Arteriopatias

Arteriopatias

Uma Arteriopatia é uma doença onde as artérias são obstruídas impedindo o fluxo de sangue. Trata-se de um problema bastante comum e responsável por grande número de mortes.

Especialmente quando ocorre na aorta, artéria responsável pelo fluxo do sangue do coração para as outras partes do corpo. Porém, com diagnóstico precoce a chance de cura aumenta.

O que Causa uma Arteriopatia?

A oclusão ou obstrução pode acontecer por uma série de motivos:

  • Embolia – que é uma doença do coração, sendo uma condição grave que ocorre quando um coágulo de sangue interrompe o fluxo sanguíneo em uma artéria.;
  • Trombose – que também é uma doença das artérias, ocorre quando há formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias grandes das pernas e das coxas;
  • Traumatismo arterial – como, por exemplo, a perfuração da região por uma bala disparada por arma de fogo;
  • Aterosclerose – a progressiva diminuição do calibre arterial leva a uma deficiente irrigação periférica;
  • Vasculites – quando a parede arterial sofre um processo inflamatório, seja ela local apenas, ou parte de uma doença inflamatória generalizada. Entre estas vasculites pode-se citar a Tromboangeite obliterante e a Arterite de células gigantes ou de Takayasu;
  • Aneurisma – é caracterizado pela dilatação anormal de um vaso sanguíneo causado pelo enfraquecimento das paredes do vaso, por trauma ou por doença vascular;
  • Claudicação Vascular – Indica uma oclusão arterial crônica grave (doença arterial periférica), geralmente por aterosclerose. O quadro pode estar relacionado ao uso crônico de cigarro, à hipertensão arterial e processo aterosclerótico.

Quais os sintomas que pode ocasionar?

A dor é o principal sintoma das arteriopatias oclusivas. Normalmente ela começa sem grande intensidade e vai ganhando força com o passar do tempo.

Também há relatos de formigamento, sentimento de frio ou calor intenso, pressão (mesmo que não haja qualquer estímulo), paralisia de membros e palidez nas extremidades do corpo.

A Arteriopatia Funcional

Uma Arteriopatia funcional primária é aquele em que não existe fator orgânico no mecanismo (fisiopatologia) da doença ou tais fatores não podem ser detectados pelos métodos de exame de rotina, e a uma evolução da arteriopatia pode ser aguda ou crônica.

A apresentação clínica aguda caracteriza-se pelo vaso espasmo intenso, demonstrável clinicamente e radiologicamente (arteriografia), ou seja, a síndrome isquêmica aguda.

Nas formas clínicas agudas, o tratamento cirúrgico consiste em bloqueios das cadeias simpáticas e de nervos somáticos, se necessário.

Excepcionalmente, é praticada a cirurgia de ressecção do simpático.

A Classificação das Arteriopatias Funcionais

Agudas

  • Espasmo arterial pós-traumático;
  • Espasmo arterial após embolizações de pequeno diâmetro;
  • Espasmo arterial após trombose venosa maciça.

Crônicas

  • Doença de Raynaud;
  • Distrofia simpática reflexa;
  • Dermografismo;
  • Hiperhidrose essencial;
  • Livedo reticular;
  • Membro fantasma;
  • Acrocionose.

Mistas

  • Eritromialgias;
  • Eritema pérnio;
  • Crioglutiminas e crioglobulinas;
  • Criofibrinogemia;
  • Edema angionecrótico.

Secundárias

  • Arterites (inclusive tromboangeíte de Leo Buerger);
  • Arterioesclerose;
  • Colagenoses.

Como é feito o Diagnóstico?

A Maioria das arteriopatias pode ser diagnosticada através de exames clínicos. O médico pode sentir sua formação apalpando a região. Mas há também várias possibilidades de exames de imagens que facilitam a confirmação do diagnóstico e apresentam também a extensão do problema: ultrassonografia, ressonância magnética e doppler são alguns deles.

Como é tratado?

Nos casos mais leves é possível controlar a situação com a mudança de hábitos alimentares do paciente aliadas ao combate ao sedentarismo.

Nesse caso, o médico tem apenas que acompanhar regularmente o desenvolvimento da obstrução.

Em alguns momentos há a possibilidade do uso de medicamentos. Quando o quadro não apresenta qualquer melhora, a cirurgia se torna a melhor opção.

Se for realizada de forma planejada e antes de uma crise grave, a possibilidade de sucesso é significativamente maior que das operações de emergência.

Os métodos cirúrgicos

Simpatectomia cervico-torácica

Consiste na ressecção do pólo inferior do terceiro gânglio cervical, que normalmente está fusionado com o primeiro gânglio torácico, além do segundo e terceiro gânglios torácicos.

A cirurgia pode ser feita a céu aberto, ou seja, com incisão de cerca de 5 centímetros no bordo superior da clavícula, ou mais freqüentemente, na atualidade, por videotoracoscopia.

Simpatectomia lombar

Consiste na ressecção de gânglios simpáticos lombares em quantidade mínima de 2 a 3 gânglios. As indicações são muito semelhantes às da simpatectomia cervico-torácica, e a cirurgia igualmente pode ser feita por videotoracoscopia ou a céu aberto, por incisão lombar.

Eventualmente, alguns casos de gangrena diabética têm a indicação de simpatectomia lombar, desde que ampliada, com a retirada de mais de 3 gânglios lombares.

