Urgências e Emergências Ginecológicas

As urgências e emergências ginecológicas são condições que requerem atenção médica imediata devido ao risco potencial de complicações sérias para a saúde da mulher. As causas podem variar desde infecções e sangramentos até problemas com a gravidez e doenças ginecológicas.

Situações que devem ser considerados

Sintomas comuns que indicam uma Urgência Ginecológica

  • Dor pélvica intensa: Pode ser um sinal de infecção, apendicite, cisto ovárico torcido, gravidez ectópica ou outros problemas.
  • Sangramento vaginal anormal: Fluxo intenso, fora do período menstrual, após a menopausa ou acompanhado de outros sintomas, como dor ou febre.
  • Febre alta e calafrios: Podem indicar uma infecção pélvica, doença inflamatória pélvica ou outras condições graves.
  • Náuseas e vômitos intensos: Podem ser sintomas de gravidez ectópica, torção ovárica ou outras condições.
  • Dor ao urinar ou ao defecar: Podem indicar infecção urinária, infecção pélvica ou outros problemas.
  • Inchaço abdominal: Pode ser causado por um cisto ovárico, gravidez ectópica ou outros problemas.
  • Dor durante o sexo: Pode ser um sinal de infecção, endometriose ou outros problemas.

Alguns exemplos específicos de Emergências Ginecológicas

  • Gravidez ectópica: A gravidez se instala fora do útero, geralmente na tuba uterina, e pode ser fatal se não tratada.
  • Torção ovárica: O ovário gira em torno de seu próprio eixo, interrompendo o suprimento sanguíneo.
  • Doença inflamatória pélvica (DIP): Infecção dos órgãos reprodutivos femininos que pode causar danos irreversíveis se não tratada.
  • Sangramento uterino anormal: Pode ser causado por fibromas, pólipos, câncer ou outros problemas.
  • Aborto espontâneo: Perda da gravidez antes da 20ª semana de gestação.
  • Trabalho de parto prematuro: Início do trabalho de parto antes das 37 semanas de gestação.
  • Rotura de membrana: Ruptura da bolsa amniótica antes do início do trabalho de parto.
  • Eclâmpsia/Pré eclâmpsia: A pré-eclâmpsia é um novo diagnóstico de hipertensão arterial ou da piora de hipertensão arterial preexistente, que é acompanhada de um excesso de proteína na urina e que surge após a 20ª semana de gravidez. Eclâmpsia são convulsões que ocorrem em mulheres com pré-eclâmpsia e que não apresentam outra causa.
  • Placenta Prévia: é uma condição durante a gravidez onde a placenta se implanta na parte inferior do útero, perto ou cobrindo o colo do útero.

O que fazer em caso de urgência ou emergência ginecológica

  • Procure atendimento médico imediatamente. Não hesite em ir ao hospital ou entrar em contato com um médico por telefone.
  • Descreva os seus sintomas com detalhes. Inclua a data de início, a intensidade e outros sintomas que você está sentindo.
  • Responda honestamente às perguntas do médico. Fornecer informações precisas é crucial para um diagnóstico correto.
  • Siga as instruções do médico. Tome os medicamentos prescritos e faça os exames necessários.
  • Contate o médico caso os seus sintomas não melhorem.

Referência:

  1. Ministério da Saúde
Notícias da Enfermagem

Cofen e Sofia Feldman promovem qualificação em Enfermagem Ginecológica

A Comissão Nacional de Saúde da Mulher do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), em conjunto com o Hospital Sofia Feldman, promoveu aos conselhos das regiões norte e nordeste, na última quinta-feira (3/6), o curso de qualificação da consulta em Enfermagem Ginecológica com ênfase na saúde reprodutiva e nos métodos contraceptivos. A expectativa é de que o […]

Posições para Exames: Evite Erros no Plantão

Posições para Exames

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 22/10/2026.

A posição escolhida para um exame pode facilitar o procedimento, mas também causar dor, queda ou compressão de nervos quando o paciente é mal acomodado. Por isso, a enfermagem precisa conhecer a finalidade de cada posição e verificar se ela é segura para aquela pessoa, considerando mobilidade, condição clínica, dispositivos e limitações físicas.

