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Tag: Enfermagem
Manuseando o Instrumental para Curativo e os tipos de curativo

Vá direto ao ponto!
Sabe como utilizar o instrumental para curativos?
CURATIVO LIMPO
CURATIVO COM DRENO
CURATIVO CONTAMINADO
Erros de Comunicação: Entre Equipe de Enfermagem e Médicos
Uma das piores situações que vivencio, em relação ao meu trabalho como um todo, é a total desvalorização das informações que passo, relativamente ao estado de um doente, e o pior disso tudo, é recebê-las com sarcasmo, ironias, e indelicadeza. Estou ciente de que trabalhamos sob pressão, e de vez em quando, com falta de […]
Intubação Endotraqueal: Materiais a serem utilizados

O Procedimento de Intubação Endotraqueal torna-se comum, quando o quadro clínico do paciente torna-se hemodinamicamente instável. Portanto, é um procedimento invasivo e médico, e primariamente somente um profissional médico adequadamente treinado pode realizar este tipo de procedimento, em âmbito hospitalar.
Mas é fundamental que o técnico de enfermagem esteja preparado para este tipo de situação, como por exemplo, auxiliar em uma PCR na qual também o médico poderá situar em intubar um paciente, ou quando o paciente apresenta um quadro de desconforto respiratório, na qual irá migrar para a ventilação mecânica. O técnico de enfermagem precisa conhecer os equipamentos e materiais para que o momento deste procedimento, tenha mais facilidade e agilidade para prestar a assistência com exatidão.
Geralmente, o kit de intubação fica em conjunto com o carrinho de emergência, na qual sempre precisa estar verificada pelo técnico de enfermagem.
O que contém no Kit Intubação?
Primeiramente as cânulas endotraqueais, que nas quais são tubos nas quais são materiais estéreis, e flexíveis, contém uma numeração específica em diâmetro para cada tipo de traqueia, e precisam ser testados os balonetes (cuff) quando utiliza-se em um procedimento de intubação. Há diversas numerações, e precisa estar em mãos e perguntar ao médico qual é o mais propício a ser utilizado no momento do procedimento. Geralmente para testar os balonetes (cuff), insufla-se de 10 a 20ml de ar no balonete, até que o balão na ponta da cânula esteja suficientemente maleável (o balão ajuda a fixar a cânula na traqueia e evita escapes de ar), desinsuflando e entregando ao médico com o balonete vazio.
O conjunto de laringoscópio (Laringo e lâminas), é um equipamento mais utilizado durante o procedimento de intubação. É através dele, que o médico visualiza a cordas vocais do paciente, facilitando a introdução da cânula endotraqueal. As lâminas contém uma luz, geralmente de cor amarela, na qual ilumina a parte interior para uma melhor visualização. O técnico de enfermagem precisa sempre testar estas lâminas com o laringoscópio, evitando que forneca ao médico uma lâmina defeituosa, ou seja, sem iluminação eficaz. Caso a lâmina apresente algum defeito, comunicar ao Enfermeiro sobre o ocorrido, para a troca de uma outra lâmpada. As Lâminas também contém numerações específicas, de acordo com a anatomia do paciente, também é de extrema importância que o técnico de enfermagem pergunte ao médico qual é a melhor numeração para aquele paciente.
Sobretudo a seringa, preferencialmente de 20ml, é utilizada para após o procedimento, o médico insufle o balonete, para fixar-se interiormente na traqueia do paciente. O técnico de enfermagem precisa ter em mãos, para logo após oferecer ao médico.
Entretanto, o mandril ou fio-guia, é geralmente utilizado quando a intubação torna-se mais difícil,mesmo utilizando o laringoscópio, sendo um meio de guiar o médico até a entrada do pulmão. É um material estéril e flexível, tomando sempre cuidado ao abrir a embalagem para evitar contaminação.
