Caneta para aplicação de Insulinas

As canetas utilizadas para a aplicação de insulina são bem fáceis de usar, e são cada vez mais conhecidas por quem tem diabetes, pelas inúmeras vantagens que elas trazem.

Vantagens

Não exigem refrigeração, o dispositivo pode ser transportado em bolsas e malas, e até nos bolsos das camisas. Por proporcionar mais segurança para ajustar dosagens pequenas, as canetas figuram entre as principais escolhas para os pais de crianças, que precisam de aplicações regulares de insulina.

As canetas aplicadoras de insulina como foram desenvolvidas para simplificar o controle da glicose no sangue por meio da auto administração de doses de insulina em pacientes diabéticos.

Para pacientes que façam uso de mais de um tipo de insulina, é recomendável o uso de uma caneta diferente para cada tipo, evitando quaisquer problemas decorrentes do mau uso do medicamento.

Por uma questão de higiene, tanto a seringa quanto a caneta utilizam agulhas descartáveis, que devem ser trocadas após cada aplicação de insulina.

Existem basicamente dois tipos de canetas comercializadas: as permanentes, que podem ser utilizadas repetidas vezes; e as descartáveis, que são vendidas juntamente com o refil de insulina. Quando acabar o hormônio, você pode descartar a caneta também.

Caneta para insulina NPH: entenda as diferenças

Os refis de insulina, ou as canetas descartáveis, vêm carregados com 3ml de insulina, diferente dos frascos de 10ml usados nas seringas.

Os tipos de insulina também variam: a insulina regular é a insulina de rápida absorção, e é transparente; enquanto a NPH é uma insulina leitosa intermediária. Ambas podem ser aplicadas por meio das canetas.

Cuidados com o uso da Caneta

Para o paciente

Selecionando sua dose

  • Retire a tampa da caneta.
  • Gire para fora o suporte do carpule.
  • Segure o suporte preto do carpule de insulina e deslize para dentro do suporte.
  • Gire o suporte do carpule para dentro da caneta até sentir ou ouvir um clique.
  • Pegue uma nova agulha e retire o selo de proteção.
  • Empurre a agulha na direção da caneta e rosqueie até que esteja firme.
  • Retire com cuidado a tampa interna da agulha e descarte.
  • Puxe o botão seletor de dose, caso ele já não esteja para fora.
  • Certifique-se de que o contador de dose mostra “0” antes de você começar.
  • Gire o botão seletor de dose para selecionar a dose que você precisa.
  • Cheque a cor e o nome do seu carpule de insulina para ter certeza de que este contém o tipo correto de insulina.

Injetando sua dose

  • Insira a agulha sob sua pele e pressione o botão seletor de dose até que o contador de dose mostre o número 0 (zero).
  • Deixe a agulha sob sua pele até o contador de dose ter retornado ao “0” e conte lentamente até 6.
  • Remova e descarte a agulha imediatamente.
  • Recoloque a tampa da caneta após cada uso para proteger a insulina da luz.
  • Armazene sua caneta cuidadosamente.

Limpeza

  • Apenas limpe sua caneta com um tecido macio umedecido com água. Não lave, mergulhe, lubrifique ou utilize produtos alvejantes como cloro, iodo ou álcool para limpar a sua caneta. Isso pode danificá-la.
  • Se houver insulina do lado de fora da sua caneta, limpe-a antes de secar com um tecido macio umedecido com água.

Armazenamento

  • Não guarde a caneta com a agulha rosqueada.
  • Não congele, armazene na geladeira ou próximo a um compartimento de refrigeração.
  • Guarde a caneta em seu estojo, quando possível.

Descarte

  • Descarte sua caneta conforme instruído pelo seu profissional da saúde (médico, enfermeiro ou farmacêutico) ou conforme especificações de autoridades locais.
  • Considere o meio-ambiente ao descartar sua caneta, ela contém materiais recicláveis.
  • Certifique-se de ter removido o carpule e a agulha antes do descarte.

