Neuroestimulador Medular

A Neuroestimulação Medular consiste em aplicar estímulos sobre a medular espinhal para interromper os sinais de dor transmitidos da medula para o cérebro.

Um tratamento comprovadamente seguro e eficaz para controle de dor crônica no pescoço, coluna torácica e lombar, braços, mãos, pernas e pés, que podem se originar por distúrbios de nervos, por problemas na coluna, distrofia simpático-reflexa, cirurgias prévias para outras doenças, entre outros.

Como funciona?

Um sistema chamado neuroestimulador medular é implantado no paciente. Este sistema utiliza um eletrodo sobre a medula, ligado a um dispositivo semelhante a um marca-passo, que entrega estímulos leves sobre a medula que bloqueiam os impulsos de dor que seriam transmitidos ao cérebro.

De acordo com a literatura, o índice de melhora significativa da dor ocorre em 70 a 80% dos pacientes corretamente selecionados e submetidos a esta técnica.

Considerando que estes pacientes não haviam melhorado com nenhum outro tipo de tratamento anterior, pode-se dizer que a neuroestimulação medular apresenta alto índice de resolubilidade.

Benefícios

  • Redução significativa e duradoura da dor na região;
  • Melhora na capacidade da realização de atividades diárias;
  • Redução do uso de medicações para dor;
  • O tratamento é reversível e não causa lesão de estruturas neurológicas. Assim, o mesmo pode ser desligado ou removido se necessário;
  • O paciente recebe um controle remoto e pode ajustar a intensidade do estímulo de acordo com a sua dor. Este aumento de estímulo é seguro, pois é previamente ajustado pelo médico assistente.
  • Não impede que outros tipos de tratamento para dor possam ser feitos concomitantemente, se requeridos.

Indicações de Uso

A neuroestimulação medular para tratamento da dor crônica só está indicada para os casos que não obtiveram melhora com outros tipos de tratamentos disponíveis, tais como: medicações, fisioterapia, acupuntura, hidroterapia, entre outros.

Se há outro tipo de cirurgia que pode ser realizada para melhorar os sintomas, este procedimento deve ser tentado antes da neuroestimulação medular.

Outras indicações

Neuropatia periférica/Dor neuropática

Doenças ou lesões que acometem os nervos periféricos podem gerar uma dor intensa, tipo queimação no trajeto de um ou mais nervos.

Síndrome pós-laminectomia

Pacientes com dor na região da coluna e nas pernas ou braços, que não melhoraram ou até pioraram com uma cirurgia prévia na coluna, podem ser portadores da síndrome pós-laminectomia.

Se não há outras cirurgias que podem ser realizadas na região da doença primária da coluna (hérnia de disco, artrodese da coluna, vertebroplastia, entre outras) para aliviar os sintomas, o implante de um neuroestimulador medular pode trazer benefícios.

Dor regional complexa tipo I (conhecida também como distrofia simpático-reflexa)

É um distúrbio que afeta um ou mais membros do corpo humano (como braços e pernas), decorrente de uma lesão de nervo ou tecido ao redor da região afetada. A dor é tipo queimação e, muitas vezes, está associada a um inchaço (edema) da região, sudorese, mudança da cor e/ou temperatura.

Nestes casos, o implante de um neuroestimulador medular passa a ser o tratamento de escolha, visto que os demais tratamentos disponíveis são pouco efetivos para controlar esta doença.

Angina cardíaca refratária

Pacientes com dor de origem cardíaca, que já foram tratados com outras opções convencionais (colocação de stents, cirurgia cardíaca, medicamentos) e, mesmo assim, não apresentam controle da dor.

Nestes casos, a neuroestimulação medular pode agir no controle da dor e também providenciar a dilatação adicional das artérias coronarianas, melhorando a perfusão cardíaca.

Referências:

  1. Teixeira M.J. Neuroestimulação no Tratamento da Dor. In Aguiar P.H.P. Tratado de Técnica Operatória em Neurocirurgia. Ateneu 2009.

Neurocisticercose

Cisticercose é a infecção causada pela forma cística da tênia do porco Taenia solium, e a Neurocisticercose é quando ocorre o acometimento do sistema nervoso central (SNC).

Como o homem adquire?

  • Ao ingerir carne de porco contendo o cisticerco (Cysticercus cellulosae), que são “caroços” observados na carne, esta é a forma larvária da T. solium. Desta forma o homem adquire a teníase e a larva passa a viver no seu intestino;
  • Ao ingerir acidentalmente os ovos da larva que são liberados junto com as fezes do homem infectado, podendo levar a outra forma da doença que é a cisticercose. Desta forma, os “caroços” antes vistos na carne do porco, podem se alojar, agora, nos tecidos humanos, como os músculos e tecido nervoso.

