O que é uma Intubação Endotraqueal?

O que é uma Intubação Endotraqueal?

Você está com um paciente, e o mesmo apresenta uma intercorrência onde algum quadro que possa prejudicar sua respiração.

O médico é chamado, e é feito a Intubação Endotraqueal.

É nada mais que um procedimento pelo qual o médico introduz um tubo na traqueia do paciente, através da boca ou do nariz, para mantê-lo respirando quando alguma condição impede sua respiração espontânea.

Quando é indicado este tipo de situação?

A Intubação endotraqueal pode ser feita em situações de urgência, como no edema de glote, por exemplo, ou eletivamente, como nas cirurgias que demandam anestesia geral.

Ela é feita para proporcionar uma via aérea desobstruída, quando o paciente tem dificuldades respiratórias que não podem ser tratadas por meios mais simples.

Também é indicado para casos:

  • Parada cardíaca com compressões sendo realizadas;
  • Incapacidade de um paciente consciente, ventilar adequadamente;
  • Incapacidade de proteger as vias aéreas do paciente (coma, arreflexia ou parada cardíaca);
  • Incapacidade do socorrista em ventilar o paciente inconsciente com os métodos convencionais;

O que deve conter em um Kit de Intubação?

Devemos proporcionar um preparo prévio dos materiais a serem disponibilizados em uma intercorrência como esta, portanto, fizemos um post sobre o que deve conter em um kit de intubação!

Os Cuidados de Enfermagem com a Intubação Endotraqueal

  • Higienizar as mãos;
  • Preparar material e ambiente;
  • Paramentar-se adequadamente;
  • Explicar ao paciente/família os benefícios e objetivos do procedimento;
  • Testar o ambú e fonte de oxigênio;
  • Montar, testar e calibrar o ventilador mecânico e colocá-lo em modo de espera;
  • Testar a rede de vácuo e deixar sistema de aspiração para pronto uso;
  • Assegurar ausência de próteses dentárias no paciente;
  • Testar o laringoscópio (luz);
  • Testar o balonete do tubo oro endotraqueal com a seringa e assegurar sua integridade;
  • Lubrificar a ponta do balonete do tubo com xylocaína gel;
  • Posicionar o paciente em decúbito dorsal, cabeceira 0º, sem travesseiros;
  • Manter assepsia durante todo o procedimento;
  • Administrar os medicamentos solicitados pelo médico;
  • Realizar a pré-oxigenação do paciente. Utilizar o guedel se necessário;
  • Realizar extensão leve da cabeça;
  • Colocar o fio guia no lúmen do tubo oro endotraqueal;
  • Aguardar o médico realizar a laringoscopia: utilizar a lâmina do laringoscópio;
  • penetrando pelo lado direito da boca (lâmina curva (valécula) ou lâmina reta levanta epiglote). Rechaçar a língua para a esquerda e para cima no campo do médico. Realizar o tracionamento ântero-superior do laringoscópio;
  • Apresentar o tubo para o médico. Realizar a tração da comissura labial direita e realizar a pressão do cricóide se necessário;
  • Após a intubação imediatamente insuflar o balonete;
  • Conectar o ambú e aguardar o médico realizar as confirmações (cinco pontos: epigástrico, bases e lóbus superiores; expansão torácica).;
  • Fixar o tubo com cadarço;
  • Conectar o ventilador mecânico;
  • Verificar sinais vitais, oximetria de pulso e pressão do cuff;
  • Caso haja insucesso na tentativa de intubação, retornar para a pré-oxigenação;
  • Recolher o material;
  • Higienizar as mãos;
  • Providenciar radiografia de tórax;
  • Anotar o procedimento realizado registrando intercorrências.

Saiba mais sobre a Intubação Endotraqueal em nosso Canal YouTube:

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Como fazer uma Fixação de Sonda Enteral ou Gástrica?

Como faz uma Fixação de Sonda Enteral ou Gástrica?

A Fixação de Sondas tanto Naso: Enterais/Gástrica e Oro: Enterais/Gástricas é uma manutenção constante feita pela equipe de Enfermagem.

No estágio de Enfermagem é muito realizado, visando tanto ao aluno quanto ao profissional recém formado, a realizá-los sem medo e com segurança, para o conforto de seu paciente.