A Xylocaína Gel tem como função amortecer o incomodo da invasão do procedimento ao paciente, sendo um anestésico local, e também é um meio de lubrificar a entrada, para que possa ser mais rápido e eficiente a introdução da cânula.
Os Óculos de proteção e Máscara descartável são equipamentos de proteção individual importantes neste procedimento. Tanto quanto o médico, quanto à aqueles que o auxiliam, precisam estar usando, porque ocorrem muitas vezes casos de paciente que apresentam vômitos em jato durante o procedimento, e secreções em VAS que possam espirrar nos profissionais durante o procedimento. Sempre ofereça ao médico antes de iniciar o procedimento, e sempre utilize antes de auxiliá-lo.
Contudo, o Cadarço tem como função de fixar a cânula endotraqueal após o procedimento.
Certamente, o Ambú com máscara sempre precisa estar montado e testado antes de iniciar o procedimento, pois o ambú contém peças pequenas importantes, sendo que na falta delas, o ambú não funcione de acordo como deveria. Geralmente é muito utilizado o ambú com a máscara antes da intubação, fornecendo oxigenação suficiente ao paciente, antes de obter o método invasivo. É importante que a régua de gases esteja montada com o kit de oxigênio, como o fluxômetro de O2 e umidificador, pois é necessário fornecer mais oxigênio que o comum ao paciente antes e depois do procedimento, até que se inicie a ventilação invasiva.
E então, a Sonda de Aspiração em sistema aberto é muito utilizado em casos extremos como secreção excessiva pela cânula endotraqueal, VAS, e até quando o paciente apresenta êmese, assim, evitando riscos de bronco aspiração.
Como em casos que necessite a aspiração, também é necessário que o técnico de enfermagem sempre deixe montado na régua de gases o kit de vácuo, com o fluxômetro e frasco de vacuômetro, devidamente testados. Todavia, não somente é utilizado para casos de intercorrências como este, o vacuômetro poderá ser utilizado em qualquer momento na qual o paciente precise.
Ademais, o Soro Fisiológico 0,9% de 10 ml tem em função neste procedimento para lavar cânula endotraqueal quando necessite aspirar o paciente, há casos que as secreções apresentam aspectos muito espessos e que o sistema de aspiração não consegue ser eficiente, ajudando a diluir um pouco da secreção com o soro fisiológico, para melhor função da aspiração.
E enfim, a Gaze III tem como função a limpar sujidades que possam ocorrer durante o procedimento.
Lembre: Este procedimento requer uma equipe multidisciplinar, como médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, e todos trabalham em conjunto. Há casos quando não houver um fisioterapeuta disponível na unidade, o enfermeiro pode estar assumindo sua função até que chegue alguém. O Enfermeiro sempre orienta o técnico de enfermagem durante o procedimento, também havendo casos que Enfermeiros também poderão não estar disponíveis no momento, tendo o técnico de enfermagem que estiver atuando a esta intercorrência com o médico, solicite ao colega que chame o Enfermeiro responsável.
Veja também:
Unidade Manual de Respiração Artificial (AMBU) / Reanimador Manual
https://enfermagemilustrada.com/entenda-sobre-a-traqueostomia/
Administração Segura de Medicamentos

Quando falamos em processo medicamentoso na Administração Segura de Medicamentos, nós, profissionais da enfermagem, somos a última barreira para evitar que um erro aconteça.
Para nos ajudar, alguns instrumentos surgiram ao longo dos anos. O primeiro a ser criado, foi a perspectiva dos 5 certos: Medicação certa, Paciente certo, Dose certa, Via certa, Horário certo.
Com o passar do tempo, percebeu-se que além dos 5 certos, outros aspectos eram imprescindíveis para se garantir a administração segura de medicações. Hoje nós falamos em 9 certos para a administração de medicamentos, e os 6 certos para o preparo da medicação, de acordo com o PROTOCOLO DE SEGURANÇA NA PRESCRIÇÃO, USO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS, do Ministério da Saúde.