Alguns Cuidados de Enfermagem

  • Observar e anotar estado de consciência e o nível da dor;
  • Cuidado com os dispositivos invasivos;
  • Mudança de decúbito a cada duas horas;
  • Estimular a deambulação;
  • Troca diária do curativo caso o tenha;
  • Monitorar as extremidades quantos as áreas de calor, vermelhidão, dor ou edema;
  • Manter a hidratação adequada para diminuir a viscosidade do sangue;
  • Elevar o membro afetado conforme orientação médica;
  • Administrar medicamentos para dor conforme prescrição médica;
  • Atentar para utilização diária das profilaxias mecânicas e medicamentosas;
  • Ofertar dieta leve e hipo gordurosa e se em caso de diabéticos, dieta especial para D.M, conforme prescrição médica.

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Que Medicamento é Esse?: Meropenem

Meropenem

O Meropenem, popularmente conhecido como Meronem,  é indicado para o tratamento das seguintes infecções em adultos e crianças, causadas por uma única ou múltiplas bactérias sensíveis e como tratamento empírico antes da identificação do micro-organismo causador:

  • Infecções do trato respiratório inferior;
  • Infecções urinárias, incluindo infecções complicadas;
  • Infecções intra-abdominais;
  • Infecções ginecológicas, incluindo infecções pós-parto;
  • Infecções de pele e anexos;
  • Meningite (inflamação das membranas do cérebro ou da medula espinhal);
  • Septicemia (doença sistêmica causada pela propagação de micro-organismos e suas toxinas através do sangue);
  • Tratamento empírico, incluindo monoterapia inicial para infecções presumidamente bacterianas, em pacientes neutropênicos (com baixo número de neutrófilos no sangue);
  • Infecções polimicrobianas (causadas por vários micro-organismos): devido ao seu amplo espectro de atividade bactericida contra bactérias gram-positivas e gram-negativas, aeróbias e anaeróbias, meropeném é eficaz para o tratamento de infecções polimicrobianas;
  • Fibrose cística: meropeném intravenoso tem sido utilizado eficazmente em pacientes com fibrose cística e infecções crônicas do trato respiratório inferior, tanto como monoterapia, quanto em associação com outros agentes antibacterianos.

Como Funciona?

O Meropenem é um antibiótico carbapenêmico para uso parenteral (administrado por via injetável), onde exerce sua ação bactericida através da interferência com a síntese da parede celular bacteriana.

A facilidade com que penetra nas células bacterianas, seu alto nível de estabilidade a maioria das serinas betalactamases e sua notável afinidade pelas múltiplas proteínas ligantes de penicilina (PBPs) explicam a potente atividade bactericida contra um amplo espectro de bactérias aeróbicas e anaeróbicas.

Os Efeitos Colaterais

Raramente podem ocorrer reações alérgicas, mas ocasionalmente podem ocorrer alterações no sangue.

Se há o aparecimento de reações desagradáveis tais como: náusea, vômito, diarreia, erupção cutânea, coceira, dor de cabeça, formigamento, inflamação no local da injeção e infecções por fungos na boca ou na vagina no paciente, informe ao médico imediatamente.

Quando é Contraindicado?

Meropenem é contraindicado nos casos de hipersensibilidade conhecida ao meropeném ou a qualquer componente da formulação.

E não é recomendado para crianças com idade inferior a 3 meses.

Os Cuidados de Enfermagem

    • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento  não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora.
    • Anteriormente ao início do tratamento o paciente deverá informar ao médico sobre qualquer medicamento que esteja usando ou pretenda usar (inclusive aqueles obtidos sem prescrição médica), como também se tem ou já teve outros problemas de saúde e reação alérgica a qualquer medicamento.
    • A medicação não deve ser usada em crianças <3 meses nem durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. Recomenda-se cautela também nos casos de prejuízo renal (maior risco de trombocitopenia e convulsões; se CCr < 50ml/min, recomenda-se reduzir a dose) e antecedentes de convulsões, lesões cerebrais ou meningites.
    • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente sinais de superinfecção (Iíngua saburrosa, prurido ou descarga vaginal, diarréia ou fezes fétidas) e alergia, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado.
    • Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento da cirurgia.
    • Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida.
    • Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas!

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Diabetes MODY: O que é?

Diabetes MODY: O que é?

Em termos de prevalência, o diabetes tipo 2 é, de longe, a forma mais comum da doença, respondendo por cerca de 90% dos casos no mundo.

Os outros 10% costumam ser associados ao tipo 1 do diabetes. Porém, existem ainda outros “tipos” da doença, muito, muito raros, que respondem por cerca de 1% dos casos e de etiologia diferente tanto do tipo 1 quanto do tipo 2.

O diabetes MODY é um exemplo destes tipos raros.

A diabetes tipo MODY (Maturity-Onset Diabetes of the Young) é um subtipo da diabetes Mellitus, caracterizado por manifestação precoce (em geral abaixo dos 25 anos de idade) e com transmissão autossômica dominante (determinada em pelo menos três gerações).

Corresponde a um defeito primário na secreção da insulina, associada a disfunção na célula β pancreática.

Como ocorre?

O diabetes MODY é caracterizado por problemas ou na produção ou na ação da insulina, decorrentes de mutações em apenas um de uma série de possíveis genes.

Ou seja, há uma lista de genes que, quando sofrem mutações, resultam em ação menos eficiente da insulina; caso uma pessoa apresente mutação em apenas um deles, já nascerá com o diabetes MODY.