Materiais para Realizar uma Fixação de Sonda Enteral ou Gástrica

Existem diversos materiais que você possa trabalhar em cima para realizar uma fixação de sonda. Desde esparadrapos, micropores, tensoplast, e até um adesivo próprio para a sonda, que na qual chamamos de “Nasofix”.

Existem pacientes que podem apresentar alergia, sem ao menos saber, de alguns materiais que é realizado a fixação. Sempre busque por alternativas, para que forneça conforto ao paciente.

Os Tipos de Fixação de Sonda Enteral e Gástrica

Como faz uma Fixação de Sonda Enteral ou Gástrica?

Existem diversas formas de realizar uma fixação. Cada profissional desenvolve sua maneira mais prática e esteticamente confortável ao seu paciente, presando sempre pela segurança do dispositivo instalado no mesmo.

A Fixação em “I”

Talvez seja a forma mais comum de fixação que você verá nas instituições. Pode ser feito de material desde esparadrapos até fita microporosa, é cortado um pedaço da fita, entre 5 a 10 centímetros (dependendo da anatomia do paciente), e realizando 4 pequenos cortes neste pedaço, dobrando-as como envelope para dentro (onde encontra-se a cola), e assim, dando o formato de “I”, prendendo a primeira porção e mais grossa no nariz do paciente, e a segunda porção e mais fina em volta da sonda do mesmo. Este tipo de fixação serve tanto para SNE e SNG, e SOE e SOG, o que diferencia para uma orogástrica/oroenteral é o seu tamanho, podendo ser um pouco mais extenso, sua durabilidade é de até 24 horas, se não houver grandes sujidades, ou deslocamento por oleosidade e sudorese excessiva do paciente à região.

Fixação em Tirinhas

Este tipo de fixação é recomendado que utilize de um material chamado de “Tensoplast”, que é uma bandagem elástica, moldável, resistente, permitindo a passagem de ar e umidade, reduzindo o risco de maceração da pele, sendo cortado em uma superfície (recomendado material plástico duro e anti aderente), para realizar o corte mais eficiente, e assim instalando sempre na narina oposta onde se encontra a sonda locada, para fixar firmemente e não ocasionando desconforto ao paciente, além de que, fica esteticamente melhor no mesmo, sua durabilidade é de até 24 horas, se não houver grandes sujidades, ou deslocamento por oleosidade e sudorese excessiva do paciente à região.

Fixação com Nasofix (Adesivo para Sondas Enterais e Gástricas)

Ainda um material que não é usado com tanta frequência na maioria das instituições de saúde, já é um grande avanço para a saúde, pois muitos lugares já começaram a implementar este tipo de fixação. Sua tecnologia proporciona uma anatomia perfeita para a fixação no nariz, garantindo conforto e segurança, previne lesões de pele. É muito prático de utilizar, pois maioria das embalagens mostram de uma maneira ilustrativa como é feito a instalação desta fixação. Além de que, tem uma durabilidade maior, pode ficar fixada em até 7 dias (dependendo do fabricante), se não houver grandes sujidades, ou deslocamento por oleosidade e sudorese excessiva do paciente à região.

Fixação “Bigodinho”

Este tipo de fixação é recomendado que utilize de um material chamado de “Tensoplast”, que é o mesmo citado acima nas tirinhas. Este tipo de fixação é bastante utilizado em pacientes neo/pediátricos, pois ocasiona uma fixação melhor e uma estética melhor ao paciente. Do mesmo modo citado acima, é recomendado recortar um pedaço, medindo o tamanho do paciente neo ou pediátrico, e realizando dois cortes no lado maior cortado, e assim, fazendo um pequeno corte em uma das tiras, deixando um lado livre e menor para fixar primeiramente. Ao fixar no paciente, é recomendado que instale no filtro labial, (antes ter feito a limpeza no local), e assim fixando a parte cortada menor primeiramente na sonda, e a segunda parte maior por cima desta, fazendo uma fixação que lembre um pequeno “bigode”.

Quando é necessário realizar as trocas destas fixações?