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Referência:

  1. BD

Bolsa de Urostomia

Antes de explicar um pouco da função da bolsa para urostomia, você sabe o que é a urostomia?

A Finalidade

Urostomia é a cirurgia que constrói um novo caminho para saída da urina, por meio de um estoma. Os condutos urinários são exteriorizados pela parede abdominal e a urina passa a ser eliminada constantemente por gotejamento.

A partir de então, é necessário que uma bolsa coletora fique acoplada ao estoma o tempo todo. Essa bolsa deve ser esvaziada ao longo do dia.

A urostomia é um procedimento que salva a vida de milhares de pessoas todos os anos. Mas você sabe quais motivos levam uma pessoa a precisar dessa cirurgia?

Na maioria dos casos, a intervenção cirúrgica ocorre devido à tumores, mas também pode ser necessária em casos de acidentes, má formação congênita e inflamação crônica na bexiga.

Em casos em que há má formação do sistema urinário, pode ocorrer o refluxo da urina, que acaba voltando aos ruins e causando infecções urinárias recorrentes. Para evitar danos aos rins (que podem, inclusive, deixar de funcionar), a urostomia é uma opção para garantir saúde e qualidade de vida ao paciente.

Pessoas com quadros severos de incontinência urinária também podem ser submetidas a urostomia pela significativa melhora de qualidade de vida que essa nova condição pode proporcionar.

Tipos de estoma de urostomia

Os estomas podem ser temporários ou permanentes. Isso varia de acordo com o motivo que levou aquele paciente a fazer a urostomia e, também, a decisão do médico.

– Estomas temporários:

São aqueles realizados para interromper o fluxo urinário por um determinado período. Pode ser necessário, por exemplo, quando o médico precisa evitar que a urina passe pelo local operado até que a cicatrização esteja completa. Após finalizar o tratamento, a urina volta a percorrer o caminho original e o paciente retoma a rotina de antes.

– Estomas permanentes:

Realizados quando não é possível manter a função normal do sistema urinário ou quando a urostomia permite ao paciente ter mais qualidade de vida.

Tipos de urostomia

Quanto aos tipos de urostomia, podemos dividi-los de acordo com a técnica utilizada:

 1 – Urostomia de Conduto Ileal

Também chamado de Cirurgia de Bricker, é o procedimento mais comum. É feito a partir da remoção de uma pequena parte do íleo (intestino delgado), que faz o papel de um pequeno reservatório, um canal que levará urina ao meio externo.

Na sequência, o cirurgião fecha uma das extremidades desse canal e liga aos ureteres (canais que trazem a urina dos rins). A outra ponta é ligada à parede abdominal, criando o estoma.

O acúmulo de muco na urina é uma característica comum em pessoas com urostomia. Isso porque, naturalmente, o intestino produz muco e, ao passar pelo estoma, a urina acaba carregando-o.

2 – Urostomia de Conduto de cólon

Essa técnica é muito semelhante à descrita acima, com a diferença de que o canal, nesse caso, é retirado do cólon (intestino grosso).

Devido à pequena capacidade do reservatório criado a partir do intestino, a urostomia não permite o armazenamento interno da urina. Assim, a urina segue para o estoma o tempo todo, sendo armazenada pela bolsa coletora.

É importante salientar que a retirada de pequenos trechos dos intestinos delgado ou grosso não prejudica o paciente. O intestino delgado, por exemplo, tem cerca de 6 metros e, portanto, o pequeno pedaço retirado pelo cirurgião não afeta a função intestinal. O cirurgião reconecta o intestino, que continua funcionando como antes.

 3 – Uretorostomia

Opção mais rara, a ureterostomia conecta o ureter diretamente à parede abdominal, criando o estoma. O médico pode optar pela exteriorização de um ou ambos ureteres.

Esse tipo de cirurgia é pouco indicado, pois é frequentemente associado a complicações, como estenoses (quando o estoma se torna mais estreito, a ponto de obstruir). Geralmente, são estomas temporários.

