Boletim de Silverman-Andersen

O Boletim de Silverman-Andersen é um método clínico útil para quantificar o grau de desconforto respiratório e estimar a gravidade do comprometimento pulmonar.

Em neonatologia se emprega a tabela de Silverman e Andersen para valorar o desconforto respiratório em recém-nascidos.

Basada em cinco critérios obtidos através da observação, podemos definir valores de 0 a 2 para cada critério na tabela, depois da valoração, com a somatória dos valores obtemos valores totais entre 0 e 10, sendo 0 com melhor prognóstico e 10 pior prognóstico.

Interpretação
1. Recém nascido com 0 pontos: Sem dificuldade respiratória.
2. Recém nascido com 1 a 3 pontos: Com dificuldade respiratória leve.
3. Recém nascido com 4 a 6 pontos: Com dificuldade respiratória moderada.
4. Recém nascido com 7 a 10 pontos: Com dificuldade respiratória severa.

Artrodese de Coluna: O que é?

 A artrodese é um procedimento realizado para causar fusão óssea em uma articulação, causando sua imobilidade.

Já a artrodese da coluna é um método de tratamento cirúrgico das doenças da coluna vertebral que causam instabilidade.

Portanto ao realizar o procedimento causa-se a estabilidade da coluna através da imobilidade de algum(ns) de seu(s) segmento(s).

Em geral, 2 a 3 segmentos da coluna podem ser artrodesados (fixados, fundidos) sem que haja prejuízo significativo da movimentação global da coluna, pois os segmentos sadios dão conta de realizar os movimentos mais importantes da coluna.

Pacientes com dor ou sintomas neurológicos, que não melhoram com o tratamento conservador podem ter indicação de artrodese caso apresentem os seguintes diagnósticos:

  • Espondilolistese;
  • Instabilidade na coluna lombar;
  • Escoliose do adulto;
  • Artrose ou degeneração facetária;
  • História de cirurgia prévia em coluna lombar;
  • Estenose de canal vertebral;
  • Fratura vertebral de origem traumática, neoplásica, osteoporótica, infecciosa e/ou reumatológica.

      Essa cirurgia também pode ser benéfica em alguns casos de hérnia de disco quando há instabilidade da coluna. Pode ser realizada em qualquer segmento da coluna (cervical, torácica ou lombar) e é realizada tanto pela frente (anterior) como por trás (posterior), dependendo do caso.

A artrodese pode necessitar de instrumental (materiais especiais):  parafusos, barras, placas, pinos, cages (dispositivos inter somáticos, substituto do disco), etc.

Mas o que vai causar a fusão óssea é a colocação de enxerto, que pode ser obtido do próprio paciente ou ser industrializado.  Os equipamentos atuais permitem a realização da artrodese da coluna com a colocação de materiais de forma minimamente invasiva, através de pequenas incisões na pele (percutâneo) e com mínima agressão aos tecidos adjacentes.

Alguns Cuidados de Enfermagem

  • Manter o paciente em Fowler, de acordo com a orientação médica;
  • Evitar flexão, inclinação lateral e rotação do tronco;
  • Mudar decúbito em bloco, a partir do 1° dias de pós-operatório, respeitando a tolerância;
  • Realizar ortostase e marcha com auxilio, a partir do 2° dia após a cirurgia, com orientação médica;
  • Relatar alterações sentidas pelo paciente durante as atividades;
  • Orientar o paciente quanto as restrições de movimentos após a cirurgia.

A Nefrostomia

Em pacientes com pionefrose (hidronefrose com infecção) a descompressão do trato urinário pode salvar a vida.

Embora a drenagem possa ser conseguida com cateterização ureteral retrógrada, a drenagem por nefrostomia percutânea é freqüentemente preferida em pacientes enfermos e é freqüentemente realizada emergencialmente.

Nesta circunstância, a nefrostomia percutânea é quase sempre tecnicamente bem sucedida e freqüentemente resulta em uma melhora clínica marcante.

O que é a Nefrostomia?

A nefrostomia em método percutâneo é a colocação de um dreno diretamente no interior do rim. Esse procedimento é necessário quando há uma obstrução das vias urinárias na pelve, que impede a drenagem normal da urina para a bexiga.

A medida pode ser implementada para pacientes com tumores da bexiga, tumores avançados de útero e próstata. Ou, ainda, quando ocorrem algumas complicações – que exigem cirurgia ou radioterapia – e nos tratamentos de fístulas e infecções.

Como é realizado?

É realizada por meio de um cateter, geralmente denominada de “Malecot, Skater” que através de uma incisão é inserido diretamente na pelve renal para o desvio temporário ou permanente da urina e exteriorizando próximo a cintura do lado do rim que foi drenado. Este cateter pode ser circular, isolado com formato de alça sendo conectado a um sistema fechado de drenagem.

Antes do procedimento, exames de imagem são realizados para a determinação da posição anatômica exata do rim.

O procedimento é realizado por via percutânea sob guia fluroscópica, ultrassonografica ou tomográfica.

A agulha atravessa a pele, o tecido subcutâneo, as camadas musculares superficial e profunda e o parênquima renal até alcançar o sistema coletor.

O tubo de nefrostomia também pode ser posicionado cirurgicamente, mas os agentes anestésicos podem ser perigosos em pacientes com choque renal iminente.

A nefrostomia sob anestesia locorregional é especialmente importante neste caso.

Complicações

Dentre as potenciais complicações associada a esse procedimento se destacam infecção, sangramento no local de inserção do cateter associada ou não a hematúria, além de complicações mais graves como fistula arteriovenosa renal, pseudoaneurisma, laceração de vasos, pneumotórax e punção de órgãos adjacentes.

Os Cuidados de Enfermagem

No Pós-operatório imediato o enfermeiro realiza o plano de cuidados individualizado conforme a necessidade do paciente.

