XABCDEF do Trauma: ATLS

A ATLS (Advanced Trauma Life Support) irá disponibilizar em sua 11º edição, uma atualização importante sobre a avaliação primária.

Como será o novo mnemônico?

X – Exsanguinação

– Identificar e conter hemorragias massivas

A – Vias Aéreas +controle manual cervical

– Realizar desobstrução das VA e restringir movimentos do pescoço

B- Ventilação/Oxigenação

-Exame físico, uso de oximetria e oferta de oxigênio

C -Circulação

-Perfusão, pulsos, coloração + temperatura da pele, sangramentos

D – Neurológico

-Glasgow – Pupilas – Sinais de TCE

E – Exposição e controle de temperatura

-Hipotermia pode ser letal – observar outras lesões

*F – Fatores associados*

-Populações especiais: Criança, idoso, gestante

Não confunda com o XABCDE do PHTLS!

O PHTLS fala do atendimento pré-hospitalar ou traumatizado, já o ATLS fala do suporte avançado de vida no trauma. Ou seja:

No PHTLS vai estudar e trazer referências sobre o atendimento de uma vítima antes dela chegar no Hospital, portanto, no caso de um acidente na rua ou em qualquer outro local que não seja no hospitalar.

Já o ATLS irá tratar apenas de procedimentos avançados, ou seja, procedimentos que serão realizados por médicos ou até enfermeiros porém dentro do ambiente hospitalar.

Contudo, essa atualização trazendo “F” ela aconteceu dentro do ATLS então que dizer, que é uma atualização para ser praticada dentro do ambiente hospitalar!

Essa atualização do ATLS que ainda vai acontecer, ela vai tratar do ambiente INTRA HOSPITALAR, então para quem trabalha no ambiente Extra hospitalar (APH), isso não vai mudar nada, continuando até então o protocolo XABCDE.

Referências:

  1. Global Symposium ATLS
Notícias da Enfermagem

Ministério da Saúde vai capacitar 1.500 profissionais para melhorar o atendimento de urgência na Região Norte

Vá direto ao ponto!1. Valores2. Quem pode participar da capacitação O Ministério da Saúde vai capacitar 1.514 médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e fisioterapeutas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, na Região Norte do país. A ação faz parte do programa SOS de Ponta, uma iniciativa da Secretaria de Gestão do Trabalho e […]

Notícias da Enfermagem

I Fórum de Enfermagem no Atendimento Pré-Hospitalar está com inscrições abertas; evento será realizado em 9 de maio

Uma assistência em saúde segura passa pela conscientização e valorização do papel dos profissionais da Enfermagem que atuam fora do ambiente hospitalar. A fim de refletir sobre a liderança, o protagonismo e as práticas avançadas na Rede de Emergência no Ceará, será realizado, no dia 9 de maio, o I Fórum de Enfermagem no Atendimento […]

Protocolo START: Triagem de Múltiplas Vítimas

O protocolo de triagem START Simple Triage And Rapid Treatment, isto é, triagem simples e tratamento rápido, foi pensado para rápida avaliação em incidentes com múltiplas vítimas, categorizando-as em quatro categorias de cores que informam o nível de urgência necessária de atendimento.

Pacientes classificados como categoria verde, são os feridos que deambulam; esses indivíduos podem se movimentar e obedecer comandos. Eles devem ser direcionados a uma área segura e aguardar posterior atendimento e tratamento.

Pacientes classificados no grupo preto não respiram, mesmo após reposicionamento das vias aéreas. Esses pacientes não recebem tratamento.

As duas categorias intermediárias – “vermelho”, que indica pacientes que necessitam de atendimento imediato, e “amarelo”, que indica pacientes que também devem receber cuidado rápido, porém ainda podem aguardar – requerem uma avaliação mais aprofundada acerca do status respiratório, circulatório e neurológico (mental).