As fixações fazem parte do cuidado de enfermagem ao paciente após uma higienização como banho no leito ou íntima (quando há necessidade). É recomendo que troque a cada 24 horas, em exceto para adesivos nasofix, que prorrogam um pouco o tempo de troca, por causa de sua tecnologia duradoura, e em casos de sudorese, êmese, ou algum outro fator, que tenha que realizar a troca da fixação.

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La Dextrocardia

Dextrocardia

La dextrocardia es una condición cardiaca rara en la que el corazón está apuntado hacia el lado derecho del pecho, en lugar de la situación normal, que se dirigía hacia la izquierda. Es una circunstancia presente al nacimiento, es decir, congénita. Esta patología puede presentar varios tipos, una parte significativa implica otros defectos del corazón, otros envuelven el área abdominal. El tipo más simple de dextrocardia es aquel en que el corazón es una imagen de espejo del corazón normal, existiendo sin embargo otros problemas. Esta condición es rara, a menudo, los órganos abdominales y los pulmones están también en la posición contraria a lo normal, por ejemplo, el hígado se encuentra en el lado izquierdo, en lugar del normal derecho.

Algunos individuos con Dextrocardia “tipo espejo”, tienen un problema específico que afecta las pestañas, los cabellos finos que filtran el aire que entra por la nariz. Esta condición se denomina síndrome de Kartagener. En los tipos más comunes de dextrocardia, los defectos cardíacos están presentes en adición al lugar anormal del corazón. Los defectos cardiacos más comunes observados con Dextrocardia incluyen:

  • Doble salida del ventrículo derecho;
  • Defecto del endocardio;
  • Estenosis pulmonar o atresia;
  • Ventrículo único;
  • Transposición de los grandes vasos;
  • Defecto septal ventricular.

Los órganos abdominales y el tórax de los recién nacidos con Dextrocardia pueden presentar problemas y no funcionar correctamente. Puede ocurrir un síndrome muy grave llamado Heterotaxia. En esta condición muy específica muchos de los órganos no están en sus lugares habituales pudiendo comprometer su buen funcionamiento.

En Heterotaxia, el bazo puede estar completamente ausente. Como el bazo es una parte extremadamente importante del sistema inmunológico, los recién nacidos que nacen sin este órgano están en peligro de contraer infecciones bacterianas graves e incluso la muerte. En otra forma de Heterotaxia se observa la presencia de varios pequeños bazo pero que pueden no funcionar correctamente.

¿Cuáles son los principales signos y síntomas de Heterotaxia?

  • Sistema de vesícula biliar anormal;
  • Problemas con los pulmones;
  • Problemas con la estructura o la posición de los intestinos;
  • Defectos cardíacos graves.

¿Cuáles son las causas?

El corazón del feto se desarrolla durante las primeras semanas de embarazo. Por causas que aún no están completamente conocidas, el corazón se desarrolla apuntando hacia el lado derecho del pecho, en vez del normal lado izquierdo. Los posibles factores de riesgo para la dextrocardia incluyen una historia familiar de la enfermedad.

¿Y sus signos y síntomas?

  • Piel azulada;
  • Dificultad para respirar;
  • Incapacidad de crecer y aumentar el peso;
  • Fatiga;
  • Ictericia (piel y ojos amarillos);
  • Palidez persistente;
  • Episodios de sinusitis repetidos;
  • Organización y estructura anormal de los órganos abdominales;
  • Corazón dilatado;
  • Problemas con la estructura de la caja torácica y con los pulmones (visible en la radiografía tórax);
  • Problemas respiratórios;
  • Taquipnea (frecuencia de respiración aumentada);
  • Pulso rápido.

¿Cómo se realiza el diagnóstico?

No existe ningún signo de enfermedad si el corazón es normal. El diagnóstico se basa en los hallazgos clínicos que pueden sugerir esta condición. El diagnóstico se establece con los siguientes medios complementarios de diagnóstico:

  • Tomografía computarizada;
  • Electrocardiograma (con derivaciones precordiales invertidas -el lado derecho- donde el corazón está localizado;
  • Resonancia magnética cardiaca;
  • Ecocardiograma;
  • Radiografía torácica.

¿Cómo se hace el tratamiento?

La Dextrocardia “tipo espejo completo”, sin defectos cardíacos, no requiere ningún tratamiento. Sin embargo, es importante que los técnicos de salud tengan conocimiento de esta situación (corazón en el lado derecho del pecho), puede ser muy importante en la realización de algunos exámenes y pruebas.

