Doença e Síndrome de Moyamoya

A Doença de Moyamoya é uma condição cerebrovascular rara e progressiva que se caracteriza pelo estreitamento das artérias carótidas internas e seus ramos.

Este estreitamento leva à formação de uma rede de vasos sanguíneos colaterais na base do cérebro, que tentam compensar a redução do fluxo sanguíneo.

A origem do nome

O nome “Moyamoya” vem do japonês e significa “nuvem de fumaça”, uma alusão à aparência nebulosa desses vasos colaterais em exames de imagem.

Causas e Fisiopatologia

Embora a etiologia exata da Doença de Moyamoya seja desconhecida, acredita-se que fatores genéticos possam desempenhar um papel importante, especialmente em indivíduos de origem japonesa.

A doença pode estar associada a outras condições, como neurofibromatose, anemia falciforme e síndrome de Down.

Na Doença de Moyamoya, ocorre um estreitamento crônico das artérias carótidas internas, levando a um suprimento sanguíneo insuficiente ao cérebro e, consequentemente, a uma carência de oxigênio.

Para compensar, o cérebro desenvolve uma rede de vasos colaterais. No entanto, esses vasos são mais frágeis e podem romper, causando hemorragias cerebrais.

Sintomas e Diagnóstico

Os sintomas da Doença de Moyamoya variam, mas frequentemente incluem ataques isquêmicos transitórios, acidentes vasculares cerebrais e, em alguns casos, hemorragias cerebrais.

Em crianças, pode ocorrer declínio intelectual, convulsões e movimentos involuntários.

O diagnóstico é feito através de exames de imagem, como angiografia por ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada, que revelam o estreitamento das artérias e a presença da rede vascular anormal.

Tratamento e Prognóstico

O tratamento da Doença de Moyamoya é principalmente cirúrgico, visando restaurar o fluxo sanguíneo adequado ao cérebro.

As opções incluem procedimentos como a anastomose direta e a encefaloduroarteriossinangiose indireta.

O prognóstico da doença varia. Sem tratamento, pode levar a complicações graves e até fatais. No entanto, com intervenção cirúrgica adequada e acompanhamento médico, muitos pacientes conseguem levar uma vida relativamente normal.

Alguns Cuidados

  • Monitoramento Neurológico: Observar sinais de déficits neurológicos, como fraqueza, alterações na fala ou convulsões.
  • Prevenção de AVC: Acompanhar sinais vitais e realizar exames periódicos para detectar sinais precoces de acidente vascular cerebral.
  • Cuidados Pós-Operatórios: Após a cirurgia de revascularização, é importante monitorar sinais de infecção, garantir a administração adequada de medicamentos e avaliar a cicatrização.
  • Educação do Paciente e Família: Informar sobre a doença, o tratamento e as medidas preventivas para evitar lesões que possam levar a sangramentos.

Estes são aspectos gerais e cada paciente pode necessitar de cuidados específicos. É importante seguir as orientações da equipe médica e manter uma comunicação efetiva com todos os envolvidos no tratamento.

Referências:
  1. https://www.scielo.br/j/anp/a/73Y3WPvVXtwT77hZHgZSM4f/?format=pdf
  2. https://victorbarboza.com.br/doenca-de-moyamoya/

Claudicação Intermitente: O que é?

A claudicação intermitente é um sintoma de doenças vasculares que causa dores intensas nas pernas, similares às câimbras e fisgadas, ao caminhar e realizar atividades físicas. Geralmente, a dor melhora quando o paciente fica em repouso.

Causas

A claudicação intermitente costuma ser um sintoma de outras condições que podem estar afetando a circulação sanguínea nos membros inferiores do paciente.

É o caso, por exemplo, da arterioesclerose, que acontece quando há a formação de placas de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos, dificultando a passagem do sangue.

A claudicação intermitente pode ser também um sintoma de doença arterial periférica.

Sinais e Sintomas

Os principais sinais de claudicação intermitente são:

  • Dores nas pernas que são similares às câimbras ou fisgadas durante uma caminhada ou corrida, que passa ao ficar de repouso;
  • Dores que “sobem” até às coxas e as nádegas ao caminhar ou correr, que melhora ao ficar em repouso;
  • Desconforto nos pés e nas panturrilhas;
  • Dedos dos pés mais arroxeados e gelados;
  • Paciente que não consegue andar ou correr por muito tempo.

É importante ressaltar que, quando o paciente já apresenta um certo comprometimento da circulação sanguínea nos membros inferiores, mesmo em repouso e parado, ele pode sentir as dores que são características da claudicação intermitente. Por isso, é importante observar este sintoma com atenção.

A claudicação intermitente pode acontecer também nos membros superiores, com o paciente sentindo dores ao realizar exercícios que envolvem a movimentação dos braços, por exemplo.

Há também a claudicação intestinal, quando o paciente sente dores abdominais logo após realizar sua alimentação e isso acontece porque o sangue não consegue circular corretamente nas artérias e veias que fazem parte do sistema digestivo. Esses tipos de claudicação intermitente acontecem de forma mais rara do que a que afeta os membros inferiores.

Exames como o ecodoppler, que permite observar fluxos sanguíneos, podem ser feitos para diagnosticar a claudicação intermitente.

Tratamento

O tratamento da claudicação intermitente pode envolver o uso de medicamentos para facilitar a circulação e até mesmo de procedimentos cirúrgicos, a depender do quadro de saúde do paciente.

