Abaixador de Língua

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Abaixador de língua ou abaixa-língua, também conhecido como glossocátoco ou cataglosso, é um pequeno instrumento médico e Odontológico em forma de espátula, geralmente feito de madeira, ou material inox cirúrgico utilizado na medicina e Odontologia para abaixar a base superior da língua e permitir o exame da boca e da garganta.

Sua função

É um instrumento usado para examinar a boca, a garganta e as amígdalas.

Ele consiste em uma lâmina de madeira, aço cirúrgico ou plástico que pressiona a língua para baixo e permite uma melhor visão da cavidade oral.

Tipos

Existem diferentes tipos de abaixadores de língua, como os descartáveis, os reutilizáveis, os iluminados e os com sabor. E também abaixadores cirúrgicos como:

  • Tobold
  • Andrew
  • Bruenings
  • Abaixa-língua de Bruenings

São usados principalmente por médicos, dentistas e fonoaudiólogos para diagnosticar e tratar problemas de saúde bucal e vocal.

Referência:

  1. Grande Enciclopédia Larousse Cultural. São Paulo: Editora Nova Cultural Ltda., 1998., página 3. ISBN 85-13-00755-2

Cateter Nasal de Alto Fluxo (CNAF)

O Cateter Nasal de Alto Fluxo, também chamado de Cânula Nasal de Alto Fluxo (CNAF), é um dispositivo de suporte de oxigênio umidificado e aquecido a fluxos tão altos quanto 60L/min via um cateter nasal largo.

É usado em pacientes críticos em diversos cenários, como IRespA hipoxêmica e hipercápnica, pós extubação, pré oxigenação para intubação orotraqueal (IOT), ou mesmo no intuito de se evitar IOT em pacientes imunossuprimidos.

Benefícios

Teoricamente, o CNAF traz vantagens fisiológicas ao suporte de O2 convencional, como redução do trabalho respiratório devido aos fluxos do dispositivo serem compatíveis com o fluxo inspiratório, melhor sincronia toracoabdominal e esforço respiratório mais eficaz associados à redução do espaço morto anatômico, maior facilidade no clareamento de secreções, menor risco de atelectasias e melhor oxigenação.

O dispositivo inclui uma fonte de gás (usualmente um gerador de fluxo com um blender de ar comprimido e oxigênio), capaz de gerar fluxos até 60L/min com frações inspiradas de O2 que variam de 21 – 100%, um umidificador aquecido, um circuito inspiratório único e um prong nasal largo.

Mecanismo de funcionamento

  • O CNAF permite a eliminação do espaço morto da nasofaringe, o que contribui para estabelecer uma fração melhorada de gases alveolares em relação tanto ao dióxido de carbono quanto ao oxigênio;
  • Promove o fornecimento de um fluxo adequado para sustentar a inspiração, de maneira que reduz o trabalho respiratório e inspiratório;
  • O fornecimento de gás adequadamente aquecido e umidificado às vias aéreas condutoras melhora a condutância e a complacência pulmonar em comparação ao gás seco e frio. Além disso, reduz o trabalho metabólico associado ao condicionamento de gases;
  • O alto fluxo por meio da nasofaringe pode ser usado para fornecer pressão de distensão final.

O fluxo aquecido e umidificado promove maior conforto e elevado fluxo de ar, o qual vai direto para a nasofaringe e faz com que o espaço morto seja diminuído devido à menor fração de CO2, melhorando a ventilação alveolar e o trabalho respiratório.

Assim, após entender o mecanismo, fica fácil saber quais são as principais vantagens do CNAF: ele possui valores mais altos e estáveis de FiO2, o espaço morto anatômico é diminuído por meio de lavagem do espaço nasofaringe, uma fração maior da ventilação/minuto participa da troca gasosa, e os esforços respiratórios ficam mais eficientes.

Indicação

Em 2020, a Intensive Care Medicine publicou um guideline sobre CNAF que mostra quais são as principais indicações de uso. Confira as recomendações com base nos quadros dos pacientes abaixo.