RPM – 30 – 2 – obedece ordens

“RPM – 30 – 2 – obedece ordens” foi criado como uma forma de memorizar os componentes do exame que separam pacientes entre o grupo vermelho e o grupo amarelo. Cada uma das três primeiras letras do mnemônico se relaciona com um dos três componentes seguintes:

  • R (respiração): Indica aqueles pacientes que se adequam para tratamento posterior, devendo apresentar frequência respiratória (FR) menor que 30 ipm;
  • P (perfusão): Perfusão adequada é indicada quando tempo de preenchimento capilar é menor do que 2 segundos;
  • M (mental): nos sugere que o status mental é adequado se o paciente consegue obedecer comandos. Isto é, o paciente com status mental adequado consegue realizar as ordens que lhes são solicitadas.

Pacientes com qualquer das categorias RPM alterada (FR maior que 30 ipm, perfusão capilar lenta ou status mental alterado) pertencem à categoria “vermelha” e demandam controle imediato de condições de alto risco de morte como hemorragia ou obstrução de vias aéreas. Aqueles que não se encaixam nas categorias verde, vermelho ou preta são designados “amarelos”, recebendo prioridade após a categoria vermelha ser atendida.

Pela sua natureza, incidentes com múltiplas vítimas são estressantes e acontecem quando estamos menos preparados. O simples mnemônico “RPM – 30 – 2 – obedece ordens” pode ajudar você a lembrar os componentes importantes do sistema a serem avaliados.

Referências:

  1. https://canadiem.org/start-triage-protocol-rpm-30-2-can-do/;
  2. Rosen P. Rosen’s Emergency Medicine. Elsevier; 2018.

Mochilas de APH Saiba o Que Levar!

mochila

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 22/09/2026.

No atendimento pré-hospitalar, não basta ter uma mochila cheia: o material precisa estar organizado para ser encontrado rapidamente e compatível com o tipo de atendimento realizado. Em uma ocorrência crítica, perder tempo procurando um dispositivo de via aérea ou um acesso venoso também compromete a resposta da equipe.

As mochilas de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) são utilizadas para transportar materiais, medicamentos e equipamentos necessários à assistência no local da ocorrência. A composição varia conforme o tipo de unidade, a equipe disponível, o perfil do serviço e os protocolos institucionais. Portanto, não existe uma única combinação nacional obrigatória de cores e conteúdos para todas as mochilas. A Nota Informativa nº 9/2024 do Ministério da Saúde deixou esse ponto mais claro ao estabelecer que a composição das maletas e mochilas deve considerar a equipe e os protocolos do serviço.

As cores das mochilas são universais?

Não. A divisão por cores pode ser adotada pelos serviços para facilitar a localização dos materiais, mas não deve ser apresentada como uma padronização nacional única.

A página antiga associava, por exemplo, a mochila verde aos medicamentos, a azul às vias aéreas, a vermelha ao acesso venoso e sinais vitais, a amarela a pequenas cirurgias e a laranja aos atendimentos traumáticos. Essa organização pode existir em determinados serviços, mas deve ser entendida como uma forma local de organização, e não como regra nacional para todo APH.

O que costuma ser organizado nas mochilas?

A organização depende da missão e do nível de suporte. Entre os materiais que podem integrar uma unidade de suporte básico estão dispositivos para avaliação dos sinais vitais, oxigenação, ventilação com ressuscitador manual, cânulas orofaríngeas, aspiração, acesso venoso, curativos, imobilização, proteção individual e atendimento obstétrico, além dos demais recursos definidos pelo protocolo do serviço.

Nas unidades de suporte avançado, a estrutura é ampliada de acordo com a complexidade do atendimento, podendo incluir equipamentos e materiais para manejo avançado das vias aéreas, monitorização, acesso vascular, infusão e outros procedimentos necessários ao suporte avançado de vida. A própria ambulância Tipo D possui requisitos específicos de equipamentos e materiais.

Um detalhe que faz diferença na prática é não confundir o conteúdo da mochila com o equipamento completo da ambulância. Oxigênio, monitor, desfibrilador, aspirador, maca e outros recursos podem estar instalados ou transportados separadamente, conforme a configuração da unidade.

