Histórias

Etapa final da minha segunda avaliação!

Estava me adaptando bem à rotina noturna. Estabeleci vínculos profissionais, obtive grandes conhecimentos práticos e teóricos. Seguia as rotinas com os procedimentos, intercorrências, dias calmos. Estava chegando o final do ano e, consequentemente minha segunda avaliação. Só faltava essa etapa para estar realmente relaxado enquanto as minhas pendências como uma pessoa “nova” do setor. Sempre tive confiança das minhas habilidades,  desde quando iniciei essa carreira. 

Seria avaliado por um enfermeiro do plantão noturno, no qual me avaliou de longe durante os plantões. Nessa segunda fase eu já não tinha um enfermeiro perto o tempo todo, já estava mais solto e se tivesse dúvidas, tirava com ele. Graças a Deus minhas dúvidas eram questões mais técnicas, como realizar um procedimento que não era ainda familiar para mim. Estava já adaptado pelos protocolos que o setor tinha, pelas dosagens das drogas ali administradas, enfim, estava apto a continuar a exercer a função, na minha visão. 

Passamos o plantão e descemos até a coordenadoria de enfermagem. Seria avaliado logo pela manhã. Fizemos os mesmo processo da minha primeira avaliação. Acho que não estava tão nervoso como na primeira vez… Pelo fato de já ter passado por isso e ter uma noção do que possa ser perguntado. Mas mesmo assim ficamos ansiosos para que isso passe logo!

E logo veio aquela bendita folha de perguntas para o enfermeiro responder. As mesmas eu acho, só que na opinião de outro. E logo foi-se respondendo, conforme a coordenadora perguntava. “Na sua opinião como o colaborador está se saindo, depois de um período já trabalhando no setor?” Era uma delas. O enfermeiro respondeu que eu tinha me adaptado bem e que não tinha problemas com meu trabalho. De que tinha responsabilidades e que atuava bem nas intercorrências, como era o necessário. 

É claro, apesar de aparentar o mais calmo e tranquilo do mundo, sabendo que teria uma avaliação positiva, por dentro estava nervoso. É engraçado quando você sabe que está indo bem em alguma coisa e sua mente sempre faz pensar que falta sempre alguma coisa. Mas é gratificante ouvir de que todo seu esforço e empenho é reconhecido por pessoas diferentes. 

Depois de diversas perguntas e todas com um resultado positivo, a coordenadora me parabenizou. Estava apto ao olhar dela de seguir adiante. Agradeci muito novamente pela oportunidade. Aqui neste hospital comecei minha carreira, aqui aprendi desde o zero. E hoje continuo tendo a oportunidade de crescer. Sempre aconselho meus colegas novos a agarrar as oportunidades. Elas estão sempre ao seu redor, é só perceber. E venci mais uma das etapas da minha vida. Agora oficialmente eu era um técnico de enfermagem da Uti onde eu mais amava trabalhar. 

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Christiane Ribeiro
Técnica de Enfermagem Intensivista, atuo há 16 anos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto, prestando assistência direta a pacientes críticos — desde monitorização hemodinâmica até administração de drogas vasoativas e cuidados pós-operatórios complexos. Uso essa vivência diária à beira do leito como base para cada ilustração e publicação do Enfermagem Ilustrada, blog que mantenho desde 2016 e que hoje alcança mais de 230 mil leitores por mês entre estudantes, técnicos e enfermeiros em todo o Brasil.
https://enfermagemilustrada.com