O papel do técnico de enfermagem na dietoterapia é fundamental e abrange diversas atividades, sempre sob a supervisão do enfermeiro e em colaboração com a equipe de nutrição (nutricionista e técnico em nutrição e dietética). As principais funções incluem:
- Administração de Dietas: É responsável por administrar a dieta prescrita ao paciente, seja ela via oral, por sonda (enteral) ou, em alguns casos e sob supervisão direta do enfermeiro, parenteral.
- Monitoramento e Observação: Deve monitorar a aceitação da dieta pelo paciente, registrando a quantidade ingerida e observando possíveis reações adversas, complicações (como náuseas, vômitos, distensão abdominal ou infecções no local da sonda) ou recusa alimentar.
- Cuidados com Acessos: Realiza a manutenção e os cuidados necessários com os dispositivos de alimentação, como sondas nasoentéricas, gastrostomias e jejunostomias, garantindo a higiene e o funcionamento adequado.
- Coleta de Dados: Auxilia na coleta de dados relevantes sobre os hábitos alimentares e histórico do paciente, informações cruciais para a avaliação nutricional realizada pelo nutricionista e enfermeiro.
- Orientação e Educação em Saúde: Orienta o paciente e seus familiares sobre a importância da dieta, a forma correta de administração (no caso de alta hospitalar, por exemplo) e os cuidados de higiene necessários, promovendo a adesão ao plano alimentar.
- Comunicação com a Equipe: Reporta prontamente quaisquer alterações no estado nutricional do paciente ou problemas relacionados à alimentação à equipe multidisciplinar (enfermeiro, nutricionista e médico) para os ajustes necessários no plano de cuidados.
- Registro de Informações: Realiza anotações precisas no prontuário do paciente sobre a administração da dieta, aceitação, intercorrências e orientações fornecidas, garantindo a continuidade do cuidado.
Em resumo, o técnico de enfermagem atua na linha de frente da assistência nutricional, garantindo que o plano dietoterápico seja executado de forma segura e eficaz, contribuindo diretamente para a recuperação e bem-estar do paciente.
Referências:
- BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de nutrição clínica. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.
- CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução COFEN nº 543/2017: atualiza e estabelece parâmetros para o dimensionamento do quadro de profissionais de enfermagem nos serviços/locais onde são realizadas atividades de enfermagem. Brasília, DF: COFEN, 2017.
- POSSO, Maria Belén Salazar. Nutrição e dietoterapia. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2005.
-
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENFERMAGEM PARENTERAL E ENTERAL (SBEPTE). Diretrizes de enfermagem em terapia nutricional. São Paulo: SBEPTE, 2018.
A importância do técnico de enfermagem na admissão do paciente na unidade hospitalar é fundamental, pois ele desempenha um papel crucial na organização do processo, na segurança do paciente e na criação de um ambiente acolhedor e seguro. Este é o primeiro ponto de contato direto e contínuo do paciente com a equipe de assistência, e uma admissão bem-feita impacta diretamente toda a trajetória do cuidado.
As principais contribuições do técnico de enfermagem neste processo são:
- Acolhimento e Conforto: O técnico de enfermagem é responsável por acolher o paciente e sua família de forma humanizada, reduzindo a ansiedade e o estresse que a hospitalização naturalmente causa. Uma recepção empática ajuda a estabelecer uma relação de confiança.
- Organização e Preparação: Garante que o leito e a unidade do paciente (incluindo equipamentos e materiais básicos) estejam preparados antes da chegada, assegurando um ambiente limpo, organizado e funcional para o início do tratamento.
- Coleta de Dados Iniciais e Vínculo: Auxilia na coleta dos dados básicos de identificação e informações preliminares sobre o estado de saúde do paciente (sinais vitais, peso, altura, queixa principal, alergias conhecidas), que subsidiarão o plano de cuidados do enfermeiro e da equipe médica.
- Orientação e Educação em Saúde: Orienta o paciente e acompanhante sobre as rotinas da unidade, horários de visita, uso de campainha de chamada, medidas de segurança (como prevenção de quedas e identificação correta) e a dinâmica do hospital.
- Prevenção de Erros e Segurança do Paciente: A checagem correta dos dados de identificação e a colocação da pulseira de identificação no momento da admissão são passos críticos para a segurança do paciente, prevenindo erros de medicação, procedimentos incorretos e garantindo que o cuidado certo seja prestado à pessoa certa.
- Registro e Documentação: Realiza a documentação inicial no prontuário, registrando as informações coletadas e as intervenções realizadas, o que é vital para a continuidade da assistência e comunicação entre a equipe multiprofissional.
- Comunicação Efetiva: Atua como um elo de comunicação inicial entre o paciente, a família e o restante da equipe de saúde, garantindo que as necessidades e preocupações iniciais do paciente sejam transmitidas e atendidas.
Em resumo, o técnico de enfermagem na admissão é essencial para garantir que o processo seja eficiente, seguro e humanizado, estabelecendo a base para uma experiência hospitalar positiva e um cuidado de qualidade.
Referências:
- BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Resolução Cofen nº 543/2017: atualiza e estabelece parâmetros para o dimensionamento do quadro de profissionais de enfermagem nos serviços/locais onde são realizadas atividades de enfermagem. Brasília, DF: Cofen, 2017. Disponível em: [Inserir link se disponível]. Acesso em: 31 out. 2025.
- POSSARI, João Francisco. Práticas de enfermagem: manual de procedimentos. 5. ed. São Paulo: Iátria, 2017.
- TIMBY, Barbara K. Enfermagem Médico-Cirúrgica. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.
- POTTER, Patricia Ann; PERRY, Anne Griffin. Fundamentos de enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
- MINISTÉRIO DA SAÚDE. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Manual de segurança do paciente para serviços de saúde: gerenciamento de tecnologias em saúde. Brasília, DF: Anvisa, 2014.
Se um paciente sentir dor aguda no peito, a enfermagem deve tomar medidas imediatas, priorizando o reconhecimento precoce de condições graves, como a síndrome coronariana aguda (infarto), e seguindo o protocolo de dor torácica da instituição.
