Quando você acha que sua vida está fluindo bem, sempre acontece alguma coisa. Tinha passado na minha primeira avaliação, todo feliz, continuei com meu trabalho. Várias admissões,intercorrências,alguns óbitos,várias altas. Uma rotina corrida como qualquer uma. Sempre tive minha escala de trabalho em regime de 12×36. Tinha direito a uma folga por mês, e eu era […]
Tag: Enfermagem
Conhecendo meus colegas do setor..!
Passara um dia. Fiquei tão animado em estar em um setor daquele, tanta coisa nova ao redor e tanta informação nova para aprender… Estava com sede de mais informações novas. Seguia no dia seguinte voltando ao setor de Uti. Logo voltei a aprender mais um pouco sobre os cuidados intensivos. Estava eu com o enfermeiro […]
Interpretando Arritmias Cardíacas
Ainda um assunto um pouco complexo para alguns profissionais técnicos em uma UTI, sendo fundamental aprender pelo menos o básico de uma interpretação dos traçados eletrocardiográficos, para poder distinguir certas arritmias precoces. É de extrema importância, que o profissional técnico saiba manusear corretamente um aparelho para realização do ECG.
Entendendo o básico:
O quê é Arritmia cardíaca?
As Arritmias cardíacas são alterações elétricas que provocam modificações no ritmo do coração. É como se o coração perdesse o compasso e tornasse fora do ritmo, arrítmico, sem ritmo. Arritmia é, portanto, uma doença que afeta o Ritmo de Batimentos do Coração!
Identificando uma arritmia cardíaca em exames de Eletrocardiograma (ECG)

O eletrocardiograma (ECG) é um exame que verifica a existência de problemas com a atividade elétrica do coração. É um procedimento rápido, simples e indolor, no qual os impulsos elétricos do coração são amplificados e registrados em um pedaço de papel.


O traçado do eletrocardiograma é composto basicamente por 5 elementos: onda P, intervalo PR, complexo QRS, segmento ST e onda T.
- A onda P é o traçado que corresponde à despolarização dos átrios (contração dos átrios).
- O intervalo PR é o tempo entre o início da despolarização dos átrios e dos ventrículos.
- O complexo QRS é a despolarização dos ventrículos (contração dos ventrículos).
- O segmento ST é o tempo entre o fim da despolarização e o início da repolarização dos ventrículos.
- A onda T é a repolarização dos ventrículos, que passam a ficar aptos para nova contração.
Cada batimento cardíaco é composto por uma onda P, um complexo QRS e uma onda T.
Obs: a repolarização dos átrios ocorre ao mesmo tempo da despolarização dos ventrículos, por isso, ela não aparece no ECG, ficando encoberta pelo complexo QRS. O complexo QRS pode ter várias aparências, dependendo da derivação em que ele é visualizado.
Plano Frontal e Plano Horizontal:
Para o registro do ECG padrão usamos 12 derivações; seis derivações cobrem o plano frontal ou vertical (aVR, aVL, aVF, DI, DII e DIII) e seis cobrem o plano horizontal ou precordial (V1 a V6), numa tentativa de registrar a atividade elétrica cardíaca por vários ângulos diferentes. Eventualmente, são utilizadas derivações precordiais adicionais para uma melhor visualização da parede posterior do coração (V7 e V8) e do ventrículo direito (V3R e V4R).
No ECG convencional de 12 derivações com 10 eletrodos, um eletrodo é posicionado no braço
direito, um no braço esquerdo, um na perna direita e um na perna esquerda. Outros seis eletrodos são colocados no tórax. O eletrodo da perna direita é o de referência.
Eletrodos de membros:
– Coloque os eletrodos na parte de dentro de cada braço, entre o pulso e o cotovelo.
– Coloque os eletrodos na parte de dentro de cada barriga da perna, entre o joelho e o
tornozelo.
Eletrodos no tórax:
V1 – no 4º espaço intercostal, no lado direito do esterno.
V2 – no 4º espaço intercostal, no lado esquerdo do esterno.
V3 – no ponto central entre as posições dos eletrodos V2 e V4.
V4 – no 5º espaço intercostal, na linha clavicular média esquerda.
V5 – na linha axilar anterior esquerda, horizontalmente à posição do eletrodo V4.
V6 – na linha axilar média esquerda, horizontalmente à posição do eletrodo V
OBS: Para que a colocação e a medida dos eletrodos no tórax sejam precisas, é importante localizar o quarto espaço intercostal.
1 Localize o segundo espaço intercostal apalpando primeiro o ângulo de Lewis (pequena
protuberância óssea onde ocorre a junção do esterno com o manúbrio). Essa elevação do esterno
é o local de fixação da segunda costela e o espaço logo abaixo dela é o segundo espaço intercostal.
2 Apalpe e conte para baixo no tórax até localizar o quarto espaço intercostal.
Identificando um Ritmo Sinusal ou Traçado Normal de um ECG