Para se adquirir a cisticercose é necessário que os ovos da tênia atinjam o estomago do homem, o que pode acontecer de duas maneiras:

  1. A auto-infecção, quando os ovos de um indivíduo infectado são transferidos da região perianal para a boca, ou quando os ovos são regurgitados do intestino para o estômago;
  2. A heteroinfecção, ingestão dos ovos por intermédio de água ou alimentos contaminados. Esta é a maneira mais importante de aquisição da doença.

Sintomas

Os sintomas dependem da localização, do número e do estágio de desenvolvimento dos cistos. O período de incubação dura de quatro a cinco anos, ou seja, os sintomas podem aparecer anos depois da ingestão dos ovos da tênia.

Os sintomas geralmente surgem quando os cistos começam a envelhecer e provocam uma resposta inflamatória do hospedeiro.

Os pacientes podem apresentar convulsões, danos neurológicos (paralisias ou dormências em um segmento do corpo), sinais de aumento de pressão intracraniana (dor de cabeça, vômitos e torpor), alteração do comportamento, meningite (febre, dor de cabeça, rigidez do pescoço), entre outros sintomas.

Diagnóstico

O médico deve suspeitar da neurocisticercose quando estiver frente a qualquer distúrbio neurológico, cognitivo ou de personalidade em pessoa proveniente de área em que a doença é freqüente. A teníase, ou seja, infestação intestinal pela tênia pode auxiliar no diagnóstico, mas nem sempre está presente junto com a cisticercose.

Após o exame neurológico, o especialista pode determinar a provável localização do problema e a partir daí escolher o melhor exame de imagem pra confirmação do local e planejamento terapêutico: Tomografia Computadorizada e Ressonância Nuclear Magnética (RNM).

Algumas vezes a RNM pode determinar o diagnóstico se a imagem do cisto for bem característica. O exame de líquor, realizado através de punção lombar também pode fazer esse diagnóstico.

Uma última alternativa, caso os outros exames não tenham sido suficientes, é a biópsia da lesão. Muitas vezes, o diagnóstico de certeza não é necessário, pois se a suspeita for forte e a evolução clínica compatível, o tratamento já deve ser instituído.

Tratamento e Cuidados

O melhor tratamento, como todos sabem, é a prevenção. A infecção por vermes adultos pode ser evitada pelo cozimento completo da carne suína. E a prevenção da cisticercose pode ser feita através de hábitos corretos de higiene pessoal e alimentação.

Em regiões onde a frequência dessa doença é alta, o controle pode ser difícil apesar dos cuidados individuais, e nestes casos, os órgãos públicos devem procurar nos sítios, fazendas e criadouros, porcos que estejam doentes para que o tratamento seja feito direto na fonte do problema.

Uma pessoa infectada por T. solium deve ser tratada imediata e cuidadosamente para eliminar os vermes adultos, devendo, juntamente com seus contatos próximos, ser examinada pelo especialista para descartar a possibilidade de infecção concomitante por cisticercose. O tratamento da infecção intestinal é semelhante ao de outras verminoses e realizado através de medicamentos por via oral.

O tratamento da cisticercose tem como objetivo a redução da resposta inflamatória. Portanto nem todos os pacientes devem ser tratados, pois os cistos podem já estar mortos ou a resposta inflamatória ao uso do medicamento pode ser pior que a doença. O tratamento pode ser, portanto, apenas a observação, uso de drogas anti-parasitárias e anti-inflamatórios hormonais e eventualmente a cirurgia.

As formas da doença que geralmente precisam de tratamento cirúrgico são aquelas que evoluem com aumento da pressão intracraniana: dor de cabeça forte, vômitos, alteração do nível de consciência. Esses sintomas podem aparecer pois o cisto pode se comportar como um tumor, podem causar uma inflamação muito grande e consequentemente inchaço cerebral ou podem obstruir a circulação do liquido céfaloraquidiano (liquor).

A cirurgia pode ser realizada para retirar o cisto que está causando problema, para descomprimir o cérebro que está sofrendo com o inchaço ou para desobstruir a circulação de liquor através de neuroendoscopia ou derivação liquórica, cirurgia também conhecida como válvula, derivação ventrículo-peritoneal, shunt ou derivação ventricular.

A neurocisticercose que acomete a coluna ou medula espinhal, também tem indicação de cirurgia se estiver comprimindo os nervos ou medula.

Referências:

  1. Ministério da Saúde

Cirurgia Transesfenoidal

A Cirurgia Transesfenoidal é a técnica cirúrgica mais comum para retirar os tumores pituitários. Este procedimento é realizado através do seio esfenoidal.

Para esta abordagem, o neurocirurgião faz uma pequena incisão ao longo do septo nasal ou sob o lábio superior.

