Dica de como elaborar uma anotação de enfermagem enriquecida de detalhes

Tenho recebido muitas mensagens falando sobre como elaborar uma boa anotação de enfermagem, e o que fazer para enriquecer o mesmo, e aqui dou uma dica, de experiência própria, o meu método (infalível) de realizar em um método mais prático fácil de fazer.
Nós técnicos de enfermagem, assumimos um número razoável de pacientes, sendo eles conscientes deambulantes ou torporosos acamados, tendo muitos detalhes para averiguar de cada um, e acabando que esquecendo de anotar um sequer detalhe. Por isso uma certa dificuldade de algumas pessoas.
Eu primeiramente, faço uma espécie de colinha para mim mesma, vou beira leito do paciente, e vou anotando tudo que o paciente mantém (desde dispositivos como cateteres, oxigenoterapia, drenos, soros, curativos) na forma Céfalo podal, (cabeça aos pés), porque quando eu abro um relatório, preciso mostrar de uma forma mais organizada como o paciente representa.
Se o paciente está consciente, lhe pergunto se refere algum tipo de dor, se sim, pergunto em que local refere, se não, relato que não apresentou queixa álgica.
Depois feito tudo isso, quando eu começo a atender o paciente, no caso de um banho no leito, ou de aspersão, relato também que realizei este tipo de procedimento. Tudo que o paciente tem de curativo, devo realizar a troca, e devo relatar o aspecto de cada lesão, inserção, pois é importante para uma documentação de evolução do paciente. Sempre que possível a enfermeira para acompanhar a evolução de uma lesão pois a mesma pode orientar quanto a tipo de pomada ou medicação a utilizar em uma lesão. Se por acaso o paciente mantém algum dispositivo que evite abrir lesões, como placas de hidrocoloide, filmes transparentes, placas border sacra, colchões piramidais, salva pés, também é de extrema importância relatar, pois assim comprova os cuidados e o conforto maximo dado ao paciente. Não esqueça de realizar as mudanças de decúbitos devidamente a cada duas horas e fazer a anotação!
Sempre quando for aferir sinais vitais, dextro , medicações, é aconselhável relatar. Pois também é uma forma documentada de que foi realizado este tipo de cuidado no paciente.
Exames feitos, exames pendentes, avaliações do médico do paciente, todas as alterações feitas durante seu plantão, também deve anotar. Por isso que escrevo tudo o que acontece em minha cola para não esquecer, porque em 12 horas, é muita informação para gravar.
Uma dica importante: Recomendo, sendo você novo na área, ou já com uma certa experiência, andar com uma colinha no bolso da sequência de montagem de um relatório, pois assim, o ajuda a memorizar o que precisa ser detalhado, sendo um benefício a você mesmo, como eu faço! Realize a anotação em tempo real, sempre anotando a hora antes de começar sua anotação. Evite abreviações, estude bastante terminologia. É claro, escreva legível e preste atenção à ortografia!
anotação de enfermagem

Estudo Dirigido: Cálculo de Medicamentos (Insulina, Heparina, Penicilina, Gotejamento, Diluição e Transformação)

Cálculo de Medicamentos

Para preparar e administrar medicamentos, é preciso considerar 11 saberes, segundo Figueiredo et al (2003, p.173):

  1. Saber quem é o cliente;
  2. Saber quais são suas condições clínicas;
  3. Saber seu diagnóstico;
  4. Saber qual é o medicamento;
  5. Saber as vias;
  6. Saber as doses;
  7. Saber calcular;
  8. Saber as incompatibilidades;
  9. Saber sobre interações medicamentosas, ambientais, pessoais e alimentares;
  10. Saber sentir para identificar sinais e sintomas de ordem subjetiva;
  11. Saber cuidar.

Dúvidas em cálculo de gotejamento? Veja o vídeo abaixo!

 

Cabe destacar que, a dose adequada é uma das partes mais delicadas da administração de medicamentos e envolve responsabilidade, perícia e competência técnico-científica. Logo, é necessário que o técnico de enfermagem entenda alguns conceitos:

Dose: quantidade de medicamento introduzido no organismo a fim de produzir efeito terapêutico.

– Dose máxima: maior quantidade de medicamento capaz de produzir ação terapêutica sem ser acompanhada de sintomas tóxicos.

Dose tóxica: quantidade que ultrapassa a dose máxima e pode causar conseqüências graves; a morte é evitada se a pessoa for socorrida a tempo.

Dose letal: quantidade de medicamento que causa morte.

Dose de manutenção: quantidade que mantém o nível de concentração do medicamento no sangue.

Unidades de medida:

– grama: unidade de medida de peso; sua milésima parte é o miligrama (mg), logo 1g corresponde a 1000mg e 1000g correspondem a 1 kg.

– litro: unidade de volume; sua milésima parte corresponde ao ml, logo, 1000ml é igual a 1l; dependendo do diâmetro do conta-gotas, 1ml corresponde a 20 gotas e 1 gota corresponde a 3 microgotas.

centímetro cúbico (cc ou cm³): é similar ao ml, logo 1cc equivale a 1ml.

Noções elementares:

Solução é uma mistura homogênea composta de duas partes.

Suspensão é também composta por duas partes, mas difere da solução por ser heterogênea, o que significa que após centrifugação ou repouso, é possível separar os componentes, o que não ocorre na solução.

A concentração de uma mistura é determinada pela quantidade de soluto numa proporção definida de solvente, e poderá ser expressa em porcentagem (%) ou em g/L. Como exemplo temos que uma solução de glicose com 5g de glicose (soluto) dissolvida em 100 ml de água (solvente) é uma solução com concentração de 5%. Isso significa que a concentração é obtida pela divisão da massa (g) pelo volume, e é expressa em % ou g/L.

Exemplo 1) TRANSFORMAÇÃO DE SOLUÇÕES:

Para as transformações será usado como padrão o frasco de 500 ml de soro.

Temos 500 ml de soro glicosado 5 % e a prescrição foi de 500 ml a 10%.

Primeiro passo – Verifica-se quanto de glicose há no frasco a 5 %.

100 ml – 5 g

500 ml – x

x = 500 x 5 / 100 = 25g

  • 500 ml de soro glicosado a 5% contem 25g de glicose

Segundo passo – Verifica-se quanto foi prescrito, isto é, quanto contem um frasco a 10%

100ml – 10g

500 ml – x

X = 500 x 10 / 100 = 50g

  • 500 ml de soro glicosado a 10% contem 50g de glicose.
  • Temos 25g e a prescrição foi de 50g; portanto, faltam 25g.

Terceiro passo – Encontra-se a diferença procurando supri-la usando ampolas de glicose hipertônica

Temos ampola de glicose de 20 ml a 50%

100 ml – 50g

 20 ml – x

X = 20 x 50 / 100 = 10g

  • Cada ampola de 20 ml a 50 % contem 10g de glicose

20 ml – 10g

X – 25g

X = 20 x 25 / 10 = 50 ml

  • Será colocado então, 50 ml de glicose a 50%, ou seja, 2 + ½ ampolas de 20 ml no frasco de 500ml a 5%. Ficaremos com 550 ml de soro glicosado.

Exemplo 2) CALCULO DE INSULINA

Temos seringa de 1 ml graduada em 40 UI, o frasco de insulina é de 80 UI por mililitro. A dose prescrita foi de 25 UI.

80 U – 25 U

40 U – x

X = 40 X 25/ 80 = 12,5 U, então aspiraremos 12,5 UI, que correspondem as 25 UI prescritas.

Quando as unidades não coincidem com o frasco:

Frasco ————- seringa

Prescrição ——–X

Exemplo: insulina simples 20 UI

               Disponível: frasco ——— 40 UI

                                  Seringa ——– 80 UI

40 ———- 80 UI

20 ———- X

X = 40 UI

Exemplo 3) DILUIÇÃO DE MEDICAMENTO (REGRA DE TRÊS)

Temos gentamicina 80 mg em ampolas de 2 ml. Foi prescrito 60 mg, quanto administrar?

2 ml –  80 mg

X – 60 mg

X = 1,5 ml

  • Devo administrar 1,5 ml de gentamicina.