Estes cuidados auxiliam a detecção precoce de complicações pós-operatórias como evidencia de maior preocupação destacamos a Hemorragias e Obstruções que aumentam o risco de infecções e formação de fistulas.

Os cuidados com curativo e irrigação da sonda deve obedecer ao protocolo de cada instituição.

O enfermeiro prepara o paciente para o procedimento, o acompanha durante a realização e avalia os resultados.

Destaca-se ainda a importância do processo de educação nesta situação sendo assim, imprescindível que o enfermeiro atue como agente ativo no ensino e orientação referentes a implantação e manutenção do cateter.

Os cuidados de enfermagem visam realizar avaliações e intervenções específicas, manter o estoma saudável e funcionante, prevenir complicações, promover orientações com vistas ao autocuidado além de proporcionar conforto ao paciente.

Quais orientações devem ser dadas aos pacientes Anticoagulados?

A principal complicação da anticoagulação é o sangramento, mas esse risco não deve ser avaliado isoladamente na decisão do tratamento, sendo importante considerar o potencial benefício da terapia anticoagulante na TEP.

E utilizá-lo requer uma série de cuidados. Entre o que uma pessoa que toma anticoagulante não pode fazer está ingerir alimentos que contenham vitamina K, pois o nutriente interfere no funcionamento de certos medicamentos.

O que deve ser orientado ao paciente?

Para começar, a anticoagulação do sangue deve ser constante e adequadamente monitorada devido aos efeitos do medicamento. Às vezes, é preciso fazer ajustes na dosagem, caso o cirurgião vascular considere necessário e de acordo com o que informar o exame realizado para determinar a tendência de coagulação do sangue.

Em pessoas que não realizam o controle correto, as principais reações ao uso de anticoagulante possíveis de ocorrer são as hemorragias e necroses na pele. Portanto, o que uma pessoa que toma anticoagulante não pode fazer, sob hipótese alguma, é deixar de lado o acompanhamento médico. Também é importante que:

  • Orientar ao paciente a evitar se machucar (exposição a atividades de risco);
  • Utilização de aparelhos como barbear e corte de cabelo elétrico, evitando navalhas;
  • Orientar a escovar os dentes com cuidado;
  • Não usar AAS sob nenhuma hipótese;
  • Limitar-se a número de picadas em um paciente como puncionar um acesso venoso periférico ou central;
  • Orientar ao paciente caso está sob cuidados de um odontologista, avisar ao mesmo que faz uso de anticoagulante;
  • Orientar ao paciente tomar as doses sempre no mesmo horário;
  • Orientar ao paciente jamais interromper o tratamento sem antes consultar o cirurgião vascular;
  • Orientar ao paciente sobre portar cartão de identificação de paciente anticoagulado;
  • Orientar ao paciente sobre evitar álcool, mudanças na dieta ou iniciar dietas de emagrecimento

O que deve observar, em possíveis complicações em um paciente anticoagulado?

Possíveis sinais podem aparecer, como:

  • Hematúria;
  • Sangramento gengival;
  • Enterorragias;
  • Edema em extremidades;

As Lesões Brancas da Cavidade Oral: Candidíase Oral, Leucoplasia e Leucoplasia Pilosa Oral

As lesões brancas da cavidade oral constituem um complexo conjunto de entidades, cuja principal característica clínica se evidencia pela presença de áreas esbranquiçadas na boca. Sua etiologia é extremamente variada, sendo que certas lesões não apresentam uma causa única, mas o resultado da interação de diversos fatores.

As principais lesões brancas da cavidade oral que podemos encontrar são:

A Candidíase Oral

É a infecção micótica mais comum da cavidade oral causada pelo fungo do gênero Candida, especialmente C. albicans, embora outras espécies possam estar envolvidas.

É considerada o principal agente etiológico da candidíase, infecção oportunista relacionada a fatores locais e sistêmicos. Quando ocorre ruptura do equilíbrio biológico, geralmente resultante de fatores predisponentes (patológicos, fisiológicos, imunológicos e mecânicos), há um aumento na multiplicação e/ou invasão de leveduras nos tecidos, instalando-se então a infecção.

Geralmente está associada a indivíduos debilitados, imunocomprometidos ou que estejam fazendo uso abusivo de antibióticos, trazendo assim conseqüências mais graves

Clinicamente se apresenta sob as formas: aguda (pseudomembranosa, atrófica), crônica (atrófica, hiperplásica), muco-cutânea (localizada, familial, associada à síndromes).

Caracteristicamente, as lesões bucais da candidíase aguda são placas ou nódulos brancos, entre moles e gelatinosos, que crescem centrifugamente e confluem. As placas são compostas por fungos, resíduos ceratóticos, células inflamatórias, células epiteliais descamadas, bactérias e fibrina.

A remoção das placas ou pseudomembranas com uma compressa de gaze deixa uma superfície eritematosa, erosada ou ulcerada, frequentemente visível.

As infecções pela Cândida devem ser diferenciadas de várias entidades, incluindo a escara associada com queimaduras químicas, as ulcerações traumáticas, as placas mucosas da sífilis e as lesões ceratóticas.

Quando estão presentes lesões vermelhas isoladas da candidíase atrófica aguda, elas devem ser diferenciadas das reações medicamentosas e das queimaduras térmicas.

A Leucoplasia

É definida a leucoplasia como uma mancha ou placa branca da cavidade oral, não removível à raspagem, que não pode ser caracterizada clínica ou microscopicamente como outra enfermidade.

Atualmente, o termo leucoplasia é utilizado apenas como um termo clínico, valendo salientar, entretanto, que este termo não traz qualquer conotação quanto às alterações histopatológicas.

A leucoplasia é a lesão cancerizável mais freqüente da cavidade oral, desenvolvendo-se em qualquer região. No entanto, a mucosa jugal, o lábio inferior e a língua têm sido as áreas mais afetadas.