Vale lembrar que diversos lugares falam em diversos tipos de certos, uns com 7,outros com 8, até 11 certos para a administração segura, o importante é saber que precisa seguir à risca os passos, e realizar a dupla checagem sempre.
Uma dica importante: Ao preparar quaisquer medicações, concentre-se em seu trabalho, evitando conversar durante os preparos, aparelhos sonoros ligados no fundo como rádios e TVs (nas quais desviam atenção), uso de celulares durante o preparo.
NUNCA ADMINISTRE MEDICAMENTOS PREPARADOS POR OUTRO COLEGA!
“Quem separa prepara, quem prepara administra, quem administra faz checagem e relata”.
Veja também:
https://enfermagemilustrada.com/a-administracao-segura-de-medicamentos/
Equipo Macrogotas e Microgotas: As Diferenças

Ao administrarmos medicações endovenosas, precisamos prestar muita atenção quanto ao tipo de equipo a ser utilizado, averiguando juntamente com a prescrição médica a dosagem a ser infundida, e o tempo ser administrado, isso aprendemos quanto às fórmulas de gotejamento.
Mas há diversos tipos de equipos de infusão, e entre elas os equipos de macrogotas e microgotas há uma diferença fundamental. Internamente, em sua câmara de gotejamento, o equipo de microgota tem sua estrutura menor e mais fina, para dar o formato do gotejamento gradativamente menor (lembrando, que 1 gota equivale a 3 microgotas), e o equipo macrogota, apresenta em formato mais grosseiro e maior, dando o formato da gota em sua estrutura normal (lembrando que 20 gotas equivale a 1 ml).
Devemos prestar muito atenção no momento da preparação do equipo quanto ao soro a ser administrado, não errando o tipo de equipo no momento de sua administração, pois as vazões são totalmente diferentes. Os equipos microgotas são muito utilizados em UTI Neo, UTI Pediátrico, quando as dosagens e vazões precisam ser mais controladas. É também utilizado em casos de administração de certos quimioterápicos.
Quer saber mais sobre gotejamento? Acesse:
- Cálculo de Gotejamento
- Manual Prático para Cálculo de Gotejamento
- Estudo Dirigido: Cálculo de Medicamentos (Insulina, Heparina, Penicilina, Gotejamento, Diluição e Transformação)

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Sondagem Nasogástrica

A passagem de sonda nasogástrica é a inserção de uma sonda plástica ou de borracha, flexível, podendo ser curta ou longa, pela boca ou nariz, para:
- Descomprimir o estômago e remover gás e líquidos;
- Diagnosticar a motilidade intestinal;
- Administrar medicamentos e alimentos;
- Tratar uma obstrução ou um local com sangramento;
- Obter conteúdo gástrico para análise.
Condições ou necessidades que requerem utilização de sonda:
- Preparação pré-operatória com dieta elementar;
- Problemas gastrintestinais com dieta elementar;
- Terapia para o câncer;
- Cuidado na convalescença;
- Coma;
- Condições hipermetabólicas;
- Cirurgia maxilofacial ou cervical.
Tipos de Sonda Nasogástrica
A sonda nasogástrica é introduzida através do nariz ou boca até o estômago. As mais comumente usadas são: sonda de Levine, gástrica simples, Nutriflex, a Moss e a Sengstaken-Blakemore (S-B).
– Sonda de Levine: é uma das mais usadas, existindo no mercado tanto tubos de plástico como de borracha, com orifícios laterais próximos à ponta, são passadas normalmente pelas narinas. Apresenta uma única luz (números 14 a 18). A sonda é usada para remover líquidos e gases do trato gastrintestinal superior em adultos, obter uma amostra do conteúdo gástrico para estudos laboratoriais e administrar alimentos e medicamentos diretamente no trato gastrintestinal.