A Bolsa de Urostomia

Existem diversos modelos de bolsas para urostomia no mercado, e entre elas, a característica comum:

Algumas possuem uma torneira na parte inferior que permite a conexão com um coletor de perna ou de cama por meio do adaptador fornecido em cada caixa de bolsa, assim podendo contabilizar sem perder o débito.

E em particular, existe uma válvula antirrefluxo da bolsa que minimiza o fluxo contrário de urina.

Que cuidados devemos ter com a Urostomia?

Infecção do Trato Urinário: Esse é o tipo de complicação tira o sono de muitas pessoas que passaram pelo procedimento de urostomia. Porém, podem ser prevenidas com hábitos simples.

Veja alguns deles:

  • Mantenha boa ingestão hídrica. Beba, no mínimo, de 6 a 8 copos de água todos os dias.
  • Esvazie a bolsa regularmente. É preciso manter esse cuidado, inclusive, durante a noite.
  • Use válvulas anti-refluxo para evitar que a urina coletada na bolsa volte para o estoma.
  • Ao menor sintoma de infecção, procure seu médico. Fique atento a sinais como febre, náuseas, vômito, dor nas costas, alteração na cor ou cheiro da urina.

Veja também:

Estomas Intestinais

Colostomia: O que é?

Cistostomia: O que é?

Bolsa Ileal em “J”

A Nefrostomia

A Anastomose

Marcapasso Temporário Transvenoso

O Marcapasso Temporário ou Provisório Transvenoso consiste em um dispositivo que no qual é introduzido através de um acesso venoso Central (Veia jugular ou subclávia), percorrendo o trajeto venoso até o nível do átrio direito, e se aloja contra a superfície endocárdica do ventrículo direito.

Geralmente são utilizados em casos de tratamento de bradicardias reversíveis ou definitivos quando a bradicardia é irreversível ou no tratamento de lesões potencialmente deletérias do sistema de condução.

Indicações

Indicações no infarto agudo do miocárdio:

  • Bloqueio atrioventricular total sintomático, independente da localização do infarto;
  • Bradicardia sinusal sintomática;
  • Bloqueio de ramo alternante;
  • Bloqueio de ramo esquerdo com bloqueio atrioventricular total de primeiro grau;
  • Bloqueio de segundo grau tipo Wenckebach, sintomático;
  • Bloqueio atrioventricular total sintomático de qualquer etiologia incluindo, principalmente, as intoxicações medicamentosas e os processos inflamatórios agudos;
  • Bloqueio atrioventricular de segundo grau tipo Mobitz, sintomático;
  • Bloqueio atrioventricular de segundo grau tipo Wenckebach, sintomático, não responsivo à atropina;
  • Bloqueio de ramo alternante, mesmo que o paciente seja assintomático;
  • Flutter ou fibrilação atrial com sintomas por baixa resposta ventricular;
  • Doença do nó sinusal sintomática orgânica ou induzida por medicamentos;
  • Profilaxia de taquiarritmias dependentes de bradicardia como na Síndrome do QT longo;
  • Tentativa de cardioversão de taquicardias resistentes à reversão farmacológica através de overdrive, underdrive ou extra-estímulos;
  • Profilaxia para grandes cirurgias em pacientes portadores de dromopatias importantes;
  • Pós-operatório de cirurgia cardíaca. As cirurgias cardíacas envolvendo manipulação do anel valvar aórtica são as mais frequentemente implicadas em distúrbios da condução pós-cirúrgicos e sempre devemos aguardar 14 dias após o procedimento para indicar o uso de um dispositivo definitivo. O uso de corticoide nos pacientes com distúrbios do sistema excito-condutor pós cirurgia é controverso.

Cuidados de enfermagem

Materiais a serem dispostos para o procedimento:

  • Monitor cardíaco;
  • Material para punção venosa central;
  • Cateter eletrodo;
  • Unidade geradora;
  • Solução antisséptica;
  • Campos estéreis;
  • Capote estéril;
  • Máscara;
  • Luva estéril;
  • Gorro;
  • Lidocaína ampola.