De modo geral, o tratamento deste sintoma de doença vascular envolve uma mudança no estilo de vida do paciente, com a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis e a remoção de atos prejudiciais, como o tabagismo.

Referência:

  1. Silva, Rita de Cassia Gengo e e Consolim-Colombo, Fernanda MarcianoAspectos relevantes para identificação da claudicação intermitente. Acta Paulista de Enfermagem [online]. 2011, v. 24, n. 3 [Acessado 21 Outubro 2022] , pp. 426-429. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0103-21002011000300019&gt;. Epub 01 Ago 2011. ISSN 1982-0194. https://doi.org/10.1590/S0103-21002011000300019.

Classificação CEAP: insuficiência venosa crônica de C0 a C6

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 06/09/2026.

Na enfermagem, uma perna com edema, varizes ou alteração de pele pode dizer muito mais do que parece à primeira avaliação. A classificação CEAP organiza esses achados em uma linguagem padronizada e permite entender onde a doença venosa está, qual sua causa e qual mecanismo está envolvido.

O que é a classificação CEAP?

CEAP significa Clinical, Etiology, Anatomy and Pathophysiology, ou seja, Clínica, Etiologia, Anatomia e Fisiopatologia. É uma classificação internacional utilizada para descrever a doença venosa crônica e foi atualizada em 2020, mantendo a estrutura clínica C0 a C6, mas acrescentando algumas subdivisões importantes.

O C descreve as manifestações clínicas; o E, a etiologia; o A, os segmentos anatômicos envolvidos; e o P, a fisiopatologia, como refluxo ou obstrução. Por isso, CEAP não é apenas uma escala de “gravidade”: trata-se principalmente de um sistema descritivo que padroniza a comunicação clínica e científica. A escolha do tratamento depende da avaliação individual do paciente e de outros achados.

Classificação clínica: C0 a C6

A parte mais conhecida da CEAP é a classificação clínica. Ela vai de C0 a C6, e alguns estágios possuem subdivisões na versão atualizada.

Classe O que significa
C0 Sem sinais visíveis ou palpáveis de doença venosa
C1 Telangiectasias ou veias reticulares
C2 Varizes
C2r Varizes recorrentes
C3 Edema
C4a Pigmentação ou eczema
C4b Lipodermatoesclerose ou atrophie blanche
C4c Corona phlebectatica
C5 Úlcera venosa cicatrizada
C6 Úlcera venosa ativa
C6r Úlcera venosa ativa recorrente

Essa atualização é importante porque muitos materiais ainda apresentam somente C0–C6 e deixam de fora C4c, C2r e C6r.

C0 — Sem sinais clínicos

Não há sinais visíveis ou palpáveis de doença venosa. Isso não significa necessariamente que a pessoa não apresente sintomas; a avaliação clínica deve considerar o conjunto do quadro.

C1 — Telangiectasias e veias reticulares

São pequenos vasos dilatados visíveis na pele ou veias reticulares, geralmente azuladas e de pequeno calibre.

C2 — Varizes

Representa a presença de veias varicosas, geralmente dilatadas e tortuosas.

Quando essas varizes são recorrentes, utiliza-se C2r. O “r” foi incorporado à atualização de 2020 para indicar recorrência.

C3 — Edema

Aqui aparece o edema relacionado à doença venosa. É um dos pontos mais cobrados quando a classificação CEAP é apresentada em provas.

Em uma avaliação de membro inferior durante a assistência, é fácil perceber como a observação precisa ir além de “a perna está inchada”. Comparar os dois membros, observar a pele, registrar a presença de varizes e verificar se existem lesões ou alterações de coloração transforma uma observação rápida em uma avaliação de enfermagem muito mais útil.

C4 — Alterações de pele e tecido subcutâneo

Na CEAP atual, C4 é dividido em três categorias:

C4a: pigmentação ou eczema.

C4b: lipodermatoesclerose ou atrophie blanche.

C4c: corona phlebectatica, caracterizada por alterações venosas visíveis na região do tornozelo.

A inclusão do C4c foi uma das principais mudanças da revisão de 2020.

C5 — Úlcera venosa cicatrizada

Indica que o paciente apresenta história de úlcera venosa, mas a lesão está atualmente cicatrizada.

C6 — Úlcera venosa ativa

Representa a presença de úlcera venosa ativa. Quando a úlcera ativa é recorrente, utiliza-se C6r.

Uma situação bastante marcante na assistência é perceber como uma lesão aparentemente “fechada” muda completamente de classificação quando se conhece a história do membro. Uma úlcera que cicatrizou não deve ser confundida com uma úlcera ativa: na CEAP, essa diferença é justamente o que separa C5 de C6.

O que mudou na CEAP 2020?

A revisão de 2020 manteve as sete classes clínicas C0–C6, mas acrescentou detalhes importantes. O C4 passou a ser subdividido em C4a, C4b e C4c; o modificador r passou a identificar recorrência em C2 e C6; e a descrição anatômica passou a utilizar abreviações dos segmentos venosos, substituindo a antiga numeração.

Também houve maior detalhamento da etiologia secundária, diferenciando causas intravenosas (Esi) de causas extravenosas (Ese).

Os quatro componentes da CEAP

E — Etiologia

O componente etiológico descreve a origem da doença venosa:

Código Significado
Ec Congênita
Ep Primária
Es Secundária
Esi Secundária intravenosa
Ese Secundária extravenosa
En Nenhuma causa venosa identificada

Portanto, o E não significa simplesmente “hereditário ou não”. A classificação atual permite especificar melhor a origem da doença, especialmente nos casos secundários.