Devem ser conhecidos, principalmente, a idade, o biótipo, a história clínica e os medicamentos eventualmente em uso. O ritmo cardíaco normal é o sinusal, isto é, o complexo QRS deve ser precedido de uma onda P positiva em D1 e D2. A frequência cardíaca deve oscilar entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm) no adulto; na criança, pode ser mais elevada, existindo tabelas mostrando a freqüência normal de acordo com a idade.
Para se calcular a freqüência cardíaca, se o ritmo for regular, podemos recorrer a réguas especiais que mostram como se proceder. Na falta delas, obtemos a freqüência cardíaca, se o ritmo for regular, dividindo a constante 1.500 pelo número de quadradinhos (mm) que se situam entre pontos homólogos de dois ciclos seguidos (entre dois ápices de R, por exemplo). Este número (1.500) foi obtido com base no fato de que o papel de registro desloca-se a uma velocidade de 25 mm/s e, portanto, 1.500 mm em 1 minuto.
Como será realizado o procedimento pelo Técnico de Enfermagem
Primeiramente, prepare o paciente para o exame. Se o mesmo tiver muitos pelos, faça tricotomia se necessário. Se houver pele gordurosa, faça a assepsia com álcool 90%.
OBS: O álcool de graduação acima de 90% pode ser utilizado para a limpeza da pele. O álcool com graduação por volta de 40% não é recomendado, pois apesar de ser desinfetante não é altamente desengordurante, o que prejudica o exame de eletrocardiograma. Álcool gel não deve ser utilizado, pois grande parte dos fabricantes deste produto utiliza hidratante para a pele em sua composição, que acaba funcionando como um isolante.
Explique ao paciente sobre o procedimento a ser realizado, e oriente-o para que não se mova durante o exame, para evitar interferências no traçado. São 4 pás de metal posicionados sobre os membros do paciente, e 6 peras posicionadas no tórax do paciente, conforme a orientação sobre as Derivações de Plano Precordial citadas logo acima. Este deve permanecer deitado durante todo o procedimento. A sala estará em uma temperatura agradável para evitar qualquer espécie de interferências.
Posicionamento dos fios
É importante lembrar sempre a posição correta dos fios do aparelho, pois se instalar erroneamente, poderá sair um traçado negativo, ou seja, de “cabeça para baixo”, ou sem nexo para o médico que irá interpretar.
Para as conexões periféricas, os eletrodos RA “Right Arm” (braço direito –VERMELHO) e LA “Left Arm” (braço esquerdo – AMARELO) devem ser colocados em qualquer lugar entre o punho e o cotovelo. Os eletrodos RL “Right Leg” (perna direita – PRETO) e LL “Left Leg” (perna esquerda –VERDE) devem ser posicionados em qualquer lugar acima do tornozelo e abaixo do torso.

Olhando a imagem acima, eu assimilo deste jeito para rápido aprendimento: O lado direito do paciente seria a “bandeira do flamengo” e o lado esquerdo do paciente seria “a bandeira do brasil”. Sempre as cores frias ou escuras na posição de membro inferior do paciente, e as cores quentes ou claras na posição de membro superior do paciente.
Os registros elétricos surgem como ondas que traduzem a atividade destas regiões. Estas ondas serão impressas em um papel termosensível com pequenos quadriculados e milimetrado que corre em uma velocidade já padronizada. Após o registro das ondas produzidas o médico irá analisar o resultado.
Identificando as Arritmias
Fora o que o paciente pode sentir quando há alguma arritmia, o profissional deverá interpretar pelo traçado. Vamos ver alguns exemplos mais comuns de arritmia, notáveis em exames de ECG:
Fibrilação Ventricular