A mochila deve estar pronta antes da ocorrência

A conferência precisa acontecer antes da saída, seguindo o checklist e o protocolo institucional. É necessário verificar quantidade, validade, integridade das embalagens, funcionamento dos equipamentos, condições das baterias e disponibilidade dos materiais essenciais.

Imagine uma equipe chegando a uma ocorrência de trauma e descobrindo somente naquele momento que determinada tala ou material de proteção está incompleto. O problema não é apenas a falta daquele item; é a falha de conferência que permitiu que a equipe chegasse ao local sem uma condição operacional adequada.

O Ministério da Saúde determina que a organização do APH esteja vinculada à regulação e que as unidades móveis tenham estrutura compatível com sua finalidade. A Nota Informativa nº 9/2024 também reforça a responsabilidade dos gestores pela organização, segurança e qualidade do serviço.

O conteúdo muda conforme o tipo de suporte

A Unidade de Suporte Básico (USB) atende situações de risco de vida conhecido ou desconhecido dentro de sua finalidade e conta com materiais destinados principalmente à avaliação, suporte básico, oxigenação, ventilação, controle de sangramento, imobilização e transporte seguro.

Já a Unidade de Suporte Avançado (USA) possui estrutura compatível com pacientes que necessitam de cuidados mais complexos, incluindo equipamentos para suporte avançado de vida e equipe específica. A Portaria GM/MS nº 2.048/2002 continua sendo uma referência normativa para essa organização e foi reafirmada pela Nota Informativa nº 9/2024.

E as mochilas de medicamentos?

Os medicamentos não devem ser definidos apenas pelo nome da mochila ou pela sua cor. A seleção deve obedecer aos protocolos do serviço, à modalidade de atendimento, à composição da equipe e às orientações da regulação médica quando aplicáveis.

Isso é particularmente importante porque o APH trabalha com situações muito diferentes entre si. Uma ocorrência pode exigir atendimento clínico, outra trauma, outra emergência cardiovascular ou obstétrica. A organização precisa permitir acesso rápido sem transformar a mochila em um conjunto fixo e universal de medicamentos.

Em uma ocorrência com paciente inconsciente, por exemplo, não adianta existir grande quantidade de materiais se o profissional precisa abrir vários compartimentos para encontrar o ressuscitador, o dispositivo de oxigenação ou o material necessário para monitorização. Organização e padronização local reduzem o tempo perdido durante a assistência.

Cuidados de enfermagem

A equipe de enfermagem deve conhecer a localização dos materiais e seguir o checklist definido pelo serviço. Na conferência, atenção especial para:

  • validade e integridade dos materiais;
  • funcionamento de equipamentos e baterias;
  • disponibilidade de dispositivos de via aérea e oxigenação;
  • materiais para acesso vascular e administração de medicamentos;
  • equipamentos de proteção individual;
  • materiais específicos para trauma, quando previstos;
  • reposição imediata após utilização;
  • registro das intercorrências e das necessidades de manutenção.

No APH, o técnico de enfermagem integra a equipe e presta cuidados dentro de sua qualificação profissional, sob supervisão do enfermeiro, conforme a organização prevista para o serviço. A Nota Informativa nº 9/2024 também destaca que, quando a unidade conta apenas com técnicos ou auxiliares de enfermagem, a Central de Regulação deve possuir enfermeiro para o matriciamento desses profissionais.

O que você precisa memorizar

Para prova e para a prática, guarde esta lógica: a mochila não é definida apenas pela cor; ela é definida pela finalidade do atendimento, pela estrutura da unidade e pelo protocolo do serviço.

O mais importante não é decorar uma lista encontrada na internet, porque ela pode não corresponder à realidade da sua unidade. É conhecer a localização dos materiais, conferir o equipamento antes da saída e saber rapidamente qual recurso utilizar diante da situação encontrada.