Utilização de Técnicas

A técnica mais recente é a utilização de um endoscópio, um cateter de fibra ótica com uma lente pequena na extremidade. Nesta abordagem, não é necessária a incisão abaixo do lábio superior ou na parte anterior do septo, porque o endoscópio permite ao cirurgião ver também através da pequena incisão feita na parte posterior do septo nasal, por onde passam os instrumentos para alcançar a glândula pituitária e retirar o tumor.

A utilização desta técnica é limitada pela posição do tumor e pela forma do osso esfenoide.

Vantagens

A abordagem transesfenoidal tem muitas vantagens. Nenhuma parte do cérebro é tocada durante o procedimento, portanto, a possibilidade de dano ao cérebro é muito baixa.

Também não há nenhuma cicatriz visível, mas é difícil a remoção de grandes tumores, e as taxas de cura são altas.

Se o tumor é grande ou se desenvolveu nas estruturas vizinhas, as possibilidades de cura são mais baixas e as chances de lesões no cérebro, nervos e vasos sanguíneos são maiores.

Possíveis Complicações

A cirurgia da glândula pituitária é um procedimento importante, e os cirurgiões são muito cuidadosos para tentar limitar quaisquer problemas durante ou após o procedimento.

Complicações durante ou após a cirurgia, como hemorragias, infecções ou reações à anestesia são raros, mas podem ocorrer. A maioria dos pacientes que fazem a cirurgia transesfenoidal sentirá dor de cabeça e congestionamento nasal por até uma ou duas semanas após a cirurgia.

Se a cirurgia provocar danos às grandes artérias, ao tecido cerebral próximo ou aos nervos próximos da hipófise, em casos raros pode resultar em dano cerebral, acidente vascular cerebral ou cegueira.

Diabetes insipidus pode ocorrer logo após a cirurgia, mas geralmente melhora por conta própria dentro de 1 a 2 semanas após a cirurgia. Se for persistente, pode ser tratada com spray nasal de desmopressina.

Danos ao resto da glândula pituitária podem provocar outros sintomas por falta de hormônios. Isso é raro após a cirurgia de pequenos tumores, mas pode ser inevitável no caso de alguns macrotumores maiores. Se os níveis de hormônios pituitários estiverem baixos após a cirurgia, podem ser tratados com medicamentos para substituir a falta de produção.

Referências:

  1. American Cancer Society

Espinha Bífida

A Espinha Bífida ou espinha aberta é uma malformação da medula espinhal e da coluna vertebral. Ambas desenvolvem-se no embrião a partir do chamado tubo neural e, por essa razão, a espinha bífida também é designada como um defeito do tubo neural.

Os defeitos do tubo neural são a segunda malformação congênita mais frequente depois dos defeitos cardíacos. A espinha aberta ocorre mais frequentemente na região da coluna lombar e no sacro do que na coluna torácica e cervical.

Há várias formas e graus de gravidade da espinha bífida:

  • Espinha bífida aberta (spina bifida aperta)
  • Espinha bífida oculta (spina bifida occulta)

Causas

As causas da espinha bífida ainda não estão completamente esclarecidas. Sabe-se que essa malformação da medula espinhal ocorre entre a terceira e a quarta semana de gestação, em virtude do não fechamento do tubo neural.

O tubo neural é um estágio inicial no desenvolvimento do sistema nervoso central. Sua extremidade inferior origina a medula espinhal e a coluna vertebral, enquanto que a superior origina o cérebro e o crânio.

A deficiência ou um distúrbio do metabolismo do ácido fólico (uma vitamina B) durante a gestação é considerada uma causa comum da espinha bífida. Mulheres que tomam anticonvulsivantes durante a gestação para o controle da epilepsia têm um risco aproximadamente um por cento maior de que seus bebês desenvolvam a espinha bífida aberta.

Sinais e Sintomas

Os sintomas podem variar amplamente. A localização da fissura formada determinará se a malformação afetará a região da coluna vertebral e com que gravidade. A espinha bífida oculta ocorre às vezes de forma completamente assintomática.

O arco vertebral está dividido em dois, porém sem o comprometimento da medula espinhal. Por isso, essa malformação frequentemente não é detectada. Por outro lado, uma espinha aberta, em que há também a divisão das meninges espinhais e/ou da medula espinhal, pode ter sequelas leves a graves.

No caso da chamada spina bifida aperta, os sintomas variam de queixas quase imperceptíveis até limitações graves como a paraplegia.

O tratamento

O tratamento depende da gravidade da malformação espinhal. Em alguns casos, a forma leve dessa malformação não requer tratamento algum.

A espinha bífida aberta, pelo contrário, pode estar associada a um defeito grave. Neste caso, é indicada uma intervenção cirúrgica dentro de 48 horas após o nascimento. O tratamento com fisioterapia e dispositivos ortopédicos, como as órteses, pode ser útil para compensar deformações articulares decorrentes da espinha bífida.