Recomendação forte: insuficiência respiratória hipoxêmica aguda

Neste quadro, comparando o CNAF com as terapias de oxigênio convencionais, as principais diferenças são:

  • redução nas taxas de intubação;
  • aumento do suporte respiratório, podendo ter um pequeno efeito no conforto e na dispneia.

Recomendação moderada: insuficiência respiratória aguda pós-extubação

Nesta situação, o CNAF foi sugerido após extubação para pacientes intubados por mais de 24 horas e com qualquer característica de alto risco, entre as citadas abaixo, para reintubação:

  • idade > 65 anos;
  • insuficiência cardíaca congestiva (ICC);
  • DPOC moderada a grave;
  • APACHE II > 12;
  • IMC > 30;
  • permeabilidade ou secreção das vias aéreas;
  • dificuldade de desmame;
  • duas ou mais comorbidades;
  • ventilação mecânica > 7 dias.

Desvantagens

A principal preocupação deve ser em retardar a intubação por mascarar uma piora clínica do paciente. O estudo observacional mostrou que os pacientes intubados após 48 horas de tratamento tiveram mortalidade mais elevada que os que foram intubados nas primeiras 48 horas.

A grande diferença entre o CNAF e a ventilação não invasiva (VNI) é que não há possibilidade de monitoramento de pressões ou volumes, com chance de ocasionar uma lesão pulmonar em pacientes que respiram com altos volumes.

O principal ponto é que, embora o CNAF seja uma opção promissora na unidade de terapia intensiva, são necessários estudos adicionais para definir, de forma mais precisa, quais são os pacientes com maior oportunidade de se beneficiarem a partir do uso da oxigenoterapia nasal de alto fluxo.

É de extrema importância que a indicação seja adequada, e o paciente esteja em um ambiente com uma equipe que consiga monitorar de perto o curso clínico, treinada para reconhecer os primeiros sinais de falha.

Referências:

  1. Cummings MJ, Baldwin MR, Abrams D, et al.: Epidemiology, clinical course, and outcomes of critically ill adults with COVID-19 in New York City: a prospective cohort study. The Lancet 2020; 395:1763–1770
  2. Gattinoni L, Coppola S, Cressoni M, et al.: Covid-19 Does Not Lead to a “Typical” Acute Respiratory Distress Syndrome. Am J Respir Crit Care Med 2020; rccm.202003-0817LE
  3. Alhazzani W, Møller MH, Arabi YM, et al.: Surviving Sepsis Campaign: guidelines on the management of critically ill adults with Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) [Internet]. Intensive Care Med 2020; Available from: http://link.springer.com/10.1007/s00134-020-06022-5
  4. Perkins GD, Ji C, Connolly BA, et al.: Effect of Noninvasive Respiratory Strategies on Intubation or Mortality Among Patients With Acute Hypoxemic Respiratory Failure and COVID-19: The RECOVERY-RS Randomized Clinical Trial. JAMA 2022; 327:546
  5. Ospina-Tascón GA, Calderón-Tapia LE, García AF, et al.: Effect of High-Flow Oxygen Therapy vs Conventional Oxygen Therapy on Invasive Mechanical Ventilation and Clinical Recovery in Patients With Severe COVID-19: A Randomized Clinical Trial. JAMA 2021; 326:2161
  6. Lewis SR, Baker PE, Parker R, et al.: High-flow nasal cannulae for respiratory support in adult intensive care patients [Internet]. Cochrane Database Syst Rev 2021; 2021[cited 2022 Jul 3] Available from: http://doi.wiley.com/10.1002/14651858.CD010172.pub3
  7. Frat J-P, Thille AW, Mercat A, et al.: High-Flow Oxygen through Nasal Cannula in Acute Hypoxemic Respiratory Failure. N Engl J Med 2015; 372:2185–2196
  8. Baldomero AK, Melzer AC, Greer N, et al.: Effectiveness and Harms of High-Flow Nasal Oxygen for Acute Respiratory Failure: An Evidence Report for a Clinical Guideline From the American College of Physicians. Ann Intern Med 2021; 174:952–966
  9. Thille AW, Muller G, Gacouin A, et al.: Effect of Postextubation High-Flow Nasal Oxygen With Noninvasive Ventilation vs High-Flow Nasal Oxygen Alone on Reintubation Among Patients at High Risk of Extubation Failure: A Randomized Clinical Trial. JAMA 2019; 322:1465
  10. Guitton C, Ehrmann S, Volteau C, et al.: Nasal high-flow preoxygenation for endotracheal intubation in the critically ill patient: a randomized clinical trial. Intensive Care Med 2019; 45:447–458
  11. Frat J-P, Ricard J-D, Quenot J-P, et al.: Non-invasive ventilation versus high-flow nasal cannula oxygen therapy with apnoeic oxygenation for preoxygenation before intubation of patients with acute hypoxaemic respiratory failure: a randomised, multicentre, open-label trial. Lancet Respir Med 2019; 7:303–312