Sua etiologia está relacionada, na maioria dos casos, a hábitos como tabagismo, e outras vezes é considerada idiopática. Sua ocorrência se dá principalmente em pacientes de meia idade, do sexo masculino.

As lesões apresentam-se como placas que podem variar de uma área branca impalpável, fracamente translúcida, a lesões espessas, corrugadas, papilomatosas e endurecidas.

A Leucoplasia Pilosa Oral

A leucoplasia pilosa oral é uma doença causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV) e caracteriza-se pela formação de uma placa esbranquiçada, normalmente unilateral e localizada na borda lateral da língua.

Apresenta, na sua superfície, vilosidades microscópicas semelhantes a pêlos e, ao contrário da candidíase, não pode ser retirada com uma espátula. Em alguns casos pode ser bilateral e/ou acometer o dorso da língua e da mucosa jugal (parte interna das bochechas).

Considerada um marcador dermatológico para a infecção pelo HIV, a leucoplasia pilosa oral era um indicador de mau prognóstico, mas este quadro mudou completamente com o tratamento anti-retroviral atual.

Esta leucoplasia já não é uma infecção exclusiva dos pacientes com HIV/AIDS e pode ser observada também em usuários de drogas e pacientes transplantados em uso de imunossupressores.

O tratamento pode ser feito com o uso local de ácido retinóico ou por cauterização química com ácido tricloroacético, procedimento que deve ser realizado apenas por médicos, devido aos riscos de queimaduras pelo ácido.

Alguns cuidados

  • Reuniões educativas (palestras, grupos de reflexão, mostra de vídeos, etc) sobre o câncer, visando à mobilização e conscientização para o auto- cuidado, à importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de boca, à quebra dos preconceitos e à diminuição do medo da doença;
  • Reuniões específicas para o ensino do auto-exame da boca e sobre fatores de risco de câncer de boca;
  • Exame da cavidade bucal;
  • Prestação de cuidados gerais de saúde bucal (tratamento dentário,inclusive);
  • Encaminhamento ao nível secundário de casos suspeitos;
  • Exame da cavidade bucal e detecção de lesões suspeitas;
  • Biópsia;
  • Tratamento de lesões benignas simples.

Referências

AMORIM, R.F.B. et al. Líquen Plano Oral em Paciente Diabética Associado a Carcinoma Mucoepidermóide. Rev. Paul. Odontol., São Paulo, v. 24, n. 4, p. 8-14, jul./ago. 2002.
ARENDORF, T.M.; WALKER, D.M. Oral Candidal Populations in Health and Disease. Br. Dent. J., London, v. 147, no. 10, p. 267- 272, Nov.1979.
AXÉLL, T. et al. Oral White Lesions with Special Reference to Precancerous and Tobacco-related Lesions: Conclusions of an International Symposium Held in Uppsala, Sweden, May 18-21, 1994. J. Oral Pathol. Med., Copenhagen, v. 25, no. 2, p. 49-54, Feb. 1996.
AZUL, A. M.; TRANCOSO, P. F. Patologia mais Frequente da Mucosa Oral. Rev. Port. Clin. Geral, [S.l.], v. 2, p. 369-377, maio/jun. 2006.
BORAKS, S. Diagnóstico Bucal. 3.ed. São Paulo: Artes Médicas, 2001.
BOUQUOT, M. Reviewing oral Leukoplakia: Clinical Concepts for the 1990`s. J. Am. Dent. Assoc., Chicago, v. 122, no. 7, p. 80-82, June 1991.
CANNON, R.D. et al. Oral Candida: Clearance, Colonization, or Candidiasis? J. Dent. Res., Chicago, v. 74, no. 5, p. 1152- 1161, May 1995.
CARBONE, M. et al. Course of Oral Lichen Planus: a Retrospective Study of 808 Northern Italian Patients. Oral Dis., Munksgaard, v. 15, no.3, p. 235-243, Apr. 2009.
CARVALHO, A. T. et al. Estomatologia: Atualização para o Clínico Geral. Parte II: Lesões Brancas da Cavidade Oral. An. Fac. Odontol. UFPE, Recife, v. 10, n. 2, p. 179-186, 2000.
CERRI, A.; SILVA, C. E. X. dos S. R. da. Desvios de Normalidade da Cavidade Bucal. 2005. Disponível em: <http://www.guiaodonto.com.br/ver_artigo.asp?codigo=122&gt;. Acesso em: 31 jul. 2019.
EISEN, D. The Clinical Features, Malignant Potencial, and Systemic Associations of Oral Lichen Planus: a Study of 723 Patients. J. Am. Acad. Dermatol., St. Louis, v. 46, no. 2, p. 207-214, Feb. 2002

Aneurisma da Aorta

aneurisma de aorta é uma dilatação de um segmento desse vaso sanguíneo, sendo que a aorta é a principal artéria do corpo.

Ela se origina no ventrículo esquerdo do coração, atravessa o tórax e o abdômen, dando origem às demais artérias (ramos) que levam o sangue aos diversos os segmentos do corpo.

A porção da aorta que fica dentro do tórax é chamada de aorta torácica; após atravessar o músculo diafragma, passa a ser chamada de aorta abdominal.

Pode acontecer o Aneurisma nestes dois ramos, que surgem a seguir:

Aneurisma de aorta abdominal

O aneurisma da aorta abdominal corresponde à dilatação da porção abdominal da artéria aorta. Ocorre mais frequentemente em homens, tabagista e hipertensos.

Este tipo de aneurisma geralmente não causa nenhum sintoma. Alguns indivíduos muito magros podem perceber que existe uma massa pulsátil no abdômen.

Os médicos detectam essa pulsação com mais frequência.

Sua principal e mais grave complicação é a ruptura com extravasamento de sangue para dentro da cavidade abdominal.