Referências:

  1. GAIVA, Maria Aparecida M.; NEVEZ, Ávila Q.; SIQUEIRA, Fabíola M. G. O cuidado da criança com espinha bífida pela família do domicílio. Esc Anna Nery Rev Enferm. Vol 13. 4 ed; 717-725

Síndrome de Sheehan

A Síndrome de Sheehan é a denominação que se dá a uma forma rara de hipopituitarismo pós-parto.

O hipopituitarismo (do grego: hipo = pouco + phýsis = físico) é uma condição endócrina caracterizada pela diminuição da secreção de um ou mais dos oito hormônios produzidos pela glândula pituitária, também chamada hipófise ou pineal.

Essa glândula de secreção interna situa-se na base do cérebro, encaixada numa reentrância do osso esfenoide, a sela túrcica.

A primeira descrição dessa doença foi feita em 1937, por Harold Leeming Sheehan, 20 anos depois que o médico alemão Morris Simmonds descreveu a síndrome clínica do hipofuncionamento da hipófise.

Causas

Ocorre em decorrência do choque hipovolêmico provocado pela intensa perda de sangue que pode acontecer por complicações durante ou após o parto, o que leva a uma deficiente irrigação sanguínea da glândula hipofisária e à sua necrose.

Fisiopatologia

Principalmente os problemas com a placenta podem levar a um grande sangramento e, eventualmente, a um choque hipovolêmico que sequestra o sangue que irriga a hipófise, comprometendo-a com uma isquemia e ocasionando a paralisia ou hipofunção dessa glândula.

Outra condição que pode fazer faltar o sangue que supre a hipófise, gerando consequências semelhantes, é a coagulação intravascular disseminada, quando compromete os vasos que a nutrem.

Normalmente a hipófise é responsável pela síntese de diversos hormônios, como:

  • O TSH, hormônio estimulante que controla a tireoide;
  • O ACTH, hormônio estimulante que controla as suprarrenais;
  • O FSH, hormônio folículo-estimulante;
  • E o LH, hormônio luteinizante, que atuam nas gônadas;
  • O GH, o hormônio do crescimento;
  • A prolactina, que atua na lactação e o ADH, responsável pela retenção de água no organismo.

Se faltam todas as secreções da glândula, fala-se em pan-hipopituitarismo. Costuma-se considerar, pois, que a pituitária é uma espécie de “regente” de uma “orquestra” endócrina corporal.

Sinais e Sintomas

Como a glândula hipofisária rege o funcionamento de grande parte das demais glândulas endócrinas do corpo, todo problema em seu funcionamento repercute nelas e compromete, assim, diversas funções importantes do organismo.

Os principais sinais e sintomas da síndrome de Sheehan são aqueles devidos ao hipopituitarismo e, por ocorrer quase sempre após o parto, afetam principal ou exclusivamente as mulheres.

As perturbações das secreções da pituitária produzem diretamente alterações no crescimento, bem como perturbações no funcionamento de outras glândulas de secreção interna sobre as quais ela exerce controle, em conformidade com os hormônios pituitários alterados.

Os principais sinais e sintomas da doença variam de acordo com os hormônios afetados e a causa da anormalidade. Os sintomas iniciais podem ser leves e atribuídos a outras causas.

Mais comumente os três hormônios deficientes são o hormônio do crescimento, o folículo-estimulante e/ou o hormônio luteinizante. A deficiência do hormônio do crescimento é mais comum em pessoas com um tumor subjacente do que naquelas com outros problemas. Pode haver também sintomas adicionais, provocados pelas causas das lesões da pituitária.

Entre outros problemas, as deficiências do LH e FSH levam à queda de pelos pubianos e axilares, redução da libido, infertilidade e ausência de menstruação nas mulheres.

Na infância, leva ao atraso da puberdade ou ausência da mesma; a deficiência do TSH causa sintomas de hipotireoidismo; a deficiência do ACTH ocasiona insuficiência renal; a deficiência do GH na criança leva à baixa estatura e no adulto, causa fraqueza, obesidade, redução de massa muscular, osteopenia/osteoporose, depressão, indisposição e maiores chances de desenvolver doenças cardiovasculares.

Diagnóstico

O diagnóstico da síndrome de Sheehan nem sempre é fácil. Ele deve ser suspeitado sempre que uma boa história clínica apure sintomas de hipopituitarismo e eles sejam compatíveis com o problema. O diagnóstico pode ser feito com certeza através de exames de sangue e dosagens hormonais.

Geralmente são também necessários outros exames específicos, como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada, para que sejam identificadas outras possíveis alterações estruturais ou estabelecido um diagnóstico diferencial, como a existência de um tumor, por exemplo.