As medidas imediatas incluem:
Avaliação Rápida (Triagem):
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- Avaliar imediatamente a queixa de dor e sinais de gravidade, como intensidade, localização e irradiação para braços, mandíbula, pescoço ou costas.
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- Verificar a presença de sintomas associados, como falta de ar, sudorese (suor frio), náuseas, vômitos, tontura, palidez ou alteração do nível de consciência.
Monitoramento e Estabilização Inicial:
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- Monitorização Contínua: Instalar imediatamente o paciente em monitorização cardíaca contínua (eletrocardiograma), oximetria de pulso e aferição da pressão arterial.
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- Acesso Venoso: Obter um acesso venoso periférico de grosso calibre (preferencialmente nº 18 ou 20).
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- Oxigenoterapia: Administrar oxigênio suplementar, se a saturação de oxigênio estiver abaixo de 94% ou se o paciente apresentar desconforto respiratório.
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- Glicemia Capilar: Realizar a medição da glicemia capilar.
Realização do Eletrocardiograma (ECG):
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- Realizar e interpretar um ECG de 12 derivações em até 10 minutos da chegada do paciente ou do início do atendimento, pois é crucial para o diagnóstico de infarto com supradesnivelamento do segmento ST.
Comunicação e Preparação:
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- Notificação Médica: Comunicar imediatamente o médico responsável sobre a queixa do paciente e os achados da avaliação inicial e do ECG.
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- Preparo para Medicações: Deixar medicações padronizadas para dor torácica (conforme protocolo médico, como AAS, nitrato sublingual, morfina) prontas para administração, mediante prescrição.
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- Coleta de Exames: Colher amostras de sangue para exames laboratoriais, incluindo marcadores de necrose miocárdica (troponina ultrassensível), conforme a urgência e o protocolo.
Posicionamento e Conforto:
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- Posicionar o paciente de forma confortável (geralmente em repouso no leito) e acalmá-lo, reduzindo sua ansiedade, o que ajuda a diminuir o consumo de oxigênio pelo miocárdio.
Essas ações visam agilizar o diagnóstico e o tratamento de doenças graves, como o infarto agudo do miocárdio ou embolia pulmonar, que são as principais causas de mortalidade por dor torácica.
Referências:
- BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos de Intervenção para a Enfermagem em Urgência e Emergência. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2018.
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENFERMAGEM (ABEn). Diretrizes para o Atendimento de Enfermagem na Síndrome Coronariana Aguda. São Paulo: ABEn, 2020.
- TIMBY, Barbara K. Enfermagem Médico-Cirúrgica. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.
- WHITE, H. D.; CHEXAL, S. P. Management of acute myocardial infarction. Journal of the American College of Cardiology, v. 72, n. 18, p. 2221-2235, 2018.
O enfermeiro, no exercício de suas funções, realiza diversos procedimentos invasivos, tanto de natureza assistencial quanto, em alguns casos (e mediante capacitação específica), estética, sempre sob a regulamentação do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Os cuidados na manutenção desses procedimentos visam, primariamente, a prevenção de infecções e a segurança do paciente.
Procedimentos Invasivos Realizados pelo Enfermeiro
Dentre os procedimentos invasivos que podem ser realizados por enfermeiros, destacam-se:
- Punção Venosa Periférica e Central (em algumas situações, como a jugular externa, sob resolução específica): Para administração de medicamentos, fluidos, coleta de exames e hemotransfusão.
- Cateterismo Vesical (Sondagem Vesical de Alívio e de Demora): Inserção de sonda na bexiga para drenagem de urina, diagnóstico ou tratamento de retenção urinária.
- Sondagem Nasoentérica e Nasogástrica: Inserção de sonda via nasal ou oral até o estômago ou intestino para fins de nutrição (dietas enterais), administração de medicamentos ou descompressão gástrica.
- Punção Arterial: Para coleta de gasometria arterial ou monitoramento contínuo da pressão arterial invasiva.
- Aspiração Endotraqueal e de Vias Aéreas: Remoção de secreções em pacientes com comprometimento respiratório, como aqueles em ventilação mecânica.
- Passagem de Acesso Venoso Umbilical (em neonatologia): Procedimento privativo do enfermeiro, conforme regulamentação específica.
- Realização de Curativos Complexos: Incluindo a avaliação e tratamento de lesões por pressão e feridas com o uso de técnicas avançadas.
- Procedimentos Estéticos (mediante pós-graduação e regulamentação): Aplicação de toxina botulínica, preenchimentos dérmicos e bioestimulação por cânula (sujeito a regulamentações e decisões judiciais específicas).
Cuidados na Manutenção
A manutenção adequada desses dispositivos é crucial para prevenir complicações, como infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). Os principais cuidados incluem:
- Higienização Rigorosa das Mãos: O cuidado mais fundamental e eficaz na prevenção de infecções.
- Técnica Asséptica: Utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e manutenção de um campo estéril durante a inserção e manuseio dos dispositivos.
- Monitoramento Contínuo do Paciente: Observação constante de sinais vitais e do local de inserção do dispositivo para identificar precocemente sinais de infecção, sangramento, oclusão ou deslocamento.
- Cuidados com o Curativo: Realizar a troca de curativos conforme os protocolos institucionais (geralmente a cada 24-48 horas ou se estiver sujo/solto), utilizando técnicas padronizadas e produtos apropriados, como desinfecção dos conectores.
- Revisão Diária da Necessidade: Avaliar diariamente se o dispositivo invasivo ainda é necessário, promovendo sua remoção o mais rápido possível para reduzir riscos.
- Elaboração e Seguimento de Protocolos: Adoção de protocolos e Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) baseados em evidências científicas para a inserção, manutenção e remoção de dispositivos invasivos.
- Educação do Paciente e Família: Orientar o paciente e cuidadores sobre os cuidados necessários e sinais de alerta, garantindo a continuidade do tratamento e a segurança após a alta.
- Registro Adequado: Documentar todos os procedimentos realizados, as avaliações feitas e as orientações fornecidas nas anotações de enfermagem.
Referências de consultas:
- BRASIL. [Resolução COFEN]. Resolução COFEN nº 311, de 8 de fevereiro de 2007. Aprova o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e dá outras providências. Brasília, DF: COFEN, 2007.
- BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução COFEN nº 388/2011: Dispõe sobre a normatização da execução, pelo enfermeiro, do Acesso Venoso Central e Arterial, para fins de coleta de sangue e monitoramento contínuo da pressão arterial. Brasília, DF: COFEN, 2011.
- BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução COFEN nº 450/2013: Dispõe sobre o cateterismo vesical. Brasília, DF: COFEN, 2013.
- BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução COFEN nº 529/2016: Dispõe sobre a atuação do enfermeiro na área de Estética. Brasília, DF: COFEN, 2016.
- POTTER, Patricia Ann; PERRY, Anne Griffin. Fundamentos de enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENFERMAGEM EM FERIDAS E ESTÉTICA (SOBEFE). Diretrizes para prevenção de infecção relacionada à assistência à saúde. São Paulo: SOBEFE.
- TIMBY, Barbara K.; SMITH, Nancy E. Enfermagem médico-cirúrgica. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.
Pacientes masculinos com alterações na próstata, como hiperplasia prostática benigna (HPB), podem apresentar anúria, disúria ou oligúria devido ao aumento da glândula prostática que comprime a uretra, dificultando ou impedindo o fluxo urinário.
Anúria: É a ausência completa de produção de urina. Em casos de HPB, a anúria pode ocorrer devido à obstrução completa da uretra pela próstata aumentada, impedindo a passagem da urina da bexiga para o exterior.
Disúria: Refere-se à dificuldade ou dor ao urinar. A próstata aumentada pode irritar a uretra e a bexiga, causando essa sensação de queimação ou dor durante a micção.
Oligúria: É a diminuição da produção de urina. A obstrução parcial da uretra pela próstata pode dificultar o esvaziamento completo da bexiga, resultando em menor volume de urina produzida e eliminada.
Outros fatores: Além da obstrução mecânica, a inflamação da próstata ou da uretra, infecções urinárias recorrentes e outras condições relacionadas ao trato urinário podem contribuir para esses sintomas.
Em resumo, o aumento da próstata em homens pode levar a problemas no trato urinário inferior, como anúria, disúria e oligúria, devido à compressão da uretra e/ou irritação da bexiga e uretra, dificultando ou impedindo a passagem normal da urina.
A causa da enxaqueca ainda não foi completamente desvendada pela ciência. Sabe-se que ocorre um desequilíbrio bioquímico em certas localidades do cérebro, envolvendo substâncias chamadas neurotransmissores, neuropeptídeos e hormônios. Um desses principais neurotransmissores recebe o nome de serotonina.
Seria cômico se não fosse trágico: A pessoa com enxaqueca, muitas vezes em sua busca pelo alívio, já teve seus dentes retirados, seus olhos refratados, seu septo nasal endireitado (isso, tudo bem, para quem queria ganhar um nariz novo!), suas adenóides removidas, sua mandíbula consertada, sua mente analisada, seu útero removido, seu pescoço tracionado, seus seios da face drenados, seu sistema imunológico dessensibilizado, suas vértebras manipuladas, seus hormônios regulados e, até onde eu sei, seus maus espíritos exorcizados… e ela continua a ter dores de cabeça!
A pessoa é submetida a diversos exames, encaminhada a inúmeros especialistas, submetida a incansáveis investigações – sem nenhum resultado anormal. Por fim, é descartada e desprezada como um “doente ilegítimo”, um hipocondríaco, vítima do mau diagnóstico, da má compreensão e do desprezo: –”Você não tem nada!!!”
Enxaqueca não é frescura
Para muitos profissionais de saúde, infelizmente, a enxaqueca ainda é doença de hipocondríaco, frescura, piripaque, vontade de chamar atenção. Mas a causa da enxaqueca é muito sutil para ser detectada pelos exames mais modernos que dispomos.
A causa da enxaqueca é um desequilíbrio neuroquímico.
Neurotransmissores e neuropeptídeos como a serotonina são substâncias que o cérebro fabrica, cuja função é transmitir informações entre neurônios. Daí o nome neurotransmissores. Os neurotransmissores são responsáveis, entre outras coisas, por nossas sensações, inclusive a de dor. São responsáveis até pelo nosso humor e comportamento. É por isso que a enxaqueca anda de mãos dadas com depressão, ansiedade e pânico. Todas essas doenças compartilham o mesmo o mesmo tipo de desequilíbrio bioquímico cerebral.
As manifestações desse desequilíbrio neuroquímico podem diferir umas das outras. Assim, enquanto em algumas pessoas ele se manifesta como enxaqueca, em outras, se manifesta como depressão. Ou ansiedade. Ou pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, fibromialgia etc. Cada manifestação resulta num diagnóstico diferente. A maneira como esse desequilíbrio irá se manifestar depende de fatores genéticos, ambientais e comportamentais.
No caso da enxaqueca, uma vez instalado esse desequilíbrio, o indivíduo fica vulnerável a apresentar a dor de cabeça e os demais sintomas, mediante uma série infindável de gatilhos (fatores desencadeantes), os quais são erradamente confundidos com causas.
Uma verdadeira linha de produção de exames
Por que a pessoa que sofre de enxaqueca faz todos os exames possíveis, e todos eles insistem em resultar normais? Até mesmo ressonância magnética da cabeça, angiorressonância, doppler transcraniano, eletroencefalograma, líquor, exames de sangue etc. E no caso de aparecer alguma anormalidade num exame, ela não é a causa da enxaqueca, mas um mero achado.
Algum exame feito pela pessoa acusou uma anormalidade e, como resultado, o paciente e seu médico vão sair na busca eterna da solução da enxaqueca através do tratamento da anormalidade acusada no exame – um desvio de coluna, uma sinusite, um problema na arcada dentária, um teste de alergia alterado, e assim por diante. A pessoa acaba sendo submetida a uma verdadeira “linha de produção” de exames e tratamentos, todos realizados por profissionais médicos muito bem-intencionados procurando por aquilo que pensam ser a causa da enxaqueca. Assim, o otorrinolaringologista vê a causa como uma sinusite; o alergologista vê a causa como alergia; o ortopedista vê como um problema de coluna, e assim por diante.