Por ser tão ligado aos genes, o diabetes MODY é facilmente passado de pais para os filhos. Se um dos pais – tanto faz ser a mãe ou o pai – possuir uma das mutações que causam o diabetes MODY, há 50% de chances de um filho portar esta mutação ao nascer. Neste caso, a criança terá mais de 95% de probabilidade de desenvolver a doença.

O MODY acomete cerca de 1 a 5% dos casos de diabetes em jovens. Como é resultado de alteração em um único gene, testes genéticos para o diagnóstico desse tipo de diabetes podem ser realizados.

Na maioria dos casos, a mutação é herdada de um dos pais e o diabetes geralmente aparece em todas as gerações sucessivamente, por exemplo em um dos avós, em um dos pais e um dos filhos. A herança é autossômica dominante, o que significa que os filhos de portadores de MODY apresentam 50% de chance de herdarem a mutação.

Os Subtipos

De acordo com vários estudos realizados, a diabetes tipo MODY, corresponde a uma condição monogênica de elevada penetrância, no entanto com uma elevada heterogeneidade a nível clínico.

Esta heterogeneidade permitiu, até ao presente a determinação de vários subtipos de diabetes tipo Mody, conhecendo-se atualmente seis genes responsáveis pelo desenvolvimento da doença, permitindo a sua classificação em seis subtipos distintos: MODY 1, MODY 2, MODY 3, MODY 4, MODY 5 e MODY 6.

É importante referir que deverão existir outros genes, ainda não identificados, que sejam responsáveis pelo desenvolvimento de outros subtipos de diabetes tipo MODY, comumente referidos como MODY X.

Como é diagnosticado?

O diagnóstico é feito geralmente na adolescência ou no adulto jovem por exame de rotina, pois pode haver nenhum ou poucos sintomas já que os níveis glicêmicos não são costumam ser elevados.

Na infância, o MODY pode ser confundido com DM1 por conta da faixa etária e no adulto pode ser confundido com o DM2.

Ao contrário do DM1, o MODY diagnosticado na infância não necessita de insulina quando diagnosticado e os auto-anticorpos estão ausentes.

Quais são as diferenças entre a DM2 e a MODY?

No adulto, a diferença entre o MODY e o DM2 reside no fato que pacientes com MODY geralmente não têm outras condições que se encontram no DM2, como sobrepeso, hipertensão e alterações de gorduras no sangue (dislipidemia).

O Tratamento

O tratamento depende do tipo de mutação que causa do MODY. Existem pelo menos 10 subtipos de MODY reconhecidos. As formas mais comuns são facilmente controladas com dieta e medicações orais quando necessário, e geralmente cursam com pouco risco de complicações em longo prazo.

No caso de suspeita de diabetes monogênico (neonatal ou MODY), o médico deve ser consultado para avaliar a necessidade da realização de testes e aconselhamento genético.


Hemoptise VS Hematêmese: As diferenças

Hemoptise e Hematêmese

A Hemoptise e a Hematêmese são termos que podem confundir muitos, em seus estudos sobre terminologias. Ambos provêm do significado inicial, que é o “sangramento”, porém, cada termo refere à uma parte diferente do nosso corpo.

 O que é a Hemoptise?

A Hemoptise é uma quantidade variável de sangue que passa pela glote oriunda das vias aéreas e dos pulmões.

No inicio do século passado, a hemoptise era patognomônica de tuberculose pulmonar avançada.

Hoje, o câncer de pulmão e as doenças inflamatórias crônicas pulmonares são suas causas mais frequentes nos países desenvolvidos devido o efetivo controle da tuberculose pulmonar.

A presença de sangue no escarro ou escarrar sangue faz com que o doente procure assistência médica imediata.

A hemoptise é classificada em maciça (volumosa) e não maciça, baseado no volume de sangue eliminado. No entanto, não há uma definição uniforme para essas categorias.

Alguns autores consideram hemoptise maciça a perda de sangue entre 100 e 600 mL em 24 h, enquanto outros somente a consideram quando os volumes são maiores que 600 mL em 24 h.

Há quem classifique a hemoptise que “ameaça a vida” de maciça. Nessa situação, o doente deve ser imediatamente internado em UTI.

O perigo recai na asfixia e morte por sangramento na árvore traqueobrônquica.

Nesse cenário, antes do tratamento definitivo, o risco de morte permanece, mesmo após a cessação do episódio de hemorragia, porque a recidiva da hemoptise é imprevisível.

Portanto, a hemoptise maciça é uma emergência médica associada a 30-50% de mortalidade relatada nos últimos 20 anos.

E o Hematêmese?

A Hematêmese refere ao vômito com sangue, onde este tipo de sangramento tem origem de alguma patologia (doença) gástrica ou devido a rompimento de varizes esofagogástricas, cirrose hepática, febre tifóide, perfuração intestinal, gastrite hemorrágica, retocolite ulcerativa inespecífica, tumores malignos do intestino e reto, hemorróidas e outras.

O vômito com sangue pode ser consequência de várias condições, como por exemplo:

  • Varizes esofágicas;
  • Gastrite;
  • Esofagite;
  • Úlceras gástricas;
  • Sangramento nasal;
  • Câncer.

As Diferenças em suas características e aspectos

Vale lembrar que há algumas diferenças básicas também no aspecto de ambas.

A Hematêmese consiste em vômito de cor escurecida, com partículas semelhantes a grãos de café ou vômitos com eliminação de sangue vivo.