Quanto ao procedimento:

  • Reunir o material a ser utilizado;
  • Explicar ao paciente a respeito do procedimento;
  • Realizar a higienização da pele;
  • Cobrir a área de execução do procedimento;
  • Auxiliar o médico durante a colocação do cateter;
  • Conectar o cateter ao aparelho marca passo;
  • Ajustar a frequência do marca passo;
  • Fixar o cateter na pele;
  • Identificar a espícula do marca passo;
  • Verificar o funcionamento do gerador;
  • Relacionar as intercorrências de funcionamento com as seguintes ocorrências;
  • Proceder aos registros de Enfermagem.

Observações:

  • A verificação do funcionamento do gerador do marca passo temporário deve ser realizada, para confirmação dos parâmetros estabelecidos, no mínimo a cada 6h;
  • Este procedimento deve ser realizado sob monitorização eletrocardiográfica;
  • Os impulsos elétricos são fornecidos por um gerador que funciona movido à bateria.

Veja também:

Marcapasso

Referências:

  1. KNOBEL, Elias. Terapia Intensiva: enfermagem. São Paulo: Editora Atheneu, 2006.
  2. PADILHA, Katia Grillo; VATTIMO, Maria de Fátima Fernandes; SILVA, Sandra Cristian da; KIMURA, Miako (Orgs.). Enfermagem em UTI: cuidando do paciente crítico. 1ª Ed. São Paulo: Manole, 2010

Cardioversor Desfibrilador Implantável (CDI)

O Cardioversor Desfibrilador Implantável (CDI) é um equipamento implantável totalmente automático, capaz de detectar arritmias graves e tratá-las imediatamente através de estímulos elétricos.

Quando o coração fica lento, o CDI funciona como se fosse um marca-passo convencional, corrigindo a bradicardia.

Se o paciente apresenta uma aceleração anormal do batimento cardíaco (taquicardia), o CDI inicia protocolos de reversão conforme a programação específica, definida pelo médico eletrofisiologista.

Dependendo da gravidade da arritmia, o CDI pode utilizar estímulos de baixa ou alta energia, corrigindo-a imediatamente.

O CDI evita que o paciente tenha que ir ao pronto-socorro para reverter a arritmia e, nos casos mais severos, evita também a morte súbita.

Os pacientes que se beneficiam deste equipamento são criteriosamente avaliados pela equipe de arritmias antes do implante para decidir o modelo indicado em cada caso e a programação do aparelho. Normalmente, estas decisões são baseadas em estudo eletrofisiológico intracardíaco.

Qual é a diferença entre CDI e Marcapasso?

Existem algumas diferenças entre a atuação do CDI e do marcapasso convencional no corpo dos pacientes. Ao contrário do marcapasso, o CDI não precisa ser trocado com tanta frequência, pois age por demanda. Enquanto o marcapasso é constante em seu funcionamento, o CDI age ao detectar uma falha cardíaca no corpo do paciente.

Cuidados que o paciente deve ter

Por exemplo, caso o paciente venha a fazer alguma cirurgia, mesmo que não seja no coração, é recomendável que se tenha um profissional capacitado para desligar o CDI no momento do procedimento.

Assim, alguns instrumentos cirúrgicos que geram eletricidade não irão confundir o CDI como sendo uma arritmia.

Além disso, diante da necessidade de exames que atuam com campos magnéticos, como a ressonância magnética, por exemplo. Também é recomendada a consulta prévia ao Cardiologista. Ele pode informar se há algum risco ou não, conforme o tipo de CDI do paciente, garantindo sua segurança.

Referências:

  1. SOS Cardio
  2. HCor

O Negatoscópio

O Negatoscópio de parede é um dos equipamentos hospitalares indispensáveis em qualquer clínica ou hospital. Composto de uma placa translúcida, é provido de um dispositivo de iluminação que serve para examinar, por transparência, as chapas radiográficas ou para realizar uma observação dos negativos, obtidos por raios-x.