- A atividade elétrica ventricular é caótica
- Não há complexos QRS de aparência normal
- A freqüência é rápida e desorganizada
- O ritmo é irregularTRATAMENTO
- desfibrilação
Assistolia Ventricular

Ausência total de atividade elétrica ventricular. Não há inscrição de atividade elétrica, eventualmente pode aparecer ondas P ou batimento de escape.
Taquicardia Ventricular


Três ou mais batimentos sucessivos de origem ventricular com F.C. > que 100 b.p.m.
- Não existem QRS de aparência normal.
- A freqüência é > 100 b.p.m. e normalmente não é superior a 220 b.p.m.
- O ritmo é regular, mas pode ser irregular As ondas P normalmente não são identificáveis.
- A largura do QRS é de 0,12s ou superior.
- A morfologia do QRS é bizarra e serrilhada.
- O segmento ST e onda T é normalmente de polaridades opostas ao QRS.
- Nos complexos polimórficos (multifocais) os intervalos de acoplamento e a morfologia do QRS variam.
TRATAMENTO
- TV sustentada e hemodinamicamente estável com Amiodarona, Lidocaína, Procainamida, Bretílio.
- TV hemodinamicamente instável deve ser tratada como Fibrilação Ventricular.
Torsades de Pointes

Forma de TV na qual os complexos QRS aparentam estar mudando constantemente a forma (helicoidal) .
TRATAMENTO
- Suspensão de agentes causais(drogas ou estados que aumentam intervalo QT).
- Sulfato de Magnésio.
- Estimulação com marca-passo de alta frequência.
- Considerar cardioversão de urgência
Extra Sístole Ventricular


Atividade aberrante e anormal, resultando de um foco automático ou de reentrada.
- O QRS tem aparência anormal, alargado ( > 0,12s ).
- O ritmo é irregular A onda P normalmente é oculta pelo QRS, segmento ST ou onda T.
- Pode ser reconhecida como espícula durante o segmento ST ou onda T.TRATAMENTO
- ESV isoladas ou não TV são raramente tratadas, exceto para o alívio dos sintomas.
Atividade Elétrica sem Pulso (AESP)

Presença de algum tipo de atividade elétrica diferente de FV ou TV, mas sem pulso palpável em nenhuma artéria.
TRATAMENTO
- Tratar as possíveis causas.
- Atropina e Adrenalina (EV).
- Hiperventilação adequada
Fibrilação Atrial

As ondas P são ausentes ou de aparência anormal, desorganizada entre os complexos QRS .
- A freqüência do átrio como regra não pode ser contada.
- Na FA não tratada, a freqüência ventricular é de 160 a 180 b.p.m.
- O ritmo ventricular é irregular.
- Quando o ritmo é regular e há presença de ondas F, pode haver a presença de BAV – 3º grau, ritmo juncional acelerado ou ambos (intoxicação digitálica).
- Não há atividade elétrica atrial organizada, portanto, não há ondas P (ondas f).
- No intervalo QRS a despolarização ventricular é normal , a menos que ocorra condução aberrante.
- A amplitude da onda R e os intervalos RR variam irregularmente.
TRATAMENTO
- Controle da freqüência (Diltiazem, Verapamil, Beta-Bloqueador ou Digoxina)
- Cardioversão química / elétrica Anti-coagulação.
Flutter Atrial


Presença de ondas de flutter com aparência “serrilhada”
- A freqüência atrial varia de 220 a 350 b.p.m.
- O ritmo atrial é regular
- Não há ondas P.
- As ondas F tem aparência serrilhada e é melhor visualizada em D I, D II, AVF.
- O intervalo RR normalmente é regular, mas pode variar
- O intervalo QRS geralmente é normal, mas pode ocorrer condução ventricular aberrante.TRATAMENTO
- Cardioversão elétrica para instabilidade hemodinâmica.
- Quinidina, Procainamida, Diltiazen, Digital, Beta-Bloqueadores.
Bloqueio Átrio Ventricular (BAV)