El tratamiento depende siempre de la situación específica que caracteriza ese tipo de dextrocardia. Si están presentes defectos cardíacos, probablemente el bebé necesitará una cirugía de corrección. Normalmente en estos casos es necesario iniciar tratamiento farmacológico antes de la cirugía. Estos medicamentos ayudan al bebé a crecer facilitando la intervención quirúrgica.

Los principales medicamentos utilizados incluyen:

  • Diuréticos;
  • Fármacos con función inotrópica;
  • Hipotensores (fármacos para bajar la presión arterial y aliviar la carga sobre el corazón, inhibidores de la ECA).

También puede ser necesaria la cirugía para corregir los problemas en los órganos abdominales. Los niños con Síndrome de Kartagener necesitará un tratamiento repetido con antibióticos para la sinusitis. Los niños con bazo ausente o anormal necesitarán antibióticos a largo plazo.

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O que é Pterígio?

O que é Pterígio?

O Pterígio, também conhecido por “carne no olho”, é uma alteração na membrana transparente do olho chamada conjuntiva e é decorrente de uma série de fatores que vão desde a hereditariedade até a exposição excessiva a agentes irritativos como praia, piscina, sol, poluição, ar condicionado, etc.

A prevalência desta doença em um país tropical e, sobretudo, numa cidade litorânea como a nossa é muito alta, devido ao clima quente e à exposição solar frequente.

Por isso, muitas pessoas conhecem alguém que tenha essa doença, mas que, por vezes, evitam buscar um tratamento mais efetivo por acharem que não há o que fazer ou por que já ouviram falar que “se operar, a carne volta”.

Não devemos confundir pterígio com catarata, que é a perda de transparência do cristalino e que acontece mais frequentemente em pessoas acima dos 60 anos e exige outro tipo de tratamento.

Normalmente, o pterígio encontra-se localizado no canto interno dos olhos, mas também pode aparecer no canto externo. Embora esta lesão não apresente etiologia infecciosa, pode afetar a visão.

Mas qual é a causa?

Sua causa não foi completamente elucidada, mas é sabido que fatores genéticos, juntamente com fatores ambientais podem favorecer o surgimento do pterígio.

Dentre os fatores ambientais encontra-se a exposição ao sol, poeira e vento.

Os raios ultravioletas e a irritação crônica do olho aparentemente exercem um importante papel na etiologia do pterígio.

A Córnea VS o Pterígio: Entenda as diferenças!

A córnea é uma membrana transparente localizada na superfície do globo ocular e não apresenta vasos sanguíneos nem opacidades, o que possibilita a passagem da luz através dela.

Já no caso do pterígio, a membrana que alastra-se para a córnea, apresenta vasos sanguíneos e tecido fibroso, podendo dificultar assim a visão, por tornar a córnea opaca (leucoma) e causar a distorção da curvatura desta (astigmatismo).

As Complicações

Como manifestação clínica, o pterígio, além de dificultar a visão, apresenta prurido, sensação de areia nos olhos, fotofobia, lacrimejamento e hiperemia ocular.

O Tratamento

O tratamento da ardência e hiperemia ocular deve ser feito utilizando-se colírios adequados.

Todavia, estes não apresentam a capacidade de fazer o pterígio regredir, sendo que o único tratamento comprovadamente eficaz é a remoção cirúrgica. Existem diversas técnicas cirúrgicas, sendo que algumas delas, consideradas melhores, reduzem o risco de recidiva.

As Complicações da Canulação em uma Pressão Arterial Invasiva (PAI)

Pressão Arterial Invasiva

A Utilização do Sistema de Monitorização Invasiva Hemodinâmica denominada de Pressão Arterial Invasiva, ou PAI, é um dos métodos mais utilizados e práticos em situações emergenciais e em procedimentos cirúrgicos, por se obter dados reais da monitorização da pressão arterial do paciente, em milímetros de mercúrio (mmHg).

Portanto, a utilização prolongada deste método pode implicar certas complicações ao paciente, e devem ser tomado medidas cautelosas.

Quais são os 5 métodos utilizados na Inserção da Canulação Intra-Arterial?

