Bomba de Infusão: Erros Que Merecem Atenção

Bomba de Infusão

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 16/10/2026.

Uma programação incorreta na bomba de infusão pode transformar uma dose prescrita corretamente em risco para o paciente. Por isso, conhecer os comandos do equipamento é apenas parte do cuidado: também é necessário conferir o medicamento, a concentração, o equipo compatível, a velocidade programada e a resposta clínica durante a administração.

Para que serve a bomba de infusão?

A bomba de infusão controla a administração de líquidos, medicamentos e soluções em uma velocidade programada. É utilizada, por exemplo, na administração de drogas vasoativas, sedativos, insulina e outras terapias que exigem controle rigoroso; existem também modelos específicos para seringas e para nutrição enteral. A escolha do equipamento depende da finalidade, da prescrição e das instruções do fabricante.

Tipos de bomba e seus usos

As bombas volumétricas administram soluções por meio de equipos compatíveis com o modelo, enquanto as bombas de seringa utilizam o deslocamento controlado do êmbolo para infundir pequenos volumes com precisão. Há ainda dispositivos próprios para outras aplicações, como infusão enteral e analgesia controlada pelo paciente (PCA). Os equipos não são intercambiáveis por padrão: devem ser utilizados conforme a compatibilidade indicada pelo fabricante.

Como instalar e programar com segurança

Antes de iniciar, confira a prescrição, a identificação do paciente, o medicamento, a concentração, a via, a velocidade e os parâmetros necessários. Inspecione o equipamento e a integridade do equipo, verifique se o modelo é compatível com a bomba e faça o preenchimento da linha conforme as instruções do fabricante, evitando a entrada de ar. Em seguida, carregue o equipo corretamente no mecanismo, confirme as conexões e programe os parâmetros prescritos antes de iniciar a infusão.

A fixação da bomba ao suporte deve ser segura, e a conexão à rede elétrica deve seguir as recomendações do fabricante. A bateria precisa estar em condições adequadas para permitir o transporte ou a continuidade da terapia quando houver interrupção de energia. Não existe autonomia universal de três horas: o tempo disponível depende do modelo, do estado da bateria e das condições de uso.

Durante o plantão, pode acontecer de uma bomba apresentar o alarme de oclusão quando o equipo está dobrado sob o braço do paciente. Antes de reiniciar a infusão, verifique o trajeto da linha, as conexões e o acesso venoso, seguindo o procedimento do serviço. Apenas silenciar o alarme não resolve a causa e pode atrasar a identificação de uma interrupção terapêutica.

Alarmes que não devem ser ignorados

Os alarmes podem indicar oclusão, presença de ar na linha, término da solução, porta aberta, bateria fraca, erro de programação ou falha do equipamento. A causa deve ser identificada e corrigida conforme o manual; se o problema persistir, a bomba deve ser retirada de uso e encaminhada para avaliação pelo setor responsável. Não improvise reparos nem desative alarmes de segurança para manter a infusão funcionando.

Outro ponto importante é evitar a interrupção inadvertida de medicamentos de ação rápida. Se uma solução de droga vasoativa estiver próxima do término, a equipe deve organizar a reposição de acordo com a prescrição e o protocolo institucional, prevenindo pausas não planejadas. A função KVO, quando disponível, não substitui a infusão terapêutica prescrita e não deve ser considerada uma garantia de manutenção do tratamento.

Cuidados de enfermagem

Confira a programação e as conexões no início da infusão e sempre que houver alteração no sistema. Observe a resposta clínica, monitore os alarmes e registre intercorrências. A limpeza e a desinfecção devem seguir as orientações do fabricante e os protocolos institucionais; a troca do equipo também precisa respeitar o tipo de solução, as instruções do produto e as normas vigentes, sem adotar um intervalo único para todos os equipos.

Resumo para salvar

Bomba de Infusão: Erros Que Merecem Atenção

  • Confira prescrição, concentração e velocidade antes de iniciar
  • Utilize equipo compatível com o modelo da bomba
  • Investigue a causa dos alarmes antes de reiniciar a infusão
  • Siga as instruções do fabricante para limpeza, bateria e troca do equipo

Referências

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Cartilha para avaliação de modos de falhas de bombas de infusão. Brasília, DF: Anvisa, [s.d.]. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/monitoramento/tecnovigilancia/cartilha-para-avaliacao-de-modos-de-falhas-bombas-de-infusao.pdf.
  2. U.S. FOOD AND DRUG ADMINISTRATION (FDA). Infusion pumps. Silver Spring, MD: FDA, 2023. Disponível em: https://www.fda.gov/medical-devices/general-hospital-devices-and-supplies/infusion-pumps.
  3. U.S. FOOD AND DRUG ADMINISTRATION (FDA). Infusion pumps total product life cycle: guidance for industry and FDA staff. Silver Spring, MD: FDA, 2014. Disponível em: https://www.fda.gov/media/78369/download.