Os sinais clínicos de hipotensão, taquicardia, taquipneia, e síncope aparecem. As causas mais comuns de hematêmese são a úlcera gástrica ou duodenal, as varizes de esôfago e a gastrite erosiva.

A Hemoptise deve sempre ser diferenciada da hematêmese pelas seguintes características: vômito com sangue vermelho vivo, ausência de náuseas, presença de bolhas de ar, precedido de tosse, com ou sem expectoração.

Veja também:

Glossário de Terminologias e Termos Técnicos na Enfermagem

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Que Medicamento é Esse?: Dipirona

Que Medicamento é Esse?: Dipirona

O Dipirona, é um antitérmico, indicado para aliviar a dor e para baixar a febre.

Como Funciona?

A dipirona é um antitérmico e analgésico de origem não-narcótica que tem ação central e periférica combinadas. É usada para combater dor e febre. Em geral, os comprimidos produzem efeitos analgésicos e antipiréticos em 30 a 60 minutos – e eles duram aproximadamente 4 horas.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais frequentes são alergia com coceira, ardor, vermelhidão, urticária, inchaço ou falta de ar, alterações no batimento cardíaco e nos valores do exame de sangue, podendo aparecer anemia.

Quando é Contraindicado?

É contraindicado em crianças com menos de 3 meses ou pesando menos de 5 kg, mulheres grávidas ou que estejam a amamentar e pessoas com alergia a qualquer componente da fórmula.

Não deve ser usado caso exista alterações no funcionamento da medula óssea, problema respiratórios ou rinite alérgica, porfiria hepática e deficiência congênita da glicose-6-fosfato-desidrogenase.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A Medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. A medicação não deve ser usada em doses altas ou durante períodos prolongados sem controle médico. A resposta terapêutica, nos casos de dor ou febre, pode ser observados geralmente em 30min. após a administração.
  • A medicação não deve ser usada em crianças < 3 meses de idade ou < 5kg de peso corporal nem a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Os pacientes diabéticos não devem receber a forma solução oral porque contém açúcar.
  • Informe ao paciente (ou ao seu responsável) as reações adversas mais freqüentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente desconforto respiratório, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Nos casos de hipertermia, podem ser indicados banhos ou envoltórios até a estabilização da temperatura.
  • Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem o estado de alerta, durante a terapia.
  • Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, como também de qualquer outra droga ou medicação sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Antes da administração: documente as indicações para a terapia; o início e a duração dos sintomas; relacione as outras tentativas de tratamento e os resultados obtidos; e avalie: reações de hipersensibilidade, uma vez que os pacientes mais sensíveis podem apresentá-las independentemente da dose.
  • Durante a terapia, avalie: 1. os sinais vitais; 2. a função cardíaca (disrritmias, aumento da freqüência cardíaca, palpitações); 3. a função renal (distúrbios renais transitórios com oligúria ou anúria, proteinúria, nefrite intersticial) principalmente em pacientes com histórico de doença renal preexistente ou no caso de superdosagem; 4. a função respiratória (crises de asma principalmente em pacientes predispostos a tal condição; 5. as reações de hipersensibilidade, como: 5.1. choque e discrasias sangüíneas (agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia), as quais, embora bastante raras, sempre representam um quadro muito grave; 5.2. na pele (urticária), conjuntiva ou mucosa nasofaríngea as quais, muito raramente, progridem para reações cutâneas bolhosas, algumas vezes, até com de vida, geralmente com comprometimento da mucosa (síndrome de Stevens-Johnson ou síndrome de Lyell); na presença de tais reações cutâneas, suspenda imediatamente o uso da medicação e comunique ao médico; 6. rigorosamente os pacientes com história de reação de hipersensibilidade a outras drogas ou substâncias, pois estes podem constituir  de maior risco e apresentar efeitos colaterais intensos, até mesmo choque; nesse caso, suspenda imediatamente o tratamento e adote as providências médicas adequadas, como: 6.1. coloque o paciente deitado com as pernas elevadas e as vias aéreas livres; 6.2. dilua 1ml de epinefrina a 1:1.000 para 10ml e aplique 1ml por via IV e, a seguir, uma dose alta de glicocorticóide; 6.3. conforme necessário, faça a reposição do volume sanguíneo (plasma, albumina ou soluções eletrolíticas).
  • Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas.
  • Endovenosa: aplique lentamente; não adicione outras substâncias na mesma seringa.

DPOC: Enfisema Pulmonar VS. Bronquite Crônica

Bronquite Crônica

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, conhecido como DPOC, é termo usado para um grupo de doenças pulmonares caracterizado por obstrução crônica das vias aéreas dentro dos pulmões.

Neste grupo, duas doenças se destacam por serem responsáveis por quase todos os casos de DPOC na prática médica:

A  Bronquite crônica e o Enfisema pulmonar.

Mas quais são as suas principais diferenças?

A Bronquite Crônica

É definida por uma tosse produtiva de pelo menos três meses de duração por ano (não necessariamente consecutivos) por 2 anos ou mais.

Outros sintomas podem incluir chiado e falta de ar, especialmente durante exercícios físicos.

A tosse é muitas vezes pior logo depois de acordar, e o catarro produzido pode ter uma cor amarela ou verde, podendo apresentar estrias de sangue.

A bronquite crônica é causada por uma lesão recorrente ou irritação do epitélio respiratório dos brônquios , resultando em crônica a inflamação , edema (inchaço), e aumento da produção de muco pelas células caliciformes.

O fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões é parcialmente bloqueada devido do muco inchaço e extra nos brônquios ou devido a reversível broncoespasmo.

Maioria dos casos de bronquite crônica são causados ​​por fumar cigarros ou outras formas de tabaco. Inalação crônica de vapores irritantes ou poeira de exposição ocupacional ou a poluição do ar também pode ser causador.

Cerca de 5% da população tem bronquite crônica, e é duas vezes mais comum em mulheres que em homens.

A Enfisema Pulmonar

É caracterizada por danos aos alvéolos pulmonares, causando oxigenação insuficiente e acúmulo de gás carbônico no sangue (hipercapnia).

Ela geralmente é causada pela inalação de produtos químicos tóxicos, como fumaça de tabaco, queimadas e poluição do ar.

Os danos às paredes dos alvéolos reduzem o espaço capaz de fazer troca de ar.

A inflamação que ocorre nos pulmões acontece também em outras partes do organismo como por exemplo o coração, e por isso atualmente a DPOC também é considerada uma doença sistêmica.

Também afeta outros animais, especialmente cavalos expostos a feno com fungos e cachorros e gatos expostos a fumaça de cigarro por muitos anos.

As principais causas de enfisema são:

  • Tabagismo (cerca de 80 a 90% dos pacientes com enfisema foram ou são fumantes)
  • Exposição a gases tóxicos no local de trabalho (cerca de 10 a 20% dos casos) 
  • Genética (responsável por 1 a 5% dos casos)

E as diferenças entre as duas patologias?

Na prática clínica o que encontramos, na verdade, é um sobreposição entre as duas doenças:

O doente com DPOC pode ter um quadro com mais características de bronquite crônica, mas apresenta sempre algum grau de destruição dos alvéolos e hiperinsuflação.

O mesmo ocorre no enfisema, que costuma ter também algum grau de produção de muco e tosse crônica. Por isso, o termo DPOC é mais adequado para definir a doença destes pacientes.

É comum o paciente ter as duas doenças ao mesmo tempo. Ambas apresentam sintomas como falta de ar, secreção, deficiência respiratória mediante esforços. A bronquite provoca ainda tosse e expectoração.

Portanto, a Bronquite Crônica pode afetar pessoas entre 40 a 50 anos, já o Enfisema Pulmonar afeta pessoas entre 50 a 75 anos.

O “Tossidor Azul” e o “Soprador Rosado”

Tendo em conta o aspecto geral dos pacientes com DPOC, o que chama a atenção em um grupo de doentes com DPOC são as características de pessoas emagrecidas e outros com sobrepeso.

Baseando-se nesta característica, Dornhost e Filley classificaram estes pacientes em dois tipos: o Pink Puffer (soprador rosado), que é o emagrecido, e o Blue Bloater (tossidor azul), que é a pessoa em sobrepeso, devido ao aumento da retenção que esses pacientes desenvolvem , há sinais de insuficiência direita do coração.

Os “Sopradores Rosados” recebem esse nome, porque esses pacientes tem uma tendência a serem rosados, devido a um aumento da produção de células sanguíneas, principalmente hemácias, esse paciente adotará uma atitude de respiração em que ele fica soprando, ele permanece com os lábios entre abertos, tentando vencer a resistência das vias aéreas, tendo assim este nome.

Já os “Tossidores Azuis” recebem este nome, porque os pacientes entram em um quadro de hipoventilação, ou seja, a respiração fica muito curta ou lenta, assim entrando em hipercapnia, que é decorrente da hipoventilação, provocando uma acidose respiratória e hipoxemia, sendo assim, responsável por um estado de confusão com sensação de obnubilação ou até perda de consciência, e sua hemoglobina não estando devidamente oxigenada, levando o paciente a uma leve coloração azulada, ou cianótica.

Taquicardia VS Bradicardia: O que são?

Taquicardia

Taquicardia e bradicardia são termos que são muitas vezes referidos por pacientes cardiopatas, no entanto, eles nem sempre conseguem distinguir as suas diferenças, e podem confundir com palpitações.

O que é a Frequência Cardíaca?

A freqüência cardíaca é o número de vezes que o coração bate por minuto e é expresso em batidas por minuto (bpm).

Este valor deve ser coletado por um minuto para maior precisão, sempre entre batidas em ritmos regulares, podendo haver pequenas variações. Em um adulto normal durante o repouso, a freqüência cardíaca é geralmente entre 60 a 120 bpm.

Afinal, o que é uma Taquicardia?

É quando a frequência cardíaca de um adulto ultrapassa os 120 bpm, estamos perante uma taquicardia .

Na taquicardia, o coração bate rapidamente, explicando de uma forma mais simples.

E o que é uma Bradicardia?

É quando a freqüência cardíaca está abaixo de 60 bpm, falamos de bradicardia .

Na bradicardia, o coração bate mais devagar que o normal.

É normal ter uma bradicardia ou uma taquicardia?

É de notar que cada um dos casos deve ser avaliada em contexto sendo pessoas normais sob determinadas circunstâncias, podem representar nenhum bradicardia extrema (por exemplo, durante o sono, com o uso de alguns medicamentos, tais como bloqueadores beta ou de certos antagonistas de cálcio).