Principais posições e suas indicações

  • Decúbito dorsal ou supino: o paciente permanece deitado de costas, com o abdome voltado para cima. É utilizado em exames físicos, avaliações abdominais e diversos procedimentos. O alinhamento corporal e o apoio adequado da cabeça e dos membros devem ser mantidos.
  • Decúbito ventral ou prona: o paciente fica deitado sobre o abdome. Pode facilitar a avaliação do dorso e é utilizada em situações específicas de suporte respiratório, inclusive em pacientes selecionados com síndrome do desconforto respiratório agudo. A pronação terapêutica exige equipe treinada e atenção especial à via aérea, aos acessos, aos olhos e aos pontos de pressão.
  • Decúbito lateral: o paciente fica deitado sobre um dos lados, direito ou esquerdo. Pode ser utilizado para determinados exames, cuidados e procedimentos, além de favorecer o conforto e o reposicionamento. A indicação depende do quadro clínico e do objetivo assistencial.
  • Posição litotômica ou ginecológica: o paciente permanece em decúbito dorsal, com quadris e joelhos flexionados e pernas apoiadas em suportes apropriados. É utilizada em exames ginecológicos, procedimentos urológicos e intervenções específicas. As pernas devem ser posicionadas e retiradas dos suportes de maneira coordenada, evitando movimentos bruscos e sobrecarga articular.
  • Fowler e semi-Fowler: o tronco fica elevado, geralmente entre 45° e 90° na Fowler e em torno de 30° a 45° na semi-Fowler, conforme a classificação adotada pelo serviço. Essas posições podem favorecer o conforto e a expansão torácica em determinados pacientes, além de serem úteis em algumas situações de alimentação e cuidado. A elevação precisa ser ajustada à tolerância clínica e ao risco de deslizamento no leito.
  • Trendelenburg: o paciente permanece em decúbito dorsal, com a cabeça mais baixa que os pés, pela inclinação da superfície. É utilizada em situações específicas, principalmente em determinados procedimentos cirúrgicos. Não deve ser indicada rotineiramente para tratar choque ou melhorar a circulação cerebral, pois pode trazer riscos e não substitui o tratamento apropriado.
  • Trendelenburg reversa ou proclive: a cabeceira fica elevada e os pés mais baixos. Pode ser empregada em procedimentos selecionados, como algumas cirurgias abdominais superiores, conforme a indicação médica e o protocolo. Não deve ser apresentada como tratamento universal para embolia gasosa ou prevenção de aspiração.
  • Posição de Sims: é uma variação do decúbito lateral, geralmente com o tronco parcialmente voltado para a frente e uma perna mais flexionada. Pode ser utilizada em determinados procedimentos retais, administração de medicamentos por via retal e enemas, respeitando a indicação e as condições do paciente.
  • Posição genupeitoral: o paciente apoia os joelhos e o tórax, com o quadril elevado. Pode ser utilizada em exames ou procedimentos selecionados da região anorretal, quando apropriada. Como pode ser desconfortável e exigir esforço físico, deve ser evitada ou adaptada quando houver contraindicações clínicas.

A posição certa depende do paciente

Imagine um paciente com dificuldade respiratória que relata piora ao permanecer deitado. Elevar a cabeceira pode melhorar o conforto e facilitar a respiração, mas a equipe deve observar a saturação, o esforço respiratório e a resposta à mudança de posição. Se houver piora ou instabilidade, a avaliação clínica deve ser priorizada, sem insistir em uma posição apenas porque ela costuma ser utilizada.

Em outro momento, durante a preparação para um exame ginecológico, a paciente demonstra dor ao flexionar os quadris. A equipe deve interromper o movimento, reavaliar a amplitude tolerada e comunicar a limitação ao profissional responsável, em vez de forçar as pernas para alcançar a posição desejada. O procedimento precisa preservar a segurança, a dignidade e o conforto da pessoa.

Cuidados de enfermagem

Antes de posicionar o paciente, explique o procedimento, confirme a identificação, higienize as mãos e preserve a privacidade, expondo somente a área necessária. Avalie dor, mobilidade, risco de queda, integridade da pele e presença de sondas, cateteres, drenos ou outros dispositivos.

Durante a movimentação, utilize ajuda de outros profissionais e equipamentos auxiliares quando necessário. Mantenha o alinhamento corporal, proteja as proeminências ósseas, evite tração de dispositivos e confira a estabilidade do paciente após o posicionamento. Se surgirem dor intensa, dispneia, alteração da consciência ou instabilidade, interrompa a manobra quando possível e acione a equipe responsável.

A posição deve ser mantida apenas pelo tempo necessário e reavaliada conforme a condição clínica e o objetivo do exame. Não existe uma única posição adequada para todos os pacientes, e a frequência de reposicionamento deve considerar o risco individual, a tolerância tecidual e o protocolo do serviço.

Resumo para salvar

Posições para Exames: Evite Erros no Plantão

  • Conheça a finalidade e as limitações de cada posição
  • Avalie dor, mobilidade e condição clínica antes de movimentar
  • Proteja a pele, mantenha o alinhamento e evite tração de dispositivos
  • Preserve a privacidade e reavalie o paciente após o posicionamento

Referências:

  1. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Manual de procedimentos básicos de enfermagem. Brasília, DF: Cofen. Disponível em: https://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/Manual-Procedimentos-Basicos-Enfermagem.pdf.
  2. LOPES, Camila Mendonça de Moraes et al. Evidence for surgical positioning: a systematic review. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 18, n. 6, p. 1129-1136, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rlae/a/m9t637YdK3Thnynb7LBQ4WR/?lang=pt.
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos básicos de segurança do paciente. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente/publicacoes/protocolos-de-seguranca-do-paciente.