Há 5 métodos, sendo essas utilizadas para a técnica de Inserção da PAI: artérias radial, pediosa, braquial, femoral e axilar.

As Complicações

O procedimento de canulação intra-arterial apesar de rotineiro dentro das UTIs e Centro Cirúrgicos, não é isento de complicações que podem deixar graves sequelas anatômicas e funcionais.

As complicações podem ser divididas em gerais ou sistêmicas e específicos locais dependendo do sítio de inserção do cateter.

Dentre as complicações gerais ou sistêmicas, podemos citar:

  • Desconexão e sanguinação;
  • Injeções acidentais de drogas;
  • Infecção local e sistêmica;
  • Formação de fístulas arteriovenosas;
  • Formação de aneurismas;
  • Formação de êmbolos distais (ar ou coágulos);
  • Reação vasovagal manifestada por hipotensão com bradicardia;
  • Hemorragias e hematomas.

Portanto, há complicações bem específicas, quando se dizem por complicações funcionais:

A Trombose

A incidência de trombose é muito comum na artéria radial, porém, deve-se ter o cuidado de realizar o teste de Allen modificado antes da canulação radial, e podem ocorrer em aproximadamente 7% das artérias canuladas na artéria dorsal do pé, palidez do hálux e do segundo dedo que dura mais de 15 segundos, durante a compressão da artéria tibial posterior.

No caso da artéria radial, alguns fatores aumentam o risco de trombose como o tamanho do cateter em relação ao diâmetro da luz arterial e a permanência da cânula. Um cateter calibre 20 produz a menor incidência de trombose na artéria radial, ao passo que a permanência da cânula na artéria radial por mais de 48 horas aumenta, consideravelmente, a incidência de trombose.

A trombose pode ocorrer mesmo após vários dias da retirada do cateter. Apesar da trombose da artéria radial ser muito comum, pacientes que a apresentaram, seguidos por vários meses, geralmente mostram evidências de recanalização.

Se aparecem sinais de isquemia, a cânula deve ser retirada!

Complicações isquêmicas ou necróticas são menos comuns, ocorrendo em menos de 1%.

Após a retirada do cateter, se o fluxo não se normalizar em até uma hora, a artéria deve ser explorada para provável trombectomia. O pulso radial ainda pode ser palpável, distalmente, a uma oclusão completa.

A Embolia

Enquanto tromboses com circulação colateral inadequada para a mão manifestam-se através de resfriamento e palidez, embolias geralmente levam a pontos frios e de cor púrpura nos dedos.

Esses sintomas permanecem por, aproximadamente, uma semana, porém podem levar a gangrena, necessitando de amputação dos dedos ou, raramente, da mão inteira.

Infusões vigorosas com grandes volumes de soluções, especialmente, na tentativa de correção de obstruções parciais de cateteres podem fazer com que a solução chegue à circulação central, causando embolias cerebrais por ar ou micro êmbolos.

Basta 7 ml de solução infundida, vigorosamente, como bolus num cateter de artéria radial para que o fluido atinja a circulação central ao nível do arco aórtico.

Muito cuidado para se evitar que micro bolhas de ar sejam introduzidas no sistema e não mais que 2 ml de solução sejam infundidos em velocidade lenta, a cada vez!

No caso da Artéria Axilar direita, origina-se do tronco braquiocefálico direito, em comunicação direta com a artéria carótida comum, sendo possível que ar, coágulos ou partículas de substâncias possam embolizar para o cérebro durante a infusão.

Pode ser mais seguro utilizar a artéria axilar esquerda ao invés da direita, porém em ambos os casos, a infusão deve ser feita lentamente, com um mínimo de volume e com grande cuidado para evitar a introdução de ar ou de um coágulo para dentro do sistema. Irrigação com um sistema de fluxo contínuo deve ser utilizada.

Pode ocorrer lesão direta dos ramos do plexo braquial, ou um hematoma da bainha axilar pode levar à compressão nervosa e lesão!

A Isquemia e a Necrose de Pele

Se algumas regiões ficarem, temporariamente, pálidas durante a infusão intermitente de fluídos, a extremidade do cateter deve ser reposicionada até que esses períodos de palidez desapareçam.