Resumo para salvar

Mochilas de APH Saiba o Que Levar

  • A composição depende do serviço e protocolo
  • As cores não são uma padronização nacional única
  • O conteúdo varia conforme o tipo de suporte
  • A conferência antes da ocorrência é essencial

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Nota Informativa nº 9/2024-CGURG/DAHU/SAES/MS. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: Nota Informativa nº 9/2024 – Ministério da Saúde. 
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 2.048, de 5 de novembro de 2002. Aprova o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2002. Disponível em: Portaria GM/MS nº 2.048/2002. 
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. SAMU 192 – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: SAMU 192 – Ministério da Saúde. 
  4. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação GM/MS nº 3, de 28 de setembro de 2017. Consolidação das normas sobre as redes do Sistema Único de Saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: Legislação do Ministério da Saúde. 

Conheçendo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA)

Unidade de Pronto Atendimento, abreviadamente UPA ou UPA 24h, é uma espécie de posto de saúde instalada em diversas cidades do Brasil. São responsáveis por concentrar os atendimentos de saúde de média complexidade, compondo uma rede organizada em conjunto com a atenção básica e a atenção hospitalar.

As unidades também possuem o objetivo de diminuir as filas nos prontos-socorros dos hospitais, evitando que casos de menor complexidade sejam encaminhados diretamente para as unidades hospitalares, além de ampliar a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

As UPAs funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, visando acolher e atender a todos os usuários que buscam assistência médica. Também são capazes de resolver grande parte das urgências e emergências, sendo que, nas localidades que contam com pelo menos uma unidade, cerca de 97% dos casos são solucionados no próprio local. Quando um paciente chega a uma UPA, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico. Também é feita a análise da necessidade de encaminhamento do paciente a um hospital ou de mantê-lo em observação por 24 horas.

As UPAs oferecem atendimento a urgências pediátricas, clínicas e odontológicas. Elas têm capacidade de realizar o primeiro atendimento ao trauma, estabilizando o paciente até a transferência para uma unidade de maior porte. As UPAs também fazem acolhimento, classificação de risco, exames laboratoriais e de raios X e observação individual.

Cada unidade possui salas vermelhas, voltadas ao atendimento de casos mais graves, e leitos de observação pediátrica e clínica, sendo que, em algumas unidades, também há salas de medicação e de nebulização. A primeira unidade foi inaugurada em 2002 no bairro Alto de São Manoel, situado no município potiguar de Mossoró.

Quando procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h)?

As UPAs funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, e podem atender grande parte das urgências e emergências.

Presta atendimento resolutivo e qualificado aos pacientes acometidos por quadros agudos ou agudizados de natureza clínica, e presta o primeiro atendimento aos casos de natureza cirúrgica e de trauma, estabilizando os pacientes e realizando a investigação diagnóstica inicial, de modo a definir a conduta necessária para cada caso, bem como garantir o referenciamento dos pacientes que necessitarem de atendimento

Mantem pacientes em observação, por até 24 horas, para elucidação diagnóstica ou estabilização clínica, e encaminham aqueles que não tiveram suas queixas resolvidas com garantia da continuidade do cuidado para internação em serviços hospitalares de retaguarda, por meio da regulação do acesso assistencial.

Veja exemplos de quando você deve procurar uma UPA 24h:

  • Febre alta, acima de 39ºC;
  • Fraturas e cortes com pouco sangramento;
  • Infarto e derrame
  • Queda com torsão e,dor intensa ou suspeita de fratura;
  • Cólicas renais;
  • Falta de ar intensa;
  • Crises Convulsivas;
  • Dores fortes no peito;
  • Vômito constante.

Acesse Componente Hospitalar da Rede de Atenção à Urgências

Rede de Atenção às Urgências e Emergências

A Rede de Atenção às Urgências tem como objetivo reordenar a atenção à saúde em situações de urgência e emergência de forma coordenada entre os diferentes pontos de atenção que a compõe, de forma a melhor organizar a assistência, definindo fluxos e as referências adequadas.

É constituída pela Promoção, Prevenção e Vigilância em Saúde; Atenção Básica; SAMU 192; Sala de Estabilização; Força Nacional do SUS; UPA 24h; Unidades Hospitalares e Atenção Domiciliar.

Sua complexidade se dá pela necessidade do atendimento 24 horas às diferentes condições de saúde: agudas ou crônicas agudizadas; sendo elas de natureza clínica, cirúrgica, traumatológica entre outras.