Os Tipos de Negatoscópio

Durante o processo de diagnóstico de um exame de raio-x, o Negatoscópio de mesa é um dos principais equipamentos utilizados pelos especialistas para examinar os pacientes com maior precisão. Há diversos tipos de Negatoscópio presentes no mercado para atender às suas necessidades:

  • Negatoscópio odontológico: permite estabelecer uma visualização detalhada dos elementos bucais durante a análise das radiografias;
  • Negatoscópio mamográfico: é necessário ter uma boa e intensa iluminação, para poder visualizar densidades translúcidas dos tons com vários detalhes;
  • Negatoscópio 2 corpos: equipamento com iluminação especial, pode ser utilizado fixo na parede ou posicionado na mesa.

Existem versões do Negatoscópio de mesa, portátil e Negatoscópio de parede.

O Negatoscópio de parede permite o controle da área a ser visualizada do exame radiográfico a partir da sua iluminação, sendo assim, é capaz de dar uma visão mais detalhada ao especialista, facilitando o seu trabalho e aumentando a segurança do procedimento a ser realizado.

Boa iluminação é essencial no equipamento, pois permite maior precisão nos diagnósticos. Mas o seu bom funcionamento e sua intensidade dependem de alguns fatores — entre eles, a temperatura do ambiente, as horas em que as lâmpadas ficam ligadas, a sua potência, o tipo e a espessura do material.

Statlock: Dispositivo para Fixação de Cateteres

O Dispositivo Statlock é uma modernidade quando falamos em “sutura sem fio” para cateteres centrais, e fixação segura para sondas vesicais.

Compostos de tecido de malha livre de látex, que permite troca gasosa, fornecendo uma fixação adicional ao cateter e conforto ao paciente.

Principal Função

Atua como estabilizador sem sutura que traz segurança e redução de riscos de acidentes perfurocortantes, utilizado para preservar a integridade do dispositivo intravenoso de modo a prevenir a migração e perda do cateter.

Tipos

Existem atualmente diversos modelos deste dispositivo, para fixação de Sondas Folley, Cateteres para Hemodiálise, Venosos Centrais e periféricas, de acordo com importância na sua utilização.

Características

Dispositivo auto adesivo, podendo ser removido posteriormente com álcool, composto com a trava de segurança central de encaixe para cateteres.

Cateter Arterial

O Cateter Arterial é importante durante o tratamento intensivo de pacientes críticos, pois atua como acesso vascular arterial para o monitoramento preciso da pressão sanguínea em anestesia ou medicina interna, através das artérias radial, braquial e femoral, controlando, assim, as funções cardíacas, circulatórias e pulmonares.

Com este Cateter, também é possível colher sangue arterial para gasometria e outros exames laboratoriais que exigem o mesmo.

Algumas Observações:

  • Manter o curativo do orifício de saída sempre seco;
  • O cateter deve permanecer imóvel;
  • Jamais force a infusão em um cateter obstruído. A obstrução pode ser resultante de coágulo ou precipitação de substâncias. Para evitar a obstrução, mantenha o cateter heparinizado ou irrigado e confira as substâncias antes de infundi-las;
  • Técnicas rigorosamente assépticas devem ser usadas durante o procedimento de implantação e manutenção do cateter;
  • A utilização do cateter é de curto prazo, até 29 dias.

Mochilas de APH Saiba o Que Levar!

mochila

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 22/09/2026.

No atendimento pré-hospitalar, não basta ter uma mochila cheia: o material precisa estar organizado para ser encontrado rapidamente e compatível com o tipo de atendimento realizado. Em uma ocorrência crítica, perder tempo procurando um dispositivo de via aérea ou um acesso venoso também compromete a resposta da equipe.

As mochilas de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) são utilizadas para transportar materiais, medicamentos e equipamentos necessários à assistência no local da ocorrência. A composição varia conforme o tipo de unidade, a equipe disponível, o perfil do serviço e os protocolos institucionais. Portanto, não existe uma única combinação nacional obrigatória de cores e conteúdos para todas as mochilas. A Nota Informativa nº 9/2024 do Ministério da Saúde deixou esse ponto mais claro ao estabelecer que a composição das maletas e mochilas deve considerar a equipe e os protocolos do serviço.