Tratamento

O tratamento do hipopituitarismo da síndrome de Sheehan visa corrigir as deficiências hormonais com substitutos, tratar os sintomas e as complicações das deficiências hormonais por meios específicos.

As deficiências da maioria dos hormônios controlados pelas secreções da pituitária podem ser repostas por via oral ou injetável.

Referência:

  1. ABCMED, 2015. Síndrome de Sheehan: como ela é?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/799399/sindrome-de-sheehan-como-ela-e.htm&gt;. Acesso em: 6 abr. 2021.

AVC/AVE Cardioembólico

Acidentes vasculares cerebrais isquêmicos (AVCi) cardioembólicos são responsáveis por aproximadamente 15% de todos os AVCis.

Definição

Pelos critérios TOAST (Trial of Org 10172) de classificação etiológica dos AVCi, um infarto cerebral é considerado cardioembólico quando oclusões arteriais intracranianas decorrem de um êmbolo que teve origem cardíaca.

As possíveis fontes emboligênicas cardíacas são divididas em alto risco e médio risco, dependendo de suas propensões relativas à embolia.

Coexistência de AVCi e Doença Coronariana

O prognóstico precoce e tardio de pacientes com AVCi é criticamente influenciado pela coexistência de doença coronariana. Infarto agudo do miocárdio (IAM) e morte súbita são as principais causas de óbitos em pacientes com doença cerebrovascular a longo prazo.

O manejo clínico da fase aguda do AVCi cardioembólico segue os princípios gerais do tratamento do AVCi. No entanto, o conhecimento das suas peculiaridades clínicas permite um diagnóstico precoce de cardioembolia e a realização de procedimentos de trombólise com atenção a algumas particularidades como a maior chance de reperfusão e de sangramento e o risco da não recanalização arterial em pacientes com êmbolos contendo cálcio.

O tratamento intra-hospitalar após o procedimento trombolítico no AVCI cardioembólico é fundamental na evolução desses pacientes e deve ser feito por equipes multidisciplinares, sendo a participação do cardiologista integrado à equipe de neurologia de muita importância, uma vez que a estabilização do quadro cardíaco pode evitar a recorrência de eventos embólicos.

Referência:

  1. Reis, Lígia Silva. Acidente Vascular Cerebral Cardioembólico: fibrilhação auricular e terapêutica antitrombótica. Diss. Universidade da Beira Interior, 2011.

Eletroencefalografia (EEG): Qual é a finalidade?

A eletroencefalografia ou o eletroencefalograma ou simplesmente EEG como também é chamado é um exame de extrema importância capaz de analisar a atividade elétrica cerebral espontânea, onde através da atividade apresentada, é possível identificar doenças e distúrbios do sistema nervoso central e possíveis alterações que possam ser risco ao paciente.

Os dados eletroencefalográficos são captados através de eletrodos posicionados sobre o couro cabeludo, que são capazes de medir a atividade elétricas de células neuronais detectando variações que podem indicar patologias específicas.

Por ser um exame não invasivo e indolor pode ser realizado por diversos indivíduos em idades e condições patológicas diferentes, não possuindo contraindicações desde que não haja impedimentos no posicionamento dos eletrodos no couro cabeludo. Graças à tecnologia a qualidade das informações são cada vez maiores permitindo o avanço no diagnósticos de diversas patologias e também na aplicação de diferentes técnicas terapêuticas.

Indicações para o EEG

As anormalidades que geralmente são procuradas ao solicitar um EEG estão relacionadas à epilepsia, porém além da investigação das diversas condições neurológicas que a epilepsia pode causar também é possível investigar outros problemas relacionados tanto a medula espinhal quanto outras regiões do sistema nervoso.

É possível também detectar alterações na qualidade do sono, hemorragias, presença de tumores, mortes teciduais causadas pelo acidente vascular cerebral, uso de drogas de abuso, diversos tipos de cefaleia, edema cerebral e além do diagnóstico destas doenças, o exame também possibilita um acompanhamento posterior, avaliando a resposta ao tratamento e o controle após a retirada da medicação.

Preparo para o Exame

Para o preparo do exame é necessário a privação do sono na noite anterior o maior tempo possível, sendo indicado dormir no máximo quatro horas, a utilização de medicamentos não pode ser alteradas, o paciente deve sair bem alimentado de casa, não deve utilizar lentes de contato durante o exame e é recomendado que o paciente esteja na presença de um acompanhante no dia de realizar o EEG.

Os cabelos devem estar lavados e secos, e não podem conter gel, mousse ou laquê, no caso de tinturas é necessário aguardar o prazo de 48 horas para realizar o exame.