Assim, para que a Rede oferte assistência qualificada aos usuários, é necessário que seus componentes atuem de forma integrada, articulada e sinérgica. Sendo indispensável a implementação da qualificação profissional, da informação, do processo de acolhimento e da regulação de acesso a todos os componentes que a constitui.

Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) após avaliação do perfil epidemiológico e demográfico brasileiro, evidencia –se que os principais problemas de saúde dos usuários na área de urgência e emergência estão relacionados a alta morbimortalidade de doenças do aparelho circulatório, como o Infarto Agudo do Miocárdio – IAM e o Acidente Vascular Cerebral – AVC, além do aumento relativo ás violências e aos acidentes de trânsito.

Desta forma, a Rede de Urgência e Emergência tem como prioridade a reorganização das linhas de cuidados prioritárias de traumatologia, cardiovascular e cerebrovascular no âmbito da atenção hospitalar e sua articulação com os demais pontos de atenção.

Acesse a Página Especializada SAMU 192

 

Fonte: Ministério da Saúde

Urgência e Emergência: Conceitos Básicos

Urgência e Emergência

Em hospitais e postos de saúde, todos já viram ambulâncias, prontos-socorros e placas com o enunciado “Emergência”. Porém, em vez de usar esse termo, alguns profissionais da saúde afirmam que determinado caso é urgente. Emergência e urgência são palavras parecidas, mas será que possuem o mesmo significado? Como diferenciá-las? Não é muito simples, pois, realmente, seus significados são quase iguais.

Vamos Entender?

DIFERENÇAS ENTRE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

Urgência

É a ocorrência imprevista de danos à saúde, em que não ocorre risco de morte, ou seja, indivíduo necessita de atendimento médico mediato. Consideramos prioridade moderada de atendimento. Exemplos:

– Dor torácica sem complicações respiratórias;
– Alguns tipos de queimaduras;
– Fraturas sem sinais de choques ou outras lesões mais sérias;
– Vômito e diarreia, acompanhados ou não por estado febril abaixo de 39ºC;
– Sangramentos e ferimentos leves e moderados.

Emergência

Constatação médica de condições de danos à saúde, que implicam em risco de morte, exigindo tratamento médico imediato. Consideramos alta prioridade de tratamento de atendimento. Exemplo:

– Parada cardiorrespiratória (PCR);
– Dor torácica acompanhada de desconforto respiratório;
– Politraumatismo em geral;
– Hemorragias de alta intensidade;
– Queimaduras extensas;
– Perda do nível de consciência;
– Intoxicações em geral;
– Ferimento por arma de fogo (FAF);
– Ferimento por arma branca (FAB);
– Estados de choque;
– Estado febril acima de 40ºC;
– Gestações em curso com complicações.

Tanto a urgência como a emergência requerem do profissional de enfermagem atenção imediata em suas ações. O conhecimento técnico faz a diferença no final do atendimento!

O PRONTO SOCORRO

É o Local “físico” destinado ao atendimento de urgências e emergências constatadas. Geralmente está localizado em um hospital ou próximo a ele. É para o pronto-socorro que as vítimas são encaminhadas após o primeiro atendimento, independente de seu estado.

A SALA DE URGÊNCIA

Local destinado e equipado dentro do pronto-socorro para atendimento de urgências e emergências, independente de sua procedência.

As salas de urgência e emergência devem estar localizadas em pontos estratégicos do pronto-socorro, ser de fácil acesso para entrada de ambulâncias e carros de resgate, além de ter pessoal qualificado e disponível para qualquer circunstância.

OS RECURSOS

Humanos – são as equipes de enfermagem e médica que atuam durante as urgências e emergências.
Materiais – equipamentos e materiais que as salas de urgência devem ter, necessários para estabilizar o quadro clínico do paciente.
Serviços – todo o pessoal de apoio, como laboratório, banco de sangue, centro de imagens.