E poderá ter taquicardia, sob certas condições onde é considerado normal (por exemplo, febre, exercício, ansiedade, etc) que não correspondem a doenças cardíacas, também é possível exibir distúrbios do ritmo cardíaco em doenças sistêmicas não cardíacas (tais como alguns casos hipertireoidismo).

Taquicardia ou bradicardia também pode ser causada por processos patológicos que merecem exploração mais profunda conforme o caso para tentar definir a sua causa, a fim de olhar o seu melhor alternativa de gestão, nestas circunstâncias deve sempre ser abordadas.

Portanto, em qualquer um desses casos, é melhor ir a uma avaliação médica.

 

SPPV e as Novas Cores das Soluções Parenterais

As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) e a Padronização de Cores para a gravação nas embalagens primárias

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 16/09/2026.

Uma ampola pequena pode carregar um risco grande quando a identificação depende apenas de cor, formato ou aparência. Por isso, a mudança mais importante na rotulagem das Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) foi tornar a identificação mais clara e menos dependente de elementos que podem confundir durante o preparo.

O que são SPPV?

As SPPV são soluções ou suspensões parenterais acondicionadas em recipientes com capacidade inferior a 100 mL, como ampolas, frascos-ampola e determinadas seringas preenchidas.

A rotulagem desses produtos segue as regras gerais da RDC nº 768/2022, complementadas pela IN nº 198/2022, que estabelece requisitos específicos para soluções parenterais de grande e pequeno volume, entre outros produtos.

O que mudou nas embalagens?

Aqui está a atualização que mais interessa para quem trabalha na assistência: a antiga RDC 71/2009 foi revogada pela RDC 768/2022. Portanto, aquele conteúdo que apresenta a RDC 71 como referência atual precisa ser substituído.

Outra mudança importante foi a proibição da gravação de informações diretamente nas ampolas, frascos-ampola e seringas de vidro ou outros recipientes de embalagem de SPPV. A regulamentação passou a prever o uso de etiqueta adesiva indelével, favorecendo melhor contraste e legibilidade das informações.

Na rotina hospitalar, é justamente naquele momento de preparo com várias ampolas lado a lado que uma identificação visual pouco clara pode se tornar um problema. Conferir o nome do medicamento, concentração e demais informações do rótulo continua sendo essencial; a cor funciona como recurso auxiliar, não como substituta da leitura.

E as cores das ampolas?

A IN nº 198/2022 estabeleceu padrões específicos de cores para determinados medicamentos e concentrações. Entre os exemplos estão cloreto de potássio, cloreto de sódio, glicose, gliconato de cálcio, sulfato de magnésio, bicarbonato de sódio e água para injetáveis.

As cores podem estar relacionadas ao fundo do rótulo, à impressão, ao sistema de abertura/ruptura ou aos anéis de identificação, conforme o medicamento e a concentração. Para o cloreto de potássio, por exemplo, existe ainda a exigência de uma faixa vermelha de pelo menos 3 mm devido ao risco potencial do produto.

Por isso, não é seguro decorar apenas frases como “azul é glicose” ou “amarelo é soro”. A identificação depende do produto, concentração e elemento da embalagem ao qual a cor se aplica.

O anel de ruptura ainda é importante?

Sim, mas ele não deve ser confundido com a antiga ideia de que toda ampola utiliza obrigatoriamente o mesmo sistema visual.

A norma atual estabelece critérios específicos para determinados produtos, incluindo cores para sistemas de abertura ou ruptura e anéis de identificação. Quando a embalagem não permite determinada identificação por anéis, existem critérios específicos de diferenciação no rótulo.

Na prática, ao abrir uma ampola durante um plantão, a cor do anel pode chamar atenção imediatamente, mas a confirmação deve continuar sendo feita pelo rótulo. Nunca administre um medicamento porque a cor “parece conhecida”.

Segurança começa na leitura

As informações essenciais do rótulo precisam permanecer legíveis e permitir a identificação adequada do medicamento. A Anvisa também incorporou outras estratégias de segurança à regulamentação de rotulagem, como o uso de Tall Man Lettering para ajudar na diferenciação de nomes de medicamentos semelhantes.

Durante o preparo de medicamentos de alta vigilância, esse cuidado ganha ainda mais importância. Uma ampola pode estar visualmente semelhante a outra e, mesmo quando existe padronização de cores, a conferência deve considerar nome, concentração, apresentação e prescrição.

Cuidados de enfermagem

Antes de preparar uma SPPV:

  • confira o medicamento diretamente no rótulo;
  • confirme concentração, apresentação e validade;
  • não utilize somente a cor da ampola como identificação;
  • observe integridade da embalagem e presença de alterações no conteúdo;
  • compare o medicamento com a prescrição e o protocolo institucional;
  • redobre a atenção com medicamentos potencialmente perigosos;
  • diante de dúvida, interrompa o preparo e esclareça antes da administração.

A identificação visual é uma barreira adicional de segurança, não uma substituição para a conferência do medicamento. Essa diferença é fundamental na prática da enfermagem.

O que mudou de verdade?

A principal atualização não é simplesmente trocar uma tabela de cores por outra. É entender que a regulamentação brasileira de rotulagem das SPPV mudou.

  • RDC 71/2009: referência antiga.
  • RDC 768/2022: marco atual da rotulagem de medicamentos.
  • IN 198/2022: requisitos específicos e padronização aplicável às SPPV.

A IN 198/2022 entrou em vigor em 3 de julho de 2023, e suas regras devem ser consideradas juntamente com a regulamentação de rotulagem vigente e suas atualizações.