É definido como retardo ou interrupção da condução entre o átrio e o ventrículo.
Formas de Bloqueio
DE ACORDO COM O GRAU DE BLOQUEIO
- BLOQUEIOS PARCIAIS: B.A.V.1º grau
- B.A.V. 2º grau (tipos I e II)
- B.A.V. 3º grau ou B.A.V. completoDE ACORDO COM SÍTIO DE BLOQUEIO
- Nó A.V.
- Infranodal
- Feixe de His
- Ramos
Bloqueio AV de primeiro grau
Retardo na passagem do impulso elétrico do átrio para os ventrículos.
- O QRS tem aparência normal.
- O ritmo é regular.
- Cada onda P é seguida de um complexo QRS.
- O intervalo PR excede 0,20s e geralmente é constante, mas pode variar.TRATAMENTO
Desnecessário, quando sem sintomas.Bloqueio AV de segundo grauAlguns impulsos são conduzidos e outros bloqueados.
Bloqueio AV de segundo grau tipo 1 (Wenckbach)


- Quase sempre ocorre no nível do nó AV.
- O QRS tem aparência normal.
- A freqüência atrial não é afetada.
- A freqüência ventricular será menor, devido aos batimentos não conduzidos.
- O ritmo atrial é regular..
- O ritmo ventricular geralmente é irregular com encurtamento progressivo do intervalo PR , antes do impulso bloqueado.
- A onda P é normal e será seguida por complexo QRS, exceto a onda P bloqueada
Existe um aumento progressivo do intervalo PR até que uma onda P seja bloqueada
TRATAMENTO
Raramente é necessário, a menos que estejam presentes sinais e sintomas graves.
Bloqueio AV de segundo grau tipo 2

A freqüência atrial não é afetada, mas a freqüência ventricular será menor que a atrial .
O ritmo atrial é regular. O ritmo ventricular geralmente é irregular, com pausas correspondendo aos batimentos não conduzidos. Ocorre abaixo do nível do nó AV, tanto no feixe de His como nos seus ramos. Geralmente está associado a uma lesão orgânica do sistema de condução e está associado, portanto, a um pior prognóstico e pode evoluir para Bloqueio AV completo O QRS será normal, quando o bloqueio for no feixe de His. Entretanto será alargado com aparência de bloqueio de ramo, se o bloqueio for em um dos ramos.
As ondas P são normais, precedidas de QRS, exceto as ondas P bloqueadas. O intervalo PR será normal ou prolongado, mas permanecerá constante.
Bloqueio AV de terceiro grau

Indica ausência completa de condução entre átrios e ventrículos.
- O QRS geralmente é normal .
- Quando ocorre ao nível dos ramos, o complexo será alargado.
- A onda P é normal.
- A freqüência atrial não está alterada e a freqüência ventricular será < que a atrial (40 a 60 b.p.m.) e no BAV infranodal geralmente é abaixo de 40 b.p.m.
- O ritmo atrial e ventricular são regulares.
- O intervalo PR poderá variar.
- Os átrios e ventrículos são despolarizados por marcapassos diferentes
TRATAMENTO
Atropina, marca-passo transcutâneo, Dopamina ou Epinefrina , marca-passo trans-venoso e posteriormente marcapasso definitivo.
Ritmos de Substituição
Quando um batimento de escape se repete por duas vezes ou mais,institui-se um ritmo de escape ou de substituição. Eis os seguintes tipos:
- RÍTMO DE ESCAPE ATRIAL
- RÍTMO DE ESCAPE JUNCIONAL
Ritmo de Escape Atrial

O ritmo escape atrial caracteriza-se pela presença de ondas P anômalas.
Ritmo e Complexo de Escape Juncional

Quando o nó AV não é despolarizado pela chegada de um impulso sinusal dentro de 1 a 1,5s, ele iniciará um impulso, sendo denominado COMPLEXO DE ESCAPE JUNCIONAL. Uma série repetida destes impulsos é chamada de RITMO DE ESCAPE JUNCIONAL. O QRS tem aparência normal, e a freqüência é de 40 a 60 b.p.m. A presença de complexo de escape juncional pode levar a um ritmo irregular. O ritmo de escape juncional é regular, a onda P é retrógrada (negativa) em DII, DIII e AVF. O intervalo PR é variável, mas geralmente é < que o intervalo de um batimento sinusal.
Arritmias originadas no Nó Sinusal
Bradicardia Sinusal

Diminuição da freqüência de despolarização atrial, devido a lentidão do nó sinusal.
- O QRS tem aparência normal.
- A freqüência é de 60 b.p.m.
- O ritmo é regular.
- As ondas P são positivas em DI, DII e AVFTRATAMENTO
- Tratar as causas e os sintomas
Taquicardia Sinusal