Porém, a enxaqueca nada tem a ver com os distúrbios e as doenças desses órgãos. Pense um pouco: Quanta gente possui desvio de coluna, por exemplo, e não tem dores de cabeça! Se o desvio fosse causa da enxaqueca, então todas as pessoas que tivessem o tal desvio deveriam ter os sintomas da tal enxaqueca. E isso não ocorre!
O fato é que a enxaqueca é uma doença muito comum. Estima-se que 1/5 da população sofra dela. E o enxaquecoso pode estar apresentando, ao mesmo tempo, por mera coincidência, algum outro problema. Esse problema pode ou não ser grave. Na maioria das vezes, não é.
Pense só: Você pode estar, por exemplo, com o maior resfriado, comer alguma coisa estragada e ter uma enorme dor de barriga. Será que essa dor de barriga tem alguma coisa a ver com seu resfriado? Aposto que não!
Porém, quando o problema descoberto, por acaso e coincidência, é grave, pode acabar, muitas vezes, gerando nova – e maior – confusão.
Nenhum exame detecta a causa da enxaqueca
O motivo é que não existe exame sofisticado o suficiente para detectar e comprovar esse desequilíbrio causador da enxaqueca. De um lado, sabemos que na enxaqueca existe um desequilíbrio na química do cérebro. Mas de outro, tudo o que sabemos e falamos sobre a exata e mais profunda natureza desse desequilíbrio são hipóteses. Tanto é assim, que a enxaqueca até hoje é oficialmente definida pelos sintomas, e não pelas causas.
A localização da dor pode variar de crise para crise; raramente dói sempre no mesmo lugar. A dor pode ocorrer em qualquer lugar da cabeça, inclusive na região dos dentes, seios da face e nuca. Isso pode dar origem a confusões com problemas dentários, de ATM, de sinusite e de coluna.
Os demais sintomas da enxaqueca compreendem náuseas (enjoo), vômitos, aversão à claridade, ao barulho, aos cheiros, hipersensibilidade do couro cabeludo, visão embaçada, irritabilidade, flutuações do humor, ansiedade, depressão (mesmo fora das crises) e lacrimejamento. Não é necessário apresentar todos estes sintomas para ter enxaqueca. Normalmente apresenta alguns deles, em graus variados. Leia mais sobre sintomas da enxaqueca.
Crise de enxaqueca pode durar de horas a dias
A duração de uma crise de enxaqueca é, tipicamente, de 3 horas a 3 dias, seguida de um período variável sem nenhuma dor. Pode ser precedida por uma alteração do humor (euforia em alguns casos, depressão e irritabilidade em outros) e do apetite (vontade de comer doces, ou então perda de apetite), visão embaçada, visão dupla, escurecimento da visão (cegueira parcial) de um ou ambos os olhos, e sensação de estar vendo pontos brilhantes, como se fossem vagalumes. Entre outros sintomas estão incluídos diminuição da força muscular de um lado do corpo, formigamentos, tonturas, diarreia, podendo também ocorrer as manifestações visuais já descritas.
A frequência da dor é muito variável, podendo ser desde uma vez na vida, até todos os dias, e até várias vezes ao dia, no caso da cefaleia em salvas. (A cefaleia em salvas é uma variante rara da enxaqueca, que acomete muito mais os homens).
A dor de cabeça da crise de enxaqueca pode ser muito forte, a ponto de impedir o indivíduo de exercer qualquer atividade, obrigando-o a ficar deitado, num quarto escuro, em silêncio, imóvel, durante horas ou dias. O paciente torna-se muito irritável, preferindo ser deixado sozinho.
Boa parte das crises de enxaqueca termina com o sono, ou então quando a pessoa vomita (principalmente as crianças). Ao fim de uma crise, o paciente sente-se como que de ressaca, apresentando, por mais de um dia, tolerância limitada para atividade física e mental.
O COREN é uma Autarquia Federal de Fiscalização Profissional. Tem como objetivos básicos disciplinar e fiscalizar o cumprimento da Lei do Exercício Profissional (Lei 7.498/1986), combater o exercício ilegal da profissão, zelar pelo bom conceito da profissão e dos que a exerçam, bem como pelo acatamento do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.
A obstrução da via aérea mais frequente acontece devido ao inchaço dos tecidos desta via. Pode ainda ocorrer provocada por um corpo estranho, como um pedaço de comida ou um objecto. A maioria dos casos de obstrução da via aérea é provocada por engasgamento, ocorrendo com maior frequência durante as refeições.
De acordo com a ANVISA (1), há indicação de introduzir gel lubrificante estéril, de uso único, com ou sem anestésico, na uretra masculina, durante a técnica de inserção do cateter vesical (Grau da evidência A-III). Segundo Homenko (2), a recomendação é a utilização de substâncias hidrossolúveis, como a lidocaína geleia a 2%, na introdução do cateter.
Nos pacientes do sexo masculino, sugere-se a instilação uretral de 15 a 20 ml, enquanto que, nas pacientes do sexo feminino, esta lubrificação pode ser realizada diretamente no cateter urinário. A lubrificação do cateter é realizada com o intuito de evitar as complicações passíveis de ocorrer no ato da cateterização vesical: traumatismo uretral, dor e o falso trajeto (3-5). Deve ser feita em todos os casos, sobretudo nos homens, cuja uretra chega a ter um comprimento médio cinco vezes maior que a uretra feminina. Não foram encontradas menções a respeito de contra-indicações para seu uso.