As cores das mochilas são universais?

Não. A divisão por cores pode ser adotada pelos serviços para facilitar a localização dos materiais, mas não deve ser apresentada como uma padronização nacional única.

A página antiga associava, por exemplo, a mochila verde aos medicamentos, a azul às vias aéreas, a vermelha ao acesso venoso e sinais vitais, a amarela a pequenas cirurgias e a laranja aos atendimentos traumáticos. Essa organização pode existir em determinados serviços, mas deve ser entendida como uma forma local de organização, e não como regra nacional para todo APH.

O que costuma ser organizado nas mochilas?

A organização depende da missão e do nível de suporte. Entre os materiais que podem integrar uma unidade de suporte básico estão dispositivos para avaliação dos sinais vitais, oxigenação, ventilação com ressuscitador manual, cânulas orofaríngeas, aspiração, acesso venoso, curativos, imobilização, proteção individual e atendimento obstétrico, além dos demais recursos definidos pelo protocolo do serviço.

Nas unidades de suporte avançado, a estrutura é ampliada de acordo com a complexidade do atendimento, podendo incluir equipamentos e materiais para manejo avançado das vias aéreas, monitorização, acesso vascular, infusão e outros procedimentos necessários ao suporte avançado de vida. A própria ambulância Tipo D possui requisitos específicos de equipamentos e materiais.

Um detalhe que faz diferença na prática é não confundir o conteúdo da mochila com o equipamento completo da ambulância. Oxigênio, monitor, desfibrilador, aspirador, maca e outros recursos podem estar instalados ou transportados separadamente, conforme a configuração da unidade.

A mochila deve estar pronta antes da ocorrência

A conferência precisa acontecer antes da saída, seguindo o checklist e o protocolo institucional. É necessário verificar quantidade, validade, integridade das embalagens, funcionamento dos equipamentos, condições das baterias e disponibilidade dos materiais essenciais.

Imagine uma equipe chegando a uma ocorrência de trauma e descobrindo somente naquele momento que determinada tala ou material de proteção está incompleto. O problema não é apenas a falta daquele item; é a falha de conferência que permitiu que a equipe chegasse ao local sem uma condição operacional adequada.

O Ministério da Saúde determina que a organização do APH esteja vinculada à regulação e que as unidades móveis tenham estrutura compatível com sua finalidade. A Nota Informativa nº 9/2024 também reforça a responsabilidade dos gestores pela organização, segurança e qualidade do serviço.

O conteúdo muda conforme o tipo de suporte

A Unidade de Suporte Básico (USB) atende situações de risco de vida conhecido ou desconhecido dentro de sua finalidade e conta com materiais destinados principalmente à avaliação, suporte básico, oxigenação, ventilação, controle de sangramento, imobilização e transporte seguro.

Já a Unidade de Suporte Avançado (USA) possui estrutura compatível com pacientes que necessitam de cuidados mais complexos, incluindo equipamentos para suporte avançado de vida e equipe específica. A Portaria GM/MS nº 2.048/2002 continua sendo uma referência normativa para essa organização e foi reafirmada pela Nota Informativa nº 9/2024.

E as mochilas de medicamentos?

Os medicamentos não devem ser definidos apenas pelo nome da mochila ou pela sua cor. A seleção deve obedecer aos protocolos do serviço, à modalidade de atendimento, à composição da equipe e às orientações da regulação médica quando aplicáveis.

Isso é particularmente importante porque o APH trabalha com situações muito diferentes entre si. Uma ocorrência pode exigir atendimento clínico, outra trauma, outra emergência cardiovascular ou obstétrica. A organização precisa permitir acesso rápido sem transformar a mochila em um conjunto fixo e universal de medicamentos.

Em uma ocorrência com paciente inconsciente, por exemplo, não adianta existir grande quantidade de materiais se o profissional precisa abrir vários compartimentos para encontrar o ressuscitador, o dispositivo de oxigenação ou o material necessário para monitorização. Organização e padronização local reduzem o tempo perdido durante a assistência.