A FINALIDADE DE UMA UNIDADE DE EMERGÊNCIA

Problemas como: inadequação do espaço para o atendimento, falta de protocolos, conflito sobre a autonomia do enfermeiro, a falta de triagem, entre vários outros, podem dificultar o atendimento a demanda de pacientes, para isso devem-se buscar alternativas que garantam um serviço rápido e com qualidade.

A ESTRUTURA DE UMA UNIDADE DE EMERGÊNCIA

A estrutura da unidade de emergência deve ocupar o andar térreo. O planejamento físico  a unidade tem alguns propósitos básicos que são: a criação de espaços para abrigar equipamentos e permitir livre circulação da equipe de trabalho; a eficácia nos atendimentos, através de recursos; a redução de ações improvisadas; a assistência será mais completa se aliada a recursos materiais e ambiente físico adequado; atendimento com segurança, eficácia no uso do pessoal e equipamento, que a unidade pode desenvolver.

Existem algumas dificuldades inerentes à estrutura e funcionamento da emergência como: falta de formação específica dos profissionais, ausência de programas de treinamento em serviço, que acarretam alterações na estrutura organizacional e no atendimento aos pacientes.

A sala de atendimento de emergência, deve oferecer recursos materiais e humanos para atender pacientes com risco de vida. A sala deve ser ampla, ter equipamentos necessários para um atendimento de emergência como, por exemplo, aparelho de pressão, bomba de infusão, desfibrilador ou cardioversor, monitor cardíaco, carro de parada, aparelho de ventilação mecânica, ambú, laringoscópio, mandril, tábua para reanimação cardíaca saída de oxigênio e vácuo, escada, lixos, hamper.

Estrutura Física

– Área geográfica distinta dentro do hospital
– Acesso controlado sem trânsito
– Acesso direto próximo elevador, UTI, Sala recuperação, Centro Cirúrgico, Unidades
– Intermediárias e Serviço de laboratório e radiologia.
– Observação individual e conjunto dos pacientes
– Espaço suficiente para mobilização de paciente e locomoção de pessoal
– Tranqüilidade e ambiente agradável
– Atendimento a pacientes ambos sexos, sem discriminação de grupos etários
– Boa iluminação(natural e artificial)
– Canalização de vácuo, oxigênio e ar comprimido
– Tomadas elétricas em número ideal por leito
– Revestimento liso não absorvente e lavável
– Ar condicionado e aquecimento
– Sanitários: Pacientes e funcionários
– Sala de reuniões e estudos
– Rouparia e Expurgo
– Armazenamento de equipamentos
– Proporcionar observação contínua do paciente
– É indicada separação dos leitos por divisórias
– Proporciona relativa privacidade.

A sobrevivência dos pacientes em um ambiente de emergência pode vir a depender não só da disponibilidade da infra-estrutura necessária aos procedimentos, como de sua correta localização no edifício hospitalar, já que deste posicionamento depende, muitas vezes a rapidez com que são oferecidos os primeiros cuidados a pacientes em estado mais grave.

Em unidades de médio e pequeno porte estas salas podem vir a integrar um único ambiente localizado junto Hall de Emergência, com fácil acesso ao Centro Cirúrgico e a Unidade de Tratamento Intensivo. Um acesso discreto ao necrotério também é desejável.

A sala de politrauma, onde são atendidos pacientes que sofreram acidentes ou violências (causas externas) deve ser, preferencialmente, separada da sala de emergências, onde são tratados os outros casos de maior gravidade. A separação da sala de politrauma dos demais ambientes da unidade é importante para a humanização do atendimento, evitando a visão desnecessária das ocorrências que ali se verificam.

Tanto as salas de Politrauma como de Emergência devem ser dimensionadas para atender, ao mesmo tempo, no mínimo dois pacientes. Devem permitir total liberdade de circulação para a equipe, recessos para o estacionamento de carrinhos com material esterilizado, de anestesia e de ressuscitação, lavabos, bancada com cuba, armários com portas de vidro ou prateleiras, que facilitem a visão de equipamentos e medicamentos, um nível de iluminamento elevado, pontos de gases medicinais, tomadas, inclusive para raios-X transportável, entre outras facilidades e, preferivelmente, um posto de enfermagem e área de expurgos exclusivos.