Tendo em conhecimento:

  • A porção mais distal da artéria deve ser escolhida para a passagem da cânula radial;
  • O menor calibre de cateter deve ser utilizado para minimizar a obstrução da luz da artéria;
  • Canulações prolongadas devem ser evitadas para prevenir a formação e propagação de trombos no próprio cateter!

Os Hematomas

É comum ocorrer hematomas grandes em locais como a Artéria femoral. Os Hematomas podem ser minimizados, mantendo-se pressão sobre a artéria femoral por aproximadamente 10 minutos após remoção do cateter. Entretanto, o pulso femoral não deve ser completamente obliterado pela compressão.Uma fístula pode ser produzida, especialmente, com grandes cateteres.

As Hemorragias

Pacientes em vigência de anti-coagulação, devem ser evitados à este procedimento, podendo levar à neuropatia do nervo mediano e contratura de Volkman.

Dor, edema ou mínima evidência de neuropatia em áreas de distribuição do nervo mediano (como parestesias ou fraqueza) são indicações de imediata suspensão do tratamento anticoagulante e fasciotomia.

Artéria braquial não deve ser canulada em pacientes com diáteses hemorrágicas!

Lembrando que:

Os pulsos das artérias femoral, poplítea, tibial posterior e dorsal do pé devem ser checados, frequentemente.

Caso exista evidência de diminuição ou ausência de pulsos periféricos, o cateter arterial deve ser removido.

Veja também:

A Pressão Arterial Invasiva ou PAI

https://enfermagemilustrada.com/diferencas-entre-trombose-e-embolia/

https://enfermagemilustrada.com/a-necrose-2/

 

 

O Néfron

Néfron

Você sabia que o Néfron é a principal estrutura formadora de urina?

Ela é a menor unidade funcional do sistema que compõe o rim humano.

Em cada um dos rins de uma pessoa, existem cerca de 4 milhões de néfrons. Embora o néfron seja de um tamanho microscópio, ele é essencial para o bom funcionamento dos rins e, como consequência, da saúde geral de uma pessoa.

Embora seja uma estrutura microscópica,o néfron exerce diversas funções na manutenção da saúde do organismo humano.

Sua função é filtrar os elementos que passam pelo sangue através do rim. Ou seja, os néfrons são responsáveis por filtrar, no plasma sanguíneo os elementos que devem ser eliminados do organismo e aqueles que devem seguir para manter o equilíbrio do organismo.

Você sabia?

Embora pareça simples, é através do néfron que é possível regular a pressão arterial, manter o equilíbrio hidroeletrolítico do corpo humano, secretar hormônios, eliminar os resíduos do metabolismo do sangue, controlar a quantidade de líquido do corpo humano, limpar o plasma sanguíneo, manter o equilíbrio ácido-base do corpo e por fim, produzir a urina!

Uma curiosidade!

Nossos rins filtram, em média, 180 litros de sangue por dia, formando aproximadamente 1,5 litros de urina!

 

Veja mais em:

 

Alimentos e Medicamentos: A Interação

Interação Medicamentos

Você sabia que os Medicamentos e os Alimentos podem interagir entre si de forma benéfica ou indesejável?

Primeiramente, facilita a absorção ou diminuindo seus efeitos colaterais.

Por outro lado, pode impedir tal absorção, diminuindo sua eficácia e comprometendo o tratamento de determinada enfermidade!

Podem ter implicações clínicas tanto no processo terapêutico como na manutenção do estado nutricional, cabendo à equipe de saúde repassar ao paciente todas as informações sobre esta relação, alertando para as associações negativas.

Estas interações são múltiplas, com mais de 300 descrições.

Todavia, poucas são clinicamente relevantes, daí a importância de o paciente ter conhecimento acerca de suas medicações, da sua necessidade de tomá-las e a forma correta de sua administração ao relacioná-las com os alimentos.

As Interações Entre Medicamentos-Alimentos mais comuns

Antiácidos: evite ingerir com alimentos, pois reduzem os efeitos. Tome uma hora depois de comer.

Antibióticos: reduzem a produção geral de vitamina B, B5 e K. Podem acelerar a passagem do alimento pelo intestino, diminuindo a disponibilidade para a absorção. Vegetais, grãos e cereais garantem a ingestão de todas as vitaminas.

Amoxicilina: alimentos apenas atrasam sua absorção.

