Retirada da SVD: Evite Esses Erros

Retirar SVD

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 16/10/2026.

Retirar uma sonda vesical de demora exige atenção ao que acontece depois do procedimento: o paciente precisa voltar a urinar espontaneamente, sem desenvolver retenção urinária ou apresentar complicações. Além disso, manter o cateter sem necessidade aumenta o risco de infecção do trato urinário, por isso sua indicação deve ser reavaliada regularmente.

Materiais e preparo do paciente

Separe luvas de procedimento, seringa compatível com a via do balonete, gaze, material para higiene íntima e recipiente para descarte conforme as normas do serviço. Explique o procedimento, preserve a privacidade, higienize as mãos e posicione o paciente confortavelmente. Antes de começar, confirme a indicação da retirada e siga a prescrição, o protocolo institucional e as atribuições profissionais aplicáveis.

Como retirar a sonda vesical de demora

Após a higiene das mãos e o uso dos equipamentos de proteção indicados, remova cuidadosamente a fixação e conecte a seringa à válvula do balonete. Aspire o líquido até que o balonete esteja completamente desinsuflado, respeitando as orientações do dispositivo. Nunca tracione a sonda à força: se houver resistência, dor intensa ou dúvida sobre o esvaziamento completo, interrompa a manobra e solicite avaliação.

Com o balonete desinsuflado, retire o cateter delicadamente, sem movimentos bruscos. Em seguida, realize a higiene da região genital, descarte os materiais adequadamente, deixe o paciente confortável e higienize as mãos. O procedimento deve ser registrado no prontuário, incluindo data, horário, condições da retirada e intercorrências.

Precisa clampear antes de retirar?

Não se recomenda clampear rotineiramente a sonda para realizar treinamento vesical antes da retirada. Essa prática não demonstrou benefício consistente e não deve atrasar a remoção de um cateter que já não tem indicação clínica. A retirada deve seguir o protocolo do serviço, com acompanhamento posterior da micção espontânea.

O que observar após a retirada

Acompanhe o horário e as características da primeira micção, o volume eliminado quando mensurável, a presença de dor ou desconforto e possíveis sinais de retenção urinária. Se o paciente apresentar vontade de urinar sem conseguir, dor ou distensão suprapúbica, comunique a equipe responsável e siga o protocolo de avaliação, que pode incluir ultrassonografia vesical e indicação de cateterismo intermitente, conforme avaliação clínica.

Por exemplo, se o paciente permanece várias horas sem urinar e começa a referir pressão na região inferior do abdome, não basta orientá-lo a beber mais água e aguardar indefinidamente. É necessário avaliar o quadro, verificar o tempo desde a retirada e comunicar a equipe para investigar retenção. O tempo esperado para a primeira micção e a conduta diante de sua ausência variam conforme a condição clínica e o protocolo institucional.

Cuidados de enfermagem

Registre o volume de urina presente na bolsa antes da retirada, quando pertinente, e documente o procedimento e as intercorrências. Oriente o paciente a comunicar dificuldade para urinar, dor suprapúbica, febre ou presença importante de sangue na urina. Não realize a manobra de Credé nem faça clampeamento rotineiro para treinamento vesical; diante de sinais de retenção, solicite avaliação e siga o protocolo local.

A retirada segura não termina quando o cateter é descartado. O acompanhamento da diurese e a identificação precoce de dificuldades para urinar também fazem parte do cuidado.

Resumo para salvar

Retirada da SVD: Evite Esses Erros

  • Confirme a indicação e siga o protocolo institucional
  • Desinsufle completamente o balonete antes de retirar
  • Não clampeie rotineiramente para treinamento vesical
  • Monitore a primeira micção e sinais de retenção urinária

Referências

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Protocolo para a prevenção de infecção do trato urinário relacionada ao uso de cateter vesical de demora (ITU-AC). Brasília, DF: Anvisa, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/prevencao-e-controle-de-infeccao-e-resistencia-microbiana/prevencao-das-principais-iras/infeccao-do-trato-urinario/protocolo-3-prevencao-de-itu-final.pdf.
  2. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Catheter-associated urinary tract infections (CAUTI) prevention guideline. Atlanta: CDC, 2024. Disponível em: https://www.cdc.gov/infection-control/hcp/cauti/index.html. 
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Christiane Ribeiro
SOBRE A AUTORA

Christiane Ribeiro

Técnica de Enfermagem Intensivista
✓ 16 anos de experiência em UTI

Profissional de enfermagem com experiência na assistência ao paciente crítico adulto em ambiente de terapia intensiva. Une a vivência clínica à inovação digital e criativa, atuando na produção de conteúdos educacionais, ilustração digital e no desenvolvimento web de ferramentas e recursos interativos (PHP, CSS e JavaScript).

É responsável pelo projeto Enfermagem Ilustrada, plataforma de educação em enfermagem criada para facilitar o acesso a conteúdos, conceitos, procedimentos, cálculos e informações úteis para estudantes e profissionais da área.

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