Bomba de Infusão: Infusão Primária e Secundária

A infusão primária e secundária em uma bomba de infusão permite a utilização de um único equipo para infusão de dois medicamentos ou sistema enteral em uma única conexão, sem a necessidade de utilizar mais de 1 equipo em duas conexões diferentes.

No caso do equipo de sistema enteral possui 2 entradas (ponta cruz para administração de dieta) e ponta lancetada (para administração de água de intervalo), e de medicamento as duas entradas são em pontas lancetadas para instalação de bolsas de soro, e ambas possuem conexão em “Y” para interligar na mesma saída para infusão.

A infusão primária sempre será a infusão contínua, e a secundária a infusão “BOLUS”, sem que haja necessidade de desconexão do equipo.

Referências:

  1. Baxter;
  2. Samtronic;
  3. BBraun

Dispositivo de Transferência de Solução “TRANSOFIX”

O Dispositivo de transferência de soluções, popularmente conhecido como “Transofix”, permite acesso aos recipientes de soluções parenterais em sistema fechado em transferência de bolsa para bolsa, irrigações, curativos e vários procedimentos com soluções estéreis.

E no mercado possui dois tipos destes dispositivos:

Ponta dupla lancetada

Este dispositivo é utilizado na mistura ou reconstituição de drogas em frascos sem contato com o ambiente externo. Duas pontas perfurantes padrão ISO com protetor. Pega ergonômica que evita o contato da mãos com a ponta perfurante e facilita o manuseio do profissional.

Propriedades:

  • Encaixe perfeito em tampas de borracha de 6,3 mm ou frascos/bolsa para infusão;
  • Permite excelente fluxo mesmo com frascos de vidro;
  • Grande diâmetro interno;
  • Previne de ferimentos provocados por agulhas;
  • Esterilizado por óxido de etileno.

Ponta Lancetada + Luer

Este dispositivo é utilizado na irrigação para uso em frascos de solução em sistema fechado. Ponta perfurante padrão ISO com protetor. Cone luer protetor que garante a oclusão do sistema após o uso.

Propriedades: Spike padrão, Fornece proteção ao dispositivo com exclusivo protetor de cone Luer, mantendo o frasco protegido de sujidades mesmo após sua utilização. Pega ergonômica, evita o contato das mãos com a ponta perfurante.

Referência: BBraun

Bomba de Seringa

A bomba de seringa é um tipo de bomba de infusão, perfeita para procedimentos que envolvem baixa pressão e vazão que move volumes precisos de líquidos durante um período de tempo específico sob dois estágios: aspiração e descarga, todo esse procedimento utilizando uma seringa.

São muito utilizadas por anestesistas, e por Unidades de Terapia Intensiva Neonatal  como por exemplo, anestesias e no caso para pacientes neo, administrar medicamentos levando em consideração o peso corpóreo dos pacientes.

No caso da UTI Neonatal, estas bombas conseguem volumes bem menores de infusão, que não consegue nas bombas de infusão comum. Há controle maior e mais segurança para o bebê, já que deve haver controle muito rigoroso.

Como funciona?