A — Anatomia

O componente anatômico identifica o território venoso comprometido:

As: veias superficiais.
Ap: veias perfurantes.
Ad: veias profundas.
An: nenhuma localização anatômica venosa identificada.

A revisão de 2020 passou a utilizar abreviações dos segmentos anatômicos, tornando a descrição mais prática e compatível com a nomenclatura utilizada atualmente.

P — Fisiopatologia

O componente fisiopatológico informa o mecanismo envolvido:

Pr: refluxo.
Po: obstrução.
Pr,o: refluxo e obstrução.
Pn: nenhuma fisiopatologia venosa identificada.

Assim, a classificação consegue registrar não apenas o que aparece clinicamente, mas também o mecanismo relacionado à doença venosa.

CEAP e VCSS não são a mesma coisa

Um ponto importante para estudantes é não confundir os dois sistemas. A CEAP descreve a doença venosa, enquanto o Venous Clinical Severity Score (VCSS) é utilizado para avaliar sua gravidade clínica e acompanhar a evolução do paciente.

Por isso, as duas ferramentas podem ser utilizadas em conjunto. A Diretriz Brasileira de Doença Venosa Crônica recomenda o uso da CEAP e do VCSS na avaliação da insuficiência venosa crônica.

Cuidados de enfermagem

Na assistência, a enfermagem pode contribuir para uma avaliação sistematizada dos membros inferiores, observando e registrando edema, presença de varizes, alterações de coloração e integridade da pele, características das lesões, presença de exsudato e evolução da cicatrização, de acordo com as atribuições profissionais e os protocolos institucionais.

Também é importante comparar os membros, registrar alterações relevantes e comunicar à equipe responsável sinais de piora, surgimento de lesões, alterações importantes da pele ou outras mudanças no quadro clínico. A classificação CEAP ajuda a compreender a linguagem utilizada na avaliação, mas não substitui a avaliação clínica individual.

CEAP para memorizar antes da prova

! Atenção na Prova A sequência mais importante é:

C0: sem sinais visíveis ou palpáveis.
C1: telangiectasias ou veias reticulares.
C2: varizes.
C3: edema.
C4: alterações de pele e tecido subcutâneo.
C5: úlcera venosa cicatrizada.
C6: úlcera venosa ativa.

Uma forma simples de guardar os dois últimos é: C5 = cicatrizou; C6 = está ativa.  E lembre-se das atualizações: C4c = corona phlebectatica; C2r = varizes recorrentes; C6r = úlcera venosa ativa recorrente.

Perguntas frequentes sobre a classificação CEAP

O que significa CEAP?

CEAP significa Clínica, Etiologia, Anatomia e Fisiopatologia.

O que significa CEAP C2?

C2 corresponde à presença de varizes.

O que significa CEAP C3?

C3 corresponde à presença de edema relacionado à doença venosa.

O que significa CEAP C4?

C4 corresponde às alterações cutâneas e do tecido subcutâneo, sendo dividido em C4a, C4b e C4c.

O que significa CEAP C5?

C5 indica úlcera venosa cicatrizada.

O que significa CEAP C6?

C6 indica úlcera venosa ativa.

O que significa C4c?

C4c corresponde à corona phlebectatica.

O que significa C2r e C6r?

O modificador r indica recorrência: C2r corresponde a varizes recorrentes e C6r a úlcera venosa ativa recorrente.

Resumo para salvar

Classificação de CEAP na Insuficiência Venosa Crônica

  • Sistema de classificação baseado em critérios clínico, etiológico, anatômico e fisiopatológico para avaliar a gravidade da doença venosa
  • Significado dos componentes da sigla: C (clínica), E (etiologia), A (anatomia) e P (fisiopatologia)
  • Divisão da categoria clínica (C) em sete classes, variando do C0 (sem sinais visíveis) até o C6 (úlcera aberta e ativa)
  • Complementaridade com o Escore de Gravidade Clínica Venosa para avaliar o impacto real da condição nas atividades diárias do paciente

Referências:

  1. LURIE, F. et al. The 2020 update of the CEAP classification system and reporting standards. Journal of Vascular Surgery: Venous and Lymphatic Disorders, v. 8, n. 3, p. 342-352, 2020. DOI: 10.1016/j.jvsv.2019.12.075. PubMed — The 2020 update of the CEAP classification system
  2. LURIE, F.; DE MAESENEER, M. G. R. The 2020 Update of the CEAP Classification: What is New? European Journal of Vascular and Endovascular Surgery, v. 59, n. 6, p. 859-860, 2020. DOI: 10.1016/j.ejvs.2020.04.020. PubMed — The 2020 Update of the CEAP Classification
  3. KIKUCHI, R. et al. Diretriz brasileira de doença venosa crônica da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. Jornal Vascular Brasileiro, v. 22, e20230064, 2023. DOI: 10.1590/1677-5449.202300641. SciELO — Diretriz brasileira de doença venosa crônica
  4. SEIDEL, A. C. et al. Associação entre sintomas, veias varicosas e refluxo na veia safena magna ao eco-Doppler. Jornal Vascular Brasileiro, v. 16, n. 1, p. 4-10, 2017. DOI: 10.1590/1677-5449.005216.