Caracterizada por aumento da freqüência de disparo do nó sinusal.
- O QRS tem aparência normal.
- A freqüência é maior que 100 b.p.m.
- O ritmo é regular.
- A onda P é positiva em DI, DII e AVFTRATAMENTO
- Nunca “trate”a taquicardia sinusal e sim a sua causa!
Taquicardia Supraventricular
É tratada como diversos tipos:
- Uniforme ou multifocal
- taquicardia paroxística supra ventricular
- taquicardia atrial não paroxística
- taquicardia atrial multifocal
- taquicardia juncional (acelerada ou paroxística)
- flutter atrial
- fibrilação atrial
Taquicardia Supra Ventricular Paroxística
Episódios repetidos (paroxismos) de taquicardia com início abrupto, durando de poucos segundos a muitas horas e terminam abruptamente
- O QRS é estreito e de aparência normal
- A onda P é invertida em DII, DIII e AVF, pode anteceder, coincidir ou preceder o QRSTRATAMENTO
- Manobra vagal, Adenosina, Verapamil, Beta-Bloqueador, Ablação por cateter.
Taquicardia Atrial não Paroxística
Secundária a alguns eventos primários (intoxicação digitálica) .
- A freqüência atrial e ventricular são regulares
- As ondas P são dificilmente identificadas quando sobrepostas à onda T.
- É morfologicamente diferente da onda P de origem sinusal.
- O intervalo PR pode ser normal ou prolongado.
- O intervalo QRS pode ser normal ou alargado, devido a condução aberrante.

Condições Especiais vistas no Eletrocardiograma
Hiperpotassemia e Hipopotassemia no ECG, e efeito digitálico.
Hiperpotassemia
- Alteração de onda T-Alta e pontiaguda
- Alteração do Complexo QRS-Alargamento (>7 meq/l)
- Alteração de onda P-desaparece P,institui-se ritmo sinoventricular(>8meq/l)

Hipopotassemia
- Infradesnivelamento do segmento ST
- Onda T de duração aumentada
- Onda U proeminente
- BAV de 1* e 2* grau
- Outras arritmias

Efeito Digital no ECG
- Onda T de amplitude diminuída, até aplanada
- Segmento ST infradesnivelado onde QRS é positivo
- O intervalo QT torna-se mais curto
- O intervalo PR tem duração aumentada(0,25s)