Cuidados de enfermagem

A equipe de enfermagem deve conhecer a localização dos materiais e seguir o checklist definido pelo serviço. Na conferência, atenção especial para:

  • validade e integridade dos materiais;
  • funcionamento de equipamentos e baterias;
  • disponibilidade de dispositivos de via aérea e oxigenação;
  • materiais para acesso vascular e administração de medicamentos;
  • equipamentos de proteção individual;
  • materiais específicos para trauma, quando previstos;
  • reposição imediata após utilização;
  • registro das intercorrências e das necessidades de manutenção.

No APH, o técnico de enfermagem integra a equipe e presta cuidados dentro de sua qualificação profissional, sob supervisão do enfermeiro, conforme a organização prevista para o serviço. A Nota Informativa nº 9/2024 também destaca que, quando a unidade conta apenas com técnicos ou auxiliares de enfermagem, a Central de Regulação deve possuir enfermeiro para o matriciamento desses profissionais.

O que você precisa memorizar

Para prova e para a prática, guarde esta lógica: a mochila não é definida apenas pela cor; ela é definida pela finalidade do atendimento, pela estrutura da unidade e pelo protocolo do serviço.

O mais importante não é decorar uma lista encontrada na internet, porque ela pode não corresponder à realidade da sua unidade. É conhecer a localização dos materiais, conferir o equipamento antes da saída e saber rapidamente qual recurso utilizar diante da situação encontrada.

Resumo para salvar

Mochilas de APH Saiba o Que Levar

  • A composição depende do serviço e protocolo
  • As cores não são uma padronização nacional única
  • O conteúdo varia conforme o tipo de suporte
  • A conferência antes da ocorrência é essencial

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Nota Informativa nº 9/2024-CGURG/DAHU/SAES/MS. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: Nota Informativa nº 9/2024 – Ministério da Saúde. 
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 2.048, de 5 de novembro de 2002. Aprova o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2002. Disponível em: Portaria GM/MS nº 2.048/2002. 
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. SAMU 192 – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: SAMU 192 – Ministério da Saúde. 
  4. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação GM/MS nº 3, de 28 de setembro de 2017. Consolidação das normas sobre as redes do Sistema Único de Saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: Legislação do Ministério da Saúde. 

Injetor Lateral do Equipo: Entenda sua importância

Se você está cuidando de um paciente cujo há vários medicamentos para serem administradas intermitente, e o mesmo já possui alguns equipos já instalados e com dânulas o suficiente para que não exteriorize o cateter, muito provavelmente você possa utilizar do Injetor Lateral dos equipos.

A Função do Injetor Lateral

É indicado para uso na perfusão de soluções parenterais que necessite ser administrada lentamente, para seu maior aproveitamento ou evitar que a sua administração muito rápida que venha causar algum problema ao paciente.

E também, assim evita desconectar um equipo em uso e que possa contaminar a via de acesso do paciente.

Mas eu posso conectar mais dânulas, não seria mais fácil e prático?

Avalie bem o paciente quanto a necessidade de muitas dânulas além do suficiente, pois uma das complicações sobre a perda do acesso como função, exteriorização e contaminação é devido a alta manipulação do cateter sem a devida assepsia, além de que muitas vezes infelizmente há precariedade quanto a troca das dânulas onde os mesmos possuem validade de uso, o que pode prejudicar toda a extensão de dânulas (sendo novas e de uso de um certo período, contaminando todas em conjunto) juntas no mesmo ramo, além de que, quanto mais dânulas instaladas no paciente, mais o risco de perder o acesso devido o peso, podendo exteriorizar e perder o cateter.

Por serem de material auto cicatrizante, os injetores laterais dos equipos podem ser utilizadas mais de uma vez, desde que obedeça os protocolos de assepsia e higienização, assim evitando contaminação de todo o ramo do equipo, dânulas e acesso venoso.