Por mais que as causas exatas do aneurisma de aorta abdominal não sejam claras, há alguns fatores de risco associados a essa condição:

  • Idade superior a 50 anos
  • Fuma ou tem histórico de tabagismo
  • Artérias entupidas (aterosclerose)
  • Pressão alta (hipertensão)
  • Histórico familiar (fatores genéticos)
  • Colesterol elevado (hipercolesterolemia)

O primeiro sintoma de um aneurisma da aorta pode surgir apenas na sua ruptura. O paciente pode sentir dor no abdome ou na região lombar alguns minutos ou horas antes do evento fatal.

Isso faz com que o aneurisma da aorta seja considerado uma doença silenciosa, e é importante que se faça o diagnóstico quando ainda não há sintomas!

O diagnóstico do aneurisma da aorta abdominal é feito com ultra-sonografia do abdome, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

O aneurisma da aorta abdominal pode ser tratado por cirurgia em casos selecionados.

Aneurisma da aorta torácica

Pode ser espontâneo ou traumático.

Como é uma artéria de grande calibre, com volumoso fluxo sanguíneo, se não for tratado cirurgicamente a tempo o paciente morre por hipotensão arterial e choque hipovolêmico.

Os fatores de risco para aneurismas da aorta torácica são semelhantes aos que contribuem para o entupimento das artérias, incluindo:

  • Fuma ou tem histórico de tabagismo
  • Pressão alta (hipertensão)
  • Colesterol elevado (hipercolesterolemia)

O risco de desenvolver um aneurisma da aorta torácica aumenta com a idade. Histórico familiar, lesão no peito e outras doenças também podem ser fatores de risco. Alguns pacientes com aneurisma de aorta torácica também possuem um aneurisma de aorta abdominal.

É tratado pelo cirurgião cardíaco ou pelo cirurgião vascular, conforme a localização do aneurisma.

Pode ser operado por incisão no tórax, ou por cateteres (técnica endovascular).

Os Cuidados de Enfermagem

No Pré-Operatório

Diante de um pré-operatório de aneurisma de aorta compete ao Enfermeiro e sua equipe, orientar ao paciente e seus familiares, sobre o procedimento, prover apoio emocional e psicológico, orientar para os cuidados pós-operatório e seu processo de recuperação.

Controlar a pressão arterial, ofertar aporte ventilatório, controle da dor, orientar repouso absoluto no leito, preparar a pele com banho a base de clorexidina, degermante evitando a proliferação de micro-organismos, evitando futuramente complicações como infecção.

Garantir acesso venoso de grande calibre, orientar, controlar e supervisionar o jejum do paciente, controle da ansiedade.

Sabe-se que o aneurisma de aorta abdominal pode prejudicar o fluxo sanguíneo dos membros inferiores e diante deste evento, causa no paciente dor, ausência de pulso, palidez do membro, parestesias e paralisia, evidenciando a extrema importância e constante avaliação da perfusão tissular periférica dos membros inferiores destes pacientes.

No Intra-Operatório

Em relação ao período intra-operatório cabe ao Enfermeiro da Hemodinâmica ou Centro Cirúrgico providenciar sala, materiais descartáveis, conferir se toda relação de Órtese, Prótese e Materiais Especiais (OPME – Endopróteses) estão na unidade e se foram autorizados previamente pela operadora de saúde, e todos os equipamentos que garantirão assistência adequada a toda equipe multidisciplinar e ao paciente no momento cirúrgico.

No Pós-Operatório

Os cuidados pós-operatório requer avaliações minuciosas da equipe de enfermagem, pois podem ocorrer isquemia renal devido baixo fluxo aórtico ou pinçamento das artérias renais durante o procedimento, podendo evoluir para uma transitória Insuficiência Renal Aguda, competindo ao Enfermeiro e sua equipe controlar o balanço hídrico.

A queda no débito urinário poderá indicar perda sanguínea e queda na pressão arterial por choque hipovolêmico devido hemorragia, com isso é necessária atenção para sinais de choque, dentre eles: bradicardia, taquicardia, taquipneia devido a diminuição do enchimento capilar dos membros inferiores.

É de fundamental importância o controle de todos os Sinais Vitais do paciente operado.

O controle da pressão arterial e do débito cardíaco garantirá verificar o sucesso da permeabilidade da Endoprótese implantada, bem como a verificação de pulsos radial e carotídeo, principalmente quando se tratar de correção de aneurisma de aorta ascendente e arco aórtico.

Também compete ao Enfermeiro e sua equipe orientar o paciente operado a permanecer em repouso absoluto no leito por 24 horas do pós-operatório, ficando este liberado, orientado e incentivado a deambular somente após este período, que também vai depender da sua condição física e estabilidade hemodinâmica.

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Referências

SILVA, Tâmara Taynah Medeiros da; COSTA, Ilanne Caroline Santos; RAMOS, Diego Vasconcelos; DANTAS, Rodrigo Assis Neves, BOTARELLI, Fabiane Rocha; DANTAS, Daniele Vieira, RIBEIRO, Maria do Carmo de Oliveira, SILVA, Fillipi André dos Santos. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A VÍTIMA DE RUPTURA DE ANEURISMA AÓRTICO. Revista de Enfermagem UFPE on line., Recife, 12(5):1480-5, maio., 2018

TANNURE, Meire Chucre. PINHEIRO, Ana Maria. SAE: SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: GUIA PRÁTICO. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.

Dimensionamento de Pessoal: Fugulin

O Sistema de Classificação de Pacientes segundo a Escala de FUGULIN consiste no agrupamento de pacientes de acordo com o grau de dependência da equipe de enfermagem, observando o perfil de cada categoria – cuidados mínimos, intermediário, alta dependência, semi-intensivo, intensivo – e assim configurando inúmeras decisões administrativas quanto à organização do plano assistencial de enfermagem.