Complementação – O cateterismo vesical é um procedimento clínico amplamente praticado e de grande valor para o diagnóstico e tratamento de vários processos patológicos. Tem como principais indicações a drenagem vesical por obstrução crônica, disfunção vesical (bexiga neurogênica), drenagem vesical após cirurgias urológicas e pélvicas, medida de diurese em pacientes graves, controle da higienização perineal e conforto de pacientes incontinentes de urina e comatosos (3). Durante muito tempo acreditou-se que a melhor forma de tratar pacientes com bexiga neurogênica ou pacientes que apresentavam incontinência urinária, seria a utilização de cateteres urinários de demora (2). Sabemos hoje que o cateterismo vesical intermitente beneficia uma série de pacientes com bexiga neurogênica, e é considerado como a melhor solução para o esvaziamento da bexiga nos pacientes com disfunção vesicoesfincteriana que apresentam grande capacidade funcional da bexiga e alta resistência uretral (2,6). Este método está indicado para eliminar a urina residual, ajudar a prevenir a infecção urinária, evitar a incontinência urinária e mesmo as lesões do trato urinário superior, além de diminuir a incidência de formação de cálculos vesicais e mimetizar o processo normal de micção (2). O cateterismo vesical constitui um meio importante de transporte da flora bacteriana uretral, para o interior da bexiga, sendo seu tempo de permanência um fator crucial para a colonização e infecção (bacteriana e fúngica) da via urinária (1,3). Sabe-se que o crescimento bacteriano inicia-se após a instalação do cateter, numa proporção de 5-10% ao dia, e estará presente em todos os pacientes ao final de quatro semanas (1). Portanto, tendo em vista a redução dos índices de infeccão do trato urinário nestes pacientes, imediatamente depois de cessados os motivos que indicaram o uso do dispositivo, a sonda deverá obrigatoriamente ser retirada (1,7). Quanto à técnica de inserção do cateter, seguem as recomendações da ANVISA (1):
- Reunir o material para higiene íntima, luvas de procedimento e luvas de procedimento estéril, campo estéril, sonda vesical de calibre adequado, gel lubrificante*, antisséptico, bolsa coletora de urina**, seringa**, agulha** e água destilada**;
- Higienizar as mãos com água e sabonete líquido ou preparação alcoólica para as mãos;
- Realizar a higiene íntima do paciente com água e sabonete líquido;
- Retirar luvas de procedimento, realizar higiene das mãos com água e sabonete líquido ou preparação alcoólica para as mãos.
- Montar campo estéril;
- Organizar material estéril no campo (seringa, agulha, sonda, coletor urinário, gaze estéril);
- Calçar luva de procedimento estéril;
- Conectar sonda ao coletor de urina, testando o balonete** (sistema fechado com sistema de drenagem com válvula anti-refluxo);
- Lubrificar a sonda com gel; lubrificante estéril (antes de iniciar a antissepsia);
- Realizar a antissepsia da região perineal com solução padronizada;
- Introduzir gel lubrificante na uretra em homens;
- Lubrificar a ponta da sonda com gel lubrificante em mulheres;
- Seguir técnica asséptica de inserção;
- Observar drenagem de urina pelo cateter e/ou sistema coletor, que deverá ficar abaixo do nível da bexiga, sem contato com o chão; observar para manter o fluxo desobstruído;
- Fixar corretamente o cateter no hipogástrio no sexo masculino e na raiz da coxa em mulheres (evitando traumas)**; e
- Assegurar o registro em prontuário e no dispositivo para monitoramento de tempo de permanência e complicações.
*Gel lubrificante de uso único, com ou sem anestésico **Uso para cateter permanente
Segundo o Manual do Ministério da Saúde, ao administrar a vacina via subcutânea, a orientação é aspirar e observar se não atingiu algum vaso sanguíneo. Caso isso aconteça, retirar a agulha do local e preparar nova dose de vacina¹.
O tecido subcutâneo, ou hipoderme, é a camada mais interna da pele, que é constituído principalmente de tecido adiposo, podendo ser dotado por inúmeros capilares sanguíneos. A derme que se situa acima do tecido subcutâneo é composta por grande quantidade de vasos sanguíneos e linfáticos (2). Atentar para a relação entre o ângulo de aplicação e a escolha de agulha adequada, levando em consideração a quantidade de massa muscular do usuário a ser vacinado¹.
A via subcutânea é utilizada para a administração de soluções que necessitam ser absorvidas mais lentamente, assegurando uma ação contínua. Essas soluções não devem ser irritantes, devendo ser de fácil absorção. O volume máximo a ser introduzido por esta via é de 1,5ml¹. Os locais mais utilizados para injeções subcutâneas são as regiões do deltóide no terço proximal ou na face superior externa do braço, na face anterior da coxa ou na face anterior do antebraço¹. Vacinas contra o Sarampo, Caxumba e Rubéola, substâncias como a insulina e adrenalina e alguns hormônios têm indicação específica desta via¹. Procedimentos para Administração¹:– lavar as mãos; – escolher o local da administração; – fazer a limpeza da pele, caso necessário (com álcool a 70% ou água e sabão); – pinçar o tecido do local da administração com os dedos indicador e polegar, mantendo a regiãofirme; – introduzir a agulha, com o bisel para cima, com rapidez e firmeza, e em ângulo de 30º (indivíduos magros), 45º (indivíduos normais) ou 60º (indivíduos obesos); – quando a agulha for de 10mm, a angulação para indivíduos obesos e normais será de 90º; – aspirar, observando se não atingiu algum vaso sanguíneo; caso isso aconteça, retirar a agulha do local e preparar nova dose de vacina; – injetar o líquido lentamente; – retirar a seringa com a agulha com movimento único e firme; – fazer leve compressão no local com algodão seco; – lavar as mãos.
Para evitar atingir o músculo, deve-se comprimir o tecido adiposo, inserir a agulha com um ângulo de 45 ° e injetar a vacina para o tecido. Em geral, após a aplicação de uma vacina, qualquer sinal ou sintoma que ocorrer é imediatamente associado à vacinação. Esta relação que se estabelece entre o evento adverso e a vacinação é denominada ação temporal. Isto é, inicialmente, assume-se que o evento ocorreu por causa da vacinação ³. Os casos de abscesso geralmente encontram-se associados com infecção secundária e erros na técnica de aplicação. Estas reações são consequência da introdução da agulha e do conteúdo vacinal no tecido muscular. A hiperestesia se produz pela irritação dos terminais nervosos locais. O eritema se deve à vasodilatação reativa, que favorece a absorção4. O prurido e as pápulas urticariformes são consequências da liberação de histamina, serotonina e outras substâncias vasoativas. O enfartamento ganglionar revela a atividade das células retículo-endoteliais e dos macrófagos para eliminar os restos da vacina. Os abscessos ocorrem quando há a contaminação no local de inoculação e estão normalmente relacionados a erro de técnica (4). Notificar e investigar os casos com abscessos ou outras reações locais muito intensas (edema e/ou vermelhidão extensos, limitação de movimentos acentuada e duradoura); notificar também o aumento exagerado de determinada(s) reação(ões) local(is) associada(s) eventualmente a erros de técnica ou a lote vacinal (“surtos”) (4). Podemos evitar muitos dos eventos adversos pós-vacinação causados por técnica de aplicação inadequada. Para isso, é preciso ter atenção especial para estes pontos (4):- Lave as mãos, no mínimo, antes e após a aplicação da vacina. – A forma adequada de segurar a criança para uma imobilização segura. – O ângulo correto de aplicação que deve ser observado de acordo com a via de aplicação indicada.
