Síndrome de HELLP

Síndrome de HELLP

Síndrome de Hellp é uma complicação obstétrica grave, pouco conhecida e de difícil diagnóstico, que pode causar a morte da mãe e também do bebê. É chamada de síndrome porque envolve um conjunto de sinais e sintomas, e hellp, em razão da abreviação dos termos em inglês que querem dizer: H: hemólise (fragmentação das células do sangue); EL: elevação das enzimas hepáticas, e LP: baixa contagem de plaquetas. É importante lembrar que as plaquetas são células que auxiliam na coagulação sanguínea, e por isso um dos sintomas dessa síndrome é a hemorragia.

Embora ocorra isoladamente, a Síndrome de Hellp geralmente aparece como sendo uma complicação da pré-eclâmpsia, que é a hipertensão gerada pela gravidez. Especialistas calculam que cerca de 8% das mulheres que sofrem de pré-eclâmpsia, desenvolvem a Síndrome de Hellp. Quando uma gestante com pré-eclâmpsia apresenta alterações laboratoriais e exames clínicos compatíveis com hemólise, alteração das enzimas hepáticas e queda na contagem das plaquetas, ela está com Síndrome de Hellp.

Os sinais e sintomas da Síndrome de Hellp podem ser facilmente confundidos com os da pré-eclâmpsia grave, que são dor na parte alta ou central do abdome, cefaleia, náuseas, vômitos e mal estar generalizado. Quanto não é feita uma correta avaliação laboratorial, esses sintomas podem passar despercebidos, sendo feito o diagnóstico apenas quando a Síndrome de Hellp se agrava, provocando edema agudo dos pulmões, insuficiência renal, falência cardíaca, hemorragias e ruptura do fígado, podendo ocasionar a morte materna.

Mulheres que sofrem de doenças crônicas do coração e rim, e pacientes com lúpus e diabetes têm mais predisposição para desenvolver a síndrome. Infelizmente não existem meios de evitá-la, sendo que somente as mulheres que já desenvolveram essa síndrome, ao engravidarem novamente, poderão se prevenir para diminuir o risco.

O único tratamento capaz de frear os efeitos da Síndrome de Hellp é o término da gestação, que pode ser feito através de uma cesariana ou indução do parto. Caso a gestante apresente um quadro estável, o médico pode optar por ministrar medicamentos para induzir o amadurecimento pulmonar fetal, reduzindo as complicações neonatais e o tempo de internação na Unidade de Terapia Intensiva.

Como já dissemos, não há prevenção para essa doença, mas o diagnóstico precoce aumentam as chances de que mãe e bebê sobrevivam.

Síndrome do Coração Pós Feriado (Holiday Heart Syndrome)

Síndrome do Coração Pós Feriado

Você sabia? Existe um fenômeno denominado “Holiday Heart Syndrome”, algo como “Síndrome do Coração Pós Feriado”, em tradução livre. Um dia após o término de um feriado, é comum os prontos socorros ficarem abarrotados de pessoas que sentem o coração acelerado, desconforto no peito e palpitações. O motivo, muitas vezes, é o consumo abusivo de álcool.

O termo surgiu em 1978, quando um pequeno estudo correlacionou a ocorrência de uma alteração do ritmo cardíaco (mais comum taquiarritmia supraventricular) com o consumo importante de álcool em uma pessoa sem evidências de doença cardíaca.

A arritmia mais comum é a fibrilação atrial, que geralmente retorna ao ritmo sinusal em até 24 horas. Apesar de poder haver recorrência, o curso clínico é geralmente benigno, e o uso de terapia anti-arrítmica a longo prazo é, na maioria dos casos, não indicado.

Mesmo quantidades moderadas de álcool já podem servir como desencadenante de uma nova crise.

Vários mecanismos fisiopatológicos são propostos para explicar essa síndrome. Pode ocorrer por um aumento na secreção de epinefrina e norepinefrina, aumento da descarga simpática, ou por efeitos indiretos de metabólitos do álcool. O álcool também pode reduzir a corrente de sódio e afetar o pH intra-celular.