EXERCÍCIOS DE CÁLCULO PARA DILUIÇÃO DE MEDICAMENTOS

  • Quantos gramas de permanganato de potássio são necessários para preparar   250 ml de solução a 2%?
  • Quantos gramas de cloreto de sódio são necessários para preparar 500 ml de solução salina  a 7,5%?
  • Administrar 30 U de insulina, usando uma solução de 80 U/ml e uma seringa graduada em 40 U
  • Administrar 20 U de insulina, usando uma solução de 40 U/ml e uma seringa graduada em 80 U/ ml
  • Em quantos ml deve-se diluir 80 mg de gentamicina para se obter 705g em 0,5 ml?
  • Em quantos ml de soro fisiológico deve-se diluir 1g de binotal para se obter  150 mg em 1 ml?
  • Em quantos ml de SF deve-se diluir 10.000.000 unidades de penicilina para se obter 750.000 unidades em 1 ml ?
  • Administrar glicose EV. Apresentação glicose 50% em ampola de 20 ml.
  • Administrar Lasix, ampola de 2 ml de 20 mg/ml. Aplicar 15 mg. Quanto diluir  e quantos ml administrar?
  • Temos frascos de penicilina cristalina 5.000.000 U, administrar 1.250.000 U.
  • Temos frascos de penicilina cristalina 10.000.000 U, administrar 7.000.000 U
  • Temos heparina, frasco de 05 ml que contem 5.000 U/ ml. Administrar:
  • 2.500 U
  • 12.500 U
  • 18.000 U
  • 20.000 U
  • Temos frascos de Decadron com 2,5 ml, que contem 4 mg/ml. Esta prescrito 0,8 mg, quantos ml aplicamos?
  • Temos frascos de Decadron com 2,5 ml, que contem 4 mg/ml.    Esta prescrito 25 mg, quantos ml aplicamos?
  • Um frasco de Keflex 500 mg a ser diluído em 5 ml, administrar 135 mg, quantos ml isto me representa?
  • Temos um frasco de Mefoxim 1 g a ser diluído em 6 ml, esta prescrito 350 mg, quanto aplicaremos?
  • Temos um frasco de penicilina cristalina 10.000.000 U. Administrar 2.800.000 U. Diluir em 10.
  • Temos heparina frasco de 5 ml com 5000 U/ml. Infundindo 4 ml equilvale a quantas unidades?

Cálculo para administração de medicamentos

O cálculo para administração de medicamentos deve ser feito com muito cuidado e atenção, pois a dose deve ser precisa. Alguns medicamentos precisam ser dissolvidos em água destilada de solução fisiológica 0,9%, transformando-os em solução. Uma solução pode apresentar diferentes concentrações e ser definida como isotônica, hipotônica e hipertônica, de acordo com a quantidade de soluto presente na diluição.

Problema 1: Foram prescritos 100 mg VO de Fosfato sódico de prednisolona suspensão de 6/6 h. Quantos mililitros devem ser administrados?

Para encontrar a dose a ser administrada deve-se observar todos as informações disponibilizadas pela embalagem ou rótulo do medicamento. Os alunos buscaram então alguma relação matemática que ajudasse na resolução do problema. Verificaram a quantidade de soluto e a quantidade de solvente. No caso do medicamento descrito temos:

Em seguida, os alunos verificaram quais grandezas que poderíamos estabelecer relações, de acordo com o solicitado no problema, e se encontravam na mesma unidade de medida. Num segundo momento, os alunos passaram a identificar qual a relação existente, ou seja, as grandezas eram diretamente ou inversamente proporcionais, para depois montar a estrutura da Regra de Três. Assim encontraram:

as grandezas são diretamente proporcionais

Estando pronta a estrutura aplicaram a Regra Fundamental das Proporções, isto é, “o produto dos meios é igual ao produto dos extremos”.

A quantidade a ser administrada da suspensão de Fosfato sódico de prednisolona será 33 ml. Como o frasco da solução vem acompanhado de uma colher graduada em ml, fica fácil medir a quantidade encontrada.

Problema 2: O médico prescreveu 25 mg de Nimesulida de 12 em 12 horas, para uma criança.

A primeira sugestão dos alunos para solucionar o problema foi na mudança da forma do medicamento. Já que seria administrado a uma criança, seria bom que fosse por meio de uma solução. O professor sugeriu então que fosse diluído em 10 ml de água destilada. De acordo com as informações da embalagem tem-se 100 mg do composto em cada comprimido. Assim os alunos sugeriram dividi-lo ao meio, encontrando 50 mg, e então diluí-la em 10 ml de água destilada para retirar 25 mg em solução.

Os alunos estabeleceram mentalmente a relação entre as grandezas, centralizando mais na forma de administrar medicamento para uma criança. Encontraram então uma dose de 5,0 ml da diluição preparada com o medicamento proposto.

Cálculos com diferentes porcentagens

Estes problemas consistiam em cálculos de porcentagens que expressam a quantidade de soluto por solvente de uma solução. O professor apresentou diferentes situações aos grupos e em seguida fez com que compartilhassem as formas de raciocínio para resolução dos problemas. A maioria dos grupos utilizou a Regra de Três para solucioná-los.

Problema 1: Quantos gramas de glicose tem na solução de Soro Glicosado 5%, em frascos de 1000 mililitros?

Num primeiro momento os alunos logo resolveram a porcentagem e mostraram que 5% equivalem a 5 gramas de glicose em 100 mililitros

A partir daí encontraram a relação que

Portanto, verificaram que em 1 frasco de Soro Glicosado de 1000 mililitros contém 50 gramas de glicose.

Problema 2: O hospital tem disponível ampolas de Vitamina C a 10%, com 5 mililitros. Quantos miligramas de Vitamina C têm na ampola?

Os alunos aplicaram diretamente a Regra de três, ficando implícita a leitura da porcentagem.

Imediatamente observaram que o problema pedia a quantidade em miligramas e que a resposta encontrada se encontrava em gramas. Fizeram a transformação multiplicando o resultado por 1000, pois 1 grama equivale a 1000 miligramas. O resultado obtido foi então 500 mg de Vitamina C.

Transformação do Soro

            Os problemas que envolvem transformação do soro foram exemplificados e não trabalhados elaborados pelos alunos ou sugeridos pelo professor. A idéia de primeiro exemplificá-los surgiu devido a dificuldade de interpretação dos alunos em problemas apresentados pelas obras que falam sobre cálculo em enfermagem.

Exemplo 1: Foram prescritos 1000 mililitros de Soro Glicosado a 10%. Na clínica dispomos somente de 1000 mililitros de Soro Glicosado a 5% e ampolas de glicose de 20 mililitros a 20%. Como se deve proceder para resolver este problema?

A melhor forma de resolver este problema e ver o material disponível, isto é:

 

Portanto, já temos 50 gramas de glicose, teremos que acrescentar mais 50 gramas. Com vimos no cálculo anterior, teremos que utilizar as ampolas de glicose a 50% e também já sabemos que 1 ampola de glicose a 5% (20 ml) tem 10 gramas de glicose.

É claro que 100 mililitros de solução de glicose a 50% (5 ampolas) não cabem no frasco de Soro Glicosado 5 %. Então teríamos que desprezar 100 mililitros de Soro glicosado a 5%. Se desprezarmos 100 mililitros estaremos jogando junto 5 gramas de açúcar (5 g – 100 ml) e teremos que repor os 5 gramas (corresponde a meia ampola de glicose a 50%). Portanto, desprezaríamos 100 mililitros do Soro Glicosado e acrescentaríamos 5 ampolas e meia de glicose a 50% (110 ml) e estaria pronto para uso a Solução Glicosada  a 10% – 100 ml.

CÁLCULO DE MEDICAÇÃO

Pode ser resolvido na maioria das situações,pela utilização da regra de três. Essa regra nos ajuda a descobrir o valor de uma determinada grandeza que está incógnita.
Normalmente temos 4 itens mas só sabemos 3, montamos a conta de jeito que conseguimos descobrir esse item desconhecido.

Uma regra de ouro é sempre usar os mesmo tipos de medida, se a prescrição está em micrograma e a apresentação está em grama, você vai precisar converter um dos dois para que fique no mesmo tipo do outro, ou deixa os dois em grama ou deixa os dois em micrograma, senão o resultado não vai dar certo.

Para aplicação da regra de três, são necessários algumas precauções prévias:
As grandezas proporcionais dos termos devem estar alinhadas e o raciocínio deverá ser encaminhado para se descobrir uma incógnita por vez.
Podemos aplicar regra de três quantas vezes for necessário com os termos variáveis até se conseguir o resultado desejado.

A disposição dos elementos para regra de três deve ser da seguinte forma:
1ª linha -> colocar a informação
2ª linha -> colocar pergunta

Em uma ampola de dipirona tenho 2 ml de solução. Quantos ml de solução tenho em três ampolas?

Não se preocupe se não entendeu bem ainda, com os exemplos de abaixo vamos esclarecer melhor. Mais uma vez o mesmo exemplo acima, do mesmo jeito só que mais resumido.

1ª passo:

Organizar a informação na primeira linha e a pergunta na 2ª linha,com o número de ampolas de um lado e ml do outro:

1º linha informação:  1 (ampola)———– 2 (ml)
2º linha pergunta:     3 ( ampola) ———– X (ml)

2ª passo:

1 x X = 2 x 3

3ª passo: 

X = ( 2×3) : 1 =  6ml
resposta: em 3 ampolas há 6ml de dipirona.  

 

2ª EXEMPLO

Se 1ml contém 20 gotas,quantas gotas há em um frasco de sf 0,9% de 250ml?

1ª passo:

1ml —– 20 gotas
250ml —- x gotas

2ª passo:

1 x X = 20 x 250, X = 5.000 gotas
resposta: 250 ml contém 5.000 gotas.

3º EXEMPLO

Foi prescrito 1g de cloranfenicol v.o.
Quantos comprimidos de 250mg devo administrar?
Esse é um dos casos da regra de ouro do começo do artigo, temos que deixar os dois do mesmo jeito ou vão ser grama ou vão ser micrograma.
Vamos converter tudo para grama, assim não trabalhamos com virgulas.

Pré passo

1g (grama) é igual a 1000 mg (micrograma) então nossa 1 grama passa a ser 1000micrograma, é a mesma coisa que trocar 6 por meia dúzia porém, se não fizermos isso o cálculo não funciona, lembre o mesmo formato de medida, um em baixo do outro.

1ª passo

1cp —— 250mg
x cp —–1000mg ( nossa  antiga 1 grama)

2ª passo

250 x X = 1 x 1000

3ª passo

X = 1.000 : 250 então X= 4 cp
resposta: devo administrar 4 comprimidos de 250mg.  

3º EXEMPLO

Binotal 500mg v.o. de 6/6h.

Apresentação do binotal 250mg em comprimidos.

 

500mg ——- X comprimido

250mg ——- 1 comprimido

250 x X = 500 x 1
X= 500/250
X= 2
resposta: serão administrado 2 comprimidos.

4º EXEMPLO

Garamicina de 40mg im de 12/12h.
Apresentação da garamicina e de 80mg ampola de 2ml.

40mg ———- X ml
80mg ——— 2 ml

80 x X = 40 x 2
X = 80/80
X = 1
Resposta: sera administrado 1ml, ou seja, 1/2 ampola.

 

5º EXEMPLO

Glicose 20g i.v. de 12/12h
Apresentação glicose 50%, ampola de20 ml.
Nesse exemplo vamos usar a mesma regra para chegar a solução, mas precisamos lembrar antes que o % “por cento” significa que existe tanto para cada 100 partes, ou seja 50% quer dizer que em 100ml do solvente temos 50 gramas do soluto.
50% = 50g ——- 100 ml

Uma regra de 3 indica quantas gramas de glicose teremos em nossa ampola
50G ——- 100 ML
X G ——- 20 ML

100 x X = 50 X 20
X= 1000/100
X= 10G

PORTANTO, DENTRO DA AMPOLA DE 20ML DE GLICOSE 50% HÁ 10G De glicose. O PRÓXIMO PASSO É CALCULAR QUANTOS ML SERÃO USADOS.

10G ———– 20ML
20G ———- X ML
10 x X = 20 X 20
X = 400/10
X = 40 ML

RESPOSTA: SERÃO ASPIRADOS 40 ML; OU SEJA,2 AMPOLAS.


Como sempre termino os artigos sobre cálculo, recomendo que pratique muito, muito mesmo, faça pelo menos dois exercícios desse tipo por dia, mesmo que esteja trabalhando, e não é só esse tipo de cálculo,mas exercite todos ao tipos que puder especialmente os mais complexos como penicilina, heparina e outros mais específicos.

Lembre sempre que em sua profissão é necessário excelência, você precisa de muita responsabilidade com seu trabalho, esteja sempre em condições.

Conceitos e medidas em medicação

Antes mesmo de aprendermos cálculos de gotejamento ou transformação de soros é necessário assimilar bem os Conceitos básicos em soluções e apresentações  de medicamentos. A seguir um resumo para estudo e referência, incluindo um exemplo da regra de três.

Conceitos básicos em soluções e apresentações de medicamentos


SOLVENTE: É a parte líquida da solução, onde o elemento principal está “dissolvido” normalmente é  água destilada.

SOLUTO: É a porção sólida da solução, ou seja se evaporar todo liquido o que sobra no frasco é o soluto se fosse um SF (Soro Fisiológico) sobraria pó de Cloreto de Sódio.

CONCENTRAÇÃO: É a relação entra quantidade de soluto e solvente.Segundo sua concentração solução pode ser classificada em :

ISOTÔNICA: É uma solução com concentração igual ou mais próxima possível à concentração do sangue.
HIPERTÔNICA: É uma solução com concentração maior que a concentração do sangue.

 

HIPOTÔNICA: É uma solução com concentração menor que à do sangue

PROPORÇÃO: É uma fórmula que expressa a concentração da solução e consiste na relação entre soluto e o solvente expressa em partes.
exemplo: 1:40 indica que temos 1g de soluto para 40 ml de solvente.

PORCENTAGEM: É outra forma de expressar concentração.
O termo por cento (%) significa centésimo. Um porcentual é uma fração cujo numerador é expresso e o denominador que não aparece é sempre 100. Ou seja o numero que vem antes do % indica quantas partes de soluto existe em 100 partes da solução.
exemplo: 5% indica que temos 5g de soluto em 100 ml de solvente, se temos um soro glicosado a 5% então temos 5 gramas de glicose em cada 100 ml desse soro.

REGRA DE TRÊS: Relação entre grandezas proporcionais em que são conhecidos três termos e quer se determinar o quarto termo. È o calculo mais usado para transformação de soro e diluição de medicamento.

Por exemplo uma ampola de medicamento Stone com 10ml a 50% está prescrito 1 grama de Stone  IV.
Sabemos pela ampola que indica que a cada 100ml de solução tem 50 gramas de soluto, então precisamos saber em quantos ml teremos a 1gr desejada.
100ml—->50gr
Xml——> 01gr
Para saber o X fazemos uma conta cruzada e invertida, cruzada pois pegamos o que sabemos de baixo e multiplicamos pelo lado oposto do de cima e invertida porque depois dividimos esse resultado pelo numero que sobrou em cima, não é complicado , no nosso exemplo:
Multiplicamos a 1grama pelos 100ml, temos então 100, dividimos pelo numero que sobrou que é o 50gr, nosso resultado é 2, então o X é igual a 2, então ainda em 2ml teremos a 1gr que precisamos administrar.
COMPREENDENDO AS MEDIDAS

O sistema métrico decimal é de muita importância para cálculo e preparo de drogas e soluções. Ao preparar a medicação é necessário confirma unidade de medida e se não estiverem no mesmo tipo de fração devem ser transformadas, ou tudo está em grama ou em miligrama, não se trabalha com duas grandezas deferentes.As unidades de medidas podem ser representadas de modos diferentes,de acordo com o fator de mensuração,peso,volume ou comprimento.

obs: A unidade de medida prescrita deve ser equilavente à unidade de medida à disposição no mercado. Caso não seja equivalente, é obrigatório efetuar a equivalência antes mesmo do cálculo de dosagem para preparo.

A apresentação de determinadas medicações são expressas em unidades de medida,como:
Apresentação:
=> PORCENTAGEM ( % )
=> MILILITROS ( ML )
=> MILIGRAMA ( MG )
=> GRAMA ( G );
Existe muito mais parâmetros, porém nessa matéria estão apenas os mais comuns empregados no exercício de enfermagem.

Unidade BÁSICA de Peso:
=> KG ( QUILOGRAMA )
=> G ( GRAMA )
=> MG ( MILIGRAMA )
=> MCG ( MICROGRAMA)

Equivalência de peso
1 KG  = 1.OOOg (um quilo é igual a mil gramas)
1 kg = 1.000.000MG (um quilo é igual a um milhão de miligramas)
1G = 1000MG (um grama é igual a mil miligramas)

Unidade Básica de Volume:
=> L ( LITRO )
=> ML ( MILILITRO)

Equivalência de volumes:
1 LITRO = 1.000 ML (um litro é igual a mil mililitros (ml))

Exemplos:

A) 5g = 5.000 mg
B) 1,5L = 1.500 ml
c) 1.500mg = 1,5g
d) 200 ml = 0,2 l
E) 5.000 ml = 5 l

Cálculo de Gotejamento de Soro

Existem alguns conhecimentos básicos em Enfermagem, o cálculo de gotejamento de soro é um deles, mesmo com facilidades das confiáveis Bombas de Infusão muito comuns principalmente em UTIs, o profissional de enfermagem precisa saber e muito bem tanto como calcular o gotejamento do soro tanto em micro quanto em macrogotas quanto saber transformação de concentrações.

Cálculo de Gotejamento de Soro 

O cálculo de velocidade de gotejamento em equipo macrogotas exige dois passos, mas é muito simples e de fácil memorização.

Fórmula gota

O numero de macrogotas (ou gotas, é o mesmo) por minuto é:
Volume total em ml dividido pelo numero de horas a infundir vezes 3.

Entenda que é de fácil memorização, e o mais comum tipo de controle de infusão, o único a mais é que o numero de horas é multiplicado por 3 e esse numero é o que usamos para dividir o tempo.
O tempo é multiplicado por três por um simples motivo que explicarei logo mais.
Segue um exemplo prático:

O cálculo para gotejamento com equipo de microgotas é ainda mais simples que o anterior pois só tem um passo. O numero de microgotas por minuto é:
Volume em ml dividido pelo numero de horas a infundir, só isso!

  Fórmula microgotas

Como perceberam a relação entre microgotas por minuto e ml por hora é igual, uma regra de ouro é que o numero de microgotas é igual a quantidade de ml hora infundido:
Se você precisa infundir 40ml por hora é só controlar 40 microgotas por minuto.

Exemplo microgotas

Agora que você já conhece bem gotas e microgotas, posso explicar porque na fórmula de gotas é multiplicado o tempo por 3 e na de microgotas não, vai mais uma regra de outro, uma gota contém 3 microgotas, por isso da multiplicação na fórmula anterior.

Guardando esses conceitos que repito, são de fácil memorização o profissional de enfermagem nunca vai passar grandes apuros em cálculo de gotejamento.

Para concluir normalmente o resultado é arredondado da seguinte forma, até antes de meio é arredondado para baixo, igual ou passou de meio é arredondado para cima.

Por exemplo, 27,4 será 27gt/min (27 gotas por minuto) já 27,5 será 28 gt/min.

Seguem dois exercícios para treino, procure faze-los antes de ver o resultado, e evite usar calculadoras, faça primeiro as contas “na mão” mesmo isso melhora o raciocínio.

Foi prescrito para um paciente internado em clínica médica nas 24 horas: Soro fisiológico a 0,9% 1000 ml iv + Soro glicosado 5% 1000 ml iv. Qual deve ser gotejamento ser calculado?
A) 14 gotas/minuto
B) 21 gotas/minuto
c) 28 gotas/minuto
D) 30 gotas/minuto

nº gts = volume total dividido pelo nº horas x 3
nº gts= 2000 / 24 x 3 ( entenda o “/” como dividido)
nº gts = 2000 / 72
nº gtas= 27.77777 arredondados 28
Resposta “C”, 28 gotas/minuto.

Foi prescrito para um paciente internado em clínica médica nas 24 horas: Soro fisiológico a 0,9% 1000 ml iv + Soro glicosado 5% 1000 ml iv. Qual deve ser gotejamento em micro-gotas?

  1. A) 28 micro-gotas/min
    B) 83 micro-gotas/min
    C) 40 micro-gotas/min
    D) 65 micro-gotas/min

nº microgotas = volume total / nº horas
nº microgotas = 2000 / 24
nº microgotas = 83,3333333
arredondando= 83 microgotas
Resposta “B” 83mgt/min

Pratique sempre, evite usar a calculadora para as contas diretamente, as use só depois de fazer o cálculo na mão para conferir, treinar cálculo desenvolve o raciocínio e exercita a mente.

Transformação de Soro 2

Está costuma ser a maior dor de cabeça em cálculo que o profissional de enfermagem pode encontrar, mais comum o aumento de concentração em um soro é um processo um pouco mais trabalhoso mas, simples do mesmo jeito que o anterior…

Transformação de Soro

Transformando soluções – parte 1
Diminuindo a concentração de um soro.

Vai uma regra de ouro básica, verificar sempre na farmácia se não existe em estoque o soro prescrito antes de se empenhar numa transformação, já são comuns frascos de SG a 10, 25 e até 50%. Existe ainda no mercado SGF (Soro Glico Fisiológico) este pode ser usando ao invés de acrescentar Cloreto de Sódio em um SG ou então glicose num SF, Sempre que possível antes de iniciar uma transformação por conte de uma prescrição incomum, consulte outros colegas e superiores para prevenir desperdícios de materiais e mesmo de seu tempo.

Mas vamos ao importante, você é uma ótima profissional e vai conseguir transformar soros.

O conceito é simples, já temos em mãos um frasco de soro com certa concentração, e é pedido uma concentração diferente, só precisamos transformar a solução que temos na que precisamos.

Se for para mais concentrada acrescentamos mais soluto a solução, se for para menos concentrada diluímos mais a solução acrescentando AD (água destilada).

Em porcentagem: ex: 5%,10%,15% significa que em cada 100 partes de solvente, há respectivamente 5,10,15 partes de soluto, ou seja em SG 5% existem 5 gramas de glicose para cada 100ml de soro, entenda esse conceito é fundamental.

Exemplos práticos:

No caso de precisarmos diminuir a concentração da solução,
É muito fácil, por exemplo passar um soro fisiológico de 500ml a 0,9% para 0,45%

  1. descobrimos quantas gramas de soluto existem no volume do frasco.
  2. Descobrimos quantas gramas de soluto precisamos ter na solução.
  3. pela regra de três descobrimos quantos ml do frasco que já temos tem a concentração que precisamos, no caso do nosso exemplo o cálculo mostraria que 250ml da solução teriam a concentração que precisamos para todo frasco.
  4. Desprezamos do frasco que já temos o restante da solução, ou seja os 250ml a mais.
  5. Agora temos no frasco que já tínhamos 250ml de solução com as gramas de soluto que precisamos, só falta completar o solvente ou seja até que atinja os 500ml, vamos completar o frasco com água destilada e pronto, temos um frasco de 500ml de SF a 0,45%

Detalhe 0,45 é um numero menor que 0,9 se lembre que sempre as casas são equivalidas após a virgula então 0,9 é o mesmo que 0,90 que é maior que 0,45.

Nesse caso como é a metade da concentração que precisamos é só desprezar metade do soro pronto e completar o frasco com água destilada, assim a solução original que era de 0,9%(que é o mesmo que 0,90% lembre que depois da virgula…) proporcionalmente vai ser agora de 0,45%.

Esse raciocínio pode ser usado sempre para diminuir a concentração de solvente, em prescrições mais complicadas é só fazer a regra de três pra saber quanto precisa ficar no frasco de soro original para termos a concentração pedida e o restante é completar com AD, vamos a um exemplo:

Prescrito SF 0,60% 100ml, eu tenho frascos de SF a 0,9%, lembre que 0,9 é maior que 0,60 porque depois da virgula sempre completamos os zeros então 0,9 junta o 0 é 0,90 que é maior que os 0,65 prescrito., é muito improvável que apareça uma prescrição assim mas, serve como exemplo para treinarmos um pouco.

Sei que no soro a 0,9% existem 0,9 gramas de soluto para cada 100ml, primeiro passo

Primeiro, descobrir quantas gramas de soluto tem na solução que tenho

regra de 3
100ml da solução———0,9gramas de soluto
1000ml da solução——–X gramas de soluto
1000 vezes 9 dividido por 100 vai ser igual a 9 gramas

Segundo passo, descobrir quantas gramas precisamos na solução prescrita SF 0,60% 1000ml, já sabemos que cada 100ml de solução vão ter 0,65 gramas de soluto,

mesma coisa, regra de 3
100ml da solução———— 0,65grmas de soluto
1000ml de solução———–X gramas de soluto.
1000 vezes 0,65 dividido por 100 vai dar 6,5 gramas

Terceiro passo, quanto vamos desprezar de soro e acrescentar de AD,  já sabemos que nosso frasco de 1000ml de soro original tem 9 gramas de soluto e que o soro prescrito de mesmo volume (1000ml) precisa ter só 6,5 gramas de soluto.

O técnica é simples, vamos achar o volume do soro original que tenha a concentração que precisamos, desprezar o resto e completar com água destilada, muito simples, vamos a regrinha de 3

1000ml do soro original —————-9gramas de soluto que é o que tenho
X ml do soro original tem—————6,5 gramas de soluto, que é o que quero.
6,5 vezes 1000 dividido por 9 vai dar 722ml

Precisamos que fique no frasco 722ml vamos desprezar o restante,
1000ml que é oque tem no frasco ‘menos” os 722ml que é o que preciso que fique, vão sobrar (1000-722) 288ml, agora é muito fácil, vou desprezar do frasco original 288ml do soro e completar os mesmos 288ml só que com AD
Pronto, temos 1000ml de SF 0,65% atendendo a exótica prescrição.

Vai mais uma regrinha de ouro:

No caso de uma prescrição incomum confirme com o médico, eles também erram e esse pode ser um caso e se não for você ainda pode ganhar uma boa explicação de porque aquele paciente precisa dessa concentração incomum de soro

Pratique muito, crie prescrições incomuns e faça seus próprios exercícios, assim numa situação real você já vai estar com um pouco de prática e tudo será mais fácil.

Transformando soluções – parte 2
Aumentando a concentração de um soro.

No primeiro artigo relembramos como diminuir a concentração de um soro, nesse é o contrário vamos aumentar a concentração de um soro.

A técnica é semelhante a anterior, precisamos descobri de quanto é a concentração do soro que temos, de quanto é a concentração que foi prescrita e qual é a concentração da solução mais concentrada que temos disponível para fazer a transformação.

Pode e vai complicar mais um pouco, existem duas variantes, se a diferença entre o soro prescrito e e o que temos for igual ou menor que 5% exemplo transformar um SG 5% para um SF a 10% a diferença é só 5%, outro caso é se a transformação prescrita for superior a 5% por exemplo temos SG5% e foi prescrito SG15% a diferença passa de 5% já é outro caso.

Relembrando

Mais importante que decorar uma fórmula é saber o conceito, sempre tente entender porque da fórmula.
Quando vemos a apresentação de uma solução dizendo por exemplo: tantos ml SG 5%, quer dizer que em cada 100ml desse SG temos 5 gramas de glicose (os 100 são por causa do “por cento” %)
esse conceito tem que estar muito vivo na mente de um profissional que lida com medicamentos.
Assim um SG5% de 500ml tem em cada 100ml 5 gramas de glicose então se fazemos uma regra de 3:

100ml de soro tem————-5 gramas de glicose
500ml de soro tem————-X grams de glicose
então 500 ml vezes 5 gramas dividido por 100ml são 25 gramas ou seja:
o frasco de 500ml de SG5% tem no total 25 gramas de glicose.

Vamos a um exemplo: 

Prescrição médica: soro glicosado 500ml 10%
Apresentação no setor: soro glicosado 500ml 5%

Vamos precisar acrescentar mais glicose a esta solução, vamos procurar as ampolas ou pequemos frascos com a maior concentração disponíveis na farmácia, encontramos:
ampola de glicose 20ml há 50%.

Neste tipo de cálculo devemos converter SG5% em SG10% com auxilio da glicose a 50%.

Fique em tranqüilidade, os passos são simples, entenda bem cada um deles antes de ir ao próximo:
No caso de precisarmos aumentar a concentração da solução, vamos passar um soro glicosado de 500ml 5% para 10%, a seqüência é essa:

1- descobrimos quantas gramas de soluto tem na solução que já temos.
2- descobrimos quantas gramas de soluto precisamos ter na solução prescrita.

3- descobrimos quantas gramas tem em cada ampola que vamos usar para completar a solução.

4- colocamos o volume calculado das ampolas dentro do frasco e está transformado, se for o caso vamos antes desprezar um pouco do soro antes de completar para caber tudo.

Transformando soro com diferença menor que 5%  

Como a transformação para uma maior concentração é mais trabalhosa vamos seguir um exemplo bem detalhado, o sinal de “/”(barra) quer dizer dividir:

1 PASSO:
Calcular quantas gramas de glicose existem no frasco de 500ml de SG 10%.
10% = 10g ——— 100ml

PORTANTO
100ml ——– 10g
500ml ——– X então X = 500×10/100 então X = 50g,
logo 500ml de sg10% contém 50g glicose.

2PASSO
Calcular quantas g de glicose existe no frasco de 500ml de SG 5%.
5% = 5g ——– 100ml

PORTANTO
100ml ——-5 g
500ml —— X g
X = 500 x 5 / 100 então X = 25g , logo 500ml de SG 5% contém 25g de glicose

3 PASSO
Calcular quantas g de glicose existem na ampola de 20ml de glicose 50%.

PORTANTO
50% = 50g em 100ml
100ml ——50g
20ml ——– x
X= 20 x 50 / 100 (regra de três)
X= 10g, logo uma ampola de 20ml de glicose há 50% contém 10g de glicose.

4 PASSO
Calcular quantos gramas de glicose serão necessárias colocar no SG 5% para se transformar em SG 10%.
SG10% = 50G
SG5% = 25G
Numa simples subtração das 50g menos 25g , FALTAM 25G

5 PASSO
Calcular quantos ml de glicose serão colocados no frasco de SG 5% para que se transforme em SG 10%

1 ampola de glicose 50% = 10g —-20ml
faltam 25g de glicose no frasco SG 5%

25g ——- X ml
10g——- 20ml

X = 20 x 25 / 10 (regra de três) então X = 500 / 10 então X = 50ml.

RESPOSTA
Serão aspirados 50ml de glicose a 50% (no caso das ampolas de 20ml serão duas e meia ampolas) e acrescentadas ao frasco de soro.

Este raciocínio poderá ser usado em qualquer transformação onde a diferença do que temos para o que queremos não passe de 5%.

 

QUANDO DIFERENÇA DA CONCENTRAÇÃO É SUPERIOR 5%

Neste caso quando a diferença da concentração é superior 5%, surge outro problema pois teremos que adicionar maior quantidade de glicose hipertônica o que não é possível, pois frasco não tem capacidade para tanto.

Teremos então que retirar certa quantidade ( geralmente 100ml) antes de colocarmos a glicose hipertônica e,em seguida suprir toda a falta incluindo parte que foi retirada.

Ou seja:

Vamos ter que colocar muita glicose hipertônica no frasco de soro, para isso vamos ter que tirar muito soro de dentro do frasco, só que junto com o soro vão também gramas de soluto, no caso glicose, vamos precisar calcular quanto de glicose que está sendo desprezada junto com o soro para repor junto com a glicose hipertônica.

TEMOS 500ML DE SG5% E PRECISAMOS TRANSFORMÁ-LO EM SORO A 15%.

1 PASSO:
100ML ——- 5G
500 ——- X
X= 500 x 5 / 100 (regra de três)
X= 25G
500ML DE SG5% CONTÊM 25G DE GLICOSE

2 PASSO:
100 ——- 15G
500 ——- X
X= 500 x 15 /100
X= 75G
500ML DE SG15% CONTÉM 75 G DE GLICOSE

A DIFERENÇA ENTÃO É DE 50G(75-25).

3 PASSO

TEMOS AMPOLA DE GLICOSE DE 20ML.
100 —— 50
20 —— X
X= 20 x 50 / 100
X= 10G

LOGO,CADA AMPOLA DE GLICOSE DE 20ML A 50% CONTÉM 10G DE GLICOSE.

SE UMA AMPOLA DE 20ML DE GLICOSE 50% contém 10g, em quantos ml teremos 50g.

20 ml——10g
X ——— 50g
X = 20 x 50 / 10
X = 100ml

DEVERÍAMOS COLOCAR 100ML DE GLICOSE A 50% COMO ISTO NÃO SERÁ POSSIVEL, TEREMOS QUE RETIRAR 100ML DO SORO A 5%.

4 PASSO
500ML ( A 5%) – 100ML = 400ML = 20G GLICOSE.
PERDEMOS 5G DE GLICOSE COM RETIRADA DOS 100ML.

5 PASSO
PARA SUPRIR ESTA FALTA,COLOCAREMOS MAIS 1/2 AMPOLA DE 20ML DE GLICOSE A 50%,QUE FORNECERÁ 5 GRAMAS DE GLICOSE.

FICAREMOS, ENTÃO,COM:
400ML DE SOLUÇÃO GLICOSADA A 5% =20G DE GLICOSE
110 ML DE SOLUÇÃO GLICOSADA A 50% = 55G DE GLICOSE.
TOTAL: 510 ML E 75G DE GLICOSE.
TEREMOS ENTÃO, 510 ML DE SORO A 15%,CONFORME PRESCRIÇÃO.

Pode parecer complicado e confuso mas, é apenas um pouco trabalho, nada que um profissional de ótimo nível técnico como você é não consiga fazer, só precisamos praticar um pouco, invente vários exercícios e os faça sempre, nem que seja um por dia.

O importante é criar o habito de praticar, não só a transformação mas todo calculo que lhe seja incomum ou menos fácil, pratique sempre e vai se manter o bom profissional que é.

Está costuma ser a maior dor de cabeça em cálculo que o profissional de enfermagem pode encontrar, mesmo que incomum, veremos que transformação de soro não é um bicho de sete cabeças, na verdade só de alguns passos, aprenda bem essa técnica…

CÁLCULO DE MEDICAÇÃO

Uma das atividades que o técnico de enfermagem realiza frequentemente é a administração de medicamentos. Para fazê-lo corretamente, na dose exata, muitas vezes ele deve efetuar cálculos matemáticos, porque nem sempre a dose prescrita corresponde à contida no frasco. Os cálculos, todavia, não são muito complicados; quase sempre podem ser feitos com base na regra de três simples.

Cálculo de medicação utilizando a regra de três simples

Na regra de três simples trabalha-se com três elementos conhecidos, e a partir deles determina-se o quarto elemento. Algumas regras práticas podem-nos auxiliar no cálculo, como demonstram os exemplos 1 e 2.

Exemplo 1:

O médico prescreve a um doente 150mg de Amicacina e no Hospital

existem apenas ampolas contendo 500mg/2 ml.

Resolução:

  1. a) Crie a regra de três dispondo os elementos da mesma natureza

sempre do mesmo lado, ou seja, peso sob peso, volume sob volume;

  1. b) Utilize os três elementos para criar a regra de três e descubra o valor

da incógnita x. Para facilitar a criação, pode fazer a seguinte reflexão:

Se 500mg equivalem a 2ml, 150mg serão equivalentes a x ml:

500mg = 2ml

150mg = x

Na regra de três, a multiplicação dos seus opostos igualam-se entre si.

Assim, o oposto de 500 é x e o oposto de 150 é 2, portanto:

(500) x (x) = (150) x (2)

500x = 300

Para se saber o valor de x é necessário isolá-lo, ou seja, colocar todos

os valores numéricos do mesmo lado. Passa-se o valor 500, ou qualquer

outro valor que acompanhe a incógnita (x), para o outro lado da

igualdade, o que vai gerar uma divisão. Assim:

x = 300 / 500

x = 0,6ml

Portanto, o doente deve receber uma aplicação de 0,6ml de Amicacina.

Exemplo 2:

Prescrição: 200mg de um antibiótico EV de 6/6h.

Frasco disponível no hospital: frasco em pó de 1g.

Resolução:

  1. a) siga os mesmos passos do exemplo anterior;
  2. b) transforme grandezas diferentes em grandezas iguais, antes de criar a regra de três; neste caso, tem que se transformar grama em miligrama;

1grama = 1.000mg

Assim, temos:

1.000mg = 5 ml

200mg = x ml

(1.000) x (x) = 200 x 5

x = (200 x 5) / 1.000

x = 1 ml

Alguns exemplos de cálculo de medicamentos:

  • Ampicilina

Apresentação: frasco-ampola de 1g

Prescrição médica: administrar 250mg de Ampicilina

Resolução: transformar grama em miligrama

1g = 1.000 mg

Diluindo-se em 4ml, teremos:

1.000 mg = 4 ml

250 mg = x

X = 1ml

  • Decadron

Apresentação: frasco de 2,5ml com 10mg (4mg/ml)

Prescrição médica: administrar 0,8mg de Decadron EV

4 mg = 1 ml

0,8 mg = x

(4) x (x) = 0,8 x 1

x = 0,8 / 4

x = 0,2 ml

  • Penicilina Cristalizada

Apresentação: frasco-ampola de 5.000.000U

Prescrição médica: 3.000.000U

Observação: a Penicilina de 5 milhões aumenta 2ml após a diluição.

5.000.000U = 10 ml (8ml de diluente + 2ml)

3.000.000U = x

5.000.000. x = 3.000.000. 10

x = 30.000.000 / 5.000.000

x = 6ml

  • Permanganato de potássio (KMNO4)

Apresentação: comprimidos de 100mg

Prescrição médica de KMNO4 a 1:40.000

Quantos ml de água são necessários para se obter a diluição prescrita?

1:40.000 significa: 1g de KMNO4 em 40.000 ml de água, ou

1.000mg de KMNO4 em 40.000ml de água.

Assim:

1.000mg = 40.000ml

100mg = x

x = 100 x 40.000 / 1000 x = 4.000ml ou 4 litros

Portanto, acrescentando-se 100mg (1 comprimido) em 4 litros de água,

obtém-se solução de KMNO4 na concentração 1: 40.000.

  • Heparina

Apresentação: frasco-ampola de 5ml com 25.000U (5.000/ml)

Administrar 200U de Heparina EV.

1 ml = 5000 U

x ml = 200 U

(5.000) x (x) = (1) x (200)

x = 200 / 5.000

x = 0,04 ml

Cálculo de gotejamento da infusão venosa

Exemplo: Calcular o gotejamento, para correr em 8 horas, de 500ml de

solução glicosada a 5%.

É possível calcular o gotejamento de infusões venosas pelos seguintes

métodos:

Método A

1º passo – Calcular o nº de gotas que existem no frasco de solução,

lembrando-se que cada ml equivale a 20 gotas. Com três dados

conhecidos, é possível obter o que falta mediante a utilização de regra

de três simples:

1ml = 20 gotas

500ml = x

x = 500 x 20 / 1 = 10.000 gotas

2º passo – Calcular quantos minutos há em 8 horas:

1h = 60 minutos

8h = x

x = 8 x 60 / 1

x = 480 minutos

Solução glicosada a 5% significa que em cada 100ml de solução existem

5 gramas de glicose.

3º passo – Calcular o número de gotas por minuto, com os dados

obtidos da seguinte forma:

10.000 gotas = 480 minutos

x = 1 minuto

x = 10.000 x 1/480

x = 21 gotas/minuto

  • Cálculo de microgotas: multiplicar o resultado por 3 = 63 mgt/min

 

Veja mais sobre cálculos de enfermagem em:

Cálculo de Gotejamento

Manual Prático para Cálculo de Gotejamento

Cálculo de Insulina

Cálculo de Penicilina

Cálculo para Transformação de Concentração de Soluções

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  • STAUT, N. da S; DURÁN, M.D.E.M; BRIGATTO, M.J.M. Manual de drogas e soluções. São Paulo: EPU, 1986.
  • FIGUEIREDO, N. M. A. de. Administração de medicamentos: revisando uma prática de Enfermagem. São Caetano do Sul: Difusão Enfermagem, 2003.

 

Equipo Macrogotas e Microgotas: As Diferenças

Equipo Macrogotas

Ao administrarmos medicações endovenosas, precisamos prestar muita atenção quanto ao tipo de equipo a ser utilizado, averiguando juntamente com a prescrição médica a dosagem a ser infundida, e o tempo ser administrado, isso aprendemos quanto às fórmulas de gotejamento.

Mas há diversos tipos de equipos de infusão, e entre elas os equipos de macrogotas e microgotas há uma diferença fundamental. Internamente, em sua câmara de gotejamento, o equipo de microgota tem sua estrutura menor e mais fina, para dar o formato do gotejamento gradativamente menor (lembrando, que 1 gota equivale a 3 microgotas), e o equipo macrogota, apresenta em formato mais grosseiro e maior, dando o formato da gota em sua estrutura normal (lembrando que 20 gotas equivale a 1 ml).

Devemos prestar muito atenção no momento da preparação do equipo quanto ao soro a ser administrado, não errando o tipo de equipo no momento de sua administração, pois as vazões são totalmente diferentes. Os equipos microgotas são muito utilizados em UTI Neo, UTI Pediátrico, quando as dosagens e vazões precisam ser mais controladas. É também utilizado em casos de administração de certos quimioterápicos.

Saiba mais sobre os equipos Macro e Microgotas em nosso canal YouTube:
 

Quer saber mais sobre gotejamento? Acesse:

equipo.png

Anotações de Enfermagem

As anotações de enfermagem são todos os registros das informações do paciente, das observações feitas sobre o seu estado de saúde, das prescrições de enfermagem e sua implantação, da evolução de enfermagem e de outros cuidados, entre eles a execução das prescrições médicas.

Pode-se afirmar que é um instrumento valorativo de grande significado na assistência de enfermagem e na sua continuidade, tornando-se, pois, indispensável na aplicação do processo de enfermagem, pois está presente em todas as fases do processo.

As anotações de enfermagem são o meio utilizado pela enfermagem para informar sobre a assistência prestada e, como consequência, uma fonte disponível para avaliação da eficiência e eficácia dessa assistência. Assim, demandam clareza em relação a sua forma e conteúdo, a fim de garantir a compreensão e a legibilidade da informação.

Assim, as anotações de enfermagem são fundamentais para o desenvolvimento da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), pois é fonte de informações essenciais para assegurar a continuidade da assistência. Contribui, ainda, para a identificação das alterações do estado e das condições do paciente, favorecendo a detecção de novos problemas, a avaliação dos cuidados prescritos e, por fim, possibilitando a comparação das respostas do paciente aos cuidados prestados.

Como técnico de enfermagem, é sua atribuição anotar todas as intercorrências, detalhes e alterações possíveis do paciente em que ocorreu durante seu plantão. É ali que ficará documentada no prontuário do mesmo, para que possa ser pesquisada futuramente.

Na UTI utilizamos termos mais técnicos pois possuímos diversos tipos de aparelhagem, ventiladores mecânicos, e portanto é importante relatar tudo o que o paciente mantém.

Geralmente segue-se um sequência de fatos para montar uma anotação/relatório.É importante relatar em hora real, pois assim registra com mais precisão em qual hora que ocorreu a intercorrência.
#compartilheconhecimento

Escala de Dor

Escala de Dor

De acordo com a International Association for the Study of Pain (IASP) a dor é definida como uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a um dano atual ou potencial do tecido. Desta forma, em 1996, foi introduzida pela American Pain Society, como 5º sinal vital.

A dor é algo comum a todo ser humano, que possui suas particularidades e pontos-chave, sendo por vezes ativada por componentes psicológicos e subjetivos. Assim sendo, cada indivíduo reage a dor de forma diferente, levando também em consideração a intensidade da dor.

Tendo em vista que a dor é algo subjetivo e que cada pessoa se expressa de forma diferente, o primeiro desafio no combate à dor é sua mensuração. Neste intuito foram criadas diversas escalas a fim de mensurar a dor do indivíduo para que uma intervenção seja feita. No entanto, é preciso saber escolher a escala que melhor se enquadra ao paciente em questão.

O processo de avaliação da dor é amplo e envolve a obtenção de informações relacionadas à data de início, à localização, à intensidade, à duração e à periodicidade dos episódios dolorosos, às qualidades sensoriais e afetivas do paciente, aos fatores que iniciam, aumentam ou diminuem a sua intensidade. Sendo assim, o alívio da dor é um pré-requisito para que o paciente obtenha uma ótima recuperação e qualidade de vida.

O indivíduo hospitalizado possui diversos fatores que podem influenciar seu estado psicológico e com isso alterar ou intensificar sua representação de dor, como o medo de se submeter a certos procedimentos, medo da morte e de estar longe da família, por exemplo. No entanto, quando este consegue se comunicar fica mais fácil para o profissional identificar o que o está afetando e tentar sanar o problema. Porém, quando o paciente não está em condições de falar ou sinalizar o problema há um grande entrave para a identificação deste.

Os pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTIs) são exemplos de pacientes que dificilmente conseguem expressar sua dor. Isso se deve à gama de sedativos que recebem por conta de sua condição clínica. A maioria deste tipo de paciente experimenta dor, medo e ansiedade, o que pode retardar a recuperação e a liberação da ventilação mecânica. Desta forma, o alívio da dor mostra-se essencial para a recuperação adequada.

Conforme o parecer do COREN-SP 024/2013 – CT, o Técnico e/ou Auxiliar de Enfermagem podem realizar sua aplicação, observando sempre o disposto na prescrição de Enfermagem, respectivamente: anotação de Enfermagem e comunicação ao Enfermeiro.

Veja mais sobre a Escala de Dor:

Dicas valiosas para estagiários

Eu sei que você deve estar esperando chegar a hora do estágios. A melhor hora de todo o curso! Essa é a melhor hora para colocar em pratica em tudo que aprendeu lá trás.

Bem para ser um bom estagiário, basta ter boa vontade em fazer as coisas. Por exemplo, se tiver que trocar uma fralda, não fique jogando para seus colegas o serviço, va lá e faça. Banho no leito, aspersão, faça questão de ajudar. Porque quanto mais fazer, mais fácil será para você, quando realmente estiver trabalhando, já dominará as práticas mais fáceis do procedimento.

Seja interessado em aprender as coisas, se tiver um coleta, curativo, entre outros procedimentos peça para sua supervisora para fazer, pois vai mostrar que está interessado em aprender.

Se tiver dúvidas durante um procedimento peça ajuda de sua professora, não faça nada tendo dúvidas!

Revise tudo que aprendeu sobre  SNG, SNE, curativos aberto e fechado, relatório de enfermagem, terminologias, administração de medicamentos.

Muitas vezes você aprende melhor na prática do que na teoria, vá com boa vontade e sem medos, que você se sairá bem e por mais que não saiba algum procedimento na hora, sua supervisora ajudará e te ensina, pois teoria é uma coisa e botar a mão na massa é outra.

Seja assíduo! Não falte! Venha uniformizado certinho, roupa branca, sapato fechado, nada de adornos! Cabelo preso e jaleco use somente dentro de campo de estágio! Isso tudo conta como nota além da pratica que sua supervisora irá orientar. Qualquer dia de estágio perdido será um procedimento diferente que você poderá perder.

Tenha todas as dúvidas tiradas e anotadas em seu caderno! Posso lhe dizer com toda a certeza de que elas servirão para o futuro.

Anotação de Enfermagem em UTI

Como técnico de enfermagem, é sua atribuição anotar todas as intercorrências, detalhes e alterações possíveis do paciente em que ocorreu durante seu plantão. É ali que ficará documentada no prontuário do mesmo, para que possa ser pesquisada futuramente.

Na UTI utilizamos termos mais técnicos pois possuímos diversos tipos de aparelhagem, ventiladores mecânicos, e portanto é importante relatar tudo o que o paciente mantém.

Geralmente segue-se um sequência de fatos para montar uma anotação/relatório.É importante relatar em hora real, pois assim registra com mais precisão em qual hora que ocorreu a intercorrência.