Atributos APS – De um modo geral, as vacinas figuram entre os produtos biológicos mais seguros para o uso humano, proporcionando benefícios indiscutíveis à saúde pública. No entanto, como qualquer outro produto farmacêutico, elas não estão isentas de risco. Sabe-se que a ocorrência de alguns eventos adversos é esperada. A tarefa da vigilância epidemiológica dos eventos adversos pós-vacinação é realizar o monitoramento desses eventos de forma a permitir que os benefícios alcançados com a utilização das vacinas sejam sempre superiores a seus possíveis riscos. (4)
Os principais erros cometidos durante a administração de medicamentos psicotrópicos estão associados a distrações ambientais, conhecimento insuficiente sobre farmacologia, erros provenientes da interpretação da escrita da prescrição médica e prescrições incompletas, dificuldade para calcular a dosagem da medicação corretamente, e pressão relacionada ao trabalho. Associados a essas dificuldades o enfermeiro também pode ter dificuldades em relação a má adesão ao tratamento medicamentoso pelo paciente e as barreiras de comunicação culturais e linguísticas dos pacientes.
Os cuidados na administração de medicamentos psicotrópicos são os mesmos para qualquer administração de medicamentos independente de sua categoria farmacológica considerando os 9 acertos para a administração segura de medicamentos (paciente certo, medicamento certo, dose certa, via certa, hora certa, tempo certo, validade certa, abordagem certa, registro certo).
Além disso, é necessário avaliar a história clínica do paciente e realizar o exame físico rigoroso; avaliar os sinais vitais antes, durante e após a administração do medicamento e conhecer os efeitos adversos dos grupos de medicamentos mais utilizados na área da psiquiatria, quer sejam, psicotrópicos ou clínicos em geral comumente utilizados para potencializar seus efeitos, ou reduzir o risco de efeitos adversos.
Combater o erro na administração de medicamentos é uma responsabilidade predominantemente organizacional em vez de individual.
Não é recomendado partir um comprimido pela incerteza da dose administrada.
Ainda assim, um comprimido pode ser partido ao meio em situações específicas, respeitando as informações do produto (bula), quando: * Não há a dose indicada na prática clínica; * A dose tem que ser ajustada ao peso do paciente; * Paciente for criança ou idoso; * O comprimido é sulcado, para tanto recomenda-se usar partidores e; * O medicamento possui baixa toxicidade. Quando necessária, é uma decisão que deverá ser compartilhada entre as equipes médica, de farmácia e de enfermagem. Os profissionais envolvidos no preparo e na administração do medicamento compartilham da responsabilidade do cuidado. Comprimidos que NÃO podem ser partidos: * Comprimidos revestidos; * Cápsulas, drágeas, pílulas; * Medicação com liberação controlada; * Comprimidos redondos e lisos; * Comprimidos pequenos ou não sulcados (dificuldade de se localizar o meio com exatidão); * Comprimidos espessos ou de formato irregular; * Comprimidos de liberação entérica e; * Comprimidos de liberação incerta após a partição.
Bibliografia Selecionada
A recomendação de clampeamento intermitente do cateter prévio à remoção de sonda vesical de demora ou qualquer outro preparo, independentemente do tempo de permanência do dispositivo, apesar de muito comum na rotina dos serviços de saúde, não possui evidências científicas de benefício.
Pessoas que estão em uso de cateteres urinários devem ser avaliadas com frequência para a possibilidade de remoção* do dispositivo e retomada da micção espontânea, conduta que diminui o risco de infecções do trato urinário e de sequelas, como incontinência e retenção urinária.
Como também não há consenso sobre como fazer a remoção de SVD, considerando o cenário da Atenção Primária à Saúde (APS), sugere-se: Proceder com a remoção atraumática. Esvaziar completamente o balonete – conectar uma seringa com êmbolo retraído e deixar o líquido drenar espontaneamente, sem aspirar – ele pode conter de 10 a 20 mL de solução, nos casos de procedimentos endourológicos podem chegar a 30 a 60 mL. Tracionar a sonda lenta e gentilmente, havendo qualquer resistência, atentar para a possibilidade do balonete não ter sido esvaziado completamente (repetir o procedimento de esvaziamento do balonete). Permanecendo a resistência, encaminhar para serviço hospitalar de referência. Nos primeiros dias após a remoção, a micção espontânea pode causar ardência e a coloração pode estar ligeiramente tingida de sangue. Orientar sobre ingesta hídrica, mobilização (quando não houver restrições) e uma rotina de idas ao banheiro, a cada 4 a 6 horas, independentemente da vontade de urinar. A partir dessa rotina o acompanhamento deve ser de acordo com as queixas que a pessoa apresentar. Orientar sobre sinais de infecção (febre, dor abdominal, urina com mau cheiro, hematúria) e, na vigência dos mesmos, procurar o serviço de saúde imediatamente. *A decisão sobre remoção da sonda vesical de demora é uma conduta médica.
Para a administração de vacinas, não é recomendada a assepsia da pele do usuário no ambiente da unidade básica de saúde. Somente quando houver sujidade perceptível, a pele deve ser limpa utilizando-se água e sabão ou álcool a 70%, no caso de vacinação extramuros e em ambiente hospitalar.
Quando usar o álcool a 70% para limpeza da pele, friccione o algodão embebido por 30 segundos e, em seguida, espere mais 30 segundos para permitir a secagem da pele, deixando-a sem vestígios do produto, de modo a evitar qualquer interferência do álcool no procedimento.