Dependendo do modelo, uns podem não possuir o injetor.

Observação

Sempre deve atentar-se quanto a interação medicamentosa com o medicamento a ser injetado pelo equipo. Pode ser que tenha interação com o medicamento que está sendo infundido na via com o que vai ser administrado na seringa.

Para isso, se tem o conhecimento de que este medicamento a ser infundido “in bolus” possa reagir com o fármaco que já está sendo infundido via equipo direto no acesso, evite utilizar o injetor lateral.

É importante ressaltar a importância do conhecimento das interações medicamentosas, para evitar danos e reação adversa ao paciente.

Veja também:

O Equipo Bureta

O Equipo Bomba de Infusão

Extensor Polifix Multivias

Equipo Macrogotas e Microgotas: As Diferenças

Equipo Fotossensível

Equipo Dial a Flow

Equipo de Nutrição Enteral

 

Punção Intraóssea

A punção intraóssea (IO) é um procedimento emergencial que permite a administração da maioria dos medicamentos utilizados em emergências quando não se consegue um acesso venoso periférico, principalmente em casos de hemorragia e em situações de trauma.

A via intraóssea pode ser usada com segurança em diferentes locais de punção, em pacientes adultos e crianças, com um risco muito baixo de complicações, sendo a mais comum o derramamento de fluidos.

Essa via de administração pode ser usada para lactentes, crianças ou adultos, quando não for possível estabelecer um acesso venoso de emergência nos primeiros dois minutos após o atendimento inicial no caso de parada cardiorrespiratória.

Locais para Punção

Crianças
  • Superfície antero-medial da tíbia proximal, 2,5 cm abaixo da tuberosidade tibial;
  • Tíbia e fêmur distais. A tíbia distal é preferível por ter uma cobertura fina de córtex ósseo e por possibilitar acesso mais difícil, porque o osso está bem protegido por músculo e gordura;
  • A inserção no esterno não é recomendável para crianças, devido ao risco de perfuração;
  • Nunca introduzir uma agulha intraóssea nas placas epifisárias de uma criança.
Adultos
  • Crista ilíaca ou esterno (com exceção do segmento anteroposterior, no qual a agulha poderia penetrar por completo);
  • Extremidade distal do rádio, a metáfise proximal do úmero e uma região situada 3 a 4 cm antes da extremidade distal do maléolo lateral ou medial;
  • A agulha também pode ser introduzida no processo estiloide da ulna, na epífise distal do segundo metacarpo, na epífise distal do primeiro metatarso, na tíbia ou no fêmur distal.

Enfermeiro pode ser habilitado para realizar punção intraóssea!

O COFEN aprovou a  Resolução 648/2020, que dispõe sobre a normatização, capacitação e atuação do enfermeiro na realização da punção intraóssea em situações de urgência e emergência pré e intra-hospitalares.

A normativa, proposta pela Comissão Nacional de Urgência e Emergência, busca trazer mais segurança no procedimento, crucial para salvar a vida de pacientes graves.

Observação

  • Recomenda-se a antissepsia do local com gluconato de clorexidina a 0,5%, iodopovidona a 10% ou álcool a 70%;
  • Utilizar cobertura estéril de fixação e não ultrapassar impreterivelmente, o período máximo de 24h com uso da via intraóssea, buscando um novo acesso após estabilização do paciente.

Referências:

  1. LANE, John Cook and GUIMARAES, Hélio Penna. Acesso venoso pela via intraóssea em urgências médicas. Rev. bras. ter. intensiva [online]. 2008, vol.20, n.1, pp. 63-67.
  2. Ricardo Américo Ribeiro de; MELO, Clayton Lima; DANTAS, Raquel Batista  and  DELFIM, Luciana Valverde Vieira. Acesso vascular por via intraóssea em emergências pediátricas. Rev. bras. ter. intensiva [online]. 2012, vol.24, n.4, pp. 407-414.
  3. EUA. Suporte Avançado de Vida Cardiovascular. American Heart Association. Manual do Profissional, 2011.