Penicilina: alimentos reduzem sua absorção. Tome 1h antes ou 2h após as refeições.

Eritromicina: alimentos melhoram sua absorção. Suco de frutas e bebidas carbonatadas interferem na sua absorção. Tome com as refeições.

Tetraciclina: aderem cálcio e ferro, de modo que antibiótico e mineral não são absorvidos. Tome 2h antes ou após as refeições.

Suplemento de ferro: em pastilha ou líquido, o leite pode interferir na absorção. Deve ser tomado com água ou bebida ligeiramente ácida, como suco de fruta, que melhora a absorção.

Antifúngico (griseofulvina): melhor quando tomado com uma refeição gordurosa.

Anticonvulsivantes/antiepilépticos (fenobarbital, fenitoína e primidona): interferem no metabolismo da vitamina D e na absorção de cálcio.

Uma boa ingestão de vitamina D (em leite fortificado, gema de ovo, peixes gordos, luz solar), cálcio (laticínios, verduras, brócolis, conservas de peixe com ossos) e ácido fólico (frutas frescas, legumes, grãos) deve compensar esses efeitos. A fenitoína é melhor absorvida com alimentos ou leite.

Medicação da tireóide (levotiroxina): tome com o estômago vazio.

Drogas anti-inflamatórias não esteroidais: a aspirina (ácido acetilsalicílico) interfere no armazenamento de vitamina C e pode causar a perda de ferro através do sangramento digestivo.

Medica­­men­­tos antituberculose (isoniazida): interfere no metabolismo da vitamina B6 (piridoxina). Uma dieta bem equilibrada, incluindo fontes de vitamina B6 como grãos, espinafre, batata doce e branca, banana, melancia e ameixas é indicada.

Corticosteróides (prednisona e hidrocortisona): pode promover a excreção de potássio e cálcio. Reduza a ingestão de sal e coma alimentos ricos em potássio (frutas e verduras frescas) e cálcio (laticínios com baixo teor de gordura) para neutralizar a perda desses minerais. Tome com alimentos, para diminuir problemas de estômago.

Laxante (óleo mineral): interfere na absorção de vitaminas solúveis em gordura, na primeira parte do intestino. Tenha uma dieta rica em vegetais e frutas para obter fibra e beba bastante água.

Contraceptivos orais: alteram os níveis de colesterol no sangue; aumentam a necessidade de ácido fólico e vitamina B6. Coma muitos vegetais e frutas, grãos e cereais, batatas e outras fontes de ácido fólico e vitamina B6. Tome-os com alimentos para evitar náuseas.

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Artérias, Veias e Capilares: Quais são as diferenças?

Artérias, Veias e Capilares

O Sistema Cardiovascular é formado pelo Coração, Artérias, Veias e Capilares, sendo esses três últimos denominados genericamente de vasos sanguíneos.

É nesses vasos que o sangue circula, sendo levado para todas as partes do corpo, o que garante nutrição e oxigenação das células.

Apesar de veias, artérias e capilares serem vasos sanguíneos, eles apresentam diferenças! Essas diferenças garantem que cada um dos vasos exerça com perfeição seu papel.

Os Vasos Sanguíneos e as Túnicas

Geralmente, os vasos sanguíneos são formados pelas seguintes camadas, também conhecidas como túnicas:

A túnica íntima, túnica média e a túnica adventícia.

A camada mais interna é a túnica íntima, e a mais externa é a adventícia.

A túnica íntima é formada pelo endotélio, uma camada de tecido conjuntivo frouxo que ocasionalmente apresenta células musculares e uma lâmina elástica interna.

A túnica média, por sua vez, é formada por tecido muscular liso associado a fibras elásticas.

Por fim, a túnica adventícia é formada por tecido conjuntivo denso não modelado e tecido conjuntivo frouxo.

As Artérias

As artérias são vasos sanguíneos que levam sangue do coração para todos os tecidos.

À medida que saem do coração, essas artérias tornam-se de menor calibre e cada vez mais ramificadas.

O sangue, ao sair do coração, está sob uma alta pressão, o que poderia danificar as artérias se elas não possuíssem paredes elásticas e fortes.

Nas artérias, percebe-se que a túnica média é bem mais desenvolvida quando comparada com as dos outros tipos de vasos sanguíneos.