A bomba infunde medicação líquida no paciente usando pressão positiva, enquanto na descarga o líquido é liberado e sai da seringa, através de uma pré programação do volume total da seringa, com a vazão ml/h conforme peso corpóreo.

Deve ser levado em consideração os tamanhos e a quantidade de seringas, pois o fabricante sempre cita quais são os volumes de seringas permitidos e também a quantidade máxima que pode ser acoplada.

Referências:

  1. MedRena Biotech Co.,Ltd

Fio guia para Intubação: A Finalidade

O Fio Guia para Intubação Traqueal Adulto é utilizado para auxiliar a inserção do tubo traqueal durante a intubação do paciente, permitindo boa maneabilidade e mínima fricção entre o tubo traqueal e o guia.

A Característica

Geralmente possui extremidade proximal reta e distal angulada em aproximadamente 20mm de diâmetro, assumindo formato de “J”. Também é esterilizado à óxido de Etileno (ETO), podendo obter de forma reutilizável (re-esterilizável) ou descartável.

Indicações de Uso

  • Facilitar a intubação traqueal em procedimentos anestésico/cirúrgicos de rotina e/ou emergências; 
  • Projetado para dar bom controle direcional durante as intubações orais, têm sua aplicação tanto em situações de rotina como naquelas onde há dificuldade para a exposição adequada da laringe através de laringoscopia (via aérea difícil) e também em emergências da via aérea; 
  • Geralmente utilizado sempre que fatores anatômicos, traumáticos ou patológicos não permitam boa visualização das cordas vocais através de laringoscopia direta; 

Não devem ser utilizados para outros fins que não seja a intubação traqueal. Não deve ser utilizado por pessoas que não são profissionais da saúde e não tenham treinamento adequado para realizar a intubação traqueal. 

Referência:

  1. https://www.utilidadesclinicas.com.br/

Cateteres Intravenosos: Tempo de Permanência

Os acessos intravasculares são procedimentos que permitem e facilitam diversas formas de tratamentos aos doentes, desde administração de medicamentos até a realização de nutrição parenteral.

A ANVISA determina recomendações para a troca destes dispositivos, a fim de evitar infecções relacionadas ao uso de dispositivos intravenosos.

Tempo de Permanência

  • Scalp: Até 24 horas;
  • Jelco: Até 96 horas;
  • CVC: curto: até 7 dias, longo: após 7 dias, temporário: até 30 dias, definitivo: mais de 30 dias;
  • PICC: Até 1 ano.

Referências:

  1. ANVISA
  2. http://biblioteca.cofen.gov.br/cateteres-perifericos-novas-recomendacoes-anvisa-garantem-seguranca-assistencia/
  3. http://al.corens.portalcofen.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/PARECER-T%C3%89CNICO-N%C2%BA-007_2020-PAD-N-047_2020-e-064_2020.pdf
  4. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/inca/Cinco_passos_prevencao_infeccoes.pdf
  5.  Infusion Nurses Society (INS)

Cuba Rim

A Cuba rim é um recipiente indicado para diversos procedimentos hospitalares, como na rotina de cuidados de higiene, acondicionamento de medicamentos ou outros procedimentos.

Pode encontrar-se sob forma descartável (fibra de celulose, plástico), e reutilizável (aço inox).

Por que a cuba sim tem esse formato, de “rim” ?

Para facilitar o manuseio e para uma boa higienização, foi adaptado a forma pelos fabricantes.

Capacidade máxima de uma Cuba Rim

De até 750ml. (conforme cada fabricante)

Alguns cuidados com a Cuba Rim

• Verifique a integridade da embalagem antes de usar. Não utilizar se a embalagem estiver violada, danificada ou molhada.

• Inspecione previamente antes do uso. Se danificado, não utilize.

• Se for dispositivo descartável, destruir após o uso. O descarte deve seguir as normas de biossegurança para lixo hospitalar contaminado e perfurocortante. Caso for dispositivo reutilizável, higienizar bem e encaminhar ao CME para esterilização.