A colocação da sonda pode ser checada depois de colocada aspirando-se o conteúdo gástrico e checando-se o ph do material retirado. O ph do aspirado gástrico é ácido (± 3); o ph do aspirado intestinal (± 6,5), e o ph do aspirado respiratório é mais alcalino (7 ou mais). Uma radiografia é o único meio seguro de se verificar a posição da sonda;
– Sonda gástrica simples (“Salem-VENTROL”): é uma sonda radiopaca, de plástico claro, dotada de duas luzes. É usada para descomprimir o estômago e mantê-lo vazio;
– Sonda Nutriflex: é uma sonda usada para nutrição. Possui 76 cm de comprimento e uma ponta pesada de mercúrio para facilitar sua inserção. É protegida por um lubrificante que é ativado quando é umidificado;
– Sonda de MOSS: é uma sonda de descompressão gástrica de 90 cm de comprimento, três luzes e somente um balão que serve para fixar a sonda ao estômago quando inflado. O cateter de descompressão serve para aspiração gástrica e esofagiana, como também para lavagem. A terceira luz é uma via para alimentação duodenal;
– Sonda S-B: é usada para tratar sangramento de varizes esofagianas. Tem 3 luzes e 2 balões; duas das luzes são utilizadas para inflar os balões, enquanto a terceira é usada para lavagem gástrica e para monitorizar o sangramento.
SNG Aberta X Fechada
– Sonda Nasogástrica Aberta: Quando o objetivo é drenar líquidos intra-gástrico, a saber: esverdeado (bile), borra de café (bile + sangue), sanguinolenta (vivo, escuro), amarelado. Sonda Levine nº 20 ou 22. Podemos exemplificar cirurgias onde no pós operatório se deseja o repouso do sistema digestivo e também em casos de intoxicação exógena, onde o conteúdo ingerido precisa ser removido rapidamente.
– Sonda Nasogástrica Fechada: Utilizada com finalidade de alimentação, quando por alguma razão o paciente não pode utilizar a boca no processo de digestão. Ex: câncer de língua, anorexia, repouso pós- cirúrgico. Sonda Levine nº 16 ou 18.
MATERIAL
- Sonda Nasogástrica (também chamada de Levine) de numeração 10, 12, 14, 16, 18 (adulto);
- Esparadrapo;
- Xilocaína gel;
- Gaze;
- Par de luvas;
- Seringa de 20cc;
- Estetoscópio;
- Toalha de rosto de uso pessoal;
Caso a Sonda Nasogástrica seja aberta adicione: extensão, saco coletor.
PROCEDIMENTO
- Explicar a procedimento ao paciente;
- Colocá-lo em posição de Fowler;
- Colocar a toalha sob o pescoço;
- Calçar as luvas;
- Abrir a sonda;
- Medir o comprimento da sonda: da asa do nariz, ao lóbulo da orelha e para baixo até a ponta do apêndice xifóide;
- Marcar o local com o esparadrapo;
- Passar xilocaína gel aproximadamente uns 10 cm;
- Introduzir a sonda s por uma das narinas;
- Flexionar o pescoço aproximando ao tórax, pedindo ao paciente para realizar movimentos de deglutição;
- Introduzir a sonda até o ponto do esparadrapo;
- Conectar a seringa à extremidade da SNG. Colocar o diafragma do estetoscópio sobre o hipocôndrio e injetar 15 a 20 cm³ de ar, enquanto auscultar o abdome do paciente;
Ou
- Conectar a seringa à sonda e aspirar verificando se reflui conteúdo. Se não for obtido o conteúdo gástrico, coloque o paciente em decúbito lateral esquerdo (DLE) e aspire normalmente;
- Proporcionar cuidados nasais e bucais;
- Deixar o paciente confortável;
- Desprezar o material;
- Lavar as mãos;
- Anotar tipo, tamanho, data, hora e a via de inserção da sonda;
- Anotar o material drenado, incluindo o volume, cor características, consistência e odor de qualquer matéria eliminada no prontuário;
Obs: Não é mais utilizada a teste de localização com copo de água segundo orientação do COREN.