O AUTÔNOMO pode ser qualquer indivíduo, com ou sem qualificação profissional, desde que trabalhando por conta própria, o LIBERAL é sempre um profissional de nível universitário ou técnico, registrado em uma ordem ou conselho profissional, pagando contribuição anual, para poder exercer sua profissão.
Portanto, o técnico de enfermagem precisa sempre de um enfermeiro responsável técnico. Toda empresa que possua atividades de enfermagem, necessita de um enfermeiro RT.
Leia mais em: http://www.cofen.gov.br/parecer-no-182016ctas_47897.html
Pode sim, inclusive existem cursos de especialização nessa área.
Na Lei 7.498/86 que dispõe da atuação dos profissionais de enfermagem, fica estabelecido que o técnico de enfermagem não pode atuar sem supervisão quanto atuar em instituições de saúde, públicas e privadas, e em programas de saúde.
Já o COFEN na resolução 0464/2014, indica que o técnico de enfermagem em atuação de Home Care tem de atuar sob a supervisão de um Enfermeiro.
Não! O Estágio é obrigatório! conforme lei vigente, na qual você pode consultar aqui.
A Resolução Cofen nº 450/2013, publicada em dezembro, estabelece as competências da equipe de Enfermagem em relação ao procedimento de Sondagem Vesical (introdução de cateter estéril, através da uretra até a bexiga, para drenar a urina).
Segundo o Parecer Normativo, aprovado pela Resolução, a inserção de cateter vesical é função privativa do Enfermeiro, em função dos seus conhecimentos científicos e do caráter invasivo do procedimento, que envolve riscos ao paciente, como infecções do trato urinário e trauma uretral ou vesical.
Desta forma, a sondagem vesical não pode ser delegada ao profissional de nível médio, é um ato privativo do Enfermeiro.
A documentação do paciente (prontuário) e os demais documentos inerentes ao processo de cuidados enfermagem (livros de ocorrência, relatórios, etc.) constituem a finalização do processo de cuidar do paciente: trazem maior visibilidade a profissão, permitem o planejamento da assistência, refletem a produtividade da equipe, permitem que sejam feitas estatísticas de atendimento, servem de fonte de consulta para inspeção da auditoria de enfermagem, são provas cabais da jornada de trabalho, e ainda, poderão servir para a defesa ou incriminação de profissionais de saúde.
O Decreto 94.406 /87 que regulamenta a Lei do Exercício dos Profissionais de Enfermagem-LEPE prevê as Anotações de Enfermagem nos Artigos 11, Inciso II e 14, Inciso II.
A Resolução Cofen 358/2009, que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de enfermagem e dá outras providências. O artigo 6°, da referida Resolução, diz que:
Art.6° “A execução do processo de enfermagem deve ser registrada formalmente”.
A Resolução Cofen 564/2017, que aprovou o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, incluiu artigos sobre Anotações de Enfermagem, dentre os quais cabe especificar:
CAPÍTULO II – DOS DEVERES
Art. 35 Apor nome completo e/ou nome social, ambos legíveis, número e categoria de inscrição no Conselho Regional de Enfermagem, assinatura ou rubrica nos documentos, quando no exercício profissional.
- 2º Quando se tratar de prontuário eletrônico, a assinatura deverá ser certificada, conforme legislação vigente.
Art. 38 Prestar informações escritas e/ou verbais, completas e fidedignas, necessárias à continuidade da assistência e segurança do paciente.
Art. 36 Registrar no prontuário e em outros documentos as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar de forma clara, objetiva, cronológica, legível, completa e sem rasuras.
Art. 37 Documentar formalmente as etapas do processo de Enfermagem, em consonância com sua competência legal.
Art. 38 Prestar informações escritas e/ou verbais, completas e fidedignas, necessárias à continuidade da assistência e segurança do paciente.
CAPÍTULO III – DAS PROIBIÇÕES
Art. 88 Registrar e assinar as ações de Enfermagem que não executou, bem como permitir que suas ações sejam assinadas por outro profissional.
Portanto, nas anotações de enfermagem, seja na evolução, na prescrição, em relatórios ou qualquer documento utilizado quando no exercício profissional, constitui responsabilidade e dever do profissional, apor o número e a categoria de inscrição, conjuntamente a sua assinatura.
A Resolução Cofen nº. 545/2017, dispõe Anotação de Enfermagem e mudança nas siglas das categorias profissionais. Segundo a norma a anotação do número de inscrição dos profissionais de Enfermagem é feita com a sigla do Coren, acompanhada da sigla da Unidade da Federação onde está sediado o Conselho Regional, seguida do número de inscrição, separados todos os elementos por hífen. As siglas foram definidas como se segue:
- a) ENF, para Enfermeiro;
- b) OBST, para Obstetriz.
- c) TE, para Técnico de Enfermagem;
- d) AE, para Auxiliar de Enfermagem, e
- e) PAR, para Parteira.
O documento define que a anotação do número de autorização é feita com a sigla AUT seguida da sigla da Unidade da Federação onde está sediado o Conselho Regional e do número da autorização, separadas as siglas por barra e o número por hífen.
E ainda, o Art. 5º prevê a obrigatoriedade de aposição do carimbo em todo e qualquer trabalho profissional de Enfermagem.
A Resolução Cofen 429/ 2012, que dispõe sobre o registro das ações profissionais no prontuário do paciente, e em outros documentos próprios da Enfermagem, independente do meio de suporte- Tradicional ou Eletrônico. O artigo 1°, assevera que:
Art.1° É responsabilidade e dever dos profissionais de enfermagem registrar, no prontuário do paciente e em outros documentos próprios da área, seja em meio de suporte tradicional (papel) ou eletrônico, as informações inerentes ao processo de cuidar e ao gerenciamento de processos de trabalho, necessários para assegurar a continuidade e a qualidade da assistência.
Assim, diante da ampla legislação sobre o registro e anotações das atividades de enfermagem, ocorrências e intercorrências, os referidos registros se fazem necessários em qualquer área da assistência de enfermagem. Atentando-se para o fato de que os registros dos atendimentos e/ou cuidados de enfermagem, devem ser realizados no prontuário, folha de evolução ou folha de atendimento do paciente e que as ocorrências e intercorrências referentes a equipe, devem ser registrados no livro de relatório de enfermagem, acessível e privativo da equipe de enfermagem.