Resumo para salvar

SPPV e Padronização de Cores

  • SPPV são soluções parenterais em recipientes menores que 100 mL
  • A RDC 768/2022 substituiu a antiga RDC 71/2009
  • A IN 198/2022 estabelece padrões específicos de cores para determinados produtos
  • A cor auxilia na identificação mas nunca substitui a leitura do rótulo

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Referências:

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 768, de 12 de dezembro de 2022. Estabelece as regras para a rotulagem de medicamentos. Brasília, DF: Anvisa, 2022, com atualizações posteriores.
  2. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Instrução Normativa – IN nº 198, de 12 de dezembro de 2022. Estabelece requerimentos específicos para a rotulagem de soluções parenterais de grande volume, soluções para irrigação, diálise, expansores plasmáticos e soluções parenterais de pequeno volume. Brasília, DF: Anvisa, 2022.
  3. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Segurança de rótulos e embalagens de medicamentos. Brasília, DF: Cofen, 2023.

Porque diluir o Dimorf em solução decimal?

Porque diluir o Dimorf em solução decimal?

O Dimorf, ou popularmente conhecido como Morfina, é um fármaco opioide, sendo um forte analgésico sistêmico, usado para o alívio da dor que não responde a nenhum outro analgésico narcótico sistêmico.

Por que não deve administrar Dimorf IV puro?

Se administrado puro, pode causar depressão respiratória, hipotensão, sedação profunda e coma, e também pode ocorrer convulsão em consequência de altas doses em pacientes com história pregressa de convulsão, sendo assim, estes pacientes deverão ser observados cuidadosamente quando medicados com morfina.

Lembrando, que o Dimorf também podem ser feita pelas vias de administração:

A morfina pode ser administrada em:

  • Via Oral (VO);
  • Intravenosa (IV);
  • Subcutânea (SC);
  • Epidural;
  • Intratecal.

Por estar abordando especificamente da via intravenosa (IV), é recomendado a diluição do mesmo, e administrar por injeção intravenosa lenta, e de preferência decimalmente.

Como é feito?

Um Exemplo:

O médico solicita a administrar 2 cc (ml) de dimorf de 10mg decimal, EV in bolus, em um paciente com dor crônica.

Como faço?

Diluo a concentração final do dimorf que é 10mg em 1 ml para 9 ml de diluente, sendo assim, a cada ml desta solução decimal ficará diluído 01mg de morfina a cada ml, ou seja, tenho no total 10ml aspirado (diluente + fármaco) e cada fração de 1 ml na seringa corresponde a 01mg da solução de morfina diluída com o diluente.

Portanto, se o médico pede 2 cc desta solução decimal já preparada para ser administrada EV in bolus, estou administrando 02mg de morfina EV no paciente.

Veja também:

 

farmacologia

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Conheça um Tubo Endotraqueal

O que é a Intubação Endotraqueal?

Você está com um paciente, e o mesmo apresenta uma intercorrência onde algum quadro que possa prejudicar sua respiração. O médico é chamado, e é feito a Intubação Endotraqueal.

O que é a Intubação Endotraqueal, afinal?

A Intubação endotraqueal é um procedimento pelo qual o médico introduz um tubo na traqueia do paciente, através da boca ou do nariz, para mantê-lo respirando quando alguma condição impede sua respiração espontânea.

Quando é indicado este tipo de procedimento?

A intubação endotraqueal pode ser feita em situações de urgência, como no edema de glote, por exemplo, ou eletivamente, como nas cirurgias que demandam anestesia geral.

Ela é feita para proporcionar uma via aérea desobstruída, quando o paciente tem dificuldades respiratórias que não podem ser tratadas por meios mais simples.

Em geral, as suas indicações em quadros patológicos são:

  • Parada respiratória e/ou cardíaca.
  • Insuficiência respiratória grave.
  • Obstruções das vias aéreas.
  • Presença de secreções abundantes da árvore pulmonar profunda.

O que preciso saber para deixar um kit de Intubação montado?

Fizemos um post aqui, abordando sobre este tema, por completo:

Glossário de Terminologias e Termos Técnicos na Enfermagem

Como é feito este procedimento?

Antes de mais nada, é um procedimento médico. De um modo geral, antes de introduzir o tubo endotraqueal o paciente deve ser colocado em decúbito dorsal, sedado caso necessidade, e deve-se remover dentaduras e todas as próteses removíveis que ele esteja usando, selecionar um tubo de diâmetro adequado, fazer hiperextensão da cabeça do paciente e uma peça bucal deve ser colocada para estabilizar o tubo e impedir que o paciente o morda.

O procedimento deve ser realizado por duas pessoas, uma que realize o procedimento e outra que deve manter a estabilização manual da cabeça e da coluna cervical, a qual deve estar protegida também por um colar cervical.

Com o paciente sedado ou anestesiado, o médico passa através do seu nariz ou da sua boca, com a ajuda de um laringoscópio, um tubo que vai até a traqueia.

O laringoscópio é um aparelho normalmente utilizado para visualizar a laringe, mas que na intubação endotraqueal serve para facilitar a introdução do tubo endotraqueal, que será usado para ventilar mecanicamente o paciente.

Depois de realizada a intubação, o tubo traqueal deve ser ajustado à traqueia por meio de um balonete inflável e o doente é ligado ao respirador, que promove a aeração adequada e onde são misturados três gases: ar, oxigênio e óxido nitroso, de maneira a manter a anestesia pelo tempo necessário.