Atualmente, alguns hospitais de emergência com alta resolutividade, principalmente aqueles localizados nos grandes centros urbanos, são dotados de Centros de Trauma. Nestes ambientes destinados a atender os casos mais críticos os pacientes permanecem apenas por poucos minutos, durante os quais equipes especialmente treinadas decidem seu encaminhamento para o Centro Cirúrgico ou para a UTI.

Além destes ambientes, complementam o programa funcional das unidades de urgência e emergência uma série de ambientes tais como a Unidade Transfusional, onde é feita a guarda e a distribuição de hemocomponentes, rouparia, copa, local para a guarda de aparelho de RX transportável, área para guarda de pertences de pacientes, sanitários de funcionários, estar e plantão médico, estar e plantão de enfermagem e de pessoal de apoio, estacionamento de ambulâncias com estar e sanitário anexo para motoristas, salas administrativas, posto policial, cantina, sala de utilidades, depósito de material de limpeza (DML), sala de armazenamento temporário de resíduos etc.

AS RELAÇÕES COM AS DEMAIS UNIDADES FUNCIONAIS

O posicionamento da Unidade de Urgência e Emergência em relação às demais unidades funcionais que integram o edifício hospitalar é fator determinante na geração e na própria qualidade dos fluxos hospitalares que entre elas se verificam, influindo fortemente na maior ou menor operacionalidade da unidade, assim como no combate à infecção hospitalar.

Assim a distribuição espacial das unidades funcionais (setorização) e de seus respectivos ambientes, devem ser estudadas levando-se em consideração, principalmente a adequação dos fluxos hospitalares que delas se originam.

RELEMBRANDO OS CONCEITOS BÁSICOS DE URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS

Pronto atendimento: Estabelecimento de saúde que presta assistência a doentes, com ou sem risco de vida, cujos agravos à saúde necessitam de atendimento imediato, dentro do horário de funcionamento.

Pronto socorro: é a unidade destinada a prestar assistência a doentes, com ou sem risco de vida, cujos agravos à saúde necessitam de atendimento imediato, mas que funciona durante as 24h do dia e dispõe de leitos de observação.

Urgência: significa pressa, rapidez, brevidade ou necessidade imediata. O atendimento de urgência são ações destinadas à recuperação dos pacientes em condições agudas, mas não há perigo iminente de falência de qualquer de suas funções vitais. As condições urgentes são graves, mas geralmente não perigosas se o suporte médico e o tratamento tiverem uma pequena demora. O tratamento deve ter início num período entre 20 minutos e 2 horas.

Emergência: significa ocorrência perigosa, situação crítica ou necessidade imediata. Gomes (1994), conceitua atendimento de emergência como conjunto de ações empregadas para a recuperação de pacientes, cujos agravos à saúde necessitam de assistência imediata, por apresentarem risco de vida, uma vez que põem em risco determinadas funções vitais que, com o passar do tempo, diminuem sua chance de eventual recuperação. Jung (2002), destaca a importância da intervenção no serviço de emergência. Relata ainda, que apesar do paciente ficar pouco tempo internado nessa unidade, é essencial que sua fisiologia seja investigada e esta unidade não seja vista como um serviço que serve de passagem para pacientes que procuram atendimento.

Paciente Crítico: Paciente grave, com comprometimento de 1 ou mais dos principais sistemas fisiológicos, com perda de sua auto-regulação, necessitando substituição artificial de funções e assistência contínua.

Paciente potencialmente Crítico: Paciente grave, que apresenta estabilidade clínica, com potencial risco de agravamento do quadro e necessidade de cuidados contínua.

Atenção ao paciente Crítico: Atendimento ao paciente de forma humanizada, minimizando os riscos decorrentes dos métodos terapêuticos utilizados com relação aos benefícios obtidos, visando à garantia de sua sobrevida com qualidade, assim como a manutenção da estabilidade de seus parâmetros vitais dentro dos recursos necessários.

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Conhece como é feito a triagem, ou a classificação de risco (Protocolo de Manchester)? Veja mais sobre o Protocolo neste link!

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