De quem é a Competência deste tipo de Dimensionamento?

Compete ao Enfermeiro estabelecer o quadro quantiqualitativo de profissionais necessário para a prestação da Assistência de Enfermagem.

Os Principais Indicadores

Conforme FUGULIN et al (1994) – são 9 indicadores críticos: estado mental; oxigenação; sinais vitais; motilidade; deambulação; alimentação; cuidado corporal; eliminação; terapêutica.

A Escala de Fugulin é composta de 12 áreas de cuidado com suas respectivas graduações que variam do numeral 1 ao numeral 4. Indica-se iniciar a aplicação da escala seguindo a ordem vertical e de cima para baixo das áreas de cuidado.

ÁREAS DO CUIDADO

1. ESTADO MENTAL: Quando o paciente estiver orientado no tempo e espaço, a graduação será 1 para essa categoria. Quando o paciente estiver apresentando período de desorientação tempo e espaço, a graduação será 2. Quando o paciente estiver apresentando período de inconsciência, a graduação será 3, quando o paciente estiver inconsciente, a graduação será 4 para essa categoria.

2.OXIGENAÇÃO: Quando o paciente não depende de O2, a graduação será 1 para essa categoria. Quando o paciente faz uso intermitente de O2, a graduação será 2, quando o paciente faz uso contínuo de O2, a graduação será 3. Quando o paciente faz uso de ventilação mecânica, a graduação será 4 para essa categoria.

3. SINAIS VITAIS: Quando o paciente possui controle de sinais de 8/8 horas, a graduação será 1 para essa categoria. Quando o paciente possui controle entre 4/4 horas e 6/6 horas, a graduação será 2. Quando o paciente possui controle até 4/4 horas, a graduação será 3, quando o paciente possuir controle menor ou igual a de 2/2 horas, a graduação será 4 para essa categoria.

4. MOTILIDADE: Quando o paciente movimenta todos os seguimentos corporais, a graduação será 1 para essa categoria. Quando o paciente possui limitação de movimento, a graduação será 2, quando o paciente tem dificuldade de movimentar seguimentos corporais, a graduação será 3, quando o paciente for incapaz de movimentar qualquer segmento corporal, a graduação será 4 para essa categoria.

5. DEAMBULAÇÃO: Quando o paciente deambula/ambulante, a graduação será 1 para essa categoria. Quando o paciente necessita de auxílio para deambular, a graduação será 2, quando o paciente se locomove através de cadeira de rodas, a graduação será 3, quando o paciente estiver restrito ao leito, a graduação será 4 para essa categoria.

6. ALIMENTAÇÃO: Quando o paciente é autossuficiente, a graduação será 1 para essa categoria. Quando o paciente se alimenta através da boca/via oral com auxílio, a graduação será 2, quando o paciente se alimenta através de sonda nasogástrica, a graduação será 3, quando o paciente faz uso de dieta através de cateter central, a graduação será 4 para essa categoria.

7. CUIDADO CORPORAL: Quando o paciente é autossuficiente, a graduação será 1 para essa categoria. Quando o paciente necessita de auxílio no banho de chuveiro e/ou na higiene oral, a graduação será 2, quando o paciente possui banho de chuveiro e higiene oral realizada pela enfermagem, a graduação será 3, quando o paciente possui banho no leito e higiene oral realizada pela enfermagem, a graduação será 4 para essa categoria.

8. ELIMINAÇÃO: Quando o paciente é autossuficiente, a graduação será 1 para essa categoria. Quando o paciente necessita de uso de vaso sanitário com auxílio, a graduação para essa categoria é 2, quando o paciente faz uso de comadre ou eliminação no leito, a graduação será 3, quando o paciente necessita de eliminação no leito e uso de sonda vesical de demora, a graduação será 4 para essa categoria.

9. TERAPÊUTICA: Quando o paciente faz uso de medicações intramuscular ou via oral, a graduação será 1 para essa categoria. Quando o paciente faz uso de medicação endovenosa intermitente, a graduação é 2, quando o paciente faz uso de medicação endovenosa contínua ou por sonda nasogástrica, a graduação é 3, quando o paciente faz uso de drogas vasoativas, a graduação é 4 para essa categoria.

10. COMPROMETIMENTO TECIDUAL: Quando o paciente possui a pele íntegra, a graduação é 1 para essa categoria. Quando o paciente possui presença de alteração da cor da pele (equimoses, hiperemia) e/ou presença de solução de continuidade da pele envolvendo a epiderme, derme ou ambas, a graduação é 2, quando o paciente possui presença de solução de continuidade da pele envolvendo o tecido subcutâneo e músculo; Incisão cirúrgica, Ostomias ou drenos, a graduação é 3, quando o paciente possuir comprometimento das camadas teciduais até o nível de tendões e cápsulas; Eviscerações, a graduação é 4 para essa categoria.

11. CURATIVO: Quando o paciente não possuir curativos, a graduação é 1 para essa enfermagem, a graduação é 2, quando o paciente possuir curativo realizado 2 vezes ao
dia pela equipe de enfermagem, a graduação é 3, quando o paciente possuir curativo realizado 3 vezes ao dia ou mais pela equipe de enfermagem, a graduação é 4 para essa categoria.

12. TEMPO DE CURATIVOS: Quando o paciente não possuir curativo, a graduação é 1 para essa categoria. Quando o paciente possuir curativo realizado entre 5 e 15 minutos, a graduação é 2, quando o paciente possuir curativo realizado entre 15 e 30 minutos, a graduação é 3, quando o paciente possuir curativo realizado em tempo superior a 30 minutos, a graduação é 4 para essa categoria.