• Dispositivo pode ser não estéril ou estéril. Se desejar, a cuba rim pode ser esterilizada em vapor saturado sob pressão antes do seu uso.

• A cuba rim de fibra de celulose, tem a impermeabilidade garantida para secreções biológicas como urina, sangue, secreções gástricas, brônquicas por até 24 horas. Para soro fisiológico, impermeabilidade por 24 horas. Para antisséptico tópico ou degermante a impermeabilidade é garantida por 6 horas.

• Não há contraindicações conhecidas.

Referência:

  1. Kolplast

PureWick™: O “Uripen” feminino

Você sabia que existe o “Uripen” em versão feminina?

Até agora, as mulheres com incontinência urinária usavam cateteres invasivos ou fraldas e absorventes para adultos para ajudar a controlar sua incontinência. O PureWick™ System foi criado para fornecer às mulheres uma opção não invasiva para controlar sua incontinência urinária.

Benefícios

  • Pode tornar o sono melhor possível: Evitando a necessidade de trocar absorventes de incontinência e roupas de cama sujas à noite;
  • Reduzir o risco de queda:  Pode ajudar a reduzir o risco de quedas noturnas, permanecendo na cama;
  • Mantenha a pele seca e limpa: O PureWick ™ System funciona fora do corpo para retirar a urina, ajudando a reduzir uma das principais causas de danos à pele;
  • Capacidade de capturar e retirar consistentemente 95% ou mais da urina sem entrar ou se prender ao corpo;
  • Ajudar a facilitar a remoção precoce do cateter de demora e pode, assim, ajudar a reduzir o risco de ITU associada ao cateter;
  • o paciente pode ficar acomodado de costas, de lado ou sentada, sem que o cateter saia do lugar;
  • Cola, fita e tiras não são necessárias;
  • A urina não é armazenada perto do corpo;
  • Destinado ao gerenciamento não invasivo da produção de urina em pacientes do sexo feminino.

Para onde a urina vai?

O Cateter Externo Feminino PureWick™ não é invasivo e afasta a urina do corpo através de um material macio. O PureWick™ Urine Collection System puxa a urina através do tubo coletor para o recipiente de coleta, por meio de vácuo.

Capacidade máxima para a coleta de urina

O recipiente do PureWick™ Urine Collection System 2000cc (mL) deve ser esvaziado antes que o volume atinja 1800cc (mL), ou conforme necessário.

Cuidados de Enfermagem

Como instalar?

  • Realizar cuidados perineais e avaliar a integridade da pele;
  • Manter as pernas, músculos glúteos e lábios abertos, palpar osso púbico como marcador anatômico;
  • Com o lado da gaze macia voltado para o paciente, alinhe a extremidade distal na fenda glútea;
  • Dobre suavemente o lado da gaze macia entre os glúteos e os lábios separados.

Remoção e Manutenção

  • Separe totalmente as pernas, glúteos e lábios;
  • Para evitar possíveis lesões na pele após a remoção, puxe suavemente o Cateter Externo Feminino PureWick™ diretamente para fora;
  • Certifique-se de que a sucção seja mantida ao remover o Cateter Externo Feminino PureWick™;
  • Substitua pelo menos a cada 8 a 12 horas ou se estiver sujo com fezes ou sangue. Avalie a pele quanto a comprometimento e realize cuidados perineais antes da colocação de um novo Cateter Externo Feminino PureWick™.

Outros Cuidados

  • Não use o Cateter Externo Feminino PureWick™ com uma comadre ou qualquer material que não permita fluxo de ar suficiente;
  • Para evitar possíveis lesões na pele, nunca empurre ou puxe o Cateter Externo Feminino PureWick™ contra a pele durante a colocação ou remoção;
  • Nunca insira o Cateter Externo Feminino PureWick™ na vagina, canal anal ou outras cavidades do corpo;
  • Interrompa o uso se ocorrer uma reação alérgica;
  • Após o uso, este produto pode ser um risco biológico potencial;
  • Descarte de acordo com as leis e regulamentos locais, estaduais e federais aplicáveis.