O tratamento dos pacientes que procuram a emergência com uma taquiarritmia sustentada secundária à ingestão alcoólica pode ser observação com monitorização cardíaca e controle de freqüência cardíaca com bloqueadores do nó átrio-ventricular (betabloqueadores, diltiazem,verapamil). Se não houver resolução espontânea em até 24 à 48hs, cardioversão deve ser considerada.

Casos com sinais ou sintomas de instabilidade devem ser submetidos à cardioversão elétrica sincronizada.

Após resolvida a arritmia, a necessidade de internação dependerá das comorbidades do paciente. Casos de taquiarritmia em pacientes jovens sem evidência de doença cardíaca estrutural podem ser liberados para acompanhamento ambulatorial com cardiologista.

No seguimento, o mais importante é a abstinência alcoólica. Sugere-se evitar o uso de estimulantes ou o uso excessivo de cafeína. O tratamento farmacológico é geralmente desnecessário, se não houver nenhuma cardiopatia de base associada. Não costuma-se indicar a realização de procedimento invasivos (cirurgia ou ablação) após a ocorrência de fibrilação atrial supostamente atribuída à ingestão alcoólica.

Referência:

– Holiday Heart Syndrome. Budzikowski et al. In: emedicine.medscape.com.

Síndrome do Homem Vermelho (SHV)

Homem Vermelho

A Síndrome do Homem Vermelho (SHV), também conhecida como Síndrome do Pescoço Vermelho, é uma situação que pode ocorrer imediatamente ou após alguns dias do uso do antibiótico vancomicina devido a uma reação de hipersensibilidade a este remédio.

Este medicamento pode ser usado para o tratamento de doenças ortopédicas, endocardite e infecções comuns da pele mas deve ser usado com cuidado para evitar esta possível reação.

O principal sintoma desta síndrome é a intensa vermelhidão em todo corpo e coceira que deve ser diagnosticada e tratada pelo médico, podendo ser necessário permanecer internado em uma UTI.

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas que caracterizam esta síndrome são:

  • Intenso eritema nas pernas, braços, barriga, pescoço e face;
  • Prurido nas regiões avermelhadas;
  • Edema aos redor dos olhos;
  • Espasmos musculares;
  • Pode haver dispneia, dor no peito e hipotensão.

Nos casos mais graves pode haver hipóxia, síncope, incontinência urinária e fecal, choque anafilático.

Causas

A principal causa desta doença é a aplicação rápida do antibiótico vancomicina diretamente na veia, no entanto, ela também pode surgir quando o medicamento é usado corretamente, com pelo menos 1 hora de infusão, podendo surgir no mesmo dia ou até mesmo, dias após o seu uso.

Assim, se a pessoa utilizou este medicamento mas já teve alta do hospital e apresentar estes sintomas deve ir para o pronto-socorro para iniciar o tratamento imediatamente.

Tratamento

O tratamento deve ser orientado pelo médico e pode ser feito com a cessação do uso do remédio e com a toma de remédios anti-histamínicos como Difenidramina em forma de injeção. Caso os sintomas persistam ou sejam de moderados a severos, pode-se associar bloqueadores do receptor H2 (exemplo, cimetidina ou ranitidina) por via endovenosa.Geralmente é necessário o uso de remédios para aumentar a pressão arterial e regularizar os batimentos cardíacos como a Adrenalina.

Se houver dificuldade para respirar, pode ser necessário usar uma máscara de oxigênio e dependendo da gravidade, pode ser preciso a utilização da ventilação mecânica. Para regular a respiração podem ser usados remédios corticosteroides como Hidrocortisona ou Prednisona.

Sinais de melhora

Os sinais de melhora surgem logo após o início do tratamento com os remédios necessários e o indivíduo pode receber alta após se verificar que os sintomas estão controlados e os exames de sangue, pressão e funcionamento cardíaco estão normalizados.

Sinais de piora e complicações

Os sinais de piora surgem quando o tratamento não é realizado e pode ter graves complicações que colocam em risco a vida do indivíduo por levar à parada cardíaca e respiratória.

 

 

Veja também:

A Vancomicina e a Vancocinemia