Conceitos básicos de Uti 

A unidade de terapia intensiva (UTI) caracteriza-se como “unidade complexa dotada de sistema de monitorização contínua que admite pacientes potencialmente graves ou com descompensação de um ou mais sistemas orgânicos e que com o suporte e tratamento intensivos tenham possibilidade de se recuperar”.

Conceito

A UTI nasceu da necessidade de oferecer suporte avançado de vida a pacientes agudamente doentes que porventura possuam chances de sobreviver, destina-se a internação de pacientes com instabilidade clínica e com potencial de gravidade. É um ambiente de alta complexidade, reservado e único no ambiente hospitalar, já que se propõe estabelecer monitorização completa e vigilância 24 horas.

As doenças são inúmeras o que torna muito difícil a compreensão de todas elas. Porém, os mecanismos de morte são poucos e comuns a todas as doenças. É atuando diretamente nos ditos mecanismos de morte que o médico intensivista tira o paciente de um estado crítico de saúde com perigo iminente de morte, pondo o mesmo em uma condição que possibilite a continuidade do tratamento da doença que o levou a tal estado (doença de base).

Exemplos mais comuns de doenças que levam a internação em UTI são:

• Infarto Agudo do Miocárdio;

• Desconforto Respiratório;

• Acidente Vascular Cerebral;

• hipotensão arterial refratária.

Ainda é função da UTI amenizar sofrimento tais como dor e falta de ar, independente do prognóstico.

Os profissionais que atuam nestas unidades complexas são designados intensivistas. A equipe de atendimento é multiprofissional e interdisciplinar, constituída por diversas profissões: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais.

As UTI a partir da década de 1930 transformaram o prognóstico, reduzindo os óbitos em até 70%. Hoje todas especialidades utilizam-se das unidades intensivas, principalmente para controle de pós-operatório de risco. É muito importante tanto para o paciente como para família compreender a UTI como etapa fundamental para superação da doença, porém tão importante é aliviar e proporcionar conforto independente do prognóstico. A equipe está orientada no respeito a dignidade e autodeterminação de cada pessoa internada, estabelecendo e divulgando a humanização nos seus trabalhos, buscando amenizar os momentos vivenciados através do paciente e família.

A UTI é sem dúvida muito importante para o avanço terapêutico, porém impõe nova rotina ao paciente onde há separação do convívio familiar e dos amigos, que pode ser amenizada através das visitas diárias. Outro aspecto importante é a interação família-paciente com a equipe, apoiando e participando das decisões médicas.

A UTI tem suas origens nas salas de recuperação pós-anestésica (RPA), onde os pacientes submetidos à procedimentos anestésico-cirúrgicos tinham monitorizadas suas funções vitais (respiratória, circulatória e neurológica) sendo instituídas medidas de suporte quando necessário até o término dos efeitos residuais dos agentes anestésicos.

Conhecendo a estrutura física de uma UTI 

Cada UTI deve ser uma área geográfica distinta dentro do hospital, quando possível, com acesso controlado, sem trânsito para outros departamentos. Sua localização deve ter acesso direto e ser próxima de elevador, serviço de emergência, centro cirúrgico, sala recuperação pós-anestésica, unidades intermediárias de terapia e serviço de laboratório e radiologia.

exemplo de uma planta fisica de uti.

 Forma da Unidade

A disposição dos leitos de UTI podem ser em área comum (tipo vigilância), quartos fechados ou mista. A área comum proporciona observação contínua do paciente, é indicada a separação dos leitos por divisórias laváveis que proporcionam uma relativa privacidade dos pacientes.

As unidades com leitos dispostos em quartos fechados, devem ser dotadas de paineis de vidro para facilitar a observação dos pacientes. Nesta forma de unidade é necessário uma central de monitorização no posto de enfermagem, com transmissão de onda eletrocardiografica e freqüência cardíaca.

Unidades com quartos fechados proporcionam maior privacidade aos pacientes, redução do nível de ruído e possibilidade de isolamento dos pacientes infectados e imunossuprimidos.

Salas de isolamento são recomendáveis e cada instalação de saúde, deve-se considerar a necessidade de salas de isolamento com pressão positiva e negativa nestas salas. Esta necessidade vai depender principalmente da população de pacientes e dos requisitos do Ministério da Saúde.

exemplo de isolamento
postode enfermagem