Não há contra-indicação à monitorização da PVC, mas sim ao acesso vascular central.
As contra-indicações são ao acesso vascular central: pacientes com síndromes obstrutivas da veia cava superior, trombose venosa profunda de membros superiores, infecção ou queimadura nos locais de acesso, bem como limitações anatômicas.
Entretanto, o acesso venoso central, na maioria dos pacientes graves, é factível e realizado sem dificuldades.
Sim. A medida da PVC é um dos primeiros passos na avaliação da volemia e da função cardíaca de pacientes graves.
A PVC pode contribuir para avaliação e controle do estado do volume intravascular. Como tal análise relaciona retorno venoso com função ventricular, variações na complacência de um dos ventrículos ou na capacitância venosa podem provocar erros nesta correlação, como ocorre na disfunção diastólica, na ventilação mecânica e com o uso de drogas vasoativas. A avaliação da PVC como indicador de volemia deve ser realizada através da resposta à infusão de líquidos, de modo seriado. A ausência de aumentos na PVC de até 3 mmHg, após prova de volume padronizada, quase sempre é garantia de bom desempenho cardíaco e de espaço para reposição volêmica.
Apesar das limitações como método de avaliação da volemia, é o mais simples, pouco invasivo e disponível rapidamente à beira do leito. Valores extremos de PVC, isto é, muito baixos ou muito elevados, correspondem a hipovolemia e hipervolemia, respectivamente. Além disso, a PVC pode ser utilizada como um dos parâmetros de otimização hemodinâmica, como já demonstrado em pacientes sépticos graves.
As variáveis e métodos recomendados como componentes da Monitorização Hemodinâmica Básica são: freqüência cardíaca, diurese, ECG contínuo, SpO2, PAM não-invasiva, freqüência respiratória, temperatura, PVC e PAM invasiva. A utilização da monitorização com PAM invasiva deverá ser indicada de forma individualizada.
A monitorização de sinais vitais é indispensável durante o acompanhamento de pacientes graves. Entretanto, cabe ressaltar que a sensibilidade destas variáveis é limitada, sendo tanto maior quanto mais grave o paciente. Portanto, se a normalização dos sinais vitais não é sinônimo de estabilidade, por outro lado, sinais vitais anormais são um importante alerta de gravidade.
Pode e não pode.
Por que?
Vamos lá!
Não devemos administrar medicamentos considerados ”do nosso cotidiano” nas artérias, e sim nas veias, por vários motivos:
- Primeiro, porque as veias localizam-se mais superficialmente no corpo, sob a pele, enquanto as artérias situam-se mais internamente;
- Segundo, porque a parede das veias é mais fina, permitindo a penetração da agulha de injeção muito mais facilmente do que as artérias.
Além disso, as artérias contraem-se ritmicamente e poderiam ser lesadas se perfuradas com agulhas.
Mas há uma via específica para um momento específico: A Via Intra-Arterial (IA)!
Esta somente é utilizada para infusão de drogas antineoplásicas e destina-se ao tratamento de tumores localizados, geralmente inoperáveis, de fígado, membros, cabeça e pescoço, cólon, reto, cérebro, pâncreas, bexiga, cérvix uterino, mama, melanoma e sarcomas.
Permite infusão do quimioterápico em concentração mais alta próximo ao leito tumoral, o que pode tornar o tratamento mais efetivo e, possivelmente, menos tóxico em nível sistêmico. É utilizada com mais frequência nos casos de tumores de fígado primários ou metastáticos provenientes de carcinoma gastrointestinal (colorretal principalmente), mama e pulmão.
Tá, mas porque estes quimioterápicos são injetados na artéria e não nas veias como qualquer medicamento comum?
Porque o quimioterápico que é injetado na artéria para nutrir o tumor, e portanto é injetado em altas doses junto ele, evitando a circulação pelo corpo, este medicamento.
Assim, altas concentrações de agentes antineoplásicos na área de infusão tumoral, além do tempo prolongado de exposição às mesmas, propiciam melhores resultados em relação à administração sistêmica das mesmas drogas e com menos efeitos colaterais.
Além de que a inalação muitas vezes são prescritas como o SORO FISIOLÓGICO à 0,9%, alguns estudos dizem, que a indicação melhor seria uma inalação eficaz (para casos que se utilizam as composições juntas de berotec e atrovent, ou até o clenil), água destilada é a melhor indicada pra fazer uma inalação por alguns motivos:
- O soro fisiológico cristaliza por ter salina (cloreto de sódio ) e também se for feita várias vezes ao dia pode elevar a pressão arterial,ainda mais de quem já é tem doenças como hipertensão arterial sistêmica, por exemplo!
- E os alvéolos pulmonares, que são responsáveis pela hematose (troca gasosa), são revestidos por uma substância, que não pode ser comprometida de jeito nenhum, pois isso poderia causar inúmeras complicações.Por isso nenhum tipo de tratamento aspirativo pode conter substâncias que comprometam essa “camada” ou os alvéolos.
Não que o soro fisiológico representa algum risco, mas ele contém 0,9% de sal (Na+Cl-) em sua composição, o que pode acabar afetando essa substância.
Se o médico prescreve um inalação somente como o uso do soro fisiológico, seja ela para fluidificar as secreções, sempre tente ao menos, perguntar se o paciente é hipertenso, caso resultado positivo, pergunte ao médico sobre o método alternativo de fluidificação utilizando a água destilada.
“Dripping” é a forma de administrar um medicamento muito forte ou irritante de Forma suave e lenta.
A própria palavra já demonstra seu contexto “dripping”, ou seja, “gotejamento”.
Então, não passa da Forma de administração de solução intravenosa através de um equipo com gotejador, se não houver uma bomba infusora para calcular a quantidade de administração do medicamento, aprendendo então a realizar o cálculo da solução por tempo de gotejamento.
Exemplos de Drippings mais utilizados em UTI:
- Solução de Dormonid;
- Solução de Fentanil;
- Solução de Reposição de Cloreto de Potássio;
- Solução de Noradrenalina;
- Solução de Nipride;
- Solução de Tridil;
- Solução de Dobutamina;
- Entre outros.