Qual é o tamanho adequado do Tubo Endotraqueal?

  • Para homens:

O tubo orotraqueal nos tamanhos 9, 10 e 11 permitem uma ventilação mecânica controlada adequada e ventilação por bolsa máscara sem obstruções.

  • Para mulheres:

O  tamanho 9 e 10 possibilitam uma ventilação mecânica controlada adequada e ventilação por bolsa máscara sem obstruções.

Os tamanhos disponíveis em geral:

  • Neo/ Pediátricos: 2.0, 2.5, 3.0, 3.5, 4.0, 4.5, 5.0, 5.5, 6.0, 6.5;
  • Adultos: 7.0, 7.5, 8.0, 8.5, 9.0, 9.5, 10.0.

O mais novo Tubo Endotraqueal com Sistema de Aspiração “Supra Cuff”

Na medicina, estão sempre criando renovações que possam favorecer o paciente, em sua recuperação.

O uso de Ventilação Mecânica Invasiva (VMI) é uma terapia frequente utilizada em tratamentos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Apesar de ser uma técnica alternativa no tratamento de Insuficiência Respiratória Aguda (IRpA) comum dentro dos hospitais, a sua utilização pode acarretar em alguns danos aos pacientes, como lesão traqueal, barotrauma, toxidade pelo uso de oxigênio e acúmulo de secreções.

O acúmulo de secreção se dá devido ao não fechamento da glote produzindo assim, tosse ineficaz e diminuição do transporte do muco o que contribui para a instalação da Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV).

Mas o que é PAV?

A PAV é a infecção hospitalar que mais acomete pacientes internados em UTI e é definida como uma infecção que surge de 48 a 72 h após intubação orotraqueal (TOT) e uso da VMI.

O diagnóstico de PAV segundo ANVISA ocorre quando há o aparecimento de infiltrado pulmonar novo ou progressivo à radiografia do tórax, associado à presença de sinais clínicos e alterações laboratoriais como:

  • febre (temperatura ≥37,8oC);
  • leucocitose ou leucopenia;
  • presença de secreção traqueal purulenta na aspiração do TOT;
  • cultura positiva no aspirado traqueal;
  • piora nos parâmetros ventilatórios ou piora na relação de oxigenação.

Uma das principais causa de PAV é a microaspiração da secreção acima do cuff.

Esse mecanismo ocorre até mesmo quando as pressões do cuff estão ajustadas de maneira correta, ou seja, entre 20 e -30mmHg e por isso, o uso do TOT de aspiração supra cuff vem sendo discutido recentemente por vários autores que destacam a técnica como recurso adicional para prevenção da PAV, pois permite a realização da aspiração de secreções que ficam acima do cuff 6-12.

O procedimento de aspiração traqueal, apesar de necessário para o paciente de terapia intensiva, acarreta alterações hemodinâmica e de mecânica respiratória, como oscilações nos valores de pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio, complacência e resistência pulmonar.

Porém não há evidênicas se o tubo de aspiração supra cuff aumenta a incidência dessas complicações hemodinâmicas e de mecânica respiratória.

As Complicações da Intubação

As complicações pós-intubação endotraqueal têm causas e gravidade muito diversas.

Mais comumente são complicações laríngeas locais e quanto maior o tempo de intubação maior será o risco de elas existirem.

Pode haver também complicações extra-laríngeas, como intubação esofágica; intubação seletiva, atingindo apenas um dos brônquios; indução ao vômito, levando à aspiração; luxação da mandíbula; laceração de partes moles das vias aéreas; trauma das vias aéreas, podendo resultar em hemorragia; fratura de dentes; ruptura ou vazamento do balonete do tubo, resultando em perda da vedação; lesão da coluna cervical, etc.

As complicações da intubação endotraqueal podem ser evitadas, entre outras medidas, por:

  • Cuidado na introdução do tubo;
  • Escolha do tamanho ideal do tubo;
  • Imobilização adequada dos pacientes, que não devem mexer a cabeça em hipótese nenhuma, durante a colocação do tubo;
  • Cuidados na aspiração traqueal.

Os Cuidados de Enfermagem com o TOT

  • Observar o acúmulo de secreção no trajeto do Tubo Orotraqueal, pois a secreção impede o fluxo normal do ar até o paciente causando desconforto e esforço na respiração;
  • Observar as linhas de conexão do Tubo Orotraqueal até a máquina de ventilação mecânica, para que não ocorra nenhum tipo de dobra causando interrupção da passagem do ar;
  • Os principais sintomas de obstrução do Tubo Orotraqueal são o ruído (como ronco) e dobras no sistema de ligação da máquina até o Tubo Orotraqueal;
  • Nesses casos deve-se providenciar a aspiração das secreções e a verificação do sistema;
  • A frequência da aspiração não pode ser determinada com precisão, por isso a observação do quadro é a melhor providência para evitar o desconforto.;
  • A aspiração do Tubo Orotraqueal deve ser realizada sempre com material estéril, minimizando o risco de infecções;
  • A fixação do Tubo Orotraqueal (cadarço) deve estar firme, sempre avaliando o conforto do paciente e sempre realizar a troca conforme sujidade;
  • O Tubo Orotraqueal e as conexões NÃO podem ser tracionadas ou submetidas a esforços (puxões, movimentos de pêndulo ou servir como suporte). Essas situações causam lesões na traquéia do paciente.

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