Ateroesclerose

A aterosclerose é uma inflamação, com a formação de placas de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias do coração e de outras localidades do corpo humano, como por exemplo cérebro, membros inferiores, entre outros, de forma difusa ou localizada. Ela se caracteriza pelo estreitamento e enrijecimento das artérias devido ao acúmulo de gordura em suas paredes, conhecido como ateroma.

Com o passar dos anos, há o crescimento das placas, com estreitamento do vaso, podendo chegar à obstrução completa, restringindo o fluxo sanguíneo na região.

Com isso, o território afetado recebe uma quantidade menor de oxigênio e nutrientes, tendo suas funções comprometidas. Essa complicação é a causa de diversas doenças cardiovasculares, como infarto, morte súbita e acidentes vasculares cerebrais, representando a principal causa de morte no mundo todo.

Causas e fatores de risco

Na maioria das vezes, a aterosclerose está relacionada aos fatores de risco tradicionais, como sedentarismo, alimentação inapropriada, pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo e obesidade.

Pequena parte é de causa hereditária, como por exemplo em portadores de hipercolesterolemia familiar, em que indivíduos da mesma família têm o colesterol muito elevado desde criança.

Sintomas

A aterosclerose é uma doença perigosa, pois muitas vezes a evolução é silenciosa. Algumas pessoas só descobrem a formação de placas de gordura quando uma artéria é obstruída completamente e o paciente precisa ser atendido imediatamente. São as situações de infartos, derrames e até morte súbita.

Quando apresenta sintomas, estes vão depender principalmente da localização de acometimento. Quando afeta o coração, os mais frequentes são dores no peito (peso, aperto, queimação ou até pontadas), falta de ar e sudorese.

Diagnóstico

Em muitos casos o diagnóstico ocorre em uma situação de emergência, como por exemplo após um infarto ou derrame. Idealmente todos as pessoas deveriam procuar um médico para realizacção de exames periódios para rastreamento e tratamento dos fatores de risco para o desenvolvimento da aterosclerose.

A partir da identificação dos fatores de risco é possível determinar o risco ou probabilidade de desenvolvimento da doença. Pacientes com alta probabilidade de aterosclerose ou com sintomas compatíveis podem necessitar de avaliação através de exames mais específicos, como teste ergométrico, cintilografia, tomografia ou cateterismo.

Tratamento

O melhor tratamento para aterosclerose ainda é a prevenção, instituindo-se estilo de vida saudável e tratamento dos fatores de risco. Uma vez estabelecida, o tratamento da aterosclerose de forma geral se resume a restabelecer o fluxo sanguíneo na região afeta, sendo normalmente necessários tratamento medicamentoso, procedimentos invasivos e/ou cirurgias de revascularização.

Quando afeta o coração e seus vasos, por exemplo, é fundamental o tratamento medicamentoso com uso de antiagregantes plaquetários (como a aspirina), estatinas, vasodilatadores, entre outras medicações. Podemos também lançar mão de angioplastia e cirurgia de ponte de safena, quando bem indicado.

Prevenção

Assim como a maioria das doenças cardiovasculares, a melhor forma de prevenção é manter uma rotina que inclua exercícios físicos regulares, alimentação balanceada, cessação do tabagismo e com baixo consumo de gorduras e sal, além do controle dos fatores de risco para doenças como obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol.

Cuidados de Enfermagem

  • avaliar e aliviar as dores do paciente;
  • observar sinais vitais, principalmente pressão arterial e freqüência cardíaca;
  • ter atenção no nível de consciência e saturação;
  • monitorar cuidadosamente o débito cardíaco e manter estável;
  • instruir o paciente e a família sobre a da doença arterial coronariana;
  • instruir sobre o uso apropriado dos medicamentos e seus possíveis efeitos adversos;
  • aconselhar sobre os fatores de risco e estímulo para mudança no estilo de vida.

Referências:

  1. Ministério da Saúde

A Hipotensão e suas causas

A hipotensão, popularmente conhecida como pressão baixa, é quando a pressão arterial é muito baixa, podendo causar danos ao organismo.

O que é hipotensão?

A hipotensão é quando o corpo apresenta pressão arterial abaixo do ideal, fazendo com que o sangue não chegue em quantidade suficiente em todo o corpo.

Assim, pressão baixa significa que a pessoa está com números inferiores a 90 mmHg de pressão sistólica e 60 mmHg de pressão diastólica, ou seja, a pressão está menor que 9 por 6.

Quando a pressão está muito baixa, as células não recebem o oxigênio e nutrientes necessários para manutenção do organismo e os resíduos não são eliminados corretamente, podendo causar danos aos órgãos.

A hipotensão faz com que a dilatação das arteríolas diminua a resistência do fluxo sanguíneo, o que significa que o coração está bombeando menos sangue, alterando assim, a largura das artérias, o batimento cardíaco e o volume de sangue no coração.

Sintomas da hipotensão

Os sintomas mais comuns apresentados por quem tem hipotensão são:

  • Tontura ou vertigem;
  • Visão embaçada ou escurecida;
  • Náusea;
  • Fadiga;
  • Falta de concentração;
  • Desmaio;
  • Falta de ar;
  • Dor torácica;
  • Palidez.

Além dos sintomas apresentados, a pressão arterial pode diminuir de acordo com a posição do corpo. Quando a pessoa está de pé, a pressão arterial tende a ser maior nas pernas e mais baixa na cabeça; quando está deitada a pressão é nivelada, ficando igual em todo o corpo.

Ao se levantar, a pressão arterial também sofre mudanças e fica mais baixa, pois o sangue que estava nas pernas apresenta dificuldade em subir de volta ao coração, fazendo com que seja bombeado menos sangue.

