cumpra alguns cuidados e critérios, como por exemplo um intervalo de 12 horas sem receber heparina ou heparina de baixo peso molecular, além dos doentes em uso de anticoagulantes receberem avaliação criteriosa de resultados dos exames laboratoriais.

Critérios de Responsabilidade

No Manual Técnico Operacional de Informação Hospitalar do SUS, realizado pelo Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de 2012, encontra-se na página 33, a descrição dos procedimentos anestésicos e de sedação, sendo de total responsabilidade do médico anestesiologista a avaliação prévia das condições do paciente, a administração de drogas e cuidados até o restabelecimento total do paciente.

Na literatura, as condutas recomendadas incluem que a retirada do cateter peridural seja feita pelo médico anestesiologista devido ao risco de quebra quando a retirada ocorre por outro profissional que não conheça a técnica de inserção e não esteja treinado em executar a tarefa (Nishio et al, 2001).

Porém, existem hoje em nosso país serviços de excelência trabalhando com a equipe multidisciplinar para o tratamento da dor, os denominados “Grupo da Dor”. Nesses serviços, a indicação, a prescrição, a inserção e avaliação do cateter peridural são de responsabilidade e competência do médico anestesiologista, podendo ser compartilhada com o Enfermeiro a retirada do cateter, o curativo e a manipulação e instalação da Bomba de PCA desde que prescrita pelo médico e o profissional Enfermeiro esteja treinado, habilitado e dotado de capacidade para o procedimento, sendo ainda importante que todo o processo encontre-se respaldado por meio de protocolo institucional.

Referências:

  1. (COREN-SP) ORIENTAÇÃO FUNDAMENTADA Nº 018/2016
  2. Aluane Silva Dias, Tathyana Rinaldi, Luciana Gardin Barbosa The impact of patients controlled analgesia undergoing orthopedic surgery Brazilian Journal of Anesthesiology (English Edition), Volume 66, Issue 3, May–June 2016, Pages 265-271

Tábua de Compressão: Entenda a sua importância


Há vários nomes que podem sem encontrados, mas todos dirigem ao mesmo produto: Tábua rígida, Tábua para Compressão, Prancha Rígida, Tábua de compressão torácica, entre outros.

A tábua de compressão é um item obrigatório nos carrinhos de emergência, e como suporte de atendimento pré-hospitalar em ambulâncias. Com esse acessório, facilita e otimiza e estabiliza as compressões durante uma PCR, fornecendo uma superfície rígida e modelada conforme a anatomia, podendo prestar os primeiros socorros com eficiência.

Há diversos modelos disponíveis no mercado, desde materiais produzidos em diferentes tipos, como polietileno de grande densidade, acrílico, etc.

Saiba mais sobre procedimentos de Urgência e Emergência:

Carrinho de Emergência: O que devo saber?

Quais são os materiais necessários para uma Intubação?

A Parada Cardiorrespiratória

Campo Fenestrado: Para que serve?

Os campos cirúrgicos fenestrados são materiais essenciais durante a execução de procedimentos invasivos, de acordo com as suas particularidades vantajosas e a capacidade de criar uma barreira estéril com baixa liberação de particulados.

Produzidos com material confiável, de alta qualidade e desempenho, os campos cirúrgicos fenestrados são desenvolvidos para melhor atender às necessidades apresentadas por um ambiente cirúrgico, que demanda o máximo de segurança e de assepsia.

Indicação

Os campos cirúrgicos fenestrados apresentam abertura circular (fenestra) que auxilia no isolamento da área a ser tratada no paciente, medida imprescindível em procedimentos cirúrgicos em que é necessária a manutenção da técnica asséptica.

Confeccionados com não tecido SSMMS – 100% polipropileno grau médico, os campos cirúrgicos fenestrados são produtos de excelente procedência e disponibilizados de modo que não só preservem a integridade do paciente, como também agreguem na qualidade das atividades desempenhadas pelos cirurgiões responsáveis.

Esterilizados com óxido de etileno e disponibilizados em embalagem que garante a abertura e a transferência asséptica, os campos cirúrgicos fenestrados possuem também uma dobradura asséptica que lhes atribuem maior segurança e confiabilidade.

Responsáveis por criar uma barreira microbiana para proteção do paciente e isolar o campo cirúrgico, os campos cirúrgicos fenestrados possuem uma fenestra central de 10 cm, apresentam baixo desprendimento de partículas, alta repelência a fluidos, além de serem mais resistentes, maleáveis e confortáveis.

Produzidos com o não tecido respirável, os campos cirúrgicos fenestrados são atóxicos e hipoalergênicos, isentos de látex em sua composição, além de não propagarem chamas – características fundamentais e que garantem a integridade dos pacientes e a satisfação dos profissionais que utilizam este modelo de campo cirúrgico em suas atividades.

Férula de Bohler Braun

A Férula de Bohler Braun, é um dispositivo metálico e rígido, não ajustável, que mantém o membro inferior elevado na cama em uma posição funcional (em semiflexão de quadril e joelho).

A sua utilização é âmbito hospitalar e destina-se ao tratamento de diferentes patologias do membro inferior.

A Férula de Braun é esquematicamente composta por dois planos: um inclinado de trás para frente e outro horizontal para frente, que continua com o anterior e serve de suporte para a perna.

Pode ser usado em conjunto com um sistema de polia (tala de Böhler) para realizar tração contínua no membro inferior.

Indicações de uso

São indicadas para fraturas mais frequentes que requerem imobilização antes do tratamento cirúrgico definitivo como as fraturas da cabeça do fêmur e da diáfise do fêmur.

O uso mais frequente da férula de Braun é o tratamento pré-cirúrgico da fratura do fêmur, pois permite manter o membro inferior elevado, conseguindo aliviar a dor e alinhar caso haja fragmentos ósseos fraturados.

Seu uso também é comum nas fraturas da tíbia e / ou fíbula para evitar edema pós-traumático, conseguindo assim um efeito anti-álgico, sem aplicar tração no membro.

A férula também pode ser usada quando não houver fratura. Ocasionalmente e ainda sem consenso, são usados ​​inicialmente na doença de Legg-Calvé-Perthes (ou necrose juvenil da cabeça do fêmur), ou no tratamento da epifisiólise (deslizamento da cabeça femoral em relação ao colo do fêmur).

Esse tipo de tratamento não é consensual devido à consideração de que imobilizações prolongadas podem causar lesões secundárias.

Excepcionalmente, há casos de crianças com mais de quatro anos que devem ser submetidas a uma correção cirúrgica da deformidade do quadril, sendo assim, essa correção geralmente inclui tração percutânea em uma férula de Braun como tratamento pré-cirúrgico.

Referências:

  1. Whaley-Wong. Biblioteca Enfermería profesional-enfermería pediátrica. Ed. Interamericana McGraw-Hill, Vol. 6;
  2. André-R. Baehler. Técnica ortopédica: indicaciones. Ed. Masson, Tomo 1/
  3. Felipe Bastos Mora y José Valle Burriel. Diccionario enciclopédico ilustrado de traumatología. Ed. Medica Jims;
  4. Steinberg, Day, Hensinger, Nelson, Urden y Welch. La cadera. Diagnostico y tratamiento de su patología. Ed. Interamericana;
  5. Manual de procedimientos de enfermería 2002-2004. SCIAS Hospital de Barcelona;
  6. J. Casado F., A. Castellanos, A. Serrano, J.L. Teja. El niño politraumatizado, evaluación y tratamiento.