Anteriormente, considerava-se que artérias eram vasos que transportavam apenas sangue rico em nutrientes e oxigênio, que recebia o nome de sangue arterial.

Entretanto, hoje sabemos que isso não é verdade, pois existe a artéria pulmonar, que leva sangue pobre em oxigênio do coração ao pulmão para que ele possa ser oxigenado.

As Veias

As veias são vasos sanguíneos que transportam sangue proveniente dos tecidos para o coração.

As veias maiores resultam da convergência de vasos sanguíneos, que tornam a veia mais calibrosa à medida que se aproxima do coração.

Quando comparadas às artérias, verificamos que a túnica média das veias é menos musculosa e com menos fibras elásticas.

Normalmente o sangue transportado pelas veias é rico em gás carbônico e pobre em nutrientes, por isso, esse tipo de sangue era chamado anteriormente de sangue venoso.

Vale destacar, no entanto, que as veias também transportam sangue rico em oxigênio, que é o caso da veia pulmonar.

Diferentemente das artérias, a pressão nas veias é menor.

Para que o sangue consiga vencer a força da gravidade e a baixa pressão para retornar ao coração, as veias possuem válvulas que evitam o refluxo de sangue.

E Os Capilares

Os capilares são vasos sanguíneos que apresentam como função principal realizar trocas entre o sangue e os tecidos, garantindo que nutrientes e oxigênio sejam passados para as células.

Por causa dessa função, é importante que esses vasos sejam delgados.

Normalmente os capilares são formados por uma única camada de células endoteliais e seu diâmetro fica em torno de 8 mm.

Veja Também:

Sistema Endócrino e seus Hormônios

O Sistema Urinário

O Sistema Digestivo

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Quemaduras: Clasificaciones

Quemaduras

Cuando hablamos de quemaduras de la piel, luego nos vienen a la cabeza las quemaduras térmicas, pero hay otros tipos de quemaduras, en particular quemaduras químicas, eléctricas, por radiación, por frío e incluso por fricción.

Las quemaduras se clasifican de acuerdo con su profundidad y tamaño, siendo generalmente medidos por el porcentaje de la superficie corporal acometida.

Clásicamente las quemaduras se clasifican en 1º, 2º y 3º grados, de acuerdo con la capa de piel acometida.

Quemaduras de 1º grado: también llamada quemadura superficial, son aquellas que envuelven sólo la epidermis, la capa más superficial de la piel.

Los síntomas de la quemadura de primer grado son intensos dolor y enrojecimiento local, pero con palidez en la piel cuando se toca. La lesión de la quemadura de primer grado se seca y no produce burbujas. Generalmente mejoran después de 3 a 6 días, pudiendo descamar y no dejan secuelas.

Quemaduras de 2º grado: actualmente es dividida en 2º grado superficial y 2º grado profundo. La quemadura de 2º grado superficial es aquella que envuelve la epidermis y la porción más superficial de la dermis.

Los síntomas son los mismos de la quemadura de primer grado incluyendo la aparición de burbujas y una apariencia húmeda de la lesión. La curación es más larga que puede llevar hasta 3 semanas; no suele dejar cicatriz, pero el lugar de la lesión puede ser más claro.

Las quemaduras de segundo grado profundas son aquellas que acomete toda la dermis, siendo semejantes a las quemaduras de 3º grado. Como hay riesgo de destrucción de las terminaciones nerviosas de la piel, este tipo de quemadura, que es mucho más grave, puede incluso ser menos doloroso que las quemaduras más superficiales. Las glándulas sudoríparas y los folículos capilares también pueden ser destruidos, haciendo que la piel quede seca y pierda sus pelos.

La cicatrización tarda más de 3 semanas y suele dejar cicatrices.

Quemaduras de 3º grado: son las quemaduras profundas que afectan a toda la dermis y alcanzan los tejidos subcutáneos, con destrucción total de nervios, folículos pilosos, glándulas sudoríparas y capilares sanguíneos, pudiendo incluso alcanzar músculos y estructuras óseas. Son lesiones blanquecinas / grisáceas, secas, indoloras y deformantes que no curan sin apoyo quirúrgico, necesitando injertos.

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Agulha: Os Tipos e Indicações

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