Por isso que ao se levantar é importante sentar, para que assim, o sangue volte com mais facilidade para o coração, normalizando as batidas cardíacas.

Causas da hipotensão

A hipotensão pode ser causada por diversos fatores, como:

  • Dilatação das arteríolas
    • Causada por infecções bacterianas graves;
    • Consequência do uso de alguns medicamentos específicos;
    • Reações alérgicas.
  • Doenças cardíacas
    • Ataque cardíaco;
    • Taquicardia (batimentos cardíacos muito rápidos);
    • Braquicardia (batimentos cardíacos muito lentos);
    • Arritmia (ritmo cardíaco anormal).
  • Volume de sangue baixo
    • Desidratação;
    • Hemorragia.

Tratamento para hipotensão

O tratamento para hipotensão pode variar de acordo com cada pessoa, no qual é levado em consideração quais são as causas e sintomas apresentados. Em alguns casos, pode ser recomendado o uso de medicamentos específicos, que devem ser receitados por médicos.

De forma geral, orienta-se tomar algumas medidas que podem auxiliar a restabelecer a pressão arterial normal.

  • Deitar-se em posição confortável, mantendo a cabeça na mesma linha do corpo;
  • Elevar os pés, de modo que fique mais alto que o coração e a cabeça;
  • Ingerir água ou suco em pequenos goles;
  • Evitar ficar muito tempo sem comer.

Tipos de hipotensão

A hipotensão pode apresentar diferentes tipos que reúnem características próprias. Veja a seguir os tipos mais comuns.

Hipotensão postural

A hipotensão postural é também conhecida como hipotensão ortostática e ocorre depois que a pessoa fica muito tempo em uma posição e se move de forma brusca. Esse movimento repentino faz com que o fluxo sanguíneo e a pressão não se adeque ao corpo de forma rápida.

Assim, a recomendação é que seja retomada a posição inicial e o movimento aconteça de forma mais lenta e gradual, auxiliando o fluxo sanguíneo e a pressão a chegar corretamente em todas as partes do corpo.

Hipotensão neural mediada

A hipotensão neural mediada é muito comum em crianças e jovens e ocorre quando há falha na comunicação entre o cérebro e o coração. Geralmente acontece quando a pessoa fica muito tempo em pé, acumulando assim sangue nas pernas e contribuindo para que ocorra a queda na pressão.

Hipotensão pós-prandial

A hipotensão pós-prandial é mais comum em idosos e acontece, geralmente, após a ingestão de alimentos, pois o sangue flui para o sistema digestório.

Síndrome de Shy-Drager

A síndrome de Shy-Drager é uma doença do sistema nervoso autônomo, responsável pelo controle da frequência cardíaca, pressão arterial, digestão e respiração.

Gestação

A gravidez também pode causar hipotensão, especialmente entre o terceiro e sexto mês de gestação. A principal causa é que neste período o bebê está em desenvolvimento e assim, necessitando de sangue na placenta.

Referência:

  1. Velten, A. P. C., Benseñor, I., Souza, J. B. de ., & Mill, J. G.. (2019). Fatores associados à hipotensão ortostática em adultos: estudo ELSA-Brasil. Cadernos De Saúde Pública, 35(8), e00123718. https://doi.org/10.1590/0102-311X00123718

Acrocianose

A acrocianose é definida como uma patologia vascular permanente, que confere a cor azulada (cianose) à pele das mãos e, menos frequentemente, dos pés, podendo estender-se para antebraços e pernas.

Esta condição surge em consequência da dificuldade que o oxigênio encontra em chegar às extremidades dos membros, tanto superiores quanto inferiores.

Afeta mais comumente mulheres a partir dos 20 anos de idade e, em certos casos, durante a puberdade. A coloração azulada da pele costuma intensificar-se em ambientes com baixas temperaturas.

Esta patologia é indolor e as manifestações clínicas limitam-se à coloração azulada da pele das regiões anteriormente citadas, bem como o aspecto de pele fria, úmida.

Habitualmente, a cianose está ligada a uma condição benigna que não necessita de intervenção médica; todavia, quando esta não é benigna, pode apontar um grave problema médico, habitualmente em associação com outras moléstias do tecido conjuntivo.

A acrocianose também é observada em pacientes que apresentam desordem neuro-hormonal crônica do sistema cardiovascular, em consequência de um choque ou, menos frequentemente, pode indicar a presença de uma doença progressiva e lenta, como insuficiência cardíaca.

O diagnóstico da patologia em questão é feito com base na sintomatologia persistente apresentada pelo paciente.

Geralmente não é necessária a realização de tratamento. O uso de medicamentos vasodilatadores é pouco eficaz. Raramente, pode ser feita a ressecção de nervos simpáticos, objetivando aliviar os sintomas.

Referências:

  1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Acrocianose
  2. http://www.manualmerck.net/?id=54&cn=673

Turgência Jugular: O Sinal Que Você Deve Reconhecer

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 08/09/2026.

Uma veia aparente no pescoço pode parecer apenas um detalhe do exame físico, mas a turgência jugular pode revelar algo muito maior: aumento da pressão venosa central e congestão sistêmica. Por isso, observar o pescoço continua sendo uma etapa útil da avaliação cardiovascular, especialmente em pacientes com suspeita ou diagnóstico de insuficiência cardíaca.

O que é turgência ou estase jugular?