Referências:

  1. https://portaltelemedicina.com.br/blog/eletroencefalograma-com-laudo-como-agilizar-diagnosticos;
  2. https://www.fleury.com.br/exames/eletroencefalograma;
  3. https://www.einstein.br/especialidades/neurologia/exames-tratamentos/eletroencefalograma

Escala de NIHSS: Avaliação do Acidente Vascular Encefálico

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 06/09/2026.

Em um AVC, alguns minutos de avaliação podem mudar a conduta. E existe um detalhe que costuma passar despercebido por quem está começando: a NIHSS não serve apenas para dizer se o paciente está “bem ou mal”. Ela organiza déficits neurológicos de forma padronizada, permitindo comparar a condição do paciente ao longo do atendimento e acompanhar mudanças durante a evolução. A escala é composta por 15 itens, com pontuação total de 0 a 42, e quanto maior o resultado, maior a gravidade neurológica medida pela escala.

O que é a escala NIHSS?

A NIHSS (National Institutes of Health Stroke Scale) é uma escala neurológica padronizada utilizada principalmente na avaliação de pacientes com suspeita ou diagnóstico de AVC. Ela examina consciência, linguagem, movimentos oculares, campos visuais, força dos membros, sensibilidade, coordenação, fala e negligência/inatenção.

A aplicação precisa seguir uma sequência padronizada. O avaliador deve registrar aquilo que o paciente realmente executa, evitando oferecer pistas ou “ajudar” a resposta. Um princípio importante da escala é não voltar posteriormente para modificar uma pontuação já atribuída, salvo quando a própria metodologia do instrumento determinar alguma condição específica.

Os 15 itens da NIHSS

A escala é organizada da seguinte maneira:

1a. Nível de consciência: 0 a 3 pontos. Avalia o grau de alerta e responsividade.

1b. Perguntas de nível de consciência: 0 a 2 pontos. O paciente deve responder corretamente às perguntas padronizadas, incluindo mês e idade.

1c. Comandos de nível de consciência: 0 a 2 pontos. Avalia a capacidade de executar comandos simples.

  1. Melhor olhar conjugado: 0 a 2 pontos. Verifica alterações do olhar, desde normalidade até desvio forçado.
  2. Campos visuais: 0 a 3 pontos. Avalia perda visual, incluindo hemianopsia.
  3. Paralisia facial: 0 a 3 pontos. Observa simetria dos movimentos faciais.
  4. Motor do braço: 0 a 4 pontos para cada lado. O braço esquerdo e o direito são avaliados separadamente.
  5. Motor da perna: 0 a 4 pontos para cada lado, também individualmente.
  6. Ataxia de membros: 0 a 2 pontos. Verifica alteração da coordenação atribuível a déficit neurológico.
  7. Sensibilidade: 0 a 2 pontos. Avalia perda sensitiva, principalmente ao estímulo doloroso.
  8. Melhor linguagem: 0 a 3 pontos. Investiga presença e intensidade de afasia.
  9. Disartria: 0 a 2 pontos. Avalia a articulação da fala.
  10. Extinção e inatenção: 0 a 2 pontos. Identifica negligência ou extinção em diferentes modalidades sensoriais.

Como interpretar o resultado?

A pontuação pode variar de 0 a 42 pontos. Uma classificação frequentemente utilizada divide os resultados em: 0, sem sintomas de AVC; 1–4, AVC menor; 5–15, AVC moderado; 16–20, moderado a grave; 21–42, grave. Essas faixas ajudam a comunicar a intensidade do déficit, porém não devem ser usadas isoladamente para definir prognóstico ou excluir uma condição grave.

Um ponto que merece atenção é o paciente com NIHSS baixo. Um resultado pequeno não significa automaticamente que o quadro seja clinicamente irrelevante. Déficits como afasia, alteração visual ou outras manifestações potencialmente incapacitantes podem receber poucos pontos. Por isso, a escala deve ser interpretada junto ao exame neurológico completo, história clínica e exames de imagem.

Como funciona a pontuação motora?

Nos braços, por exemplo, o paciente é solicitado a manter o membro elevado durante o tempo determinado pela escala. 0 significa ausência de queda; 1 corresponde à presença de drift; pontuações maiores representam perda progressiva da capacidade de manter o membro contra a gravidade, chegando a 4 quando não há movimento.

Nas pernas, a lógica é semelhante, porém o tempo de sustentação é diferente. É importante não somar os dois lados como se fossem um único item: braço esquerdo e direito recebem pontuações próprias, assim como as duas pernas.

NIHSS e paciente intubado

Esse é um detalhe que aparece bastante na prática e também pode confundir quem está estudando. Determinados itens podem receber classificação UN (untestable) quando existe uma condição que impede adequadamente a avaliação. Na disartria, por exemplo, a escala prevê UN quando o paciente está intubado ou possui outra barreira física que impossibilite produzir fala, devendo a justificativa ser registrada.