Veja mais em:
O Carrinho de Emergência

É um armário indispensável, contém os equipamentos usados por médicos e enfermeiros e técnicos de enfermagem quando acontece uma parada cardíaca. Esta é uma situação que exige procedimentos de socorro imediatos. Conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a nomenclatura mais apropriada é Carrinho de Emergência.
Com base nessa necessidade, propõe-se a padronização dos carros de emergência, objetivando homogeneizar o conteúdo e quantidade de material dos carrinhos nas diferentes unidades, retirando o desnecessário e acrescentando o indispensável, de forma a agilizar o atendimento de emergência e reduzir o desperdício. Os setores em que se dever obter estes carrinhos são Unidade de Internação, Pronto Socorro, Unidade de Terapia Intensiva, Unidade Coronariana, Centro Cirúrgico, Unidade Ambulatorial, Hemodinâmica, entre outros.
A quantidade de drogas e equipamentos deve ser estipulada conforme necessidade da área e rotina institucional. Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem devem estar preparados para atender, de forma sistematizada e padronizada, uma situação de emergência. Para que isso ocorra, o treinamento da equipe é fundamental, e todo o material necessário para esse momento deve estar disponível de forma imediata. Existe um a controvérsia de quem é a responsabilidade da conferencia do carrinho de parada, pois o profissional responsável pelas medicações do hospital é o Farmacêutico, porem o Conselho Federal de Farmácia não trata como privativo do profissional farmacêutico a conferência e reposição do Carrinho de Emergência. Contudo na maioria das Instituições Hospitalares cabe ao Enfermeiro de preferência um diarista a responsabilidade da conferência e reposição do Carrinho de Emergência, esta responsabilidade deve ser protocolada de modo que toda equipe tenha acesso a sua conferência.
O que deverá ter no carrinho?
- Tábua de compressão torácica;
- Desfibrilador / cardioversor;
- Monitor;
1ª GAVETA
Medicamentos mais utilizados em situações de emergências clínicas: Os Diluidores como água destilada e soro fisiológico, e medicamentos como Atropina, Adrenalina, Aminofilina, Bicarbonato de sódio em ampola de 10ml a 8,4%, Cloreto de potássio (KCl), diazepam, dopamina, hidantal, amiodarona, fentanil, fenobarbital, furosemida, prometazina, cedilanide, sulfato de magnésio a 50%, Hidrocortisona de 100mg e 500mg, heparina, midazolan, haldol, adalat, isordil, gluconato de cálcio, glicose hipertônica (50%), lidocaína.
2ª GAVETA
Materiais para a Intubação de Emergência: O Ressuscitador Manual (AMBU), Tubos Endotraqueais de todos os tamanhos, Lâminas e laringoscópio, fio guia, cânula de guedel de todos os tamanhos, máscara descartável, óculos de proteção individual, cadarço para a fixação do tubo, cânulas de traqueostomia de todos os tamanhos, eletrodos para a monitorização e umidificador,
3ª GAVETA
Deverá ter de todos os calibres: Agulhas, abbocaths, jelcos, sonda vesical, sonda nasoenteral e nasogástrica, fios de sutura, seringas, e também deverá conter dânulas, cateteres centrais, xilocaína gel, equipos macro ou microgotas, luvas estéreis e de procedimento, filme transparente estéril para fixação do acesso venoso, e kit de aspiração de emergência.
4ª GAVETA
Deverá ter de todos os tipos de soros: Fisiológico a 0,9%, glicosado a 5%, 10%, Ringer Lactato, Frasco de Bicarbonato a 5%, Voluven, (bolsas com ml variadas).
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Minha reclassificação
Me lembro que era uma sexta feira. Eu estava escrevendo minhas anotações de enfermagem, era quase final de plantão, quando tocou o telefone no posto de enfermagem. Atendi. Era uma moça lá do departamento pessoal, solicitando para que eu anotasse a data da prova para reclassificação que eu iria fazer. Estava nervoso, e ao mesmo […]
Enfermagem Ilustrada: Quer que eu desenhe!?
Enfermagem Ilustrada transforma anos de vivência prática em UTI em conteúdo visual, claro e tecnicamente embasado para estudantes e profissionais de enfermagem. Desde 2016, cada ilustração e infográfico publicado aqui nasce da experiência real à beira do leito, unida a diretrizes de órgãos oficiais (Cofen, Anvisa, Ministério da Saúde) e literatura científica atualizada — não apenas teoria de manual.
O conteúdo atende tanto quem está começando a estudar quanto quem já atua na prática — técnicos, auxiliares, graduandos e enfermeiros — usando ilustrações para tornar temas complexos mais fáceis de entender e reter. Muitos posts também têm versão em vídeo, para quem aprende melhor ouvindo.
Conheça mais sobre quem produz o conteúdo e como ele é revisado.
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Meu curso técnico!
Como compartilhei um pouco do meu começo na área da enfermagem nesse post, aqui continuarei minha história sobre minha próxima etapa na carreira profissional. Após um certo tempo estar atuando como auxiliar de enfermagem na mesma instituição por 1 ano, obtive pelo ótimo desempenho como profissional o reconhecimento pela minha gerência de enfermagem, uma bolsa de […]
Tudo começou lá trás …
Olá galera, tudo bem com vocês? Bom, vou resumir um pouco de tudo onde começou. Há alguns anos atrás, fiz diversos cursos profissionalizantes , para atuar no mercado. Fiz informática (curso técnico junto com o ensino médio que era obrigatório na minha época ), técnico em nutrição (fiz somente 6 meses e não me identifiquei […]
Sobre