PROCEDIMENTO PARA RETIRADA DA SONDA
- Explicar o procedimento ao cliente;
- Avaliar o funcionamento intestinal auscultando para ver se há peristaltismo ou flatos;
- Ajudar o cliente a assumir a posição semi-Fowler;
- Lavar as mãos e calce luvas;
- Usar uma seringa com 10 ml de soro fisiológico a 0,9%, para irrigar a sonda;
- Certificar de que a sonda não está com conteúdo gástrico;
- Soltar a sonda da bochecha do cliente e, em seguida, abra o alfinete de segurança, liberando a roupa do cliente;
- Fechar a sonda, dobrando-a em sua mão;Pedir ao cliente para prender a respiração, para fechar a epiglote;
- Cobrir e retirar imediatamente a sonda;
- Ajudar o cliente a fazer uma higiene bucal completa;
- Anotar a data e a hora de retirada da sonda no prontuário;
CUIDADOS IMPORTANTES
A equipe de enfermagem é responsável pela manutenção da Sonda e precisa atentar-se em:
– Verificar a tolerância da dieta e/ou medicamento a ser administrados pela sonda;
– Aspirar conteúdo gástrico antes da administração da dieta e/ou medicamento para verificar presença de resíduos;
– Infusão de certa quantidade de água na sonda após administração da dieta e/ou medicamento com o intuito de evitar obstruções;
– Realizar troca em caso de danos na sonda, colocar sempre a data e a hora ao trocar a sonda, sempre ter o cuidado com lavagem das mãos;
– Trocar a fixação da sonda diariamente, observando seu posicionamento e verificando introdução ou tração da sonda sem acidentes;
Quem pode realizar este procedimento?
Dentro da equipe de enfermagem, compete ao enfermeiro a realização de procedimento de maior complexidade conforme o disposto na Lei 7498/863. Ainda em relação ao procedimento de sondagem, a Resolução COFEN 453/2014, em seu anexo, estabelece que compete ao enfermeiro estabelecer a via de nutrição enteral, mesma via adotada para o procedimento da lavagem gástrica, sendo assim, competindo ao técnico de enfermagem:
a) Participar de treinamento, conforme programas estabelecidos, garantindo a capacitação e atualização referente às boas práticas da Terapia Nutricional;
b) Promover cuidados gerais ao paciente de acordo com a prescrição de enfermagem ou protocolo pré-estabelecido;
c) Comunicar ao Enfermeiro qualquer intercorrência advinda da TNP;
d) Proceder o registro das ações efetuadas, no prontuário do paciente, de forma clara, precisa e pontual.
Ventilação Mecânica

Vá direto ao ponto!
A equipe de enfermagem, ao prestar assistência ao paciente sob ventilação mecânica, deve sempre ter presente que este é o elemento mais importante na situação assistencial e que todos os membros da equipe devem trabalhar de forma eficiente e integrada. A atuação da enfermagem na ventilação mecânica é intensa, extensa e complexa.
VENTILAÇÃO MECÂNICA: PARA QUE SERVE?
O ventilador mecânico é um aparelho capaz de administrar oxigênio em pacientes impossibilitados de respirar ou quando essa atividade é realizada de forma exaustiva pelo mesmo. A ventilação mecânica (VM) é um método usual em unidade de terapia intensiva (UTI), Centros Cirúrgicos, Sala de Emergência, Ambulâncias, sendo utilizada em pacientes com insuficiência respiratória ou qualquer etiologia, dando suporte ao tratamento da patologia-base pelo tempo que for necessário para reversão do quadro, portanto não constitui um procedimento curativo.
A ventilação mecânica invasiva se dá através do Tubo Orotraqueal (TOT), Traqueostomia (TQT) e Cricotireoidostomia.
A atenção aos pacientes sob uso de ventilação mecânica torna-se responsabilidade dos profissionais de enfermagem. Quem manuseia os parâmetros ventilatórios são os profissionais de Fisioterapia e Médicos.