Isso não significa simplesmente atribuir zero. Não avaliável e normal são situações diferentes.

Vivência prática: Como a pontuação é usada

Em um atendimento de AVC, a NIHSS raramente é aplicada uma única vez. Considere um cenário comum: um paciente chega falando algumas palavras, movimentando o braço direito com dificuldade e apresentando assimetria facial. A equipe realiza a NIHSS inicial e registra a pontuação.

Após a intervenção e durante o período de observação, uma nova avaliação pode mostrar melhora ou piora de determinados itens. É justamente nessa comparação que a escala ganha força: uma alteração de pontuação ao longo do tempo pode sinalizar mudança neurológica e precisa ser comunicada rapidamente à equipe responsável.

Outro cenário frequente é o paciente que inicialmente responde adequadamente, mas horas depois apresenta piora da fala e redução de força em um membro. Mesmo antes de recalcular toda a escala, a enfermagem já identifica uma mudança objetiva em relação ao estado anterior — e essa percepção clínica deve ser comunicada de imediato. A reavaliação padronizada, quando indicada pelo protocolo do serviço, ajuda a documentar essa evolução de forma mais confiável.

Cuidados de enfermagem na NIHSS

A enfermagem tem papel importante na identificação precoce de alterações neurológicas e na comunicação da evolução do paciente. Durante a avaliação, mantenha o ambiente organizado, reduza estímulos desnecessários e observe cuidadosamente fala, nível de consciência, força, simetria facial, pupilas, sensibilidade e comportamento.

O resultado deve ser registrado com horário, permitindo comparação com avaliações posteriores. Se houver piora súbita do nível de consciência, nova alteração de fala, perda de força, mudança pupilar ou outro déficit neurológico, a equipe deve ser comunicada imediatamente, sem esperar apenas pela próxima avaliação programada.

Também é fundamental conhecer o protocolo institucional. A NIHSS é uma ferramenta padronizada e a aplicação adequada depende de treinamento; programas de certificação da American Heart Association são utilizados para capacitação e manutenção da proficiência na aplicação da escala.

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NIHSS não substitui o exame neurológico

A NIHSS é excelente para quantificar determinados déficits, acompanhar sua evolução e padronizar a comunicação entre profissionais. Porém, possui limitações, especialmente em alguns AVCs da circulação posterior, nos quais determinados déficits podem ser sub-representados pela escala. Estudos recentes continuam discutindo formas de complementar a avaliação nesses casos.

Para quem está estudando enfermagem, vale guardar uma ideia simples: não memorize apenas os números; entenda o que cada item está procurando. Quando você sabe por que está avaliando consciência, olhar, campo visual, força, sensibilidade, linguagem e negligência, a aplicação da escala fica muito mais lógica.

Resumo para salvar

NIHSS: saiba calcular a pontuação

  • A NIHSS possui 15 itens e pontuação total de 0 a 42
  • A escala avalia consciência, olhar, visão, face, força, coordenação, sensibilidade, linguagem, fala e negligência
  • Quanto maior a pontuação, maior o déficit neurológico identificado pela escala
  • A NIHSS deve ser aplicada de forma padronizada e não substitui o exame neurológico completo

 

Referências:

  1. NATIONAL INSTITUTE OF NEUROLOGICAL DISORDERS AND STROKE. NIH Stroke Scale: instructions. Bethesda: NINDS, 2025. Disponível em: NIH Stroke Scale – NINDS.
  2. NATIONAL INSTITUTE OF NEUROLOGICAL DISORDERS AND STROKE. Assess and Treat: Stroke. Bethesda: NINDS. Disponível em: NINDS – Assess and Treat.
  3. NATIONAL LIBRARY OF MEDICINE. NIH Stroke Scale (NIHSS). Bethesda: National Library of Medicine. Disponível em: NIH Common Data Elements – NIHSS.
  4. AMERICAN HEART ASSOCIATION. NIH Stroke Scale Training Program. Dallas: American Heart Association. Disponível em: AHA – NIH Stroke Scale. 

Intestino Neurogênico

O Intestino Neurogênico é a perda da sensação de necessidade de evacuação ou inabilidade para distinguir presença das fezes no reto.

Ocorre devido ao bloqueio das mensagens enviadas do aparelho digestivo para o cérebro e deste de volta ao aparelho digestivo através da medula espinal.

Entendendo melhor, a Lesão Medular (LM) provoca alterações no controle do intestino. Lesões em nível mais alto há tendência à constipação pela inatividade da parede intestinal, nas lesões baixas há incontinência (eliminação acidental de fezes).

Os indivíduos com intestino neurogênico podem apresentar fases alternadas de constipação e incontinência fecal, antes de realizarem o treinamento para regulação intestinal. Tal ocorrência ocasiona problemas físicos e psicológicos a esses indivíduos.