Vá direto ao ponto!
Desde 2016, a Enfermagem Ilustrada se dedica a transformar os conceitos da enfermagem em aprendizado visual, acessível e envolvente. Criamos conteúdos originais e autorais, com ilustrações, infográficos e vídeos, voltados para estudantes e profissionais da enfermagem que buscam clareza e dinamismo em cada tema.
As nossas produções têm sido adotadas por professores de cursos técnicos e superiores no Brasil e no exterior, como uma alternativa diferenciada aos materiais tradicionais.
Nossa Missão
Nossa missão é tornar o ensino da enfermagem mais atrativo e compreensível por meio da linguagem visual. Acreditamos que desenhos, gráficos e ilustrações podem simplificar ideias complexas — procedimentos, terminologias, práticas de cuidado — especialmente para quem tem dificuldade de assimilar apenas pelo texto. Queremos contribuir para que o aprendizado seja didático, prazeroso e aplicado de forma segura no cotidiano hospitalar e nos estágios.
Quem Somos
Christiane Ribeiro —Técnica de Enfermagem Intensivista, com 16 anos de atuação direta em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto. É responsável pela criação, curadoria técnica e revisão de todo o conteúdo clínico publicado no Enfermagem Ilustrada, fundamentando cada publicação em sua vivência prática à beira do leito, em diretrizes de órgãos oficiais (Cofen, Anvisa, Ministério da Saúde) e em literatura científica atualizada. Idealizou o projeto em 2016 para traduzir a rotina real da enfermagem em conteúdo visual, claro e aplicável ao dia a dia hospitalar.
Gilmar Ribeiro — Editor executivo e projetista mecânico, responsável pela produção gráfica em 3D, edição de vídeo e gestão das redes sociais do Enfermagem Ilustrada. Atua exclusivamente na parte visual, técnica e de produção do conteúdo — todo o conteúdo clínico e educacional é de autoria e responsabilidade de Christiane Ribeiro.
Nossa Política Editorial
Todo o conteúdo clínico publicado no Enfermagem Ilustrada segue um processo de curadoria baseado em três pilares:
- Experiência prática real
Os temas nascem da vivência direta de Christiane Ribeiro na assistência a pacientes críticos em UTI Adulto, garantindo que cada publicação reflita situações e desafios reais da rotina hospitalar — não apenas teoria de manual. - Fontes oficiais e científicas
Sempre que aplicável, o conteúdo é fundamentado em resoluções e pareceres de órgãos reguladores (Cofen, Coren, Anvisa, Ministério da Saúde), diretrizes de sociedades médicas e de enfermagem, e literatura científica atualizada. As referências utilizadas são indicadas ao final de cada publicação técnica. - Revisão e atualização
O conteúdo é revisado periodicamente para acompanhar mudanças em normativas, protocolos e evidências científicas. Publicações desatualizadas são identificadas e atualizadas assim que uma nova diretriz ou resolução entra em vigor.
Nosso compromisso: o Enfermagem Ilustrada não substitui a orientação de um profissional de saúde nem protocolos institucionais — nosso objetivo é apoiar o aprendizado e a atualização de estudantes e profissionais de enfermagem com conteúdo claro, visual e tecnicamente embasado.
O Que Oferecemos
- Ilustrações autorais, infográficos e vídeos educativos que traduzem conteúdos técnicos da enfermagem (cuidados, procedimentos, terminologias etc.) para formatos mais visuais e diretos.
- Materiais de uso exclusivo em ambientes educacionais, com possibilidade de ilustrações personalizadas mediante contato e acordo formal.
- Proteção de direitos autorais: todas as ilustrações são registradas sob leis nacionais (Lei no. 9.610/1998) e internacionais, além de licenciadas sob Creative Commons (atribuição – não comercial – sem derivações).
Valores que Guiam Nosso Trabalho
- Clareza e didática acima de tudo: o entendimento do estudante é prioritário.
- Inovação visual: usar ilustrações, gráficos e recursos visuais para fortalecer a memorização e facilitar o uso prático da teoria.
- Ética e respeito aos direitos autorais: valorizamos o autoral, a produção original e o uso correto do material educativo.
- Compromisso com quem aprende: seja estudante ou profissional, nosso foco é contribuir para que o conhecimento se aplique na prática, de forma segura e eficaz.
Contato e Parceiras
Se você deseja uma ilustração exclusiva para apresentação, trabalho acadêmico ou impresso, ou se quer autorização para usar nossos conteúdos em palestras, workshops ou publicações, entre em contato conosco por meio do formulário do site. Forneça detalhes como tipo de ilustração, formato necessário, quantidade e finalidade, para que possamos fazer um orçamento claro e estabelecer os termos do uso.
Perguntas Frequentes
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Todas nossas ilustrações são protegidas pelas leis internacionais de direitos autorais:
- Lei Internacional dos Direitos Autorais do Milênio Digital (DMCA)
- Lei Nacional de Direitos Autorais Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998
- Sendo também licenciado pela Creative Commons (atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)
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