
Vá direto ao ponto!
Quando dois pacientes têm nomes semelhantes, uma conferência feita às pressas pode favorecer a troca de medicamentos, exames ou procedimentos. Por isso, a identificação segura deve ser realizada com pelo menos dois identificadores, como nome completo e data de nascimento, comparando as informações com a pulseira e o registro do paciente. O número do leito ou o reconhecimento visual não devem ser usados isoladamente para confirmar a identidade.
O risco está na identificação incompleta
Imagine que dois pacientes internados na mesma unidade tenham nomes parecidos e recebam medicamentos em horários próximos. Antes de administrar a dose, o profissional deve pedir que o paciente informe o próprio nome completo e a data de nascimento, sempre que possível, e conferir esses dados com a pulseira e a prescrição. Se houver qualquer divergência, a administração deve ser suspensa até que a identificação seja esclarecida.
O risco também aparece na coleta de exames. Uma etiqueta impressa para um paciente pode acabar sendo colocada em uma amostra de outro, especialmente quando várias coletas são realizadas em sequência. Por isso, a identificação deve ser confirmada junto ao paciente antes da coleta, e a amostra deve ser identificada conforme o protocolo institucional, sem depender apenas da memória ou de etiquetas preparadas antecipadamente.
Cuidados de enfermagem
Antes de administrar medicamentos, coletar exames, realizar procedimentos ou instalar hemocomponentes, confirme dois identificadores e compare-os com os registros correspondentes. Oriente o paciente e o acompanhante a alertar a equipe quando perceberem alguma divergência. Se os dados não coincidirem, interrompa a etapa do cuidado, esclareça a identificação e comunique a ocorrência conforme as normas do serviço.
Nomes parecidos exigem atenção redobrada, não atalhos. A confirmação ativa deve ser repetida antes de cada cuidado, mesmo quando o paciente já é conhecido pela equipe.
Dois Pacientes com Nomes Semelhantes
- Confirme pelo menos dois identificadores
- Compare os dados com a pulseira e a prescrição
- Identifique amostras conforme o protocolo
- Interrompa o cuidado diante de qualquer divergência
Referências:
- BRASIL. Ministério da Saúde; AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA; FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Protocolo de identificação do paciente. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013. Disponível em: https://bibliotecadigital.anvisa.gov.br/jspui/handle/anvisa/1778.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo de identificação do paciente. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente/publicacoes/protocolos-de-seguranca-do-paciente/protocolo-de-identificacao-do-paciente/view.
O Estágio de Enfermagem e seu material de bolso
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Conta pra gente qual assunto você quer ver esmiuçado e transformado em ilustração no próximo post!
Christiane Ribeiro
Profissional de enfermagem com experiência na assistência ao paciente crítico adulto em ambiente de terapia intensiva, contribuindo também para a produção de conteúdos educativos voltados à enfermagem.
É responsável pelo projeto Enfermagem Ilustrada, plataforma de educação em enfermagem criada para facilitar o acesso a conteúdos, conceitos, procedimentos, cálculos e informações úteis para estudantes e profissionais da área.


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