As Causas

A causa mais comum do intestino neurogênico é a lesão da medula espinhal, embora também possa resultar de outros distúrbios neurogênicos, tais como espinha bífida, esclerose múltipla, mal de Parkinson ou diabetes mellitus. O efeito sobre a função intestinal depende da localização da lesão medular.

Tipos de Intestino Neurogênico

Defecção reflexa

A defecção reflexa ocorre quando o intestino se abre em resposta a um reflexo, quando o reto fica cheio. O intestino pode esvaziar-se a qualquer momento, já que a pessoa pode ter perdido a capacidade de sentir quando o intestino está cheio. Isso pode causar acidentes e vazamento intestinais.

Intestino flácido

O intestino flácido ocorre quando o músculo do esfíncter anal – o músculo que normalmente mantém o anus fechado – relaxa e permanece aberto. Isso geralmente provoca o esvaziamento acidental do intestino.

O intestino neurogênico também está associado a um trânsito intestinal lento e, portanto, pessoas com intestino neurogênico correm alto risco de sofrerem de constipação.

Se o paciente apresentar intestino neurogênico, será importante encontrar uma rotina confiável de tratamento do intestino para evitar esvaziamento acidental, constipação e impacção.

Programa de Reabilitação Intestinal

O indivíduo com LM deve ser inserido em programa de reabilitação intestinal, a fim de obter o padrão de funcionamento intestinal, garantindo a frequência das eliminações intestinais de, no mínimo, três vezes por semana e o restabelecimento do controle da evacuação, com a realização das manobras de esvaziamento intestinal em horários regulares, a fim de diminuir a incontinência e prevenir as complicações decorrentes da impactação fecal.

Consequentemente, a reabilitação intestinal resultará na melhora da qualidade de vida e participação na sociedade.

Os profissionais de saúde que atuam no contexto da reabilitação devem ter como metas a educação em saúde e o preparo dos indivíduos com LM e seus familiares, visando à segurança e qualidade da assistência prestada.

Para continuidade do cuidado, principalmente em domicílio, é fundamental o preparo do indivíduo/família para promoção do autocuidado.

Para ver um exemplo de uma Cartilha sobre a Reabilitação Intestinal, acesse esse link.

Referências:

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde; 2012. (Série E, Legislação em Saúde)
  2.  Furlan MLS, Caliri MHL, Defino HL. Intestino neurogênico: guia prático para pessoas com lesão medular, Parte I. 

A Reação Extrapiramidal com Medicamentos

Vamos à um exemplo, que pode acontecer com qualquer pessoa neste planeta!

Imagine ir a um hospital para tratar um distúrbio gastrointestinal e após tomar medicamentos pela via endovenosa, intramuscular ou oral acabar sofrendo uma crise de inquietação motora, que gera tremores nas pernas, vontade de correr e muita angústia.

Isso se chama de Reação ou Efeito Extrapiramidal, que pode ser provocado pelo tal medicamento que você recebeu!

A Reação Extrapiramidal é uma situação pouco conhecida da maioria dos profissionais de saúde e, portanto, raramente diagnosticada.

Ainda, podendo ser confundida com crise de pânico ou mesmo desequilíbrio emocional. Ela pode ocorrer após uso de alguns medicamentos injetáveis ou não, administrados em razão de uma enxaqueca, dor de cabeça, náuseas e/ou vômitos.

Pouco depois, de forma inesperada, aparecem sintomas de agitação psicomotora com uma vontade incontrolável de sair de onde se está ou mover-se, sensação estranha de aperto no peito, falta de ar, angústia, ansiedade, sensação de falta de autocontrole, movimentos involuntários dos braços, pernas, dedos, lábios, língua, pálpebras, alterações na fala e etc.., mas não necessariamente todos esses sintomas, isolados ou simultaneamente.

Esses sintomas, de tão desagradáveis, são inesquecíveis ?

Sim, ficam para sempre gravados na memória de quem já passou por tal situação!

Por que isso acontece?

Porque afeta uma rede de neurônios na base do cérebro, denominada sistema extrapiramidal. O sistema extrapiramidal auxilia na coordenação de nossos movimentos.

Certas drogas utilizadas para enxaqueca como a diidroergotamina (cefalium), para náuseas e vômitos como a metoclopramida (plasil) e bromoprida (digesan) e também o haloperidol (haldol) podem interferir com o bom funcionamento do sistema extrapiramidal, provocando os sintomas descritos.

Portanto, ainda que em meio a uma crise de enxaqueca, em um hospital ou pronto-socorro, é importante informar ao médico esta predisposição; porque se você já teve uma reação extrapiramidal no passado, certamente não gostaria de se expor ao mesmo risco novamente!

Referências:

  1. https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_extrapiramidal