O registro do tipo de cuidado de acordo com a pontuação total, é feito utilizando as seguintes siglas: Cuidado Mínimo (CM), Intermediário (ITM), Alta Dependência (AD), Semi-Intensivo (SI) e Intensivo (IT). Sugere-se que na evolução de enfermagem, o enfermeiro registre o tipo de cuidado que o paciente foi classificado, sendo na evolução o registro na íntegra ou sem abreviações. categoria.

Cálculo de Quadro de Pessoal (QP) para Unidades de Internação

Cálculo da quantidade de profissionais (QP) de enfermagem para unidade
de internação

QP = Km x THE

Onde THE (total de horas de enfermagem) calcula-se como segue abaixo:

THE = {(PCM x 3,8) + (PCI x 5,6) + (PCSI x 9,4) + (PClt x 17,9)}

Importante:

Para berçário e unidade de internação em pediatria, caso não tenha acompanhante, a criança menor de seis anos e o recém-nascido devem ser  classificados com necessidades de cuidados intermediários.

O paciente crônico com idade superior a 60 anos, sem acompanhante, classificado pelo SCP com demanda de assistência intermediária ou semi-intensiva deverá ser acrescido de 0,5 às horas de Enfermagem.

Onde: Km = Constante Marinho (cálculo abaixo)

Km = DS x IST
—–
JST

DS = dias da semana = 7
JST = jornada semanal de trabalho (20, 30, 36h…)
IST = Índice de segurança técnica = 15% = 1.15

Portanto Km é uma constante conforme quadro:

km (20) 0,4025
Km (24) 0.3354
Km (30) 0,2683
Km (32,5) 0,2476
Km (36) 0,2236
Km (40) 0,2012
Km (44) 0,1828

Opção de fórmula para Cálculo de Pessoal

Fórmulas de Fugulin

QP = Nº Leitos (%) x HS ENF x DS + IST

——————————————–
JST

Onde:

DS = dias da semana
IST = índice de segurança técnica
JST = jornada semanal de trabalho

Exemplo de exercício para Unidade de Internação:

Em uma unidade com 36 leitos, distribuídos entre 21 pacientes com cuidados mínimos e 15 pacientes com cuidados intermediários, qual será a necessidade de pessoal de enfermagem para as 24h, sabendo que a taxa de ocupação é de 80% e a JST é de 36h?

Taxa de ocupação:

21 pacientes com cuidados mínimos x 80% = 16,8
15 pacientes com cuidados intermediários x 80% = 12

QP = Km x THE

Km = DS x IST =====> Km = 7 x 1.15 =====> Km = 0,2236

THE = {(PCM x 3,8) + (PCI x 5,6) + (PCSI x 9,4) + (PCIt x 17,9)}
THE = {(16,8 x 3,8) + (12 x 5,6)} => THE = 131,04
QP = 0,2236 x 131,04 = 29,30 =====> QP = 29

Distribuição por categoria:

• Pacientes prevalentes são de cuidados mínimos

• Enfermeiros = 9 (33%)
• Técnicos ou Auxiliares de Enfermagem = 20

Para saber mais sobre o Dimensionamento de Pessoal, o COREN disponibiliza uma CARTILHA explicativa, onde você pode acessar neste link.

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Referências:

Bonfim D. Planejamento da força de trabalho de enfermagem na Estratégia de Saúde da Família: indicadores de carga de trabalho. [tese]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, 2014.

Bulechek GM, Butchec HK, Dochterman JM. Classificação das intervenções de Enfermagem (NIC). Trad. de Soraya Imom de Oliveira et al. 5ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2010.
Conselho Federal de Enfermagem. Resolução 293/04. In: Conselho Federal de Enfermagem. [texto na internet]. Brasília, DF: 2004. Disponível em: http://www.portalcofen.gov.br/Site/2016. Acesso em 04 de junho de 2017.

Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo. Relatório das atividades desenvolvidas pelo Grupo de Trabalho instituído pela Portaria Coren-SP/DIR/158/2013. Disponível em: http://bit.ly/234L1FF . Acesso em 01 de julho de 2017.

Costa JA. Método para dimensionamento de pessoal de enfermagem em Centro de Material e Esterilização (CME). [tese]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, 2015.

Cruz CWM. Carga de trabalho de profissionais de enfermagem em Centro de Diagnóstico por Imagem. [tese]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, 2015. Dini AP, Guirardello EB. Sistema de Classificação de pacientes pediátricos: aperfeiçoamento de um instrumento. Rev Esc Enferm USP. 2014; 48 (5): 787 – 793.

Fugulin FMT. Dimensionamento de pessoal de enfermagem: avaliação do quadro de pessoal de enfermagem das unidades de internação de hospital de ensino [tese]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2002.

Fugulin FMT, Gaidzinski RR, Kurcgant P. Sistema de Classificação de pacientes: identificação do perfil assistencial dos pacientes das unidades de internação do HU-USP. Rev Latino-am Enfermagem. 2005; 13 (1): 72-8.

Gaizinski RR. Dimensionamento de pessoal em instituições hospitalares [tese livredocência]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 1998.

Lima AFC. Custo direto da hemodiálise convencional realizada por profissionais de enfermagem em hospitais de ensino. [tese livre-docência]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, 2015.

Martins PASF. Sistema de Classificação de Pacientes na especialidade de enfermagem psiquiátrica: validação clínica. [tese]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, 2007.

Perroca MG, Gaidzinski RR. Sistema de Classificação de paciente: construção e validação de um instrumento. Rev Esc Enferm USP. 1998; 32 (2): 153 – 168.

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Possari JF. Dimensionamento de pessoal de enfermagem em Centro Cirúrgico no período transoperatório: estudo das horas de assistência, segundo o porte cirúrgico [dissertação]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, 2001.

Doença Mão, Pé e Boca (DMPB)

A doença Mão, Pé, Boca (DMPB), em ingles “Hand, Foot and Mouth Disease – (HFMD)” é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca).

Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade.