Turgência jugular, também chamada de distensão ou estase jugular, é a visualização aumentada da coluna venosa jugular no pescoço. Ela geralmente reflete elevação da pressão atrial direita, permitindo uma estimativa clínica da pressão venosa central.

O achado está relacionado principalmente à congestão venosa sistêmica e pode aparecer em insuficiência cardíaca direita ou biventricular, sobrecarga de volume, hipertensão pulmonar, doença da valva tricúspide e algumas doenças do pericárdio.

Como avaliar no exame físico

O paciente deve permanecer confortavelmente em decúbito, com o tronco elevado e o pescoço relaxado. A elevação pode ser ajustada, frequentemente entre 30° e 60°, até que a pulsação da jugular interna fique mais fácil de observar. O examinador deve procurar preferencialmente a jugular interna direita, que apresenta relação anatômica direta com o átrio direito.

Uma iluminação lateral suave pode ajudar a identificar a coluna venosa. A estimativa da pressão é feita observando a altura da pulsação acima do ângulo esternal; tradicionalmente, acrescentam-se cerca de 5 cm para estimar a distância até o átrio direito.

A jugular interna é particularmente útil porque sua pulsação transmite as variações de pressão do átrio direito. A veia jugular externa também pode estar distendida, mas sua aparência é mais influenciada por fatores locais e anatômicos, portanto não deve ser automaticamente interpretada como uma medida da pressão venosa central.

O que a turgência jugular pode indicar?

O achado ganha importância quando aparece junto a outros sinais de congestão, como edema periférico, hepatomegalia, ascite, ganho de peso por retenção de líquido ou dispneia. Na insuficiência cardíaca, a avaliação da congestão orienta decisões clínicas e também possui valor prognóstico.

Entre as situações que podem elevar a pressão venosa jugular estão:

  • Insuficiência cardíaca direita ou biventricular: o aumento das pressões de enchimento pode se transmitir para o sistema venoso.
  • Sobrecarga de volume: excesso de líquido pode elevar a pressão venosa central.
  • Hipertensão pulmonar e cor pulmonale: a sobrecarga do ventrículo direito pode aumentar a pressão atrial direita.
  • Doença da valva tricúspide: alterações importantes da valva podem modificar as ondas do pulso venoso e elevar a pressão jugular.
  • Tamponamento e doenças constritivas do pericárdio: podem dificultar o enchimento cardíaco e produzir elevação da pressão venosa.
  • Embolia pulmonar importante: especialmente quando há repercussão sobre o ventrículo direito.

Isso explica uma situação bastante comum na prática: um paciente com insuficiência cardíaca que começa a apresentar edema de membros inferiores, aumento do peso e jugulares mais evidentes pode estar desenvolvendo congestão progressiva. A observação isolada da jugular não fecha o diagnóstico, mas, quando acompanha os demais achados, fornece uma informação clínica valiosa.

E quando a jugular aumenta na inspiração?

Normalmente, a pressão venosa jugular tende a diminuir durante a inspiração. Quando ocorre elevação ou ausência da queda esperada, pode aparecer o chamado sinal de Kussmaul, associado a situações como disfunção importante do ventrículo direito, pericardite constritiva, algumas doenças restritivas, infarto de ventrículo direito e embolia pulmonar grave.

Esse achado precisa ser interpretado dentro do quadro clínico. Não basta observar uma veia proeminente e concluir imediatamente que existe insuficiência cardíaca; posição do paciente, anatomia, respiração e condições intratorácicas interferem na avaliação.

Um detalhe que muda a interpretação

Na rotina hospitalar, é fácil encontrar um paciente com jugulares aparentes por estar deitado ou com o tronco inadequadamente posicionado. Por isso, antes de registrar “turgência jugular”, vale ajustar a cabeceira, relaxar o pescoço e observar se existe realmente uma coluna venosa pulsátil elevada.

Em outro cenário, imagine um paciente internado por descompensação cardíaca que, durante a avaliação, apresenta jugulares distendidas a 45°, edema bilateral e piora da dispneia. Nesse contexto, o achado deixa de ser apenas uma alteração visual e passa a reforçar a hipótese de congestão sistêmica, devendo ser comunicado e acompanhado junto aos demais parâmetros clínicos.

Cuidados de enfermagem

Durante a avaliação, a enfermagem pode observar e registrar a presença de distensão jugular, posição da cabeceira, edema periférico, padrão respiratório, saturação, pressão arterial, frequência cardíaca, peso e balanço hídrico, conforme o contexto clínico e o protocolo institucional.

A evolução também importa. Uma jugular que se torna progressivamente mais evidente acompanhada de aumento do edema, ganho de peso e piora da dispneia merece atenção e comunicação à equipe. Em pacientes com insuficiência cardíaca, o acompanhamento dos sinais de congestão ajuda a reconhecer deterioração clínica e resposta ao tratamento.

Turgência jugular não é diagnóstico isolado

O principal ponto para memorizar é simples: a turgência jugular é um sinal de possível elevação da pressão venosa direita, não uma doença específica.

Sua interpretação fica muito mais confiável quando associada à história clínica e a outros sinais de congestão. Mesmo com o avanço do ecocardiograma e de outros métodos diagnósticos, o exame da jugular continua sendo uma ferramenta rápida, acessível e repetível à beira-leito.

Resumo para salvar

Turgência Jugular: Como Reconhecer

  • Indica possível elevação da pressão venosa e da pressão atrial direita
  • A avaliação deve considerar posição e visualização da jugular interna
  • É um importante sinal de congestão na insuficiência cardíaca
  • Deve ser interpretada junto aos demais achados clínicos

Referências:

  1. GOPAL, Shwetha; TIVAKARAN, Vijai S. Jugular Venous Distention. StatPearls. Treasure Island: StatPearls Publishing, 2026. Disponível em: NCBI Bookshelf – Jugular Venous Distention.
  2. HEIDENREICH, Paul A. et al. 2022 AHA/ACC/HFSA Guideline for the Management of Heart Failure. Circulation, v. 145, p. e895-e1032, 2022. DOI: 10.1161/CIR.0000000000001063. Disponível em: Circulation – Heart Failure Guideline.
  3. SENTHELAL, Saranyan; MAINGI, Manish. Physiology, Jugular Venous Pulsation. StatPearls. Treasure Island: StatPearls Publishing, 2023. Disponível em: NCBI Bookshelf – Jugular Venous Pulsation.
  4. ALMEIDA JUNIOR, Gustavo Luiz et al. Avaliação hemodinâmica na insuficiência cardíaca: papel do exame físico e dos métodos não invasivos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 98, n. 1, p. e15-e21, 2012. DOI: 10.1590/S0066-782X2012000100020. Disponível em: SciELO – Avaliação hemodinâmica na insuficiência cardíaca.

Embolia Gasosa

A Embolia Gasosa ou embolia por gás é a obstrução dos vasos sanguíneos em decorrência da presença de bolhas em artérias e veias.

Essa condição, apesar de rara, gera mortes em aproximadamente 30% dos casos e está associada normalmente a procedimentos médicos, tais como craniotomia, angiografia, ventilação mecânica, cesarianas e procedimentos com circulação extracorpórea.

Além disso, pode ocorrer embolia gasosa em acidentes de mergulho, em que pode acontecer a expansão do ar retido nos pulmões do mergulhador no momento da subida. Essa expansão ocorre em razão da diminuição da pressão à medida que ocorre a subida para a superfície.

Com isso, o ar passa para a corrente sanguínea e provoca bolhas, que acabam impedindo o fluxo normal do sangue.

Como Acontece?

A embolia gasosa pode ocasionar a obstrução do fluxo sanguíneo para diversas partes do corpo, sendo potencialmente fatal quando ocorre no coração e no cérebro, que são regiões muitos sensíveis a condições de baixa concentração de oxigênio.

É importante frisar que, para produzir um quadro significativo de embolia gasosa, é fundamental que sejam injetados mais de 300 ml de ar, segundo dados de alguns trabalhos.

Além disso, a velocidade dessa injeção de ar também é importante, sendo necessária uma taxa de 100 ml/segundo. Em pacientes com problemas cardiopulmonares, entretanto, quantidades menores podem ser fatais.

Sinais e Sintomas

As manifestações mais comuns em casos de embolia gasosa são falta de ar súbita, dor no peito, tontura, náusea, confusão e perda de consciência.

Ao surgirem os sintomas, deve-se iniciar imediatamente o tratamento, em que se faz necessário o suporte respiratório e circulatório.

Geralmente, coloca-se o paciente em uma posição conhecida como posição de Trendelemburg ou em decúbito lateral esquerdo.

Tratamento

Além disso, é administrado oxigênio a 100% ou adotada a oxigenoterapia hiperbárica, em que o paciente é colocado em um ambiente com oxigênio puro e com pressão superior à atmosférica. Essa técnica diminui o tamanho do êmbolo e previne o edema cerebral.

Percebe-se, portanto, que apesar de ser um evento considerado raro, o risco de morte pode ser alto se não tratado da forma adequada. Sendo assim, é de fundamental importância que todos os profissionais da saúde saibam diagnosticar, tratar e, principalmente, prevenir o embolismo gasoso.

Referências:

  1. SANTOS, Vanessa Sardinha dos. “Embolia Gasosa”; Brasil Escola.

O que é uma Veia Varicosa?

As Veias Varicosas são veias dilatadas e inchadas.

Eles podem aparecer em qualquer parte do corpo, mas são particularmente comuns nas veias superficiais das pernas. As veias contêm válvulas que enviam sangue em uma única direção para o coração.

E nas veias varicosas se desenvolvem quando essas válvulas estão danificadas! Isso faz com que o sangue se acumule nas veias, que se alongam e geralmente se tornam visíveis sob a pele.

O que causa uma Veia Varicosa?

A causa mais comum de varizes é a influência genética, uma vez que existe forte predisposição familiar. Pode-se herdar veias mais frágeis que com a idade e fatores de risco predispõem ao aparecimento das varizes.

Menos comumente, as varizes podem ser um sinal de um problema mais grave que pode, por vezes, precisar de tratamento. Estes problemas graves podem incluir:

  • Coágulos de sangue ou bloqueio nas veias
  • Veias profundas danificadas
  • Vasos sanguíneos anormais (fístulas arteriovenosas)
  • Tumores (muito raramente).

Os Fatores de Risco

  • Gravidez;
  • Ser do sexo feminino;
  • Idade avançada;
  • Excesso de peso e obesidade;
  • História familiar de varizes;
  • Passar muito tempo em pé;
  • Condições que aumentam a pressão no abdômen, tais como doenças do fígado, líquido no abdômen ou insuficiência cardíaca;
  • Fístulas arteriovenosas;
  • Passado de Trombose venosa Profunda.

 

O que a pessoa sente?