A assistência ventilatória exige monitorização constante das funções vitais e de cuidados intensivos ao paciente crítico, vistas essas necessidades, para a realização desses cuidados, faz-se necessário um trabalho multiprofissional.
PRINCIPAIS INDICAÇÕES:
As principais indicações para iniciar o suporte ventilatório são:
- Reanimação devido à parada cardiorrespiratória;
- Hipoventilação e apneia;
- Insuficiência respiratória devido a doença pulmonar intrínseca e hipoxemia.
– Falência mecânica do aparelho respiratório:
- Fraqueza muscular / Doenças neuromusculares / Paralisia;
- Comando respiratório instável (trauma craniano, acidente vascular, cerebral, intoxicação exógena e abuso de drogas);
– Prevenção de complicações respiratórias:
- Restabelecimento no pós-operatório de cirurgia de abdome superior, torácica de grande porte, deformidade torácica, obesidade mórbida;
- Parede torácica instável.
- Redução do trabalho muscular respiratório e fadiga muscular.
- Manutenção das trocas gasosas, ou seja, reverter a hipoxemia e reverter a acidose respiratória associada à hipercapnia.
- Prevenir ou reverter atelectasia.
- Permitir sedação e/ou bloqueio neuromuscular.
- Reduzir a pressão intracraniana.
MODALIDADES DA VENTILAÇÃO MECÂNICA:
- Ventilação mandatória contínua/controlada (CMV);
- Ventilação mandatória contínua com volume controlado – modo controlado (VCV);
- Ventilação mandatória contínua com volume controlado – modo assistido-controlado;
- Ventilação mandatória contínua com pressão controlada – modo controlado (PCV/AV);
- Ventilação mandatória contínua com pressão controlada – modo assistido-controlado;
- Ventilação mandatória intermitente (SIMV);
- Ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV/V) com volume controlado;
- Ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV/P) com pressão controlada;
- Ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV) (com volume controlado ou com pressão controlada) associada a ventilação com pressão de suporte;
- Ventilação espontânea contínua (BIPV);
- Ventilação com pressão de suporte (PSV);
- Pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP).
CUIDADOS DE ENFERMAGEM:
– Realizar controle de sinais vitais de 2/2 horas, controle de volume urinário, avaliar nível de consciência/quadro neurológico.
– Observar padrão ventilatório: Anotar parâmetros do ventilador (modalidade, FiO2, volume corrente, frequência do aparelho e total, PEEP, Pressão Suporte).
– Observar perfusão periférica e monitorar oximetria/gasometria arterial.
– Manter decúbito a 45 graus, restringir membro superior e fixar a cânula endotraqueal à altura conveniente (ausculta pulmonar), com um cadarço próprio, e anotar o número da rima, rodiziando o local de fixação.
– Se houver previsão prolongada de intubação, é necessário que o enfermeiro passe SNG ou SNE para início de infusão de dieta enteral imediata e manter acesso venoso.
– Realizar higiene oral 3x/dia com solução própria e aspirar a cânula endotraqueal em método de aspiração estéril (utilizando track-care ou sonda de aspiração e luvas estéreis) regularmente ou se houver secreções e sialorreia em grande quantidade.
– Realizar as trocas de fixação pelo menos 1x/dia (durante o banho), utilizando-se de um cadarço específico ou tensoplast, sempre fixar ao centro da boca do paciente, e protegendo os nós do cadarço com uma gaze para evitar lesionar a pele do paciente.
Regiões e Quadrantes Abdominais
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Uma história vivida por mim e por meus colegas de trabalho, um pouco peculiar, conto uma história de uma paciente jovem, 25 anos, que já era mãe de 3 filhos, e estava gestante de seu quarto, de aproximadamente 20 semanas, estava com suspeita de H1N1. Deu entrada em nossa UTI com suspeita de tuberculose também. […]





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