O nome da doença se deve ao fato de que as lesões aparecem mais comumente em mãos, pés e boca.

São sinais característicos da doença:

– febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
– aparecimento, na boca, amídalas e faringe, de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas;
– erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital;
– mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia;
– por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação.

A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados.

Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas.

O período de incubação oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum.

Tratamento:

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca.

Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, tratam-se apenas os sintomas.

Medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.

Recomendações:

– nem sempre a infecção pelo vírus Coxsackie provoca todos os sintomas clássicos da síndrome. Há casos em que surgem lesões parecidas com aftas na boca ou as erupções cutâneas; em outros, a febre e a dor de garganta são os sintomas predominantes;
– alimentos pastosos, como purês e mingaus, assim como gelatina e sorvete, são mais fáceis de engolir;
– bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água são indispensáveis para manter a boa hidratação do organismo, uma vez que podem ser ingeridos em pequenos goles;
– lembre-se sempre de lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro. Se ela puder fazer isso sozinha, insista para que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada;
– evitar, na medida do possível, o contato muito próximo com o paciente (como abraçar e beijar);
– cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir;
– manter um nível adequado de higienização da casa, das creches e das escolas;
– não compartilhar mamadeiras, talheres ou copos;
– afastar as pessoas doentes da escola ou do trabalho até o desaparecimento dos sintomas (geralmente 5 a 7 dias após início dos sintomas);
– lavar superfícies, objetos e brinquedos que possam entrar em contato com secreções e fezes dos indivíduos doentes com água e sabão e, após, desinfetar com solução de água sanitária diluída em água pura (1 colher de sopa de água sanitária diluída em 4 copos de água limpa);
– descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em latas de lixo fechadas.

Medidas de Prevenção e Controle 

–  Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Medidas de prevenção e interrupção da cadeia de transmissão são importantes na Síndrome Mão-Pé-Boca:

  • As crianças e adultos que estiverem com sinais e/ou sintomas de SMPB não deverão frequentar escolas ou creches até recomendação médica para o retorno;
  • Lavar as mãos frequentemente com sabão e água, especialmente depois de trocar fraldas e usar o banheiro;
  • Limpar e desinfetar superfícies tocadas com frequência e itens sujos, incluindo brinquedos;
  • Evitar contato próximo, como beijar, abraçar ou compartilhar utensílios ou xícaras com pessoas com problemas de mãos, pés e boca;
  • Crianças devem ficar em casa, sem ir à escola, enquanto durar a infecção;
  • Lembre-se sempre de lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente;
  •  Monitorar locais de maior risco (escolas, creches, clubes entre outros);
  • Todo o caso de DMPB deve ser encaminhado ao serviço de saúde para diagnóstico e orientações, quanto ao tratamento e controle;
  • Disponibilizar sabão líquido e papel toalha nas pias onde são realizadas a higienização das mãos das crianças e colaboradores e o álcool em gel em locais que não tem pia;
  • Orientar profissionais de saúde quanto às medidas de prevenção e controle da cadeia de transmissão, tratamento sintomático e notificação.

Como Notificar Doença:

Unidade de Saúde – Notificar a Secretaria Municipal de Saúde/Diretoria de Vigilância da Saúde/Centro de Investigação Estratégica em Vigilância da Saúde de seu estado – Através de modelo de planilha em anexo (Nota SMS)  e encaminhar para o e-mail responsável pela Secretaria de seu Estado;

Estabelecimentos de Ensino e creches – Notificar a Secretaria Municipal de Saúde/Diretoria de Vigilância da Saúde/Centro de Investigação Estratégica em Vigilância da Saúde de seu Estado;

Através do formulário disponível no link: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=46734.

Na ocorrência de casos de síndrome de mão-pé-boca, todos os sintomáticos deverão ser orientados a procurar atendimento médico.

Referências:

1. About Hand, Foot, and Mouth Disease (HFMD). Disponível em: https://www.cdc.gov/handfoot-mouth/about/index.html (Acesso em 04/05/2019) – Organização Mundial de Saúde (OMS)

2. https://www.ufrgs.br/telessauders/perguntas/doenca-mao-pe-boca/ Núcleo do Telesaude da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Acesso em 04/05/2019)

3. Ficha de notificação SINAN. Disponível em http:// http://portalsinan.saude.gov.br/surto (Acesso em 04/05/2019)

4. Brasil. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Doença mão-pé-boca. Disponível em: http://bvs.saude.gov.br/dicas-em-saude/2739-doenca-mao-pe-boca. (Acesso em 04/05/2019)

Os Tipos de Hipóxia

Sabemos que o termo “Hipóxia” refere a ausência de oxigênio suficiente nos tecidos para manter as funções corporais.

Porém há diversos tipos da hipóxia, e a circunstância pode ser causada por um número de fatores externos e internos.

As principais incluem:

Hipóxia Hipóxica (de altitude)

Este tipo refere a hipóxia resultando de uma saturação inadequada do oxigênio do sangue devido a uma fonte reduzida do oxigênio no ar, na ventilação diminuída do pulmão ou na doença respiratória.

Com este tipo de hipóxia, a pressão parcial do oxigênio no sangue arterial (paO2) é mais baixa do que o normal. Algumas das causas da hipóxia hipóxica incluem:

  • Uma alta altitude, onde a concentração de oxigênio atmosférico seja diminuída;
  • Mergulho do mar profundo se há uma fonte inadequada do oxigênio no gás de respiração ou se um cilindro de oxidação extraiu o oxigênio, por exemplo;
  • A inalação do óxido nitroso ou do gás hilariante em uma base repetida para finalidades recreacionais pode diminuir a disponibilidade do oxigênio quando o dióxido de carbono crescente nivelar;
  • A apneia do sono ou a apneia do sono obstrutiva podem interromper o fluxo de ar aos pulmões;
  • Determinadas doenças tais como a asma brônquica, apreensão respiratória, doença pulmonar obstrutiva crônica que causa a ventilação inadequada dos pulmões.

