Pulseira de Identificação: O que deve Conter?

A pulseira de identificação de pacientes é um elemento crucial no ambiente hospitalar. Ela atende a uma das mais relevantes necessidades do setor, que é assegurar a correta identificação dos pacientes.

Quando essa identificação é feita de maneira precisa, reduz-se significativamente o risco de erros, como equívocos na administração de medicamentos ou transfusões de sangue. Além disso, a identificação correta é fundamental para garantir a segurança no cotidiano de um hospital.

Itens importantes que devem conter em uma pulseira de identificação

  • Prevenção de Erros Médicos: A pulseira fornece informações essenciais sobre o paciente, como o nome, o número de identificação, o grupo sanguíneo e quaisquer condições médicas pré-existentes. Esses dados ajudam a equipe médica a fornecer o tratamento certo de forma rápida e eficaz, evitando erros que podem ter consequências graves.
  • Segurança em Casos de Doenças Contagiosas: Em áreas controladas e restritas, como zonas de isolamento para pacientes com doenças contagiosas, é fundamental identificar todas as pessoas que entram e saem. A pulseira permite rastrear os movimentos dos pacientes e visitantes, garantindo que todos estejam cientes das precauções necessárias.
  • Funcionamento da Pulseira: A pulseira pode ser impressa no momento em que o paciente chega à recepção do hospital. Ela contém informações como o nome do paciente, motivo da internação, medicamentos recorrentes, potenciais alergias e contato do responsável legal.
  • Identificadores Mínimos: Para garantir uma identificação correta, recomenda-se usar pelo menos dois identificadores na pulseira branca padronizada. Por exemplo, o nome completo e a data de nascimento são essenciais para evitar confusões.
  • Utilizar no mínimo dois identificadores como:
    • Nome completo do paciente;
    • nome completo da mãe do paciente;
    • data de nascimento do paciente;
    • número de prontuário do paciente.

Em resumo, a pulseira de identificação hospitalar é uma ferramenta vital para a segurança dos pacientes e deve conter informações relevantes para facilitar os cuidados médicos adequados.

Outros pontos importantes

Quanto à pulseira de identificação:

  • Deve conter nome completo – sem abreviatura e data de nascimento com dois dígitos para dia, 02 dígitos para mês e 04 dígitos para ano (xx/xx/xxxx).
  • Quando o paciente não puder ter sua identificação confirmada por estar sem documento, mas está consciente e sabe informar a nome completo e a data de nascimento e/ou seu acompanhante fornece os dados solicitados, a Identificação do paciente na pulseira e na ficha de identificação (anexo) será precedido da sigla PSD (paciente sem documento).
  • Quando o paciente estiver sem documento inconsciente, com confusão mental ou não sabe informar nome completo e data de nascimento, deverá ser utilizado como identificadores para nome: identidade sexual, cor da pele precedido da sigla PNI (paciente não identificado), se tiver cicatriz, tatuagem em face que o identifique, poderá ser acrescentado (ex.: PNI, homem de cor parda, D.I xx/xx/xxxx).
    • Identificadores para data de nascimento: será a data da internação (dia, mês e ano) precedida pela sigla DI (data da Internação): xx/xx/xxxx).
    • Neste caso, o número do atendimento será obrigatório estar descrito na pulseira de identificação e deverá ser conferido por leitura antes de cada cuidado e ou procedimento.
  • Nas demais situações o número do atendimento e ou prontuário poderá estar presente, não se faz obrigatório e não será considerado marcador de identificação obrigatório para auditorias.
  • Se a pulseira de identificação estiver danificada, for removida acidentalmente ou se tornar ilegível, deverá s ser solicitada ao setor de internação uma nova pulseira.
  • A pulseiras com registro manual deverá ser preenchida obrigatoriamente com letra de forma (caixa alta) legível.
  • Todos os formulários, etiquetas ou rótulos que identifiquem pacientes deverão possuir os dois marcadores de identificação nome e data de nascimento, e devem ser corretamente preenchidos.
  • A pulseira de identificação deve ser colocada, preferencialmente, no punho direito. Caso não seja possível a instalação nesse membro, será obedecida a seguinte ordem:
    • Punho esquerdo;
    • Tornozelo direito;
    • Tornozelo esquerdo.
  • Peça ao paciente que declare (e, quando possível, soletre) seu nome completo e data de nascimento.
  • Para a identificação do recém-nascido, a pulseira de identificação deve conter minimamente a informação do nome da mãe e o número do prontuário do recém-nascido e
    outras informações padronizadas pelo serviço de saúde.
  • Quando for realizada transferência para outro serviço de saúde, um identificador adicional do paciente pode ser o endereço.
  • Não usar o número do quarto/enfermaria/ leito do paciente como um identificador, em função do risco de trocas no decorrer da estadia do paciente no serviço.

O objetivo é que todos os pacientes permaneçam com a mesma pulseira durante a sua permanência na instituição, mas certas situações clínicas exigem que seja realizado um rodízio de membros, como na presença de edemas, de dispositivos invasivos, amputações, dentre outros.

Quando for necessária a realização do rodízio, a equipe de enfermagem responsável pelo cuidado deverá solicitar a internação, uma nova pulseira e providenciar a troca, procurando seguir as prioridades na eleição do membro. A saber: membro superior direito, membro superior esquerdo, membro inferior direito, membro inferior esquerdo.

Referências:

  1. EBSERH
  2. ANVISA

O que você achou da nossa publicação?

Clique nas estrelas!

Média da classificação 5 / 5. Votos: 1

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar esta publicação.

Como você achou esse post útil...

Sigam nossas mídias sociais!

Não achou o que queria?

Nos dê a sugestão do tema! Iremos elaborar ilustrações e publicações com sua ajuda!

Escreva um tema que gostaria que fosse abordado!

💡

Faltou algum tema ou procedimento?

Conta pra gente qual assunto você quer ver esmiuçado e transformado em ilustração no próximo post!

🎉

Muito obrigado pela sua sugestão!

Sua ideia foi enviada com sucesso para a nossa equipe. Em breve ela poderá virar uma linda ilustração no blog! 💙

Christiane Ribeiro
SOBRE A AUTORA

Christiane Ribeiro

Técnica de Enfermagem Intensivista
16 anos de experiência em UTI

Profissional de enfermagem com experiência na assistência ao paciente crítico adulto em ambiente de terapia intensiva, contribuindo também para a produção de conteúdos educativos voltados à enfermagem.

É responsável pelo projeto Enfermagem Ilustrada, plataforma de educação em enfermagem criada para facilitar o acesso a conteúdos, conceitos, procedimentos, cálculos e informações úteis para estudantes e profissionais da área.

EXPERIÊNCIA E ÁREAS DE CONHECIMENTO
UTI Adulto Enfermagem Intensiva Paciente Crítico Educação em Enfermagem Ilustração Digital
Conteúdo produzido com base em conhecimento, experiência profissional e educação em enfermagem.