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Uma programação incorreta na bomba de infusão pode transformar uma dose prescrita corretamente em risco para o paciente. Por isso, conhecer os comandos do equipamento é apenas parte do cuidado: também é necessário conferir o medicamento, a concentração, o equipo compatível, a velocidade programada e a resposta clínica durante a administração.
Para que serve a bomba de infusão?
A bomba de infusão controla a administração de líquidos, medicamentos e soluções em uma velocidade programada. É utilizada, por exemplo, na administração de drogas vasoativas, sedativos, insulina e outras terapias que exigem controle rigoroso; existem também modelos específicos para seringas e para nutrição enteral. A escolha do equipamento depende da finalidade, da prescrição e das instruções do fabricante.
Tipos de bomba e seus usos
As bombas volumétricas administram soluções por meio de equipos compatíveis com o modelo, enquanto as bombas de seringa utilizam o deslocamento controlado do êmbolo para infundir pequenos volumes com precisão. Há ainda dispositivos próprios para outras aplicações, como infusão enteral e analgesia controlada pelo paciente (PCA). Os equipos não são intercambiáveis por padrão: devem ser utilizados conforme a compatibilidade indicada pelo fabricante.
Como instalar e programar com segurança
Antes de iniciar, confira a prescrição, a identificação do paciente, o medicamento, a concentração, a via, a velocidade e os parâmetros necessários. Inspecione o equipamento e a integridade do equipo, verifique se o modelo é compatível com a bomba e faça o preenchimento da linha conforme as instruções do fabricante, evitando a entrada de ar. Em seguida, carregue o equipo corretamente no mecanismo, confirme as conexões e programe os parâmetros prescritos antes de iniciar a infusão.
A fixação da bomba ao suporte deve ser segura, e a conexão à rede elétrica deve seguir as recomendações do fabricante. A bateria precisa estar em condições adequadas para permitir o transporte ou a continuidade da terapia quando houver interrupção de energia. Não existe autonomia universal de três horas: o tempo disponível depende do modelo, do estado da bateria e das condições de uso.
Durante o plantão, pode acontecer de uma bomba apresentar o alarme de oclusão quando o equipo está dobrado sob o braço do paciente. Antes de reiniciar a infusão, verifique o trajeto da linha, as conexões e o acesso venoso, seguindo o procedimento do serviço. Apenas silenciar o alarme não resolve a causa e pode atrasar a identificação de uma interrupção terapêutica.
Alarmes que não devem ser ignorados
Os alarmes podem indicar oclusão, presença de ar na linha, término da solução, porta aberta, bateria fraca, erro de programação ou falha do equipamento. A causa deve ser identificada e corrigida conforme o manual; se o problema persistir, a bomba deve ser retirada de uso e encaminhada para avaliação pelo setor responsável. Não improvise reparos nem desative alarmes de segurança para manter a infusão funcionando.
Outro ponto importante é evitar a interrupção inadvertida de medicamentos de ação rápida. Se uma solução de droga vasoativa estiver próxima do término, a equipe deve organizar a reposição de acordo com a prescrição e o protocolo institucional, prevenindo pausas não planejadas. A função KVO, quando disponível, não substitui a infusão terapêutica prescrita e não deve ser considerada uma garantia de manutenção do tratamento.
Cuidados de enfermagem
Confira a programação e as conexões no início da infusão e sempre que houver alteração no sistema. Observe a resposta clínica, monitore os alarmes e registre intercorrências. A limpeza e a desinfecção devem seguir as orientações do fabricante e os protocolos institucionais; a troca do equipo também precisa respeitar o tipo de solução, as instruções do produto e as normas vigentes, sem adotar um intervalo único para todos os equipos.
Bomba de Infusão: Erros Que Merecem Atenção
- Confira prescrição, concentração e velocidade antes de iniciar
- Utilize equipo compatível com o modelo da bomba
- Investigue a causa dos alarmes antes de reiniciar a infusão
- Siga as instruções do fabricante para limpeza, bateria e troca do equipo
Referências
- AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Cartilha para avaliação de modos de falhas de bombas de infusão. Brasília, DF: Anvisa, [s.d.]. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/monitoramento/tecnovigilancia/cartilha-para-avaliacao-de-modos-de-falhas-bombas-de-infusao.pdf.
- U.S. FOOD AND DRUG ADMINISTRATION (FDA). Infusion pumps. Silver Spring, MD: FDA, 2023. Disponível em: https://www.fda.gov/medical-devices/general-hospital-devices-and-supplies/infusion-pumps.
- U.S. FOOD AND DRUG ADMINISTRATION (FDA). Infusion pumps total product life cycle: guidance for industry and FDA staff. Silver Spring, MD: FDA, 2014. Disponível em: https://www.fda.gov/media/78369/download.




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