-1.Sinais subjetivos(e o que o paciente relata,o que ele fala para o profissional)-  Muitas das vezes, em uma UTI, recebemos o paciente em estado de coma ou sedado, portanto pode não valer em um relatório em certas ocasiões).

-2.Sinais objetivos(e o que você vê. Ex,edema,feridas,etc…)

-3.O que foi feito (os cuidados prestados por você)

-4.Dieta,alimentação(que tipo de dieta o paciente esta fazendo)

-5.Eliminação(anote o volume urinário,aspecto das fezes)

-6.Sinais vitais(PA,FC,FR, sat 02)

Deve abranger:
– Nível de consciência; coma,sonolento, orientado ou desorientado.
– Locomoção; acamado, deambulando.
– Mantendo jejum; sim ou não qual o motivo
– Dreno, cateter,caso houver
– Abdômen; globoso,distendido
– Sondas; fechada ou aberta
– Venóclise e dispositivo de infusão; local, tipo, periférica.
– Eliminações urinárias e fecais; ausente, presente, quantos dias
– Queixas; náuseas, dor, etc.

Vou dar um exemplo de anotação de enfermagem em UTI:

Ás 13 horas recebo plantão com paciente sedado, PIFR, entubado em ventilação mecânica em parâmetros de suporte, não responsivo a estímulos dolorosos e verbais,  hipotenso, normocárdico, hipertérmico, saturando 93%, apresenta abdomen tenso e plano, lesão por pressão em região sacral e calcâneos bilaterais de aspecto necrosado, com curativo oclusivo de aspecto limpo e seco, mantendo SNE fechado recebendo dieta enteral em sistema aberto em BIC a 83ml/h com água nos intervalos, duplo-lúmen em VSCD com infusão de noradrenalina a 20ml/h, dobutamina a 15ml/h, ambos em via proximal, em via distal mantendo SC a 21ml/h, fentanil a 05ml/h, propofol a 10ml/h, dreno de penrose em hipocôndrio D com débito de 50ml em bolsa descartável de aspecto serohemático, incisão cirúrgica em abdomen de aspecto limpo e seco.

Ás 14 horas realizado banho no leito, troca de roupas de cama (eliminação intestinal presente pastosa amolecida, e vesical pouco presente por SVD aspecto amarelo citrino), troca de curativo em AVC (feito anti-sepsia com SF 0,9% e cloroex alcoólico e ocluido com gaze III), região sacral e calcaneos (feito anti-sepsia com SF 0,9%, aplicado Kollagenase e ocluido com gaze III), massagem de conforto com hidratante do próprio paciente, mudança de decubito conforme protocolo, rodizio de oximetria.

Ás 15:15 Iniciado procedimento de hemodiálise pela equipe da nefrologia, com duração de 4 horas, com programação de perda de 1,800ml, e utilizacão de 1 CC de heparina. Segue em observação da enfermagem.

Ás 17:30 Paciente apresentou hipotensão severa sendo interrompido o processo de hemodiálise, comunicado ao plantonista e o mesmo solicitou para alterar as vazões de noradrenalina para 35ml/h e propofol para 05ml/h.

Ás 18 horas paciente apresentou hipertensão sendo comunicado ao plantonista e feito alteração de noradrenalina para 30ml/h.

Ás 19 horas passo o plantão com médico ciente dos sinais vitais e sem intercorrências.

Varia muito de um hospital ao outro. Este somente é um exemplo de um relatório no qual eu realizo.

A importância do Carimbo ao profissional de Enfermagem

Toda anotação de enfermagem é um documento. É uma prova de todos os procedimentos realizados pelo profissional. Conforme Resolução Cofen 191/96 e 448/2013, o carimbo identificador do profissional deve conter nome completo sem abreviatura, a sigla “Coren” seguida da sigla da Unidade da Federação onde foi feita a inscrição, número de registro e a categoria profissional. Veja exemplo na imagem abaixo.

carimbo-enfermagem-1024x235Em caso de roubo ou furto do carimbo, o profissional deve registrar boletim de ocorrência policial, notificar o responsável técnico da instituição em que trabalha e comunicar o Coren de seu estado.

Enfermagem Ilustrada: Quer que eu desenhe!?

O Intuito do blog Enfermagem Ilustrada, é de promover estudos através de ilustrações e infografias, direcionado ao público estudante e profissional técnico de enfermagem, porém, as informações também servem e são relevantes a estudantes de enfermagem em geral, sejam eles graduandos ou não.

Através de ilustrações, o estudo pode tornar-se mais divertido e facilitado, onde o estudante pode obter uma ideia mais prática e dinâmica sobre aquele assunto na qual ele está procurando. Observe que muito de nossos posts também provém de uma versão de vídeo, caso o estudante não queira somente ler, mas ouvir e tenha mais facilidade em gravar escutando.


Publicações em Tendência

Coberturas para cada Estágio/Fase das feridas
Coberturas para cada Estágio/Fase das feridas

O cuidado com feridas é uma das áreas mais técnicas e sensíveis da enfermagem. Escolher a cobertura correta para cada tipo e estágio de ferida não é apenas uma decisão clínica, mas também um passo essencial para acelerar a cicatrização, reduzir a dor e evitar infecções. Cada fase da ferida requer um tipo diferente de manejo, e entender essa lógica faz toda a diferença na qualidade do cuidado. Este artigo tem o objetivo de guiar o estudante de enfermagem na identificação dos estágios e fases das feridas e na escolha apropriada das coberturas, com explicações claras, exemplos práticos e orientações […]

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Sobre

Desde 2016, a Enfermagem Ilustrada se dedica a transformar os conceitos da enfermagem em aprendizado visual, acessível e envolvente. Criamos conteúdos originais e autorais, com ilustrações, infográficos e vídeos, voltados para estudantes e profissionais da enfermagem que buscam clareza e dinamismo em cada tema.

As nossas produções têm sido adotadas por professores de cursos técnicos e superiores no Brasil e no exterior, como uma alternativa diferenciada aos materiais tradicionais.

Nossa Missão

Nossa missão é tornar o ensino da enfermagem mais atrativo e compreensível por meio da linguagem visual. Acreditamos que desenhos, gráficos e ilustrações podem simplificar ideias complexas — procedimentos, terminologias, práticas de cuidado — especialmente para quem tem dificuldade de assimilar apenas pelo texto. Queremos contribuir para que o aprendizado seja didático, prazeroso e aplicado de forma segura no cotidiano hospitalar e nos estágios.

Quem Somos

Christiane Ribeiro — Técnica de Enfermagem Intensivista com mais de 15 anos de atuação em ambientes hospitalares complexos. Especialista em UTI adulta, Christiane é apaixonada por ilustrar e idealizou este projeto para compartilhar, de maneira clara e visual, suas vivências, práticas e conhecimentos da rotina de enfermagem. Ela desenvolve o conteúdo principal, articula os temas e produz muitas das ilustrações do blog.

Gilmar Ribeiro — Editor executivo, projetista mecânico e colaborador essencial da Enfermagem Ilustrada. Responsável por gráficos em 3D, produção de vídeo, edição, e também pela administração das redes sociais. Trabalha ao lado de Christiane trazendo ideias, adaptando conteúdos e garantindo que o material público tenha qualidade visual e pedagógica.

O Que Oferecemos

  • Ilustrações autorais, infográficos e vídeos educativos que traduzem conteúdos técnicos da enfermagem (cuidados, procedimentos, terminologias etc.) para formatos mais visuais e diretos.
  • Materiais de uso exclusivo em ambientes educacionais, com possibilidade de ilustrações personalizadas mediante contato e acordo formal.
  • Proteção de direitos autorais: todas as ilustrações são registradas sob leis nacionais (Lei no. 9.610/1998) e internacionais, além de licenciadas sob Creative Commons (atribuição – não comercial – sem derivações).

Valores que Guiam Nosso Trabalho

  • Clareza e didática acima de tudo: o entendimento do estudante é prioritário.
  • Inovação visual: usar ilustrações, gráficos e recursos visuais para fortalecer a memorização e facilitar o uso prático da teoria.
  • Ética e respeito aos direitos autorais: valorizamos o autoral, a produção original e o uso correto do material educativo.
  • Compromisso com quem aprende: seja estudante ou profissional, nosso foco é contribuir para que o conhecimento se aplique na prática, de forma segura e eficaz.

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