Precauções

  • Não recomendado para pacientes: Agitados, combativos ou não cooperativos e que possam remover o Cateter Externo Feminino PureWick™;
  • Ter episódios frequentes de incontinência intestinal sem um sistema de gestão fecal instalado. Experimentando irritação da pele ou colapso no local;
  • Experimentar menstruação moderada/pesada e não pode usar um tampão;
  • Não use um creme de barreira no períneo ao usar o Cateter Externo Feminino PureWick™, o creme de barreira pode impedir a sucção;
  • Proceda com cautela em pacientes submetidos a cirurgia recente do trato urogenital externo;
  • Sempre avalie a pele quanto a comprometimento e realize cuidados perineais antes da colocação de um novo Cateter Externo Feminino PureWick™;
  • Mantenha a sucção até que o Cateter Externo Feminino PureWick™ seja totalmente removido do paciente para evitar o refluxo de urina.

Referência:

  1. BD

Comadre no Leito: Como Evitar Lesões e Erros

Comadre colocação

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 10/10/2026.

Colocar uma comadre exige mais do que posicionar um recipiente sob o paciente. Um movimento inadequado pode provocar dor, atrito na pele, contaminação ou até uma queda durante a mobilização. Por isso, antes de iniciar, a enfermagem deve avaliar a capacidade de movimento, explicar o procedimento e organizar o ambiente para preservar a segurança e a dignidade do paciente.

Materiais necessários

Separe comadre limpa e íntegra, luvas de procedimento, papel higiênico, toalha, material para higiene íntima e recipiente com água, quando necessário. Deixe também o material de proteção do leito disponível e providencie um biombo ou cortina para garantir a privacidade. A higienização das mãos deve ser realizada nos momentos indicados, antes e depois do procedimento.

Como colocar a comadre com segurança

Primeiro, identifique o paciente, explique o que será feito e verifique se ele consegue elevar o quadril com segurança. Posicione o leito em altura adequada para o profissional e utilize luvas de procedimento conforme o risco de contato com eliminações.

Se o paciente tiver mobilidade suficiente, oriente-o a flexionar os joelhos e elevar o quadril, colocando a comadre cuidadosamente sob as nádegas. Se não conseguir realizar esse movimento, vire-o lateralmente com técnica segura, posicione o dispositivo e retorne-o à posição adequada, evitando puxões e atrito. Quando houver dependência importante, dor, restrição de movimento ou dificuldade para mobilizar, solicite ajuda de outro profissional e utilize os recursos de transferência disponíveis.

Na prática, um paciente que consegue movimentar os braços nem sempre tem força suficiente para elevar o quadril. Se a equipe insistir para que ele faça esse movimento sozinho, pode ocorrer deslizamento no colchão e fricção da pele sacral. A avaliação funcional antes de começar ajuda a decidir se o paciente pode colaborar ou se precisará de apoio adicional.

Durante o uso

Cubra o paciente com um lençol, deixando exposta apenas a região necessária, e mantenha a campainha ao alcance quando ele puder utilizá-la. Permita que realize a higiene íntima sozinho se tiver condições; caso contrário, ofereça assistência respeitando sua autonomia e privacidade. Não deixe um paciente com risco de queda ou instabilidade clínica sozinho sem avaliação e supervisão adequadas.

Como retirar a comadre

Antes de retirar, confirme se o paciente terminou a eliminação e pergunte se sente dor ou desconforto. Se ele conseguir elevar o quadril, retire o dispositivo lentamente, mantendo-o nivelado para evitar derramamentos. Se não conseguir, vire-o de lado com apoio adequado, retire a comadre e reposicione-o com cuidado.

Após a evacuação ou micção, realize ou auxilie a higiene conforme a necessidade, seque delicadamente a pele e verifique se há vermelhidão, escoriações, dor ou outras alterações. Pacientes com pele frágil, baixo peso, imobilidade prolongada ou lesões na região sacral precisam de atenção especial, pois o contato e o deslizamento do dispositivo podem agravar essas condições.