Hipóxia Hipêmica (anêmica) ou hipoxemia

Este tipo refere quando a capacidade do sangue levar o oxigênio é reduzida e os níveis inadequados de oxigênio estão circulados conseqüentemente em torno do corpo.

Os exemplos das causas incluem a anemia e uma quantidade diminuída de hemoglobina oxigenada, envenenamento de monóxido de carbono onde os receptores que levam geralmente o oxigênio são obstruídos pelo monóxido de carbono, e o uso de determinadas medicamentações que podem alterar os receptores atuais em glóbulos vermelhos e afetam sua capacidade para levar o oxigênio.

Hipóxia Estagnante

Este tipo eleva uma diminuição na circulação sanguínea que impede o fluxo sanguíneo adequado aos tecidos.  É uma deficiência de oxigênio no corpo devido à circulação pobre.

Isto pode acontecer quando o débito cardíaco não satisfaz as necessidades teciduais.

Outras causas de hipóxia estagnante incluem coleção venosa, espasmo arterial, oclusão de um vaso sangüíneo ou longos períodos de respiração por pressão positiva.

O ataque cardíaco, a parada cardíaca, por exemplo, podem retardar a circulação do sangue que significa que o oxigênio inadequado está entregado aos tecidos e aos órgãos importantes.

Hipóxia Histotóxica

Este tipo refere quando há uma incapacidade dos tecidos corporais a utilizar o oxigênio disponível.

O envenenamento por cianeto e monóxido de carbono (que reduz a capacidade da hemoglobina em se combinar com oxigênio), ingestão de álcool e narcóticos podem resultar em hipóxia histotóxica.

Hipóxia (hipoventilação) de treinamento

Não é patológica, é causada por exercício excessivo e muito comum no treinamento físico aeróbico.

Os músculos gastam o suprimento de oxigênio mais rápido que o organismo consegue suprir e precisa de vários minutos para se recuperar

 A capacidade de oxigenar os músculos aumenta com o treinamento.

Referências Bibliográficas:

  1. http://patfyz.medic.upjs.sk/acom/hypoxia.pdf
  2. http://dhss.alaska.gov/dph/Emergency/Documents/ems/assets/AirMedCourse/EMS-F_Chapter4.pdf
  3. http://www.faa.gov/pilots/safety/pilotsafetybrochures/media/hypoxia.pdf
  4. http://criticalcaremedicine.pbworks.com/f/detection+of+hypoxia+at+the+cellular+lecel.pdf
  5. http://www.hboorcca.com/pdf/information/Chp%205%20Hypoxia.pdf
  6. http://link.springer.com/chapter/10.1007%2F978-0-387-75246-4_97
  7. http://www.rcecs.com/MyCE/PDFDocs/course/V7004.pdf

Sundowning: A Síndrome do Pôr do Sol

Pacientes com Alzheimer ou outras formas de demência, podem experienciar mudanças em seu comportamento no início da noite. Esse fenômeno é conhecido como Síndrome do Pôr do Sol.

A síndrome do pôr do sol é um conjunto de alterações que podem ser desencadeadas pelo entardecer ou falta de luminosidade. Quando o sol começa a se pôr os estímulos visuais do paciente diminuem e esse começa a ficar confuso. Algumas das alterações são:

  • Mudanças bruscas de humor;
  • Ansiedade;
  • Tristeza;
  • Inquietação;
  • Aumento de energia;
  • Aumento da confusão;
  • Alucinações ou delírios;
  • Agitação;
  • Desorientação;
  • Receios e temores;
  • Ouvir ou ver coisas que não estão lá;
  • Entre outros.

Um quinto das pessoas com Alzheimer apresenta a síndrome do pôr do sol. Porém, a síndrome também pode acontecer em idosos que não têm demência. Se mesmo uma pessoa cognitivamente ativa, consciente, lúcida às vezes se confunde com os estímulos no período noturno, isso se intensifica na pessoa com Alzheimer. Em alguns casos o comportamento logo diminui e em outros ele perdura, acabando por inverter o ciclo de sono do paciente levando-o a estar desperto a noite e sonolento durante o dia.

Fatores de Risco

Alguns fatores que podem agravar a confusão no final do dia incluem:

  • Fadiga;
  • Iluminação baixa;
  • Sombras aumentadas;
  • Ruptura do “relógio interno” do corpo;
  • Dificuldade em separar a realidade dos sonhos;
  • Presença de uma infecção, como infecção do trato urinário.

O Tratamento

A síndrome do pôr do sol é combatida pela exposição à luz. Colocar luzes na sala e no quarto e deixá-las acesas do final da tarde até a noite, permite que o paciente permaneça mais orientado, menos confuso, mais tranquilo e interativo. Essa técnica, chamada de fototerapia, tem um benefício similar ao dos medicamentos de controle do Alzheimer.

Alguns Cuidados de Enfermagem com Pacientes portadores desta Síndrome

  • Manter uma rotina previsível para dormir, acordar, refeições e atividades;
  • Planejar atividades e exposição à luz durante o dia para estimular a sonolência noturna;
  • Limitar cochilos durante o dia;
  • Limitar a cafeína e o açúcar de manhã;
  • Manter uma luz noturna acesa para reduzir a agitação que ocorre quando os ambientes estão escuros ou desconhecidos;
  • À noite, tentar reduzir o ruído de fundo e estimular atividades, incluindo assistir televisão, o que pode, às vezes, ser perturbador;
  • Em um ambiente estranho ou desconhecido oferecer itens familiares, como fotografias, para criar um ambiente mais relaxado e familiar;
  • Tocar música suave familiar à noite ou sons relaxantes da natureza, como o som das ondas;