
A derivação ECG de Fontaine é um tipo especial de derivação usada para diagnosticar a displasia arritmogênica do ventrículo direito (DAVD), uma doença cardíaca que afeta o músculo do ventrículo direito e pode causar arritmias graves e morte súbita.
Como funciona?
A derivação de Fontaine consiste em colocar o eletrodo do braço direito no manúbrio esternal (a parte superior do osso do peito) e o eletrodo do braço esquerdo no apêndice xifoide (a ponta inferior do osso do peito).
Além disso, o eletrodo da perna pode ser colocado na posição de V4, que é o quinto espaço intercostal na linha médio-clavicular esquerda.
Essa configuração permite registrar a onda épsilon, um sinal característico da DAVD que representa uma atividade elétrica anormal no ventrículo direito.
A onda épsilon aparece como um entalhe ou deflexão na parte final do complexo QRS, que corresponde à contração dos ventrículos.
A derivação de Fontaine é uma das formas de detectar a onda épsilon, mas existem outras derivações que também podem ser usadas, como as precordiais direitas (V1R a V6R) ou as posteriores (V7 a V9).
A derivação de Fontaine foi descrita pela primeira vez pelo cardiologista francês Paul Fontaine em 1982.
Referência:










