Enfermagem Offshore: você está preparado?

No ambiente offshore, a enfermagem pode estar literalmente a quilômetros de distância do hospital mais próximo. É justamente essa distância que muda a forma de trabalhar: uma intercorrência que, em terra, poderia ser encaminhada rapidamente para outro serviço precisa ser inicialmente avaliada, estabilizada e conduzida pela equipe de saúde disponível a bordo.

É por isso que trabalhar como profissional de enfermagem offshore vai muito além de “embarcar para trabalhar”. Exige preparo técnico, autonomia dentro das atribuições profissionais, capacidade de reconhecer situações de emergência e familiaridade com um ambiente de trabalho bastante diferente do hospital convencional. A NR-37 estabelece requisitos específicos de segurança, saúde e condições de vivência para trabalhadores a bordo de plataformas de petróleo nas Águas Jurisdicionais Brasileiras.

O que é enfermagem offshore?

A enfermagem offshore é a atuação do profissional de Enfermagem em plataformas de petróleo, unidades marítimas e outros ambientes de trabalho embarcado relacionados às operações offshore.

Nesse cenário, o profissional pode participar de atividades assistenciais, atendimento de urgências, primeiros socorros, promoção da saúde, prevenção de agravos, treinamentos, controle de materiais e medicamentos, registros e ações relacionadas à saúde ocupacional.

Estudos sobre a atuação do enfermeiro offshore descrevem justamente essa combinação entre assistência, gerenciamento, educação em saúde e preparação para situações previsíveis e inesperadas.

A rotina é diferente da enfermagem hospitalar

Em uma plataforma, o profissional de saúde está inserido em um ambiente industrial, com riscos próprios da atividade, espaços confinados, operações com máquinas e equipamentos, movimentação de pessoas e cargas e, principalmente, distância geográfica dos grandes centros de atendimento.

A NR-37 determina que a plataforma habitada disponha de profissional de saúde registrado no respectivo conselho profissional e estabelece critérios relacionados ao número de trabalhadores a bordo e à composição da equipe de saúde. Para determinados contingentes, pode haver técnico de enfermagem sob supervisão de enfermeiro, enfermeiro ou médico; a norma também prevê enfermaria e sistema de telemedicina para apoio especializado em terra.

Isso muda bastante a percepção de responsabilidade. Uma dor torácica, uma queda, uma queimadura ou um trauma durante o trabalho não podem ser encarados apenas como mais um atendimento da rotina.

Quando o treinamento deixa de ser certificado e vira prática

Imagine um trabalhador chegando à enfermaria após um acidente, com dor intensa e uma lesão aparentemente localizada. Naquele momento, o profissional precisa controlar a ansiedade, avaliar o paciente de forma sistemática, identificar sinais de gravidade e organizar o atendimento disponível.

É nesse tipo de situação que treinamentos de suporte à vida e trauma deixam de ser apenas certificados guardados em uma pasta.

A NR-37 determina que profissionais de saúde de nível médio lotados em plataformas tenham treinamento em suporte básico de vida e trauma pré-hospitalar, enquanto profissionais de nível superior devem possuir treinamentos avançados em suporte cardiológico e trauma pré-hospitalar, conforme as exigências previstas na norma.

Uma situação que mostra a diferença

Em um ambiente hospitalar, diante de uma alteração clínica inesperada, existe uma estrutura relativamente próxima: laboratório, radiologia, centro cirúrgico, especialistas e equipes de apoio.

No offshore, a lógica é outra.

Uma alteração súbita dos sinais vitais durante o turno pode exigir avaliação imediata, monitorização, estabilização e comunicação com a equipe médica em terra. O profissional precisa conhecer muito bem os recursos disponíveis na unidade e saber exatamente como acionar os fluxos de emergência.

Relatos publicados sobre enfermeiros embarcados descrevem uma rotina que envolve atendimento assistencial, treinamento de equipes de resgate, orientação de saúde, fiscalização e gerenciamento, além de períodos de sobreaviso para situações emergenciais.

Cuidados de enfermagem no ambiente offshore

Os cuidados começam antes mesmo de uma emergência acontecer. Organização da enfermaria, conferência de materiais, medicamentos e equipamentos, controle dos registros, verificação das condições dos recursos destinados ao atendimento e conhecimento dos protocolos locais fazem parte de uma assistência segura.

Durante o atendimento, a avaliação sistemática do paciente é fundamental. Sinais vitais, nível de consciência, dor, padrão respiratório, circulação, mecanismo do trauma e evolução clínica precisam ser acompanhados e registrados adequadamente.

Outro ponto importante é reconhecer os limites da atuação profissional. A NR-37 determina que os profissionais de saúde lotados na plataforma implementem as medidas de prevenção, promoção e atendimento à saúde previstas na própria norma e nas demais aplicáveis, sendo vedado o desvio ou desvirtuamento dessas funções.

E como é a experiência de quem trabalha embarcado?

Um aspecto interessante dos relatos de profissionais offshore é que a atuação não se resume ao atendimento de pacientes. O enfermeiro também pode exercer funções de liderança, gerenciamento, educação em saúde, treinamento e organização da assistência em um ambiente no qual a equipe de saúde é relativamente pequena diante da quantidade de trabalhadores.

Em um relato publicado na revista Texto & Contexto – Enfermagem, profissionais descreveram atividades que incluíam análise de água, inspeções, treinamentos da equipe de resgate, palestras e instruções de saúde para trabalhadores antes do embarque.

Na prática, isso significa que o profissional precisa estar preparado para trabalhar de maneira preventiva. Esperar o acidente acontecer para então pensar em segurança não combina com a realidade offshore.

Enfermagem Offshore exige preparo

Quem pretende entrar nessa área precisa entender que o ambiente embarcado cobra conhecimentos que vão além dos procedimentos tradicionais.

Experiência em urgência e emergência, atendimento ao paciente crítico, suporte básico ou avançado de vida conforme a categoria profissional, trauma, saúde ocupacional, primeiros socorros, organização de materiais e comunicação em situações críticas são conhecimentos que podem fazer diferença.

Também é importante conhecer as exigências da empresa, da unidade marítima e das normas aplicáveis ao embarque. A própria NR-37 possui requisitos específicos relacionados à capacitação, saúde, segurança e organização dos serviços a bordo.

Uma última cena para imaginar

Pense em um trabalhador chegando à enfermaria no final de um turno, reclamando de tontura e dizendo que “não é nada”. Em terra, talvez ele fosse encaminhado rapidamente para uma unidade de atendimento. Em uma plataforma, a equipe precisa primeiro avaliar aquele trabalhador e decidir, com os recursos disponíveis e os protocolos estabelecidos, qual é a conduta mais segura.

Esse é um dos grandes diferenciais da enfermagem offshore: a capacidade de reconhecer rapidamente o que pode esperar e aquilo que não pode esperar.

Não é apenas uma oportunidade de trabalhar em um setor diferente. É uma área que exige preparo, responsabilidade, disciplina e capacidade de atuar em um cenário no qual distância e tempo podem modificar completamente uma emergência.

Resumo para salvar

Enfermagem Offshore: o que você precisa saber

  • A enfermagem offshore atua em plataformas e unidades marítimas, com características diferentes do ambiente hospitalar
  • A NR-37 estabelece requisitos específicos para saúde e segurança nas plataformas de petróleo
  • Treinamento em suporte à vida e trauma é essencial para a atuação conforme a categoria profissional
  • O profissional precisa estar preparado para avaliar, estabilizar e conduzir emergências com recursos disponíveis a bordo

Referências:

  1. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 37 – Segurança e Saúde em Plataformas de Petróleo. Brasília, DF: Ministério do Trabalho e Emprego. Disponível em: NR-37 – Ministério do Trabalho e Emprego.
  2. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR-37 – Segurança e Saúde em Plataformas de Petróleo: texto atualizado. Brasília, DF. Disponível em: Texto atualizado da NR-37.
  3. AMORIM, Guilherme Henrique et al. Enfermeiro embarcado em plataforma petrolífera: um relato de experiência offshore. Texto & Contexto – Enfermagem, Florianópolis, v. 22, n. 1, p. 257-265, 2013. Disponível em: SciELO – Enfermeiro embarcado em plataforma petrolífera.
  4. GUEDES, Carolina Cristina Pereira; AGUIAR, Beatriz Gerbassi Costa. Discutindo e refletindo sobre a competência do enfermeiro offshore. Revista Enfermagem UERJ, v. 20, n. 1, p. 61-66, 2012. Disponível em: Revista Enfermagem UERJ – Competência do enfermeiro offshore.
  5. PEREIRA, Isabella Graziani et al. As principais competências do enfermeiro no serviço offshore: plataformas de petróleo e gás. Global Academic Nursing Journal, v. 4, Supl. 1, e357, 2023. Disponível em: Global Academic Nursing Journal – Competências do enfermeiro offshore

O que faz um Técnico de Enfermagem de Pronto Socorro?

O técnico de enfermagem é um profissional capacitado para realizar procedimentos de média complexidade, sempre sob a supervisão de um enfermeiro. No pronto-socorro, ele atua na linha de frente, auxiliando no atendimento de pacientes em situações críticas e de emergência.

Sua atuação é regulamentada pelo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), que define suas competências e limites.

Exemplos de Atividades do Técnico de Enfermagem no Pronto-Socorro

Aferição de Sinais Vitais

  • O que faz: Mede a pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura e saturação de oxigênio.
  • Exemplo: Ao receber um paciente com dor no peito, o técnico aferiu os sinais vitais e identificou taquicardia e hipotensão, comunicando imediatamente ao enfermeiro.

Assistência ao Paciente em Sala de Emergência

  • O que faz: Acompanha o paciente durante o atendimento, monitorando seu estado e prestando suporte emocional.
  • Exemplo: Enquanto o médico avaliava um paciente com suspeita de infarto, o técnico de enfermagem manteve contato visual e palavras de conforto, acalmando o paciente.

Administração de Medicamentos

  • O que faz: Administra medicamentos conforme prescrição médica, seguindo os protocolos de segurança.
  • Exemplo: Após a prescrição de analgésico para um paciente com dor intensa, o técnico preparou e administrou a medicação por via intramuscular, observando a resposta do paciente.

Punção de Acesso Venoso

  • O que faz: Punciona veias periféricas para instalação de cateteres e administração de medicamentos ou fluidos.
  • Exemplo: Em um paciente desidratado, o técnico puncionou uma veia do braço para iniciar a infusão de soro fisiológico.

Coleta de Amostras de Sangue

  • O que faz: Coleta sangue para exames laboratoriais, como hemograma e glicemia.
  • Exemplo: Para investigar uma suspeita de infecção, o técnico coletou amostras de sangue para hemocultura e hemograma.

Auxílio na Reanimação

  • O que faz: Auxilia o enfermeiro e a equipe médica em situações de parada cardiorrespiratória, realizando compressões torácicas e preparando medicamentos.
  • Exemplo: Durante uma reanimação, o técnico realizou compressões torácicas eficazes, seguindo as orientações do enfermeiro.

Realização de Curativos

  • O que faz: Realiza curativos simples, como limpeza e cobertura de feridas.
  • Exemplo: Em um paciente com queimadura de primeiro grau, o técnico realizou a limpeza da ferida e aplicou um curativo estéril.

Encaminhamento do Paciente ao Setor de Internação

  • O que faz: Prepara o paciente e os documentos necessários para o encaminhamento à enfermaria ou UTI.
  • Exemplo: Após a estabilização de um paciente com pneumonia, o técnico organizou a transferência e comunicou o setor de internação.

Auxílio ao Enfermeiro em Procedimentos

  • O que faz: Auxilia em procedimentos como intubação (preparo de materiais para o médico atuar), e auxilia o o enfermeiro na inserção de sondas e drenagem de feridas.
  • Exemplo: Durante a intubação de um paciente com insuficiência respiratória, o técnico preparou os materiais e monitorou os sinais vitais.

Habilidades e Competências do Técnico de Enfermagem

Para atuar no pronto-socorro, o técnico de enfermagem precisa desenvolver habilidades como:

  • Agilidade: Tomar decisões rápidas em situações de emergência.
  • Trabalho em Equipe: Colaborar com enfermeiros, médicos e outros profissionais.
  • Empatia: Oferecer suporte emocional aos pacientes e familiares.
  • Organização: Manter os materiais e equipamentos sempre prontos para uso.

Desafios do Técnico de Enfermagem no Pronto-Socorro

O ambiente de pronto-socorro é intenso e imprevisível, o que exige:

  • Resiliência: Lidar com situações estressantes e emocionalmente desgastantes.
  • Atualização Constante: Aprender novos procedimentos e protocolos.
  • Cuidado com a Saúde Mental: Buscar apoio para lidar com o desgaste emocional.

O técnico de enfermagem é um profissional indispensável no pronto-socorro, atuando com habilidade e dedicação para garantir o melhor atendimento aos pacientes. Sob a supervisão do enfermeiro, ele realiza procedimentos essenciais, monitora sinais vitais e oferece suporte emocional, contribuindo para salvar vidas e melhorar os desfechos clínicos.

Referência:

  1. Resolução COFEN nº 713/2022

O que faz um Técnico de Enfermagem de UBS?

O técnico de enfermagem desempenha um papel fundamental na Unidades Básicas de Saúde (UBS), atuando como um dos pilares da atenção primária à saúde. Sua atuação é marcada pela proximidade com a comunidade, realizando diversas atividades que contribuem para a promoção, prevenção e recuperação da saúde.

Principais atividades

  • Coleta de dados: Mede pressão arterial, temperatura, peso e altura, além de realizar outros exames simples.
  • Administração de medicamentos: Aplica injeções, realiza curativos e administra medicamentos conforme prescrição médica.
  • Procedimentos básicos: Realiza coleta de material para exames laboratoriais, prepara pacientes para consultas e procedimentos, e auxilia em pequenas cirurgias.
  • Educação em saúde: Orienta pacientes sobre hábitos saudáveis, prevenção de doenças e cuidados com a saúde.
  • Vacinação: Aplica vacinas conforme o calendário vacinal, contribuindo para a imunização da população.
  • Visitas domiciliares: Realiza visitas a pacientes em suas casas, oferecendo cuidados e acompanhamento.
  • Participação em programas de saúde: Colabora em programas de saúde como hipertensão, diabetes, saúde da mulher e saúde da criança.
  • Organizar e controlar os materiais de uso na UBS: Fazer o pedido, receber, armazenar e controlar os medicamentos, materiais médicos e de higiene, além de equipamentos e insumos.
  • Manter os estoques organizados e adequados às necessidades da UBS: Realizar inventários, controlar validade dos produtos e garantir a qualidade e segurança dos materiais.
  • Orientação e educação em saúde: Esclarecer dúvidas sobre medicamentos, procedimentos e cuidados com a saúde, orientar sobre doenças e medidas preventivas.
  • Manter os estoques organizados e adequados às necessidades da UBS: Realizar inventários, controlar validade dos produtos e garantir a qualidade e segurança dos materiais.
  • Participar de reuniões e atividades da equipe multiprofissional: Trabalhar em conjunto com médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, nutricionistas e outros profissionais para oferecer um atendimento integral ao paciente.
  • Registrar as atividades desenvolvidas em prontuários e sistemas informatizados: Manter a documentação do paciente atualizada e organizada, garantindo a comunicação eficaz entre os profissionais.
  • Auxiliar no planejamento e execução de atividades de saúde pública: Participar de campanhas de vacinação, ações de prevenção de doenças, atividades de educação em saúde e outras atividades voltadas para a comunidade.
  • Garantir a segurança do paciente e do ambiente de trabalho: Seguir rigorosamente as normas de biossegurança, utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados, realizar o descarte correto de materiais perfurocortantes e outros resíduos, além de manter a higiene e a organização do ambiente.

As atividades do Técnico de Enfermagem podem variar de acordo com a estrutura da UBS, número de profissionais e demanda de atendimento, mas, de modo geral, todas essas atividades contribuem para garantir um atendimento de qualidade e acolhedor à população.

Referências:

  1. COFEN: https://www.cofen.gov.br/parecer-no-01-2018-cofen-ctab/
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica. 4a ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2007. (Série E. Legislação de Saúde; Série Pactos pela Saúde 2006, v. 4).

Técnico de Enfermagem em UTI

Um Técnico de Enfermagem desempenha um papel crucial em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), onde pacientes em estado grave ou em situação de urgência e emergência são atendidos.

Atribuições

  1. Monitoramento Constante: Os técnicos em enfermagem na UTI monitoram pacientes 24 horas por dia. Eles verificam sinais vitais, coletam dados sobre o paciente e checam os equipamentos utilizados na unidade.
  2. Assistência Personalizada: Esses profissionais executam protocolos de segurança e prestam assistência personalizada aos pacientes. Além disso, orientam os familiares e acompanhantes sobre os procedimentos realizados e os cuidados necessários.
  3. Esterilizar e buscar materiais na CME: De maneira geral, esse é um dos procedimentos que garantem a segurança dentro de um ambiente hospitalar. No que lhe concerne, ela pode ocorrer por meios físicos ou químicos. Os primeiros envolvem técnicas desde a emissão do calor seco de estufas de ar quente em materiais metálicos ou a radiação ionizante.
  4. Prezar pela metodologia de sistematização da assistência de enfermagem: Entre as atribuições do Técnico de Enfermagem na UTI, é essencial sistematizar as regras que o Enfermeiro Coordenador estabeleceu. A Sistematização de Assistência de Enfermagem envolve o Histórico, o diagnóstico, o planejamento, a implementação e finaliza com a Avaliação de Enfermagem.
  5. Manter os cuidados em momentos pré e pós-operatório: Uma das atribuições do Técnico de Enfermagem na UTI é garantir que o paciente tenha orientações prévias. Tais quais o preparo intestinal, o uso de roupas e sapatos e confortáveis e sempre se mostrar à disposição de esclarecer qualquer dúvida antes dele realizar a cirurgia. Esse estado de espírito deve permanecer nos pós-operatórios. Essencialmente com recomendações para que ele evite esforço físico ao máximo, siga a dieta recomendada e, sobretudo, não ingerir remédios com o estômago vazio.
  6. Dar total assistência aos médicos de plantão: O enfermeiro trabalha com equipes multidisciplinares e uma das atribuições do Técnico de Enfermagem na UTI é oferecer total assistência aos médicos de plantão. Por isso, é importante que todos tenham comprometimento em suas atividades e cuide da manutenção do comportamento ético. Bem como o respeito à hierarquia.
  7. Controlar as dosagens e a administração de medicamentos: Além de ler as informações da ficha do paciente e dos rótulos, as Atribuições do Técnico de Enfermagem na UTI também envolvem conferir se a administração do medicamento está correta, se é pela via de administração prescrita no horário e na dosagem correta. Bem como garantir o registro correto de todas as ocorrências em busca da segurança da ética profissional. Aliado a isso, também existe o acompanhamento das reações do medicamento, a otimização do espaço de armazenamento, entre outras tarefas corriqueiras.
  8. Especialidades Médicas: O Técnico de Enfermagem pode atuar em diferentes categorias de UTIs, como neonatal (para recém-nascidos), pediátrica (para crianças e adolescentes) e adulta (para pessoas com mais de 18 anos). Também podem trabalhar em especialidades médicas específicas, como Cardiologia, Cirurgia, Transplantes, entre outras.
  9. Responsabilidade e Atualização: Trabalhar na UTI exige responsabilidade, dedicação e atualização constante. Os técnicos em enfermagem devem estar familiarizados com equipamentos tecnológicos usados para monitorar a saúde dos pacientes.
  10. Registro Ativo no COREN: Para ser contratado como Técnico de Enfermagem na UTI, é necessário ter concluído o curso técnico em enfermagem e possuir registro ativo no Conselho Regional de Enfermagem (COREN).

Referências:

  1. GARANHANI, Mara Lúcia et al . O trabalho de enfermagem em unidade de terapia intensiva: significados para técnicos de enfermagem. SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog. (Ed. port.),  Ribeirão Preto ,  v. 4, n. 2, ago.  2008 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-69762008000200007&lng=pt&nrm=iso&gt;. acessos em  03  mar.  2024.

Competência ao cuidado de Feridas

A Resolução Cofen nº 501/2015 estabelece os critérios para a atuação dos profissionais de enfermagem na realização de curativos, de acordo com o grau de complexidade das lesões.

Entenda os graus de lesões das feridas

  • Os curativos de grau 1 são aqueles que envolvem lesões superficiais, com pouca ou nenhuma exsudação, sem sinais de infecção ou necrose.
  • Os curativos de grau 2 são aqueles que envolvem lesões parciais ou totais da derme, com moderada exsudação, sem sinais de infecção ou necrose.
  • Os curativos de grau 3 são aqueles que envolvem lesões que atingem o tecido subcutâneo, com grande exsudação, podendo apresentar sinais de infecção ou necrose.
  • Os curativos de grau 4 são aqueles que envolvem lesões que atingem o músculo, o osso ou as estruturas profundas, com grande exsudação, podendo apresentar sinais de infecção ou necrose.

Entenda as Competências

A Resolução Cofen nº 501/2015 determina que os curativos de grau 1 e 2 podem ser realizados por qualquer profissional de enfermagem, desde que capacitado e supervisionado pelo enfermeiro.

Já os curativos de grau 3 e 4 devem ser realizados exclusivamente pelo enfermeiro, que deve avaliar a lesão e prescrever o tratamento adequado, sendo que o auxiliar e o técnico devem auxiliar o Enfermeiro nos curativos de feridas em estágio 3 e 4.

Referências:

  1. – BLANCK, M.; GIANNINI, T. Ulceras e feridas – As feridas tem alma. Di livros editora ltda, 2014.
  2. BORGES, E. L. et al. Feridas – Como Tratar. Coopmed Editora Médica, 2009.
  3. BORGES, E. L. Feridas – Úlceras de Membros Inferiores. Editora Guanabara Koogan, 2012.
  4. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Procedimentos / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2011 – BRASIL. Protocolo para prevenção de úlcera por pressão. Ministério da Saúde/Anvisa/Fiocruz, 2013.
  5. Conselho Federal de Enfermagem – COFEN (BR). Lei do Exercício Profissional, nº 7.498/86; Decreto nº 94.406/87 e Código de Ética dos profissionais de enfermagem.
  6. Conselho Federal de Enfermagem – COFEN (BR). Resolução 311 de 2007, que aprova o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.
  7. Conselho Federal de Enfermagem – COFEN (BR). Resolução 358 de 2009, que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem.
  8. Conselho Federal de Enfermagem – COFEN (BR). Resolução 429 de 2012, que dispõe sobre o registro das ações profissionais no prontuário do paciente.
  9. Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo – COREN SP. PARECER COREN – SP CAT Nº 011/2009. Uso do laser de baixa intensidade pelo profissional enfermeiro no tratamento clínico de feridas.
  10. Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia – COREN RO. Parecer nº 06/2013, referente à solicitação de esclarecimentos sobre as competências dos Enfermeiros no tratamento de feridas, bem como o direito de atender consultas em estabelecimentos privados e o direito de usar lâmina de bisturi no desbridamento conservador.
  11. CUNHA, N. A. Sistematização da Assistência de Enfermagem no Tratamento de Feridas Crônicas. Monografia. Fundação de Ensino Superior de Olinda. Olinda, 2006.
  12. ERNANDES, L. R. A. Fisiologia da cicatrização: feridas e curativos. 2005. Disponível em URL: 
  13. EPUAP/NPUAP. Prevenção de Úlceras de Pressão – Guia de consulta rápido. Disponível em:http://www.epuap.org/guidelines/QRG_Prevention_in_Portuguese.pdf.
  14. MORAIS, G. F. da C.; OLIVEIRA, S. H. dos S.; SOARES, M. J. G. O. Avaliação de feridas pelos enfermeiros de instituições hospitalares da rede pública. Texto contexto – enferm., Florianópolis , v. 17, n. 1, p. 98-105, mar. 2008 .
  15. OLIVEIRA, Adriana Cristina. Infecções Hospitalares: Epidemiologia, Prevenção Controle. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A. 2005.
  16. PEREIRA, A. L. Revisão sistemática de literatura sobre produtos usados no tratamento de feridas. Goiânia, 2006. Dissertação de mestrado. Disponível em: HTTPS://repositorio.bc.ufg.br/tede/bitstream/tde/732/1/Angela%20Lima%20Pereira.pdf.
  17. SANTOS, J. B. et al. Avaliação e tratamento de feridas: orientações aos profissionais de saúde. Hospital de Clínicas de Porto Alegre RS. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/34755/000790228.pdf.
  18. SANTOS, I. C. R. V.; OLIVEIRA, R. C. de; SILVA, M. A. da. Desbridamento cirúrgico e a competência legal do enfermeiro. Texto contexto – enferm., Florianópolis , v. 22, n. 1, p. 184-192, mar. 2013.
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