  • Dor, ardor, ou sensação de peso nas pernas, que podem ser mais acentuados no fim do dia;
  • Leve inchaço, geralmente envolvendo apenas os pés e tornozelos;
  • Coceira na pele sobre a veia varicosa.

Os Mais graves:

  • Acúmulo de líquido e inchaço na perna;
  • Inchaço e panturrilha com dor significativa após ficar sentado ou em pé por muito tempo;
  • Mudanças na cor da pele ao redor dos tornozelos e pernas;
  • Pele seca, esticada.

 

Como Tratar:

Para a maioria dos casos, as varizes podem ser tratadas com medidas de autocuidado, tais como:

  • Exercício físico;
  • Emagrecimento;
  • Evitar o uso de roupas apertadas;
  • Elevar as pernas sempre que possível;
  • Evitar longos períodos em pé ou sentado.

 

Meias de compressão também podem ser usadas para o controle das varizes. Elas fazem uma compressão mais forte no tornozelo que vai diminuindo em direção à coxa ajudando a direcionar o retorno do sangue venoso de volta ao coração.

A quantidade de compressão varia por tipo e marca. Ao comprar meias de compressão, certifique-se de que elas sirvam corretamente. Meias de compressão devem ser fortes, mas não necessariamente apertadas.

  • Escleroterapia;
  • Cirurgia, que são individualizadas para cada pessoa: pode-se usar a cirurgia convencional, laser, radiofrequência, espuma eco guiada ou mini cirurgia com anestesia local, de acordo com a evolução da doença. Por isto recomenda-se cuidar o mais precoce possível para que o tratamento seja o mais simples.

 

Referência:

  1. Dr. Bruno Naves, diretor de Publicações da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) – CRM: 13800

Síndrome de Kawasaki

A síndrome de Kawasaki é uma vasculite sistêmica, ou seja, uma inflamação de vasos sanguíneos – geralmente ela afeta vasos de médio e pequeno calibre – que pode acometer diversos órgãos, como pulmão, intestino e coração. A inflamação causada por essa síndrome leva ao desenvolvimento de pericardite, meningite asséptica, hepatite, entre outras doenças.

Descrita por Tomisaku Kawasaki em 1967, ela é prevalente em crianças, sendo uma das vasculites mais frequentes nessa faixa etária. Afeta principalmente crianças de 2 até 5 anos de idade, não sendo comum em menores de 6 meses e maiores de 8 anos. Além disso, possui prevalência em meninos.

A síndrome é uma das principais causas de cardiopatias adquiridas na infância. Como dito anteriormente, ela pode afetar diversos órgãos, no entanto, o maior comprometimento ocorre no coração, com o surgimento de aneurismas coronarianos, que podem levar a infarto agudo do miocárdio e, até mesmo, óbito.

As Causas

As causas da síndrome de Kawasaki ainda não são claras. Acredita-se que surja em decorrência de uma resposta imunológica desencadeada por algum agente infeccioso ou ambiental em indivíduos que tenham predisposição genética. Isso se deve ao fato de essa doença apresentar alguns sintomas semelhantes aos de algumas infecções virais e ocorrer em surto, entre outros fatores.

Como é diagnosticado?

O diagnóstico da síndrome de Kawasaki é predominantemente clínico, podendo ser solicitados alguns exames para descartar a possibilidade de outras doenças. São sintomas que devem ser observados para a realização do diagnóstico:

  • Febre persistente por cinco ou mais dias (pode persistir por semanas se não houver tratamento);
  • Erupções cutâneas;
  • Conjuntivite não purulenta;
  • Alterações orais, como a língua apresentando papilas hipertrofiadas e avermelhadas (língua em framboesa ou morango), eritema (vermelhidão) e edema (inchaço causado pelo acúmulo de líquidos nos tecidos) de orofaringe e fissura labial;
  • Eritema e edema de mãos e pés, podendo apresentar descamações ao redor das unhas (periungueal);
  • Aumento de gânglios linfáticos (linfonodomegalia) na região cervical.

 

Como pode ser tratado?

O tratamento da síndrome de Kawasaki consiste basicamente em reduzir a inflamação e prevenir o surgimento de complicações, como o comprometimento coronariano, em que há o surgimento de aneurismas nas artérias coronárias, que podem levar à morte. No entanto, é importante destacar que, quando o tratamento é realizado precocemente, os riscos de complicações diminuem 80%.

A Síndrome de Kawasaki e a correlação com o COVID 19

No ano de 2005, surgiu uma teoria de que um vírus da família dos coronavírus poderia ser o causador dessa síndrome. Um coronavírus humano foi detectado em 8 pacientes dentre 11 que apresentavam a doença. No entanto, estudos posteriores não detectaram o vírus em pacientes com a síndrome, o que invalidou a teoria.

Recentemente um novo coronavírus pode estar relacionado a um quadro semelhante à síndrome de Kawasaki. Algumas crianças com sintomas bem parecidos aos da síndrome foram testadas, e o resultado foi a detecção de anticorpos para o novo coronavírus (SARS-CoV-2), o causador da COVID-19.

Outro fato que leva a crer que essa nova síndrome, denominada por alguns pesquisadores de síndrome multissistêmica inflamatória pediátrica (PIMS-TS, na sigla em inglês), seja decorrente de uma resposta imunológica ao novo coronavírus é o fato de ela ocorrer durante a pandemia da COVID-19. Foi observado o seu surgimento algumas semanas após o pico dessa doença.

Referência:

  1. PebMed