Imagine um paciente acamado que apresenta vermelhidão na região sacral depois de utilizar a comadre. A equipe deve avaliar a pele, evitar novos movimentos que provoquem atrito, comunicar a alteração conforme a rotina do serviço e registrar os achados. A proteção da pele precisa fazer parte do procedimento, e não ser lembrada apenas quando uma lesão aparece.

Descarte e higienização

Observe o aspecto e, quando indicado, a quantidade das eliminações antes do descarte. Alterações relevantes, como sangue, fezes muito escurecidas ou volume urinário diferente do esperado, devem ser comunicadas e registradas de acordo com a condição clínica e a rotina institucional.

Depois do uso, encaminhe a comadre para o local destinado ao processamento, conforme o protocolo do serviço. A limpeza e a desinfecção devem seguir as normas institucionais, com definição clara de responsabilidades e capacitação dos profissionais envolvidos. Não se deve presumir que qualquer trabalhador possa realizar o processamento sem treinamento e orientação formal.

Cuidados de enfermagem

Antes, durante e depois do procedimento, a enfermagem deve:

  • Higienizar as mãos e utilizar os equipamentos de proteção indicados.
  • Preservar a privacidade e explicar cada etapa ao paciente.
  • Avaliar a mobilidade, a dor e o risco de queda antes de movimentá-lo.
  • Evitar arrastar a comadre sobre a pele e observar a região sacral.
  • Realizar a higiene íntima conforme a necessidade e manter a pele seca.
  • Observar as eliminações, registrar alterações e comunicar intercorrências.
  • Encaminhar o dispositivo para limpeza e desinfecção conforme o protocolo institucional.

Esses cuidados contribuem para reduzir desconforto, contaminação, lesões de pele e falhas no acompanhamento clínico.

O que não pode ser esquecido

A colocação e a retirada da comadre fazem parte dos cuidados básicos de enfermagem, mas exigem avaliação individual, técnica segura e atenção à dignidade do paciente. O procedimento deve ser adaptado às condições clínicas e funcionais de cada pessoa, seguindo o protocolo da instituição.

Resumo para salvar

Como Colocar e Retirar a Comadre

  • Avalie a mobilidade antes de posicionar
  • Preserve a privacidade e evite atrito na pele
  • Realize a higiene após as eliminações
  • Observe as eliminações e registre alterações

Referências:

  1. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO (COREN-SP). Orientação Fundamentada nº 006/2016: limpeza e descontaminação de artigos críticos e semicríticos (comadres e papagaios). São Paulo: Coren-SP, 2016. Disponível em: https://portal.coren-sp.gov.br/sites/default/files/Orienta%C3%A7%C3%A3o%20Fundamentada%20-%20006_1.pdf. 
  2. HOSPITAL ESCOLA PORTUGAL RAMALHO. POP.ENF.34: Uso de urinol/aparadeira. Maceió: Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas, 2024. Disponível em: https://hepr.uncisal.edu.br/wp-content/uploads/2024/02/POP-34-Uso-de-Urinol-ou-Aparadeira.pdf.
  3. HOSPITAL MUNICIPAL UNIVERSITÁRIO DE RIO VERDE. Protocolo Operacional Padrão: procedimentos de enfermagem. Rio Verde: Prefeitura Municipal de Rio Verde, 2020. Disponível em: https://www.rioverde.go.gov.br/wp-uploads/2020/02/Protocolo-Operacional-Padr%C3%A3o-%E2%80%93-Procedimentos-de-Enfermagem.pdf.
  4. SILVA, C. S. J. Procedimento Operacional Padrão – POP Enfermagem: colocação e retirada de comadre/aparadeira. Aracaju: Universidade Federal de Sergipe, Campus da Saúde Professor João Cardoso Nascimento Júnior, 2010.
  5. UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA. POP-FACENF: Higiene do paciente — como colocar e retirar comadre do paciente acamado. Juiz de Fora: UFJF, s.d. Disponível em: https://www.ufjf.br/fundamentosenf/files/2019/08/POP-FACENF-Higiene-do-paciente-n.12.pdf.